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sexta-feira, 14 de março de 2025

Dia Mundial do Sono: conheça as condições que podem afetar seu sono

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Membro da SBPC/ML explica quais estados de saúde podem influenciar a qualidade do sono


No dia 14, o mundo todo se volta ao Dia Mundial do Sono. Instituído em 2008 pela Associação Mundial do Sono, com sede nos EUA, o objetivo dessa data é chamar atenção da importância do sono em relação à saúde. De acordo com dados divulgados pela Academia Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com distúrbios do sono, o que representa cerca de 30% da população. Muitas vezes, eles estão relacionados a outros problemas de saúde, é o que explica Pedro Saddi, médico endocrinologista e patologista clínico da SBPC/ML. 

Segundo Saddi, o hipertireoidismo, disfunção da glândula tireoide que provoca produção excessiva de hormônios tireoidianos, é uma das condições que impactam na qualidade do sono. “O hipertiroidismo é uma condição onde todo o metabolismo fica mais acelerado. Nesse sentido, pode ocorrer pensamento acelerado e insônia. A redução do excesso de hormônio tiroideano com o tratamento adequado leva de volta a rotina de sono normal”, explica. 

Além disso, o endocrinologista explica que existem outros distúrbios endócrinos que afetam diretamente o sono. São eles:

  • Obesidade – “A obesidade é um forte fator de risco para apneia obstrutiva do sono (AOS), um distúrbio comum caracterizado por pausas na respiração durante o sono”, destaca;
  • Diabetes tipo 2 – “A má qualidade do sono é um fator de risco conhecido para esse tipo de diabetes, e distúrbios do sono são comuns em indivíduos com essa condição”;
  • Acromegalia – “Ela é causada pelo excesso de hormônio do crescimento e está associada diretamente à AOS”;
  • Síndrome de Cushing – “Causada pela exposição prolongada a altos níveis de cortisol, conhecido como o ‘hormônio do estresse’, pode causar insônia, por exemplo”, esclarece.
     

Mulheres devem ficar mais atentas ao sono

De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, mulheres precisam de 20 minutos a mais de sono que homens, em média. Outros pesquisadores também afirmam que elas precisam de uma noite mais longa de sono porque apresentam ansiedade ou utilizam o cérebro de forma mais ativa que eles. 

O peso da responsabilidade e de tarefas de cuidado que, em grande parte, recaem sobre as mulheres são fatores importantes que dificultam o relaxamento, lembram os pesquisadores. 

Além disso, condições como gravidez e menopausa influenciam diretamente no sono, segundo o patologista clínico da SBPC/ML. “A gravidez pode afetar o sono por diversos mecanismos, geralmente relacionados ao aumento do volume do abdome. Conforme o bebê vai crescendo, o diafragma, principal músculo da ventilação, fica comprimido. Principalmente quando a gestante deita com as costas apoiadas no colchão”, elucida o especialista. Ele também chama atenção para a doença do refluxo gastroesofágico e o aumento do número de micções que podem impactar o sono das gestantes. 

Já na fase peri-menopausa, Pedro ressalta que a flutuação dos hormônios ovarianos pode prejudicar o sono, levando a ondas de calor, suores noturnos e mudanças de humor. “Esse período pode anteceder e suceder à menopausa em cerca de 5 anos”, diz. “Durante a menopausa, os níveis de estrogênio e progesterona diminuem, o que pode afetar a termorregulação do cérebro, levando a ondas de calor e suores noturnos e alterações do ciclo natural de sono-vigília do corpo, que é o ritmo circadiano”, finaliza. 

O diagnóstico de distúrbio primário do sono é feito com base na suspeita clínica e o exame de polissonografia. Exames laboratoriais devem fazer parte dessa investigação para se identificar ou afastar causas secundárias. 

 

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


VACINAÇÃO

Freepiks

São Paulo: Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação 



Proteção contra a influenza passa a fazer parte da rotina de vacinação no SUS e vai beneficiar crianças de seis meses a menores de seis anos do estado

A vacina da gripe agora faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. Em 2024, mais de 1 milhão de crianças já haviam sido vacinadas contra influenza no estado de São Paulo.


Confira cinco dicas para uma boa noite de sono


No dia 14 de março, celebramos o Dia Mundial do Sono — uma data importante para refletirmos sobre como a qualidade do nosso sono impacta diretamente nossa saúde física e mental. Dormir bem não é um luxo, é uma necessidade biológica essencial para o funcionamento adequado do organismo.

 

Uma noite de sono reparador fortalece o sistema imunológico, regula hormônios, melhora a memória, o humor e até contribui para a saúde cardiovascular. Por outro lado, a privação de sono está associada ao aumento do risco de doenças como hipertensão, diabetes, ansiedade e depressão.

 

Mas como garantir um sono de qualidade em meio à correria do dia a dia?

 

Aqui estão algumas orientações simples, mas eficazes:

1.    Estabeleça uma rotina: Ir para a cama e acordar sempre nos mesmos horários — inclusive nos finais de semana — ajuda a regular o relógio biológico.

2.    Crie um ambiente propício ao sono: Mantenha o quarto escuro, silencioso e em uma temperatura confortável. A luz azul emitida por celulares e tablets deve ser evitada pelo menos uma hora antes de dormir.

3.    Evite estimulantes à noite: Cafeína, álcool e refeições pesadas podem interferir na qualidade do sono. Prefira um chá calmante ou um copo de leite morno antes de dormir.

4.    Desacelere antes de deitar: Práticas relaxantes, como meditação, leitura leve ou respiração profunda, ajudam a preparar a mente e o corpo para o descanso.

5.    Cuide da sua saúde mental: O estresse e a ansiedade são grandes inimigos do sono. Se as preocupações estiverem afetando suas noites, considere buscar apoio psicológico.

 

Caso mesmo com essas mudanças você continue enfrentando dificuldades para dormir, é importante procurar ajuda médica. Distúrbios do sono, como insônia crônica e apneia, precisam de avaliação e tratamento adequados.

 

Dormir bem é um investimento em sua saúde e qualidade de vida. No One Day Hospital e no Centro Médico Alphaview, estamos comprometidos em ajudar nossos pacientes a encontrarem o equilíbrio necessário para noites tranquilas e dias mais produtivos.

 

Que tal começar hoje a cuidar melhor do seu sono?

 

Dr. Marcelo Jerez - diretor do One Day Hospital e do Centro Médico Alphaview


Dia Mundial do Sono: como identificar e tratar distúrbios do sono que ameaçam a saúde


Dr. Ordival Augusto Rosa, médico especialista em Medicina do Sono do IPO, maior hospital de otorrinolaringologista da América Latina, explica sobre dois dos principais distúrbios do sono
 

 

Noites mal dormidas, sensação constante de cansaço e dificuldade de concentração ao longo do dia podem ser sinais de um problema de saúde que vai muito além do simples desconforto. De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2023, 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono, entre eles o ronco e a apneia do sono. 

Segundo o Dr. Ordival Augusto Rosa, especialista em Medicina do Sono do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior hospital do segmento da América Latina, muitas pessoas subestimam os sinais desses distúrbios, acreditando que o ronco seja apenas um incômodo social. “O ronco frequente e intenso deve ser investigado, pois pode ser um alerta para a apneia do sono, uma condição em que há interrupções da respiração durante o descanso. Isso compromete a oxigenação do organismo e aumenta o risco de diversas doenças”, afirma. 

Embora ambos os problemas afetem o sono e as vias respiratórias, suas causas e impactos são diferentes. O ronco ocorre devido à vibração das estruturas da garganta, gerando um ruído que pode variar de leve a intenso. Já a apneia do sono é mais grave, caracterizando-se por pausas temporárias na respiração por pelo menos 10 segundos, o que leva à queda dos níveis de oxigênio no sangue e a microdespertares ao longo da noite. 

Além do barulho incômodo, a apneia do sono pode causar sonolência excessiva diurna, sensação de sufocamento ao dormir, fadiga ao acordar e até mesmo dificuldades cognitivas. De acordo com o Dr. Ordival, esses sintomas são um alerta para a necessidade de acompanhamento médico. “O sono deve ser restaurador. Se a pessoa acorda cansada e sente sonolência ao longo do dia, é essencial investigar a causa e buscar tratamento”, enfatiza o médico do IPO. 

O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, como a polissonografia, que monitora padrões respiratórios, níveis de oxigenação, frequência cardíaca e atividade cerebral durante o sono. “Esse exame pode ser realizado tanto em ambiente hospitalar quanto domiciliar, dependendo da necessidade do paciente e da avaliação médica”, explica. 

O tratamento para a apneia do sono e ronco varia conforme a gravidade do quadro e das características individuais do paciente. Em muitos casos, medidas simples, como perda de peso, ajustes na posição ao dormir e a adoção de hábitos saudáveis, podem trazer melhorias significativas. “Pacientes com apneia não tratada têm maior risco de desenvolver complicações cardiovasculares e hipertensão arterial”, destaca o especialista. 

Nos casos em que há alterações anatômicas que dificultam a respiração, pode ser necessária intervenção cirúrgica. “Podem ser realizadas cirurgias nasais, faríngeas ou esqueléticas, dependendo da necessidade do paciente. Em algumas situações, a correção cirúrgica pode amenizar ou até eliminar o distúrbio respiratório”, complementa o Dr. Ordival Augusto Rosa.


O combate à obesidade e a preparação da semaglutida e tirzepatida em farmácias de manipulação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recentemente esclareceu sua posição sobre a manipulação de medicamentos contendo os Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) semaglutida e tirzepatida em farmácias magistrais, utilizados para casos de obesidade. A consulta realizada junto à agência trouxe informações cruciais para o setor magistral e para os profissionais da área de saúde que trabalham com esses medicamentos. 

A Anvisa destacou que o marco regulatório aplicável à manipulação dessas substâncias está embasado na Lei 6.360/76 e na RDC 204/2006. Essas normativas estabelecem que nenhum medicamento pode ser comercializado ou manipulado sem registro prévio na Anvisa, garantindo que sua segurança e eficácia sejam avaliadas antes de sua introdução no mercado. 

Atualmente, todos os medicamentos registrados contendo semaglutida utilizam o IFA obtido por processos biotecnológicos. A Anvisa esclareceu que, até o momento, não há registros aprovados de medicamentos contendo semaglutida de origem sintética, e, portanto, sua manipulação em farmácias magistrais não encontra amparo legal, ao passo que permite a preparação semaglutida aquelas obtidas por processos biotecnológicos. 

Por outro lado, a tirzepatida foi aprovada pela Anvisa em setembro de 2023, sob o nome comercial Mounjaro®️. Esse medicamento utiliza a tirzepatida obtida por síntese química. Diferentemente da semaglutida, a legislação sanitária permite a manipulação magistral da tirzepatida, desde que sejam atendidos os requisitos da RDC 67/2007, que estabelece as boas práticas de manipulação em farmácias magistrais. 

Um ponto de atenção no mercado farmacêutico é a questão das patentes relacionadas a esses IFAs, que provém de inovações lançadas pela indústria farmacêutica com privilégios patentários. A regulação de propriedade industrial no Brasil é conduzida pela Lei 9.279/1996 (Lei da Propriedade Industrial - LPI) e fiscalizada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Embora a Anvisa participe do exame prévio de patentes farmacêuticas, sua competência não inclui a fiscalização ou mediação de conflitos sobre propriedade intelectual. 

A Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996) estabelece, em seu Art. 43, inciso III, que não constitui violação de patente a preparação de medicamento de acordo com prescrição médica para casos individuais, executada por profissional habilitado. Assim, farmácias de manipulação não estão sujeitas às restrições de patentes. 

A mesma sorte, porém, não alcança as importadoras, distribuidoras e fracionadas de insumos, que se dedicam a trazer e revender os ativos farmacêuticos necessários para manipulação magistral. 

O problema já motivou ações diretas das farmacêuticas detentoras de patente para brecar ditas importações ou bloquear insumos já em território nacional. O caso mais notório foi o da sibutramina, também emagrecedor, deflagrado no início dos anos 2000. Poucos anos depois, em 2006, acompanhamos o icônico caso do Rimonabant, em que farmácias começaram a manipular semanas antes do próprio original industrial ser liberado pela Agência. A indústria agiu contra o mercado magistral, buscando impor pesadas restrições, mas pouco tempo depois o Rimonabant foi retirado do mercado brasileiro e mundial, por apresentar riscos associados mais importantes do que o benefício dos produtos. 

Voltando ao presente, de acordo com comunicado da Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Wevogy, a empresa detém a patente exclusiva da semaglutida até pelo menos 2026. Isso porque a empresa ingressou judicialmente visando entender a vigência da patente, mas o pedido foi negado pelo TRF1 em abril de 2023. Além disso, a Novo Nordisk esclarece que "não fornece nem autoriza o fornecimento de semaglutida a farmácias de manipulação ou outras fabricantes, indicando que a importação, manipulação, fabricação e comercialização de semaglutida fora das apresentações originais são consideradas irregulares". 

A patente do Mounjaro®️ (tirzepatida) tem diferentes datas de expiração, dependendo do tipo de proteção. A exclusividade como nova entidade química expira em 13 de maio de 2027, enquanto as patentes de composição e formulação se estendem até 2036 e 2039. A Eli Lilly, detentora da patente, enfatiza que a tirzepatida só deve ser adquirida em suas apresentações aprovadas, o que sugere oposição à manipulação magistral. 

Diversos perfis equivocados em redes sociais afirmam que produtos manipulados com estes insumos seriam falsificados, outros que a Anvisa teria bloqueado a prática através de uma Nota Técnica de 2024. Mais uma vez, a narrativa enviesada causa disseminação de informações distorcidas, confundindo o setor com a crença de proibição absoluta.     

Com base no posicionamento da Anvisa, fica claro que a manipulação de tirzepatida é permitida nas farmácias magistrais, desde que respeitadas as boas práticas e normativas sanitárias aplicáveis. Já a semaglutida sintética, enquanto não houver aprovação da uma versão registrada pela Agência, segue proibida para manipulação em farmácias. A semaglutida obtida por processos biotecnológicos cumpre os requisitos regulatórios mínimos de eficácia e segurança, de modo que também pode ser manipulada em farmácias magistrais.

 

Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos



Especialistas apontam procedimentos médicos que melhoram a saúde e o bem-estar das mulheres

Tratamentos como laser, preenchimento e radiofrequência auxiliam na funcionalidade e na autoestima feminina, trazendo benefícios para a qualidade de vida e a saúde íntima

 

A busca pelo bem-estar feminino tem levado muitas mulheres a procurarem tratamentos voltados para a saúde íntima, não apenas por questões estéticas, mas também por melhorias funcionais que afetam diretamente sua qualidade de vida. Esses procedimentos, cada vez mais comuns, auxiliam em problemas como falta de lubrificação vaginal, dor durante as relações sexuais e incontinência urinária, proporcionando maior conforto e autoestima. 

De acordo com a Dra. Marineide Ausani, ginecologista e membro da AMCR (Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil), a estética íntima tem como principal objetivo melhorar a aparência e a funcionalidade dos genitais femininos. "Os tratamentos não são apenas estéticos, mas também terapêuticos. Eles contribuem para a autoimagem, o bem-estar sexual e a qualidade de vida das pacientes", destaca. 

Dentre os procedimentos mais utilizados, estão o laser, a radiofrequência, a terapia fotobiomoduladora, o preenchimento com ácido hialurônico, os bioestimuladores de colágeno, o peeling clareador e a labioplastia cirúrgica. Essas técnicas auxiliam tanto na reparação de questões funcionais quanto na harmonização da região genital feminina. 

A ginecologista Dra. Zoila Medina, também membro da AMCR, enfatiza que o ginecologista é o profissional mais adequado para conduzir esses tratamentos. "O conhecimento profundo da anatomia e funcionalidade da região genital permite ao ginecologista tratar queixas como dor na relação sexual, flacidez ou secura, otimizando os resultados funcionais e estéticos", explica. 

Um dos procedimentos mais requisitados é a ninfoplastia, ou labioplastia, cirurgia que corrige assimetrias, hipertrofia ou flacidez excessiva dos lábios vulvares. "Realizada com laser de CO2 ou radiofrequência ablativa, a labioplastia é um procedimento minimamente invasivo e tem alto índice de satisfação entre as pacientes", acrescenta Dra. Zoila. 

Outro tratamento que tem ganhado espaço é o preenchimento íntimo, que consiste na aplicação de preenchedores para restaurar volume e forma dos lábios vulvares. "O ácido hialurônico é o preenchedor mais utilizado, pois faz parte da matriz extracelular do corpo humano. Ele é indicado para volumização dos grandes lábios, especialmente após perda significativa de peso", pontua Dra. Zoila. 

O clareamento vulvar também é uma das demandas mais comuns nos consultórios ginecológicos. A hiperpigmentação pode ter causas hormonais, como diabetes e síndrome dos ovários policísticos, ou ser decorrente de processos inflamatórios, como atrito com roupas justas e dermatites. "A avaliação especializada é essencial para definir o tratamento mais adequado, que pode incluir despigmentantes tópicos, orais, peelings químicos ou laser", alerta a especialista. 

As terapias com energias, como o laser e a radiofrequência, também têm se destacado. Esses métodos estimulam fibroblastos e promovem a vascularização local, melhorando sintomas de atrofia vaginal, dor e incontinência urinária. "A tecnologia tem um papel fundamental na melhora da funcionalidade da região genital, proporcionando maior conforto e qualidade de vida para as mulheres", acrescenta Dra. Marineide. 

A secura vaginal é outra queixa frequente em diferentes fases da vida feminina. "Fatores como pós-parto, menopausa, uso de medicamentos para endometriose e tratamentos oncológicos podem desencadear ressecamento vaginal, comprometendo a vida sexual e o bem-estar da paciente", explica Dra. Zoila. O tratamento pode envolver lubrificantes, hidratantes, terapia hormonal e procedimentos regenerativos, como o laser vaginal. 



AMCR – Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para saber mais informações, acesse o site.


14 de março: Dia Mundial do Sono. Você sabia que a enxaqueca pode impactar negativamente o seu descanso?

“A chave para o controle da enxaqueca é estabilizar o cérebro e ter a saúde plena de volta” - Thaís Villa, neurologista 

 

Quem sofre de enxaqueca - mais de um bilhão de pessoas no mundo, segundo a OMS - sabe o quanto uma crise pode ser incapacitante. Entre os vários sintomas que essa doença tão complexa pode apresentar, a insônia é bastante comum e debilitante e acontece como uma dificuldade em iniciar o sono ou mantê-lo. 

A neurologista Thaís Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca e fundadora do maior centro de cuidado integrado da doença na América Latina, explica: “a hiperexcitabilidade cerebral que é a base do funcionamento do cérebro com enxaqueca faz com que a pessoa não consiga ‘desligar’ sua mente para dormir, ou faz com que ela acorde no meio da noite, sempre com aquela aceleração de pensamentos que, mesmo ao despertar, não dá trégua e deixa a pessoa ainda mais exausta durante o dia. E, na hora de dormir, ela não consegue novamente pegar no sono”. 

Dormir bem é algo tão essencial para a saúde que este ano a data de 15 de março celebra o “Dia Mundial do Sono”. Com o tema “Faça da saúde do sono uma prioridade”, a data lembra que a boa qualidade do sono deveria ser uma preocupação diária de todas as pessoas. 

A privação do sono tem impacto na saúde e no bem-estar das pessoas. Quem dorme mal tem mais propensão a desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, diabetes, Alzheimer ou doenças psiquiátricas. Não dormir o necessário afeta o raciocínio, a concentração e a memorização das pessoas, que ficam mais suscetíveis a esquecimentos ou distrações. 

No caso de pessoas que sofrem com enxaqueca, a neurologista Thaís Villa ressalta: “não dormir ou enfrentar noites mal dormidas pode acarretar prejuízos de memória, atenção, regulação do humor e do metabolismo, o que pode fazer a pessoa ganhar gordura ou ter dificuldades de perder peso mesmo dedicando dias e horas na academia”. 

“Existe tratamento eficiente para a enxaqueca e ele deve cuidar do paciente como um ser único, com uma equipe profissional multidisciplinar para orientar a utilização de medicamentos de ponta e métodos não medicamentosos para evitar as crises, a fim de não agravar ainda mais os sintomas da enxaqueca ou trazer outras complicações. A chave para o controle da enxaqueca é estabilizar o cérebro e ter a saúde plena de volta”, enfatiza a neurologista. 

A dor de cabeça não pode ser normalizada e a enxaqueca não pode ser banalizada, é uma doença crônica e extremamente debilitante com uma difícil jornada que precisa de atenção, atendimento integrado e tratamento eficiente para que o paciente possa viver com menos dor e muito mais qualidade de vida”, completa Thaís Villa. 

 



Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Médica neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Neurologista com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias em adultos e crianças. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.
Headache Center Brasil: www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: headache_center_brasil



Labirintite e sintomas labirínticos: entenda a diferença

Médico explica por que as pessoas geralmente fazem uma associação equivocada dessas condições e destaca a importância do diagnóstico correto 

 

Em nossa cultura, tornou-se comum associar tonturas à labirintite. Por isso, muitas pessoas acreditam que têm a doença ao desenvolverem este sintoma, mas essa percepção pode ser um grande engano.  Segundo o Dr. Ricardo Schaffeln Dorigueto, especialista em Otoneurologia, para o diagnóstico de labirintite é necessário ter uma alteração no labirinto – uma estrutura do ouvido interno – causada por infecções, inflamações e compressões mecânicas. 

“A circunstância mais comum é vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), que são cristais de cálcio que se deslocam dentro do ouvido, ocasionadas por pancadas ou a uma degeneração natural do labirinto”, complementa ele.


Outras doenças relacionadas à tontura

Ainda segundo o especialista, é importante fazer acompanhamento médico assim que os problemas relacionados ao equilíbrio aparecerem. “Tonturas podem indicar problemas como diabetes, hipertensão ou do Sistema Nervoso Central, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso, é importante procurar um profissional qualificado para o correto diagnóstico”, indica ele.

E por que essa associação se tornou tão forte em nossa cultura? O médico explica: “antigamente, os exames não davam tanto suporte quanto atualmente, por isso era comum o diagnóstico de labirintite.”


Labirintite e tontura em fatos

Menos de 1% dos casos de tontura são relacionados à labirintite. Tontura é mais comum após os 65 anos e, em 85% dos casos, refere-se a problemas no sistema vestibular (aquele que ajuda a controlar o equilíbrio) e pode ser afetado pelo envelhecimento.  Outras condições, como a Doença de Menière ou a vertigem postural, também podem ser confundidas com labirintite - assim como fatores relacionados ao estresse, problemas circulatórios ou até efeitos colaterais de medicamentos.  

Portanto, embora a labirintite seja uma condição séria, a causa mais comum de tontura pode ser outra, e o diagnóstico correto é essencial para garantir um tratamento adequado e eficaz. O acompanhamento médico especializado pode proporcionar a orientação necessária para lidar com essas condições, melhorando a qualidade de vida e prevenindo complicações mais graves.

 


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Dia mundial do sono: leite humano contém melatonina e ajuda a regular o sono do bebê

Amamentar melhora o sono do bebê? Como criar uma rotina noturna mais tranquila? No Dia Mundial do Sono, especialista explica a relação entre leite materno e descanso infantil


Dia 14 de março, é celebrado o Dia Mundial do Sono, uma data que visa conscientizar sobre a importância do sono para a saúde e qualidade de vida. No caso dos bebês, o sono adequado é essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo, e um dos fatores que pode influenciar diretamente nesse processo é a amamentação. Mas, como o leite materno impacta o sono do bebê? Como criar uma rotina de sono eficiente desde os primeiros meses?

Para esclarecer essas questões, Cinthia Calsinski, consultora do sono e consultora internacional de lactação, compartilha insights valiosos sobre a relação entre amamentação e sono infantil.

De acordo com Cinthia, a amamentação não é apenas uma fonte de nutrição, mas também um grande aliado para um sono tranquilo. "O leite materno contém melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono, e sua composição varia ao longo do dia. Durante a noite, ele tem concentrações maiores dessa substância, ajudando o bebê a relaxar e dormir melhor", explica a especialista. O ato de mamar também promove o contato físico entre mãe e bebê, gerando segurança e bem-estar, o que facilita o adormecimento. "Mamar significa não apenas nutrição, mas também aconchego e conforto emocional, fundamentais nos primeiros meses de vida", acrescenta.

Nos primeiros meses, é natural que o bebê adormeça ao mamar, pois seu organismo direciona a energia para a digestão, promovendo relaxamento. No entanto, com o crescimento, a rotina de sono pode ser ajustada. "Muitas vezes, a mãe oferece o peito quando o bebê precisa de outro tipo de conforto. Observar os sinais do bebê é fundamental para entender se ele está com fome ou apenas quer aconchego", orienta a consultora.

Nos primeiros meses de vida, o bebê acorda com frequência para se alimentar. Mas, conforme cresce, outros fatores podem estar influenciando o despertar noturno. "Se o bebê está mamando bem durante o dia e apresenta bom ganho de peso, é possível que ele acorde por hábito, sede ou necessidade de aconchego", explica Cinthia. Algumas dicas para identificar a diferença: se o bebê acorda e mama de forma eficiente, provavelmente estava com fome. Se ele faz uma sucção rápida e adormece logo, pode ter acordado apenas por hábito ou por conforto.

Estabelecer uma rotina de sono desde cedo pode ajudar o bebê a entender quando é hora de dormir. Algumas estratégias incluem criar um ambiente tranquilo e escuro à noite, introduzir um ritual relaxante antes de dormir, como um banho morno, uma massagem suave ou uma canção de ninar, evitar atividades estimulantes e exposição a telas antes de dormir e expor o bebê à luz natural durante o dia para ajudar na regulação do ritmo circadiano.

Embora muitas famílias adotem a cama compartilhada, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda essa prática devido aos riscos de sufocamento, superaquecimento e quedas. "Caso os pais optem por essa abordagem, é essencial garantir um ambiente seguro, com colchão firme, sem travesseiros ou cobertores soltos, e sempre colocando o bebê para dormir de barriga para cima", alerta Cinthia.

Muitas mães se preocupam com o impacto do sono na amamentação. Segundo Cinthia, a privação de sono pode interferir na produção de leite, pois a prolactina – hormônio responsável pela produção de leite – é liberada em maior quantidade durante o sono profundo. "Dormir bem é fundamental para a lactação e para o bem-estar da mãe. Buscar uma rede de apoio e descansar sempre que possível faz toda a diferença", recomenda.

O desmame noturno não deve ser feito antes dos 6 meses de idade e deve respeitar o ritmo do bebê. "Não há uma idade fixa para interromper as mamadas noturnas. Algumas crianças param de solicitar o peito sozinhas, enquanto outras precisam de um processo gradual", explica Cinthia. A decisão deve ser baseada nas necessidades do bebê e na mãe, sem pressão ou culpa. "Ciclos têm início e fim. O mais importante é respeitar os sinais do bebê e buscar alternativas para o conforto noturno", finaliza.

A amamentação é uma aliada fundamental do sono do bebê, proporcionando conforto, segurança e regulação hormonal. Criar uma rotina consistente e observar os sinais do bebê são passos essenciais para um sono mais tranquilo. Neste Dia Mundial do Sono, o recado é claro: cuidar do sono do bebê é cuidar da sua saúde e bem-estar, assim como do descanso da mãe e de toda a família. 

 

Cinthia Calsinski Enfermeira Obstetra. Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Enfermeira Obstetra pelo Centro Universitário São Camilo. Consultora do Sono Materno-Infantil formada pelo International Maternity e Parenting Institute (IMPI). Consultora Internacional de Lactação – IBCLC. Educadora Parental



Dia Mundial do Rim destaca a importância do exame de creatinina na prevenção de doenças renais

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz ressalta os principais fatores de risco para o desenvolvimento da Doença Renal Crônica

 

Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e apoiar pacientes que convivem com alguma Doença Renal Crônica (DRC), celebra-se nesta quinta-feira, 13 de março o Dia Mundial do Rim. Nesse ano, a campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia tem como tema: "Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber!", enfatizando a detecção precoce por meio dessa medição. 

No Brasil, a Doença Renal Crônica (DRC) é uma preocupação crescente, dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2019 e 2023, houve um aumento de mais de 150% no número de atendimentos relacionados à condição na rede pública. Além disso, ainda segundo o ministério, a prevalência estimada de DRC em adultos é de 6,7%, triplicando em indivíduos com 60 anos ou mais.  

De acordo com Dr. Américo Cuvello, chefe do Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o diagnóstico precoce se torna fundamental uma vez que as doenças renais muitas vezes são assintomáticas em estágios iniciais e intermediários, sendo o exame de creatinina o método mais acessível e eficaz para investigar a função renal. 

A creatinina é uma substância produzida pelos músculos como resultado do metabolismo da creatina, composto essencial para a geração de energia. Normalmente, os rins filtram a creatinina do sangue, a eliminando pela urina. Quando a função renal está comprometida, os níveis de creatinina no sangue tendem a aumentar, pois os rins não conseguem eliminá-la adequadamente. 

Portanto, alterações nos valores de creatinina podem indicar desde pequenas disfunções renais até quadros mais graves de insuficiência renal. O acompanhamento regular desse exame é essencial para detectar precocemente qualquer alteração na função renal e evitar a progressão da doença. 

O médico destaca que os grupos de risco incluem: pessoas com doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagistas e idosos. "É crucial que indivíduos com esses fatores de riscos, ou com histórico familiar de problemas renais, incluam em seus check-ups de rotina exames de urina com medição de creatinina para avaliar o funcionamento dos rins", orienta o especialista. 

Alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação médica. Alterações visíveis na coloração e consistência da urina, por exemplo, podem indicar problemas renais. “A presença de espuma excessiva ao urinar pode significar perda de proteína pelos rins e algum grau de lesão renal. Já a presença de sangue pode ser um indício de patologia renal ou das vias urinárias. Nestes casos, sempre é necessária a avaliação de um médico”, reforça o especialista.
 

Nutrição e saúde renal

A alimentação tem um papel crucial no controle das doenças renais. O nefrologista explica que a dieta do paciente renal deve ser adaptada conforme o estágio da doença. “Indivíduos s em tratamento conservador podem necessitar de restrição proteica, enquanto aqueles que iniciam a diálise podem precisar de uma maior ingestão de proteínas”, explica. 

O equilíbrio entre macronutrientes também deve ser avaliado. O consumo excessivo de sódio e proteínas pode agravar a formação de cálculos renais, e a ingestão exagerada de fósforo e potássio, encontrados em refrigerantes, chocolates, embutidos e algumas frutas, como a carambola, pode causar complicações em pacientes renais, tornando o acompanhamento nutricional essencial para a manutenção da saúde. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a ingestão de sódio não ultrapasse 2 gramas por dia, o equivalente a aproximadamente 5 gramas de sal de cozinha. Já a ingestão de proteínas deve ser ajustada conforme a condição renal do paciente, sendo geralmente recomendada entre 0,8 a 1 grama por quilo de peso corporal para indivíduos saudáveis, enquanto pacientes com DRC podem precisar de restrições específicas conforme orientação médica. 

“Dietas ricas em carnes vermelhas, embutidos e fast food podem aumentar a concentração de cálcio na urina e favorecer o surgimento de cálculos renais”, alerta o especialista.
 

Beba água

Outro fator importante é a hidratação. A baixa ingestão de água aumenta significativamente o risco de formação de cálculos renais. “Não há uma quantidade exata de litros de água que as pessoas devem ingerir diariamente, mas o ideal é que não sintam sede, pois isso já é um sinal de desidratação. Um bom indicativo de hidratação é a frequência urinária, o ideal é urinar pelo menos uma ou duas vezes por período do dia, com urina clara e sem odor forte”, orienta o Dr. Américo. 

“Hoje sabemos que 80% dos pacientes com diagnóstico de DRC são portadores de diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e síndrome metabólica. O controle adequado dessas condições e hábitos de vida saudáveis, são fundamentais para a prevenção da doença”, explica o especialista. 

Embora a hemodiálise seja a forma mais conhecida de terapia renal substitutiva, o Centro de Nefrologia e Diálise do hospital disponibiliza todas as técnicas, sempre priorizando a individualização dos cuidados e a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, a instituição conta com nefrologistas altamente capacitados para oferecer o que há de mais atualizado no tratamento conservador. Também dispõe de equipes especializadas em transplante renal, garantindo a melhor alternativa terapêutica para cada caso.  


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Dia Mundial da Saúde Bucal | Veja dicas essenciais para manter a higiene oral no dia a dia

wayhomestudio para o Freepik

Especialista destaca a importância de escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, usar o fio dental e consultar com o dentista anualmente 

 

Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal foi criado para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a higiene oral e a prevenção de problemas dentários.  Segundo dados do Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos brasileiros (55%) não seguem a orientação de irem ao dentista regularmente, pelo menos  uma vez por ano.

“A falta de cuidado com a saúde bucal pode trazer impactos diretos à saúde geral do corpo. Além de mau hálito, dores podem surgir e comprometer a qualidade de vida”, explica Alexandre Ravani, dentista e CEO da PróRir, rede de clínicas odontológicas. "Cárie, gengivite, periodontite e traumatismos dentários são as condições que mais acometem a falta de higiene oral, tanto em crianças como em adultos. Além disso, a ausência do cuidado bucal pode estar relacionada aos casos de infarto do miocárdio", alerta.

O Drº Ravani dá dicas para incluir na rotina e garantir uma boa higiene bucal, são elas:

  • Escove bem os dentes pelo menos três vezes ao dia, depois de cada refeição, e use o fio dental;
  • Troque a escova de dentes a cada três meses;
  • Tenha uma alimentação saudável, com uso racional do açúcar;
  • Evite fumar e o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Vá ao dentista pelo menos uma vez por ano.

“É necessário que a população tenha conhecimento dos riscos e saiba da necessidade de bons hábitos em todas as fases da vida, especialmente para manter uma boa saúde oral. Também é interessante reconhecer que o dentista é o profissional capaz de identificar qualquer sinal fora do comum e orientar na prevenção de doenças graves, por isso é preciso visitá-lo regularmente”, finaliza o CEO da PróRir.


Cardioneuroablação: O que é a técnica sem cortes que tem revolucionado o tratamento de arritmias cardíacas?

Taxas de sucesso superam os 80%, segundo estudos

 

Um procedimento inovador e minimamente invasivo, que vem transformando o tratamento de arritmias e síncopes vasovagais. A cardioneuroablação, realizada por meio da veia femoral e sem cortes, utiliza radiofrequência para modular o sistema nervoso autônomo que regula a frequência cardíaca, reduzindo os efeitos excessivos do nervo vago no coração. Essa intervenção tem sido cada vez mais utilizada no Brasil como uma alternativa eficiente para pacientes que sofrem com bradiarritmias, síncopes refratárias e outras condições que poderiam levar à necessidade de implante de marcapassos. 

Além disso, diferente do marcapasso que necessita de manutenções com intervenção cirúrgica em um intervalo de, no mínimo, 10 anos, a cardioneuroablação torna-se uma opção muito mais prática ao paciente, que não precisará se submeter a tantos procedimentos ao longo da vida. 

Segundo o Dr. Ricardo Ferreira, especialista em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica e Invasiva, e um dos médicos brasileiros que mais realizam o procedimento, muitos pacientes têm apresentado melhora clínica significativa, com redução dos sintomas e recuperação da qualidade de vida. “Estamos vivendo um momento de transformação no cuidado cardiovascular. A cardioneuroablação melhora a qualidade de vida dos pacientes e reduz a dependência de tratamentos mais invasivos”, destaca o cardiologista. 

Desde sua introdução no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, sob a liderança do Prof. José Carlos Pachón Mateos, a cardioneuroablação tem registrado resultados impressionantes. Estudos apontam taxas de sucesso superiores a 80%, refletindo o impacto positivo da técnica. 

Segundo o Dr. Ricardo, a popularização do procedimento reafirma a posição de destaque do Brasil na medicina cardiovascular e reflete um movimento global em busca de soluções menos invasivas e mais eficazes. A expectativa é de que a cardioneuroablação se torne uma opção cada vez mais acessível, beneficiando um número crescente de pacientes em todo o país.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.



Saúde mental feminina: por que falar sobre isso?

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Acúmulo de funções e desigualdade social impactam o bem-estar feminino, mas hábitos simples podem ajudar 

 

Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental permite que as pessoas encarem os desafios, desenvolvam habilidades e vivam com mais qualidade. Mas a realidade das mulheres nem sempre facilita esse equilíbrio.

 

Dados do IBGE mostram que 18% das mulheres já tiveram algum transtorno mental, como ansiedade e depressão. A sobrecarga do dia a dia, acumulando trabalho, família e vida pessoal, pode ser um grande gatilho. Fatores como desigualdade social, desemprego e violência também agravam a situação.

 

"A cobrança constante e a falta de tempo para o autocuidado são desafios reais. Precisamos olhar para a saúde mental feminina com mais atenção e acolhimento", afirma René Padovani, , psicólogo e coordenador de filantropia da Pró-Saúde. 

Entre os sintomas mais comuns que indicam a necessidade de atenção à saúde mental estão:

 - Alterações no sono;

- Fadiga excessiva;

- Irritabilidade constante;

- Mudanças bruscas de humor;

- Dificuldade de concentração;

- Sentimentos persistentes de tristeza ou desmotivação.

 

Pequenos hábitos, grande diferença 

Criar momentos para si mesma pode ajudar a reduzir o estresse. Boas noites de sono, exercícios físicos, alimentação equilibrada e lazer são aliados poderosos. Além disso, estabelecer limites nas relações e no uso das redes sociais também é essencial.

 

"Buscar ajuda profissional não é fraqueza, é um ato de autocuidado. Falar sobre sentimentos e pedir apoio é o primeiro passo para uma vida mais leve e equilibrada", reforça Padovani.

 

A saúde mental precisa ser prioridade. Com apoio e informação, é possível transformar o cuidado com a mente em um hábito diário. 



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