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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Dia Mundial do Chocolate: com moderação, doce pode ser aliado do humor e da saúde

Especialistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explicam como o consumo moderado pode beneficiar o cérebro, o humor e a alimentação

 

Poucos alimentos despertam tanta paixão quanto o chocolate. Segundo dados mais recentes da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o brasileiro consome, em média, 3,9 kg da iguaria por ano, o maior índice dos últimos cinco anos. 

E não é à toa: além do sabor irresistível, o chocolate, especialmente o do tipo amargo, vem sendo cada vez mais associado a benefícios para o cérebro e para o humor. Em comemoração ao Dia Mundial do Chocolate, celebrado no dia 7 de julho, neurologista e nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz esclarecem o que a ciência já sabe sobre o assunto. 

De acordo com a neurologista, do Centro Especializado em Neurologia, Dra. Ana Carolina Gomes, o chocolate de alta concentração de cacau pode, sim, ter efeitos positivos no sistema nervoso. “O cacau é rico em flavonoides, compostos antioxidantes com potencial neuroprotetor. Estudos sugerem que essas substâncias podem melhorar o fluxo sanguíneo cerebral, a memória e até mesmo a cognição em longo prazo”, explica. 

Exemplo recente é o estudo publicado em 2024 na revista científica Nature Scientific Reports, que investigou a relação entre o consumo de chocolate amargo e doenças cardiovasculares. Os pesquisadores identificaram uma redução significativa, cerca de 27%, no risco de hipertensão essencial entre indivíduos com maior propensão ao consumo de chocolate com alto teor de cacau. Segundo os autores, esse efeito pode estar relacionado à ação vasodilatadora dos flavonoides presentes no cacau, que contribuem para a melhora do fluxo sanguíneo e da saúde vascular. 

O chocolate também contém triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e bem-estar. “Essa propriedade ajuda a justificar por que o alimento é tão procurado em momentos de estresse emocional. Mas é preciso ter cuidado: o efeito existe, mas é sutil e não deve ser encarado como uma ‘terapia alimentar’”, pondera a especialista. 

Ela também alerta para os exageros: “É comum superestimar os efeitos do chocolate com base em manchetes. Benefícios existem, mas estão condicionados à qualidade do produto e à moderação no consumo”, completa. 

É aí que entra a orientação nutricional. Para a nutricionista da Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Fernanda Maluhy, o tipo de chocolate escolhido faz toda a diferença. “A recomendação é optar por chocolates com pelo menos 70% de cacau, pois têm menos gordura adicionada e maior concentração dos compostos benéficos”, afirma. Fernanda destaca que o ideal é consumir de 20 a 25 gramas por dia, o equivalente a dois ou três quadradinhos.

Segundo ela, o chocolate pode ser encaixado na rotina alimentar de forma equilibrada, sem culpa. “A alimentação saudável não precisa excluir os prazeres. Um bom chocolate amargo pode ser incluído como sobremesa, lanche intermediário ou até como ingrediente de receitas mais elaboradas. O importante é evitar os industrializados com recheios, muito açúcar ou gordura hidrogenada”, reforça. 

Além dos flavonoides, o cacau também é fonte de magnésio, ferro e polifenóis com efeito anti-inflamatório, o que ajuda a explicar seu impacto positivo não apenas no cérebro, mas também no sistema cardiovascular. “Se consumido com consciência, o chocolate pode ser uma forma saborosa de cuidar da saúde”, conclui Fernanda. 



Dra. Ana Carolina Gomes - CRM SP 175.180 - RQE NEUROLOGIA 79.613

Fernanda Maluhy – CRN



7 de julho é Dia Mundial do Chocolate, doce dá dor de barriga? Médico explica

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, de SP, fala que, passado o feriado de Páscoa e os exageros com o consumo de chocolate, muita gente atribui a dor de barriga que possa aparecer como culpa do doce. Para o médico, isso pode acontecer sim já que o consumo exagerado do chocolate pode ocasionar não apenas diarreia, mas também refluxo, náuseas, dores estomacais, dor de cabeça e até desencadear um processo alérgico de coceiras, irritação na pele com vermelhidão e até bolhas. “Isso acontece porque o doce derivado do cacau é rico em gorduras e açúcares, que podem sobrecarregar o organismo. Se a dor de barriga ainda vier acompanhada de dor abdominal, gases e diarreia excessiva pode ser sintomas de intolerância à lactose, que é quando o corpo não consegue quebrar o açúcar do leite, presente na fórmula da maioria dos chocolates”, alerta o especialista. 

Por ser rico em gorduras e açúcares, Dr. Rodrigo ainda explica que o chocolate ainda concentra muitas calorias e pode ainda causar dependência. “Quanto mais doces são ingeridos, mais energia no organismo produz em um menor período de tempo (é o chamado pico glicêmico). Por esse pico ser um processo que acontece muito rápido no organismo, faz com que os níveis de energia subam e caiam tão subitamente que podem fazer o cérebro se confundir e interpretar que o corpo está sem energia, despertando assim uma sensação de ‘fome’ de mais vontade de comer cada vez mais o doce”, diz. 

Para minimizar os sintomas de quem exagerou na dose, o cirurgião do aparelho digestivo recomenda dar preferência por alimentos mais leves, como frutas e verduras, evitar as carnes vermelhas que também exigem esforço do fígado para metabolizar, aumentar o consumo de água, dar um tempo nos carboidratos e tomar chás que ajudam na digestão como boldo, carqueja, alecrim e hortelã.


 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube www.drrodrigobarbosa.com.br.



GSK lança chatbot gratuito sobre prevenção ao HIV

O chatbot adapta suas respostas com base no nível de conhecimento sobre o assunto, histórico e localização do usuário

 

A GSK lançou uma solução inovadora no WhatsApp, que transforma o canal de comunicação em uma ferramenta empática e educativa com foco na prevenção ao HIV. A ferramenta possui uma linguagem acessível e abordagem personalizada, esclarecendo dúvidas sobre HIV e PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), ajudando a identificar os métodos de prevenção indicados para cada perfil de pessoa e fornecendo informações sobre serviços de saúde próximos.

 

Mesmo com a disponibilização da PrEP oral no SUS, muitos brasileiros ainda não conhecem essa estratégia de prevenção ao HIV. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 46 mil novos casos de HIV foram registrados em 2023¹. A prevalência de HIV entre gays e homens que fazem sexo com homens é de 18,4% no Brasil², e o estande instalado em um dos principais eventos voltados à comunidade LGBT+ buscou levar mais informações de prevenção, por meio de uma ferramenta empática e acolhedora.

 

Desenvolvido pela empresa Smarters, o chatbot intitulado "Tudo sobre PrEP" oferece uma jornada educativa e anônima, para o público geral, guiando o usuário e adaptando as respostas com base no seu nível de conhecimento sobre o assunto, em seu histórico de uso da PrEP e na sua localização. O serviço está disponível 24 horas por dia e funciona como um importante ponto de apoio ao promover conversas sem julgamentos, com conteúdos relevantes e orientações práticas, já que o preconceito e a desinformação ainda dificultam o acesso e a busca de opções de prevenção e tratamento.

 

“Combater o preconceito e o estigma relacionados ao HIV é fundamental para criar uma sociedade mais justa, acolhedora e saudável, especialmente para a população LGBT+. Para fortalecer a prevenção, sabemos que o conhecimento de forma simples, acessível e sem julgamentos é essencial. Portanto, a iniciativa revoluciona o acesso à informação, potencializando o aumento do conhecimento das pessoas, gerando resultados reais na adesão à PrEP no País”, destaca Roberta Corrêa, Diretora da Unidade de Negócios de HIV da GSK/ViiV Healthcare.

 

A PrEP é uma das estratégias de prevenção, indicada para pessoas a partir de 15 anos de idade, com pelo menos 35 quilos, sexualmente ativas e em maior risco de contrair o HIV2. A versão oral é oferecida gratuitamente pelo SUS e pode ser utilizada de duas formas: de forma contínua, com o uso diário de dois comprimidos, ou sob demanda, com doses específicas antes e após a relação sexual2. Já a PrEP injetável, ainda não disponível no Brasil3, é aplicada por injeção intramuscular na região glútea4. O estudo ImPrEP CAB Brasil5 trouxe evidências promissoras sobre o uso do cabotegravir injetável, aprovado pela ANVISA, apontando maior adesão em comparação com a PrEP oral e nenhum caso de infecção pelo HIV durante o uso5.

 

“O chatbot ‘Tudo sobre PrEP’ representa o que acreditamos ser o futuro das conversas sobre a saúde das pessoas: acessíveis, personalizadas, baseadas em ciência e construídas com empatia. Nossa tecnologia permite que esse diálogo aconteça no ritmo e no contexto de cada pessoa, respeitando sua privacidade e ajudando a tomar decisões com mais informação e segurança”, esclarece Diego Bujaldon, Chief Project Officer do Smarters.

 

A GSK lançou também o site “Tudo sobre PrEP”, com informações sobre diferentes métodos de prevenção ao HIV e dados sobre o cenário da epidemia no Brasil. A plataforma complementa o novo chatbot, que pode ser acessado gratuitamente pelo WhatsApp, por meio do número (21) 2018-1028. Para iniciar a conversa, é só digitar um “Olá” e a inteligência artificial guiará o usuário conforme suas dúvidas e nível de conhecimento sobre o assunto.

 

Ficha técnica:

 

Chief Project Officer: Diego Bujaldon

Chief Operating Officer: Cesar Gnecchi

Project Direction and Coordination: Ana Carolina Panossian e Natalia Duarte Benites

Operations Management: Luisa Lucchesi

API and Software Development: Guilherme Massarani Alves e Paulo Feresin

UX Team: Maria Vitória Lima e Rodrigo Oliveira

Quality Assurance Team: Rebeca Yp Wah Mak e Vitor Brito

Business Intelligence Team: Andressa Bissoli, Eduardo de Mello Freire Peres e Victor Hugo Ferreira

Natural Language Processing & Intent Modeling Team: Leandro Fernandes, Thiago Cordero de Oliveira e Patrícia Santos

Conversational Flow Development Team: Vinicius Cardoso Siqueira, Iris de Jesus Moraes, Camila de Oliveira Brichta, Rafael Ferreira Caetano e Kethyllen Loncloff Deliperi.

 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

 



GSK/ViiV Healthcare

smarters
https://smarte.rs/.



Referências:

1. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico HIV/Aids 2024. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2024/boletim_hiv_aids_2024e.pdf/view - . Acessado em: Junho/2025.

2. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV, 2025. Disponível em: . Acessado em: Junho/2025.

3. DRAUZIO. Qual a diferença entre a nova PrEP injetável e a PrEP oral disponível no SUS?. Disponível em: < Link>. Acessado em: Junho/2025

4. ImPrEP CAB Brasil. Informações Gerais Sobre PrEP Injetável. Disponível em: <Link>. Acessado em: Junho/2025

5. GRINSZTEJN, B. et al. ImPrEP CAB Brasil: Enhancing PrEP coverage with CAB LA in Young Key Populations. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2025), 9-12 Março, São Francisco, Califórnia – Estados Unidos das Américas. Apresentação oral. Disponível em: < https://www.croiconference.org/wp-content/uploads/sites/2/posters/2025/192-2025.pdf>. Acesso em: Março 2025.



SBCBM lança campanha nacional: “Cirurgia Bariátrica A Melhor Escolha”



A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) acaba de lançar a campanha “Cirurgia Bariátrica - A Melhor Escolha”, com o objetivo de ampliar o acesso à informação sobre o tratamento cirúrgico da obesidade como uma alternativa mais eficaz, duradoura e custo-efetiva para a população. 

A iniciativa surge em um momento estratégico, em que novos dados científicos reforçam a efetividade da cirurgia. Um estudo apresentado na Reunião Científica da ASMBS, em junho de 2025, mostrou que a cirurgia continua sendo a estratégia mais eficaz e duradoura no tratamento da obesidade, com resultados até cinco vezes superiores aos alcançados com medicamentos injetáveis como semaglutida e tirzepatida. 

“Além disso, estudos recentes demonstram que a cirurgia bariátrica reduz em 41% a mortalidade por todas as causas, com impacto positivo também na redução de mortes relacionadas a doenças cardiovasculares e câncer. Esses resultados estão associados à perda de peso sustentada e à remissão de comorbidades como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial”, conta o médico Juliano Canavarros, presidente da SBCBM. 

Atualmente, a cirurgia bariátrica é considerada uma intervenção tão segura como uma cirurgia de vesícula.
 

Economia a longo prazo

Além dos benefícios à saúde, a campanha também chama atenção para o aspecto custo-efetivo do tratamento. Enquanto o uso contínuo de medicamentos injetáveis pode ultrapassar R$45 mil por ano, a cirurgia bariátrica está disponível gratuitamente pelo SUS e também é coberta pelos planos de saúde, tornando-se uma opção mais acessível e com impacto duradouro.
 

Prova social

Como parte da campanha, foram criadas as “Baristórias”, uma série de relatos reais de pacientes que afirmam que a cirurgia bariátrica foi a sua melhor escolha. Esses cases mostram os resultados alcançados após a cirurgia, como a melhora da saúde, a remissão de doenças e aumento da qualidade de vida.


“Foi a melhor decisão que fiz. Mudou a minha vida completamente.”
- Michel Atie
 

“Não tenha medo. A bariátrica foi a minha melhor escolha.”
- Karla Bianca
 

Segundo a SBCBM, a proposta é fortalecer a comunicação com a sociedade, desmistificar a cirurgia e posicionar a bariátrica como uma escolha consciente, segura e respaldada pela ciência. A campanha será divulgada nas redes sociais da SBCBM e conta com uma landing page exclusiva, onde é possível fazer o cálculo do IMC, conhecer as Baristórias, acessar materiais educativos e entender melhor as novas regras do CFM de indicações e os benefícios da cirurgia bariátrica.


Por que a voz das mulheres engrossa e a dos homens afina com a idade?

Mudanças hormonais e envelhecimento natural da laringe explicam alterações no tom vocal que ocorrem em sentidos opostos entre os sexos


Com o passar dos anos, não é apenas a pele que perde firmeza ou os cabelos que ficam brancos. A voz, muitas vezes negligenciada, também envelhece — e de forma curiosa: fica mais grave nas mulheres e mais aguda nos homens.

De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Luciana Costa, especialista em Saúde da Voz do Hospital Paulista, esse fenômeno está diretamente ligado às mudanças hormonais e às transformações estruturais pelas quais a laringe passa com o tempo. “A partir dos 40 ou 50 anos, as pregas vocais sofrem alterações na espessura, elasticidade e musculatura. Esse processo, conhecido como presbifonia, é parte do envelhecimento natural da voz”, explica a médica.

Segundo ela, nas mulheres, a queda abrupta do estrogênio após a menopausa provoca a perda de colágeno e água nos tecidos da laringe. Isso deixa as pregas vocais mais espessas e pesadas, fazendo com que vibrem mais lentamente e gerem sons mais graves. “Já nos homens, a produção de testosterona começa a cair progressivamente a partir da quinta década. Essa redução provoca afinamento do músculo vocal, tornando a voz mais aguda com o passar do tempo”, afirma a Dra. Luciana.

Além disso, a calcificação das cartilagens laríngeas contribui para a modificação da vibração das pregas vocais.

Outro fator curioso apontado pela especialista é o que ela chama de “cruzamento hormonal”. Com o envelhecimento, há um aumento relativo dos hormônios masculinos nas mulheres e vice-versa. “As mulheres passam a ter proporcionalmente mais androgênios circulantes, enquanto os homens apresentam elevação relativa dos estrogênios. Essa inversão hormonal também influencia o tom da voz”, destaca.


Mudanças graduais, mas com marcos perceptíveis

As alterações vocais tendem a ocorrer de forma gradual, mas momentos de transição hormonal, como a menopausa e a andropausa, podem torná-las mais evidentes. “Os meses que cercam a menopausa funcionam como um divisor de águas vocal para muitas mulheres. A queda hormonal neste período pode causar alterações perceptíveis em um curto intervalo, como rouquidão e perda de extensão vocal”, observa a médica.

Nos homens, o processo costuma ser mais sutil, mas ainda assim é notável, especialmente após os 60 anos, quando o declínio da testosterona se acentua.


Estilo de vida também pesa na balança vocal

Além dos hormônios e do envelhecimento, hábitos de vida têm influência direta na saúde vocal. O cigarro, por exemplo, é um dos principais vilões. “As substâncias tóxicas e o calor do cigarro irritam a mucosa, provocam edema crônico e aumentam o risco de lesões e câncer de laringe. Nas mulheres, isso pode acentuar ainda mais o tom grave da voz”, alerta a otorrinolaringologista.

Beber pouca água também é prejudicial. A hidratação inadequada resseca as pregas vocais e favorece o atrito entre elas, comprometendo sua flexibilidade. O consumo de álcool, por sua vez, tem efeito desidratante e inflamatório. “Falar demais ou por muitas horas sem pausas, como é comum entre professores e teleatendentes, pode gerar microtraumas nas pregas vocais e acelerar o processo de envelhecimento da voz”, acrescenta.

Como forma de prevenção, a médica recomenda medidas simples, como hidratação adequada (em média 30 ml de água por quilo de peso corporal por dia), pausas vocais regulares, cuidados com a postura e exercícios específicos de respiração e projeção vocal.


Há tratamento para a “voz envelhecida”?

Para aqueles que se incomodam com as mudanças vocais, seja por questões estéticas ou profissionais, existem recursos eficazes para atenuar ou até recuperar parte da qualidade vocal. “A primeira etapa costuma ser a terapia vocal, feita com fonoaudiólogos, que ajuda a fortalecer os músculos da laringe e melhorar a projeção da voz. Muitas vezes, é possível recuperar até 30 Hz de frequência vocal”, explica a Dra. Luciana.

Casos de flacidez excessiva ou falha no fechamento das pregas vocais (gap glótico) podem ser tratados com a injeção de ácido hialurônico ou, em situações mais avançadas, com cirurgias de reposicionamento da laringe, conhecidas como tireoplastias. Além disso, mulheres na menopausa com queixas importantes podem discutir com seus médicos a possibilidade de reposição hormonal, sempre avaliando os riscos e benefícios.

“As mudanças na voz com a idade são naturais, mas o estilo de vida, os cuidados preventivos e os tratamentos disponíveis podem fazer toda a diferença. Com atenção à saúde vocal, é possível envelhecer com uma voz clara, firme e funcional”, conclui a especialista.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Risco de infarto aumenta durante o inverno. Saiba como se proteger!

Especialista da SBPC/ML explica que a queda das temperaturas aumenta em até 3 vezes os riscos de infarto e AVC. Teste de troponina é crucial para diagnóstico e pode evitar a necessidade de mais exames

 

Com a chegada do inverno, os riscos de problemas de saúde, especialmente relacionados ao coração, aumentam significativamente. De acordo com estudos, temperaturas abaixo de 15ºC podem triplicar o risco de morte por infarto, em grande parte devido ao estreitamento dos vasos sanguíneos, fenômeno conhecido como vasoconstrição. E no processo de identificação da intercorrência, a troponina é um elemento crucial para o diagnóstico. 

De acordo com Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, médico patologista clínico e diretor de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), para manter a temperatura corporal, nosso organismo faz vasoconstrição e vasoespasmo. "Isso estreita muito o diâmetro dos nossos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial, sobrecarrega o coração, aumenta o risco de instabilidade de placas de gordura, podendo levar a infarto e AVC", ressaltou. 

No diagnóstico do infarto, a troponina é um elemento crucial. Esta proteína, encontrada nos músculos esqueléticos e cardíacos, é um biomarcador confiável utilizado em protocolos médicos desde 2012, tanto no Brasil quanto internacionalmente. "A troponina é uma ferramenta valiosa no diagnóstico de infarto. Quando os níveis dessa proteína estão abaixo de 5 pg/ml, o diagnóstico de infarto pode ser excluído com segurança," destaca o especialista da SBPC/ML. 

Além disso, Carlos Eduardo enfatiza a importância de protocolos bem definidos para a avaliação da dor torácica nos hospitais, garantindo a segurança e o cuidado centrado no paciente. "Em situações de dor no peito, realizar o teste de troponina pode evitar a necessidade de outros exames, tornando o processo mais eficiente e menos oneroso," acrescenta. 

Manter-se saudável durante o inverno envolve mais do que simplesmente vestir um casaco. Hábitos como não fumar, tratar a pressão alta e o colesterol, praticar atividades físicas regularmente e manter uma alimentação saudável são essenciais para proteger o coração. "É crucial estar atento aos sinais de problemas cardíacos e saber como agir em caso de emergência. Adotar medidas preventivas e compreender a importância de testes como o de troponina são passos importantes para proteger o coração durante o inverno," ressaltou Carlos Eduardo.

 

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

 

Após novos casos de Gripe Aviária, infectologista destaca a importância da vigilância ativa em ambientes urbanos.

Foto: Divulgação SAA
Secretaria de Agricultura e Abastecimento. 


São Paulo teve casos confirmados no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da cidade.
 

 

No último final de semana, o Governo de São Paulo confirmou novos casos de gripe aviária, em três aves silvestres no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da cidade de São Paulo. De acordo com o portal G1, a gestão estadual afirma que não registrou nenhum caso da doença em humanos.  


"Não há motivo para alarme imediato, a gripe aviária não se transmite de forma eficiente entre humanos e os casos em aves, por si só, não representam risco direto à população geral. No entanto, subestimar a presença do vírus seria um erro. Precisamos acompanhar com atenção, testar sempre que houver suspeita e reforçar barreiras de contato.", explicou o médico infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho. 

 

Segundo a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), os casos foram encontrados em três aves silvestres, uma espécie de marreco. A gestão do governador Tarcísio de Freitas afirmou que as aves não residem no parque, por isso não existe a necessidade de fechamento do local. 

 

"Esse episódio reforça a importância da vigilância ativa em ambientes urbanos e periurbanos. A gripe aviária não é apenas um problema de granjas ou de zonas rurais. O vírus circula entre aves migratórias e silvestres, e sua detecção precoce é o que impede que se estabeleçam cadeias de transmissão com impacto mais amplo.", comenta o médico infectologista.

 

O médico infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), alerta também para os riscos associados à gripe aviária: 

 

"A detecção do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves silvestres no ambiente urbano de São Paulo é epidemiologicamente significativa. Embora a transmissão para humanos ainda seja rara e dependa de exposições muito específicas, esse tipo de evento exige uma resposta coordenada entre vigilância ambiental, saúde humana e saúde animal.", finalizou o infectologista.

 

 

Dr. Klinger Faíco - médico infectologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Doutor em Infectologia pela UNIFESP e MBA em Gestão em Saúde, atua com foco no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, incluindo HIV, hepatites virais e IST’s. Além disso, o infectologista é CEO do InfectoCast, e professor universitário, fundador e consultor em controle de infecção hospitalar na Consultoria IRAS.

 

Julho Verde: Campanha mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço

Estima-se que, entre 2023 e 2025, ocorram aproximadamente 39.550 novos casos anuais de câncer de boca, tireoide e laringe, totalizando quase 120 mil casos nesse período. No entanto, mais de 80% são diagnosticados de forma tardia. 


O mês de julho é dedicado à conscientização mundial do Câncer Cabeça e Pescoço. O Brasil está entre os países com maior número de casos de câncer de cabeça e pescoço, que afetam regiões como cavidades orais (boca, língua, lábios, gengivas, céu da boca e bochechas) e nasofaringe (atrás do nariz e acima do palato mole), orofaringe (amígdalas, base da língua); faringe (parte da garganta), laringe (responsável pela voz), glândulas salivares e tireoide (glândula localizada no pescoço responsável pela produção de hormônios), segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Com base nas estimativas para o triênio 2023-2025, são esperados cerca de 15.100 novos casos de câncer de boca, 16.600 de tireoide e 7.790 de laringe por ano, totalizando, aproximadamente, 39.550 novos casos anuais, e quase 120 mil casos ao longo de três anos, chegando a cerca de 118.650. 

 Número de novos casos de câncer da cavidade oral e orofaringe por ano: Segundo dados do INCA, 15.100, o que corresponde a 6,59 casos/100 mil habitantes. Para os homens a estimativa é de 10.900 casos (10,3/100 mil) e para mulheres, 4.200 casos (3,83 casos/100 mil).  

Na maioria das vezes, os pacientes com câncer na região da cabeça e pescoço têm entre 50 e 70 anos e representa cerca de 3% de todos os cânceres. Uma grande parcela da população brasileira descobre a doença em estágio avançado, aproximadamente 80%, o que compromete a eficácia dos tratamentos, a qualidade de vida e as chances de sobrevivência. 

A negligência dos sintomas e a demora no encaminhamento por parte de profissionais de saúde, especialmente, dentistas e medicos são alguns dos fatores que retardam o diagnóstico. 

 

Principais fatores de risco: tabagismo; consumo de bebidas alcoólicas; exposição solar sem proteção (muito perigoso para o câncer de lábio); infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano, especialmente, tipos 16 e 18), exposição ocupacional a poeiras, níquel e outros produtos químicos.

 

Prevenção: não fumar e evitar o fumo passivo; limitar o consumo de álcool; a vacina é dos meios mais eficazes contra HPV (principalmente, para prevenção de cânceres orofaríngeos); proteção solar nos lábios e visitas regulares ao dentista.

 

Dez principais sintomas de cabeça e pescoço

·         Feridas na boca, lábios e língua que não cicatrizam em mais de duas semanas

·         Caroços ou nódulos no pescoço, mesmo que seja indolor

·         Dor de garganta persistente que não melhora com tratamentos comuns, como antibióticos

·         Rouquidão ou alteração na voz persistente por mais de duas semanas

·         Dificuldade para engolir, para mastigar ou ainda a sensação de que há algo preso na garganta

·         Dor de cabeça persistente, principalmente, quando acompanhadas de vômitos

·         Sangramento nasal ou tosse com sangue pode ser indício para tumor maligno

·         Inchaço na mandíbula ou no rosto

·         Perda de peso inesperada 

 

Portanto, qualquer sinal de alerta deve ser levado a sério. Oito em cada 10 brasileiros descobrem o câncer de cabeça e pescoço tardiamente: procure um dentista ou médico o quanto antes. Quanto mais cedo tenha o diagnóstico, maiores são as chances de cura que podem chegar a 90%", alerta a dentista e responsável pelo Grupo Técnico de Trabalho de Segurança  de Cabeça e Pescoço da SOBRASP – Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, Janini Rosas. 

 

Tratamentos disponíveis para os cânceres, inclusive, no SUS: cirurgias, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo, imunoterapia e reabilitação (fonoaudiologia, nutrição e apoio psicológico).

 

Profissionais que devem ser procurados em casos de qualquer um destes sintomas? O dentista desempenha um papel fundamental no diagnóstico, sendo o profissional capaz de identificar lesões pré-cancerosas durante exames de rotina, realizar biópsias de lesões suspeitas e participar da reabilitação após o tratamento. No entanto, outros especialistas também podem ser consultados, como cirurgiões de cabeça e pescoço, otorrinolaringologistas e oncologistas clínicos. Em muitos casos, o clínico geral pode fazer o encaminhamento adequado para esses profissionais.

 

Cenário no Brasil: Excluindo o câncer de pele não melanoma, o câncer de pescoço, no sexo masculino, é o 4° câncer mais frequente na região Sudeste, o 5° nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e a 6ª neoplasia mais frequente no Sul. No sexo feminino, é o 13° mais frequente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, o 15° na região Centro-Oeste e 16° na região Sul. 

 

O câncer de tireoide é o mais comum em mulheres, seguido pelo câncer de boca e orofaringe. O carcinoma papilífero é o tipo mais frequente de câncer na tireoide, enquanto o carcinoma de células escamosas é mais comum em boca e orofaringe. Geralmente é diagnosticado em exames de rotina, com mais frequência em mulheres entre 18 e 35 anos.

 

Já os cânceres de boca (cavidade oral) e laringe são os mais registrados em homens. O de laringe é mais diagnosticado em homens acima de 40 anos.  

 

Cânceres de cavidade oral e orofaringe


  

Cânceres da cavidade oral e orofaringe

 


Câncer de tireoide: Um dos cânceres que tem crescido no Brasil é o de tireoide. Para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 16.660 casos, sendo 2.500 em homens e 14.160 em mulheres. Esses valores, segundo o INCA, correspondem a um risco estimado de 2,33 casos novos a cada 100 mil homens e 12,79 a cada 100 mulheres. Confira tabela abaixo:

Fonte: INCA


Especialista explica grave lesão que tirou provisoriamente o jogador Musiala dos campos com o Bayern

Foto: Icon Sportswire via Getty Images
O jogador Jamal Musiala, do Bayern de Munique, sofreu uma grave fratura-luxação no tornozelo esquerdo, que envolveu a fratura da fíbula, o osso lateral da perna, e o deslocamento da articulação do tornozelo. A lesão aconteceu durante uma partida em que o atleta sofreu um forte impacto na região, possivelmente após uma disputa de bola ou torção no gramado, o que é comum em jogos de alto nível.

Logo após o lance, Musiala caiu com fortes dores e precisou ser retirado de campo, levantando preocupações imediatas. Exames confirmaram a gravidade da lesão, que exigiu uma cirurgia com fixação por placa e parafusos. 

O Dr. Vitor Miranda, membro titular da Sociedade Brasileira de Traumatologia do Esporte (SBRATE), comenta de maneira clara e completa sobre a lesão que tirou Musiala provisoriamente dos campos.



– Qual a gravidade da fratura sofrida por Musiala, envolvendo fíbula e tornozelo?
A lesão sofrida pelo atleta Musiala, do Bayern de Munique, foi uma fratura-luxação do tornozelo esquerdo. Segundo o próprio clube, que divulgou a informação em sua conta oficial no X, trata-se de uma fratura da fíbula com luxação do tornozelo. É uma lesão grave, de tratamento cirúrgico obrigatório. Vou explicar um pouco como essa cirurgia é realizada.

 

– Como é feita a cirurgia nesses casos?
A cirurgia é feita de forma convencional, ou seja, é necessário abrir a região da fratura, especialmente na fíbula, que é o osso lateral do tornozelo. É feito um corte na pele, alcança-se a fratura e realiza-se a redução — que é o reposicionamento do osso na sua posição original. Em seguida, a fratura é fixada com placa e parafusos.

Após essa fixação, o cirurgião avalia se há outras lesões associadas. No caso do Musiala, é bem provável que tenha havido uma lesão na articulação entre a fíbula (que foi fraturada) e a tíbia, que é o osso principal da perna. Essa articulação se chama sindesmose.

Durante a cirurgia, é importante avaliar se houve instabilidade da sindesmose, assim como possíveis lesões do ligamento interno do tornozelo. Quando ocorre uma luxação com deslocamento importante, como no caso dele, é bem possível que haja uma ruptura desse ligamento. Essa avaliação é feita no intraoperatório.

Feita a redução e fixação, realiza-se o fechamento da pele. O paciente permanece imobilizado por um breve período — apenas alguns dias — e já se inicia a reabilitação de acordo com a tolerância e resposta ao tratamento. Se o tornozelo estiver estável e sem dor, a reabilitação e até mesmo o apoio do pé no chão podem começar precocemente, geralmente em até duas semanas.

 

– Qual o tempo estimado de recuperação?
Já tivemos diversos atletas com lesões semelhantes na história recente do futebol. Em 2019, por exemplo, o jogador Diego Ribas teve uma lesão muito parecida e voltou a jogar em quatro meses. O tempo médio de recuperação gira em torno de seis meses. Claro que isso varia conforme a resposta individual ao tratamento fisioterápico — pode ser um pouco mais rápido ou mais lento.

Importante frisar: são seis meses para voltar a jogar, de fato — entrar em campo, participar de partidas. O retorno aos treinos costuma ocorrer com quatro ou cinco meses de pós-operatório, com recuperação da condição cardiovascular e recondicionamento muscular.

 

– Que cuidados são fundamentais no pós-operatório imediato e durante a reabilitação?
Os cuidados nas duas primeiras semanas são cruciais para uma boa cicatrização da pele. A pele do tornozelo cicatriza mais lentamente do que outras regiões do corpo, e, por ter pouco tecido subcutâneo, se não cicatrizar bem, pode causar infecção — o que seria um grande problema.

Por isso, nas primeiras semanas, o paciente deve manter repouso relativo, evitando colocar carga no pé e mantendo-o elevado. Às vezes, também é necessário imobilizar. Após a cicatrização da pele e com sinais de consolidação óssea — geralmente entre três e seis semanas — a reabilitação começa a ganhar mais intensidade, com a retirada da imobilização, início dos exercícios de fortalecimento e aumento gradual da carga.

Dois cuidados são fundamentais durante todo o processo: o primeiro é o controle da dor, desde o início. Isso pode ser feito com medicamentos, bloqueios anestésicos, entre outros recursos. O segundo é a prevenção de infecções nas fases iniciais, até a retirada dos pontos.

 

– Quais os riscos de retorno precoce às atividades esportivas após esse tipo de lesão?
O principal risco é a consolidação inadequada do osso, que pode gerar dor articular ou instabilidade no tornozelo. Isso aumenta a vulnerabilidade a traumas repetitivos. O futebol, em particular, expõe bastante o tornozelo a impactos — tanto por contato direto em disputas quanto por torções ao pisar no gramado irregular.

É importante destacar também que a luxação, embora o termo pareça indicar algo simples, é uma lesão grave. A luxação envolve deslocamento articular e, frequentemente, exige tratamento cirúrgico.

 

– Há chances de sequelas funcionais ou limitação de desempenho no futuro?
A fratura com luxação é uma lesão que pode ter fatores de pior prognóstico, principalmente quando há lesão associada da cartilagem — algo que, às vezes, só é identificado mais tarde. No entanto, há muitos casos de atletas que sofreram fraturas semelhantes e se recuperaram plenamente. Podemos citar Diego Ribas, Juninho Paulista e Rogério Ceni, todos com desfechos positivos. A chance de retorno ao alto rendimento sem sequelas é muito boa. Claro que existe risco de complicações, como em qualquer cirurgia ortopédica, mas o prognóstico da fratura-luxação do tornozelo é, em geral, favorável.

 

Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte - SBRATE


Dia Mundial da Alergia: dermatologista explica a importância do diagnóstico precoce

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de alergia

 

As alergias estão cada vez mais presentes na nossa rotina, afetando o bem-estar de crianças e adultos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de alergia, número que tende a crescer por fatores como poluição e mudanças climáticas. Neste 8 de julho, Dia Mundial da Alergia, a Dra. Silvana Lessi Coghi, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, alerta sobre a importância de reconhecer os sinais precocemente para evitar complicações.

As alergias são reações do sistema imunológico a substâncias como ácaros, pólen, pelos de animais e determinados alimentos. Na pele, podem aparecer coceiras persistentes, urticária ou dermatite atópica, prejudicando o sono e as atividades diárias.

“A coceira constante e as lesões na pele não devem ser vistas como algo normal. Procurar ajuda médica é essencial para identificar os gatilhos e evitar que a alergia evolua para quadros mais graves”, destaca a Dra. Silvana.

Um estudo recente publicado pela Annals of Allergy, Asthma & Immunology (Revista de Alergia, Asma e Imunologia americana) indica que a poluição pode agravar crises alérgicas, tornando o controle ambiental uma medida fundamental para o manejo das alergias. Além disso, as variações de temperatura típicas do inverno podem intensificar os sintomas em pessoas predispostas.


Para ajudar no controle das alergias, alguns cuidados diários incluem:


  • Manter os ambientes arejados e limpos, evitando acúmulo de poeira;
  • Utilizar roupas de algodão e evitar tecidos que irritem a pele;
  • Lavar os olhos e o rosto ao chegar em casa, removendo partículas de poluição e pólen;
  • Hidratar a pele diariamente, principalmente após o banho;
  • Evitar contato direto com substâncias que desencadeiam crises;
  • Em caso de alergias alimentares, seguir rigorosamente a dieta orientada pelo médico;
  • Procurar avaliação médica ao perceber sintomas persistentes ou frequentes.

As alergias não precisam limitar a qualidade de vida de quem convive com a condição. Com orientação médica, medidas preventivas no dia a dia e atenção aos sinais do corpo, é possível controlar os sintomas e manter uma rotina saudável em qualquer época do ano.

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

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