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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Nos deixem viver: Crescem todos os tipos de violência contra as mulheres


Em 2023, 258.941 mulheres sofreram violência doméstica. 38.507 sofreram violência psicológica. 1.467 mulheres tiveram suas vidas acabadas, vítimas do feminicídio, a maioria em sua residência por uma pessoa de sua confiança: o seu parceiro íntimo. Violências que afetam mulheres de todas as classes sociais, etnias e faixas etárias.

 

O Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, 10 de outubro, impulsiona a reflexão dos números da violência contra a mulher e o que se tem feito para combater o problema.

 

“A violência contra a mulher não é natural. Por isso, devemos exigir a adoção de medidas que combatam e superem este tipo de violência. As relações de poder estabelecidas devem ser coisas do passado. A violência contra as mulheres traz consequências graves para as vítimas e à sociedade”, afirma a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG, Mazé Morais.

 

O combate à violência contra as mulheres sempre foi uma prioridade na luta da CONTAG, principalmente para as mulheres do campo, da floresta e das águas, quem têm enfrentado de forma ainda mais cruel processos permanentes de violência vivenciados em diversas dimensões.

 

Elas têm carregado em seus corpos o peso das opressões históricas operadas pelo patriarcado, pelo capitalismo, pelo racismo e pelo colonialismo. As mulheres do campo, da floresta e das águas enfrentam diversas formas de violência para garantir o direito de existir e pertencer aos seus territórios.

 

“O isolamento geográfico, a distância, a falta de acesso aos meios de comunicação e informações, a precariedade de infraestrutura e de serviços públicos, a falta de equipamento público para lidar com a violência, tudo isso contribui para a invisibilidade da violência contra as mulheres trabalhadoras rurais agricultoras familiares. Outro aspecto que contribui para tal invisibilidade é a ausência de dados numéricos sobre a violência doméstica em territórios rurais. As mulheres do campo, da floresta e das águas, praticamente, não estão incluídas nas estatísticas”, explica Mazé.

 

TIPOS DE VIOLÊNCIA

Estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher na Lei Maria da Penha:


Física - Qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher.


Psicológica - Qualquer conduta que: cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.


Sexual - Qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.


Patrimonial - Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.


Moral - Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Mas, para além dessas violências reconhecidas pela lei, há outras formas de violência que atingem as mulheres, como a lesbofobia, baseada na orientação sexual de mulheres lésbicas; transfobia, contra pessoas trans; capacitismo, contra mulheres com deficiência; obstétrica, agressões físicas ou verbais durante o parto ou gestação; e política, para impedir a participação de mulheres em espaços de poder.

 

DENUNCIE

As denúncias de violência contra à mulher podem ser feitas em delegacias, órgãos especializados e discando 190. Também através da central de atendimento à mulher, o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em qualquer lugar do Brasil.

 

Vizinhos, amigos, parentes ou desconhecidos também podem utilizar o canal ou ir a uma delegacia para denunciar uma agressão que tenham presenciado.

“Através da Marcha das Margaridas e de outras tantas ações seguiremos na luta até que todas sejamos livres”, finaliza a secretária.

 

Não à violência contra a mulher! Nenhuma a menos!

 



Malu Souza - Comunicação CONTAG, com dados do Anuário Brasileiro  de Segurança Pública


Gestão do processo de recrutamento influencia a taxa de turnover nas empresas

De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler, é essencial que as empresas estabeleçam critérios sólidos para uma seleção de talentos mais assertiva

 

O turnover, ou rotatividade de funcionários, é um dos maiores desafios enfrentados por empresas de diversos setores. A perda constante de talentos não apenas gera custos elevados com novas contratações, mas também afeta a produtividade e o clima organizacional. Uma das principais causas para o aumento desse índice está na gestão inadequada dos processos de recrutamento e seleção.

Segundo um levantamento realizado pela Gallup, 51% dos empregados que deixaram seus empregos em 2023 acreditam que seus gestores poderiam ter feito algo para evitar sua saída, mostrando que a gestão ineficaz é um fator importante na rotatividade.


A relação entre o recrutamento mal estruturado e o turnover

De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler, startup que tem o propósito de gerar empregabilidade em Consultorias de RH e PMEs, quando os processos de recrutamento e seleção são conduzidos de maneira inadequada, a chance de contratar profissionais desalinhados com a cultura e as necessidades da empresa aumenta. “Sem critérios bem definidos e uma análise aprofundada das competências e características comportamentais dos candidatos, as empresas correm o risco de contratar pessoas que, apesar de tecnicamente qualificadas, não se adaptam ao ambiente de trabalho ou às expectativas do cargo”, afirma.

Esse desalinhamento é um dos principais fatores que impulsionam a rotatividade. “Profissionais que não se sentem integrados à equipe ou que enfrentam dificuldades de adaptação tendem a buscar outras oportunidades no mercado, levando a um ciclo de demissões e novas contratações”, pontua.


Estabelecendo critérios sólidos na seleção

Para reduzir o turnover, é essencial que as empresas estabeleçam critérios sólidos para a seleção de talentos. “Isso inclui não apenas avaliar as competências técnicas, mas também entender o perfil comportamental dos candidatos. Definir com clareza as habilidades necessárias e o perfil que melhor se encaixa na cultura organizacional, aumentam as chances de encontrar profissionais que se adaptem à empresa a longo prazo”, relata.

Outro ponto fundamental é garantir que o processo de recrutamento seja transparente e envolva todas as áreas responsáveis pela contratação. “A integração de gestores diretos ao processo seletivo, por exemplo, pode garantir uma visão mais completa sobre o perfil ideal para a vaga e evitar contratações equivocadas”, aconselha o especialista.


O papel da tecnologia na assertividade das contratações

Além de critérios bem definidos, a tecnologia tem se mostrado uma aliada indispensável para garantir uma seleção mais assertiva. Ferramentas como os sistemas de rastreamento de candidatos (ATS) automatizam diversas etapas do processo, como triagem de currículos e envio de testes técnicos e comportamentais. “Isso permite que o RH concentre seus esforços nas etapas mais estratégicas da seleção, como entrevistas e a análise final dos candidatos”, declara.

Além disso, essas ferramentas possibilitam uma seleção mais precisa dos perfis, cruzando informações com base nos critérios estabelecidos previamente. “Dessa maneira, é possível aumentar a assertividade das contratações e reduzir as chances de turnover, garantindo que os candidatos selecionados estejam realmente alinhados com o que a empresa precisa”, ressalta.


Redução do turnover como vantagem competitiva

O CEO da abler acredita que reduzir o turnover não é apenas uma questão de economia de recursos, mas também uma vantagem competitiva. “Empresas que conseguem manter seus talentos por mais tempo fortalecem suas equipes, promovem um ambiente de trabalho mais estável e produtivo, e melhoram sua imagem no mercado. Otimizar os processos de recrutamento e seleção possibilita a criação de uma equipe coesa e motivada, alinhada aos objetivos da organização e preparada para contribuir para o crescimento a longo prazo”, finaliza.

 


Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 co-fundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 110 mil vagas na média, em 15 dias.


Dia do Professor

 

Canva

Como a IA pode ajudar no ensino da Geração Z

Plataforma Professor Ferretto utiliza recursos de IA para personalizar ensino de acordo com as necessidades e o ritmo de cada estudante, e aprimorar o processo de aprendizado dos jovens hiperconectados

 

A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado uma ferramenta indispensável em diversas áreas, e a educação não é exceção. Segundo estudo recente do Instituto Semesp - entidade que representa mantenedoras de ensino superior -, 74,8% dos entrevistados concordam com o uso da tecnologia e inteligência artificial no ensino. A Plataforma Professor Ferretto, canal de ensino 100% online, com foco na preparação para o Enem e vestibulares, já utiliza IA nos conteúdos que disponibiliza, auxiliando no aprendizado, principalmente, da GenZ, que costuma utilizar esta ferramenta como uma aliada nos estudos. 

A Geração Z apresenta algumas características que fazem com que o uso da tecnologia seja natural para eles: cresceram em um ambiente digital e estão acostumados a processar grandes volumes de informação rapidamente. Esse perfil, embora seja vantajoso em muitos aspectos, também traz desafios para o ensino tradicional, que muitas vezes não acompanha a necessidade de dinamismo e personalização que esses jovens demandam. É nesse ponto que a IA se insere, oferecendo soluções capazes de revolucionar o processo de aprendizagem. 

Segundo Michel Arthaud, professor de Química e diretor da Plataforma Ferretto, a IA tem o poder de personalizar o ensino de acordo com as necessidades e o ritmo de cada estudante, promovendo um aprendizado mais eficaz. "Com a IA, é possível identificar lacunas de conhecimento e adaptar o conteúdo conforme o desempenho individual dos alunos. Isso torna o processo de aprendizagem mais dinâmico e focado, permitindo que o aluno avance de forma mais autônoma e eficaz", resume o docente. 

Além disso, a IA permite que os professores otimizem o tempo em sala de aula, focando em atividades que exijam maior interação e criatividade, enquanto tarefas mais repetitivas, como correção de exercícios, podem ser automatizadas. "A IA não substitui o papel do professor, mas sim potencializa suas capacidades, permitindo que ele tenha mais tempo para planejar aulas que realmente façam a diferença no desenvolvimento crítico dos estudantes", comenta Arthaud.
 

Simulados inteligentes e feedbacks em tempo real

Ferramentas baseadas em IA, como simulados adaptativos e feedbacks personalizados em tempo real, também são recursos que vêm ganhando espaço no ambiente educacional. “Essas tecnologias tornam o processo de estudo mais dinâmico e interativo, engajando os alunos e aumentando sua motivação para aprender. Na Plataforma Ferretto, esse tipo de recurso já é uma realidade desde 2022, quando começaram a ser aplicados simulados inteligentes que ajustam o nível das questões conforme o progresso dos alunos”, conta o professor de Química. 

Entretanto, é importante observar que o uso da IA no ensino requer uma implementação cuidadosa e equilibrada. Embora ofereça inúmeros benefícios, como a democratização do acesso à educação por meio de plataformas digitais e materiais de apoio acessíveis, o professor ressalta que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta complementar, e não como um substituto para a interação humana que é essencial no processo educacional. 

"A IA está transformando o cenário educacional ao permitir um ensino mais personalizado, dinâmico e acessível. No entanto, é fundamental que essa tecnologia seja usada com sabedoria, garantindo que o papel do professor continue sendo o de referência e guia do aprendizado, capaz de proporcionar o desenvolvimento integral dos alunos", conclui Arthaud.
 

 Plataforma Professor Ferretto

 

Febraban alerta para novo golpe sobre falsa investigação nas agências bancárias

Golpistas estão ligando para clientes dizendo que sua agência ou gerente está sob investigação e pedindo a transferência de recursos para contas suspeitas


Vídeo com Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban, comentando sobre o golpe e dando dicas de como evitá-lo, disponível para download neste link

 

Criminosos estão criando novas abordagens para golpes aplicados há muito tempo, como o da falsa central telefônica. As estratégias são novas, mas as táticas, velhas: usam técnicas de engenharia social, que consistem na manipulação psicológica do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais ou faça transações em favor das quadrilhas. 

A Febraban alerta que, desta vez, os golpistas estão ligando para clientes e dizendo que sua agência bancária e/ou seu gerente está sob investigação. E chegam até a mandar um boletim de ocorrência falso para dar credibilidade ao golpe. A partir daí, dizem que para a proteção do cliente, ele deve transferir seus recursos para favorecidos indicados por eles enquanto durar a investigação criminal. 

“Esta abordagem é golpe. Os bancos, entidades ou autoridades policiais nunca pedem que clientes façam transações bancárias. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas sobre sua agência, esclareça qualquer informação fora do normal nos canais oficiais do banco”, alerta José Gomes, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban. 

Ele também ressalta que os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, pagamentos ou estornos de transações nestes contatos. 

A Febraban também informa que os criminosos estão usando o nome da entidade neste golpe e esclarece que a Federação é uma associação civil sem fins lucrativos, que reúne instituições financeiras do país. No desempenho de suas atividades, a entidade não tem relacionamento direto com clientes e usuários do sistema bancário.
 

 Medidas contra os golpes

A Febraban e seus bancos associados têm investido constantemente e de maneira massiva em campanhas de conscientização e esclarecimento com a população por meio de ações de marketing em TVs, rádios e redes sociais. Nas redes da Febraban, a comunicação antifraudes prossegue de forma ininterrupta por meio do site Antifraudes Febraban. 

Além da realização de campanhas educativas, os bancos investem cerca de R$ 4 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI, para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas. 

A Febraban também tem uma parceria com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e envia uma relação de telefones usados no golpe da falsa central telefônica, que são repassados para as empresas de telecomunicações para bloqueio. 

Adicionalmente, os bancos também atuam em parceria com forças policiais para auxiliar na identificação e punição de criminosos virtuais. 

A Febraban também assinou recentemente um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública que possibilitará o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias, metodologias, capacitação de pessoas e colaboração mútua para o desenvolvimento de projetos e atividades de interesse comum. Assim, o Ministério e os bancos irão trocar informações para viabilizar ações rápidas e eficientes no combate a fraudes, golpes e crimes cibernéticos. 

O ACT prevê a formação de grupo de trabalho com entidades e empresas de vários setores, além do bancário, para debater o tema e construir uma política pública de prevenção e combate a fraudes, golpes e crimes financeiros, chamada de Estratégia Nacional de Segurança Financeira. Este cenário se estende para diversos segmentos – governo, financeiro, telecomunicações, varejo, marketplaces, redes sociais, entre outros. 

No caso de o cliente ter sido vítima de algum crime, ele deve notificar imediatamente seu banco para que medidas adicionais de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app e senha de acesso, e fazer um boletim de ocorrência.

 

Os 3 maiores desafios para as empresas da América Latina nos 3 próximos anos

Freepik
No Brasil, as mudanças na demanda com os novos hábitos dos clientes, os riscos específicos do setor e a preocupação com o cenário econômico aparecem em destaque em levantamento da EY

 

Além de se preocupar em se estruturar internamente, as empresas também têm de se preocupar com as influências externas. Uma nova pesquisa da consultoria EY mostra quais são os maiores desafios fora das corporações para as empresas latino-americanas.

No recorte brasileiro, em primeiro lugar dois temas ficaram empatados: um é Mudanças na Demanda & Novos Hábitos de Clientes e Consumidores (32% dos entrevistados), empatado com Riscos Específicos do Setor (32%).

Logo atrás, na terceira posição, vem a preocupação com o Cenário Econômico Local (31%). Abaixo dos 30% estão Concorrência (29%), seja local ou global, e Reformas Tributárias (28%).

Mas a tendência é que o temor em relação a suas consequências aumente. “Ela ainda não ganhou a devida atenção dos executivos por considerarem que sua vigência começa a partir de 2026”, afirmou Victor Guelman, sócio-líder de Market e Business Development da EY Brasil. “No entanto, a preparação das empresas deve começar agora, devido ao impacto que vai além da área administrativa.”

No recorte América Latina, o Cenário Econômico Local e a Incerteza Política são os principais desafios (32% para ambos). Depois vêm Riscos Setoriais (28%), Mudanças na Demanda & Novos Hábitos de Clientes e Consumidores (26%) e a Entrada de Novos Concorrentes (25%).

A pesquisa Desafios e Tendências das Empresas em Latam 2024 ouviu 1.379 executivos e CEOs de dez países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Segundo Guelman, vivemos um momento de incerteza devido à eleição presidencial norte-americana, que ocorre em menos de um mês (5 de novembro). “A eleição dos EUA, os conflitos geopolíticos recentes e os juros combinados com a inflação alta criam um cenário de investimento e capital restrito.”


INTERNOS

Outro momento da pesquisa levantou também os desafios internos das empresas. No Brasil, prevaleceram Melhorias (Operacionais-Produtividade-Custos), com 35%. Na sequência, Aumento da Fatia de Mercado (29%). Na terceira posição, três campos temáticos estão empatados, todos com 21%: Novos Produtos & Serviços, Transformação Digital e Transformação de Negócios.

Na América Latina, o principal obstáculo é o Aumento da Fatia de Mercado (29%), seguido das Melhorias (Operacionais-Produtividade-Custos), com 26%, Transformação do Negócio (25%), Transformação Digital (23%) e Gestão Financeira (18%).

Guelman ressalta que as empresas estão formando ecossistemas com setores que a princípio estão distantes do seu negócio principal para agregar e alavancar a marca. “Por isso, as empresas não vão poupar esforços e investimentos em tecnologias avançadas para os próximos anos.”

No Brasil, o cenário já é visível. Em relação às tendências globais mais importantes nos próximos três anos, os empresários locais destacam Inovação (88%) como a principal prioridade. Depois vêm Cibersegurança & Proteção de Dados (84%) e Produtividade Impulsionada pela Tecnologia (82%).

Em termos de ferramentas e soluções tecnológicas, para os empresários brasileiros inteligência artificial (88%) e cloud (84%) seguem sendo as tecnologias disruptivas para os próximos três anos.

Embora as lideranças brasileiras estejam focadas em melhorar o que já está sendo feito dentro de casa, Guelman diz que a pesquisa evidencia dois pontos importantes: a falta de maturidade digital e, consequentemente, a preocupação dos executivos em suprir essas demandas nos próximos anos para não ficar para trás.

No âmbito da América Latina, Cibersegurança & Proteção de Dados fica em primeiro (78%), seguida do foco na Inovação (78%), Produtividade Impulsionada pela Tecnologia (78%). Por último ficam os Dados como um ativo transversal a toda a organização (73%) e Adaptação às Novas Regulamentações (68%).

Na América Latina, as soluções de tecnologia mais citadas são análise (75%), big data (74%), cloud (74%), inteligência artificial (72%) e conectividade 5G (68%).

No recorte final da pesquisa, a EY perguntou às empresas qual frase reflete seu momento atual. Dos executivos brasileiros, cerca de 49% dizem que estão acelerando (crescendo e aproveitando novas oportunidades) e 23% estão reagindo à contingência (ou seja, adaptando-se ao novo cenário e reinventando o negócio).

Outros 18% estão avançando na nova realidade (implementando estratégias ou modelos de negócios no novo normal), enquanto 9% estão sobrevivendo (focando na continuidade dos negócios) e 2% estão esperando (que a incerteza política se dissipe antes de agir).

Na América Latina, tanto os que estão acelerando ou avançando na nova realidade somaram 32%. Depois vêm reagindo à contingência (21%), sobrevivendo (10%) e esperando (5%). 



Victor Marques - DC News
Fonte: https://dcomercio.com.br/publicacao/s/os-3-maiores-desafios-para-as-empresas-da-america-latina-nos-3-proximos-anos

 

Planejamento para garantir escalabilidade, agilidade e flexibilidade em vendas sazonais


Nos períodos sazonais, como o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, o tráfego de e-commerces e serviços digitais aumenta de forma exponencial, e as empresas precisam se preparar para lidar com picos de demanda sem comprometer a experiência do usuário. Com a aproximação da Black Friday 2024, por exemplo, os consumidores brasileiros já estão se preparando para aproveitar as ofertas da maior data do comércio eletrônico.

 

Após um desempenho abaixo do esperado em 2023, quando apenas 54% dos consumidores realmente realizaram compras, a expectativa para este ano é mais otimista. Segundo pesquisa realizada pelo Google em parceria com a Offerwise, 62% dos consumidores afirmaram que pretendem participar da Black Friday deste ano.

A migração de aplicações para ambientes que ofereçam escalabilidade, agilidade e flexibilidade se tornou uma estratégia essencial para garantir que os sistemas suportem essa pressão adicional. Nesse contexto, o planejamento da capacidade futura se destaca como um dos principais fatores para o sucesso.

 

Um importante passo para a eficiência na migração é a previsão da demanda baseada em dados históricos e análises preditivas. Isso possibilita dimensionar corretamente os recursos necessários para suportar os picos sazonais. No entanto, não basta prever. É preciso ainda contar com uma infraestrutura flexível e escalável, que permita ajustar rapidamente a capacidade conforme o necessário. Soluções em nuvem, por exemplo, são ideais nesse cenário, já que oferecem escalabilidade automática, ajustando os recursos de processamento e armazenamento de acordo com o uso, sem que as empresas paguem por capacidade ociosa.

 

A escalabilidade eficiente também depende de uma arquitetura flexível, que permita escalar os componentes da aplicação de forma independente. Arquiteturas modulares, especialmente as baseadas em microsserviços, possibilitam que cada serviço ou funcionalidade da aplicação cresça conforme a demanda, sem sobrecarregar a infraestrutura como um todo. Durante picos sazonais, como no Natal, diferentes partes da aplicação — processamento de pedidos, gateways de pagamento, entre outras — podem demandar diferentes níveis de recursos, e a modularidade garante que esses componentes possam ser dimensionados individualmente.

 

O monitoramento contínuo da performance da infraestrutura é essencial durante a migração e operação de aplicações, principalmente em momentos de pico. A automação do provisionamento de recursos também se destaca como uma prática eficiente, permitindo que a infraestrutura responda automaticamente a flutuações inesperadas na demanda. Ferramentas de automação ajustam dinamicamente a alocação de recursos conforme a necessidade, otimizando a performance e controlando os custos.

 

A análise preditiva é outra aliada no planejamento de capacidade futura. O uso de big data e inteligência artificial (IA) proporciona a análise de dados históricos e a identificação de padrões de uso, prevendo com maior precisão os volumes de acessos e transações durante os períodos sazonais. Isso permite que a infraestrutura seja dimensionada de forma adequada para suportar os picos de demanda, evitando problemas como indisponibilidade de serviços ou degradação de performance.

 

Além disso, a análise de dados em tempo real permite ajustes instantâneos na capacidade, maximizando o desempenho e a eficiência da operação, ao mesmo tempo em que otimiza os custos de infraestrutura.

 

O comportamento do consumidor durante os períodos sazonais pode mudar de maneira imprevisível, e as empresas precisam ser ágeis para responder rapidamente a essas alterações. A utilização de metodologias ágeis, combinadas com uma infraestrutura em nuvem escalável, é uma maneira eficaz de garantir que a empresa tenha flexibilidade suficiente para realizar ajustes necessários, como a adição de novas funcionalidades ou a correção de problemas críticos, sem comprometer a experiência do usuário.

 

Práticas como DevOps também contribuem para manter o ciclo de desenvolvimento e implantação ágil e contínuo, essencial para atender às demandas dinâmicas dos picos sazonais.

 

Por fim, o planejamento da capacidade futura para migração de aplicações que exigem escalabilidade, agilidade e flexibilidade em períodos sazonais é um desafio que exige preparação e estratégia. Com uma abordagem bem definida, baseada em previsão de demanda, arquiteturas modulares, monitoramento automatizado e análise preditiva, as empresas podem enfrentar os desafios sazonais de forma eficiente, sem comprometer a qualidade do serviço ou a experiência do usuário.

 

A correta combinação dessas práticas não apenas garante a estabilidade das operações como também permite que as empresas otimizem seus recursos e estejam prontas para aproveitar as oportunidades dos períodos de pico com tranquilidade e eficiência.

 

Adriana Costa - Diretora Executiva de Contas da TQI

 

Dia das Crianças - Aldeais Infantis SOS lista cuidados com brinquedos e dá dicas de prevenção a acidentes

Com a aproximação do feriado nacional, pais, cuidadores e responsáveis devem ficar atentos à compra de brinquedos e adotar ações para prevenção de acidentes

 

O feriado do Dia das Crianças, celebrado no próximo sábado, 12, traz alegria e divertimento para todas as famílias, com o tradicional ritual de distribuição de presentes e a realização de atividades lúdicas dentro e fora de casa, em espaços voltados para a recreação do público infantil. No entanto, pais, cuidadores e responsáveis pelas crianças precisam ficar atentos diante dos riscos que alguns brinquedos e brincadeiras podem trazer às crianças.

Se por um lado, os brinquedos e as atividades de lazer apoiam o desenvolvimento infantil, ao estimular a imaginação, a curiosidade e a criatividade, além de contribuir para a sociabilidade dos mais jovens, por outro podem colocar a saúde e a vida deles em perigo. Os incidentes podem envolver ocorrências de engasgos, sufocação, queimaduras e intoxicação, além de cortes e lesões.

Um levantamento realizado pela Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, mostrou que, em 2023, os acidentes envolvendo crianças e adolescentes no Brasil cresceram quase 8% na comparação com o ano anterior, sendo o maior número desde 2019, período pré-pandemia. No total, foram registradas 119.245 internações causadas por lesões não intencionais, entre as faixas etárias de 0 a 14 anos.  

O estudo, elaborado com dados do DataSUS e desenvolvido pelo Instituto Bem Cuidar, programa de gestão de conhecimento da Aldeias Infantis SOS, analisou oito categorias de causas de acidentes. Dentre as categorias em destaque, estiveram sufocação (+ 11,24%), quedas (+ 10,33%), queimadura (+ 7,38%) e afogamento (+ 5,78%).

Para apoiar os adultos no Dia das Crianças, a especialista em Entornos Seguros e Protetores da Aldeias Infantis SOS, Erika Tonelli, listou algumas dicas práticas para a compra de brinquedos seguros. Ela também reuniu algumas orientações básicas para a proteção e prevenção de acidentes durante as atividades infantis realizadas na data.  


Compre o brinquedo certo

Erika afirma que a atenção aos brinquedos é fundamental na hora de garantir entornos seguros e protetores para as crianças. "Além da supervisão constante de um adulto, vale inspecionar regularmente os brinquedos e verificar se eles possuem algum dano que possa causar acidentes durante a brincadeira, como partes pequenas que estejam se soltando ou pedaços quebrados com pontas afiadas ou arestas”, afirma. “Também é importante estimular a criança a guardar os brinquedos logo após seu uso para evitar quedas e outros tipos de acidentes bastante comuns nessa hora", completa.

A seguir, veja algumas dicas para a escolha do brinquedo certo:

  • Ao escolher um brinquedo, leve em consideração a idade da criança. A faixa etária adequada deve estar claramente indicada na embalagem, com informações sobre conteúdo, instruções de uso, montagem e quaisquer riscos potenciais;
  • Certifique-se de que os brinquedos tenham o selo do Inmetro, que é obrigatório. A certificação é uma garantia de que o objeto foi aprovado em testes e atende aos critérios mínimos de segurança, como a utilização de materiais atóxicos na fabricação;
  • Evite brinquedos com bolinhas de metal, pontas e bordas afiadas e que apresentem projéteis, como dardos e flechas. Correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm não são recomendados para evitar riscos de estrangulamento;
  • Para crianças menores de oito anos, não são aconselhados brinquedos com elementos de aquecimento, como baterias e tomadas elétricas, uma vez que podem causar queimaduras;
  • Presentear com bicicletas, patins, patinetes e skates é uma boa oportunidade para estimular a mobilidade das crianças e a responsabilidade de brincar de forma segura. Mas lembre-se de incluir no presente os equipamentos de segurança necessários, como capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina;
  • Dê atenção especial aos brinquedos que contenham hidrogel em sua composição. Os médicos têm alertado que a substância tem grande capacidade de absorção de água e, no caso de ingestão pela criança, pode causar lesões ou infecções graves;
  • Certifique-se de verificar o prazo de validade do brinquedo. Embora essa informação não seja amplamente divulgada, é importante lembrar que os brinquedos também têm um limite de vida útil;
  • Evite produtos que emitam ruídos excessivos, pois esses sons podem prejudicar a audição. Além disso, fique atento a brinquedos que tenham formas e cheiros que se assemelham a alimentos, isso pode incentivar a criança a colocá-los na boca, provocando engasgos e sufocamento.


Brincadeira em ambiente seguro

“Durante o período de férias e feriados, como o Dia das Crianças, os riscos tendem a aumentar, uma vez que crianças e adolescentes estarão com mais tempo livre para explorar os ambientes. Vale fazer uma ‘operação pente fino’ na casa e demais espaços nos quais aproveitarão a data para garantir uma diversão saudável e segura”, destaca Erika.

“Adotar medidas prevenção é uma das formas mais eficientes para que acidentes não ocorram. Medidas básicas de precaução podem evitar problemas graves e minimizar situações com potencial de ferimentos e, principalmente, salvar vidas. É fundamental verificar a segurança do local antes que as crianças brinquem livremente pelo ambiente”, reforça a especialista da Aldeias Infantis SOS.

Seguem algumas orientações básicas para a prevenção de acidentes com crianças:

Quedas: Crianças não devem brincar próximas a janelas ou sacadas sem proteção, que devem ter grades ou redes de segurança. A atenção deve ser redobrada com pisos escorregadios, lajes e escadas, que oferecem alto risco para quedas. As brincadeiras em parquinhos e brinquedões também devem ser supervisionadas para evitar acidentes;

Tomadas: Para evitar descargas elétricas, todas as tomadas devem estar tampadas e protegidas para obstruir o contato das crianças. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2022, divulgado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), 342 crianças de 0 a 10 anos foram vítimas fatais de choque elétrico na última década;

Gavetas: É indispensável adicionar travas em gavetas com objetos cortantes e que ofereçam risco. Além disso, não é somente a faca que apresenta perigo. Itens de cozinha em geral, além de objetos como clipes metálicos, tampa de caneta e tesoura, por exemplo, também podem causar acidentes;

Intoxicação: É essencial manter remédios, produtos de limpeza, de higiene e de beleza, venenos e plantas tóxicas fora do alcance das crianças;

Hospedagem: Em caso de viagem, não importa onde seja a hospedagem, na casa de familiares ou quarto de hotel, as condições de segurança devem ser avaliadas e adaptadas para as crianças;

Atividades ao ar livre: Ao andar de skate, bicicleta ou patins, por exemplo, é necessário usar equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleiras e joelheiras, para evitar o risco de lesões graves. Nos parquinhos, sempre verificar a condição dos brinquedos e não utilizá-los caso estejam quebrados, enferrujados ou com superfícies perigosas. Se a brincadeira escolhida for empinar pipas, certifique-se de estar longe de fiações e, em caso de relâmpagos, recolha o brinquedo imediatamente;

Brincadeiras aquáticas: Não deixe as crianças sozinhas à beira de piscinas, rios ou lagos, e, ao entrar na água, faça o uso de coletes salva-vidas, uma vez que boias de braço não são aconselhadas. Fique atento ainda com baldes, bacias e piscinas plásticas, que mesmo rasos, podem ser perigosos;

Atividades em grupo: Em hotéis e colônias, procure saber se existe uma equipe de monitores especializados para cuidar de crianças, com profissionais formados em primeiros socorros. No caso de atividades que necessitem de equipamentos de segurança, exija que sejam utilizados e atente às condições dos instrumentos.

Direito de brincar

Mais do que uma atividade saudável e de entretenimento, brincar também é um direito assegurado por lei. Toda criança tem o direito de brincar e se divertir, conforme disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Constituição Federal, da Declaração Universal dos Direitos da Criança (ONU) e, mais recentemente, da Lei 14.826, que institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias de prevenção à violência contra crianças.

Por entender que brincar é um direito e também uma forma de aprendizado e transformação, a Aldeias Infantis SOS lançou a campanha #BrincarTransforma, que convida o público a fazer uma doação para garantir o direito de brincar às crianças vulneráveis apoiadas pela Organização.

Com a contribuição, o doador recebe, em troca, brindes exclusivos, como jogos educativos, quebra-cabeças, jogos de cartas ou mesmo uma ecobag infantil que se transforma em um jogo da velha, criada por um grupo de mulheres artesãs beneficiadas pela Aldeias Infantis SOS.

Para apoiar, basta acessar este link e selecionar o valor correspondente à doação. A campanha #BrincarTransforma se encerra em 31 de outubro.

 

Sobre a Aldeias Infantis SOS

A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. A Organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninos e meninas que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias. 

Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 57 anos e mantém mais de 80 projetos, em cerca de 30 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer cuidados alternativos para crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha. 

Para mais informações, acesse o site: www.aldeiasinfantis.org.br/

 

Como proteger seu carro dos raios ultravioletas? Confira quatro dicas

Arquivo pessoal KoalaCar
Investir em produtos que criam uma blindagem é a opção ideal para evitar os danos dessa exposição solar

 

Nos últimos dias o Brasil atingiu níveis elevados de radiação ultravioleta (UV), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). Os raios ultravioletas fazem mal não apenas a pele humana, mas também a lataria dos veículos. Proteger o carro contra os raios solares é essencial para preservar tanto a estética quanto a durabilidade do automóvel. Marco Lisboa, CEO e fundador da KoalaCar, uma microfranquia de limpeza a seco de veículos, que oferece soluções para a proteção do veículo, separou algumas dicas:

Prevenção de danos à pintura: A exposição excessiva à radiação UV pode causar o desbotamento da cor da pintura do carro, deixando-o com uma aparência opaca e envelhecida. Além disso, pode acelerar o processo de oxidação da coloração, o que leva a manchas e corrosão.“É possível encontrar no mercado uma super cera que cria uma película de proteção sobre a lataria, vedando os microporos da pintura. Isso leva a menos danos provocados pelos raios solares e é ideal para quem tem o hábito de deixar o carro estacionado no sol o dia inteiro. Para quem já está com a tintura do veículo prejudicada, é possível fazer o polimento para reavivar a cor e o brilho da lataria, além de eliminar riscos. ”, diz o CEO da KoalaCar.

Proteção das partes plásticas: Os componentes plásticos e emborrachados, como os para-choques e as borrachas das janelas, são mais vulneráveis à radiação UV. O sol pode ressecar e rachar essas partes, comprometendo sua integridade e causando problemas como infiltrações de água. 

“ A exposição do veículo ao sol e a chuva pode provocar esse problema. É possível recuperar através de um produto que faz a revitalização de plásticos, trazendo mais vida e um visual mais atraente às peças que vão se desbotando ao longo do tempo”, explica Marco.

Manutenção do interior do veículo: O interior do carro também pode ser prejudicado com a exposição dos raios UV, especialmente em dias quentes. Bancos de couro podem ressecar e rachar, e os de tecido podem desbotar. Além disso, o painel pode perder sua cor e apresentar rachaduras. As películas de proteção solar podem ser soluções para essa questão, pois bloqueiam essa radiação, protegem o interior do carro e regulam a temperatura interna.

Proteção dos vidros: Os vidros do carro, especialmente o para-brisa, também podem ser afetados pela radiação UV. Com o tempo, a exposição ao sol pode comprometer a visibilidade, causando manchas e opacidade no vidro. Utilizar capas ou cobrir o carro em estacionamentos expostos ao sol pode ser uma maneira eficaz de minimizar a ação desses raios.

“Cuidar da proteção contra UV e da manutenção do veículo não só prolonga a vida útil dos componentes, como também ajuda a manter a estética do carro em boas condições”, diz o CEO da KoalaCar.


Dia do Consumo Consciente: especialista dá dicas de como evitar o desperdício do maior bem do planeta, a água

Freepik
Brasil está entre os países que mais desperdiça água, chegando a superar em sete vezes o volume do Sistema Cantareira, maior conjunto de reservatórios para abastecimento do Estado de São Paulo

 

Criado em 2009, o Dia do Consumo Consciente, celebrado em 15 de outubro, pretende despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelo exagero do consumo. Sem dúvida, a água é um dos principais recursos naturais fundamentais para a sobrevivência humana e para a manutenção do equilíbrio ecológico. No entanto, o Brasil está entre os países que mais desperdiçam água. Um estudo do Instituto Trata Brasil de 2020, aponta que o volume de água perdida nos sistemas de distribuição no país equivale a 7,8 mil piscinas olímpicas de água tratada desperdiçada diariamente ou mais de sete vezes o volume do Sistema Cantareira, maior conjunto de reservatórios para abastecimento do Estado de São Paulo. Entre as principais causas estão a má gestão dos recursos hídricos e o consumo doméstico exacerbado, que podem gerar problemas ambientais e a escassez hídrica em várias localidades.

O assunto também ganhou destaque com a possibilidade da volta do horário de verão este ano, quando há o adiantamento de uma hora no horário de Brasília para reduzir o consumo de energia elétrica e aproveitar mais a luz solar, uma medida para poupar os reservatórios das usinas hidrelétricas, por causa da enorme seca vivida atualmente no país.

“Atitudes simples do dia a dia podem ajudar a minimizar o desperdício de água tanto em residências como nas empresas, beneficiando inclusive para a diminuição das contas de luz e gás. É preciso ter consciência de que se não cuidarmos hoje desse recurso, poderemos sofrer graves consequências no futuro próximo”, explica Yuri Verçosa, CEO da Foz Sustentável, empresa que tem o objetivo de resolver o problema do desperdício de água no Brasil. 

Confira as dicas do especialista: 

  • Verifique e corrija quaisquer vazamentos - Infiltrações e vazamentos podem acontecer sem que você perceba e representar um elevado desperdício de água. “Goteiras e manchas na parede são indícios que aparecem quando problemas maiores já se instalaram há mais tempo. Outros sinais são mofo, pintura com bolhas, pintura com aspecto umedecido e bolor”, explica Yuri.
  • Instale torneiras inteligentes - Torneira vazando pode desperdiçar até 40 litros de água por dia. As torneiras inteligentes são aquelas de ativação automática ou com arejadores. “As primeiras evitam o desperdício por fecharem o fluxo de água de forma automática, evitando esquecimentos. Já as torneiras com arejadores combinam o ar e a água, incorporando velocidade ao fluxo de água, mantendo a pressão e o aspecto volumoso”, diz o especialista. 
  • Cronometre o banho - Um banho de 15 minutos pode gastar até 135 litros de água. Se você reduzir o tempo para 5 minutos, apenas 45 litros serão utilizados. “Hoje o mercado também disponibiliza chuveiros inteligentes com tecnologia AirWater, que proporciona eficiência ao mesmo tempo que economiza de 30% a 80% o consumo de água sem comprometer o conforto do banho”, sugere o CEO.
  • Descarga do vaso sanitário - Uma descarga acionada por seis segundos consome cerca de 12 litros de água. Se a válvula estiver com problemas, esse volume pode aumentar para 30 litros. “O uso de dispositivos, tanto no modelo de parede como de caixas acopladas, permitem uma economia superior a 70% da água que é gasta nas descargas”, orienta Yuri.
  • Bloqueador de ar - Ao eliminar o ar da tubulação, você paga apenas o que consumir de água, gerando assim, uma economia significativa ao final de todo mês. “O dispositivo é instalado logo após o hidrômetro, ajustável tanto para altas quanto para baixas pressões, gerando uma economia de até 12% na conta de água”, diz o especialista.
  • Gestão Hídrica – Invista em tecnologia de monitoramento do seu consumo de água com alertas de pico, consumo excessivo e metas de economia.

Como dicas finais, não lave a calçada da residência com mangueira, isso pode representar um gasto de 120 litros de água. Lave com água reutilizada, que você pode armazenar, por exemplo, do enxágue da máquina de lavar. Também use baldes para lavar o carro. Outra forma de economizar é a ecolavagem, que deixa o veículo limpo e protegido com menos de um litro de água. Feche a torneira enquanto escova os dentes e ensaboe todas as louças antes da lavagem.  “Se cada um fizer a sua parte, com pequenas ações podemos evitar o desperdício de água e contribuir para a preservação do maior bem do planeta”, finaliza Yuri Verçosa, CEO da Foz Sustentável.

 

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