Pesquisar no Blog

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Impressão 3D em metal: a tecnologia que está revolucionando a indústria – e agora chega ao Brasil


A manufatura aditiva metálica, conhecida popularmente como impressão 3D em metal, é uma das inovações mais transformadoras da indústria nos últimos anos. Essa tecnologia vem ganhando espaço em diversos setores por permitir a produção de peças complexas, resistentes e personalizadas diretamente em metal, com altíssimo grau de precisão e agilidade. 

Diferentemente das impressoras 3D convencionais — que utilizam plásticos ou resinas —, a impressão 3D em metal trabalha com pós metálicos, como titânio, aço ou cromo-cobalto, que são fundidos camada por camada por um feixe de laser de alta potência. O resultado é uma peça sólida, pronta para uso, sem a necessidade de moldes, fundições ou usinagens complexas. 

“Essa tecnologia representa um salto de gerações em termos de produção. Ela permite que criemos uma peça diretamente no material final, com precisão microscópica, em um tempo muito menor e sem desperdícios. É um processo mais limpo, mais rápido e mais eficiente”, destaca Luis Fernando de Moura, gerente técnico da LR Prótese Dental. 

Entre as principais vantagens da impressão 3D metálica estão:

  • Redução drástica de etapas produtivas: em vez de passar por escultura, moldagem, fundição e acabamento, a peça pode ser gerada em três fases: escaneamento, impressão e finalização;
  • Alta precisão e qualidade dimensional, o que praticamente elimina retrabalhos;
  • Personalização em escala, com peças feitas sob demanda para cada caso ou projeto;
  • Menor desperdício de material em comparação a métodos tradicionais de usinagem.

“O que antes levava dias para ser produzido, hoje conseguimos entregar em poucas horas — com uma regularidade que é praticamente impossível no método artesanal. Isso muda tudo, do planejamento de produção ao atendimento ao cliente”, afirma Moura.

 

Onde a impressão 3D em metal já é usada?

As aplicações são vastas e crescem a cada ano. Hoje, essa tecnologia já é usada em:

  • Odontologia e medicina: na produção de coroas, pontes, barras de implantes e estruturas personalizadas de próteses;
  • Aeronáutica e automotiva: para fabricar componentes leves, resistentes e com geometrias complexas;
  • Indústria de moldes e ferramentas: onde é possível fabricar moldes duráveis com canais de resfriamento otimizados;
  • Setor aeroespacial e de defesa: em peças críticas que exigem resistência e precisão milimétrica;
  • Joalheria e design de produto: para prototipagem e produção sob medida em metais preciosos.

A grande vantagem da impressão 3D em metal está na possibilidade de fabricar peças sob demanda, com menos desperdício de material e liberdade total de design.


Primeira impressora 3D de metal do Brasil é da LR Prótese Dental

Com um olhar atento para o futuro, a LR Prótese Dental acaba de se tornar a primeira empresa no Brasil a adquirir uma impressora 3D para metal. A inovação coloca a empresa na liderança da transformação digital do setor odontológico. 

“A principal vantagem dessa tecnologia é a redução de etapas no processo de produção. Antes, levávamos dias para finalizar uma peça, agora conseguimos fazer isso em algumas horas, e com uma precisão muito maior”, explica Luis Fernando de Moura, gerente técnico da LR.

Segundo ele, a capacidade de produção também aumentou significativamente. Com a nova tecnologia, a LR consegue triplicar o número de peças produzidas por dia. Isso, aliado à economia de mão de obra – de cerca de 20 pessoas para apenas 6 no mesmo volume de produção – demonstra o salto de eficiência proporcionado pela impressão 3D em metal. 

Mesmo com o alto investimento inicial em equipamento e insumos, o custo por peça tende a cair justamente pela simplificação dos processos e redução do tempo de produção.

 

Expansão para novos mercados

Mais do que atender apenas à própria demanda, a LR já se prepara para oferecer serviços de impressão 3D para terceiros. Isso abre possibilidades em outros setores da indústria, como engenharia, design e prototipagem, desde que os projetos estejam prontos para impressão. 

Com tecnologia importada da China — onde boa parte dos componentes dessas impressoras são produzidos —, a LR Prótese Dental agora se posiciona como referência no Brasil, tanto na odontologia digital quanto no uso da manufatura aditiva metálica.
 

Um novo capítulo na odontologia brasileira

A chegada da impressão 3D em metal representa uma revolução na forma como peças dentárias são produzidas. Mais agilidade, precisão e personalização tornam essa tecnologia uma forte aliada de dentistas e laboratórios. Com pioneirismo, a LR Prótese Dental assume a dianteira dessa transformação e sinaliza que o futuro da odontologia no Brasil será cada vez mais digital, automatizado e eficiente. 

“Estamos apenas começando. Essa impressora 3D para metal vai revolucionar a maneira como produzimos peças dentárias, e nós, da LR Prótese Dental, queremos liderar essa mudança, trazendo sempre inovação e qualidade para o mercado odontológico”, conclui Luis Fernando.


DER-SP abre inscrições para programa de estágio

 Inscrições abertas até o dia 16 de junho pelo portal do CIEE


O Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE anuncia processo seletivo para estágio no Departamento de Estrada de Rodagem - DER em São Paulo. São 100 oportunidades destinadas aos estudantes do ensino médio regular, técnico e superior. Para concorrer, é necessário estar cursando o ensino médio ou estar matriculado nos cursos técnicos de Administração, Recursos Humanos, Controle de Obras, Contabilidade e Transporte Rodoviário.

 

Para os estudantes do ensino superior, os cursos requisitados são: Engenharia Civil, Ciências Contábeis, Arquitetura e Urbanismo, Administração de Empresas, Engenharia Ambiental e Direito. A inscrição e provas online devem ser realizadas até o dia 16 de junho, às 12h, através do link:

https://pp.ciee.org.br/vitrine/13284/detalhe

 

Os aprovados e contratados do ensino técnico e superior irão cumprir uma jornada de 30 horas semanais, com bolsas auxílio de R$ 787,58 e R$ 937,59, respectivamente. Entre os benefícios disponíveis estão o auxílio transporte de R$ 10,00 por dia de estágio, auxílio-refeição de R$ 42,50 e auxílio-alimentação de R$ 20,00 por dia estagiado.

 

Os alunos que forem aprovados e contratados para as vagas de ensino médio regular deverão cumprir uma jornada de 20 horas semanais, com bolsa auxílio de R$475,05 por mês, auxílio transporte de R$10,00 quando forem ao estágio e auxílio alimentação no valor de R$20,00 por dia estagiado.

 



CIEE
Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
ciee.online



Serasa Experian abre inscrições para programa de estágio com mais de 40 vagas e bolsa de R$ 2.150

Processo seletivo será 100% online; vagas são para diversos cursos e modelos remoto ou híbrido


A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, está com inscrições abertas para seu novo programa de estágio. Com mais de 40 vagas disponíveis, estudantes de todo o Brasil podem se candidatar para atuar em modelos remoto ou híbrido com oportunidades nas cidades de São Paulo (SP), São Carlos (SP), e Blumenau (SC).

 

As inscrições devem ser feitas diretamente pelo site do programa e todo o processo seletivo – incluindo entrevistas e etapas de admissão – ocorrerá de forma digital. Os selecionados iniciarão suas atividades em agosto.

 

Podem se inscrever estudantes dos cursos de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo, com destaque para as áreas de Administração, Engenharias, Economia, Estatística, Matemática, Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, TI, Comunicação, Marketing, entre outros.

 

A bolsa-auxílio é de R$ 2.150, com possibilidade de progressão, e jornada de seis horas diárias. O programa oferece ainda um pacote completo de benefícios: vale-refeição, vale-transporte, assistência médica e odontológica, seguro de vida, acesso ao Wellbub e Totalpass, apoio psicológico e jurídico 24h, horários flexíveis e parceria com cursos de idiomas.

 

Um dos diferenciais do estágio é o investimento em capacitação. Os participantes terão acesso a uma trilha de desenvolvimento com foco em tecnologia, dados e metodologias ágeis, além de uma plataforma educacional com conteúdo personalizado conforme a área de atuação.

 

“Nossa proposta é apoiar o início da trajetória profissional dos jovens com uma formação sólida e experiências reais. Buscamos talentos curiosos, engajados com tecnologia e que queiram fazer a diferença na vida das pessoas”, afirma a gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Camila Souza. 

 

Para saber mais sobre o programa, clique aqui

 

Com mais de 5 mil funcionários no Brasil, a Serasa Experian é reconhecida como um excelente lugar para se trabalhar. Em 2023 e 2024 recebeu o prêmio de “Melhor Empresa para se Estagiar”. Pelo segundo ano consecutivo, ficou entre as “Melhores Empresas para o Talento Feminino” da plataforma FirstJob e, pelo quarto ano, a companhia foi certificada no “Great Place to Work”, incluindo na categoria de Tecnologia da Informação e GPTW Global. A datatech também recebeu o reconhecimento da Top Employers, ficando no top 5 Brasil, além de ser “Top of Mind Empresas Preferidas por Profissionais Tech” e “Melhores Empresas para Jovens Profissionais”, segundo a Employers for Youth (EFY). 

 

Experian

experianplc.com.



Mês do Meio Ambiente: 8 dicas para usar menos plástico em viagens na naturez

Neustock Images
Enquanto o mundo discute soluções para a crise do plástico, experiências de turismo consciente ganham espaço na conservação ambiental

 

Em 5 de junho, foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente que chamou atenção para um dos maiores desafios contemporâneos: a poluição plástica. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data é dedicada à reflexão sobre a urgência da preservação ambiental. Em 2025, o tema escolhido é “O fim da poluição plástica global”, e reforça o alerta sobre os impactos do consumo excessivo de plástico, que já ultrapassam os oceanos e alcançam os corpos humanos, a cadeia alimentar e ecossistemas inteiros.

De acordo com a Oceana, ONG internacional que defende a preservação dos mares, o Brasil está entre os maiores poluidores plásticos do planeta, com 1,3 milhão de toneladas do material no oceano. No setor de turismo, o ecoturismo vem se consolidando como uma alternativa viável e educativa para quem quer explorar o mundo com menor impacto ambiental.

Com base na atuação da plataforma PlanetaEXO no segmento de turismo de natureza e de baixo impacto, foram reunidas algumas orientações simples e eficazes para reduzir o uso de plásticos durante viagens. Segundo Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, ao proporcionar experiências em áreas remotas e ambientalmente sensíveis, contribui para aumentar a conscientização sobre os impactos da poluição plástica. “As pessoas voltam transformadas. Esse impacto pessoal pode ser o primeiro passo para mudanças mais amplas”, destaca.

Confira as dicas abaixo:

1. Leve sua própria garrafa reutilizável
Garrafas plásticas continuam entre os principais resíduos encontrados em trilhas, rios e praias. Para evitar o descarte desse material, leve sempre uma garrafa reutilizável. Modelos com isolamento térmico ou filtro são ideais para manter a água fresca e segura durante expedições longas, sem depender de embalagens descartáveis.

2. Diga não a embalagens plásticas em trilhas
Evite o consumo de lanches industrializados, como barras de cereal ou salgadinhos, que geram resíduos difíceis de gerenciar em áreas naturais. Prefira alimentos frescos ou secos levados em potes reutilizáveis, panos encerados ou sacos de tecido. Além de reduzir o lixo, você incentiva um consumo mais consciente.

3. Informe-se e compartilhe
Antes de viajar, conheça os impactos da poluição plástica na região e as boas práticas adotadas localmente. Durante a viagem, compartilhe esse conhecimento com outras pessoas, seja em uma conversa ou pelas redes sociais. O exemplo individual ajuda a formar uma cultura coletiva de respeito ao meio ambiente.

4. Escolha protetores solares sem plástico e microplásticos
Muitos protetores solares vêm em embalagens plásticas e ainda contêm microplásticos em sua composição, que acabam indo parar nos rios e mares, afetando diretamente a vida aquática. Prefira opções biodegradáveis, livres de plástico e com embalagens sólidas ou refiláveis. É uma escolha simples que reduz seu impacto ambiental sem comprometer a proteção da pele.

5. Incentive e apoie comunidades locais que reciclam
Em muitos destinos naturais, a gestão de resíduos é feita por cooperativas ou pequenos grupos locais. Apoiar essas iniciativas, seja contratando seus serviços ou comprando produtos reciclados, fortalece a economia da região e contribui diretamente para a redução de plásticos descartados de forma irregular.

6. Armazene seu lixo até encontrar o descarte correto
Em trilhas ou regiões remotas, pode ser difícil encontrar lixeiras ou pontos de coleta. Por isso, leve uma sacola resistente para guardar seu lixo até poder descartá-lo de forma adequada. É uma atitude básica, mas essencial para evitar o acúmulo de resíduos em áreas protegidas.

7. Evite snacks embalados industrialmente em trilhas
Além de gerarem mais lixo, esses produtos geralmente não são reaproveitáveis ou recicláveis em campo. Prepare seus próprios lanches com antecedência ou compre a granel. Isso evita o uso de plásticos descartáveis e ainda permite escolhas alimentares mais saudáveis e econômicas.

8. Reutilize potes de vidro ou silicone para guardar alimentos
Esses recipientes são duráveis, seguros e versáteis. Servem para armazenar lanches, restos de comida ou mesmo itens de higiene pessoal, como sabonetes ou cremes. Ao evitar embalagens descartáveis, você reduz o impacto da sua presença nos locais visitados.

Segundo Lucas Ribeiro, reduzir o uso de plástico durante uma viagem não exige grandes esforços, apenas mais atenção às escolhas feitas em cada etapa, do planejamento à estadia no destino. Para ele, cada atitude conta e pode gerar um impacto direto no meio ambiente. Embora o ecoturismo não seja uma solução isolada para a crise do plástico, Ribeiro acredita que ele faz parte do caminho. “O ecoturismo conecta as pessoas à natureza, incentiva hábitos mais conscientes e apoia comunidades que vivem da preservação. É por meio dessa vivência que muitos viajantes passam a repensar suas práticas no dia a dia”, afirma.

O blog do PlanetaEXO reúne sugestões práticas para quem deseja adotar hábitos mais sustentáveis durante viagens, com foco na redução do uso de plástico em experiências de ecoturismo.



PlanetaEXO
https://planetaexo.com

 

Nova NR-1 escancara o peso do ambiente de trabalho no adoecimento mental

Norma atualizada inclui riscos psicossociais entre os fatores ocupacionais.

Empresas terão até 2026 para se adequar

 

Metas inalcançáveis, assédio velado, ausência de escuta e lideranças abusivas são alguns dos fatores que silenciosamente moldam ambientes tóxicos — e agora ganham nome e reconhecimento oficial como riscos ocupacionais. A nova NR-1, atualizada pela Portaria MTE 1.419/2024, exige que as empresas identifiquem, avaliem e controlem os chamados riscos psicossociais. É uma virada nas relações de trabalho e no enfrentamento do adoecimento mental no ambiente corporativo. 

Inicialmente prevista para entrar em vigor em maio de 2025, a obrigatoriedade da nova versão foi prorrogada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para 26 de maio de 2026. A ampliação do prazo dá às empresas mais tempo para se adaptarem às novas exigências, que incluem a avaliação de fatores como estresse, sobrecarga, assédio moral e falta de reconhecimento.

 

Responsabilidade cotidiana

Para o especialista em cultura organizacional Adeildo Nascimento (DHEO Consultoria), a norma apenas formaliza o que a realidade nas empresas já denunciava: “Não adianta discursar sobre saúde mental e manter líderes que humilham ou metas que adoecem. O problema não é o burnout do colaborador, é o modo como o trabalho é estruturado.” 

A exigência vai além da documentação: impõe mudanças profundas, do modelo de gestão à comunicação interna. Empresas que mantêm práticas hierárquicas rígidas, falta de autonomia e cobranças desumanizadas correm o risco de transformar sua cultura em um passivo legal, ético e financeiro. 

A norma não exige psicólogos ou campanhas pontuais, mas responsabilidade cotidiana. “Risco psicossocial não é falta de resiliência, é excesso de incoerência”, resume Adeildo. Mais do que uma obrigação legal, a norma transforma a saúde emocional dos trabalhadores em um indicador estratégico. “Os talentos mais disputados do mercado evitam ambientes incoerentes, onde o discurso não se reflete na prática. Os cérebros mais brilhantes não querem só metas; querem propósito, impacto e respeito”, afirma o consultor.


Diferencial competitivo

Com a entrada em vigor da nova NR-1 em 2026, os programas de gerenciamento de riscos das empresas deverão incluir fatores como metas inalcançáveis, ausência de autonomia, centralização excessiva do poder (frequente em empresas familiares) e falta de reconhecimento. Esses elementos, se não controlados, transformam o ambiente de trabalho em um terreno fértil para o adoecimento psicológico. 

“A cultura organizacional pode ser a maior proteção da sua empresa. Quando ela é tóxica, os prejuízos não são apenas humanos — são éticos, financeiros e de reputação”, alerta Adeildo. Para ele, líderes empresariais precisam parar de tratar saúde mental como uma campanha de Setembro Amarelo. “Um ambiente saudável precisa ser parte da cultura, não um evento.” 

“A NR-1 pode ou não ser um divisor de águas, mas ambientes psicologicamente seguros sempre serão um diferencial competitivo. A transformação precisa vir de dentro. Sejam protagonistas da criação de culturas que desenvolvem o melhor potencial do ser humano”, conclui o especialista. 

Vídeo sobre o tema, com Adeildo Nascimento


                   https://www.youtube.com/watch?v=Owb0mjUwz5E

 



DHEO Consultoria
Mais informações: Link

 

Geração X tem maior aderência a práticas de consumo consciente, aponta estudo da Serasa Experian


• Estudo revela quais atividades sustentáveis cada geração adota na rotina;

• Perfil “Consciente” de consumo é terceiro mais identificável entre os brasileiros;

• 20% dos entrevistados pretendem ampliar o consumo de produtos sustentáveis nos próximos anos;

• Região Sul lidera ranking de adesão a práticas sustentáveis.


Um estudo da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, revelou que a Geração X, de nascidos entre 1965 e 1980, lidera a adoção de práticas rotineiras de consumo consciente, como “consumir menos e escolher produtos de qualidade” e “usar sacolas retornáveis”. Em oito das nove ações analisadas, esse grupo superou a média nacional — com destaque para seis delas, nas quais apresentou os maiores percentuais entre todas as gerações. Apenas 2,4% dos entrevistados da Geração X afirmam não adotar nenhuma das práticas listadas. Apesar da alta adesão, a Geração X se identifica mais com os perfis de consumo experiencial (20,7%) e tradicional (19%) do que com o consciente (17,7%). 

De forma geral, apenas 3% dos brasileiros declaram não adotar nenhuma prática sustentável no dia a dia. Confira abaixo a tabela com o recorte completo por geração sobre a adesão a práticas sustentáveis:


Região Sul do Brasil lidera em adesão às práticas sustentáveis

No recorte por região, os destaques do estudo revelam que o Sul do Brasil lidera em adesão às práticas sustentáveis, superando a média nacional em diversas frentes. A maior diferença foi registrada na ação “consumir menos e escolher produtos de qualidade”, em que a região atingiu 48,3% — dez pontos percentuais acima da média do país. No Sudeste, a prioridade recai sobre a escolha de empresas com práticas sustentáveis comprovadas, com 17,1% dos entrevistados declarando essa preferência, enquanto o Centro-Oeste aparece na outra ponta, com o menor índice (11,3%). Já o Nordeste chama atenção por ser a região com menor adesão à compra de roupas em brechós, com apenas 11% dos entrevistados declarando esse hábito. Apesar disso, esta é a região que tem mais identificação com o perfil de consumo consciente (21%). Veja abaixo uma tabela com o comparativo regional em detalhes:



O estudo também revela que 20% dos entrevistados pretendem ampliar o consumo de produtos sustentáveis nos próximos anos. Em termos de perfil de consumo, o tipo “Consciente” é o terceiro mais citado pelos brasileiros (17%), ficando atrás do “Tradicional” (17,5%) e do “Experiencial” (20,1%). Essa tendência se reflete na crescente exigência dos consumidores em relação à postura ética das empresas: 14% deixariam de comprar de marcas que desrespeitam os direitos do consumidor, 12% em casos de desonestidade, 7% por mau tratamento a funcionários e 6% por impactos negativos ao meio ambiente.

 

“O consumidor de hoje não escolhe apenas produtos, ele escolhe propósitos. Em um cenário onde o consumo consciente ganha protagonismo, as marcas que desejam se manter relevantes precisam mais do que vender: precisam entender quem está do outro lado. Reconhecer o perfil do seu público e se conectar com seus valores é o primeiro passo para construir relações duradouras, gerar impacto positivo e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, afirma a Diretora de Marketing Services da Serasa Experian, Isabela Torres. 

Segundo a Serasa Experian, mudanças no estilo de vida acompanham essa evolução: 39% afirmam estar mais focados em economizar e evitar desperdícios, enquanto 33% priorizam cuidados com a saúde e o bem-estar.



Experian
experianplc.com



Namoro ou união estável? Entenda as diferenças entre os relacionamentos e suas consequências

Diferenciação produz impactos patrimoniais se o casal vier a se separar; contrato de namoro está entre as possibilidades para evitar dores de cabeça
 

Com a chegada do Dia dos Namorados, é comum que casais reflitam sobre o estágio de seus relacionamentos. Porém, o que muitos não sabem é que a diferença entre namoro e união estável pode gerar efeitos jurídicos e patrimoniais importantes, especialmente em casos de separação. Afinal, morar junto é suficiente para configurar uma união estável? E quando vale a pena fazer um contrato de namoro? 

Segundo o Código Civil brasileiro, a união estável é reconhecida quando existe um vínculo público, contínuo, duradouro e, principalmente, com o objetivo de constituir família. Para a advogada Caroline Pomjé, especialista em Direito de Família e Sucessões no escritório Silveiro Advogados, esse último critério é justamente o mais relevante e o mais difícil de comprovar. 

“Os namorados ainda conservam uma independência, em termos de vida, que muitas vezes não está presente em uma união estável. Neste segundo tipo de relacionamento, os parceiros se comportam como se casados fossem, inclusive compartilhando decisões sobre patrimônio”, declara Pomjé. 

Outro equívoco frequente é acreditar que viver sob o mesmo teto é essencial para a configuração da união estável. De acordo com a especialista, o desejo mútuo de formar uma família pode ser suficiente, mesmo que os parceiros morem em cidades diferentes e não exista coabitação. 

Apesar de não exigir formalidades como o casamento civil, a união estável pode ser oficializada por escritura pública ou contrato de convivência, o que facilita a comprovação e permite a escolha do regime de bens que regerá a relação. 

“O namoro e a união estável podem ser públicos, duradouros e contínuos. O que os diferencia, muitas vezes, é o objetivo de constituir uma família: é justamente neste ponto que reside a a importância da regularização”, afirma a advogada. 

Essa diferenciação é essencial porque, na união estável, pode haver divisão de bens ao fim do relacionamento. Caso não haja contrato prévio, aplica-se, como regra, a comunhão parcial de bens, o que pode surpreender casais que não formalizaram a relação e acreditavam viver apenas um namoro. 

Reconhecer o momento da “virada” de namoro para união estável é, portanto, essencial do ponto de vista jurídico. A forma como o casal se apresenta socialmente, o nível de integração nas famílias, o planejamento financeiro conjunto e a rotina compartilhada são indicativos importantes de que o vínculo pode ter ultrapassado os limites de um namoro. 

Nesses casos, recomenda-se buscar orientação para formalizar a união. Mas, se o casal ainda estiver em fase de namoro, é possível recorrer a um contrato de namoro, ferramenta que ajuda a mitigar riscos futuros. 

“Esse contrato não serve para disfarçar uma união estável já existente. Ele é útil para casais que ainda estão efetivamente vivendo um namoro, mas desejam prevenir conflitos patrimoniais caso o relacionamento passe a configurar uma união estável”, orienta Pomjé. 

A abordagem do tema pelo casal, apesar de ainda representar um tabu em muitos relacionamentos, traz vantagens inegáveis. Com a elaboração de instrumentos jurídicos preventivos, como o contrato de namoro ou o contrato de convivência, o vínculo entre o casal é fortalecido, além de ser viabilizada maior proteção do patrimônio, garantida segurança jurídica e evitados litígios desnecessários em caso de rompimento.

 

Silveiro Advogados

 

Turismo consciente: 5 atitudes para preservar as praias e trilhas do Litoral Norte

 O Dia Mundial do Meio Ambiente reforçou a importância do turismo sustentável na região.

 

Em dia 5 de junho foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, e o Circuito Litoral Norte de São Paulo destaca seu compromisso com a promoção do turismo sustentável e consciente.

Reconhecida pela grande diversidade natural e cultural, a Região Turística, que compreende as cidades de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, possui cerca de 85% da Mata Atlântica preservada no estado de São Paulo e abriga 16 unidades de conservação ambiental. Áreas como o Parque Estadual da Serra do Mar, a APA Marinha Litoral Norte, o Parque Estadual de Ilhabela e o Parque Estadual da Ilha Anchieta são exemplos da relevância ecológica do destino, que integra montanhas, praias, trilhas e uma rica biodiversidade marinha e terrestre.

Para fomentar o turismo responsável, o consórcio turístico, inclusive, lançou no início deste ano um novo Roteiro de Turismo Sustentável, em parceria com a Setur-SP, Embratur e a TAP. O guia apresenta experiências que valorizam a biodiversidade e as tradições locais, promovendo maior integração entre os atrativos naturais, históricos e culturais.

"A biodiversidade do Litoral Norte é um grande ativo para o turismo de São Paulo. Ela caminha lado a lado com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. São ações lideradas pelas prefeituras locais, organizações do terceiro setor e toda a sociedade civil, com o apoio irrestrito do Governo de São Paulo. O cuidado com o impacto ambiental pode ser observado em todos os setores relacionados ao turismo, incluindo atividades náuticas, como o avistamento de baleias, que se estende até agosto, além do descarte cuidadoso de resíduos, que preserva suas 180 praias, rios, cachoeiras, flora e fauna riquíssimas, listadas entre as mais bonitas do mundo. Não tenho dúvidas de que o Litoral Norte é exemplo de sustentabilidade a ser seguido pelo nosso Estado. Por ano, a região recebe cerca de cinco milhões de visitantes, segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET)", afirma o secretário Roberto de Lucena, de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP).


5 atitudes para preservar as praias e trilhas do Litoral Norte

Nesse contexto, o Circuito Litoral Norte aproveita a data para reforçar boas práticas para visitantes que desejam contribuir com a preservação ambiental da região:


Levar o próprio lixo de volta

Evitar o descarte de resíduos em trilhas, praias e áreas naturais é uma das atitudes mais eficazes para a preservação dos ecossistemas. Sempre leve uma sacola para recolher seu lixo e, se possível, recolha também resíduos deixados por outros visitantes.


Evitar produtos descartáveis e plásticos de uso único

Optar por garrafas reutilizáveis, utensílios duráveis e sacolas ecológicas reduz o impacto ambiental e previne a poluição de rios e mares.


Respeitar as regras das áreas protegidas

Unidades de conservação como o Parque Estadual da Serra do Mar e a APA Marinha Litoral Norte possuem regras específicas de visitação para garantir a conservação dos ecossistemas. Permanecer em trilhas demarcadas, não alimentar animais silvestres e não remover elementos naturais são orientações fundamentais.


Valorizar a cultura e o modo de vida local

Participar de vivências com comunidades tradicionais, como os caiçaras e os povos indígenas, fortalece a economia local e estimula a conservação das práticas culturais e do conhecimento sobre o meio ambiente.


Planejar com responsabilidade as atividades turísticas

Escolher operadoras comprometidas com práticas sustentáveis, evitar aglomerações em locais sensíveis e se informar sobre os períodos ideais para visitação ajudam a reduzir impactos sobre a fauna e a flora da região.


A importância das Unidades de Conservação e das APAs

As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e demais unidades de conservação desempenham papel fundamental na proteção da biodiversidade do Litoral Norte. A APA Marinha Litoral Norte, por exemplo, contribui para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros e marinhos, protegendo espécies e habitats sensíveis. Já o Parque Estadual da Serra do Mar forma o maior corredor contínuo de Mata Atlântica do Brasil, promovendo conectividade entre habitats e oportunidades para o ecoturismo.

Esses espaços permitem que moradores e turistas desfrutem de trilhas, cachoeiras e mirantes, ao mesmo tempo em que promovem a educação ambiental, a ciência cidadã e a geração de renda de forma sustentável.


Sobre o Circuito Litoral Norte

O Circuito Litoral Norte é uma instância de governança regional do turismo composta por cinco municípios: Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. O consórcio turístico trabalha para consolidar a região como referência nacional e internacional em turismo sustentável, incentivando práticas de preservação ambiental e valorização das comunidades locais.

Mais informações: circuitolitoralnorte.tur.br

Para conhecer os passeios e experiências com fornecedores locais, acesse: circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral


Novas regras de visto nos EUA impõem obstáculos a estudantes estrangeiros e complicam acesso a universidades

 Nos últimos dias, os Estados Unidos implementaram mudanças significativas em sua política de vistos estudantis, impactando diretamente estudantes internacionais interessados em universidades renomadas como Harvard, Princeton e Columbia. As medidas, promovidas pela administração do presidente Donald Trump, têm gerado debates intensos sobre liberdade acadêmica, direitos civis e o papel dos EUA na educação global.

O Departamento de Estado dos EUA ordenou que todas as embaixadas suspendessem temporariamente a marcação de entrevistas para novos vistos de estudante (categorias F, M e J). Essa pausa visa implementar uma triagem mais rigorosa das atividades em mídias sociais dos candidatos, parte de uma estratégia mais ampla para combater o que o governo considera como ameaças à segurança nacional e ao combate ao antissemitismo nas instituições acadêmicas. 

A nova política exige que todos os solicitantes forneçam informações detalhadas sobre suas contas em redes sociais, com o objetivo de identificar possíveis conteúdos considerados "antiamericanos" ou "antissemitas". Essa medida é considerada vaga e pode levar a decisões arbitrárias, infringindo direitos de liberdade de expressão e criando um ambiente de incerteza para estudantes internacionais.

Universidades reconhecidas como de prestígio, especialmente as da Ivy League, tornaram-se alvos específicos das novas políticas. Harvard,  teve sua certificação para matricular estudantes internacionais revogada, impedindo a entrada de novos alunos estrangeiros para o ano acadêmico de 2025-2026. A universidade também enfrentou o congelamento de mais de US$ 3 bilhões em fundos federais. Essas ações foram justificadas pelo governo como resposta à recusa da instituição em fornecer dados detalhados sobre estudantes estrangeiros e em adotar medidas contra supostos casos de antissemitismo no campus.

Princeton e Columbia também enfrentaram medidas semelhantes, incluindo a suspensão de financiamentos federais e pressões para limitar a presença de estudantes internacionais. O presidente Trump chegou a sugerir um limite de 15% para a admissão de estudantes estrangeiros em Harvard, visando priorizar candidatos americanos e "restaurar a grandeza" da universidade

As medidas provocaram uma série de ações legais por parte das universidades afetadas. Harvard entrou com uma ação judicial contra o governo, alegando que as restrições violam princípios constitucionais e ameaçam a autonomia acadêmica. Um juiz federal emitiu uma ordem temporária impedindo a revogação imediata da certificação da universidade para matricular estudantes internacionais. 

A diminuição no número de estudantes internacionais pode afetar não apenas a diversidade cultural e intelectual, mas também a economia, já que esses estudantes contribuem significativamente para o setor educacional dos EUA

O cenário agora segue com incertezas. Além das dificuldades na obtenção de vistos, há o risco de deportação baseado em atividades online ou participação em protestos considerados "antiamericanos". Essas medidas podem levar a uma redução no número de estudantes estrangeiros nos EUA, impactando a diversidade e a vitalidade das instituições de ensino superior. Além disso, há preocupações sobre a erosão de princípios fundamentais como liberdade de expressão e autonomia acadêmica

As recentes mudanças na política de vistos estudantis dos EUA representam uma transformação significativa na abordagem do país em relação à educação internacional. Enquanto o governo argumenta que tais medidas são necessárias para proteger a segurança nacional e combater o antissemitismo, vale o alerta para os riscos de violações de direitos civis e danos à reputação global das universidades americanas. O futuro da presença internacional no ensino superior dos EUA dependerá de como essas questões serão resolvidas nos próximos meses.

 

Dr. Guilherme Vieira - formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Consultor Legal Estrangeiro de Imigração e Negócios aos EUA pela Suprema Court de Massachusetts. Atua como Consultor Legal Estrangeiro, com especialização em vistos e negócios nos Estados Unidos. Palestrante, mentor, empresário, investidor e estrategista de Marketing Internacional, tem foco nas relações comerciais entre Brasil e EUA. É CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa fundada em 2021 e especializada em treinamentos empresariais para negócios internacionais, criação de ecossistemas globais, desenvolvimento de modelos de negócio, estratégias de vendas, estruturação de esteiras de produtos e serviços, além de gestão profissional personalizada.



Educação interrompida

No Brasil do século 21, um dado persiste como denúncia silenciosa de um fracasso coletivo: 29% da população entre 15 e 64 anos é considerada funcionalmente analfabeta. Esse percentual, revelado pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), não apenas estagnou desde 2018 como retrocedeu em relação a 2009, quando o índice era de 27%. Entre os maiores de 50 anos, a situação é ainda mais dramática: metade desse grupo está nessa condição. É uma verdadeira tragédia nacional. Essa realidade escancara, mais do que uma lacuna educacional, uma espécie de exclusão social sistemática, que compromete a cidadania e o próprio desenvolvimento do país.

O estudo classifica o analfabetismo funcional em dois níveis: absoluto e rudimentar. Na edição mais recente, 7% da população entre 15 e 64 anos foi identificada como analfabeta absoluta — pessoas que não conseguem ler palavras simples ou sequer reconhecer um número de telefone. Já 22% apresentam alfabetismo rudimentar: sabem ler e escrever, mas enfrentam grandes dificuldades para compreender textos mais complexos ou realizar operações matemáticas com números maiores. Somados, esses dois grupos representam os 29% da população considerados funcionalmente analfabetos.

Trata-se de uma condição que tira a autonomia dessas pessoas e amplia a sua dependência em um mundo cada vez mais letrado, digital e acelerado. Ao mesmo tempo, limita drasticamente o potencial produtivo e crítico da sociedade.

Em paralelo, uma segunda pesquisa, conduzida pelo Todos Pela Educação e pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), mostra que a aprendizagem dos estudantes brasileiros não voltou aos níveis pré-pandemia e que as desigualdades educacionais se agravaram, sobretudo no que se refere à dimensão étnico-racial. Entre 2013 e 2023, cresceram significativamente as disparidades de desempenho, sobretudo em língua portuguesa e matemática, de estudantes pretos, pardos e indígenas, na comparação com alunos brancos e amarelos.

Essas duas realidades — o analfabetismo funcional e as desigualdades raciais na educação básica — não são fenômenos isolados. Elas compõem um mesmo enredo de exclusão social, onde a pobreza, o racismo e o abandono institucional se entrelaçam. O analfabetismo funcional de hoje é o efeito acumulado de um sistema que, desde a infância, falha em acolher, apoiar e ensinar milhões de estudantes. Por outro lado, quando se nega, ano após ano, uma educação de qualidade a certos grupos da sociedade, o que se planta é justamente esse futuro de limitações e exclusão.

Diante desse cenário, é urgente que o Brasil assuma um compromisso real com a superação dessas desigualdades. Um dos caminhos mais potentes – e frequentemente negligenciado – é o investimento consistente na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A EJA é muito mais do que uma segunda chance: ela é um direito. Ela representa a possibilidade concreta de reconstrução de trajetórias interrompidas pela pobreza, pelo racismo, pela desigualdade de gênero e outras barreiras estruturais.

Quando um adulto retorna à escola, ele não apenas amplia suas possibilidades de inserção no mundo do trabalho e de participação cidadã, mas também transforma a relação de sua família com o saber. Estudos mostram que filhos de pais escolarizados tendem a permanecer mais tempo na escola e a apresentar melhores resultados educacionais. Ou seja, investir na EJA é investir também nas próximas gerações.

No entanto, a EJA, por si só, não pode ser a única frente de atuação. Para romper o ciclo da desigualdade educacional, é indispensável atuar desde o início do processo formativo. Isso significa garantir acesso, permanência e aprendizagem de qualidade para todas as crianças e adolescentes, especialmente para aqueles grupos que historicamente foram marginalizados pela escola. É necessário valorizar a diversidade étnico-racial como elemento central do currículo, formar professores para atuar com sensibilidade cultural e combater o racismo estrutural que se manifesta cotidianamente nas salas de aula.

O Brasil não pode aceitar como natural que quase um terço de sua população adulta esteja à margem das competências básicas de leitura e escrita. Tampouco pode se conformar com uma escola que perpetua a exclusão de seus estudantes mais vulneráveis. A educação precisa ser um instrumento de transformação social real, e isso só será possível quando deixarmos de enxergar esses dados apenas como estatísticas e passarmos a vê-los como o retrato de vidas que poderiam ter sido diferentes. A justiça social começa pela educação – e já passa da hora de agir.




Dimas Ramalho - conselheiro-corregedor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Instagram: @dimasramalho



Novo golpe utiliza IA para gerar vídeo falso de jornalistas famosos e autoridades visando enganar vítimas


 Kaspersky revela que golpistas utilizam táticas sofisticadas de vídeos deepfake com promessas falsas de compensação financeira de até 10 mil reais

 

A Kaspersky revela que uma nova onda de golpes online está circulando no Brasil, utilizando inteligência artificial (IA) para criar vídeos falsos que prometem compensações financeiras generosas a cidadãos. A tática, que combina deepfakes de jornalistas e autoridades públicas com sites de phishing, visa roubar dados pessoais e financeiros de vítimas desavisadas. 

A campanha fraudulenta se baseia em vídeos de dois minutos, hospedados em sites de phishing nos quais "jornalistas" e uma “autoridade" brasileira (criados por IA) narram uma história fantasiosa sobre supostas violações de um grande banco brasileiro. 

Para transmitir mais verossimilhança, os criminosos utilizam transmissões de notícias reais como base, sobrepondo-as com narrações geradas por IA e sincronizando os movimentos labiais para corresponder ao novo roteiro.

Trecho do vídeo falso dos criminosos que simula um telejornal

Os clones de IA de jornalistas reais comentam sobre “violações" de um banco famoso, e uma cópia gerada por IA uma autoridade pública anunciando que o banco só poderá operar no Brasil se pagar uma compensação a cada cidadão, variando entre R$1.518 e R$10.626.

Em seguida, os clones de jornalistas mostram uma suposta postagem do banco nas redes sociais, "confirmando" a declaração da autoridade. Para "sacar" o dinheiro, a vítima é instruída a acessar um site "criado pela Receita Federal e pelo banco", inserir seu CPF e calcular o valor da sua compensação. 

Ao acessar o site de phishing, a vítima é submetida a uma rápida verificação de identidade (cujas respostas são irrelevantes) e, em seguida, informada de que a transação está prestes a ser concluída. No entanto, é exigido o pagamento de três "taxas" (rodoviária, de transferência e de recebimento), totalizando R$55, para liberar a retirada. Após inserir os dados do cartão de crédito, confirmar o CPF e fornecer nome, e-mail e telefone, a vítima perde o dinheiro e tem suas informações pessoais roubadas.
 

Print da página de phishing na qual os criminosos solicitam os dados da vítima

 

"A sofisticação dos golpes com IA exige uma postura ainda mais vigilante por parte dos usuários. A melhor defesa continua sendo a prevenção: desconfie de promessas de ganhos fáceis, verifique a autenticidade das fontes e nunca compartilhe informações pessoais ou financeiras em sites não confiáveis. A segurança cibernética é uma responsabilidade compartilhada, e a conscientização é a nossa principal ferramenta para combater essas ameaças", Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT) para a América Latina na Kaspersky. 

Especialistas da Kaspersky alertam para a crescente sofisticação dos golpes online e oferecem dicas para identificar e evitar cair nessas armadilhas:

  • Desconfie de promessas fáceis: Nenhuma instituição financeira ou governo oferece dinheiro de graça. Desconfie de ofertas que parecem boas demais para ser verdade
  • Não clique em links suspeitos: Evite clicar em links enviados por desconhecidos ou em mensagens que solicitem informações pessoais ou financeiras.
  • Atenção aos lábios: a sincronização labial em vídeos gerados por IA ainda não é perfeita. Preste atenção se os movimentos labiais das pessoas correspondem ao áudio.
  • Observe as expressões faciais. Claro, esses vídeos de "notícias" podem parecer convincentes em uma imagem estática, mas se você observar atentamente as filmagens geradas por IA, notará como o rosto do orador muda ou se transforma repentinamente de maneiras não naturais.
  • Mantenha seu software de segurança atualizado: utilize uma solução de segurança confiável para bloquear o acesso a sites de phishing e proteger seus dados como o Kaspersky Premium.




Kaspersky
Mais informações no site.


Posts mais acessados