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domingo, 1 de junho de 2025

Seu cão ou gato treme de frio? Inverno pode agravar doenças respiratórias e articulares em pets

Especialista do CEUB explica como o frio pode afetar a saúde dos animais de estimação e dá dicas essenciais de prevenção

 

Assim como os humanos, cães e gatos sentem os efeitos do frio. Com a queda nas temperaturas, vento forte e noites mais geladas, a saúde dos pets pode ficar comprometida. A professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabiana Volkweis, alerta que, no inverno, esses animais estão mais vulneráveis ao surgimento e agravamento de doenças respiratórias e articulares, especialmente filhotes, idosos e aqueles com doenças crônicas. 

“Assim como na medicina humana, no frio os animais tendem a ter mais infecções respiratórias”, afirma a médica veterinária. Segundo ela, doenças virais graves como a cinomose e o adenovírus, sobrevivem melhor em ambientes de baixa temperatura, colocando em risco principalmente os cães não vacinados. 

O frio também agrava dores articulares em cães e gatos idosos ou com problemas crônicos, como a artrose. A professora alerta para filhotes e animais com displasia coxofemoral, que devem ter sua terapia de suporte mantida com acompanhamento veterinário. “Estes indivíduos podem apresentar sintomas clínicos de desconforto, como mancar e ficar relutante a caminhar”, explica.

 

Como proteger os animais no frio?

Animais que vivem em ambientes domésticos estão menos expostos, especialmente se tiverem cobertores, roupinhas e sua cama. “A preocupação maior são os que ficam em quintais ou nas ruas, que podem ter impactos diretos sobre a chuva e frio”, alerta a docente do CEUB. Entre os sinais de hipotermia, estão tremores, letargia, respiração lenta, extremidades frias, bradicardia, pulso fraco e, em casos graves, rigidez muscular e morte. “Se encontrar um animal com estas características, aqueça-o e leve-o o mais rápido para clínica veterinária”.  

A alimentação também precisa de atenção este período, já que os animais enfrentam uma demanda energética maior devido à necessidade de manter a termorregulação. “É importante uma nutrição equilibrada de qualidade que inclua proteínas de alta absorção, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais”, acrescenta a docente do CEUB. 

Os banhos devem ser evitados e, quando necessário, a especialista recomenda horários mais quentes e secando bem o animal. Raças de pelo curto tendem a sentir mais frio e se beneficiar do uso de roupas – enquanto os animais com pelagem adaptada ao frio, como Husky Siberiano, Malamute do Alasca e São Bernardo, são mais resistentes. Para os gatos, que costumam se esconder no inverno, Volkweis recomenda que o tutor garanta locais aconchegantes e respeite o comportamento. “Eles gostam de coberta, de deitar no sol e daquela famosa caixa de papelão para se aninhar”, arremata.



O mercado de trabalho na Medicina Veterinária, o Profissional que você quer ser e o Profissional que o mercado quer.

 


O mercado de trabalho é jogo duro, o profissional se forma e na sequência vem a responsabilidade de vidas em suas mãos, vidas que hoje são consideradas mais que animais de companhia, foram elevadas à categoria de membro da família e isto mostra a evolução do ser humano e suas interações com os animais. E, o médico veterinário passa a ter uma importância não mais só no âmbito emergencial, cada vez mais a medicina veterinária preventiva e diagnóstica crescem nesse modelo de família e mercado atual.

Voltamos ao profissional recém-formado diante de tantas especialidades a desenvolver, diante dos responsáveis dos pets de companhia e com a seguinte pergunta: e, agora?

O médico veterinário se forma em aproximadamente 5 anos, sai para o mercado muitas vezes com falha no ensino e com muitos concorrentes, são mais de 535 faculdades no país, enquanto fora do Brasil existem 320 faculdades, uma discrepância grande de mercados. Claro que são formados profissionais para diversas áreas de atuação, mas, mesmo assim, o número é grande.

Contudo, quais são as melhores formas de se destacar e crescer? Para entender essa questão é necessário refletir e planejar cada passo, pois o investimento é tão alto quanto o investimento feito durante a graduação.

O primeiro pensamento é procurar uma Pós-graduação, será este de fato o melhor caminho? Existe uma resposta correta para o melhor caminho? Não, obviamente. O que nós da Baroni-Massad Cursos Veterinários sempre colocamos para os alunos é que o melhor caminho é aquele que te leva ao seu objetivo maior, por isso vem a estratégia de qual curso escolher, se um curso de curta de duração que te apresenta a especialidade, um de média duração que já pode te ajudar a atuar no mercado inicialmente até chegar na escolha de um curso longo de Pós-graduação, cada curso tem um nível de aprendizado associado ao tempo de desenvolvimento para a capacitação do aluno.

Além disso, em paralelo, existe a residência que é um termo referente às regras estabelecidas pelo MEC (inclui carga horária, programação, tempo, que é em torno de dois anos) e que são oferecidas pelos hospitais-escola hoje em dia no Brasil e que não deve ser usado fora desse contexto, pois é um concurso público, com uma bolsa de aproximadamente R$ 4.016,09 cujo valor é estabelecido pelo Ministério da Saúde para os profissionais da área da saúde.

Outros caminhos são os chamados aprimoramentos ou trainees oferecidos em sua maior parte por hospitais e centros privados que trabalham com Diagnóstico por Imagem e nas outras especialidades e clínica geral também. Que em geral tem duração de um a dois anos, com uma remuneração menor e, programação e carga horária de acordo com cada local. O que deixa o ensino algumas vezes sem uma supervisão adequada desse profissional, o colocando em situações de vulnerabilidade emocional, pois ele ainda tem o déficit teórico da sua educação de base lá da graduação.

Nesse momento chega o pensamento de procurar uma Pós-graduação e o aluno se depara com dois tipos, a strictus sensus e a latus sensus, o que gera ainda mais ansiedade e dúvida de qual caminho escolher, uma vez que não há muitas vagas nos concursos de residência pelo país.

A Pós-Graduação stricto sensu é destinado ao mestrado e ao doutorado, o mestrado para formar mestres, ou seja, professores, pessoas qualificadas para ensinar e doutorado, que é para estudar um assunto específico e inédito na pesquisa e deixar sua contribuição para a área com foco na pesquisa e que também tem vagas ainda restritas para tantos profissionais no mercado.

Já a Pós-Graduação lato sensu, é um curso no qual o aluno vai estudar uma área de atuação, com carga horária mínima de 360 horas e, muitas oferecem em torno de 560 horas. Nesta etapa o aluno será direcionado para o ensino teórico e prático específico da área de atuação escolhida. Na área de Imagem, existem cursos com foco em ultrassonografia, radiologia, tomografia computadorizada de forma separada para cada modalidade de Imagem e outras que englobam todas as modalidades de Imagem (Raios X, Ultrassom, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética), ainda tem algumas que misturam entre duas modalidades.

Diante de tantas opções para o crescimento profissional, vem o seguinte tabu que ainda é grande na medicina veterinária: pensar no retorno financeiro. Esta é uma ferida grande e causa o maior impacto emocional e contraditório já visto em outras profissões. Pois, ainda se tem o estigma da frase muito dita: se você ama os animais, como pode cobrar para atendê-los? Além de muito medo do aluno perguntar: "Quanto eu vou ganhar nessa especialidade ou na clínica geral? Pra quem eu pergunto isso? Como vou perguntar isso sem parecer mercenário?".

Para poder entender que é necessário pensar no planejamento financeiro, além do profissional, é mais que urgente também pensar no amadurecimento emocional. Quando se tem um planejamento financeiro aliado a uma autoestima e um bom treinamento técnico, tem-se o objetivo alcançado.


Quando há o conhecimento de que na área escolhida, por exemplo, a do Diagnóstico por Imagem, pode-se chegar ao título de especialista, com grande conhecimento, com amadurecimento, diferença salarial e reconhecimento, fica menos complexo de escolher o caminho. Para cada passo dado, um retorno no tempo estimado, para isto serve a orientação profissional. O grande diferencial da Baroni-Massad é prover para o aluno esse direcionamento nas escolhas de cada curso oferecido.

Dentre tantas opções no mercado, nosso grande conselho para os futuros profissionais é: procure escolher um caminho, se não gostar, troque a rota, pois não será fácil continuar investindo em algo que não serviu para você, e que estudar é o caminho, sem estudar, nenhum curso vai te levar ao sucesso pessoal. Você investe em um curso, o desenvolvimento neste curso depende somente de você.

O mercado quer um profissional altamente preparado, a família quer estar diante de um médico veterinário qualificado, humano, que trate com carinho e acima de tudo, capacitado para lidar com a dor, o sofrimento e o bem-estar dos animais de estimação, hoje, membros da família.



Profa. Dra. Laila Massad Ribas - Médica veterinária – Diagnóstico por Imagem e Medicina Felina


Síndrome do Banho e Tosa: pesquisa do CEUB alerta tutores para riscos emocionais em pets

Banhos fora de casa podem causar estresse extremo, convulsões e até parada cardíaca em cães e gatos

 

O banho fora de casa, procedimento considerado simples e rotineiro por muitos tutores, pode, na verdade, representar um risco à saúde física e emocional dos animais de estimação. Preocupados com esse cenário, estudantes de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) investigaram o tema e produziram estudo sobre a Síndrome do Banho e Tosa, distúrbio pouco conhecido, mas que pode ser fatal. A pesquisa atende a demanda por orientar tutores sobre a escolha consciente e segura dos locais onde os pets são atendidos. 

O grupo, formado pelos estudantes Ana Carolina Resende Ribeiro, Isabelle Silva Resende, Lorenzo Moraes Montiel da Silva e Emanuella Oliveira Mady, explica que o estudo surgiu a partir do crescimento nos relatos de maus-tratos em pet shops e de relatos de mudanças comportamentais em animais e queixas de tutores. “O objetivo é alertar para a importância de escolher ambientes com manejo respeitoso e seguro, a fim de evitar ocorrências trágicas.” 

A síndrome consiste em um conjunto de reações físicas e comportamentais que podem surgir após procedimentos como banho, tosa ou secagem. Entre os sintomas mais comuns, estão medo extremo, tremores, apatia, vômitos, diarreia, alterações respiratórias, convulsões e, em casos graves, parada cardíaca. Para a orientadora do projeto e professora de Medicina Veterinária do CEUB, Francislete Melo, essa condição é considerada especialmente perigosa por afetar animais com predisposição a problemas cardíacos, respiratórios ou neurológicos. 

“O estresse extremo desencadeado durante o atendimento pode ser silencioso, mas letal. Ainda assim, não existem dados oficiais no Brasil que monitorem a frequência dessas ocorrências, o que amplia a necessidade de conscientização. Isso dificulta o reconhecimento clínico e o registro de casos, fazendo com que a síndrome continue fora do radar da maioria dos tutores, mesmo quando os sintomas são graves e evidentes”, destaca a docente. 

Como parte prática da pesquisa, em visitas técnicas a pet shops, as boas práticas de manejo foram transformadas em um vídeo educativo demonstrando o protocolo correto de banhos em cães. O conteúdo viralizou nas redes sociais: alcançou mais de 187 mil visualizações e 30 mil curtidas no TikTok, além de grande engajamento no Instagram. Também foi produzido um panfleto digital com dicas práticas para a escolha de pet shops, sinais de alerta e orientações preventivas. O material está disponível nos perfis do grupo no Instagram e TikTok (@vidaadevet).

“Nesses casos, o tutor precisa observar como o pet se comporta antes e depois do banho. Um animal que chega ao pet shop muito ansioso ou que volta letárgico, agressivo ou com diarreia pode estar dando sinais claros de que algo não vai bem”, explica Lorenzo Moraes. A mostra também identificou os principais erros que podem levar ao surgimento da síndrome, tanto por parte dos tutores quanto dos estabelecimentos. 

Entre os equívocos, o grupo aponta que escolher pet shops apenas pelo preço ou proximidade, ignorar o comportamento prévio do animal e deixar de comunicar seu histórico emocional ou clínico podem comprometer a saúde desses animais. Já nos estabelecimentos, os estudantes os principais problemas envolvem a falta de qualificação da equipe, o uso inadequado de equipamentos e a ausência de protocolos individualizados para pets sensíveis. “A atenção no banho depende de informação qualificada e atenção aos sinais do animal. Cada pet reage de forma diferente. É preciso sensibilidade para entender isso”, pontuam os autores.
 

O papel dos tutores e dos profissionais

Os estudantes orientam que os tutores fiquem atentos a comportamentos e reações incomuns logo após o banho ou a tosa. Sinais como respiração ofegante, tremores, apatia, agressividade, febre, dificuldade de locomoção ou até convulsões podem indicar que o animal sofreu um episódio de estresse intenso. Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente um médico-veterinário. “Cães e gatos são seres sencientes e isso exige responsabilidade em cada escolha feita por quem cuida deles”, alerta o grupo. 

Para os autores do estudo, o projeto reforça o papel do médico-veterinário também como educador. “Muitas vezes, esses profissionais são a principal, ou única, fonte confiável de informação para os tutores. Cabe a eles orientar sobre cuidados que vão além do consultório, como a escolha de locais especializados e a identificação de sinais de sofrimento emocional nos animais”, concluem.
 

Confira critérios recomendados para a escolha segura de um pet shop:

- Equipe treinada e com formação na área;

- Presença de câmeras ou possibilidade de o tutor acompanhar o atendimento;

- Protocolos adaptáveis a diferentes perfis de animais;

- Ambientes silenciosos e estrutura adequada;

- Transparência no atendimento e liberdade para tirar dúvidas.

Confira vídeo no TikTok: Link


Humanização consciente: o equilíbrio entre o afeto e o respeito à natureza dos animais de estimação

Não é de hoje que os pets deixaram de ocupar os quintais dos lares para se tornarem verdadeiros membros das famílias, com acesso a camas, viagens, festas de aniversário e atenção exclusiva. Essa mudança, motivada por vínculos afetivos cada vez mais intensos, impulsionou avanços significativos no cuidado com a saúde e o bem-estar dos animais — mas também trouxe novos desafios para responsáveis e médicos-veterinários.

A chamada humanização dos pets é um reflexo da evolução das relações entre humanos e animais. Incluir cães e gatos na rotina, nas viagens, nas celebrações e nas dinâmicas sociais não é apenas legítimo, como também benéfico. Estudos apontam que a convivência afetiva fortalece o vínculo responsável-animal e contribui para a saúde emocional dos pets e dos humanos, podendo reduzir significativamente quadros de estresse, depressão e ansiedade.

No entanto, quando esse comportamento é levado ao extremo — tratando o animal como um humano, sem considerar suas necessidades naturais, instintos e comportamentos — o que era cuidado, se transforma em desequilíbrio. A boa intenção pode acabar comprometendo a saúde física e emocional dos pets.


O bem-estar animal começa pelo respeito à sua natureza

A medicina veterinária adota como referência os cinco pilares do bem-estar animal, amplamente reconhecidos por entidades nacionais e internacionais:

  1. Livre de fome e sede: acesso contínuo à água limpa e à alimentação adequada às necessidades fisiológicas de cada espécie.
  2. Livre de desconforto: ambiente limpo, seguro e confortável, que respeite as preferências e os hábitos do animal.
  3. Livre de dor, lesões e doenças: cuidados veterinários preventivos, vacinação em dia e monitoramento de sintomas.
  4. Livre para expressar comportamentos naturais: estímulo à manifestação de instintos como farejar, caçar, cavar ou se esconder.
  5. Livre de medo e estresse: convivência respeitosa, previsibilidade na rotina e ambientes seguros.

É com base nesses pilares que conseguimos diferenciar o que é cuidado do que é excesso. Vamos tomar como exemplo as creches para cães, muitas vezes alvo de julgamento como “mimos desnecessários”. Para cães que vivem sozinhos por longos períodos ou possuem alto nível de energia, esses espaços são fundamentais para o estímulo físico e mental, favorecendo a socialização, evitando o tédio, reduzindo a ansiedade de separação e prevenindo distúrbios comportamentais, como latidos excessivos, destruição de objetos e até comportamentos agressivos.

Já a presença de pets em restaurantes, shoppings e espaços públicos exige que responsáveis  e estabelecimentos prezem por um ambiente seguro e funcional para todos. O animal precisa estar confortável, livre de situações estressantes, como som alto e pouco espaço, e o estabelecimento deve seguir protocolos de higiene, controle e regras claras de convivência.

Outro ponto frequente de dúvida é o uso de roupas e acessórios. Embora as roupinhas sejam visualmente agradáveis — e, sim, possam ser funcionais em dias frios ou em animais de pelagem curta, idosos ou debilitados — o uso indiscriminado pode gerar desconforto, atrapalhar a regulação térmica, dificultar a movimentação e até desencadear alergias ou lesões dermatológicas. O que é divertido para os humanos, como o uso de óculos, adereços na cabeça, fantasias e roupas com muitos detalhes, provavelmente é desconfortável para os animais, exceto para aqueles já bastante acostumados. A melhor orientação é sempre observar o comportamento do pet: ele aceita bem a roupa? Mostra sinais de incômodo, coceira, apatia ou agressividade ao vesti-la? Nessas situações, o médico-veterinário pode ajudar o responsável a identificar o limite entre o carinho e o excesso.

Tratar o animal com afeto não deve significar restringir sua natureza. Cães são farejadores e cavadores por instinto. Proibir que explorem o ambiente, em casa e nos passeios, ou que manifestem seu comportamento, pode comprometer sua saúde emocional. Gatos, por sua vez, são caçadores natos, e precisam de estímulos como arranhadores, brinquedos de perseguição e espaços verticais para se movimentar. Suprimir esse comportamento por receio de sujeira, barulho ou estética do lar pode levar a quadros de ansiedade, estresse e até doenças psicossomáticas.

A humanização positiva dos pets está no reconhecimento de seu valor como parte da família, com acesso à saúde, segurança, afeto e presença. Ela precisa vir acompanhada de um olhar atento aos limites e às necessidades do animal, respeitando seu comportamento natural, sua fisiologia e sua individualidade, e a medicina veterinária está cada vez mais preparada para orientar os responsáveis nesse caminho.

Humanizar não é “humanizar demais” — é compreender que cães e gatos têm códigos próprios de comunicação, de prazer, de medo e de felicidade. E que o amor mais puro que podemos oferecer é o que cuida sem projetar, acolhe sem forçar, protege sem aprisionar. E, sim, amar e respeitar é ter pelos nas roupas, decoração alterada, brinquedos pela casa e tempo dedicado. Tudo isso certamente vale muito a pena.

 

Beatriz Alves - médica-veterinária com experiência em clínica de pequenos animais e coordenadora de marketing da VetFamily Brasil, comunidade internacional de médicos-veterinários. Em sua trajetória profissional, participou de programa de Iniciação Científica (CNPq-PIBIC) e do Programa de Aprimoramento em Medicina Veterinária na FMVZ-USP.


Fibrossarcoma oral em cães exige atenção e diagnóstico precoce

Tumor bucal agressivo pode comprometer a saúde e o bem-estar dos pets.

 

O fibrossarcoma oral é um tumor maligno que afeta a cavidade bucal dos cães, caracterizado por seu crescimento localmente agressivo e invasivo. Apesar de sua raridade, representa um desafio significativo na medicina veterinária devido à sua tendência à recidiva e à complexidade do tratamento.

 

Segundo a médica-veterinária Izadora Chamun Gil, do Grupo Hospitalar Pet Support, os sintomas mais comuns incluem dificuldade para se alimentar, salivação excessiva, mau hálito, sangramento oral e, em casos avançados, deformidades faciais. “É fundamental que os tutores estejam atentos a qualquer alteração na cavidade oral de seus pets e busquem avaliação veterinária ao menor sinal de anormalidade”, alerta  Izadora.

O diagnóstico do fibrossarcoma oral é realizado por meio de exames clínicos e confirmatório através de biópsia e exames de imagem, como radiografias ou tomografias, que ajudam a determinar a extensão do tumor e a presença de metástases.

O tratamento mais eficaz é a remoção cirúrgica do tumor com margens amplas, visando a excisão completa da massa tumoral. Em alguns casos, a cirurgia pode ser complementada com eletroquimioterapia e ou quimioterapia, dependendo da localização e do estágio do tumor.

Izadora compartilha o caso do cão Júnior, de 6 anos, um paciente que foi diagnosticado com fibrossarcoma oral e submetido a tratamento no Grupo Hospitalar Pet Support. “Júnior apresentou excelente recuperação após a cirurgia, sem sinais de recidiva até o momento. Esse caso reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Por isso, check-ups regulares e atenção aos sinais clínicos são fundamentais”, destaca a veterinária.


Mais sobre a história de Júnior 

Priscila Cezar, tutora do Júnior, conta que ele não apresentava sintomas, era um cachorro ativo e feliz, até que um dia seu esposo estava brincando com o pet e notou uma “bola” dentro da boca do cão. “Lembro como se fosse hoje, meu esposo me chamou e mostrou a “bola”, para nós foi um momento de muito nervosismo. Fomos ao veterinário de imediato, fizemos uma primeira cirurgia em uma outra clínica, antes de ir ao Grupo Hospitalar Pet Support, para retirada do tumor, que não deu certo, e em uma semana o tumor voltou e voltou ainda maior, começou a sair para fora dos dentes, para se ter ideia. Com esse crescimento, mesmo antes de vir o resultado da biópsia, já imaginamos que seria um tumor maligno”, conta.

Então, os tutores de Júnior, através de uma indicação, chegaram ao Grupo Hospitalar Pet Support. “Na primeira clínica, haviam dado a entender que o tumor era muito agressivo e não tinha mais o que fazer, além de manter o Júnior sem dor até morrer. Mas, para nossa sorte, a Laura, uma colega de academia, estagiava no Pet Support, e nos indicou ir até lá. Chegando no Pet Support, fomos atendidos inicialmente pela Dra. Letícia, que nos deu outra perspectiva de tudo, nos deu esperança”, relatou.  

Assim, após uma avaliação, o Júnior foi para o procedimento cirúrgico, “Então, fomos para a segunda cirurgia, que agora teve muito sucesso, conseguimos retirar todo o tumor, que inclusive já se alastrava para a cavidade nasal, com uma margem. O Junior ficou muito bem. O tumor retirado foi para a biópsia e se tratava sim de um tipo de tumor maligno e agressivo, porém era o que tinha menos possibilidade de ter metástase”, relatou a tutora. Priscila também destaca a importância do apoio e de contar com bons profissionais para passar por momentos como este. “Ao longo de todo tratamento no Pet Support recebemos um atendimento de vida e não um atendimento de morte, como havia sido na experiência anterior. Ficou muito mais fácil lidar com o problema. O Junior fez todo o tratamento, está ótimo, feliz e ainda vai viver muitos anos”, concluiu.

 


Grupo Hospitalar Pet Support
www.petsupport.com.br


Pets também fazem acupuntura: como funciona o tratamento?

Veterinária do Nouvet explica como essa terapia alternativa está revolucionando a saúde animal


Parece coisa de spa de luxo, mas a acupuntura para pets é real – e está conquistando veterinários e tutores pelo mundo. Essa técnica milenar, que já faz sucesso entre humanos adeptos de tratamentos holísticos, agora é uma das favoritas no universo pet para aliviar dores, melhorar a mobilidade e até tratar ansiedade. Mas como será que funciona na prática? 

Marina Lamas, veterinária fisiatra e acupunturista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo, desvenda os mistérios dessa terapia que promete deixar seu amigo de quatro patas mais relaxado e saudável.

 

Agulhas? Sim, mas sem drama

A primeira pergunta que vem à mente é: será que dói? Meireles explica que a técnica é muito mais suave do que imaginamos. "As agulhas são ultrafinas e praticamente indolores. Muitos pets até cochilam durante a sessão, especialmente os que já sofrem com dores crônicas e finalmente encontram alívio", revela. O tratamento, que dura em média 20 a 30 minutos, é personalizado e pode incluir estímulos com eletricidade de baixa frequência ou calor (moxabustão) para potencializar os efeitos.
 

De artrose a ansiedade: quando a acupuntura entra em cena

Se o seu pet sofre com artrose, hérnia de disco ou sequelas de traumas, a acupuntura pode ser uma alternativa – ou complemento – aos remédios tradicionais. "Existem casos de cães que voltaram a correr depois de anos com dificuldade para andar e gatos com dores crônicas que recuperam o ânimo para brincar", conta a doutora. 

Além de problemas musculares, a técnica também pode colaborar em casos de distúrbios digestivos, alergias e até ansiedade. Por ser minimamente invasiva, é uma alternativa interessante para os pets que não respondem bem a medicamentos convencionais ou precisam de uma abordagem mais natural. "Animais muito estressados ou até com medo de barulhos, como fogos de artifício, podem ter uma melhora significativa no comportamento após algumas sessões. A acupuntura age no tratamento desses casos principalmente se associada também a fitoterápicos e mudanças ambientais", acrescenta ela.

 

Terapia preventiva que faz toda a diferença

Assim como nós, os pets também podem se beneficiar da acupuntura antes mesmo de desenvolver problemas sérios. "Muitos tutores de animais idosos ou de raças predispostas a doenças articulares estão adotando a técnica como forma de prevenção, garantindo mais qualidade de vida a longo prazo", conclui a especialista. Mas atenção: o sucesso do tratamento depende de um profissional certificado e daquela pitada de paciência – afinal, bons resultados merecem acompanhamento de perto, sessão após sessão.

 

 Nouvet


Animais de estimação proporcionam qualidade de vida para a terceira idade

Um cão e um gato adulto, geralmente os tipos de animais encontrados em anúncios para adoção, se adequam melhor ao perfil dos idosos.

 

Estudos realizados por pesquisadores nacionais e estrangeiros comprovam que os tutores de cães e gatos, membros da terceira idade, sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora. As atividades físicas realizadas ao passear ou brincar com o animal de estimação e os cuidados exigidos para mantê-los saudáveis refletem de maneira positiva neste período da vida.

Ao adotar um animal de estimação, o idoso deve estar ciente de que ele exige dedicação diária, além de alterar a rotina de uma casa e jamais poderão ser abandonados. Ao optar por adotar um cão ou gato, poderá procurar prote que desenvolvam um trabalho sério com os animais. Deverá conversar, buscar informações e escolher o animal que mais combine com o seu estilo de vida. A casa deve ser adequada para a chegada do animal.

"Deverá ser definido com antecedência o local aonde ele irá se alimentar, fizer as necessidades e dormir", enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Dados do Radar Pet, pesquisa inédita idealizada pela Comac, com representantes das classes econômicas A, B e C em oito municípios brasileiros, identificaram que apenas 30% dos lares formados por pessoas na terceira idade possuem animais de estimação.

A presença desses animais está muito relacionada aos lares com adolescentes e jovens, onde a presença supera os 50%. Lares de terceira idade possuem menor presença ao redor de 30%. Portanto muitos idosos acabam não se beneficiando das vantagens de ter um animal de estimação.

A inversão deste índice, além de promover maior qualidade de vida para este segmento da população, poderia ainda minimizar os impactos de saúde pública que envolve o problema do abandono de animais.

Um cão e um gato adulto, geralmente os tipos de animais encontrados em anúncios para adoção, se adequam melhor ao perfil dos idosos. "Eles se adaptam melhor ao novo lar e não tem os mesmos hábitos que os filhotes, sendo mais disciplinados nas brincadeiras, nos comportamentos e não tem a necessidade de estimular a dentição roendo objetos e móveis da casa", orienta Vininha F. Carvalho.

Pela internet podem ser encontrados vários sites, onde se permite procurar um animal com o uso de filtros, como tamanho, sexo, idade, região, cidade, e até algumas das suas principais características.

"O importante é a pessoa idosa estar disposta a oferecer muito carinho e chance de uma nova vida, em família ao animal e, receber em troca uma recepção calorosa, repleta de muito amor. A felicidade é a chave para uma vida mais longa", conclui Vininha F. Carvalho.


Hill's reforça importância das fibras na saúde intestinal e bem-estar de cães e gatos

Nutrição especializada com tecnologia ActivBiome+ promove resultados visíveis em 24 horas


As fibras alimentares desempenham um papel crucial na saúde gastrointestinal de cães e gatos, influenciando não só a digestão, mas também o comportamento e o bem-estar geral dos pets. A Hill’s Pet Nutrition, referência global em nutrição animal, reforça a importância dessas fibras e incorpora fórmulas especializadas para atender necessidades específicas dos pets, como controle de peso, saúde digestiva e fortalecimento do sistema imunológico.

As fibras se dividem em solúveis e insolúveis, cada tipo desempenhando funções essenciais e complementares. Fibras solúveis, como pectina, goma guar e psyllium, formam soluções viscosas no intestino, regulam o trânsito gastrointestinal e o apetite, além de serem fermentadas por bactérias benéficas que produzem ácidos graxos essenciais à saúde intestinal. Já as fibras insolúveis, como celulose e fibra de cana-de-açúcar, aumentam a massa fecal e aceleram o trânsito intestinal, auxiliando também no controle de peso pela redução da absorção energética.

"As fibras são componentes estratégicos em nossas fórmulas. Elas promovem benefícios concretos, como regularidade intestinal, controle eficaz do peso e melhora significativa no equilíbrio geral do organismo", destaca Flavio Lopes, veterinário e mestre em nutrição pet da Hill's Pet Nutrition.

Para potencializar esses benefícios, a Hill's desenvolveu a exclusiva tecnologia ActivBiome+, uma mistura eficaz de prebióticos que nutre as bactérias benéficas intestinais. Essa inovação contribui para fezes mais saudáveis e regulares, com resultados perceptíveis em até 24 horas. Um exemplo desse avanço é o Hill's Prescription Diet Gastrointestinal Biome, desenvolvido especialmente para gatos.

Segundo um estudo científico publicado no Journal of Animal Science, fibras fermentáveis e prebióticos demonstram eficácia significativa no suporte à saúde intestinal dos pets, promovendo o equilíbrio da microbiota, produção de ácidos graxos de cadeia curta e melhoria geral da saúde digestiva (Middelbos et al., 2007 https://doi.org/10.2527/jas.2007-0080).

A Hill's Pet Nutrition, referência global em nutrição de cães e gatos, reconhece a importância das fibras na alimentação e desenvolve produtos formulados para atender às necessidades específicas de cada pet. A inclusão adequada de fibras na dieta contribui para a saúde digestiva, controle de peso e bem-estar geral dos animais.


VÍRUS INFLUENZA NO INVERNO REFORÇA IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO DE EQUINOS

 Cerca de 1 milhão desses animais precisam de prevenção para evitar prejuízos aos criadores, que estão entre os dez maiores do mundo 


O vírus da gripe Influenza que infecta seres humanos, especialmente no inverno, também é alvo de preocupação e prevenção dos criadores de equinos, segundo informa o diretor técnico da
Dechra, Luiz Eduardo Ferraz. A fabricante é uma das sete maiores do mundo na produção de vacinas e medicamentos veterinários e opera no Brasil a partir da fábrica em Londrina, no Paraná. 

“O rebanho brasileiro de equinos, que inclui cavalos, jumentos, mulas e burros, soma cerca de 6 milhões. Deste total, ao menos 1 milhão estão inseridos economicamente no mercado e carecem de cuidados preventivos contra doenças respiratórias”, informa Ferraz. 

De acordo com a plataforma Hippomundo, o Brasil figura entre os dez maiores mercados do mundo na criação de cavalos de raça. Mas apesar da importância desse segmento para a economia brasileira, inclusive a partir da exportação de algumas raças, ainda é deficitária a informação entre fazendeiros quanto à importância da cobertura vacinal sem se limitar ao rebanho de alto valor”, adverte o especialista. 

Segundo Ferraz, mesmo os animais dedicados à lida no campo precisam ser imunizados para evitar o contágio dos animais voltados ao comércio ou a competições. “No Brasil, costumamos registrar pequenos surtos. Em 2012, detectamos um grande evento que começou no Chile e se espalhou por toda a América do Sul. Na ocasião, o tipo viral foi isolado no Brasil permitindo o sequenciamento genético para compor nossa vacina Lexington Gold®”, conta.

 

Vacina indicada para combate a múltiplas condições

A Lexington Gold® tem indicação multivacinal e assegura a proteção contra enfermidades como encefalomielite, rinopneumonite, influenza e tétano. A recomendação é que a primeira cobertura seja realizada em duas aplicações no prazo de 30 dias, seguida por reforços a cada seis meses ou um ano, de acordo com o risco de exposição do animal. 

“O vírus Influenza dificilmente causa a morte, mas tem elevado potencial de contágio. Por isso, pode causar fortes prejuízos financeiros pela perda produtiva de animais dedicados a competições esportivas ou com agenda de feiras e leilões”, alerta o técnico. 

Ferraz complementa lembrando que o investimento vacinal é muitas vezes inferior aos custos e possíveis perdas que o criador pode sofrer ao negligenciar a agenda de vacinação. “Além disso, fazendas de criação de animais de raça não devem descuidar dos animais sem raça definida usados no trabalho de rotina. Isso porque, ao serem contaminados pelo Influenza, eles se tornam vetores do vírus e podem espalhar a gripe rapidamente”, conclui.

 

Dechra
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Usar produtos de humanos em pets pode causar alergias e intoxicação: saiba por que é importante escolher itens específicos para cães e gatos

 

Diferenças no pH da pele e substâncias tóxicas tornam itens como lenços e shampoos humanos perigosos para cães e gatos

 

Ao cuidar da higiene e do bem-estar de cães e gatos, é comum que tutores, em situações de emergência ou desconhecimento, recorram a produtos de uso humano, como lenços umedecidos, shampoos ou perfumes. No entanto, essa prática pode representar riscos sérios para os animais, levando a reações alérgicas, irritações e até quadros de intoxicação.

O motivo está nas diferenças fisiológicas entre humanos e pets. A pele dos cães e gatos, por exemplo, tem um pH diferente – mais neutro – e uma barreira cutânea mais sensível. Produtos formulados para pessoas costumam conter fragrâncias, conservantes e substâncias químicas que são agressivas ou até tóxicas para os animais.

“A pele do cachorro tem um pH médio em torno de 7,5, enquanto a do ser humano gira em torno de 5,5. Isso significa que um produto que é seguro para a nossa pele pode causar irritações severas na pele do animal, além de comprometer a saúde do microbioma natural que protege contra bactérias e fungos”, explica Gustavo Dieamant, diretor-executivo de P&D do Grupo Boticário. “Além disso, ingredientes comuns em shampoos e cosméticos humanos, como álcool, parabenos ou certos óleos essenciais, podem causar intoxicações se ingeridos – o que é comum em animais que lambem o próprio pelo”.

Para garantir a segurança e o bem-estar do pet, é recomendável sempre optar por produtos desenvolvidos especificamente para uso veterinário, com fórmulas suaves, seguras e testadas dermatologicamente. Marcas, como a Au.Migos Pets são um bom exemplo de como é possível unir cuidado e segurança nos produtos, como shampoos, colônias e hidratantes de patinhas desenvolvidos especialmente para cães e gatos.

As fórmulas são aprovadas e recomendadas por profissionais da área, além de possuírem a certificação PETA – organização que se dedica a estabelecer e defender os direitos animais –, garantindo que os produtos não sejam testados em animais”, completa o especialista.

Em resumo: o que pode ser bom para os humanos, pode não ser seguro para os pets. Por isso, a recomendação de veterinários e especialistas é sempre optar por produtos específicos, pensados para as particularidades do organismo animal, garantindo higiene sem riscos à saúde.


Cachorro Caramelo invade intervalo da NBA no Prime Video em ação de PEDIGREE®

Ativação faz parte da campanha “Caramelo” que tem como objetivo incentivar a adoção responsável e combater o abandono animal 

 

A marca PEDIGREE®, líder em vendas de alimentos para cães no Brasil e no mundo, realizou uma ativação especial com participação dos icônicos cachorros Caramelos no intervalo da NBA, principal liga de basquete profissional do mundo, transmitida pelo Prime Video no Brasil, na última quinta-feira, 29. 

Durante o intervalo da partida entre New York Knicks e Indiana Pacers, das finais da Conferência Leste da NBA, o narrador do Prime Video, Rômulo Mendonça, recebeu no estúdio um convidado muito especial: Mathias, um vira-lata caramelo que está em busca de um lar. Ele representou todos os Cães Sem Raça Definida (SRD), que têm 90% menos chance de serem adotados e constituem a maioria da população canina nos abrigos brasileiros. O objetivo foi conscientizar o público sobre a importância da adoção responsável e do combate ao abandono animal. 

Além do Mathias, outros cães também foram apresentados na transmissão, com um QR Code na tela direcionando os espectadores para o site da campanha (www.pedigree.com.br/adocao), onde é possível adotar os pets. A ação integra a campanha “Caramelo”, lançada em março desse ano, protagonizada por cachorros Caramelos e com participação da atriz, apresentadora e influenciadora Tatá Werneck, e que tem o objetivo de valorizar e reconhecer todos os cães Sem Raça Definida. 

Por meio do seu programa de adoção, PEDIGREE® Adotar é Tudo de Bom, em 17 anos a marca já doou +2.5 mil toneladas de alimentos, +1.6k ONGs e protetores ajudados e +82 mil cães adotados. 

Vídeo da ação: Link 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Xry4tMWfFj8

 

Mars 

 Hotel para animais deve oferecer carinho e segurança

 

No momento de chegada ao hotel, deverá ser apresentada a caderneta de vacinação e confirmar que já foi passado ou solicitar um preventivo para combater as pulgas e carrapatos. 

A hospedagem deve oferecer qualidade nos serviços prestados, evitando que ocorra estresse, fuga, ou até um acidente grave. Existem muitas opções, que se diferenciam pelas instalações, capacidade para acomodação, alimentação, atividades físicas e preço. Nem sempre o mais caro é realmente o melhor. 

"A decisão deve ser tomada, a partir do momento que você sentir que as pessoas responsáveis pelo trabalho oferecem uma dedicação comprovada, com conhecimento suficiente para identificar alguma anomalia e principalmente, possuem boas referências", alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News. 

Jamais reserve a hospedagem sem fazer uma visita prévia ao local, para testar o atendimento, verificando as condições de higiene das pistas onde os cães se exercitam dos boxes onde será alocado, armazenamento da ração, quantas vezes por dia é oferecida a alimentação, qual tipo de ração é usado e se existe água limpa e de fácil acesso. Torna-se fundamental observar a estrutura de segurança, como: grades, telas, altura das paredes e proteção especial para fêmeas no cio. 

Algumas hospedagens pedem que o tutor traga a ração de seu cão, para evitar transtornos gastrointestinais e facilitar a adaptação. "Relate todos seus hábitos e manias. O quanto mais souber sobre ele, melhor poderão tratá-lo. Não deixe que um tratador seja mordido para que o pessoal da hospedagem descubra que seu cão não gosta que ninguém se aproxime quando ele esta comendo", ressalta Vininha F.Carvalho. 

Estabeleça claramente o que está incluído na diária do seu animal e quais os serviços que serão cobrados a parte. Algumas hospedagens não incluem atividades especiais como: natação, treinamento, exercícios de musculação ou agility. 

Em caso de emergência especifique se ele deverá ser atendido pelo veterinário do seu animal, ou se pelo veterinário responsável pela hospedagem, e quem arcará com as despesas. Se for possível deixe também o telefone de onde você poderá ser encontrado, ou de alguém que possa se responsabilizar pelo animal enquanto você estiver viajando (um parente ou amigo que tenha intimidade com ele). 

No momento de chegada ao hotel, deverá ser apresentada a caderneta de vacinação e confirmar que já foi passado ou solicitar um preventivo para combater as pulgas e carrapatos. 

"Mostre-se seguro na hora da despedida, para que o animal não fique muito assustado neste novo ambiente. Alguns normalmente não vão comer bem nos primeiros dois ou três dias e ficarão desanimados. Depois deste período, geralmente acabam adorando as novidades. Cães mais seguros desfrutam com alegria de novos espaços, exercício e companhia canina", enfatiza Vininha F. Carvalho. 

Em algumas hospedagens os animais ficam sozinhos em seu boxe, em outros aos pares e em até aos grupos.

Muitos donos acham que sozinho seu cão ficará melhor, embora já esteja comprovado que em dupla eles ficam mais calmos, desde que o animal não tenha medo de outros cães, ou seja, muito agressivo. 

Na hora de buscá-lo é importante certificar-se que esta tudo dentro do que foi contratado e, em caso contrário, deverá ser notificado este estabelecimento junto ao PROCON, evitando desta forma, que prospere os maus empreendedores deste segmento. 

"O seu animal não poderá reclamar durante o período que estiver lá, mas todas as deficiências serão percebidas nitidamente pelo tutor atencioso que buscou dar a ele um tratamento profissional", conclui Vininha F. Carvalho.

 

Filhotes de periquito cara-suja nascidos na Reserva Natural Serra das Almas são monitorados em etapa decisiva de reintrodução da espécie

Ameaçada de extinção, a ave é nativa do Ceará e voltou a se reproduzir no Planalto da Ibiapaba após 114 anos


No último dia 14 de abril, quatro filhotes de periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus) nasceram na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), na região da Serra da Ibiapaba, marcando um avanço histórico no processo de reintrodução da espécie, considerada uma das aves mais ameaçadas da Caatinga. Essa é a primeira reprodução registrada da espécie na região em mais de um século — um feito inédito em 114 anos. 

Desde o nascimento, os filhotes e seus pais permanecem no recinto de aclimatação da RNSA, que é gerida pela Associação Caatinga, sob monitoramento constante. Acompanhamentos semanais são realizados para avaliar o desenvolvimento dos filhotes, com especial atenção à nutrição fornecida pelos pais, essencial para garantir um crescimento saudável e prepará-los para uma futura vida livre. O monitoramento inclui avaliação do score corporal, ganho de peso, anilhamento e coleta de DNA para controle genético da população. 

"Ainda não é possível determinar com precisão a data em que os filhotes deixarão a área de aclimatação. Esse processo depende tanto do desenvolvimento físico quanto do aspecto comportamental, especialmente da percepção de segurança por parte dos animais. A liberação ocorrerá quando for avaliado que estão plenamente aptos para a vida em ambiente natural, momento em que as portas serão abertas, permitindo que saiam por iniciativa própria, conforme sua confiança e segurança”, destaca Gilson Miranda, gestor da Reserva Natural Serra das Almas. 

A reprodução bem-sucedida reforça o potencial de adaptação do periquito cara-suja ao novo ambiente e representa um passo importante no projeto de reintrodução de aves nativas ameaçadas de extinção no Ceará, o Refaunar. A iniciativa é uma parceria entre a Associação Caatinga, o Parque Arvorar (novo parque do Beach Park) e a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). 

Leanne Soares, gerente do Parque Arvorar, destaca que cada etapa do projeto é conduzida com rigor técnico e sensibilidade, aumentando as chances de sucesso no processo de reintrodução. “A mãe desses filhotes foi acolhida no Parque Arvorar, onde passou por todos os protocolos veterinários e exames necessários. Após a avaliação clínica e comportamental da nossa equipe técnica confirmar que ela estava saudável e apta, comunicamos imediatamente os órgãos competentes, que definiram sua destinação. Juntamente com outras duas aves recebidas, ela foi integrada ao Projeto Refaunar Arvorar. Com a devida autorização dos órgãos ambientais, foi transferida para a Serra das Almas, onde se reproduziu”, relata Leanne Soares. 

O periquito cara-suja havia sido completamente extinto em algumas regiões do Nordeste nos últimos 50 anos e, até 2017, estava classificado como “criticamente em perigo” (CR) na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Atualmente, boa parte das áreas onde o cara-suja já ocorreu não apresenta mais ambiente adequado para o seu desenvolvimento. “Essa ave é uma espécie símbolo da biodiversidade do semiárido e sua conservação é fundamental para o equilíbrio ecológico da Caatinga. Cada indivíduo reintroduzido representa um avanço significativo na recuperação dessa espécie ameaçada e reforça a importância de ações integradas entre centros de reabilitação e unidades de conservação”, enfatiza Fábio Nunes, gerente do Projeto Cara-suja, da Aquasis.
 

Cara-suja e a Reserva Natural Serra das Almas 

A jornada dos periquitos cara-suja na Reserva Natural Serra das Almas começou em junho de 2024, com a chegada de 19 indivíduos translocados da Serra de Baturité por meio do projeto Refaunar. Em novembro, o grupo foi reforçado com mais 10 periquitos e três aves resgatadas pelo Ibama-CE. Após um rigoroso processo de aclimatação, 18 aves já foram reintroduzidas à natureza, demonstrando sinais promissores de adaptação: utilizam caixas-ninho, alimentam-se de forma autônoma e ainda retornam aos comedouros de suplementação. 

Com 6.285 hectares protegidos, a RNSA abriga a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Ceará, um verdadeiro refúgio para a rica biodiversidade da Caatinga. Espécies ameaçadas de extinção, como o tatu-bola, encontram ali um habitat seguro e preservado. 

Além de conservar a fauna e a flora nativas, a RNSA presta importantes serviços ecossistêmicos, como o impedimento do escoamento de aproximadamente 4,7 bilhões de litros de água por ano e o armazenamento de mais de 1,6 milhão de toneladas de CO equivalente — contribuindo significativamente para o combate às mudanças climáticas. 

Reconhecida pela Unesco como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Caatinga, a Serra das Almas alia conservação ambiental, pesquisa científica, ecoturismo e desenvolvimento sustentável. Cerca de 40 comunidades do entorno participam de iniciativas socioambientais que promovem geração de renda e estratégias de convivência com o semiárido, dentro do Modelo Integrado de Preservação da Caatinga. 

A estrutura da reserva inclui trilhas ecológicas, alojamentos, viveiros, meliponário, torre de observação e exposições educativas. Aberta à visitação mediante agendamento, a RNSA se consolida como um santuário natural e um exemplo inspirador de como a conservação ambiental pode transformar realidades.

 

Sobre o Beach Park Entretenimento

Com 40 anos de história, o Beach Park Entretenimento é um grupo de empresas genuinamente cearense, que atua em diversas áreas de lazer e entretenimento. Localizado na praia de Porto das Dunas, a 17 km de Fortaleza/Ceará, o complexo turístico Beach Park é uma das opções de lazer mais procuradas pelos viajantes no país inteiro. Atualmente ocupa mais de 200 mil m² e reúne um parque aquático, quatro resorts, além do Restaurante de Praia e da Vila Azul do Mar - espaço de convivência e serviços -, ambos abertos ao público. 

O Aqua Park, que conta com 30 atrações, é hoje considerado o terceiro melhor parque aquático do mundo e o melhor das Américas (TripAdvisor/Travellers’ Choice, 2024). O destino conta, ainda, com o novo Parque Arvorar, segundo parque do destino dedicado à educação ambiental, pesquisa e conservação da biodiversidade brasileira, monitorado por educadores ambientais.

O Beach Park Entretenimento também faz parte do Hall da Fama do TripAdvisor por ter recebido o Certificado de Excelência nos últimos cinco anos. Pelo segundo ano consecutivo, foi eleito um dos melhores lugares para se trabalhar do Brasil pelo Prêmio Great Place To Work. Mais que um destino de férias, hoje se consolida como um grupo de entretenimento por meio de suas diversas atuações como a Rádio Beach Park e o Beach Park Studios - estúdio de animação próprio.


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