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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Postos do Poupatempo estarão fechados no dia 12 de outubro, feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida

As opções digitais serão mantidas, com mais de 3,4 mil serviços disponíveis à população; as atividades presenciais serão retomadas na segunda-feira (14/10).

 


As 244 unidades do Poupatempo em todo o Estado estarão fechadas neste sábado, 12 de outubro, feriado nacional em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. As atividades presenciais serão retomadas na segunda-feira (14/10), mediante agendamento prévio e totalmente gratuito.

Durante o feriado, as opções digitais permanecem disponíveis à população através do portal www.poupatempo.sp.gov.br, do aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR, dos totens de autoatendimento e pelo WhatsApp, no número (11) 95220-2974.

Entre os serviços oferecidos estão: renovação de CNH, licenciamento de veículos, consulta de IPVA, Carteira de Trabalho Digital, seguro-desemprego, atestado de antecedentes criminais, pesquisa de débito de veículos, entre outros.

Um mal silencioso que grita cada dia mais

A Agência Nacional mostra que, a cada 24 horas, ao menos 8 mulheres foram vítimas de violência doméstica em 2023, um aumento de 22,04% de casos em relação a 2022. O 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 também demonstra a piora nos indicadores de violência contra a mulher no país: o homicídio e feminicídio, a ameaça e perseguição, as agressões domésticas, a violência psicológica e o estupro foram as modalidades de violência observadas.

Esses dados são assustadores e infelizmente não retratam toda a realidade das mulheres no país. Quando esses números são analisados, é preciso considerar que muitas vítimas não têm seus casos julgados, se constrangem no momento de denunciar, ou não sabem que sofrem violência.

Justamente essa falta de conhecimento sobre o que é o machismo e de entendimento sobre as questões emocionais fez com que essa cultura se perpetuasse até hoje em nossa sociedade. Atualmente temos dados porque tudo está mudando, mas a violência contra as mulheres é algo que ocorre há séculos - não somente no Brasil. Por isso, muitas pessoas não se dão conta de que estão passando por abusos, outras que estão abusando e a maioria nem percebe que está contribuindo para a continuidade deste sistema.

A cultura machista é perpetuada, por exemplo, quando pais, cuidadores e a sociedade dizem para meninos que “homem não chora”. Ela é mantida quando os obriga a reprimir e julgar comportamentos masculinos ligados à demonstração de sentimentos, emoções ou até flexibilidade corporal para dançar, por exemplo. Quando o menino somente é respeitado e visto como forte e corajoso se ele for rígido e viril, isso é uma crueldade, porque fere e desumaniza os homens tornando muitos deles explosivos, violentos e depressivos.

Imagine esse menino também vendo a violência que sua mãe sofreu de um outro homem que muitas vezes é seu pai? Imagine ter a agressividade como referência de comportamento masculino? Imagine esse menino tendo que reprimir emoções, sentimentos e mecanismos de equilíbrio emocional desde cedo? Quantas feridas e dores emocionais esse menino alimenta dentro de si? Essa cultura machista educou os homens a acreditar que são donos das mulheres e que estas devem se submeter e viver em função de cuidar e servir a eles e ao lar. Os homens não foram criados para serem pai e companheiros (muitos nunca puderam brincar de boneca e casinha).

Por outro lado, as mulheres foram criadas para casar, ter filhos, servir aos homens e à família, sem o direito de ser alguém além dos papéis sociais, sem direito ao menos de descansar. Desde cedo recebemos brinquedos que nos condicionam a este papel de servir. Numa casa onde se tem filhas mulheres e filhos homens, são sempre as mulheres que cuidam de tudo, da casa, da alimentação e até de colocar o prato na mesa e limpá-los depois. Os homens sempre têm tempo para estarem consigo e com os amigos, as mulheres não. Até pouco tempo, muitas mulheres acabavam sendo mães sem ao menos terem a consciência de que realmente tinham dom para essa missão de tamanha responsabilidade.

Mesmo com as mudanças dos últimos anos, em que as mulheres buscam sua autonomia e desenvolvimento no mercado de trabalho, ainda assim elas continuam sobrecarregadas, sofrendo violências, desrespeitos e abusos. Enquanto não curarmos nossas feridas e dores interiores, os índices de violência e os desequilíbrios relacionais-sociais continuarão presentes, pois continuaremos, homens e mulheres, a perpetuar comportamentos machistas.

 

Silvia Cristina Hito - especialista em desenvolvimento humano e organizacional, além de autora do livro “Quem vê cara, não vê o que vai na alma: superando feridas emocionais para viver plenamente com saúde mental”

 

Dia das Crianças: Soluções antifraude podem evitar perdas de R$ 1,1 bilhão na semana, projeta Serasa Experian

Datatech dá dicas para empresas e consumidores se protegerem nesta e em outros momentos do ano


Na Semana do Dia das Crianças (7 a 13 de outubro), uma das datas comemorativas que mais movimenta o comércio, a Serasa Experian projeta que sejam evitadas mais de 201 mil tentativas de golpes por meio de soluções antifraude, aplicadas durante autenticações de segurança. Se efetivadas, as diligências poderiam causar mais de R$ 1,1 bilhão em perdas para consumidores e empresas. Considerando apenas o final de semana (11 a 13 de outubro), a estimativa é que sejam detectadas 86,5 mil ocorrências fraudulentas, das quais gerariam perdas no nível de R$ 484,4 milhões. 

“O grande volume de dinheiro transacionado em datas comemorativas como essa chama a atenção dos golpistas, que ficam à espreita para cometer crimes. Por isso, é importante que os consumidores e as empresas estejam atentos para evitar se tornarem vítimas. É fundamental que as empresas utilizem ferramentas capazes de barrar essas tentativas, garantindo, assim, a segurança e confiabilidade do consumidor em suas marcas. As proteções em camadas podem e devem ser utilizadas para garantir um ambiente de compra cada vez mais seguro, não só em datas sazonais, mas durante todo o ano. Elas contemplam etapas como biometria facial, verificação cadastral e de documentos, validação de dispositivos, entre outras modalidades a depender da necessidade de cada negócio”, declara o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraudes da Serasa Experian, Caio Rocha. 

Segundo o Indicador de Tentativas de Fraude produzido mensalmente pela datatech, de janeiro a maio deste ano foram contabilizadas mais de 4,4 milhões de tentativas de fraudes que, se fossem efetivadas, teriam resultado em mais de R$ 25,1 bilhões em perdas para as empresas e os consumidores. 

“Reconhecer práticas fraudulentas é fundamental para que os consumidores e as empresas possam se proteger. Combinar tecnologia antifraudes com a educação do consumidor é crucial para um ambiente virtual mais seguro”, afirma Rocha.


Prevenção em primeiro lugar: dicas para se proteger

Além de empresas implementarem sistemas antifraude tecnológicos e avançados, a conscientização dos consumidores é fundamental para a prevenção de fraudes. Confira as dicas para evitar se tornar vítima de golpes:

 

Consumidores:  

·         Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

·         Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador e aplicar golpes. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

·         Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que induzem o consumidor a inserir seus dados ou contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

·         Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

·         Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

·         Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

·         Inclua suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

·         Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.

 

Empresas:  

·         Solução em camadas: com a aceleração da adoção de canais digitais na vida dos consumidores, as empresas estão cada vez mais investindo em métodos de soluções antifraude e tecnologias sofisticadas ao longo da jornada do cliente, para que a segurança da operação seja garantida, com o mínimo de atrito possível em sua experiência. Nesse sentido, a Serasa Experian tem soluções modulares inteligentes que possibilitam oferecer uma experiência segura ao cliente final. Com combinação de big data, analytics e soluções automatizadas, as empresas podem blindar seus negócios contra fraudes mantendo a melhor experiência para seu usuário;

·         Faça a análise de compras: invista em camadas preditivas antifraude, principalmente as que realizam a análise comportamental dos seus clientes e usuários. Assim, sua empresa pode avaliar o histórico do consumidor no mercado, status do seu CPF ou CNPJ, os seus hábitos e a existência de pendências em seu nome, por exemplo;

·         Verifique cadastros: contar com uma base de dados do cliente é essencial para reforçar a segurança de operações online. Nesse quesito, ter acesso a um cadastro atualizado dos consumidores, no qual é possível checar a veracidade das informações fornecidas no momento de uma compra, por exemplo, é uma estratégia para reduzir os riscos na hora de vender. A confirmação cadastral pode identificar tentativas de fraudes, sinalizando situações suspeitas, como divergências de dados do cliente com as que constam de outras bases de dados confiáveis;

·         Invista em soluções antifraude em camadas: não existe uma bala de prata que funcione para todos os casos. Por isso, é importante munir o seu negócio com tecnologias de ponta que, combinadas, ajudem a blindar todas as etapas da jornada do seu cliente.

 

Metodologia

A Serasa Experian estimou o risco das fraudes no Dia das Crianças de 2024 a partir dos dados do mesmo período de 2023, quando ocorreu uma tentativa de fraude a cada 3 segundos.

 


Experian
experianplc.com

 

Trend Micro lança aplicativo para intensificar combate aos golpes digitais

Trend Micro Check utiliza Inteligência Artificial para avaliar e identificar ameaças em tempo real


A Trend Micro, líder global em segurança cibernética, anunciou o lançamento do Trend Micro Check, um aplicativo de celular com recursos avançados de Inteligência Artificial (IA), projetado para proteger os consumidores. A solução inovadora ajuda os usuários a identificar rapidamente a veracidade de mensagens, anúncios e postagens em redes sociais, além de verificar se uma chamada de vídeo é legítima ou um deepfake.
 
Estudo recente da Trend Micro com 4.080 consumidores revelou que 73% deles acreditam que o volume e o risco de golpes digitais aumentaram no último ano. Além disso, 79% dos entrevistados expressaram preocupação com a possibilidade de um familiar se tornar vítima de um golpe on-line, sendo que 96% deles afirmaram que tomariam medidas para se proteger e proteger a família dessas ameaças.
 
Embora 71% se considerem confiantes em sua capacidade de identificar golpes, 62% disseram que utilizariam um aplicativo que pudesse verificar rapidamente a autenticidade de e-mails, postagens de redes sociais, anúncios, mensagens de texto e chamadas telefônicas.
 
"Com mais de US$ 1 trilhão perdidos, no último ano, em golpes em todo o mundo, é evidente que algo precisa ser feito para proteger os consumidores. A Trend Micro, como nosso parceiro fundador, demonstra seu forte compromisso em fornecer ferramentas eficazes contra esse problema ao lançar o Trend Micro Check. Aplaudimos seu empenho em liderar essa causa”, destaca Jorij Abraham, diretor da GASA, Aliança Antigolpe Global.
 
A IA tem sido uma poderosa aliada dos golpistas, que utilizam o recurso para criar fraudes que exploram reações emocionais das vítimas. O Trend Micro Check oferece aos consumidores uma maneira proativa de barrar esses golpes antes que eles causem danos, emitindo alertas em tempo real e facilitando a verificação instantânea da autenticidade de conteúdos suspeitos.
 
Principais recursos do Trend Micro Check:


  • Verificação de golpes: avalia em tempo real a probabilidade de um conteúdo (anúncio, mensagem, e-mail ou URL) ser fraudulento, fornecendo um resumo claro das preocupações de segurança e recomendações de ação;

  • Deepfake scan: identifica tentativas de golpes com deepfakes durante chamadas de vídeo ao vivo;

  • Filtro de SMS: bloqueia automaticamente mensagens de texto de spam e golpes antes que cheguem à Caixa de Entrada;

  • Bloqueio de chamadas: impede chamadas de telemarketing, robocalls e spams;

  • Proteção da Web: bloqueia sites perigosos e filtra anúncios suspeitos.
  • "Os cibercriminosos têm aproveitado o avanço da IA para aprimorar os golpes digitais e enganar vítimas desavisadas. Enquanto eles utilizam essas inovações para causar danos, nós utilizamos as novas tecnologias para combatê-los. Estamos na linha de frente contra essas ameaças e o nosso objetivo é antecipá-las com soluções avançadas de IA”, afirma Eva Chen, CEO da Trend Micro.

    Para saber mais sobre o Trend Micro Check, clique AQUI.

     

    Trend Micro
    Site: www.trendmicro.com/pt_br/business.html
    Twitter: TrendmicroBR
    Linkedin: www.linkedin.com/company/trend-micro-brasil/

     

    Bateria de carros elétricos pode ter mais de 300kg de minerais

    A chegada dos veículos elétricos (EVs) e híbridos no mercado destacou a importância dos minerais críticos e estratégicos para a fabricação das baterias. Um modelo EV pode conter até 300 kg de minerais como lítio, cobalto, níquel, manganês, grafite, alumínio, cobre e ferro, uma quantidade significativamente maior do que os cerca de 50 kg de minerais utilizados em carros convencionais. Essa diferença reflete a evolução tecnológica e as demandas energéticas dos veículos movidos a combustíveis limpos. 

    Um exemplo notável da destinação desses minerais diz respeito ao uso do cobre, que pode variar de 60 kg a 70 kg em um carro elétrico, um aumento considerável em comparação aos 10 kg usados em veículos convencionais. O lítio, embora presente em menor quantidade (cerca de 8 kg em uma bateria de 300 kg), é essencial devido à sua leveza e alta capacidade energética. 

    Dentro dessa temática, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) desenvolveu, em parceria com a Toshiba e a Volkswagen Caminhões e Ônibus, uma tecnologia promissora que introduz óxido de nióbio nas baterias de lítio. Com isso, é possível ter um carregamento ultrarrápido dessas baterias, além de maior segurança, estabilidade, vida útil (que pode ser três vezes maior) e uma condutividade térmica maior que diminui o aquecimento. 

    Veja o papel dos demais minerais mencionados no funcionamento das baterias:

    • Lítio: Fundamental para a fabricação de baterias de íon de lítio.
    • Cobalto: Utilizado em combinação com o lítio para aumentar a estabilidade e a eficiência das baterias.
    • Níquel: Importante para melhorar a densidade energética das baterias.
    • Grafite: Usado como material anódico nas baterias, crucial para o armazenamento de energia.
    • Manganês: Contribui para a estabilidade das baterias.
    • Alumínio: Utilizado na estrutura do veículo e em componentes eletrônicos.
    • Cobre: Essencial para a fiação elétrica e sistemas eletrônicos dos veículos.
    • Aço e Ferro: Usados na estrutura do veículo, garantindo resistência e durabilidade.


    Atuação pelo desenvolvimento sustentável  

    Instalada no Congresso Nacional em 2023, a Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin) tem entre as suas missões trabalhar para melhorar o ambiente de negócios da mineração brasileira. Nesse sentido, recentemente, o colegiado apresentou o Projeto de Lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta visa garantir que o Brasil realize o aproveitamento de seus minerais críticos e estratégicos de forma sustentável, visando a segurança alimentar, a segurança nacional, o desenvolvimento da indústria nacional e a transição energética global. 

    O Brasil se encontra em uma posição de destaque em relação aos minerais críticos e estratégicos, pois possui reservas de todos os minerais necessários para as tecnologias de produção de energias limpas, por exemplos estes que são utilizados para produção de baterias:

    • Grafite: O Brasil é um dos principais detentores de reservas de grafita no mundo, com aproximadamente 26% do total conhecido, e foi o 4º produtor mundial em 2022.
    • Alumínio: O país possui a terceira maior reserva do mundo de bauxita e é um dos principais produtores mundiais, com reservas concentradas principalmente no Pará e Minas Gerais.
    • Lítio: A produção de lítio no Brasil responde atualmente por 2% do que é produzido no mundo, com estimativas de aumento para 5% nos próximos 10 anos.
    • Cobalto: O país tem reservas de cerca de 70 mil toneladas, com os principais depósitos localizados em Minas Gerais e Goiás.
    • Níquel: O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de níquel, com reservas significativas em Goiás, Minas Gerais e Pará.
    • Cobre: O país representa cerca de 2% das reservas mundiais, com produção nos estados do Pará, Goiás, Bahia e Alagoas.
    • Manganês: O Brasil está entre os maiores produtores mundiais e detentores de reservas de manganês há mais de 100 anos, com principais reservas em Minas Gerais, Pará e Amapá.

    Além disso, outros minerais como terras raras e nióbio também podem ser utilizados em componentes eletrônicos e motores elétricos, destacando a complexidade e a diversidade dos materiais necessários para a fabricação de veículos elétricos.


    Uma nova camada de proteção: seguros cibernéticos começam a ganhar tração no Brasil

     

    Os avanços tecnológicos e a busca cada vez maior por soluções que envolvam a transformação digital de empresas e negócios tornam o seguro cibernético uma ferramenta essencial para proteger sua empresa dos riscos muito presentes no mundo virtual. Não por acaso, a procura por esse tipo de cobertura cresceu 880% nos últimos cinco anos no Brasil.

     

    Segundo um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), essa modalidade de seguro arrecadou R$ 20,7 milhões em 2019, porém alcançou a marca de R$ 203,3 milhões no ano passado. Há múltiplos componentes para compreender o forte aumento da demanda, a começar pelo fato de que quase seis em cada dez companhias do país já foi alvo de ataques em 2023, segundo o Índice Global de Proteção de Dados (GDPI).

     

    Para as seguradoras, esse tipo de apólice visa amparar perdas financeiras dos seus clientes decorrentes de ataques virtuais, erros ou negligências, e que resultem em vazamento de dados e outros danos relacionados à segurança da informação. Em geral, a cobertura pretende cobrir custos para restauração de dados ou sistemas, custos legais na esfera judicial, além de eventuais perdas de receitas nos negócios e possíveis danos à reputação.

     

    Todavia, um dos grandes desafios dentro do ambiente digital é a precificação de um seguro cibernético. Trata-se de um processo complexo que leva em consideração diversos fatores, visando oferecer uma cobertura adequada e um valor justo para o segurado. Alguns dos aspectos centrais envolvem o tamanho da empresa (quanto maior, mais volumes de dados e mais operações robustas), o setor de atuação (financeiro e de saúde são os preferidos dos cibercriminosos), e o volume de dados e informações sob tutela da organização.

     

    Mas não são os únicos. Uma apólice de cobertura digital irá considerar ainda um eventual histórico de incidentes no ambiente virtual, o arcabouço de segurança da empresa (que pode até mesmo gerar descontos na contratação), a localização geográfica da companhia e as várias coberturas adicionais que podem ser adicionadas ao contrato final, cobrindo aspectos adicionais.

     

    Diante disso, o cálculo do prêmio pode ser desafiador, quando não imensurável. Um exemplo disso envolve, por exemplo, uma eventual tentativa de um influenciador digital buscar um seguro cibernético. Se cobrir a perda de dados e contas em redes sociais, hipoteticamente, pode ser mensurado, o mesmo é improvável para possíveis danos causados por opiniões e atitudes fora do escopo do contrato protagonizadas por esse mesmo influenciador. É um risco que a maioria das seguradoras não toparia hoje.

     

    Entretanto, voltando a aspectos mais comuns ao mundo corporativo, o processo de cotação de um seguro cibernético não foge muito ao que já conhecemos, com análise de riscos, definição de coberturas, cálculo do prêmio e a emissão da apólice ao final do processo. O que cabe reforçar aqui é que estamos falando de uma modalidade que não se deve ver como padronizada, já que cada apólice é personalizada segundo as necessidades de cada empresa.

     

    Da adição da Inteligência Artificial (IA) aos processos de desenvolvimento de software, passando pela modernização e migração de legados de grandes conglomerados para o ambiente em nuvem, a contratação de um seguro cibernético se coloca como potencial “camada extra” na proteção corporativa. Há nele a proteção financeira, a assistência no gerenciamento de eventuais crises, o compromisso com os regulatórios, e a segurança de estar coberto por eventuais ações criminosas.

     

    Nunca é demais reforçar que o seguro cibernético não substitui as medidas de segurança. Ele é um complemento que oferece uma proteção adicional em caso de incidentes, seja um caso de ransomware, phishing, DDoS, malware ou outro tipo de ataque por vulnerabilidades diversas. Boas práticas dos funcionários e ferramentas devidamente atualizadas devem ser vistas como protagonistas neste processo de eficiência no cuidado com os dados na esfera virtual.

     

    Uma ação preditiva e estratégica de uma companhia na atualidade terá o seguro cibernético como uma variável importante. Tão relevante quanto compreender isso é comparar as diferentes opções disponíveis e escolher uma cobertura que atenda às necessidades específicas da sua organização.





    Antonio Darcio Valerio Filho - Business Vice President da GFT Technologies no Brasil



    O que torna uma franquia lucrativa? Especialista explica como escolher uma marca e evitar decisões equivocadas

    Jenni Almeida, fundadora da Invest4U, aborda os aspectos que fazem uma franquia ser confiável e segura no longo prazo


    No Brasil, o mercado de franquias cresceu 19% no primeiro trimestre deste ano, alcançando 60,5 bilhões de reais em faturamento, de acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Esse crescimento, impulsionado por setores como o de serviços, reflete a atratividade da franquia como um modelo de negócio resiliente e promissor.

    No entanto, o processo de escolha da franquia ideal exige atenção a alguns critérios importantes para não cair em armadilhas, como segurança, previsibilidade e flexibilidade do modelo de negócio. De acordo com a ABF, foram abertas 4,3% a mais operações no início de 2024, mas 1,9% delas foram encerradas, o que reforça a relevância de uma análise aprofundada.

    Para Jenni Almeida, fundadora e CEO da Invest4U, o fator mais importante ao escolher uma franquia é a transparência. “Um bom indicador de seriedade é a solidez financeira e a estabilidade ao longo dos anos. Avaliar esse histórico e a experiência dos franqueados é essencial para garantir o investimento em um negócio confiável e rentável”, explica.


    Sinais de uma franquia séria e lucrativa

    Um aspecto essencial para identificar se uma franquia é realmente lucrativa é analisar sua margem de lucro. De acordo com a ABF, franquias nos setores de serviços financeiros, educação e alimentação saudável têm demonstrado as maiores margens nos últimos anos. Além disso, franquias com baixa complexidade operacional e custo fixo reduzido, como as que permitem operação remota, costumam garantir retornos mais rápidos.

    Porém, o sucesso de uma franquia vai muito além da lucratividade. Muitas vezes, os empreendedores acabam entrando em franquias que prometem grandes retornos, mas carecem de estrutura adequada. “Antes de investir, é interessante observar o suporte oferecido pela franqueadora, como treinamentos, acompanhamento contínuo e inovação nos produtos e serviços, para que o franqueado tenha sempre o apoio necessário para prosperar”, sugere Jenni.

    Algumas dicas para evitar escolhas equivocadas incluem verificar se a franquia tem processos padronizados, se possui suporte jurídico para a implementação e operação, e analisar a Circular de Oferta de Franquia (COF), documento obrigatório que deve detalhar os aspectos legais e operacionais da rede. A ausência de informações claras nesse documento pode indicar problemas de transparência. “O franqueado deve ter clareza sobre todas as taxas envolvidas e a previsão de retorno do investimento, para evitar surpresas e problemas financeiros. Um dos principais alertas no setor é não se deixar levar por promessas de lucros rápidos e acima da média do mercado”, ressalta a especialista.


    Flexibilidade e personalização 

    Um exemplo de franquia que oferece um modelo de negócio adaptável às necessidades específicas de cada franqueado e de cada cliente final é a Invest4U, liderada por Jenni Almeida, que também é educadora e planejadora financeira certificada. “Os franqueados, que incluem profissionais de diversas áreas, têm a flexibilidade de moldar os serviços de acordo com cada perfil”, destaca Jenni.

    Além disso, as operações podem ser realizadas remotamente, o que reduz custos fixos e oferece maior flexibilidade, tornando a conciliação de outras atividades com a franquia uma opção viável. “Esse é um dos nossos principais diferenciais, permitir que o franqueado trabalhe de forma eficiente e alinhada com as expectativas de crescimento do mercado, sempre com suporte contínuo, que inclui o acesso a uma rede de especialistas que auxiliam em decisões estratégicas”, detalha a especialista.

    Para Jenni, o sucesso de uma franquia depende de um modelo que combine flexibilidade, treinamentos, suporte e personalização, características que estão no centro da operação da Invest4U. “Nosso propósito é transformar a vida financeira das pessoas, e isso só é possível com um atendimento próximo e personalizado. Cada cliente tem uma história, e nosso trabalho é oferecer a melhor solução financeira para apoiá-la em sua jornada”, conclui.

     



    Jenni Almeida - Fundadora e CEO da Invest4U, Jenni Almeida é estrategista financeira, consultora de investimentos CVM, educadora financeira e planejadora financeira certificada CFP®. Com uma carreira de sucesso que começou aos 18 anos em um grande banco internacional, Jenni se destacou por seu compromisso em transformar a vida financeira de famílias e empresas. Em 2018, fundou a Invest4U, com o propósito de oferecer planejamento financeiro personalizado, fundamentado em valores cristãos. Jenni é reconhecida por sua dedicação em proteger e multiplicar o patrimônio dos clientes, tendo sido destacada em 2024 como a principal líder em proteção familiar e blindagem financeira empresarial no Brasil.
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    Invest4U
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    11 de outubro - Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física

    Defensor Público diz que é preciso ampliar a acessibilidade e a igualdade de oportunidades às pessoas com deficiência

     

    Neste 11 de outubro comemora-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física. A data é uma oportunidade para sensibilizar a sociedade sobre a importância de garantir igualdade de oportunidades e condições adequadas para essa numerosa parcela da população. De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 15 milhões de indivíduos com deficiência física. Portanto, é um momento para fortalecer o compromisso com políticas públicas que assegurem a plena participação dessas pessoas na sociedade. 

    Apesar dos avanços na legislação, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), muitas barreiras continuam dificultando a vida das pessoas com deficiência física. No dia a dia, essa legião de brasileiros ainda enfrenta uma série de desafios, profundos e estruturais.

     

    “É fundamental promovermos a sensibilização, a conscientização e o rompimento da barreira do preconceito, do desdém, do olhar enviesado às pessoas com deficiência. Precisamos, todos, lutar para que essas pessoas sejam percebidas, não como coitados, mas sim, como pessoas capazes, que merecem todo o nosso respeito”, afirma o Defensor Público Federal André Naves, que é especialista em Direitos Humanos e Inclusão.

    Dentre as principais barreiras para que pessoas com deficiência física possam exercer a plena cidadania, destacamos:


    Acessibilidade limitada: a falta de infraestrutura adequada nas cidades, como calçadas, rampas e transportes públicos adaptados, ainda é uma triste realidade na maioria das cidades, principalmente em municípios ou bairros mais carentes. Estes são os maiores obstáculos à mobilidade das pessoas com deficiência física, comprometendo o seu direito de ir e vir de maneira independente.
     

    Transporte: Pessoas com deficiência têm direito à gratuidade em diversos meios de transporte, como ônibus, trens e metrôs. Essa garantia está prevista na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Contudo, a implementação da lei varia de acordo com a cidade ou o estado, já que existem regras específicas em cada localidade. Por isso, na prática, muitos não usufruem desse direito. 

    Burocracia na compra de veículo isento de impostos: comprar um carro com isenção de impostos pode ser complicado para pessoas com deficiência física por causa da burocracia. O processo envolve várias etapas, como a apresentação de documentos médicos, laudos e formulários específicos. Isso pode ser confuso e demorado e, por isso, muitos desistem. 

    Desigualdade no mercado de trabalho: embora existam leis que garantam a inclusão de PcDs no mercado de trabalho, como a Lei de Cotas, muitas empresas ainda resistem em cumprir as normativas ou empregam essas pessoas em funções subvalorizadas, limitando seu potencial de crescimento profissional. 

    Educação inclusiva deficiente: a inclusão educacional é um direito garantido, mas ainda faltam profissionais capacitados e adaptações nas escolas, o que dificulta o acesso à uma educação de qualidade. 

    Preconceito e estigmatização: pessoas com deficiência física frequentemente enfrentam discriminação e preconceito, o que pode afetar sua autoestima e restringir uma participação mais ativa na sociedade.

    “O grande desafio atual é tornar realidade os direitos previstos pela legislação e avançar para assegurar novos direitos. Isso pressupõe não apenas a implementação eficiente de políticas públicas bem como um compromisso cultural de toda a sociedade com a prática contínua da inclusão”, lembra André Naves, que complementa: “Precisamos avançar para que, cada vez mais, as cidades, as escolas, os hospitais e postos de saúde, e o mercado de trabalho, estejam adaptados para acolher e valorizar as pessoas com deficiência, garantindo-lhes autonomia e dignidade”, finaliza.

     

    Nos deixem viver: Crescem todos os tipos de violência contra as mulheres


    Em 2023, 258.941 mulheres sofreram violência doméstica. 38.507 sofreram violência psicológica. 1.467 mulheres tiveram suas vidas acabadas, vítimas do feminicídio, a maioria em sua residência por uma pessoa de sua confiança: o seu parceiro íntimo. Violências que afetam mulheres de todas as classes sociais, etnias e faixas etárias.

     

    O Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, 10 de outubro, impulsiona a reflexão dos números da violência contra a mulher e o que se tem feito para combater o problema.

     

    “A violência contra a mulher não é natural. Por isso, devemos exigir a adoção de medidas que combatam e superem este tipo de violência. As relações de poder estabelecidas devem ser coisas do passado. A violência contra as mulheres traz consequências graves para as vítimas e à sociedade”, afirma a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG, Mazé Morais.

     

    O combate à violência contra as mulheres sempre foi uma prioridade na luta da CONTAG, principalmente para as mulheres do campo, da floresta e das águas, quem têm enfrentado de forma ainda mais cruel processos permanentes de violência vivenciados em diversas dimensões.

     

    Elas têm carregado em seus corpos o peso das opressões históricas operadas pelo patriarcado, pelo capitalismo, pelo racismo e pelo colonialismo. As mulheres do campo, da floresta e das águas enfrentam diversas formas de violência para garantir o direito de existir e pertencer aos seus territórios.

     

    “O isolamento geográfico, a distância, a falta de acesso aos meios de comunicação e informações, a precariedade de infraestrutura e de serviços públicos, a falta de equipamento público para lidar com a violência, tudo isso contribui para a invisibilidade da violência contra as mulheres trabalhadoras rurais agricultoras familiares. Outro aspecto que contribui para tal invisibilidade é a ausência de dados numéricos sobre a violência doméstica em territórios rurais. As mulheres do campo, da floresta e das águas, praticamente, não estão incluídas nas estatísticas”, explica Mazé.

     

    TIPOS DE VIOLÊNCIA

    Estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher na Lei Maria da Penha:


    Física - Qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher.


    Psicológica - Qualquer conduta que: cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.


    Sexual - Qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.


    Patrimonial - Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.


    Moral - Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

    Mas, para além dessas violências reconhecidas pela lei, há outras formas de violência que atingem as mulheres, como a lesbofobia, baseada na orientação sexual de mulheres lésbicas; transfobia, contra pessoas trans; capacitismo, contra mulheres com deficiência; obstétrica, agressões físicas ou verbais durante o parto ou gestação; e política, para impedir a participação de mulheres em espaços de poder.

     

    DENUNCIE

    As denúncias de violência contra à mulher podem ser feitas em delegacias, órgãos especializados e discando 190. Também através da central de atendimento à mulher, o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em qualquer lugar do Brasil.

     

    Vizinhos, amigos, parentes ou desconhecidos também podem utilizar o canal ou ir a uma delegacia para denunciar uma agressão que tenham presenciado.

    “Através da Marcha das Margaridas e de outras tantas ações seguiremos na luta até que todas sejamos livres”, finaliza a secretária.

     

    Não à violência contra a mulher! Nenhuma a menos!

     



    Malu Souza - Comunicação CONTAG, com dados do Anuário Brasileiro  de Segurança Pública


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