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terça-feira, 3 de junho de 2025

Atenção redobrada na cozinha pode evitar acidentes nas mãos

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Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) destaca os riscos de cortes nas mãos e orienta sobre prevenção durante o preparo de alimentos

 

Picar cebola, abrir uma embalagem, cortar um pão... Tarefas corriqueiras do dia a dia, mas que feitas na pressa ou sem a devida atenção, podem acabar em um acidente doméstico sério. Cortes com facas e outros objetos afiados estão entre as principais causas de lesões nas mãos dentro de casa. E mais do que pequenos ferimentos, em muitos casos esses acidentes podem até exigir cirurgia e um longo processo de reabilitação.

Um exemplo dessa situação foi transmitido no programa MasterChef britânico, em 2024, quando uma participante cortou o dedo durante a prova e recebeu ajuda para estancar o sangramento com um pano. “Lamento dizer que você arrancou a ponta do dedo e isso significa que você terá que ir ao médico resolver isso”, disse-lhe o apresentador.
 

Dependendo da profundidade e da localização, cortes nas mãos podem causar consequências graves. “Um corte mais superficial pode ser apenas incômodo, mas lesões moderadas ou profundas podem atingir nervos, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e até ossos, comprometendo o movimento dos dedos e a sensibilidade da mão”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Rui Barros. 

Além disso, ferimentos abertos são porta de entrada para bactérias, podendo causar infecções locais ou até sistêmicas, se não tratadas adequadamente. 

Em casos de acidentes na cozinha, causados por facas ou outros utensílios perfurocortantes, o primeiro passo é lavar a região com água corrente. Depois, o ideal é pressionar bem o local com um pano limpo ou gaze. “Dificuldade para a movimentação dos dedos, alteração da sensibilidade ou sangramentos que não param pode indicar lesões de estruturas importantes e a procura por atendimento especializado é necessário”, alerta o especialista.



Prevenção

Garantir a segurança ao manusear facas é fundamental para evitar acidentes na cozinha. Cuidados simples, como utilizar facas adequadas para cada tipo de alimento, cortar sempre longe do corpo e usar uma tábua firme e estável, fazem toda a diferença no dia a dia. “Nunca use a palma da mão como apoio para cortar alimentos e mantenha os dedos da mão que segura o alimento dobrados, formando uma espécie de ‘garra’. Isso reduz o risco de cortes acidentais”, reforça.

Além dessas medidas, é importante manter o ambiente sempre limpo e organizado para evitar tropeços, quedas e cortes acidentais. “As mãos são fundamentais para quase tudo que fazemos, mas só percebemos o quanto são essenciais quando sofremos uma lesão. Por isso, todo cuidado é pouco. Prevenir acidentes é sempre o melhor caminho para preservar a autonomia e a qualidade de vida”, conclui.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
https://www.cirurgiadamao.org.br/


Maternidade: Problemas de saúde no pós-parto exigem atenção

Informação, acompanhamento e rede de apoio
 ajudam mães no período do pós-parto

Especialista reforça a importância de a mulher se preparar para essa nova fase da vida; confira 5 dicas para cuidar da saúde física e mental

 

A chegada do bebê é um momento emocionante na vida de uma mulher, mas também pode ser um dos mais desafiadores. Da descoberta da gestação aos primeiros dias com o recém-nascido no colo, esse período é marcado por grandes transformações físicas, emocionais e sociais. 

Segundo um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 40 milhões de mulheres por ano correm o risco de enfrentar complicações de saúde prolongadas decorrentes do parto. O estudo identificou que os problemas emocionais e físicos ocorrem especialmente por serem subestimados e subnotificados.

A ginecologista obstetra e coordenadora do Estágio de Saúde da Mulher do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Carolina Ferrari, reforça que o preparo para a maternidade vai muito além do quarto decorado e do enxoval completo: ele começa com informação, acolhimento e apoio real à saúde da mulher.

“A gestação é uma fase de descobertas e adaptações. O pré-natal tem papel fundamental nesse processo. É nessa etapa que conseguimos identificar precocemente fatores de risco e iniciar tratamentos que podem prevenir complicações no parto e no pós-parto”, explica a médica.


Do corpo ao emocional: mudanças e planos para o parto

Durante os nove meses de gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações hormonais, físicas e emocionais. É comum que a gestante enfrente cansaço, alterações de humor, dúvidas sobre o parto e inseguranças em relação ao futuro. Nesse contexto, a construção de um plano de parto pode ser uma ferramenta importante de empoderamento e segurança. 

“O plano de parto é um documento elaborado pela gestante com o apoio da equipe médica. Nele, a mulher expressa seus desejos em relação ao trabalho de parto e ao pós-parto. Isso garante o direito à informação e à tomada de decisões conscientes sobre o próprio corpo”, explica Carolina. 

A humanização do parto se baseia no respeito à autonomia da mulher, ao trabalho da equipe multidisciplinar e às boas práticas da medicina baseadas em evidências. A médica lembra que conhecer seus direitos - como o de ter um acompanhante de livre escolha durante todo o processo - é um passo fundamental para garantir uma experiência respeitosa e segura.

 

Dúvidas na amamentação

Após o nascimento, outro momento delicado é o início da amamentação. Embora seja um processo fisiológico, muitas mulheres enfrentam dificuldades, especialmente nas primeiras semanas. Dor, dúvidas sobre a pega correta e a ansiedade em relação à produção de leite são comuns. 

“É essencial que a mulher se prepare ainda na gestação. Entender a fisiologia da amamentação, aprender sobre pega e posição adequada podem evitar o desespero inicial”, afirma a médica. 

Segundo a ginecologista obstetra, mitos como “seu leite é fraco” ou “o bebê está chorando porque está com fome” ainda circulam; o que fragiliza ainda mais a mulher, especialmente no puerpério. 

“Nasce um bebê, nasce uma mãe, mas também nasce a culpa. Sem orientação adequada, muitas acabam desistindo da amamentação por pressão ou desinformação. A boa notícia é que, com apoio, paciência e informação, a amamentação tende a se estabelecer naturalmente”, observa.

 

Saúde mental materna: atenção aos sinais e à rede de apoio

Cuidar da saúde emocional da gestante e da puérpera é tão importante quanto cuidar do físico. O período pós-parto é sensível e muitas mulheres vivenciam o chamado blues puerperal, caracterizado por uma labilidade emocional comum nos primeiros 15 dias após o parto. No entanto, quando os sintomas se intensificam e afetam a qualidade de vida, é hora de ligar o alerta para a depressão pós-parto. 

“Chorar sem motivo, ter dificuldades para cuidar de si ou do bebê, sentir rejeição, tristeza constante. Esses são sinais que precisam ser acompanhados. A depressão pós-parto tem tratamento, mas muitas vezes é confundida com o blues puerperal e acaba não sendo diagnosticada”, alerta a médica. 

Nesse cenário, a rede de apoio é fundamental. Mas, segundo Carolina Ferrari, é preciso mudar a forma como enxergamos essa rede: “O pai não é rede de apoio, ele é pai. Ele deve dividir as tarefas, cuidar da casa, dos filhos mais velhos, estar presente de forma ativa. Cuidar do lar e da criança não é função exclusiva da mulher; é responsabilidade de todos os adultos que compartilham esse espaço”. 

 

Mais do que preparar o berço, é preciso preparar o coração

Além dos exames, do enxoval e do preparo para o parto, é fundamental que a gestante também priorize a saúde emocional. “Há uma mulher em transformação, que precisa de apoio, empatia e orientação. Uma gestação bem acompanhada, com acesso à informação e ao cuidado humanizado faz toda a diferença na forma como essa mãe vai viver a experiência da maternidade”, comenta a ginecologista. 

Para viver o período da gestação de forma leve, prazerosa e se preparar emocionalmente para a chegada do bebê, Carolina Ferrari, listou cinco dicas simples que podem ser colocadas em prática pelas mamães. Confira:

 

1) Busque informação de qualidade

Evite conteúdos alarmistas ou não confiáveis. Priorize fontes seguras como profissionais de saúde e cursos para gestantes que ajudem a entender o que está por vir.

 

2) Converse sobre seus sentimentos

Fale abertamente sobre suas emoções com pessoas de confiança ou com o parceiro. Se necessário, procure apoio psicológico para lidar com medos, angústias ou inseguranças.

 

3) Construa uma rede de apoio

Identifique quem são as pessoas que estarão ao seu lado; emocional e fisicamente. Ter com quem contar faz toda a diferença nessa fase de adaptação.

 

4) Respeite seus limites

Nem todos os dias serão perfeitos, e tudo bem! Descanse quando precisar. Diga “não” sem culpa e cuide do seu bem-estar com carinho e gentileza.

 

5) Crie momentos de conexão com o bebê

Ouvir música, conversar com a barriga e imaginar o futuro com seu filho são formas simples e poderosas de fortalecer o vínculo e tornar a espera mais leve e amorosa. 



Crédito das fotos
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Centro Universitário Integrado


Mitos e verdades sobre parar de fumar

Especialista desmistifica crenças populares e oferece guia para uma jornada bem-sucedida rumo a uma vida livre do tabaco 

 

Parar de fumar é um dos atos de autocuidado mais importantes que alguém pode ter. No entanto, o caminho para a cessação do tabagismo é frequentemente ofuscado por mitos e informações equivocadas. No Brasil, o tabagismo é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão¹. Segundo levantamento do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o hábito ainda é responsável por 30% das mortes por outros tipos de câncer, 25% das doenças vasculares e 25% das mortes por angina e infarto do miocárdio². Diante deste cenário, desmistificar essas crenças se torna um passo fundamental no tratamento. 

Para auxiliar os 750 milhões de usuários que desejam abandonar o tabagismo atualmente (número que representa 60% do total de fumantes no mundo)³, a gerente de Assuntos Médicos da Kenvue, Nathalia Cerbara, desvenda algumas das crenças mais comuns sobre o tema.


 

"Fumei por tanto tempo que o estrago já está feito": Mito.

A verdade é que nunca é tarde demais para abandonar o cigarro. Os benefícios para a saúde começam a ser sentidos quase que instantaneamente após a última tragada. Após apenas um ano, o risco de ataque cardíaco diminui consideravelmente, e após uma década, o risco de desenvolver câncer pode ser reduzido pela metade em comparação com quem continua fumando4.


 

"Vou engordar se parar de fumar": Depende.

É fato que algumas pessoas experimentam um leve aumento de peso ao abandonar o cigarro, já que a nicotina pode atuar como um supressor de apetite5. No entanto, esse ganho de peso geralmente é modesto e os benefícios de uma vida sem tabaco superam em muito esse risco. Além disso, estratégias como uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos podem ajudar a controlar o peso durante o processo de cessação. A terapia de reposição de nicotina (TRN), como uso de NICORETTE® também pode ser uma aliada, auxiliando no controle dos desejos e do apetite6.


 

"Vou ficar mais estressado se parar de fumar": Incorreto.

A sensação de alívio proporcionada pelo cigarro é ilusória e temporária. A longo prazo, o tabagismo pode, na verdade, agravar quadros de ansiedade e depressão. Estudos mostram uma associação entre tabagismo e transtorno de pânico, com fumantes apresentando maior risco de ataques de pânico devido à estimulação do sistema nervoso simpático pela nicotina, fator que eleva frequência cardíaca e pressão arterial - sintomas que podem desencadear crises6. A cessação, por outro lado, contribui para a melhora do bem-estar mental a longo prazo.


 

“Preciso enfrentar a cessação sozinho, sem ajuda”: Mito.

Buscar apoio profissional e utilizar recursos como a terapia de reposição de nicotina (TRN), sendo as gomas de nicotina o formato mais conhecido e consumido, aumentam significativamente as chances de sucesso⁹. Não hesite em procurar orientação médica, psicológica ou participar de grupos de apoio.


 

“Cigarros eletrônicos são uma alternativa segura para parar de fumar”: Mito.

Em um país onde o consumo de cigarros eletrônicos cresceu 600% entre 2018 e 2024, com quase três milhões de adultos usuários7, é necessário reforçar que cigarros eletrônicos não são seguros e não são recomendados como método para parar de fumar. Eles contêm nicotina e outras substâncias químicas prejudiciais à saúde, além de perpetuarem a dependência. Um estudo8 do Instituto do Coração (InCor) da Universidade de São Paulo (USP), revelou que usuários diários de cigarros eletrônicos acumulam níveis de nicotina até seis vezes maiores do que fumantes de 20 cigarros convencionais por dia, o que demonstra o alto potencial viciante desses dispositivos. 

  



Kenvue
 https://www.kenvue.com/pt-br/locations/brazil/




¹Tabagismo. Disponível em:

²Estudo norte-americano lista doenças relacionadas ao tabaco. Disponível em: . Acesso em: 22 maio. 2025.

³REDAÇÃO GALILEU. 60% dos usuários de tabaco desejam largar o vício, diz a OMS. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2025.

³ ALVES, B. / O. / O.-M. “Comprometa-se a parar de fumar hoje!” 31/5 – Dia Mundial Sem Tabaco | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em: .

5 Deixar de fumar leva a um aumento de peso? | Nicorette®. Disponível em: . Acesso em: 27 maio. 2025.

6 VALENÇA, A. M. et al. Transtorno de pânico e tabagismo. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 23, n. 4, p. 229–232, dez. 2001.

6 CLINIC, C. Nicotine replacement therapy (NRT) involves using products containing low doses of nicotine to cut down on craving and withdrawal symptoms after you quit smoking. Disponível em: . Acesso em: 27 maio. 2025.

7Consumo de cigarro eletrônico cresce 600% em seis anos, aponta Ipec. Disponível em: .

8 InCor | Ciência e Humanismo. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2025.

⁹ . Kenvue. (2024). Source Global CEP 2024- QB6_1: Which of the following, if any, life events or periods in your life caused you to make a conscious decision to quit or reduce nicotine? Documento interno. Base: All nicotine users (FR/DE/CA/AU) n=6370"

 

Dia de Conscientização contra a obesidade infantil: cirurgia bariátrica para adolescentes exige cuidados jurídicos e reforça dever do Estado

 Celebrada em 3 de junho, data serve de alerta. Especialista destaca que autorização da cirurgia para jovens impõe responsabilidades compartilhadas entre médicos, famílias, planos de saúde e o Estado

 

A recente ampliação dos critérios para indicação de cirurgia bariátrica no Brasil, que agora inclui adolescentes em determinadas situações clínicas, traz à tona um debate essencial neste 3 de junho, Dia de Combate à Obesidade Infantil: como garantir que o direito à saúde seja exercido com responsabilidade e segurança para esse público? 

As novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) flexibilizam a idade mínima para realização da cirurgia em adolescentes. A partir de agora, jovens acima de 14 anos poderão passar pelo procedimento em caráter experimental ou em casos com complicações clínicas, desde que haja avaliação de uma equipe multidisciplinar e consentimento dos pais ou responsáveis. Já para adolescentes entre 16 e 18 anos, o procedimento está liberado desde que sejam atendidos os critérios clínicos exigidos para adultos, com anuência dos responsáveis e da equipe médica. 

Na visão do advogado Stefano Ferri, especialista em Direito da Saúde, a inclusão de adolescentes, a partir de 14 anos, representa um avanço no reconhecimento da gravidade da obesidade infantil. No entanto, ele ressalta que a autorização para que adolescentes realizem a cirurgia bariátrica traz implicações jurídicas relevantes, especialmente sob a ótica dos direitos da criança e do adolescente, do direito à saúde e da responsabilidade médica. 

“O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que qualquer tratamento médico de maior complexidade, como é o caso da bariátrica, deve respeitar o melhor interesse do menor e garantir o consentimento informado dos pais ou responsáveis”, afirma.

Portanto, mesmo que o adolescente tenha alguma compreensão sobre o procedimento, a decisão precisa ser compartilhada com a família e acompanhada por equipe multiprofissional. 

“Além disso, ao permitir a cirurgia nessa faixa etária, o ordenamento jurídico brasileiro exige que os protocolos médicos precisam ser ainda mais rigorosos, considerando o dever de garantir o pleno desenvolvimento físico, mental e emocional do adolescente”, explica Ferri.

A medida também se reforça o papel do Estado, por meio do SUS e das agências reguladoras, na fiscalização e no fornecimento do tratamento adequado. “Inclusive nos casos em que o procedimento é indicado, mas negado pelo plano de saúde”, informa o especialista. “Mais do que simplesmente autorizar a cirurgia, a mudança impõe uma ampliação das responsabilidades: dos pais, dos médicos, dos planos de saúde e do próprio Estado”, finaliza Ferri.


Seu filho não come. E agora?

 

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Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul aborda estratégias para melhorar a alimentação infantil

 

A recusa alimentar é uma das queixas mais comuns nos consultórios pediátricos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca a importância de uma abordagem integral para entender e tratar as causas dessa dificuldade. Para o pediatra Silvio Baptista, é essencial considerar não apenas os aspectos nutricionais, mas também o contexto familiar e o histórico de saúde da criança. 

Estatisticamente 25% das queixas “meu filho não come” se traduzem por dificuldades alimentares, podendo o restante ser uma interpretação equivocada da família, quando as crianças não ingerem a qualidade ou volume alimentar desejado pelos pais. Também podem ser resultado da fase de desenvolvimento das crianças ou do intercurso de doenças infantis benignas que apresentam diminuição transitória do apetite. 

“É preciso entender todo o histórico dela. Por isso, começamos pela história mais completa possível (anamnese) prestando atenção a detalhes como o período gestacional, a amamentação e a introdução alimentar. Também é importante ver quando a queixa começou, se tem períodos de  piora ou melhora, e como a família percebe a situação, o que a criança come com um histórico de pelo menos 1 semana, quem prepara a alimentação, qual a facilidade da família a aquisição de alimentos, quantas crianças na família e se tiveram/têm algum problema alimentar, alergias ou intolerâncias alimentares  Em seguida, se faz o exame físico completo buscando sinais que possam revelar algo importante”,  bem como investigar o crescimento de peso e estatura da criança, comparando com as médias populacionais e padrão familiar; explica.

 

 A importância dos nutrientes na saúde infantil 

 A alimentação é uma atividade complexa que envolve a parte social, de desenvolvimento, e da nutrição. 

Os nutrientes podem ser divididos em Macronutientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e Micronutrientes (Vitaminas e minerais), que, numa dieta balanceada e saudável, deve prover as necessidades metabólicas das crianças. 

A deficiência de alguns nutrientes podem levar as mais diversas consequências, desde falta de desenvolvimento, alteração de pele, unhas e cabelos; até infecções de repetição. Alguns micronutrientes são muito marcantes quando deficientes no organismo das crianças, como ferro, cálcio, vitaminas do complexo B e vitamina D. Todos os micronutrientes e macronutrientes são importantes, mas não existem evidências de que a administração indiscriminada de vitaminas e minerais traga algum benefício, pelo contrário, pode trazer sobrecarga para o rim, por exemplo, ou toxicidade pelo ferro. 

Algumas deficiências de micronutrientes podem também levar a alterações de paladar e sua diminuição, bem como infecções de repetição, situações que devem ser investigadas e tratadas, quando necessário, pelo pediatra.

 

Entendendo as fases alimentares na infância 

Entre os 18 e 24 meses, por exemplo, muitas crianças passam por uma fase conhecida como neofobia alimentar em que rejeitam novos sabores e texturas. Segundo o médico, isso é natural e precisa ser explicado aos pais: a velocidade de ganho de peso e estatura nessa fase diminui, então é comum que a criança que antes comia bem comece a reduzir a quantidade ingerida. 

Além disso, há crianças seletivas que simplesmente não gostam de certos alimentos, como aquelas que rejeitam “verdinho” no prato, por exemplo. Isso não é necessariamente um problema e faz parte das preferências individuais. 

“Quando a seletividade é extrema, prolongada e combinada com outros comportamentos sensoriais, como aversão ao toque, ao barulho, precisamos observar com mais atenção, pois isso pode estar relacionado a questões do desenvolvimento ou comportamentais”, afirma o especialista.  

Já os casos mais graves, de fobia alimentar, exigem uma abordagem mais especializada, com apoio multidisciplinar para recuperar esses estágios. 

 

O impacto do estilo parental na alimentação infantil 

O comportamento dos pais e cuidadores é fundamental para a formação dos hábitos alimentares das crianças. Existem aqueles que conseguem interpretar bem os sinais de fome dos filhos, oferecendo comida no momento certo, sem pressão, e geralmente não enfrentam problemas nesse aspecto.

 Por outro lado, há os pais controladores, que forçam a criança a comer tudo no prato, sem respeitar seus sinais de saciedade. Esses costumam usar chantagem, pressão ou recompensas, criando uma relação tensa com a comida que pode resultar tanto em sobrepeso quanto em rejeição alimentar. 

Também temos os pais ansiosos, que correm atrás dos filhos com o prato, permitindo que a criança coma sem rotina, na sala em alguns momentos ou no quarto, prejudicando o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. 

E, por fim, há os pais negligentes – aqueles que, por desistência ou falta de envolvimento, deixam os filhos sem orientação alimentar, o que pode gerar problemas dificuldade alimentar.

A devida análise do tipo de comportamento parental e infantil, e suas relações, dão indicativo do diagnóstico dos distúrbios/dificuldade alimentares, e de seu manejo, que deve sempre ser individualizado, não tendo um mesmo tipo de tratamento para todos.

 

Marcelo Matusiak

 

Teste do Pezinho: como o exame pode auxiliar no diagnóstico precoce de doenças genéticas e os desafios de ampliação das doenças rastreadas

Triagem neonatal pode detectar diversas doenças em recém-nascidos e sua importância é celebrada em 6 de junho 

 

Fundamental para identificar doenças genéticas raras e outras condições em recém-nascidos, o Teste do Pezinho, como é popularmente conhecida a triagem neonatal, é celebrado em 6 de junho, data instituída pela Lei nº 11.605/2007 como o Dia Nacional do Teste do Pezinho.

A data foi estabelecida para fomentar a importância do exame em detectar, já nos primeiros dias de vida de um bebê, doenças como fenilcetonúria, hipotireodismo congênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, entre outras. “O diagnóstico precoce, possibilitado pelo exame, garante o tratamento adequado para essas doenças, o que pode mudar o destino da criança e de sua família”, explica a biomédica Eliane Pereira dos Santos, diretora da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM). 

A profissional explica que as doenças investigadas no exame, quando não diagnosticadas precocemente, podem levar a deficiências ou até mesmo ao óbito. Por isso, o diagnóstico logo nos primeiros dias de vida e o início do tratamento adequado o mais breve possível podem garantir um desenvolvimento saudável para a criança.

Em 2021, foi sancionada a  Lei nº 14.154 que amplia para 50 as doenças rastreadas pelo Teste do Pezinhoi. Ainda, instituiu-se que a delimitação das patologias rastreadas pelo exame deverá ser revisada periodicamente, com base em evidências científicas, já que são benéficos o rastreamento, o diagnóstico e o tratamento precoce. Serão priorizadas as doenças com maior prevalência no país, com protocolo de tratamento aprovado e com tratamento incorporado no SUS (Sistema Único de Saúde). 

Eliane explica que as principais dificuldades para a ampliação do programa de triagem neonatal brasileiro são a garantia da coleta precoce, o transporte das amostras até o laboratório no tempo preconizado e as condições para conservar a coleta. Não só, ela aponta a falta de recursos humanos disponíveis e qualificados como outro fator que dificulta a ampliação do rastreamento de doenças, além da possível falta de insumos, reagentes, fórmulas e medicamentos. 

Ela adiciona ainda que barreiras regionais dificultam a ampliação do programa. “Existem regiões no Brasil que não têm conseguido realizar o exame nem para as doenças atualmente incluídas no rastreamento do Teste do Pezinho. Enquanto não conseguem nem fazer essas, não há a menor chance de ampliar”, comenta. 

A biomédica acredita que o caminho para solucionar essa questão e disponibilizar o exame de forma universal em todo o país seria buscar estratégias como a centralização dos laboratórios, garantir o transporte das amostras de forma rápida e eficaz, realizar de forma centralizada a compra de medicamentos e fórmulas, além do aumento da disponibilidade de especialistas.

 

Grupo Chiesi

Chiesi Brasil
www.chiesi.com.br


Suicídio de idoso no metrô de SP desafia padrões e alerta para crise de saúde emocional

Especialista em Comportamento Humano explica que sofrimento silencioso e desamparo social estão por trás de atos extremos 

 

A morte do idoso de 74 anos que ateou fogo em seu próprio corpo na estação São Bento do Metrô, no centro de São Paulo, foi confirmada nesta segunda-feira (2/6). O caso aconteceu no dia 30/5 e chocou quem presenciou a trágica cena. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao hospital com queimaduras graves, mas não resistiu. O episódio reacendeu o debate sobre o sofrimento emocional silencioso, especialmente em uma faixa etária pouco comum em estatísticas de suicídio.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio está entre as dez causas mais frequentes de morte no mundo, sendo a segunda ou terceira entre pessoas de 15 a 34 anos. Além disso, estima-se que, para cada suicídio consumado, haja pelo menos dez tentativas graves que exigem atenção médica, e outras quatro sequer registradas. Por isso, casos como o ocorrido em São Paulo despertam ainda mais atenção quando se trata de um idoso, faixa etária que costuma ficar fora das estatísticas mais recorrentes.

“O suicídio, nesses moldes, foge completamente dos padrões comuns”, analisa o especialista em Primazia da Gestão e Comportamento Humano, Orlando Pavani Júnior. “Normalmente, quem pratica o suicídio são pessoas mais jovens (15 a 34 anos de idade), com alguma relação de vícios em drogas, ou com forte relação ideológica a ideais revolucionários. É raro vermos um idoso de classe média como protagonista de uma cena como essa.”

A partir da obra clássica de Émile Durkheim, Le Suicide, de 1897, Pavani reforça que o suicídio não deve ser interpretado apenas como uma manifestação individual de desordem emocional. “O suicida é o ator final que dá o golpe de misericórdia, mas a sociedade o feriu de forma intempestiva durante anos ou décadas de opressão ou de puro desprezo.”

O especialista defende que, por trás de muitos desses atos, está o acúmulo de sofrimento não verbalizado, não assistido e muitas vezes ignorado pelas pessoas ao redor. “O sofrimento do pretenso suicida é silencioso, pouco observado pelos que convivem com ele e normalmente desqualificado pelo próprio suicida que se culpa pelo sofrimento e carece da automotivação necessária para superar as dificuldades e encontrar prazer pela vida”, explica.

Pavani também alerta para os riscos de falsas promessas de cura emocional, muitas vezes buscadas por quem sofre em silêncio. “A busca por querer resolver tudo sozinho, sem acreditar que ajuda técnica poderia contribuir para sanar os pensamentos suicidas, incrementa a problemática. Este pensamento é reforçado quando aquele que sofre busca o tal Movimento Patético dos Coachings como alternativa de tratamento, mas logo constata mais uma enganação e afunda ainda mais no sentimento angustiante.”

Com mais de 25 anos de estudos dedicados à Medicina Comportamental e às Neurociências, o especialista afirma que enfrentar essa realidade exige um olhar profundo sobre a estrutura emocional do indivíduo e o ambiente que o cerca. “A solução é bastante complexa, admito, e abrange o que tenho estudado nos últimos 25 anos. Envolve questões pessoais (75%, na minha opinião) e questões mais amplas no âmbito da sociedade como um todo (25%). Como temos pouca capacidade de resolver os 25% relativos ao âmbito mais amplo, nos cabe fazer nosso driver e focar de forma intempestiva no desenvolvimento dos 75% que envolve a Inteligência Comportamental.”

Por fim, Pavani desmistifica a ideia de que o suicídio seja um ato de coragem. “Não é um ato de coragem, como pensam alguns, ao contrário, é um ato de covardia para empreender, com coragem e bravura, a busca interior que traria a PLENITUDE libertadora”, conclui, mencionando os conceitos filosóficos de eudaimonia e ataraxia como metas possíveis para quem decide buscar ajuda e se reconectar com a vida.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Enquanto isso, a cena chocante permanece como um sinal de alerta: o sofrimento psíquico não pode continuar invisível.

 

 

Orlando Pavani - reconhecido antologista dos Referenciais de Exemplaridade da Primazia da Gestão (REPG) e um especialista em Inteligência Comportamental e Cultura Organizacional. Como idealizador do Método Olho de Tigre de Desenvolvimento Humano, Pavani dedica sua carreira a ajudar pessoas a atingirem sua plenitude, promovendo o empreendedorismo protagonista, e a apoiar empresas na busca pela excelência em sua gestão. Essa visão norteia sua trajetória de mais de três décadas como consultor, mentor e educador.Atualmente, Pavani é Diretor Presidente da HOLDING PAVANI, que administra a Gauss Consulting Group e a Olho de Tigre. Além disso, é Consultor Certificado CMC® pelo IBCO/ICMCI e detém outras certificações internacionais em áreas como Business Process Management (CBPP®), Metodologias Ágeis (HCMBOK® to AGILE) e coaching. Pavani também ocupou cargos de destaque, incluindo a presidência do IBCO (2017-2020), consolidando-se como uma referência no cenário da consultoria organizacional no Brasil. Como autor e coautor, contribuiu para a literatura de gestão e desenvolvimento humano com obras como As 30 Leis do Olho de Tigre, Mapeamento e Gestão por Processos/BPM e Consultoria Organizacional. Essas publicações refletem sua profunda compreensão sobre os desafios enfrentados por líderes e organizações, além de seu compromisso em disseminar metodologias inovadoras e eficazes. Sua atuação como examinador e instrutor em programas como PNQ e PQGF evidencia sua capacidade de alinhar a teoria à prática para fomentar a excelência organizacional. Com sólida formação acadêmica, Pavani possui duas titulações de mestrado – uma em Administração Integrada pela Universidade São Francisco e outra em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela FACECA –, além de pós-graduações em Economia Empresarial e Medicina Comportamental. Ele complementa sua expertise com certificações em áreas como neurociência aplicada, coaching e Programação Neurolinguística (PNL). Sua trajetória multifacetada é marcada pela busca contínua por conhecimento e pela vontade de transformar vidas e organizações por meio de métodos inovadores e uma visão humanista da gestão


Dia da Saúde Ocular: maioria das doenças dos olhos é evitável

Prevenção deve ser feita consultando regularmente o oftalmologista, recomenda o Seconci-SP

 

Muitas causas de déficit visual e cegueira são evitáveis com prevenção e tratamento precoce. Para tanto, é aconselhável consultar regularmente o oftalmologista, ao menos uma vez por ano, mesmo se a pessoa não apresentar sintomas. Muitas doenças oculares são silenciosas e não causam sintomas inicialmente, e o diagnóstico e tratamento delas nesta fase são fundamentais para uma evolução mais favorável.

A recomendação é do dr. Kleber Eidi Shimono, oftalmologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia da Saúde Ocular (10 de julho).

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) revelam que, no Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas têm algum distúrbio visual. Destes, 60% dos casos são de cegueira e deficiência visual. “Destes últimos, aproximadamente 75% seriam evitáveis com prevenção ou tratamento, por isso é importante passar regularmente por consulta com oftalmologista, mesmo que a pessoa não sinta nada”, destaca o dr. Shimono.


Exposição a telas

O especialista alerta que tem sido cada vez mais comum o excesso de uso de telas de computador ou celular. “Isto pode provocar secura ocular, devido à redução do reflexo de piscar dos olhos, e agravar erros refrativos como a miopia, principalmente em crianças que estão na fase de desenvolvimento visual”.

Segundo o dr. Shimono, o excesso de uso da visão pode deixar a pessoa, ao final do dia, com a vista cansada, cujos principais sintomas são cefaleia, dor nos olhos, visão embaçada e lacrimejamento. “É muito importante para quem trabalha o dia todo no computador fazer intervalos, a cada uma ou duas horas. Não é preciso deixar o trabalho, apenas fazer uma pausa de alguns minutos, olhar para o horizonte”.

Outra recomendação é lembrar-se de piscar durante o trabalho, para lubrificar os olhos. Se for fazer uso de colírio lubrificante, utilizar somente os recomendados pelo oftalmologista e não se automedicar – por vezes a farmácia recomenda colírios inadequados, prejudicando os olhos.


Na construção civil

O dr. Shimono lembra que, para prevenir acidentes, como a entrada de corpo estranho no olho ou até perfuração, é indispensável o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual). “Muitas vezes o trabalhador não coloca o EPI para alguma atividade rápida, e é aí que acontecem os acidentes”.

“Em ambiente com poeira, outro cuidado é não coçar os olhos, o que pode causar infecção, conjuntivite, e até danificar a córnea. Se entrar muito pó como a cal, é preciso de início realizar lavagem copiosa dos olhos com soro fisiológico ou água corrente no local. Mas se entrar um corpo estranho, deve-se procurar atendimento médico o mais rapidamente possível, para evitar problemas graves como a úlcera de córnea”.

O dr. Shimono lembra ainda da importância de se ter um estilo de vida saudável, evitando o tabagismo e o alcoolismo, alimentando-se de forma equilibrada e não se automedicar. Se a pessoa tiver diabetes, deve seguir à risca os cuidados com a alimentação, e manter a glicemia controlada para evitar problemas oculares como a retinopatia diabética. Se for usar óculos escuros, que tenham certificação de proteção contra raios ultravioletas.

“A prevenção é muito melhor que o tratamento, pois quando acontece algum problema com os olhos, a pessoa pode perder dias de trabalho além de ter custos com o tratamento”, afirma. 

 

Baixo Alentejo conquista título de Cidade Europeia do Vinho 202


Distinção impulsionará enoturismo, cultura e internacionalização da região, com programação especial ao longo de todo o ano


O Baixo Alentejo conquistou o prestigiado título de Cidade Europeia do Vinho 2026, uma distinção que reconhece a tradição milenar e a excelência da produção vitivinícola na região. A candidatura vitoriosa abrange 13 concelhos: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira.

Com raízes que remontam há mais de dois mil anos, o Baixo Alentejo destaca-se pela produção do tradicional vinho de talha, elaborado ainda hoje com os métodos ancestrais herdados do período romano. Em 2026, a região será promovida como um dos grandes destinos enoturísticos da Europa, combinando tradição, autenticidade e projeção internacional.

A programação da Cidade Europeia do Vinho 2026 será estruturada em seis eixos temáticos: Artes, Patrimônio, Saúde, Rua, Ciência e Esporte, e prevê mais de 20 atividades ao longo do ano, sendo pelo menos três com impacto internacional. A proposta tem como objetivo dinamizar o setor do vinho, valorizar a identidade cultural do Baixo Alentejo e atrair mais visitantes ao território, fortalecendo a sua visibilidade em mercados externos.

“A conquista deste título é um reconhecimento ao compromisso do Alentejo com a preservação da sua herança vitivinícola e cultural. Esta distinção é também uma oportunidade de consolidar a região como referência internacional no enoturismo, promovendo não apenas os nossos vinhos, mas também o nosso território, tradições e o estilo de vida único. Estamos preparados para receber o mundo e mostrar o que temos de melhor”, afirma José Manuel Santos, presidente do Turismo do Alentejo.

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.


Mentoria estratégica: por que empresas de alta performance investem na formação de líderes com apoio externo

Especialista em desenvolvimento humano explica como o apoio externo impulsiona resultados e transforma a liderança nas organizações


Em tempos de mudanças aceleradas e demandas cada vez mais complexas, empresas de alta performance têm investido em um recurso poderoso e, muitas vezes, subestimado: a mentoria estratégica externa. Para Madalena Feliciano, empresária, CEO da Outliers Careers e especialista em desenvolvimento humano, esse tipo de apoio é essencial para formar líderes mais conscientes, preparados e humanos. 

“Liderança não se constrói apenas com conhecimento técnico. Um bom líder precisa saber lidar com pessoas, comunicar com clareza, ter inteligência emocional e, acima de tudo, autoconhecimento. E isso raramente se desenvolve sozinho, dentro da bolha corporativa”, explica Madalena, que atua há mais de 25 anos como mentora de líderes e equipes. 

Confira abaixo 5 motivos pelos quais empresas que desejam crescer com consistência devem apostar na mentoria estratégica externa:


1. Um olhar imparcial e revelador

Mentores externos não estão envolvidos nas dinâmicas internas da empresa, o que permite uma visão neutra e profunda sobre os comportamentos dos líderes. “O que é invisível para quem está dentro muitas vezes salta aos olhos de quem observa de fora”, diz Madalena.

 

2. Desenvolvimento humano real, não só profissional

A mentoria estratégica vai além da performance no cargo. Ela ajuda o líder a entender suas emoções, crenças limitantes e padrões de comportamento que podem estar travando seu crescimento — e o da equipe. 


3. Mais engajamento e menos rotatividade

Líderes mais preparados emocionalmente criam ambientes mais seguros e motivadores. Isso reduz conflitos, melhora a comunicação e fortalece a cultura da empresa, promovendo retenção de talentos.

 

4. Estímulo à inovação e à escuta ativa

A mentoria ensina o líder a escutar — verdadeiramente — sua equipe e a acolher novas ideias sem medo. “Empresas que inovam são aquelas onde os líderes têm humildade para aprender e coragem para mudar”, reforça a especialista.

 

5. Resultados que vão além dos números

Empresas que investem em mentoria colhem resultados mais sólidos e duradouros. O impacto é visível no clima organizacional, na produtividade e na imagem da marca como empregadora.

Conclusão

Investir em mentoria estratégica externa é mais do que desenvolver lideranças — é fortalecer a base humana da empresa. “O líder precisa ser nutrido, escutado e desafiado para crescer. E quando isso acontece, ele se torna não apenas um gestor mais eficiente, mas uma referência positiva para todo o time”, finaliza Madalena Feliciano.

Nesse cenário, as empresas que enxergam a liderança como um ativo humano e emocional estão um passo à frente, construindo organizações mais saudáveis, resilientes e preparadas para os desafios do futuro.

 

Madalena Feliciano - Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPC e MF Terapias, consultora executiva de carreira, terapeuta, mãe de 5 filhos, atua como mentora de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 25 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. É administradora, estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros. Atua também com treinamentos comportamentais para líderes e mentorias individuais.



Restaurante revela como o clima das datas comemorativas impacta o consumo e valoriza momentos em famíli

Caio Fontenelle, do restaurante Figueira, observa mudanças no comportamento dos clientes em ocasiões especiais como o Dia das Mães, Páscoa e Dia dos Namorados


Feriados e datas comemorativas valorizam a confraternização familiar e representam a união ao redor da mesa. Mais do que um reflexo no consumo, eles movimentam os restaurantes por promoverem encontros significativos, tornando-os palco para a construção de memórias afetivas. 

No Figueira Restaurante, especializado em carnes nobres assadas na parrilla, esses momentos são acompanhados de perto. Caio Fontenelle, dono do estabelecimento, aponta o aumento de clientes e faz uma análise dos comportamentos deles durante três datas especiais do calendário brasileiro: Dia das Mães, Páscoa e Dia dos Namorados. 


Dia das Mães

A data mais recente, o Dia das Mães, se destaca pela atmosfera familiar. "É um domingo especial, com famílias inteiras reunidas para celebrar as mães, avós e tias. As mesas costumam ser grandes, com 10, 12, até 15 pessoas. E o mais bonito é ver como as pessoas aproveitam o tempo juntas: almoçam com calma, conversam, brindam, compartilham ideias. É uma experiência afetiva mesmo", conta o proprietário. 

Neste ano, o movimento no restaurante cresceu significativamente na data: 37% comparando a dias comuns. 


Domingo de Páscoa

Já o Domingo de Páscoa é especial por outro motivo: após os hábitos alimentares adotados por muitos religiosos durante a Quaresma, eles decidem aproveitar o dia para se permitir, celebrar em família e comer bem. Neste ano, o Figueira Restaurante apresentou uma movimentação acima da média — um aumento de 28% foi registrado — reforçando o papel destas datas na criação de momentos únicos.


Dia dos Namorados

Já o Dia dos Namorados traz uma dinâmica completamente diferente. "É uma noite que começa cedo e vai até tarde. Ao contrário do Dia das Mães, que recebemos famílias inteiras, no Dia dos Namorados são mesas de dois — casais querendo viver uma experiência diferenciada. É tudo mais intimista, com pedidos mais elaborados, sofisticados e clima de celebração a dois", descreve o empresário. 

Mesmo com mesas menores, o movimento é intenso e constante ao longo da noite. Caio revela que, neste dia, costuma começar a atender por volta das 17h30min e permanece com filas até 1h da manhã.  Como consequência, o faturamento ganha de todos os outros dias — chegando a aumentar cerca de 46% sob a média normal de consumo do restaurante. 

“Mais do que números, as datas comemorativas mostram o quanto as pessoas estão buscando sair de casa para viver experiências significativas. É gratificante ver que voltamos a valorizar o convívio. A comida se torna o cenário para algo maior: o reencontro, a homenagem, o afeto”, conclui Caio.

 

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