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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

O ozônio além da ozonioterapia

 

A ozonioterapia, prática que utiliza o gás ozônio para fins terapêuticos, tem ganhado destaque no Brasil nos últimos anos. Desde a sanção da Lei nº 14.648, em agosto de 2023, autorizando o uso dessa técnica como tratamento complementar em todo o país, o cenário mudou consideravelmente [1]. Essa decisão abriu novas possibilidades, mas também trouxe à tona debates sobre segurança, eficácia e regulamentação. 

Em retrospectiva, uma das grandess novidades do último ano foi a adoção da ozonioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) em estados como Rondônia. Em janeiro de 2024, o estado começou a oferecer o tratamento como opção complementar para pacientes com doenças graves, como câncer e doenças autoimunes. Essa medida visa ampliar o acesso a alternativas terapêuticas, especialmente em regiões onde os recursos médicos tradicionais são escassos [2]. Contudo, a inclusão no SUS ocorre em um contexto de polêmicas e resistências da comunidade médica, que alerta para a necessidade de estudos mais robustos que comprovem sua eficácia.

Estudos recentes também investigam o uso do ozônio em diversas áreas da medicina. Pesquisas publicadas em revistas especializadas indicam avanços na aplicação do ozônio no tratamento de dores crônicas e como agente complementar na cicatrização de feridas [3-4]. Esses estudos destacam a importância de continuar explorando seu potencial terapêutico, com base em evidências científicas robustas.

No entanto, é importante ressaltar que o ozônio tem aplicações que vão além da medicina. Devido ao seu alto poder oxidante, forte caráter eletrofílico e relativa instabilidade, o ozônio é usado há mais de um século para desinfecção. Em ambientes fechados, como quartos de uma casa ou no interior de um carro, o ozônio pode promover um alto grau de desinfecção do ar e das superfícies de objetos, incluindo paredes e cortinas. Sua ação estende-se a todo o espectro de microrganismos como bactérias, vírus e fungos, além de eliminar maus odores como cheiro de mofo, cheiro de cigarro, de pets, entre outros. Com isso, o ozônio atua na raiz de problemas respiratórios e de rinite alérgica, por exemplo, entregando mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. Neste caso, o ozônio não é um remédio. Contudo, ele atua combatendo fontes causadoras de potenciais problemas de saúde, como bactérias, vírus, fungos e mofo, contribuindo para que o problema de saúde não ocorra. A técnica que utiliza ozônio para desinfecção de ambientes é chamada de oxi-sanitização e já é oferecida há mais de 10 anos no Brasil, principalmente em veículos.

 

As diversas aplicabilidades da Ozonioterapia

A legalização da ozonioterapia no Brasil trouxe um campo vasto para pesquisa e a prática clínica. Diversos estudos em andamento exploram suas aplicações em áreas como:

  • Cicatrização de feridas: Ensaios clínicos têm mostrado que o ozônio pode acelerar a cicatrização de úlceras diabéticas e feridas crônicas, reduzindo infecções e promovendo a regeneração tecidual [4].
  • Doenças musculoesquelésticas: A terapia vem sendo investigada para o tratamento de condições como osteoartrite, com resultados promissores na redução da dor e na melhoria da mobilidade [3].
  • Infecções resistentes a medicamentos: O ozônio tem mostrado potencial no combate a microrganismos resistentes a antibióticos, o que poderia revolucionar o tratamento de infecções hospitalares [5].

No campo acadêmico, universidades como USP e a Unicamp estão realizando estudos para estabelecer protocolos seguros e eficazes, além de investigar os efeitos do ozônio em tratamentos combinados, como radioterapia e quimioterapia [4]. Além disso, com o intuito de promover o avanço na ciência da ozonioterapia no Brasil, a empresa privada WIER Plasma Frio e Ozônio publicou em 2024 um edital que disponibiliza geradores de ozônio à universidades e centros de pesquisa.

 

Pontos de Reflexão: Eficácia e Segurança

Apesar do entusiasmo em torno da ozonioterapia, há questionamentos importantes a serem considerados. A principal preocupação é a falta de evidências científicas definitivas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) classifica a prática como experimental, recomendando que seja realizada apenas em estudos clínicos controlados.

Outro ponto crucial é a necessidade de regulamentação e fiscalização. Embora a lei federal permita a ozonioterapia como tratamento complementar, nem sempre há garantia de que os profissionais sejam devidamente capacitados. A Sociedade Brasileira de Ozonioterapia (SBO) vem promovendo cursos e certificações para garantir que a prática seja realizada de forma segura.

 

Reflexão Final: Equilíbrio entre Inovação e Responsabilidade

A ozonioterapia está em um momento decisivo no Brasil. Com o respaldo legal e o aumento de estudos clínicos, o país tem a oportunidade de liderar avanços nessa área. No entanto, é essencial que as políticas de saúde pública priorizem a segurança dos pacientes e incentivem a realização de pesquisas de alta qualidade. Por fim, é importante que os pacientes sejam bem-informados sobre os benefícios e riscos potenciais da terapia, garantindo que suas decisões sejam tomadas com base em evidências sólidas e orientação profissional. 



Dr.Bruno Mena Cadorin - doutor em Química pela Faculdade Federal de Santa Catarina e CEO na WIER, empresa com 13 anos de mercado, atuação em todos estados do Brasil, produtos em mais de 20 países, além de certificações ISO 9001 e INMETRO obtidas.



Reintrodução do sorotipo 3 da dengue no Brasil aumenta risco de casos graves da doenç

Atenção aos sintomas e prevenção diminuem risco de reinfecção
por vírus da dengue, que tem maior potencial de causar
 formas graves da doença
 Envato

Variante responsável por complicações em reinfecções não era diagnosticada no país desde 2008 

 

Após 16 anos sem registros no Brasil, o sorotipo 3 da dengue (DENV-3) reapareceu em 2024 e foi responsável por mais de 40% dos casos notificados em dezembro, segundo dados do Ministério da Saúde. A circulação desse sorotipo, que eleva o risco de complicações graves, acende um alerta para a saúde pública, pois a ausência prolongada de infecções no país deixou grande parte da população desprotegida contra essa variante do vírus.

Embora os quatro sorotipos da dengue causem sintomas semelhantes, o DENV-3 apresenta maior potencial de desencadear formas graves da doença, especialmente em pessoas que já tiveram contato anterior com outro sorotipo. 


Os riscos da reinfecção

A infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Camila Ahrens, explica que, quando se trata de reinfecção, o fenômeno conhecido como aumento dependente de anticorpos (ADE) pode levar a complicações severas. “O risco, principalmente com o DENV-3, não está diretamente relacionado ao sorotipo em si, mas ao contexto da reinfecção. Isso ocorre devido a uma memória imunológica inadequada, em que os anticorpos gerados contra a primeira infecção não neutralizam o novo sorotipo, mas intensificam sua replicação, desencadeando manifestações graves da doença”, esclarece.

Entre as complicações mais preocupantes estão a síndrome do choque da dengue (SCD) e o extravasamento capilar. “Essas condições podem provocar queda da pressão arterial, falha no funcionamento de órgãos e, em casos extremos, levar à morte. Elas acontecem porque a infecção pode deixar os vasos sanguíneos mais frágeis, permitindo o vazamento de sangue para outras partes do corpo, comprometendo a circulação de oxigênio e nutrientes”, alerta a infectologista. 


Diagnóstico e tratamento

Apesar de ser transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que carrega o vírus causador da infecção, a dengue também é considerada uma virose. Por isso, os sintomas são muito semelhantes aos de outras doenças virais, incluindo febre alta e persistente, dor no corpo, cansaço, mal-estar, dor nas articulações, na cabeça e atrás dos olhos. 

A fase mais crítica da doença ocorre entre o terceiro e o sétimo dia, quando a febre desaparece e podem surgir sinais de agravamento. “Como os sintomas são muito parecidos com os de outras doenças, é essencial ficar atento a sinais que indicam um caso mais grave, como sangramentos nas gengivas ou outras mucosas, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e confusão mental”, explica a clínica médica do Hospital São Marcelino Champagnat, Larissa Hermann. “Nesses casos, buscar atendimento médico imediato é fundamental para evitar complicações que possam se tornar fatais”, alerta.

O diagnóstico da dengue é feito por meio de exames laboratoriais, como o teste rápido de antígeno (NS1) ou a sorologia, indicada para estágios mais avançados da doença. Atualmente, como não existe um tratamento específico para eliminar o vírus, o controle da infecção é realizado exclusivamente com indicação médica. “O tratamento consiste em medidas de suporte que indicamos aos pacientes, como controle da febre e da dor com analgésicos, além de hidratação intensiva. Em casos mais graves, pode ser necessário acompanhamento hospitalar, com hidratação endovenosa e suporte em UTI”, explica a especialista.


A importância da prevenção

“Costumamos dizer que o método mais eficaz de tratamento para a dengue é, na verdade, a prevenção. É essencial evitar o acúmulo de água parada, que serve de criadouro para o mosquito transmissor”, indica a clínica médica. O Aedes aegypti não costuma voar grandes distâncias, por isso o controle dos focos dentro de casa e nos arredores é crucial. “No verão, quando o vírus circula com mais intensidade, o uso de repelentes também é importante, especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e aquelas que já tiveram dengue anteriormente”, recomenda Larissa Hermann.

A proteção contra os mosquitos envolve diversas medidas que, combinadas, fazem a diferença. “Além do uso de repelentes, que devem ser reaplicados após suor excessivo ou contato com a água, barreiras físicas ajudam a evitar picadas, como telas em portas e janelas, mosquiteiros sobre as camas e roupas de manga longa e cores claras”, explica a infectologista Camila Ahrens. O uso de larvicidas em locais onde há acúmulo de água também contribui para impedir a proliferação do mosquito. “O envolvimento da comunidade é essencial para tornar o combate ao Aedes aegypti ainda mais eficaz. Mutirões de limpeza e ações coletivas ajudam a manter o ambiente mais seguro para todos”, destaca.

  


Hospital São Marcelino Champagnat


7 mitos e verdades que podem estar sabotando seu sorriso

Dr. Ubiratan D’Oro Junior, speaker da EMS Brasil, desmistifica dúvidas comuns e apresenta benefícios da Guided Biofilm Therapy (GBT), método que torna a limpeza dentária mais confortável e eficaz

 

A profilaxia dental – ou limpeza profissional dos dentes – é fundamental para a saúde bucal, mas ainda envolve muitos mitos que podem levar a práticas incorretas. Dr. Ubiratan D’Oro Junior, Especialista, Mestre em Dentística Restauradora (FOUSP) e speaker da EMS Brasil, esclarece os principais mitos e verdades sobre a profilaxia, desmistificando equívocos comuns e destacando os benefícios dos métodos modernos, como a Guided Biofilm Therapy (GBT) com AirFlow, que oferece uma experiência mais confortável e eficaz.
 

A profilaxia dental pode ser substituída por uma rotina de escovação e uso de fio dental – Mito.

“Embora a escovação e o fio dental sejam fundamentais, eles não substituem a limpeza feita pelo dentista”, explica Dr. D’Oro. A profilaxia remove o tártaro e alcança áreas de difícil acesso, ajudando a prevenir problemas gengivais e cáries.
 

Profilaxia é necessária apenas para quem tem problemas dentários – Mito.

Cuidados preventivos são recomendados para todos, independentemente da saúde bucal atual. “A profilaxia é uma prática importante para evitar problemas e identificar condições bucais no início, evitando tratamentos mais complexos no futuro”, reforça o especialista.
 

Durante o tratamento ortodôntico, não é preciso fazer profilaxia – Mito.

Aparelhos fixos podem facilitar o acúmulo de placa e restos de alimentos, aumentando o risco de gengivite e cáries. “Consultas periódicas para profilaxia garantem uma limpeza profunda e ajudam a evitar complicações durante o tratamento”, comenta Dr. D’Oro.
 

Após a colocação de implantes dentários, não preciso mais de profilaxia – Mito.

Mesmo com implantes, a manutenção regular é essencial para evitar problemas nos tecidos ao redor. “O implante em si não sofre cáries, mas a gengiva e o osso podem sofrer inflamações sem o devido cuidado”, explica o especialista.
 

Profilaxia é um procedimento doloroso – Mito.

Hoje, a profilaxia é uma experiência confortável graças a técnicas avançadas como o Protocolo GBT, que utiliza o AirFlow, uma combinação de água, ar e um pó suave, proporcionando uma limpeza profunda, minimamente invasiva e indolor.
 

A Guided Biofilm Therapy (GBT) melhora a saúde e a aparência dos dentes – Verdade.

A GBT remove biofilme e tártaro de forma eficaz e preserva os tecidos dentários, promovendo tanto a saúde quanto a estética ao remover manchas superficiais e devolver o brilho natural aos dentes.
 

Profilaxia é indicada para crianças também – Verdade.

A profilaxia para crianças ajuda a prevenir cáries e desenvolver bons hábitos desde cedo. “Além de prevenir problemas, isso permite que as crianças se acostumem com o ambiente odontológico e tornem o cuidado com os dentes uma prática saudável”, completa Dr. D’Oro. 

Para finalizar, o especialista alerta que a profilaxia é essencial para a saúde bucal e permite a detecção precoce de problemas – seja na prevenção de doenças ou na melhora estética, a profilaxia realizada por um profissional qualificado ajuda a manter o sorriso saudável e bonito por mais tempo, incentivando visitas regulares e cuidados preventivos. 

Para mais informações, acessar as clínicas certificadas através do GBT Finder e mais detalhes no GBT Passo a Passo.




EMS
Electro Medical System



Dr. Ubiratan D’Oro Junior - speaker da EMS Brasil, graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Especialista Mestre em Dentística Restauradora pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP). Pós-graduado em Endodontia Clínica (FOUSP) e SDA Trainer pela EMS, Dr. Ubiratan combina prática clínica com uma abordagem focada em inovações odontológicas, incluindo Fotografia Odontológica, Digital Smile Design Invisalign e técnicas avançadas de Resina Composta Direta e Indireta, além de utilizar o Fluxo Digital em todos os processos clínicos. Como fundador e professor do Instituto Guirah, ele contribui para a formação de novos profissionais e é reconhecido por seu compromisso com as melhores práticas em odontologia. Dr. Ubiratan é membro da International Association for Dental Research (IADR) e da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO) e atua como COO na OrtoEstética Odontologia do Paraná.



Verão aumenta acidentes com cobras e aranhas e atendimento médico imediato é primordial

Entenda os riscos das picadas de animais peçonhentos e como agir corretamente para evitar complicações durante a estação mais quente do ano

 

Durante o verão, o número de acidentes envolvendo picadas de cobras e aranhas tende a aumentar, principalmente em áreas de mata, trilhas e cachoeiras. O calor intenso, combinado com as chuvas frequentes, cria um ambiente propício para esses animais peçonhentos se tornarem mais ativos, uma vez que seus abrigos naturais são inundados, forçando-os a buscar novos locais, o que eleva o risco de encontros inesperados com seres humanos. Além disso, o aumento das atividades ao ar livre durante a estação faz com que as pessoas fiquem mais expostas a esses perigos naturais, exigindo maior atenção e cuidados preventivos. 

Segundo o Alvaro Pulchinelli Jr., médico toxicologista, patologista clínico e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os principais fatores que levam ao aumento desses acidentes estão relacionados à maior movimentação das pessoas nessas áreas naturais e ao comportamento dos próprios animais. “No verão, as pessoas saem mais de casa e vão frequentar locais onde esses animais vivem naturalmente. O calor acelera o metabolismo deles, fazendo com que saiam mais à procura de alimento. Além disso, as chuvas intensas podem inundar seus abrigos, forçando-os a se deslocar para áreas secas, o que facilita um eventual encontro com humanos”, explica o especialista da SBPC/ML. 

Caso ocorra um acidente, manter a calma é essencial. “O risco de morte não é iminente, então é possível procurar ajuda especializada com segurança”, afirma Pulchinelli Jr, acrescentando que os primeiros socorros incluem lavar o local da picada com água e sabão de forma abundante para reduzir o risco de infecção, imobilizar o membro afetado para evitar a disseminação do veneno e buscar atendimento médico imediato. Por outro lado, de acordo com Pulchinelli Jr., não se deve cortar a ferida ou tentar sugar o veneno, aplicar soluções caseiras como café ou ervas, nem usar torniquetes, pois podem agravar os danos teciduais. “Também é importante não matar o animal, e se possível, levá-lo ao hospital para facilitar a identificação e o tratamento adequado", esclarece. 

No Brasil, existem três espécies de aranhas consideradas de interesse médico: viúva-negra, aranha-marrom e armadeira. Diferenciá-las de outras não venenosas pode ser difícil no momento do acidente, por isso é fundamental procurar assistência médica. “Aranhas caranguejeiras, apesar do aspecto assustador, possuem picadas dolorosas, mas inofensivas para humanos”, exemplifica o médico. Já entre as cobras, as que apresentam maior perigo são as jararacas, cascavéis e corais. Seus venenos podem ter efeitos proteolíticos (destroem proteínas e tecidos, causando necrose e inflamação), hemolíticos (rompem glóbulos vermelhos, levando à anemia e urina avermelhada) e neurotóxicos (afetam o sistema nervoso, podendo causar paralisia e insuficiência respiratória), causando danos graves ao organismo. 

De acordo com Pulchinelli Jr, em casos de picadas, exames laboratoriais são fundamentais para avaliar a gravidade da intoxicação. Os principais exames solicitados incluem hemograma, eletrólitos, função renal, exames de coagulação e urina. “A presença de urina avermelhada pode indicar hemólise, uma das complicações do veneno. São exames simples, disponíveis na maioria dos hospitais, e são essenciais para guiar o tratamento correto”, destaca o especialista, presidente da SBPC/ML. 

Prevenção é a melhor estratégia para evitar picadas. Para isso, é importante evitar colocar as mãos em buracos, troncos ocos ou sob pedras, usar botas de cano alto ao caminhar por trilhas e manter terrenos limpos, sem acúmulo de entulho, para impedir que esses animais encontrem abrigo. Controlar pragas como ratos e baratas também é essencial, pois esses animais atraem cobras e escorpiões. Além disso, é fundamental verificar sapatos e roupas antes de vestir, pois aranhas e escorpiões podem se esconder nessas peças. 

Outro ponto importante é evitar o uso de venenos comuns para tentar eliminar os escorpiões. “Esses produtos muitas vezes não matam o escorpião, apenas o desalojam, aumentando o risco de acidentes”, alerta o especialista, acrescentando que com informação e prevenção, é possível aproveitar as trilhas, cachoeiras e matas com mais segurança, reduzindo os riscos de encontros indesejados com animais peçonhentos.



SBPC/ML - A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Gás anestésico pode combater Alzheimer, segundo estudo


Um estudo recente publicado em janeiro deste ano foi conduzido por pesquisadores das universidades Mass General Brigham e Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos, e revelou que o gás anestésico Xenon, já utilizado na medicina como neuroprotetor, pode ter um papel crucial no combate ao Alzheimer. 

O neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Fernando Gomes, explica o estudo feito após testes em camundongos que demonstraram que a substância foi capaz de reduzir a inflamação no cérebro, minimizando a atrofia e melhorar o comportamento dos animais. 

“O Alzheimer é uma doença progressiva que compromete a memória, a cognição e a autonomia dos pacientes. Até o momento, os tratamentos disponíveis são limitados e não impedem a evolução da enfermidade, mas o que este estudo nos mostra agora é que o gás Xenon pode atuar na proteção das células cerebrais, abrindo caminho para novas possibilidades terapêuticas”, afirma. 

De acordo com o médico, a pesquisa é um avanço significativo. "O Xenon já é conhecido por suas propriedades neuroprotetoras, especialmente em casos de lesão cerebral. O fato de ele demonstrar eficácia também em um modelo experimental de Alzheimer indica que pode haver um efeito importante na redução da degeneração neuronal", explica o especialista.

Ele fala ainda que o gás Xenon é um anestésico nobre, conhecido por sua capacidade de reduzir o estresse oxidativo e modular neurotransmissores no cérebro. Ele atua bloqueando receptores de glutamato, que estão envolvidos no processo inflamatório e na morte celular em doenças neurodegenerativas. “Neste estudo foi observado que os camundongos que receberam o gás apresentaram uma menor taxa de inflamação cerebral e menos danos estruturais, sugerindo que ele pode preservar melhor as funções neurais. Como o Alzheimer tem um forte componente inflamatório e essa inflamação leva à morte progressiva dos neurônios, resultando na perda de memória e de funções cognitivas, se o Xenon realmente for capaz de reduzir essa inflamação e minimizar a atrofia cerebral, ele pode ser um candidato para futuros ensaios clínicos em humanos", ressalta Dr. Fernando. 

Apesar dos resultados promissores em animais, ainda há um longo caminho até que o Xenon possa ser utilizado como tratamento para o Alzheimer em humanos. Estudos clínicos serão necessários para avaliar segurança, dosagem e eficácia. 

No entanto, segundo o Dr. Fernando, a descoberta abre uma nova perspectiva na luta contra a doença. "Se conseguirmos desenvolver terapias que preservem a função cerebral e desacelerem o avanço da doença, teremos um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes e na saúde pública, considerando o envelhecimento da população", afirma.  



Dr. Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Atualmente comanda seu programa Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes semanalmente no Youtube desde 2020. É também autor de 9 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro



Língua branca: saiba quais são as causas e como resolver

O órgão mal higienizado pode causar cárie e doença periodontal

 

Por que a língua fica esbranquiçada? O diagnóstico provável é saburra lingual, uma condição relacionada ao acúmulo de placa bacteriana. De acordo com a Dra. Fabiana Cavallini Magalhães, da Clínica Omint Odonto e Estética, a placa bacteriana é formada por restos de comida misturados à saliva que se acumulam na superfície da língua quando não é realizada a higiene adequada.

“A presença de resíduos alimentares na cavidade oral cria um ambiente ideal para a proliferação de bactérias, podendo resultar em cáries ou até mesmo periodontite", explica a especialista. O problema pode se agravar ainda mais, pois a placa bacteriana pode se transformar em tártaro, uma camada endurecida de sujeira que se acumula nos dentes e só pode ser removida em consultório odontológico.


 

A língua também precisa ser higienizada


Para evitar o embranquecimento da língua de maneira simples e econômica, bons hábitos são essenciais. "Escovar os dentes após as refeições é fundamental, mas não podemos nos esquecer da limpeza da língua para uma higiene completa", destaca Fabiana.


A especialista ressalta a variedade de raspadores de língua disponíveis no mercado. "O modelo de cobre é o mais recomendado devido às suas propriedades antibacterianas, higiênicas e duráveis". É importante lembrar que, como a escova de dentes, o raspador é um item pessoal de higiene e não deve ser compartilhado.


O movimento de raspagem deve ser realizado do fundo até a ponta da língua, repetindo algumas vezes, e depois enxaguando com água. Essa etapa pode ser feita por último, após usar o fio dental e escovar os dentes.


 

A importância da língua


A língua, além de ser considerada um órgão, é um dos músculos mais importantes do corpo humano, desempenhando funções vitais como mastigação, deglutição, percepção de sabores e fala.


 

Mais da metade dos brasileiros não vai ao dentista 

Dados do Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 55% dos brasileiros não vão ao dentista uma vez por ano, conforme recomendado pelos profissionais da área. É fundamental, entretanto, realizar uma avaliação anual para que o especialista possa monitorar a saúde bucal do cliente e definir o intervalo adequado para retornos subsequentes.

 

Clínica Omint Odonto e Estética

UNIDADE VILA OMINT | CRO: 23599
Rua Franz Schubert, 33 - Jd. Paulistano - SP
Responsável Técnico: Ana Paula de Freitas Ravanini – CRO 50108


UNIDADE BERRINI | CRO: 032253
Rua James Joule, 92 - Berrini - SP
Responsável Técnico: Milton Maluly Filho - CRO: 38955

www.omint.com.br/clinica-odontologica


Dia do Dermatologista: conheça as tendências da dermatologia estética para 2025

Maior congresso de dermatologia estética
debateu as tendências para 2025
 Divulgação
A médica dermatologista Dra. Mariana Scribel traz do Congresso Mundial IMCAS Paris as novidades, tendências e avanços da dermatologia estética para este ano


Em 5 de fevereiro comemora-se o Dia do Dermatologista, data que homenageia os médicos que se dedicam aos cuidados com a saúde e o bem-estar da pele, o maior órgão do corpo humano e que desempenha funções vitais, como proteção contra infecções e regulação da temperatura corporal.

Celebrando esta data, a especialista Dra. Mariana Scribel trouxe de Paris todas as tendências e inovações da dermatologia estética para 2025, após participar do maior congresso mundial do campo estético, o IMCAS 2025.

Especialista em estética, tricologia e transplante capilar, a médica destaca a tendência mundial rumo aos procedimentos estéticos que preservam a naturalidade do rosto e promovem o rejuvenescimento de forma saudável. "A principal tendência são os tratamentos que mantêm os traços naturais, enquanto rejuvenescem a pele”.


Terapia regenerativa

Dra. Mariana explica que também não estão mais em alta os excessos de produtos. “Agora, a ideia são os tratamentos que vão reverter os marcadores que trazem envelhecimento das células. Isso se chama terapia regenerativa. Há cada vez mais estudos científicos para buscar o que há de melhor, para tentar trazer mais naturalidade e reverter os sinais do envelhecimento”.

Além disso, a médica ressalta que haverá em 2025 muito investimento em tecnologias, com produtos injetáveis e aparelhos que têm o mesmo objetivo, que é trazer mais qualidade e saúde para a pele, melhorando firmeza de pele, textura, manchas, poros, o brilho da pele, sempre buscando rejuvenescer, perder a naturalidade e sem mudar traços.


O fim dos excessos

Outra grande novidade para a dermatologia estética no ano de 2025 é o fim dos tratamentos que trazem resultados excessivos. “Os exageros não são mais uma tendência. Agora, a busca é por ficar bonita sem perder a identidade. O objetivo será sempre tratar a pele e realçar a beleza, sem transformações drásticas”, reforça a dermatologista.

Proprietária da Clínica Scribel, a maior clínica de dermatologia da região Sul do Rio Grande do Sul, Dra. Mariana explica: “os procedimentos vêm para rejuvenescer, melhorar a qualidade e a saúde da pele, mas eles não devem ser percebidos. As pessoas devem estar com uma aparência melhor, mas sem notar que foi feito um procedimento minimamente invasivo”.


Novidades e tendências na dermatologia estética em 2025

Conheça algumas das técnicas que estarão em alta na dermatologia neste ano:

Terapia regenerativa – Tratamento com produtos exossomos, que conseguem reverter os sinais do envelhecimento da pele.

CoolFase – Radiofrequência monopolar que combate a flacidez, textura, reduz rugas finas e linhas de expressão, rejuvenescimento facial com efeito lifting natural.

Botox Relfydess - Toxina botulínica que dura mais tempo que as tradicionais. Chegará em breve no Brasil.


Terceiro maior do mundo

A dermatologia estética segue crescendo mundialmente, e no Brasil não é diferente. O país é o terceiro no mundo quando o assunto é o mercado de estética, ficando atrás somente dos EUA e da China. A perspectiva é que este mercado cresça 7% ao ano, até 2029, não somente na medicina, mas em tudo o que envolve beleza e estética. “É tendência no Brasil e no mundo o investimento em beleza e em autocuidado”, completa Dra. Mariana.


Dermatologia: da antiguidade aos avanços modernos

A dermatologia, reconhecida como uma das mais antigas áreas da medicina, encontra suas origens em tempos remotos. Inicialmente, sua prática centralizava-se no tratamento de afecções cutâneas visíveis, frequentemente associadas a estigmas sociais. Com o passar dos séculos, a especialidade assimilou um conhecimento mais abrangente sobre a estrutura e as diferentes condições patológicas da pele.

Desde os pioneiros registros de cuidados dermatológicos no Egito Antigo até o ambiente tecnológico dos modernos institutos de pesquisa, a trajetória da dermatologia é definida por avanços cruciais e descobertas transformadoras.

O século XIX marcou um período de consolidação para a dermatologia como uma disciplina médica distinta. Durante essa época, houve a introdução de métodos diagnósticos e tratamentos aprimorados. Já no século XX, a especialidade presenciou um crescimento substancial alavancado por descobertas em biologia celular, imunologia e farmacologia. Tais progressos foram essenciais para aprofundar a compreensão das origens e funcionamento das doenças de pele, criando um cenário promissor para o desenvolvimento de terapias mais eficazes e individualizadas.

Nos últimos anos, a incorporação de tecnologias avançadas revolucionou a dermatologia, abrindo novas fronteiras para diagnósticos, tratamentos e para a dermatologia estética, que cresce a cada ano, tanto no Brasil quanto no Mundo.




Dra. Mariana Scribel - CRM 33655|RQE 28440) - médica dermatologista, graduação médica na PUCRS, com ⁠especialização em Dermatologia no Hospital Santa Casa de Porto Alegre. Especialização em Tricologia Médica (especialidade da dermatologia que estuda e trata os problemas dos cabelos, do couro cabeludo e dos pelos) e em Transplante Capilar. Especialização em Dermatologia Estética. Especializações realizadas em diversos centros de referência no mundo, como em Israel, Nova Iorque e Zurique. Especialista nos mais modernos procedimentos estéticos. Preceptora do ambulatório de doenças capilares do serviço de residência de dermatologia da PUCRS, Referência em dermatologia estética e tricologia no RS. CEO da Clínica Scribel (Pelotas/RS) um dos maiores núcleos de tecnologias da dermatologia do Rio Grande do Sul
Instagram: @dramarianascribel



Vai casar? Saiba quais são 10 exames recomendados antes da lua de mel

Check-ups nupciais são uma maneira de começar a vida a dois com saúde e planejamento 

 

Planejar um casamento envolve muito mais do que escolher o vestido, o buffet e a decoração. Para muitos casais, a saúde é uma prioridade que vai além da estética ou da rotina do dia a dia. É nesse momento que os exames pré-nupciais vão garantir que a nova fase a dois comece com tranquilidade e segurança. 

Especialistas reforçam que o check-up antes do casamento é um momento oportuno para prevenir possíveis problemas de saúde, identificar condições que possam impactar o futuro do casal e, até mesmo, abrir espaço para conversas importantes sobre planejamento familiar e fertilidade. 

“É uma oportunidade de avaliar não apenas a saúde geral, mas também questões específicas como imunidade contra doenças preveníveis e possíveis infecções sexualmente transmissíveis. É um cuidado que vai muito além da prevenção, pois também reforça o diálogo e a parceria entre o casal”, explica o médico da Família e Comunidade, Leonardo Demambre Abreu, que também é coordenador da Amparo Saúde, uma empresa do Grupo Sabin, que oferece atenção primária e contribui para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas, linhas de cuidados coordenados.

 

O que incluir no check-up pré-nupcial? 

Os exames variam conforme o gênero e as necessidades específicas de cada parceiro. No entanto, alguns testes são indispensáveis:

 

Para ela 

  • Sorologias para Doenças Infecciosas: Rubéola (avaliação da imunidade contra a doença), Toxoplasmose (verifica a presença de anticorpos contra o parasita), Citomegalovírus (CMV) (identifica a exposição ao vírus), Hepatites B e C, HIV e Sífilis (detecção dessas doenças para evitar transmissão para o bebê e iniciar tratamentos se necessário). São exames essenciais para evitar complicações na gravidez.
  • Tipagem sanguínea: fundamental para o planejamento gestacional.
  • Papanicolau (Teste de Câncer de Colo do Útero): Detecta possíveis anormalidades cervicais e o câncer de colo de útero
  • Mamografia: Indicado para casos selecionados detecta alterações na mama e pode diagnosticar doenças em estágios iniciais.


Para ele 

  • Espermograma: avalia a saúde reprodutiva e possíveis questões relacionadas à fertilidade;
  • Sorologias para Doenças Infecciosas: como hepatites B e C, HIV e sífilis;
  • Glicemia de Jejum e/ou HbA1c: para rastreamento e diagnostico de diabetes;
  • Tipagem sanguínea: importante para planejamento familiar.




Grupo Sabin
site


No Dia do Dermatologista SBD divulga dados da Campanha do Câncer de Pele e reforça a importância da prevenção

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Carcinoma Basocelular (CBC) foi diagnosticado clinicamente em 14,84% dos pacientes durante a campanha Dezembro Laranja
 

O Dia do Dermatologista é celebrado nesta quarta-feira (5), e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveitou a data para dar luz aos dados coletados durante a campanha Dezembro Laranja, de prevenção ao câncer de pele, que atendeu 18 mil pessoas para a detecção e diagnóstico precoce da doença. A iniciativa, que aconteceu em 103 postos de atendimento espalhados pelo Brasil, ofereceu consultas gratuitas à população, com orientação sobre medidas de prevenção. 

Vale lembrar que, nesta terça-feira (4), foi o Dia de Combate ao Câncer, o que torna este um momento oportuno para reforçar a importância da conscientização sobre a doença e dos cuidados com a saúde da pele. O dermatologista, como especialista na área, é o profissional indicado para orientar e tratar as questões relacionadas ao câncer de pele. 

Os resultados coletados revelaram dados preocupantes. O Carcinoma Basocelular (CBC) foi diagnosticado clinicamente em 14,84% dos pacientes, enquanto outras pré-neoplasias representaram 11,51%. O Carcinoma Epidermóide (CEC) foi identificado em 4,68% dos casos, o Melanoma em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21%. O restante dos atendimentos revelou 41,22% de dermatoses diversas, e 24,23% dos pacientes não apresentaram qualquer tipo de doença dermatológica. 

Outro dado significativo é o comportamento da população em relação à exposição solar, já que 62,51% dos atendidos, ou 11.014 pessoas, relataram se expor ao sol sem proteção adequada, enquanto apenas 31,63% (5.574) usaram proteção solar e 5,86% (1.032) dos entrevistados afirmaram não se expor ao sol. 

A pesquisa também revelou que 61,29% dos atendimentos (10.800) foram realizados com o público feminino, enquanto 38,71% (6.820) ocorreram com homens. “A diferença de atendimento entre os sexos reflete a preocupação maior das mulheres com a saúde, por isso é fundamental fortalecer que a prevenção é para todos. Os homens também precisam prestar atenção no seu autocuidado”, explicou o coordenador da campanha e atual presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui. 

Em relação ao histórico de câncer de pele, 16,87% dos atendidos (2.972 pessoas) relataram ter tido a doença anteriormente, enquanto 83,13% (14.648) não tinham histórico da doença.

“A iniciativa ressaltou, mais uma vez, a relevância das ações preventivas e do diagnóstico precoce para o tratamento eficaz do câncer de pele e de outras condições dermatológicas, portanto, neste Dia do Dermatologista, a SBD continua a reforçar a importância de um acompanhamento regular com dermatologistas e de medidas preventivas, como o uso diário de protetor solar e a busca por orientação médica em caso de qualquer alteração na pele, cabelos e unhas, afinal, nós também somos responsáveis por esses cuidados”, ressalta Dr. Barcaui.


Mulheres Têm Mais Dor Crônica do que Homens, e Não é por Acaso

Mulheres têm mais dor crônica do que homens, e isso não acontece por acaso. Fatores biológicos, hormonais, psicológicos, sociais e culturais explicam essa disparidade, tornando o diagnóstico e tratamento um desafio ainda maior para elas

 

Segundo estudos recentes as mulheres sofrem mais com a dor crônica do que os homens, e isso não acontece por acaso. Fatores biológicos, hormonais, psicológicos, sociais e culturais desempenham um papel fundamental nessa disparidade, tornando o diagnóstico e o tratamento ainda mais desafiadores.

A dor crônica afeta 35% da população adulta no Brasil, sendo uma condição persistente por mais de três meses, que pode limitar funções diárias, afetar o sono, comprometer a saúde emocional e gerar impactos sociais e econômicos expressivos. Entre os idosos, a prevalência ultrapassa 50%, mas jovens também podem ser acometidos. No entanto, é entre as mulheres que a dor crônica se manifesta de forma mais intensa e frequente - cerca de metade das condições que geram dores crônicas acometem mais mulheres.

Dr. André Mansano, médico intervencionista da dor, explica que a ciência tem demonstrado que uma combinação de fatores contribui para essa diferença. O estrogênio, por exemplo, pode modular a percepção da dor, tornando as mulheres mais sensíveis a certos estímulos. Além disso, diferenças na estrutura neural entre os sexos influenciam essa sensibilidade. Questões psicológicas e sociais também desempenham um papel importante: muitas mulheres enfrentam subdiagnóstico e são frequentemente desacreditadas quando relatam dores persistentes, levando a um atraso no tratamento adequado.

Um estudo publicado na Pain Research and Management revela que normas de gênero influenciam a percepção e o tratamento da dor crônica. Mulheres são frequentemente vistas como “emocionais” ao expressar dor, enquanto homens são percebidos como “corajosos”. Esses estereótipos podem levar a um viés no atendimento, resultando em subdiagnóstico ou tratamentos inadequados para mulheres. Além disso, a pesquisa sugere que normas de gênero podem afetar a forma como pacientes comunicam sua dor e como os profissionais de saúde interpretam esses relatos, influenciando decisões clínicas e a qualidade do cuidado oferecido.

“Compreender a dor crônica e seus impactos é essencial para desmistificar a condição e permitir que os pacientes tenham acesso a um tratamento adequado. No caso das mulheres, ainda enfrentamos o desafio de superar o viés de gênero que muitas vezes leva à negligência dos sintomas”, explica o Dr. André Mansano.

Muitos equívocos cercam a dor crônica, dificultando seu reconhecimento e tratamento. Entre os mitos mais comuns estão:

  • “Se a dor não aparece em exames, ela não existe” — Muitas dores crônicas, como as neuropáticas, não apresentam alterações visíveis em exames de imagem.
  • “Repouso é sempre a melhor solução” — O repouso prolongado pode piorar a condição, enquanto a atividade física controlada é essencial para o manejo.
  • “A dor crônica afeta apenas idosos” — Jovens também podem ser acometidos, especialmente em casos de traumas, doenças autoimunes e fibromialgia.

O tratamento da dor crônica exige uma abordagem integrada. Segundo o Dr. Mansano, o uso de medicamentos, como analgésicos e antidepressivos, pode ser combinado a terapias físicas, psicológicas e intervenções minimamente invasivas, como bloqueios nervosos e radiofrequência. “A prevenção é igualmente importante. Exercícios regulares, boa postura, controle do peso e manejo adequado de dores agudas podem evitar a cronificação do problema”, destaca.

A dor crônica impacta a qualidade de vida de milhões de brasileiros e deve ser encarada com seriedade. “O acesso a tratamentos especializados e a conscientização sobre a condição são fundamentais para romper com os estimas e melhorar a vida de quem sofre com a dor”, finaliza o especialista. 

 

Dr. André Marques Mansano - MD, Ph.D, FIPP, CIPS. Área de Atuação em Dor - AMB Hospital Israelita Albert Einstein – SP. Fellow of Interventional Pain Practice - World Institute of Pain Certified in Interventional Pain Sonologist - World Institute of Pain Diplomate of American. Interventional Headache Society Board. Membro do Comitê de Educação do "World Institute of Pain”. Pós-Doutor HC/FMUSP

 


Como emagrecer sem prejudicar o tratamento para doença renal crônica?

Veja medidas e substituições que podem ajudar a perder peso, sem interferir na saúde dos rins 

 

Quando um novo ano se inicia é comum refletirmos sobre o que queremos conquistar e estabelecermos novas metas. Para pacientes com doença renal crônica (DRC), o cuidado com a saúde deve ser uma prioridade constante, especialmente quando o objetivo inclui a perda de peso. 

Embora traga benefícios e qualidade de vida, a perda de peso deve ser alcançada com cautela, respeitando as necessidades nutricionais específicas e as restrições impostas pela condição renal. Adotar uma abordagem inadequada pode acelerar a progressão da DRC e causar complicações adicionais.

 

Ingestão calórica adequada 

A ingestão calórica ideal para pacientes renais crônicos deve ser ajustada conforme as necessidades individuais. Para a coordenadora de nutrição da DaVita Tratamento Renal, Thays Mortaia, não existe um valor fixo aplicável a todos, já que o gasto energético depende de fatores, como idade, sexo, nível de atividade física e estágio da doença. 

“Para manter um peso saudável, é importante garantir um equilíbrio entre as calorias consumidas e as calorias gastas pelo organismo”, explica.

 

Controle de proteínas 

Embora seja um nutriente essencial, a proteína deve ser consumida de maneira controlada por pacientes com doença renal crônica. Nos estágios iniciais, o corpo ainda consegue metabolizar bem as proteínas, e as necessidades são parecidas com as de pessoas sem a doença. Porém, com o avanço da condição, os rins perdem a capacidade de eliminar os resíduos da metabolização das proteínas. 

“A quantidade exata de proteína deve ser determinada pelo médico ou nutricionista, mas em geral, a recomendação é consumir fontes de proteína de alto valor biológico, como carnes magras, ovos e leguminosas, ajustadas conforme o estágio da doença”, afirma Mortaia.

 

Controle do sódio  

O sódio é um mineral crucial na dieta, mas o controle de sua ingestão é essencial, pois o paciente já possui os rins comprometidos e têm dificuldade em excretá-lo adequadamente. O consumo excessivo de sódio pode levar à retenção de líquidos, hipertensão e piora da função renal. 

A quantidade de sódio recomendada para pacientes renais deve ser ajustada, geralmente em torno de 1.500 a 2.000 mg por dia, sempre com orientação médica.

 

Fósforo e potássio  

Em estágios mais avançados da doença renal, os rins perdem a capacidade de excretar esses minerais adequadamente, o que pode levar a níveis elevados no sangue, prejudicando a saúde óssea e cardiovascular. 

Alimentos ricos em fósforo, como laticínios e nozes, e em potássio, como bananas e batatas, devem ser consumidos com cautela.

 

Carboidratos, gorduras e proteínas? 

Manter um peso saudável em pacientes com doença renal crônica é desafiador devido a alterações no apetite, restrições alimentares e comorbidades. A dieta deve ser equilibrada, com carboidratos de baixo índice glicêmico, gorduras saudáveis e proteínas de alto valor biológico ajustadas ao estágio da doença. A nutrição adequada ajuda a preservar a saúde geral e a função renal, sendo essencial o acompanhamento de um nutricionista especializado.

 

Suplementação de vitaminas  

A suplementação de vitaminas pode ser necessária em pacientes renais crônicos devido a deficiências nutricionais, especialmente em casos de absorção prejudicada ou metabolismo alterado. 

Vitaminas como D, vitaminas do complexo B, cálcio e ferro são frequentemente recomendadas para pacientes em diálise, pois ajudam a suprir carências comuns nesses casos. 

Já no tratamento conservador, a suplementação com as vitaminas A e C, pode causar toxicidade, aumentar o risco de cálculos renais e sobrecarregar os rins. 

Cada pessoa é única e as necessidades nutricionais variam de acordo com o estágio da doença e as características individuais. Por isso, é fundamental buscar orientação médica e nutricional para personalizar o seu plano alimentar e alcançar seus objetivos de forma segura e eficaz. Com acompanhamento adequado, é possível manter um peso saudável e uma vida mais ativa, mesmo com a doença renal crônica.

  



DaVita Tratamento Renal

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