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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Férias de julho: cuidados com pneus evitam acidentes e economizam no bolso

Com a proximidade das férias escolares, muitos brasileiros se preparam para pegar a estrada em busca de descanso e lazer. Mas antes de colocar o carro na pista, um ponto merece atenção especial: os pneus. Além de serem essenciais para a segurança, eles influenciam diretamente no consumo de combustível, estabilidade e desempenho do veículo.


De acordo com Diogo Silva, gerente nacional de peças e pneus da Divisão de Máquinas do Grupo Bamaq, a checagem dos pneus deve ser prioridade no checklist de qualquer viagem. “Rodar com pneus desgastados ou mal calibrados compromete a segurança da família e aumenta o risco de acidentes, especialmente em rodovias”, afirma.


Como saber se é hora de trocar os pneus?

A principal forma de identificar o momento da troca é observar o TWI (Tread Wear Indicator), um indicador de desgaste localizado entre os sulcos da banda de rodagem. Quando ele atinge o mesmo nível da borracha do pneu, significa que a profundidade já está abaixo do mínimo legal de 1,6 mm e a substituição é obrigatória. Além do risco à segurança, conduzir com pneus abaixo desse limite pode acarretar perda da cobertura do seguro em caso de acidentes.

Além disso, é importante observar:

  • Rachaduras ou bolhas nas laterais do pneu, que indicam desgaste estrutural;
  • Desgaste irregular, geralmente provocado por desalinhamento, balanceamento incorreto ou problemas na suspensão;
  • Vibrações durante a condução, que podem ser sinal de danos internos.

Segundo o gerente da Bamaq Máquinas, para aumentar a vida útil dos pneus é preciso estar atento a mais alguns itens, que são:

  • Calibragem semanal, sempre com os pneus frios e seguindo a recomendação do fabricante;
  • Rodízio a cada 8 mil a 10 mil km, para que os pneus se desgastem de forma mais uniforme;
  • Alinhamento e balanceamento periódicos, principalmente após impactos com buracos ou meio-fio;
  • Evitar sobrecarga no veículo, pois o excesso de peso pressiona os pneus além do limite adequado;
  • Dirigir de forma suave, evitando arrancadas, frenagens bruscas e curvas em alta velocidade.

Diogo ainda recomenda: “A escolha de pneus com tecnologia adequada pode ajudar em todo esse processo. Hoje já temos modelos que oferecem menor resistência ao rolamento, o que contribui para a economia de combustível, pneus que proporcionam conforto acústico para uma viagem mais agradável, e até estruturas internas que permitem rodar por alguns quilômetros mesmo em caso de furo — uma tranquilidade a mais para quem viaja em rodovias”.

Entre os modelos disponíveis no mercado, o especialista menciona os pneus com tecnologias como a ContiSeal™, que veda automaticamente pequenos furos, e os com sistema SSR, que suportam trechos mesmo com perda de pressão. “Essas soluções agregam segurança sem exigir intervenção imediata do condutor”, explica.


Pneus com validade vencida também devem ser descartados

Mesmo que estejam pouco rodados, os pneus têm prazo de validade, geralmente de cinco anos a partir da data de fabricação, impressa na lateral por meio do número DOT. Após esse período, a borracha pode ressecar e perder suas propriedades de aderência, aumentando os riscos em frenagens e curvas.


Um cuidado que vale por toda a viagem

Antes de viajar, vale a pena também verificar o estepe, o kit de ferramentas e o macaco hidráulico — fundamentais em caso de emergência. “Viajar com segurança começa muito antes de ligar o motor. Começa com revisão, planejamento e consciência”, alerta Diogo Silva. 



Continental - uma das principais fabricantes de pneus da Europa

Bamaq Máquinas - a maior rede de concessionárias New Holland Construction da América Latina



Por que imigrar para investir nos EUA faz mais sentido do que nunca

 

Com economia em expansão e oportunidades em áreas como inteligência artificial, automação, turismo sustentável e cuidados domiciliares, os Estados Unidos seguem como um dos destinos mais atrativos para empreendedores estrangeiros. 

 

Mesmo em um cenário global instável, os Estados Unidos seguem se consolidando como um dos destinos mais estratégicos para empreendedores estrangeiros. A força da economia americana, aliada a um ambiente favorável à inovação, segurança jurídica e infraestrutura de ponta, continua a atrair investidores de todo o mundo — especialmente brasileiros em busca de crescimento estruturado, internacionalização e competitividade global.

 

Segundo o advogado e economista Murtaz Navsariwala, especialista em imigração para os Estados e fundador da Murtaz Law, o momento atual oferece oportunidades reais para quem deseja empreender fora do Brasil com planejamento e visão de longo prazo. “A economia americana não apenas se recuperou com solidez das recentes turbulências, como tem demonstrado sinais claros de aceleração em setores estratégicos como tecnologia, energia renovável, saúde e serviços especializados”, aponta o especialista.

 

Dados do U.S. Census Bureau confirmam o vigor do ambiente de negócios nos EUA: em 2023, foram solicitados cerca de 5,5 milhões de novos registros de empresas, o maior volume já registrado. Dessas, aproximadamente 1,8 milhão com forte probabilidade de se transformar em negócios empregadores, gerando empregos e agregando valor local. Esse é um claro indicativo de uma economia vibrante, com espaço para novos empreendedores que desejam ingressar no mercado americano.

Esse dinamismo se reflete também no desempenho econômico. O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgou que o PIB real dos EUA cresceu 2,8% em 2024, impulsionado por uma combinação de consumo doméstico robusto, investimentos e expansão em setores estratégicos como tecnologia, saúde e energia . Considerando que o país se mantém como a maior economia do mundo — com um PIB nominal próximo a US$ 29 trilhões — o ambiente americano continua excepcional para quem planeja empreender com visão de longo prazo, contando com estabilidade institucional e acesso a mercados sofisticados.

 

Murtaz destaca que há nichos claros e em expansão aguardando por soluções inovadoras. Setores como inteligência artificial, automação, turismo sustentável e cuidados domiciliares ainda enfrentam carência de investimentos qualificados. “Essas áreas apresentam alta demanda e baixa oferta de soluções especializadas. Para quem tem preparo e visão estratégica, esse descompasso representa uma excelente oportunidade de entrada e consolidação”, analisa.

 

Para empreendedores que desejam estabelecer operações nos EUA, o primeiro passo é escolher o visto mais adequado ao perfil e ao plano de negócios. O especialista em imigração destaca três caminhos principais: o visto L-1, ideal para quem já possui empresa no Brasil e quer abrir uma filial americana; o visto E-2, voltado a investidores de países com tratados comerciais com os EUA; e o EB-2 NIW, direcionado a profissionais com qualificações excepcionais e projetos de interesse nacional.

 

Ele enfatiza, porém, que o sucesso do processo vai muito além da documentação. “Não é uma questão apenas de visto. É preciso apresentar um plano de negócios sólido, comprovar experiência no setor de atuação, cuidar do planejamento tributário e garantir uma estratégia migratória bem alinhada. Negligenciar esses pontos pode colocar toda a operação em risco”, alerta.

 

O sucesso de um negócio nos Estados Unidos depende também da escolha do estado certo e da adaptação ao mercado local. Fatores como custo de vida, legislação estadual e políticas de incentivo variam bastante entre regiões. Estados como Flórida, Texas e Carolina do Norte são frequentemente apontados como destinos favoráveis a empreendedores estrangeiros, graças à burocracia reduzida e ao ambiente de negócios acolhedor.

 

Murtaz destaca ainda alguns pilares essenciais para o empreendedor que deseja se estabelecer com segurança e eficiência nos Estados Unidos. O primeiro passo é compreender o perfil do consumidor americano e adaptar o modelo de negócio à cultura local, respeitando hábitos, preferências e padrões de consumo específicos. Além disso, é fundamental formar parcerias com profissionais locais — como contadores, advogados e consultores — para lidar corretamente com as exigências legais, fiscais e trabalhistas de cada estado. Por fim, ele reforça a importância do uso de dados e tecnologia como ferramentas estratégicas para monitorar o desempenho da operação, ajustar rotas com agilidade e tomar decisões baseadas em informação real e atualizada.

 

Empreender nos EUA em 2025 não é uma decisão simples — é uma movimentação estratégica que exige preparo, informação e acompanhamento especializado. Para quem encara esse processo como um plano de negócios completo, e não apenas como um passo migratório, as chances de sucesso são amplas e concretas.

 

“O investidor que entende o jogo, se antecipa às exigências e constrói uma base sólida pode não apenas entrar no mercado americano, mas prosperar com consistência. O segredo está em tratar a imigração como parte de uma estratégia empresarial global”, conclui Murtaz Navsariwala.

 

 



Fontes: U.S. Census Bureau (Business Formation Statistics) e BEA (Gross Domestic Product, 2024).



Murtaz Law - Com mais de uma década de experiência orientando famílias e indivíduos que desejam imigrar legalmente para os Estados Unidos, a Murtaz Law mantém uma impressionante taxa de aprovação de 99,5%. O escritório se destaca em casos de imigração temporária, familiar, naturalização e, principalmente, em processos de visto de trabalho — com ênfase no EB2-NIW, que pode levar à obtenção do Green Card.

O fundador, Murtaz Navsariwala, é advogado especializado em imigração para os EUA. Ele é formado em Economia e História pela Northwestern University e possui doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington (Maurer School of Law). A Murtaz Law tem sede em Illinois (EUA), onde Murtaz é membro da Ordem dos Advogados, da ARDC, da American Immigration Lawyers Association e da American Bar Association.

Para ficar por dentro de dicas e informações sobre como morar e trabalhar nos EUA
Instagram (@murtazlaw)

Para saber mais informações sobre a Murtaz Law e fazer uma análise de elegibilidade gratuita acesse > Escritório de Advocacia em Imigração | Murtaz Law | Estados Unidos da América


Meios de pagamento: insights estratégicos para garantir transações seguras e fluidas no ecossistema digital

 Com curadoria inteligente, Delfia se posiciona além da proteção nas operações: antecipa riscos, entrega visibilidade de ponta a ponta e redesenha a jornada digital com foco em confiança e performance 

 

A multiplicidade de meios de pagamento — do Pix às carteiras digitais, passando por biometria e criptomoedas — transformou a experiência de consumo no país. Mas, em paralelo, expandiu o cibercrime e aumentou exponencialmente a complexidade das jornadas digitais. Nesse novo cenário, a Delfia, curadoria de jornadas digitais, se posiciona como aliada estratégica das empresas, conectando cibersegurança e observabilidade para oferecer transações seguras, fluidas e transparentes, com inteligência em tempo real.

"Hoje, proteger uma transação não é mais sobre barrar um ataque. É sobre entender o comportamento, prever desvios e garantir uma jornada invisivelmente segura, sem fricção", afirma Ricardo Trovato, gerente de Cibersegurança da Delfia.

De acordo com Trovato, a abordagem tradicional baseada em firewalls e respostas a incidentes já não dá conta do novo consumidor multicanal, móvel e descentralizado. A curadoria da Delfia combina prevenção proativa, inteligência artificial e visibilidade integral como diferenciais competitivos.


Cibersegurança e observabilidade: duas faces da mesma proteção


Com o crescimento dos meios de pagamento, também se multiplicaram os riscos. Cada canal (Pix, carteiras, cartões, QR Codes) traz vulnerabilidades próprias e exige abordagens específicas. Mas a segurança digital, por si só, não é suficiente se não vier acompanhada de visibilidade completa e em tempo real sobre cada etapa da transação.

“Do ponto de vista da observabilidade, o maior desafio hoje é garantir rastreabilidade ponta a ponta: da jornada do usuário até a resposta dos sistemas. A diversidade de meios de pagamento exige inteligência para detectar falhas, lentidão e comportamentos suspeitos antes que afetem o cliente final”, explica Plinio Moreira, gerente de Observabilidade da Delfia.

Na prática, a Delfia entrega uma curadoria completa que vai além do monitoramento técnico. Utiliza tecnologias como Full Stack Observability e detecção de anomalias com IA correlacionando logs, métricas, traces e eventos de negócio. Tudo isso é traduzido em dashboards analíticos em tempo real, permitindo ações proativas com foco direto na jornada do consumidor.


Da análise preditiva à ação estratégica


Entre as ameaças mais comuns que a Delfia ajuda a detectar e neutralizar estão: deepfakes e spoofing biométrico, com análise de liveness; malwares bancários e trojans móveis; ataques man-in-the-middle, via interceptação de certificados; picos anormais de autenticação, indicando bots ou força bruta; latências atípicas em integrações com gateways e processadoras.

Essa combinação de observabilidade + cibersegurança permite não apenas prevenir fraudes, mas também melhorar a performance e a conversão das transações. Além disso, a integração com ferramentas de SIEM e plataformas de Observabilidade permite uma visão correlacionada entre eventos técnicos e eventos de risco, reduzindo o tempo de resposta em fraudes.

Em um cliente do setor de fintech, por exemplo, a curadoria da Delfia reduziu o tempo de identificação de falhas no checkout de 45 para menos de 5 minutos, resultando em aumento de 17% na conversão durante picos de acesso.


Prevenção como cultura, visibilidade como pilar


Enquanto muitas empresas ainda tratam incidentes de forma reativa, a Delfia aposta em uma abordagem preditiva e contínua, entregando mais que proteção: entrega controle, clareza e confiança. A tecnologia da curadoria é integrada desde o design das aplicações ("Shift Left"), com alertas inteligentes e KPIs orientados ao negócio, como por exemplo, taxa de sucesso de Pix, tempo de resposta de gateways e conversão por canal. Em um ecossistema onde cada segundo conta e cada clique pode representar uma conversão ou uma vulnerabilidade, visibilidade total e segurança inteligente caminham juntas.

De olho na transformação contínua dos meios de pagamento, a Delfia acredita que esta evolução está longe de terminar e aposta em tendências como a biometria comportamental, indo além do reconhecimento facial; blockchain e DeFi, com descentralização como padrão de confiança; pagamentos invisíveis e por IoT, integrados a dispositivos do cotidiano; Open Finance, com interoperabilidade nativa entre instituições; observabilidade preditiva com IA, para antecipar e ajustar sistemas em tempo real.

“Diante do cenário que vislumbramos para o futuro, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Na Delfia, acreditamos que a segurança deve ser preventiva, não apenas responsiva. Nossas soluções são selecionadas para antecipar ameaças emergentes, utilizando inteligência artificial para identificar padrões suspeitos antes que se tornem ataques efetivos”, complementa Ricardo Trovato. “Unimos observabilidade, segurança e dados para gerar insights que reduzem riscos, otimizam a operação e melhoram a experiência do usuário final. Em um mundo onde as transações são digitais e instantâneas, visibilidade total é o primeiro passo para proteger o que mais importa: a confiança do cliente”, conclui Plinio Moreira.


A Lei Cidade Limpa em risco: retroceder é inaceitável

                                                   

        São Paulo não pode andar para trás. Depois de quase duas décadas de um esforço coletivo que transformou nossa paisagem urbana, surge a pergunta incômoda: por que desmontar o que deu certo?

        A proposta de flexibilizar a Lei Cidade Limpa, aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo, não representa modernização, mas sim, um grande retrocesso. Significa reabrir as portas para o caos visual que tanto nos custou superar. Permitir que até 70% dos espaços públicos e prédios históricos sejam tomados por propaganda não é inovação, pelo contrário, é desrespeito à memória urbana e ao bem-estar coletivo.

        Desde 2006, quando a lei foi implementada pelo então prefeito Gilberto Kassab, foram retirados mais de 15 mil outdoors. A cidade, antes sufocada e poluída por anúncios de todos os tipos, começou a respirar novamente. Recuperamos a dignidade de nossas fachadas, monumentos e marcos históricos. E agora, querem desfazer tudo isso.

        Adverte-se, não se trata de ser contra o novo. Modernizar não é apagar o passado ou abrir mão do que deve ser preservado, é integrar, com sabedoria, o que a tecnologia oferece com aquilo que precisa ser protegido. A justificativa de que painéis de LED trariam dinamismo à cidade não se sustenta. Basta olhar as marginais Pinheiros e Tietê para constatar que as concessões já feitas ali geraram conflitos e sobrecarregaram a fiscalização, que hoje dá conta de apenas 12% das denúncias. Imagine o que aconteceria se essa flexibilização se espalhasse pela cidade inteira.

        E mais, ainda pior, prédios históricos, alguns com séculos de existência, virariam suporte para publicidade. Não é exagero, há um risco real. E não estamos falando de vetar avanços, mas de proteger o que é nosso. O que está em jogo é o direito coletivo a uma cidade limpa, ordenada e visualmente saudável. A paisagem urbana também é patrimônio.

        Há ainda o argumento da economia que tenta sensibilizar a todos. Diz-se que a medida ajudaria pequenos empreendedores. Mas é uma ilusão. A lei atual já permite publicidade em locais estratégicos, como pontos de ônibus, transporte público e fachadas comerciais, desde que respeitadas regras claras. Abrir tudo para a propaganda descontrolada só beneficiará grandes grupos empresariais com poder financeiro para ocupar os pontos mais disputados. O pequeno seguirá sem espaço. Enquanto isso, o preço será pago por todos nós, com poluição visual em áreas residenciais, comprometimento da sinalização de trânsito, desvalorização de imóveis e mais ruído visual numa cidade que já é caótica.

        A solução não está em destruir o que foi conquistado, mas em aprimorar. Se existem falhas, que sejam corrigidas com inteligência. Podemos, sim, utilizar tecnologias, como a inteligência artificial, para fiscalizar e coibir abusos. Podemos definir zonas específicas para mídias digitais, longe de áreas sensíveis. Podemos, sobretudo, garantir que tudo seja feito com transparência, por meio de editais públicos, concessões responsáveis e diálogo com a sociedade.

        E esse diálogo é urgente. As audiências públicas precisam acontecer, não para validar um projeto que já nasce equivocado, mas, para encontrar caminhos verdadeiramente sustentáveis. Como bem disse o ex-prefeito Gilberto Kassab, "flexibilizar agora é um golpe contra o direito à cidade".

        São Paulo merece um debate sério, transparente e responsável. Não podemos permitir que a paisagem urbana, que tanto nos esforçamos para recuperar, seja colocada à venda no balcão do marketing predatório. A cidade já sofre demais. Não é justo deixá-la refém do poder econômico e da indiferença.

 

Prof. Luiz Flávio Borges D’Urso - Advogado Criminalista, Mestre e Doutor em Direito Penal pela USP, Pós-Doutor pela Faculdade de Direito de Castilla-LaMancha (Espanha), Presidente da OAB/SP por três gestões (2004/2012), Vice-Presidente da Associação Comercial de SP (ACSP), Presidente de Honra da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM), Presidente da Academia Brasileira de Direito Criminal (ABDCRIM) e Conselheiro da Federação das Indústrias de SP (FIESP).


Vai alugar carro nos EUA? Conheça as diferenças nas regras de trânsito e evite imprevistos

Antes de pegar a estrada em solo americano, entenda regras que diferem do Brasil

 

Viajar para os Estados Unidos é o desejo de muitos brasileiros e explorar o país de carro é uma ótima opção. Além de estradas bem sinalizadas e belas paisagens, as rodovias norte-americanas são famosas por sua ótima estrutura. Mas, antes de sair dirigindo estrada afora, é fundamental conhecer as regras locais de trânsito, que por sinal,  são bem diferentes do Brasil. O especialista Diego Moralles, fundador e CEO da CFO Auto Group, concessionária e locadora de automóveis nos Estados Unidos, elencou os principais pontos de atenção para evitar multas, pontos na carteira e, claro, acidentes. 

Ultrapassagens- Assim como no Brasil, a mão de direção é pela direita, porém, as ultrapassagens podem acontecer tanto pela esquerda quanto pela direita nas rodovias, o que exige atenção redobrada, especialmente em vias de várias faixas.

Placas de ‘STOP’-  Ao avistar a placa de “STOP” significa parada obrigatória total, de pelo menos dois segundos, mesmo que não haja outros veículos. Ignorar isso pode render multa, com valor de US$165 na Flórida, por exemplo. Em cruzamentos com quatro ‘STOPs’, vale a ordem de chegada: quem para primeiro, passa primeiro.

Pedestres são preferência- Ao contrário do Brasil, em que muitas vezes atravessar a rua é um desafio. Por lá, os pedestres são prioridade total. Motoristas devem parar em todas as faixas de travessia sinalizadas, com ou sem semáforo. É obrigatório, sempre que alguém estiver aguardando para atravessar.

Controle rigoroso de velocidade- Independente do estado, todas as rodovias são controladas pela polícia rodoviária. É indispensável respeitar os limites impostos pelas sinalizações, pois as punições são rigorosas e podem resultar em multas ou até suspensão da permissão para dirigir. 

Zero para álcool-  No Brasil, a política de tolerância para álcool e direção é de tolerância zero, o que significa que qualquer quantidade de álcool detectada no organismo de um motorista, mesmo em níveis muito baixos, pode resultar em penalidades. A legislação americana também é rígida em relação a dirigir sob efeito de álcool. Porém, o limite legal geralmente é de 0,08% de álcool no sangue. Mas atenção,  em alguns estados qualquer quantidade configura-se como infração grave.

Dicas para aluguel- A CNH brasileira é aceita na maior parte dos estados, mas recomenda-se a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para evitar contratempos. Outro ponto é que, nos EUA, o seguro básico contra terceiros é indispensável. Verifique as coberturas adicionais recomendadas. Se for a sua primeira vez alugando no país, vale priorizar locadoras que oferecem suporte em português e orientação sobre as regras locais. Algumas empresas, como a CFO Auto Group, atuam especialmente junto ao público brasileiro e oferecem esse cuidado extra.

 

CFO Auto Group - concessionária e locadora de automóveis nos Estados Unidos

Golpe da mão fantasma: bancos nunca pedem que clientesinstalem aplicativo para resolver problemas na conta, alerta Febraban

 Criminoso se passa por falso funcionário de banco e pede a instalação de uma ferramenta ou aplicativo no celular para verificar falsas irregularidades na conta 

Vídeo com Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban, comentando sobre o golpe e dando dicas de como evitá-lo, para download neste link 

 

Com a sociedade cada vez mais digitalizada, os bandidos estão criando novas abordagens para golpes aplicados há muito tempo, como o do acesso remoto, que ficou popularmente conhecido como golpe da mão fantasma. As estratégias são novas, mas as táticas, velhas: com o uso de técnicas de engenharia social, que consistem na manipulação psicológica do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais ou faça transações em favor das quadrilhas. 

A Febraban fez o primeiro alerta em agosto de 2022. Neste crime, o bandido entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de banco. Usa várias abordagens para enganar o cliente: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas. E diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular. 

Para dar maior credibilidade ao golpe, atualmente, os criminosos pedem que a vítima instale um aplicativo legítimo de acesso remoto, que passaram a ser muito usados por empresas e funcionários desde a pandemia. Uma vez que o cliente dê a autorização para o funcionamento da ferramenta, o bandido terá o controle total do celular ou notebook. 

A Febraban esclarece que os aplicativos dos bancos contam com o máximo de segurança em todas as suas etapas, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização. Não há registro de violação da segurança desses aplicativos, os quais contam com o que existe de mais moderno no mundo para este assunto. Além disso, para que os aplicativos bancários sejam utilizados, há a obrigatoriedade do uso da senha pessoal do cliente. 

No caso do Golpe do Acesso Remoto, os criminosos realizam pesquisas no aparelho buscando por senhas eventualmente armazenadas pelos próprios usuários em aplicativos e sites. 

Muitos usuários anotam suas senhas de acesso ao banco em blocos de notas, e-mails, mensagens de Whatsapp ou em outros locais do celular. Também há casos de clientes que usam a mesma senha de acesso do banco em outros aplicativos, sites de compras ou serviços na internet, e estes apps, em grande parte dos casos, não contam com sistemas de segurança robustos e a proteção adequada das informações dos usuários. 

O banco nunca liga para o cliente pedindo para que ele instale nenhum tipo de aplicativo ou ferramenta em seu celular. Se receber um contato com este pedido, desligue o telefone na hora e ligue de um outro telefone para os telefones oficiais de seu banco, que estão no verso de seu cartão”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban. 

Os aplicativos bancários estão disponíveis somente nas lojas oficiais - Google Play Store para dispositivos Android e a App Store para dispositivos Apple. 

Walter Faria também acrescenta que os bancos também nunca ligam pedindo senha nem o número do cartão ou ainda para que o cliente faça uma transferência ou qualquer tipo de pagamento para supostamente regularizar um problema na conta.

 

Campanhas de conscientização 

A Febraban e seus bancos investem constantemente e de maneira massiva em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. Nas redes da Federação, a comunicação antifraudes e golpes prossegue de forma ininterrupta por meio do site Link. 

Além da realização de campanhas educativas, os bancos investem cerca de R$ 5 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas. 

Os bancos associados também contam com o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e prevenção a fraudes, como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização, e usam tecnologias como big data, analytics e inteligência artificial em processos de prevenção de riscos. Estes processos são continuamente aprimorados, considerando os avanços tecnológicos e as mudanças no ambiente de riscos. 

Adicionalmente, os bancos também atuam em parceria com forças policiais para auxiliar na identificação e punição de criminosos virtuais. Desde 2015, a Febraban fechou um acordo de cooperação técnica com a Polícia Federal, chamado Operação Tentáculos, para o combate às fraudes eletrônicas bancárias. Neste período, através dos trabalhos de inteligência e investigação da Polícia Federal, já foram deflagradas mais de 60 operações como Boleto Real, BR 153, Creeper, Valentina, entre outras.


Micro e pequenas empresas foram responsáveis por quase 80% dos pedidos de recuperação judicial em abril, revela Serasa Experian

 Total foi de 167 requerimentos e pedidos de falência marcaram recorde no ano


O mês de abril registrou 167 pedidos de recuperação judicial no Brasil, de acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Apesar da queda em relação a março (187), o número seguiu elevado. Confira a análise dos últimos 12 meses no gráfico abaixo:



“O número de pedidos de recuperação judicial reforça o cenário de pressão sobre os negócios, especialmente entre pequenos empreendedores. Com acesso limitado a crédito, muitos acabam recorrendo a financiamentos caros, de curto prazo, que consomem parcela significativa da receita e comprometem a capacidade operacional da empresa. Quando uma organização direciona grande parte de seu caixa para dívidas mal estruturadas, perde a capacidade de reagir diante de condições econômicas adversas. É justamente nesse contexto que a recuperação judicial surge como um último recurso”, explica a economista da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.  

Ainda segundo dados do indicador, o destaque ficou com os requerimentos de micro e pequenas empresas, que somaram 132 pedidos – o equivalente a quase 80% das solicitações do mês. Em seguida, vieram as médias empresas, com 18 solicitações, e as grandes, com 17. Confira na tabela abaixo a distribuição por porte:


A análise por setor revela que o segmento Primário foi o mais impactado, com 64 solicitações. Em seguida, aparecem os setores de Serviços, Comércio e Indústria. Confira na tabela a seguir os dados de cada segmento:


Pedidos de falências voltam a crescer  

Em abril, foram registrados 61 pedidos de falência no país, o maior número de 2025 até o momento. Apesar da queda de 32,2% em relação ao mesmo período de 2024, o dado representa um aumento de 1,7% na comparação com março, cujo total foi de 60 requerimentos. Seguindo a mesma tendência das recuperações judiciais, a maioria dos pedidos partiu de micro e pequenas empresas (37), seguidas pelas médias (14) e grandes (10). Na análise por setor, o “Primário” não registrou solicitações, enquanto “Indústria” contabilizou 25, “Serviços” 21 e “Comércio” 15.


Metodologia 

O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações Judiciais é construído a partir do levantamento mensal das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente na base de dados da Serasa Experian, provenientes dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados. O indicador é segmentado por porte.



Experian
experianplc.com


Funcionários bem-apresentados reforçam a marca e reduzem turnover em 28%, mostra estudo de 2025

Comportamento, vestimenta e presença digital impactam diretamente a reputação das empresas, afirma consultora Clara Laface

 

Dados atuais revelam a relevância estratégica da imagem profissional para marcas: de acordo com o LinkedIn Talent Trends Report 2025, organizações com uma marca empregadora forte diminuem o custo por contratação em até 50%, além de reduzir o turnover em 28%. Já o Keevee, em sua compilação "51 Employer Branding Statistics for 2025", indica que 86% dos candidatos pesquisam a reputação das empresas antes de se candidatar e 69% rejeitam ofertas de emprego quando a avaliação da empresa é negativa. 

Para a consultora de imagem pessoal e corporativa, Clara Laface, “a imagem pessoal dos colaboradores é uma extensão direta da marca.” A cada interação, presencial ou digital, passa-se uma mensagem que pode reforçar ou comprometer a confiança pública. Em mercados competitivos, funcionários desalinhados com os valores institucionais podem gerar incoerência, desorganização e queda de credibilidade. 

A construção da imagem corporativa vai além da aparência e envolve trajes adequados, comunicação verbal e não verbal, postura no ambiente de trabalho e presença digital. “Hoje, redes sociais, e-mails e videoconferências comunicam imagem. O comportamento online é parte essencial da reputação profissional”, destaca Laface. 

E não se trata apenas de evitar deslizes: segundo pesquisa da Edelman, 62% dos consumidores confiam mais nas informações publicadas por funcionários do que nas mensagens oficiais da empresa. Programas de advocacy bem-sucedidos resultam em até 26% de aumento na percepção positiva da instituição. 

Para seguir esse direcionamento, as empresas devem começar a levantar seus valores internamente. “É preciso comunicar de forma objetiva quem a organização é e o que representa, orientando os colaboradores com clareza”, recomenda Laface. O caminho inclui políticas de imagem que respeitem orientação, diversidade e autenticidade, e a oferta de treinamentos de comunicação, postura, etiqueta e imagem pessoal como ferramenta de representação institucional. 

Distrair-se dessa postura institucional acarreta erros frequentes: a falsa impressão de que imagem é um tema superficial, ausência de diretrizes claras que deixem funcionários desorientados, exigências genéricas sem considerar diferentes cargos ou contextos e ignorar a cultura interna ao criar políticas de imagem.

 Ambientes informais não estão isentos disso. “Informalidade não é sinônimo de descuido. Dá para adotar dress code flexível e expressar individualidade com profissionalismo”, observa Laface. O importante é que essa informalidade seja intencional e alinhada à marca. 

Apesar de muitos enxergarem imagem como uma questão de vaidade, Laface reforça que se trata de estratégia empresarial. “Imagem é comunicação.

Ignorar isso abre espaço para interpretações equivocadas sobre a empresa.” Treinar funcionários em gestão de imagem fortalece reputação, valoriza capital humano e promove conexão genuína com o público. 

Em conjunto, dados e especialistas convergem: a imagem profissional, construída sobre três pilares — aparência, comportamento e comunicação — é parte vital da identidade da marca, e agir nesse sentido traz impacto positivo real para empresas em 2025.

  

Clara Laface - consultora de imagem pessoal e corporativa, estrategista com vasta experiência em ajudar pessoas e empresas a se posicionarem com impacto no mercado competitivo. Com formações nacionais e internacionais em imagem, comunicação e marca pessoal, Clara utiliza a imagem como ferramenta essencial para transmitir valores, credibilidade e propósito, impulsionando a construção de uma marca pessoal forte e respeitada. Para Clara, a imagem vai além de roupas e acessórios; ela é uma poderosa ferramenta de comunicação que conecta a essência de cada pessoa aos seus objetivos. Sua missão é transformar histórias, impulsionar negócios e preparar profissionais para liderarem com confiança e autenticidade. Se você busca alinhar sua visão e valores com uma imagem impactante, Clara Laface é a parceira ideal para transformar percepções e impulsionar resultados.


Férias de julho: como aproveitar o período de folga sem dívidas?

Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em investimentos, alerta que decisões por impulso e uso descontrolado do crédito tornam as férias uma armadilha para o orçamento familiar
 

Com a inflação acumulada em 5,32% nos últimos 12 meses e a taxa Selic estacionada em 15%, os brasileiros que se preparam para as férias de julho precisam se preparar para encarar o lazer com estratégia e responsabilidade. O atual cenário econômico, marcado por juros altos e encarecimento do crédito, pede atenção redobrada ao planejamento financeiro não só para evitar endividamento, mas para garantir que o período de descanso não se transforme em dor de cabeça. 

Os dados são claros: 78,5% das famílias brasileiras estavam endividadas em maio, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e o principal vilão segue sendo o uso descontrolado do crédito. O especialista em investimentos e planejador financeiro CFP® Jeff Patzlaff chama a atenção para essa armadilha: “O ambiente mais descontraído costuma estimular o consumo impulsivo. Uma boa prática é estabelecer um teto de gastos para a viagem e utilizar os recursos tecnológicos disponíveis, como alertas no aplicativo do banco e planilhas de controle, para acompanhar as despesas em tempo real”.

Jeff ressalta que o primeiro passo para não extrapolar é montar um orçamento realista, baseado na renda disponível e que leve em conta não só passagens, hospedagem e alimentação, mas também as chamadas despesas invisíveis, aquelas pequenas, mas acumulativas, como ingressos, lembranças, transporte local e possíveis emergências. “A falta de planejamento prévio é um erro comum e custoso. Decisões de última hora tendem a elevar significativamente os preços de passagens e hospedagens, além de restringir as opções disponíveis”, afirma.

Com o rotativo do cartão de crédito ultrapassando os 430% ao ano, conforme o Banco Central, a ideia de “pagar depois” pode sair cara. Jeff reforça: “Parcelar pode ser vantajoso se já estiver dentro do planejamento orçamentário. Sem dúvidas, o uso descontrolado do cartão de crédito continua sendo uma das principais armadilhas nas férias”.

Para famílias com orçamentos mais apertados, ele sugere criatividade e flexibilidade. Cidades do interior, regiões serranas ou praias menos badaladas tendem a oferecer um excelente custo-benefício. O turismo local também aparece como alternativa inteligente, com passeios gratuitos em museus, parques e centros culturais. “Mesmo para quem não pode ou prefere não viajar, é possível criar momentos especiais com criatividade e planejamento. Atividades como piqueniques, acampamentos improvisados em casa, oficinas de culinária e sessões de cinema em família podem ser opções memoráveis e acessíveis”, defende o especialista.

Quando o desejo é sair do país, o câmbio instável exige mais pesquisa. Mas ainda há opções interessantes. Destinos como Bolívia, Vietnã, Turquia e países do Leste Europeu têm ganhado a preferência dos brasileiros por oferecerem boa estrutura a custos menores, principalmente frente ao dólar e ao euro. “Essa tendência se acentua diante do câmbio ainda volátil e da redução do poder de compra das famílias, pressionado pela inflação e pelo encarecimento dos bens e serviços”, diz Jeff.

Outra dica valiosa é o uso de tecnologia. Aplicativos como Mobills, Organizze, Minhas Economias e Guiabolso ajudam no controle financeiro da viagem. Já o aplicativo Splitwise pode ser útil para dividir despesas em viagens com amigos ou em grupo. Além disso, o uso de programas de cashback, como Méliuz ou Ame Digital, pode representar uma economia adicional em compras planejadas.

Jeff também vê valor em envolver as crianças nos planos. “Incluir as crianças no planejamento das férias também é uma oportunidade valiosa de educação financeira. Estimular que elas participem da escolha de passeios, definam prioridades ou tenham uma mesada para gastar durante a viagem ajuda a desenvolver a consciência sobre o valor do dinheiro e as noções de limite e escolha. Propor desafios como economizar parte da mesada para comprar uma lembrança ou encontrar o passeio gratuito mais interessante da cidade pode transformar a experiência em um momento educativo e divertido”, comenta. 

Ao final, o que se percebe é que férias bem aproveitadas não dependem de gastos altos, mas de consciência, equilíbrio e escolhas alinhadas com a realidade de cada família. Como reforça Jeff Patzlaff, “o sucesso das férias está menos ligado ao valor gasto e mais à forma como os recursos são utilizados de maneira consciente, equilibrada e estratégica”.


Corretor de seguros: profissão do futuro ou do passado?

Em meio à disrupção digital do setor, o corretor ressurge como peça-chave na personalização de coberturas, educação do consumidor e sustentabilidade do mercado


Durante a última década, a ascensão das insurtechs, o avanço da inteligência artificial e a digitalização das jornadas de compra colocaram em xeque o papel do corretor de seguros. Diante da promessa de plataformas diretas e uma contratação fácil e sem burocracia, muitos especialistas temem o fim de uma era: a da intermediação humana.

 

Porém, mesmo com a sofisticação tecnológica, o consumidor não deixou de buscar orientação, curadoria e confiança. Pelo contrário - em um cenário de excesso de ofertas e complexidade contratual, o papel do corretor deixou de ser apenas comercial para se tornar consultivo, educativo e estratégico.

 

Estudos recentes da CNSeg mostram que mais de 60% dos clientes ainda preferem fechar contratos com apoio de um corretor, mesmo quando iniciam a jornada por canais digitais. O motivo? A lacuna entre informação e compreensão. Afinal, corretores vendem mais do que cobertura: vendem segurança.

 

Além disso, com a explosão da personalização de riscos - seja na saúde suplementar, no seguro de vida ou proteção patrimonial, por exemplo - o conhecimento técnico e a escuta ativa do corretor se tornaram insubstituíveis.

 

Em vez de ameaçado, esse profissional passou a ser indispensável na construção de soluções realmente adequadas ao perfil de cada cliente. Mas a sobrevivência exige reinvenção.

 

O corretor do passado, conhecido como "corretor pastinha" e dependente da indicação, dá lugar ao corretor do futuro: multicanal, orientado por dados, presente nas redes sociais, capacitado em diferentes ramos e posicionado como referência de confiança. Em um setor que busca sustentabilidade, inclusive frente a pressões regulatórias, mudanças demográficas e novas formas de consumo, a figura do corretor se alinha aos pilares ESG pela ótica da inclusão financeira e proteção social.

 

"Em um mercado onde a automação promete agilidade, as coisas se tornam um pouco tentadoras. Porém, o corretor é quem traduz complexidade em clareza, protege o cliente de decisões mal informadas e garante que a cobertura contratada faça sentido para a vida real. A tecnologia pode vender, sim. Mas é o corretor que sustenta a relação ao longo do tempo.", afirma Leandro Giroldo, especialista em saúde suplementar há 23 anos, professor da ENS e CEO da Lemmo Corretora. 

A tecnologia pode escalar o acesso, automatizar o processo e simplificar a jornada. Mas ainda é a presença humana que traduz risco em cuidado - e contrato em confiança.


Privacidade em risco: o lado oculto das hospedagens temporárias


Imagine chegar para as tão sonhadas férias ou uma viagem de negócios, entrar no quarto do hotel ou do imóvel alugado e, sem saber, estar sendo observado. Não por um funcionário do local, mas por um dispositivo oculto que grava suas conversas, hábitos e até momentos íntimos. Parece cena de filme de espionagem? Pois essa tem sido uma realidade cada vez mais frequente para hóspedes em todo o mundo. 

A ascensão das plataformas de aluguel por temporada trouxe liberdade e diversidade de experiências para os viajantes. Apenas entre 2022 e 2023, a procura por esse tipo de hospedagem cresceu 190%, segundo dados da Decolar. Mas o crescimento acelerado também escancarou uma vulnerabilidade crítica: a violação da privacidade. 

Casos registrados no Rio de Janeiro, em Pernambuco e na Flórida mostram que o risco é real. Câmeras escondidas em espelhos, detectores de fumaça ou tomadas já foram encontradas em locais que deveriam ser seguros. O impacto disso vai muito além do desconforto pessoal, trata-se de uma violação grave de direitos, com consequências emocionais, jurídicas e reputacionais tanto para quem se hospeda quanto para quem oferece o imóvel. 

Agora imagine esse tipo de violação atingindo uma celebridade, autoridade política ou um executivo de alto escalão. A exposição indevida pode gerar escândalos, comprometer negociações sigilosas e até ameaçar a segurança nacional. Para hotéis de alto padrão ou redes de locações de luxo, os danos à reputação podem ser irreversíveis. Em um mercado competitivo como o de turismo e hotelaria, transmitir confiança para quem está buscando alugar um quarto é essencial. Um único incidente de espionagem pode afugentar hóspedes, atrair processos judiciais e arruinar anos de investimento em branding. Por isso, a segurança deve deixar de ser tratada como diferencial e passar a ser um pilar inegociável. 

Hotéis e administradoras de imóveis precisam adotar políticas rígidas de controle de acesso, treinar suas equipes, realizar auditorias frequentes e, especialmente, investir em varreduras de ambientes profissionais. Essas inspeções especializadas identificam e neutralizam dispositivos de espionagem, assegurando que o hóspede esteja de fato em um ambiente privado e seguro. 

Mas a responsabilidade não é apenas dos fornecedores. Viajantes também devem se informar e se proteger. Verificar cuidadosamente o ambiente, usar aplicativos de detecção de dispositivos ocultos e escolher hospedagens com boa reputação são atitudes simples que ajudam a reduzir riscos. Em caso de suspeita, o correto é denunciar. Registrar um boletim de ocorrência e informar a plataforma de aluguel são medidas importantes não só para o seu caso, mas para evitar que outras pessoas sejam vítimas. 

A espionagem em hotéis e locações temporárias é uma ameaça real, crescente e, infelizmente, ainda pouco discutida. A era digital nos trouxe conforto e praticidade, mas também abriu portas para novas formas de violação. Ignorar esse problema é fechar os olhos para um risco que pode atingir qualquer um, em qualquer lugar. Mais do que um luxo, privacidade é um direito fundamental. Preservá-la é dever compartilhado entre empresas, profissionais e consumidores. E a melhor forma de garantir isso é com informação, prevenção e ação. 

Fique atento e proteja sua privacidade. 



Paulo Murata - Gerente Gerente Sênior de Segurança e Risco da ICTS Security, com Pós Graduação e MBA em Gerenciamento de Projetos e Tecnologia. Mais de 20 anos de experiência corporativa, sendo 15 em Consultoria de Segurança e Risco.


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