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quinta-feira, 5 de junho de 2025

FecomercioSP propõe medidas para fortalecer defesa cibernética

 Entidade entrega a parlamentares decálogo com princípios fundamentais para orientar aspolíticas públicas na área

 

AFederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) elencou dez diretrizes que devem nortear as políticas públicas nacionais de cibersegurança. Atuando ativamente no acompanhamento das discussões sobre o tema no governo e no Congresso Nacional, a Entidade busca, agora, apresentar um diagnóstico dos principais impasses do País nesse campo e propor medidas para enfrentá-los, com foco na construção de um pacto nacional pela cibersegurança e no combate ao cibercrime. 

Dados do Fórum Econômico Mundial apontam que os crimes cibernéticos representam 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. No entanto, no Brasil, esse efeito pode ser ainda maior, chegando a 18% do PIB, ou R$ 2,3 trilhões anuais, segundo estimativas do  Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC). A preocupação não é apenas com os prejuízos econômicos — há também sérias implicações para a soberania nacional e a segurança pública. Os ataques cibernéticos e os roubos de smartphones já são responsáveis por mais da metade dos lucros do crime organizado no País, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).  

O combate a essas fraudes exige investigações ágeis, articulação entre autoridades e, em alguns casos, cooperação internacional. Em outras palavras, trata-se de um problema complexo que demanda a participação do Brasil em fóruns mundiais. Além disso, é preciso a implementação de uma legislação forte, atualizada e alinhada com as melhores práticas globais — que, ao mesmo tempo, garanta segurança e não represente entrave ao desenvolvimento econômico. 

Entre os setores produtivos, uma preocupação recorrente é que a regulação seja proporcional aos riscos. Na avaliação da FecomercioSP, a maior carga normativa deve se concentrar nas infraestruturas críticas e nos serviços essenciais à economia. Para os demais setores, nos quais os riscos são menores, seria mais adequado oferecer diretrizes e apoio sem impor custos ou obrigações desnecessárias.Prevenção e respostas aos cibercrimes

Outro tópico relevante é a ausência da comunicação obrigatória de incidentes cibernéticos, o que dificulta a produção de estatísticas precisas sobre o tema. A troca segura de informações sobre ameaças, vulnerabilidades e incidentes entre entidades privadas, autoridades públicas e fóruns multissetoriais é estratégica para fortalecer a segurança digital e fundamental para a criação de uma rede nacional de prevenção e resposta.  

Sem dados consistentes e com uma atuação fragmentada dos entes federais, o enfrentamento dos crimes digitais se torna muito mais difícil. De acordo com ecomercioSP,  um dos principais desafios do País é justamente integrar ações regulatórias e políticas públicas, promovendo o diálogo entre governo, setor privado e demais atores envolvidos. 

A Entidade também defende a harmonização dos marcos legais e das políticas públicas de cibersegurança, especialmente a Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber) e a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber). Além disso, propõe a implementação de uma entidade central de coordenação, que teria como função organizar e coordenar as ações regulatórias e as políticas públicas relacionadas ao tema, facilitando a comunicação entre os diferentes órgãos governamentais, o setor privado e as demais partes interessadas. Ainda é preciso haver poderes regulatórios claros para garantir mais segurança jurídica, previsibilidade e padronização de normas, evitando sobreposição de competências entre órgãos reguladores setoriais.

 

PMEs precisam ser priorizadas

Ponto nevrálgico na atuação dos criminosos digitais, as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) — que representam mais de 99% dos CNPJs e 70% dos empregos formais no País — devem ser prioridade. Esses negócios são os principais alvos, pois lidam com recursos limitados, ausência de seguro cibernético e falta de medidas preventivas. Algumas estimativas do mercado apontam que, após sofrerem um ataque, 60% das MPEs encerram as atividades em um prazo de seis meses. Embora a escassez de estatísticas precisas comprometa uma avaliação mais realista do contexto, é inegável que as MPEs estão entre as mais vulneráveis aos ataques cibernéticos. É fundamental lembrar que, por trás de um CNPJ, há inúmeros CPFs em risco — empregos, famílias e histórias de empreendedorismo que podem ser severamente impactados pela ausência de políticas adequadas de proteção digital.

 

Linhas de crédito e incentivos econômicos e fiscais, além de uma carga regulatória mais branda, são medidas que poderiam fortalecer a resiliência desses negócios, facilitar investimentos em segurança digital e reduzir impactos de incidentes. A FecomercioSP encaminhou ao governo federal uma proposta de criação de linha de crédito específica para apoiar essas empresas.

 

Investimento em cibereducação é essencial 

Outro ponto importante — inclusive para toda a sociedade — é o investimento em educação e conscientização sobre as ameaças digitais. O desconhecimento dos riscos tem sido uma das principais razões que levam à vulnerabilidade de sistemas e processos — ou a golpes e fraudes que envolvem diretamente os cidadãos (em especial crianças e idosos).   

Por essa razão, o tema foi uma das prioridades que a Aliança Multissetorial pela Cibersegurança apresentou à Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética (FrenCyber), no Congresso Nacional.  A Aliança, idealizada pelo INCC (e do qual a FecomercioSP faz parte), inclui instituições de referência em cibersegurança no Brasil, reunindo organizações representantes dos mais variados setores da economia. 

A FecomercioSP, que vem acompanhando, com o grupo, as discussões da FrenCyber para colaborar com uma política nacional bem-estruturada de cibersegurança, apresentou o decálogo durante a reunião da Frente realizada na última semana, marcando a abertura oficial dos trabalhos.

O documento também foi entregue, na íntegra, aos senadores Esperidião Amin (PP/SC) e Marcos do Val (Podemos/ES) e à deputada Tabata Amaral (PSB/SP), além da assessoria do senador Jorge Seif Júnior (PL/SC).

 

Decálogo Regulação e Governança da Cibersegurança no Brasil: propostas para orientar a formulação de políticas públicas nacionais [o material, na íntegra, pode ser consultado aqui]. 

  1. Estabelecimento de um marco legal nacional, equilibrado e harmônico: implementação de um Marco Legal de Cibersegurança, claro, flexível e eficiente, garantindo a segurança, competitividade e desenvolvimento econômico.
     
  2. Abordagem baseada em risco e adoção progressiva para infraestruturas críticas e serviços essenciais: garantir que o peso regulatório respeite o porte, a atividade e a capacidade de cada empresa.
     
  3. Estabelecimento de uma entidade central de coordenação: criação de uma agência de coordenação dos esforços contra o cibercrime, evitando sobreposição entre órgãos regulatórios e promovendo a segurança jurídica, além de facilitar o diálogo com o setor privado.
     
  4. Fomento à conscientização, à educação e à capacitação em cibersegurança: investimento em programas educacionais, com a inclusão do tema nos currículos escolares desde o ensino básico, além de capacitações de profissionais e políticas públicas de conscientização sobre a cibereducação.
     
  5. Atenção especial às micro e pequenas empresas: linhas de crédito diferenciadas para investimento em cibersegurança, incentivos econômicos e fiscais e a instituição de uma carga regulatória mais branda, que respeite as capacidades operacional, financeira e técnica desses negócios.
     
  6. Incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação em cibersegurança: investimento em pesquisa e desenvolvimento em cibersegurança, além de estímulos a colaborações e parcerias.
     
  7. Integração entre atores e políticas públicas: garantia da harmonia entre o marco legal, a Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber) e a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber). Deve haver uma atuação coordenada entre governo, setor privado e academia, criando uma rede colaborativa para a troca de informações e boas práticas.
     
  8. Compartilhamento de dados, inteligência e estabelecimento de uma rede nacional de resposta a incidentes cibernéticos: permitir que haja cooperação estratégica para prevenção de ataques cibernéticos, pautada por confidencialidade e segurança jurídica.
     
  9. Combate ao cibercrime: enfrentamento de fraudes e dos crimes cibernéticos, com o fortalecimento das capacidades técnico-operacionais dos órgãos de persecução penal, aliado à modernização da legislação penal e processual.
     
  10. Cooperação internacional: colaboração do Brasil em iniciativas mundiais de cibersegurança, incluindo a participação em fóruns internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Global Forum on Cybersecurity.
     

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Balneário Camboriú terá Mutirão de Conciliação da Vara de Família

Iniciativa é resultado de uma parceria com o TJSC


Nos dias 9 e 10 de junho, o curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), campus Balneário Camboriú, e a Vara de Família da Comarca de Balneário Camboriú vão promover um Mutirão de Conciliação da Vara de Família, Órfãos e Sucessões. A iniciativa busca proporcionar aos acadêmicos do curso de Direito a vivência prática do funcionamento da justiça na área familiar. 

As atividades serão realizadas, a partir das 13h, no Escritório Modelo de Advocacia (EMA), localizado no Campus Balneário Camboriú, Bloco 6B. 

A professora do curso de Direito da Univali, Flavia Cristina Oliveira Santos, explica que a iniciativa contribui para a vida profissional dos alunos, uma vez que aprendem os métodos adequados para a resolução efetiva de conflitos. “Os estudantes acompanham a atuação de advogados, conciliadores, magistrados, o que proporciona o entendimento da prática nessa área da justiça”, diz.

 


Professora Flavia Cristina Oliveira Santos
flaviaoliveira@univali.br

 

Conheça os benefícios do catalisador automotivo para o meio ambiente

Unicorne
O catalisador é responsável pela redução das emissões poluentes dos veículos

Sem este componente, a qualidade do ar e a saúde da população seriam negativamente afetadas 

 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Umicore relembra a importância do avanço contínuo em prol de uma mobilidade mais limpa e sustentável.  De acordo com os dados mais recentes do Balanço Energético Nacional (BEN), publicação ligada ao Governo Federal, 44% das emissões provenientes do consumo de combustíveis fósseis tiveram origem no setor de transportes. Neste contexto, o catalisador automotivo se destaca como um importante aliado na redução das emissões veiculares.


Como funciona o catalisador?

Miguel Zoca, Gerente de aplicação de produto da Umicore, explica que o catalisador é um substrato, cerâmico ou metálico, revestido por óxidos e metais nobres como ródio, paládio e platina.  Localizado entre o motor e o escapamento do carro, o componente tem a função de converter gases poluentes, como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC), em substâncias inofensivas à saúde humana e ao meio ambiente. Essas conversões ocorrem por meio de reações químicas.

“O conversor catalítico, nome pelo qual também é conhecido, reduz sensivelmente as emissões de poluentes nos veículos equipados com motores a combustão. Entre 10 e 15 anos, cada peça evita que cerca de uma tonelada de gases tóxicos atinja a atmosfera, o que equivale a uma média de 110 kg por ano, ou 300 gramas por dia, por veículo”, diz Zoca. “Sem o catalisador, os veículos poluiriam, em média, de cinco a dez vezes mais”.

No Brasil, o item é obrigatório desde 1997, para garantir que a frota nacional esteja em conformidade com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Neste ano, por exemplo, entrou em vigor a primeira fase do L8, normas voltadas para leves.


Catalisadores são aliados da saúde pública

Sem os catalisadores, os poluentes não tratados elevariam o índice de doenças na população, principalmente em centros urbanos. Com a ação destas tecnologias, os hidrocarbonetos se transformam em vapor de água e gases inofensivos. Sem essa atuação, essas substâncias seriam emitidas em grande escala, podendo causar irritação nas vias respiratórias, anemia, leucemia e câncer pulmonar.

Outro gás perigoso é o monóxido de carbono, responsável por provocar asfixia sistêmica, pneumonia e danos cerebrais. O catalisador o converte em gás carbônico (CO₂), uma substância naturalmente exalada pelos seres humanos durante a respiração.

Já os óxidos de nitrogênio, que causam ardência nos olhos, irritação nasal, bronquite, enfisema, insuficiência respiratória e mutações genéticas, são transformados pelo catalisador em nitrogênio (N₂), o principal componente da atmosfera, representando cerca de 75% do ar que respiramos.

Globalmente, esses componentes e outros tipos de catalisadores produzidos pela Umicore impediram que 2,4 milhões de toneladas de NOx fossem emitidas na atmosfera em 2023.


Catalisador automotivo também está na cadeia da economia circular

Além de fornecer essa solução, a Umicore é capaz de fechar eficientemente o ciclo de vida dos materiais com a reciclagem, uma das atividades de negócios da organização, e destinação correta dos outros componentes. “Produzimos materiais para uma vida melhor e a sustentabilidade está no centro de quem somos e de tudo o que fazemos”, afirma Cláudio Furlan, Gerente Comercial da Umicore no Brasil. “A reciclagem de conversores catalíticos usados não apenas evita o descarte em aterros sanitários, como também reduz a demanda por minérios”.

Para saber mais sobre o funcionamento do catalisador, acesse o e-book preparado pela Umicore: https://www.umicore.com.br/storage/regiobr/e-book-umicore-catalisador-24-10.pdf

 

Umicore



Governo de SP abre 60 vagas para missões internacionais do CreativeSP no 2º semestre

Programa levará empresas da indústria cultural para: Fringe, Gamescom, Tokyo Game Show, Feira do Livro de Frankfurt, Womex e Ventana Sur

 

As inscrições estão abertas para as seis missões internacionais do CreativeSP no 2º semestre. Fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e a InvestSP — agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico —, o programa selecionará até 60 empresas para participar de alguns dos maiores eventos globais da economia criativa: Festival Fringe de Edimburgo (Escócia), Gamescom (Alemanha), Tokyo Game Show (Japão), Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha), Worldwide Music Expo-Womex (Finlândia) e Ventana Sur (Argentina). O prazo para se inscrever termina 45 dias antes do início de cada missão. O regulamento e o formulário estão disponíveis no site da InvestSP. 

Além de promover novos negócios, atrair investimento estrangeiro e ampliar a geração de emprego e renda no setor audiovisual, o programa incentiva a troca de conhecimentos e a inserção internacional das empresas paulistas. Cada participante selecionado pode receber reembolso de até US$ 3 mil em despesas elegíveis, cobrindo até 50% dos custos da viagem. As missões incluem eventos de networking e contam com ações de consultoria, monitoramento de resultados e acompanhamento pós-evento. 

“Essas missões internacionais são estratégicas para posicionar São Paulo como um polo global da economia criativa. Mais do que levar nossas empresas para o exterior, estamos conectando talentos, abrindo portas para parcerias e mostrando ao mundo a força cultural e inovadora do nosso estado”, diz a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marília Marton. 

Ao todo, serão 11 missões em 2025, duas a mais que no ano passado, quando a projeção de negócios gerados graças ao programa chegou a R$ 725 milhões. No 1º semestre, o CreativeSP já esteve no Festival de Cinema de Berlim (Alemanha), no South by Southwest (EUA), na Game Developers Conference (EUA) e no Festival de Cinema de Cannes (França). Cinema e Publicidade de Cannes (França). E, a partir do próximo dia 16, ele também estará no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions (França).

 

Missões do CreativeSP no 2º semestre de 2025

- Festival Fringe de Edimburgo – (Edimburgo/Escócia) – 14 a 26 de agosto

- Gamescom – (Colónia/Alemanha) – 19 a 25 de agosto

- Tokyo Game Show – (Tóquio/Japão) - 24 a 29 de setembro

- Feira do Livro de Frankfurt – (Frankfurt/Alemanha) – 14 a 20 de outubro

- Womex (Worldwide Music Expo) (Tampere/Finlândia) - 21 a 27 de outubro

- Ventana Sur (Buenos Aires/Argentina) - 30 de novembro a 06 de dezembro

Para saber mais, clique aqui.


Ensinar o 'PARE' é proteger as crianças do abuso

Pedagoga Vitória Reis desenvolve, por meio da literatura, uma ferramenta cristã para instruir sobre consentimento e prevenção 


Em menos de dois anos, o Brasil saltou da 27ª para a 5ª posição no ranking mundial de denúncias de abuso sexual infantil, segundo o relatório da rede internacional InHope — dado alarmante que revela a urgência de enfrentar um tema que ainda é tabu para muitas famílias. Apesar da dificuldade em falar sobre isso, o diálogo aberto permanece a forma mais eficaz de prevenção, e é nesse contexto que os livros se tornam aliados, tornando-se uma ferramenta cuidadosas e acessíveis para a proteção infantil.

Diante deste cenário, a editora Vida Kids publicou PARE, da escritora e pedagoga Vitória Reis, no qual apresenta conceitos como: respeito, intimidade e limites de forma lúdica, por meio de rimas e desenhos. Ela se apropria da metáfora de um semáforo e explica quais partes do corpo podem ser tocadas (verde), aquelas que exigem atenção (amarelo) e as inegociáveis (vermelho). Vitória escolhe uma linguagem direta, sem omitir os nomes biológicos das partes do corpo, para a criança compreender com clareza o que é íntimo e merece proteção.

A pedagoga também ensina os pequenos a reconhecer sinais de situações de risco, como toques inadequados, pedidos para guardar segredos que causam medo ou desconforto, e comportamentos que violam seus limites pessoais. Além disso, orienta que, diante dessas situações, elas devem procurar imediatamente um adulto de confiança — seja um pai, mãe, avós, professor ou responsável — e lembra que nunca devem se calar, independentemente de quem esteja envolvido.

Se o carinho for escondido,
não fique calado.
Se te pedirem segredo,
fique desconfiado.
(PARE, p. 40)


PARE não se dirige só aos meninos e meninas, afinal, esse é um tema que envolve toda a sociedade. Nas últimas páginas, um guia prático orienta as famílias sobre como criar um ambiente seguro e escutar sem julgamentos. O material lembra que proteger é tarefa do adulto e que nenhuma criança deve carregar sozinha essa responsabilidade. Também apresenta os caminhos para agir diante de qualquer suspeita ou relato, desde escutar com empatia até buscar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, Conselho Tutelar e Delegacias de Polícia. 

Divulgação
Vida Kids
Ficha técnica:
Título: Pare

Subtítulo: Um Jeito Cristão de Ensinar Prevenção
Autora: Vitoria Reis
Editora:
Vida Kids
ISBN-10:
655584745X
ISBN-13:
978-6555847451
Formato: 20.5 x 1 x 20.5 cm
Páginas:
60
Valor: R$ 64,90
Onde encontrar:
E-commerce da Editora Vida | Amazon


Sobre a autora: Vitoria Reis é serva de Jesus e de sua Igreja, esposa, mãe pela via biológica e também da adoção. Formada em Pedagogia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalha como escritora, professora e palestrante. Tem lutado nos últimos cinco anos para que crianças e famílias sejam alcançadas e treinadas pela mensagem da prevenção do abuso e também por uma educação bíblica e integral. É gestora do selo infantil da Editora Vida e fundadora do Pedágio Consciente, ambas as iniciativas têm como objetivo servir famílias e escolas cristãs com ferramentas práticas para a boa formação das crianças. Instagram: @vitoriasreis_

 

Editora Vida
Instagram: @editoravidakids | @editora_vida



Primeira infância em risco: crise climática compromete o desenvolvimento de crianças no Brasil

 

Working Paper do Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) revela como eventos climáticos extremos ameaçam o desenvolvimento de 18,1 milhões de crianças de 0 a 6 anos no Brasil
 

Uma nova publicação lança luz sobre os impactos da crise climática no desenvolvimento de bebês e crianças na primeira infância (0 a 6 anos). O documento “A primeira infância no centro da crise climática”, produzido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), compila evidências que demonstram como as mudanças no clima e a intensificação de eventos extremos afetam diretamente a saúde, nutrição, aprendizado e bem-estar infantil no Brasil. 

Estima-se que 40 milhões de crianças e adolescentes brasileiros enfrentam ao menos um risco climático, sendo que 1,1 milhão sofre com a escassez de água. Globalmente, quase 1 bilhão de crianças vivem em áreas ameaçadas por eventos extremos. 

O cenário é agravado pelo aumento na frequência e intensidade dos eventos climáticos no Brasil. Dados mostram um salto expressivo, passando de 1.779 eventos em 2015 para 6.772 em 2023. Ondas de calor, chuvas torrenciais, secas prolongadas e incêndios florestais impõem riscos significativos, em especial para quem está no começo da vida. Uma projeção indica que crianças nascidas em 2020 viverão, em média, 6,8 vezes mais ondas de calor e 2,8 vezes mais inundações de rios e perdas de safra ao longo da vida do que aquelas nascidas em 1960

“A ciência já nos mostra que a primeira infância é um período crítico para o desenvolvimento humano. Os impactos da crise climática em uma fase tão delicada do desenvolvimento podem comprometer capacidades físicas, cognitivas e emocionais por toda a vida”, afirma Marcia Castro, professora e chefe do departamento de Saúde Global e População da Universidade Harvard e uma das coordenadoras da publicação.São as crianças pequenas e, em especial, as que já vivem em alguma situação de vulnerabilidade que estão mais expostas aos riscos. Isso evidencia ainda mais as desigualdades e traz a urgência de colocar a primeira infância no centro do debate climático”, completa.
 

Impactos no desenvolvimento e desigualdades 

Estresse tóxico e prejuízos à saúde mental, perda de moradia, deslocamentos forçados e o aumento de doenças infecciosas são apenas alguns dos impactos diretos da crise climática na vida das crianças na primeira infância. Os riscos envolvem também perdas agrícolas e insegurança alimentar, acesso menor a educação de qualidade e cuidados com a saúde, morte precoce, entre outros. 

Esses efeitos são desproporcionalmente sentidos por populações vulneráveis, como crianças negras, indígenas e moradoras das regiões Norte e Nordeste do Brasil, reflexo do racismo ambiental potencializado ainda mais pela pobreza. 

O Brasil tem cerca de 18,1 milhão de crianças na primeira infância. Dessas, 8,1 milhões vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza. Além disso, 37,4% das crianças brasileiras de 0 a 4 anos (uma em cada três) vivem em situação de insegurança alimentar, o maior índice entre todas as faixas etárias. Ao todo, 5,4 milhões de crianças até 4 anos enfrentam algum grau de insegurança alimentar

A crise climática também intensifica vulnerabilidades e afeta as relações familiares, comprometendo o desenvolvimento infantil. A perda de renda e o deslocamento forçado dificultam a frequência escolar. No país, mais de 4 milhões de pessoas foram desalojadas por eventos climáticos extremos entre 2013 e 2023. Nas enchentes do Rio Grande do Sul em 2024, 580 mil pessoas foram desalojadas e mais de 3.930 crianças de 0 a 5 anos foram acolhidas em abrigos públicos

Crianças deslocadas ainda enfrentam maiores riscos: em abrigos temporários, a incidência de doenças diarreicas é 34% superior à média nacional, e a desnutrição aguda é até 2,5 vezes mais frequente. Projeções indicam também que, até 2050, cerca de 216 milhões de pessoas poderão ser forçadas a migrar devido ao clima, sendo aproximadamente 40% desse contingente composto por crianças.
 

Impactos na educação 

A educação infantil também é diretamente afetada pela crise climática, que prejudica a concentração das crianças e destroem a infraestrutura escolar. “Não podemos esquecer que, em momentos de crise, as escolas viram abrigos as aulas são interrompidas. Sem aulas, as desigualdades educacionais aumentam ainda mais”, pondera Castro. 

Apenas em 2024, cerca de 1,18 milhão de crianças e adolescentes tiveram as aulas suspensas no Brasil, principalmente por alagamentos. Nas enchentes do Rio Grande do Sul, por exemplo, estima-se que 55.749 horas-aula foram perdidas na educação básica, com prejuízos materiais estimados em R$ 2,36 bilhões

Vale ressaltar que a falta de acesso a espaços verdes nas escolas é uma realidade: 43,5% das escolas de educação infantil em capitais brasileiras não possuem áreas verdes, índice que sobe para 52,4% nas escolas localizadas em favelas e comunidades urbanas.
 

Políticas pública de prevenção 

Segundo a publicação, é fundamental investir em proteção imediata, adaptação, infraestrutura e serviços resilientes para minimizar esses impactos. 

“Proteger a primeira infância diante da emergência climática não é uma escolha, é uma prioridade. Precisamos de políticas públicas urgentes, baseadas em evidências, que considerem as desigualdades sociais e coloquem bebês e crianças no centro das estratégias de adaptação e prevenção”, defende Alicia Matijasevich, professora associada do Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina da USP, também coordenadora do working paper. 

Recomendações incluem fortalecer a atenção primária à saúde, modernizar saneamento, promover agroecologia e agricultura familiar integrada a programas de transferência de renda, estabelecer espaços seguros para acolhimento infantil em deslocamento, fortalecer saúde mental infantil, priorizar reassentamento digno, criar zonas climatizadas em creches (bairros densos podem ser 5°C mais quentes, escolas podem não ter áreas verdes), capacitar educadores e promover a escuta e participação das crianças na prevenção.
 

Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI)  


EVENTOS REPÚBLICA TCHECA JULHO 2025


KARLOV VARY

Festival internacional de Cinema 2025

Julho, até 12

Em 2025, a 59ª edição do Festival de Cinema de Karlov Vary seguirá a tradição, e apresentará cerca de 200 filmes, produzidos em diferentes países. O festival é destinado a profissionais de cinema e ao público. As exibições de filmes acontecerão nas seis salas do Hotel Thermal e outras seis, em diferentes endereços centrais de Karlov Vary. Em paralelo às exibições de filmes, haverá palestras, coletivas de imprensa e programas de entretenimento para os visitantes.

(https://lnk.sk/cxmo0)



 

Degustação de Vinhos de Verão no Mosteiro de Loucký

Julho, 04, 11, 18 e 25

O evento terá por palco o Mosteiro Premonstratense Loučky, em Znojmo. Nas sextas-feiras de julho, a partir das 19 horas, haverá degustações de 10 amostras de vinhos novos de Znojmo (Znovín Znojmo) e de vinnés sklepř Lechovice (vinhos das adegas de Lechovice, vila de Znojmo). Essas adegas reúnem os produtores tradicionais de vinhos de qualidade, a partir de uvas de seus próprios vinhedos. Para acompanhar, lanche de degustação com pão feito no mosteiro.

(https://lnk.sk/tl378)

 

ZNOJMO 

ŠIKLŮV MLÝNÉ

Jogos de Verão 2025

Julho, 05 até Agosto, 30

Šiklův mlýné é a maior área natural de entretenimento da República Tcheca. A vila é, na verdade, o grande Park Šikland, todo ele repleto de diversões ambientadas com temas do velho oeste. Desde julho até agosto, excluídas as segundas-feiras, as atrações se alongam por toda a semana, ao embalo de Brincadeiras de Verão. Aos finais de semana há eventos especiais, como o Dia da Família e o Road Fest Šikland. Para curtir além de um dia, há bons restaurantes, dois hotéis e o Central Camping, com barracas, chalés e cabanas de madeira.

(https://lnk.sk/wxw36)

 

NÁCHOD

Festival Dvořák, Concerto no Castelo

Julho, 06

O antigo Castelo Náchod faz parte de complexo que reúne várias outras dependências, jardim, fosso e cinco pátios. O concerto, a realizar no âmbito do 69º Festival Dvořák (2025), acontecerá (início às 15 horas) no Pátio II. Por tradição, edições do Festival Dvořák acontecem em várias cidades tchecas, sempre sob conceito de apresentar peças de compositores famosos, da Tchéquia e do exterior. O programa para a edição julho 2025 no Castelo Náchod será atualizado com frequência e pode ser consultado no endereço a seguir.

(https://lnk.sk/odhjr)





 

TŘEBOŇ

Festival Jakub Krčín

Julho, 18 e 19

Jakub Krčín (Tchéquia, 1535-1604) é festejado em Třeboň por resolver problemas provocados por enchentes. Krčín criou vários lagos ao redor da cidade e, de quebra, os povoou com carpas. Hoje, o epíteto de Třeboň é Cidade dos Lagos e das Carpas. Para o evento, estão programadas apresentações, por exemplo, de esgrima histórica, danças tradicionais, show de marionetes, de falcoaria e de malabarismo. Acontecerão competições esportivas famosas na antiguidade, e mercados de artesanato. Dentre os destaques está a caminhada noturna de tochas até a represa do Svět, formada por um dos lagos criados por Krčín. Ao chegar no destino, os caminhantes serão “recebidos” pela estátua de Krčín, erguida na margem do lago. Outro destaque é o espetáculo pirotécnico de encerramento do festival, projetado acima da superfície do lado.

(https://lnk.sk/pxjnp)

 

OSTRAVA

Festival de Música Colours of Ostrava 2025

Julho, 16 até 19

Em 2025 na 22ª edição, desde a criação em 2002 o espetáculo Colors of Ostrava tem por finalidade reunir músicas representativas e intérpretes famosos das diversas nações do mundo. Intérpretes e tendências são selecionados para apresentar músicas inovadoras ou enraizadas em diferentes culturas. Foram anunciadas presenças do cantor Sting; a dupla The Chainsmokers; Iggy Pop (nome artístico do roqueiro norte-americano James Newell Osterberg); e as bandas Justice e Snow Patrol. A esses famosos se somarão músicos da Coreia, Taiwan, China e Japão. Por exemplo, o compositor sul-coreano Jung Jaeil, autor da música do filme Parasita, ganhador (2019) de quatro Oscar, se apresentará acompanhado por músicos da Orquestra Filarmônica Janáček de Ostrava.

(https://www.colours.cz/en/)

 

visitczechia.com

destinochequia.com

 


Romance sob pressão: Dia dos Namorados será com menos gastos para 51% dos brasileiros, revela pesquisa

30% não vão comprar nenhum presente. Relações longas, alta nos preços e desinteresse do parceiro estão entre os motivos 

6 em cada 10 pessoas mesmo com orçamento apertado pretendem comemorar a data 

 

Em tempos de grana curta, o romantismo ainda dá um jeito? De acordo com a nova pesquisa da Hibou, Instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, em parceria com Score Group. 51% dos brasileiros vão gastar menos no Dia dos Namorados deste ano, um aumento de oito pontos percentuais em relação a 2024. Mesmo assim, o clima de celebração não desaparece. 61% dos entrevistados afirmam que vão comemorar a data, adaptando os planos ao bolso, priorizando o afeto e evitando excessos.


Restaurante saiu do roteiro: agora é vinho no sofá

Com o orçamento reduzido a comemoração ganha um tom mais caseiro. 29% pretendem comemorar em casa.  17% dizem que vão produzir algo especial em casa. Apenas 21% planejam sair para jantar. Já 32% ainda não decidiram como vão comemorar

Tem também uma pequena parcela de pessoas que não querem nem restaurante, nem ficar em casa: viajar aparece como intenção para 7%, com um aumento significativo de 5 pontos percentuais em relação ao ano passado.


A decisão do menu romântico

A comida e a bebida são tradicionalmente as peças centrais da celebração. Entre os destaques espontâneos não podem faltar, vinho lidera com 44% das preferências, seguido por comida japonesa (11%), cerveja (8%), espumante (6%), chocolate (6%), churrasco (5%), massas (5%), queijos (4%), fondue (3%), pizza (3%) e camarão (1%). 


 Presentes? Sim, mas com criatividade e critério

A maioria dos brasileiros afirmam que intenção e carinho pesam mais do que o preço: 51% dizem que o presente ideal precisa demonstrar afeto, um aumento de 6 p.p em relação ao ano passado. 28% escolhem algo que sabem que o outro deseja com um comparativo de 7 p.p maior do que em 2024. Já 17% priorizam o presente que cabe no bolso. Somente 1% considera que o presente precisa ser caro. 

Entre os critérios de compra, qualidade (55%), preço (36%) aumento de cinco pontos percentuais em relação ao ano passado, e facilidade (30%) lideram o ranking. Também ganham peso na decisão de compra avaliações e recomendações (20%) crescimento de 5 p.p comparado ao ano passado, indiretas do parceiro sobre o que querem ganhar (18%), prazo de entrega (14%), promoções (11%) e marca (3%).


Ranking dos presentes: Perfume, chocolate e roupas dominam

Quando o assunto é o que comprar, perfume lidera (50%) com aumento de 8 p.p em relação ao ano anterior, seguido de roupas (48%) diminuiu 3 pontos percentuais nas intenções em comparação a 2024, chocolate (41%) cresceu exponencialmente 12 p.p em relação ao ano passado, viagens (37%), joias (33%), calçados (30%), flores (23%), acessórios (22%), gastronomia (21%), eletrônicos (19%) e produtos de beleza (18%).


Stories, cupons e likes valem mais que loja

As redes sociais influenciam 40% das escolhas, com um crescimento de 4% em relação ao ano passado, enquanto 21% se deixam levar por anúncios digitais, já 20% por recomendações de amigos, 16% por propagandas na TV, 14% pelo Reclame Aqui, 9% por mensagens no WhatsApp e 8% por e-mails promocionais.

“O Dia dos Namorados continua sendo uma data significativa para a maioria, mas adaptada ao momento financeiro e à fase do relacionamento. Para quem está junto há mais tempo, o presente se torna mais simbólico do que material, e o momento compartilhado ganha valor. Há romantismo ainda, mas ele vem embalado em praticidade, economia e afeto mais realista”, analisa Ligia Mello, CSO da Hibou.


Quando e quanto se gasta no amor

33% compram o presente quando encontram o ideal, 19% só compram quando o bolso permite, 12% uma semana antes, 6% na véspera, 9% quando descobre o que o seu parceiro quer ganhar, 1% só depois da data, aproveitando os descontos. A compra será feita principalmente em loja física (30%), pela internet com entrega (23%) ou por meio de experiência, como jantar ou viagem (16%).

O valor investido no presente é bem planejado. Até R$250 para quase metade dos brasileiros (48%). Sendo que destes, 16% pretendem gastar até R$100, 15% entre R$101 e R$150, e 17% entre R$151 e R$250. Acima disso, 16% planejam gastar entre R$251 e R$500, e 6% pretendem investir mais de R$500. 

Débito ou crédito? Na forma de pagamento, 31% devem parcelar no cartão de crédito, 23% pagar no débito, 21% à vista no crédito, e 10% via Pix. 29% ainda não pensaram como vão pagar o presente.

"O Dia dos Namorados continua sendo uma oportunidade relevante para marcas que entendem o valor simbólico por trás do presente. O consumidor busca algo que represente afeto, sem necessariamente comprometer o orçamento — e é nesse ponto que as marcas podem gerar conexão real." analisa Albano Neto, CSO e sócio do Score Group

Data ultrapassada?
Entre os que não comemoram o Dia dos Namorados (39%), os motivos variam: 36% não estão em um relacionamento, 32% têm desinteresse na data, 18% afirmam que o parceiro não gosta de comemorar, e 14% mencionam que a relação longa gerou perda do encanto. 

Silêncio, playlist ou modão?
Na trilha sonora do Dia dos Namorados, o sertanejo lidera com 24%, seguido de perto por MPB (23%), pop internacional (20%), rock (17%), pagode (16%), samba (11%) e funk (5%). Um grupo de 12% diz ouvir qualquer coisa, enquanto 8% preferem não ouvir nada.


Metodologia Pesquisa:

O levantamento, realizado entre os dias 26 e 28 de maio de 2025, ouviu mais de  1.200 brasileiros, com margem de erro de 2,7%. 

 

Hibou


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