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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

A expansão da telemedicina no Brasil


Em 2020, foi divulgado pelo Conselho Federal de Medicina que o Brasil possuía mais de meio milhão de médicos, esse valor resulta em uma média de 2,4 médicos a cada mil habitantes. Essa média se aproxima de países como Estados Unidos e Canadá, no entanto, notamos uma realidade médica bem diferente dos países citados em razão da concentração desses profissionais em determinados polos, levando a uma carência de especialistas em outras regiões. 

Buscando aliviar a sobrecarga do sistema de saúde nacional e encurtar a distância entre cidadão e médico surge a telemedicina, desenvolvida para fornecer aos pacientes consultas e diagnósticos com maior celeridade, levando força médica qualificada a todas as regiões do Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), pelo menos 50% da população brasileira utilizou o sistema de atendimento médico virtual em 2021. 

Existem alguns fatores que aumentam a demanda do sistema de saúde, um deles é o envelhecimento da população. De acordo com o IBGE, em 2017 superamos a marca de 30,2 milhões de pessoas na terceira idade. Com o aumento do percentual de pessoas nessa faixa etária, temos um agravante para a sobrecarga do sistema de saúde público e privado, por conta da necessidade extra que esse grupo demanda em termos de cuidados assistenciais. 

Este cenário, somado aos impactos da pandemia do Covid-19 que limitou as consultas e exames presenciais, e que agora, com a retomada dos atendimentos, superlota os sistemas de saúde. 

Por outro lado, a pandemia permitiu que a telemedicina demonstrasse sua importância com a conquista do aspecto regulatório em caráter emergencial, e que a partir de 2022, passou a ter caráter permanente. 

A telemedicina tem em sua gama de atendimento: teleconsulta, onde o paciente entra em contato com o Médico clínico ou especialista, e entende e a necessidade de ir ou não a uma consulta presencial; e o telediagnóstico, onde o profissional de saúde realiza exames em qualquer local do país e recebe o laudo em alguns minutos, através de um Médico especialista, que utiliza uma plataforma para recebimento e transmissão das informações. 

Um dos grandes potenciais para essa tecnologia no Brasil é o atendimento ao sistema público, já que é um setor que apresenta uma carência maior se comparado ao privado, e pode na tecnologia reduzir os agravantes, por conta das suas soluções efetivas, baixa margem de erro e bom custo. 

Por fim, o grande avanço da telemedicina está em conectar as pessoas aos profissionais da saúde, Médicos ou não médicos, facilitando o acesso aos cuidados assistenciais e acelerando diagnósticos e tratamentos para evitar a complicação do quadro e riscos à saúde. Temos um potencial enorme no Brasil de parcerias com instituições, universidades e empresas para potencializarmos os atendimentos de Médicos clínicos e especialistas e, somado à tecnologia, democratizarmos a saúde no país.

Bruno Vale - Country Manager Atrys Brasil

Como recrutar de forma estratégica quando o volume de vagas é alto

Para Alisson Souza, CEO da abler, padronizar a triagem e contar com banco de talentos são algumas das ações importantes


Com a chegada das festas de final de ano, as empresas, especialmente do setor industrial e do comércio abrem muitas vagas, principalmente temporárias. Mas como recrutar de forma estratégica quando o volume de vagas é alto e há excesso de informação? De acordo com Alisson Souza, CEO da abler, startup que tem o propósito de trazer facilidade na gestão dos processos seletivos, uma ação essencial é contar com um bom banco de talentos. “Na abler, por exemplo, temos mais de 4 milhões de candidatos, o que facilita a busca dos perfis pelo departamento de Recursos Humanos”, explica. 

Outro ponto importante mencionado pelo empresário é a filtragem dos currículos logo no início do processo. “É importante definir o perfil do candidato ideal e já descartar os currículos que não tenham os requisitos estabelecidos, como certificações ou outras especificidades da vaga”. Com isso, padronizar a triagem com o uso de uma ferramenta de seleção é fundamental para evitar a perda de informações. “Um alto volume de candidaturas muitas vezes gera uma triagem deficitária, manual, o que deixa o processo pouco eficiente. A ferramenta de seleção da abler, por exemplo, automatiza desde a requisição da vaga até a coleta dos indicadores de recrutamento, facilitando a triagem e o ranqueamento com o uso de inteligência artificial”, diz.

A dificuldade por parte dos candidatos nos processos de inscrição também costuma ser outro desafio grande na atração de talentos, especialmente quando as vagas são operacionais. “Recentemente, lançamos nossa feature de candidatura por e-mail, que simplifica a dinâmica. O candidato envia o currículo em PDF para o endereço eletrônico indicado e ele é transformado para candidatura. Muitas vezes, em processos operacionais, temos candidatos com menos maturidade na digitação. Essa facilidade vem para atender essa demanda e ajudar as duas pontas”, comenta o CEO.

Outra sugestão que o executivo dá para empresas que têm um alto volume de vagas é definir um prazo limite para o fechamento dessas oportunidades, proporcionando maior organização para o RH e credibilidade ao processo. “Além disso, é importante salvar os modelos de processo de vagas abertas com mais frequência, armazenando as descrições, etapas e consultando o que funcionou”, sugere. 

O conselho final para um recrutamento estratégico quando há alto volume de vagas é unificar a gestão. “Com um ATS é possível coordenar os processos em apenas um lugar, sem precisar de um milhão de abas e e-mails abertos. Isso sem dúvida ajuda o RH a gerir os processos de forma muito mais eficiente”, conclui.


Mais eficiência com processos centralizados

Um dos cases de sucesso atendidos pela abler é o da Royal Face, rede de clínicas de estética com mais de 300 unidades franqueadas em 23 estados brasileiros. Em plena expansão, a marca gera mais de 100 vagas mensais, tanto para a área técnica, como franqueadora, quanto para as franquias. Antes da automatização faltava uma forma de centralizar os processos, que contava ainda com uma inserção de dados manual. “Perder candidatos por conta de cadastro é uma realidade muito difícil de encarar”, conta Bianca Oliveira, analista de RH Sênior da Royal Face. 

A ferramenta usada gerava muitos problemas com atualizações ou travamentos do sistema. Assim, a Royal precisava recorrer ao recebimento de currículos pelo e-mail e com mais de 100 vagas mensais para gerenciar, a empresa não tinha esse tempo hábil.

Após a aquisição do ATS da abler, a Royal Face pode contar com a ferramenta para trazer rapidez, assertividade e otimização aos seus processos de recrutamento. Assim, os gaps que a franqueadora tinha até então, foram resolvidos. “Antes ficávamos na esfera operacional e hoje conseguimos entrar numa esfera mais estratégica, com uma abordagem mais consultiva no recrutamento das unidades franqueadoras”, aponta Jean Carlos, Head de Pessoas e Cultura da rede de estética.

A atuação da abler permite que a matriz da Royal tenha hoje uma frente mais orientadora, centralizando o recrutamento de mais de 300 unidades franqueadas por todo o Brasil, em apenas um lugar.

A Royal Face entende a necessidade de encontrar as pessoas certas para as vagas certas, e para isso a análise comportamental é essencial. E é por meio da abler que oferece a avaliação comportamental como o DISC e Big Five que a franqueadora consegue fazer contratações mais assertivas.


Diminuição da taxa de turnover

Alguns fatores como a falta de testes de fit cultural e de análise comportamental, impactavam na retenção de talentos na American Pet, uma rede de lojas de produtos para animais domésticos. A rede conta com mais de 48 unidades no Rio de Janeiro e está em processo de expansão. Por isso, dispõe de muitas vagas abertas todos os meses.

Antes de contar com o ATS da abler, a organização recebia, em média, 200 currículos em papel por dia nos balcões das lojas, além dos enviados por e-mail. O gestor de Recursos Humanos da marca, Gustavo Ribeiro, conta que a empresa recebia “malotes com currículos” e que esses papéis todos ficavam centralizados na matriz, onde fica o RH.

Após a aquisição da plataforma da abler, a empresa conseguiu mais facilidade para realizar seu recrutamento e seleção, centralizando desde a divulgação das vagas, inclusive as entrevistas. A integração com a startup permitiu a publicação das oportunidades de emprego em mais de 30 portais, permitindo uma maior atração oferecendo mais opções de bons talentos para os gestores.

Ribeiro também comentou que hoje não existe mais processo manual e todos os candidatos são instruídos a fazer o cadastro na abler, recebem o link para o processo, inclusive as indicações. 

E o processo de triar os currículos, que era totalmente manual, agora funciona de forma totalmente otimizada, com o ranqueamento dos candidatos que possuem um perfil com maior aderência à vaga disponível. “Hoje é muito mais fácil porque você seleciona por match. Analisamos o número de candidatos para qualificar pela ordem do ranqueamento”, esclarece o gestor de RH.

Outra mudança com a implementação da plataforma de recrutamento e seleção da abler foi na comunicação com os candidatos. O gestor da rede conta que, atualmente, o contato e a qualificação dos candidatos são bem mais simples, pois podem ser realizadas totalmente pelo WhatsApp, que é integrado à plataforma da abler.

Antigamente, a taxa de rotatividade de funcionários na empresa era de 35%. “Em maioria por falta de fit, erro no processo seletivo, falta de aderência no geral”, esclarece Ribeiro.

Com a abler, o turnover no período de experiência reduziu para 17%. “Sem dúvidas a assertividade na contratação, a atração de candidatos e a celeridade do processo trouxeram muita qualidade”, pontuou o gestor de Recursos Humanos. 

Em apenas quatro meses de aquisição da plataforma da abler, a American Pet conseguiu reduzir em 52% a sua taxa de turnover.

 

Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 cofundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 80 mil vagas na média, em 15 dias.

 

abler 

https://abler.com.br/

 

COP 27: Sebrae apresenta soluções para uma matriz energética competitiva no Brasil e no mundo

Palco Empreendedor será vitrine para as pequenas empresas "made in Brazil" apresentarem suas ferramentas frente à crise energética global

 

A partir desta segunda-feira (7), durante Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP 27), no Egito, o Sebrae posicionará o Brasil como a nova cadeia de suprimentos do mundo, fortalecida pelos pequenos negócios, que proporcionam uma matriz energética cada vez limpa, segura e sempre diversificada. O evento será palco para pequenos negócios brasileiros apresentarem suas soluções contra os efeitos do aquecimento global em 40 painéis, com debates sobre a descarbonização nas cadeias produtivas, medidas compensatórias, indústria responsável, inteligência energética, alternativas com ESG, tecnologias de melhoria de performance, presença feminina nesse mercado e tecnologias sociais para a redução do consumo de energia.

A missão empresarial do Sebrae no maior evento global da área do clima e meio ambiente, que acontece até 18 de novembro em Sharm El Sheikh, visa promover os pequenos negócios brasileiros, oferecendo uma vitrine para seus produtos e serviços – que atendem a demanda global de crise energética – além da oportunidade de networking com os maiores players do ecossistema de energia do mundo. A iniciativa é promovida pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Sebrae e apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e Apex Brasil.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca a importância de posicionar os pequenos negócios brasileiros como propulsores dessa grande matriz energética de coexistência de fontes e tecnologias no Egito, onde estarão reunidos chefes de estado, líderes públicos, especialistas e investidores de todo o mundo. “O produto brasileiro tem uma das menores pegadas de carbono, o que atrai investimentos em operações no nosso território. Vamos romper fronteiras e mostrar, por exemplo, uma agroindústria resiliente com pequenos negócios competitivos a partir da visão da energia como fator de desenvolvimento econômico”, afirmou Melles, citando o patrimônio natural e o envolvimento do setor produtivo brasileiro com as questões ambientais.

A programação do Sebrae inclui 21 painéis presenciais na COP 27, especificamente no Palco Empreendedor Sebrae, dentro do Pavilhão Brasil, e 19 painéis com transmissão remota de diversos pontos do Brasil, pelo Canal Empreender, Canal do Youtube do MMA e Youtube do evento Sebrae Fórum de Energias. Os temas abordados serão estratégias e fontes de financiamento das energias limpas no Brasil, Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação, engajamento da juventude na energia, descarbonização nas cadeias produtivas nas indústrias. Entre os assuntos destaque, também estão: a presença feminina no mercado de energia e tecnologias sociais do uso da água para redução do consumo, além das soluções territoriais para cidades com energias renováveis e da responsabilidade com o território.

Juliana Ferreira Borges, coordenadora do Núcleo de Energia na Unidade de Competitividade do Sebrae, explica que no Brasil o ecossistema de inovação tem forte conexão com a vertical energia, muito fomentado pelos pequenos negócios. “Vamos estimular o posicionamento brasileiro para ampliação do diálogo e atração de investimentos ao país, uma vez que a redução de emissões de gases de efeito estufa passa, em boa parte, pelos temas de energia. Vamos apresentar, por exemplo, soluções inovadoras com PDI inovação aberta desenvolvidas por micro e pequenas empresas. O segmento é quem abastece os grandes players e consolida nosso país pelas soluções complexas desenvolvidas para integrar as fontes de energia”, explica Juliana.


Sebrae turbina startups brasileiras

A Energia das Coisas, startup especializada em metrificar o consumo de energia vinculado à emissão de CO2, visando reduzir custos e aumentar a competitividade – é uma das empresas que estará na COP 27 a convite do Sebrae. Segundo Rodrigo Lagreca, fundador e CEO da startup, a relevância dessa presença na COP vai além das perspectivas de negócio. “O fato de climate techs estarem neste evento denota o papel das novas tecnologias como facilitadoras de transformações culturais pró conservação de recursos no mundo todo”, comenta. A expectativa de Rodrigo é se inserir nas discussões da formação de uma cultura pró-ambiental e estabelecer cooperações internacionais. “Nossa solução é uma demanda global, portanto qualquer lugar do mundo pode usá-la. Será muito enriquecedor entender as necessidades de diferentes culturas e países”, finaliza Rodrigo.

Rafael Zanardo está à frente do Grupo Eneergia, plataforma de inteligência energética que tem atuado em parceria com o Sebrae para levar soluções aos pequenos negócios por meio das verticais custo, consumo e geração. O CEO estará no Egito para participar de painel sobre inteligência energética – como dissociar o crescimento econômico da emissão de gases. “Queremos entender para onde o mundo está caminhando, principalmente no que diz respeito ao crédito de carbono. Essa é uma pauta de negócios de diversos portes e queremos trazer para a realidade das pequenas empresas”, conta Zanardo. A experiência internacional, segundo ele, potencializa as ferramentas criadas pelo Grupo Eneergia, que podem ser aplicadas inclusive para grandes empresas com consumo energético complexo.


Sobre a COP 27

A expectativa internacional é que a 27ª edição da COP seja marcada pela implementação de ações para conter o aquecimento global, colocando em prática uma estratégia para cumprir a meta estabelecida no antigo Acordo de Paris, de 2015. Os debates estarão concentrados principalmente na mitigação e adaptação climática, impacto na questão financeira, financiamento e mercado de carbono.


Como elevar a participação feminina no mercado de trabalho?

Seria uma utopia pensarmos em um mercado de trabalho verdadeiramente igualitário entre homens e mulheres? Não há como negar as grandes conquistas que as profissionais estão atingindo em segmentos variados, elevando sua representatividade e mostrando sua competência e talento para desempenhar suas funções. Mas, ainda assim estamos presenciando uma redução da contratação feminina em diversas áreas, em um cenário preocupante que precisa ser combatido imediatamente, por meio de ações que conscientizem esta importância e garantam, cada vez mais, a maior participação feminina nas empresas de todos os portes e segmentos.

Existem muitos fatores históricos e culturais que, tristemente, impactam a presença destas profissionais nas organizações. Há algumas décadas, como exemplo, era impensável cogitar uma mulher trabalhando em qualquer empresa, uma vez que seus papéis eram predominantemente associados aos serviços de casa e no cuidado com os filhos.

Conforme os papéis da sociedade foram se redesenhando e ganhando maior consciência, essa se tornou uma realidade completamente ultrapassada, tendo até mesmo impulsionado o surgimento de diversos movimentos a favor deste empoderamento e a luta para retirada desse pré-conceito relacionado ao papel feminino no mercado.

Hoje, há um maior reconhecimento evidente da importância em garantir essa igualdade – mas, o fim completo desta diferença pode ainda estar um pouco distante. Em um estudo divulgado pela consultoria Bain Company, as mulheres ainda representam menos de 40% da força de trabalho global, cuja quantidade está diminuindo em países de crescimento mais rápido e de baixa renda. Em cargos de liderança, essa porcentagem é ainda mais preocupante, onde para cada 100 homens promovidos de uma vaga mais júnior a de gerente, apenas 87 mulheres conseguem o mesmo feito, de acordo com o relatório Women in the Workplace 2022, feito pela McKinsey & Company.

Em momentos de crise como o que vivenciamos com a pandemia, essa pode se tornar uma luta ainda maior. Segundo um estudo publicado no Catalyst, as profissionais possuem 24% mais chances de serem demitidas do que os homens durante esses períodos, justificadas pelos empregadores em um pensamento antiquado sobre a responsabilidade feminina de cuidarem de seus filhos. Reverter esse estigma pode parecer complexo e desanimador – mas, é preciso reforçar a importantes iniciativas já tomadas com este objetivo e utilizá-las como incentivo para trazer, cada vez mais, as mulheres para o mercado em cargos que não se limitem aos mais inferiores.

Dependendo da região do país, podemos notar uma agenda mais positiva referente a esse tema, assim como um avanço maior em determinadas áreas de atuação. Enquanto em segmentos como os de recursos humanos, comercial e direito, a inserção feminina se mostra maior, outros mais técnicos como engenharia ou construção civil, muito ainda precisa ser adaptado nesta inserção. Diante desta discrepância, um primeiro passo importante de ser tomado nesta direção é, justamente, mobilizar o protagonismo feminino por meio do reforço deste movimento – em conjunto, principalmente, com diversas medidas internas que auxiliem este recrutamento.

Quanto mais políticas de inclusão foram criadas e colocadas em prática, maior será a atração e retenção destes talentos. Afinal, na mesma pesquisa realizada pela Bain Company, menos de 30% das mulheres e dos homens se sentem totalmente incluídos nas empresas – insatisfação que impacta diretamente no crescimento de demissões.

Em vista do grave cenário econômico enfrentando nos últimos anos, um programa de apoio ao retorno destas profissionais é completamente bem-vindo nesta causa. Além de auxiliar nesta inclusão feminina, certamente trará uma imagem positiva para a marca no mercado – elevando seu potencial de atração perante excelentes talentos e contribuindo para mitigarmos esse desequilíbrio entre homens e mulheres nas empresas.

 

Ricardo Haag - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

 

Wide

https://wide.works/

 

Novembro azul: como obter a isenção do IR por câncer de próstata?

A cada 38 minutos, um homem perde a vida em decorrência do câncer de próstata. Com prevalência crescente conforme o envelhecer, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), esta é uma das doenças mais comuns diagnosticadas na população masculina ao redor do mundo. Por isso, em aderência ao Novembro Azul, é importante conscientizar não apenas as consultas periódicas a fim de identificar precocemente esta enfermidade, mas também ressaltar benefícios concedidos àqueles que enfrentam estes casos – como é o caso da restituição do IR.

Considerada como uma doença silenciosa, seus sintomas não costumam aparecer na fase inicial. Normalmente, acaba sendo identificada já em estado um pouco avançado, o que exige logo tratamentos severos que, inevitavelmente, exigem acompanhamento médico constante e uso de medicamentos. Quando surpreendidos por este acometimento, os pacientes acabam dispondo de valores elevados para sua cura, em um processo que pode se estender por longos períodos dependendo do caso registrado.

Representando cerca de 30% dos casos oncológicos masculinos, de acordo com o Inca, o câncer de próstata entrou para a classe das 17 doenças graves listadas pela legislação que dão o direito à isenção do imposto de renda. Independentemente se esteja curado ou não, aposentados, pensionistas e militares reformados que foram diagnosticados com este problema de saúde devem solicitar a isenção do IR e restituir os valores pagos retroativamente em um período de, até cinco anos.

Para isso, precisam inicialmente apresentar um laudo médico assinado por um profissional pertencente à rede pública de saúde. Nele, o especialista deve informar a data do diagnóstico, o CID da categoria e os procedimentos e tratamentos realizados (caso ainda estejam em andamento, é essencial informar a previsão de término).

Mesmo se tratando de um processo aparentemente descomplicado, é comum observar muitos contribuintes tendo seus pedidos negados por entraves de divergências nas informações prestadas. Apesar de ser uma negativa ilegal, é importante se atentar aos principais empecilhos que podem ser barrados pelos órgãos reguladores para evitar que tenham suas solicitações barradas pelos mesmos motivos.

Para evitar esta recusa, o ponto de partida básico a ser seguido é utilizar o modelo de laudo disponibilizado pela Receita Federal na isenção do IR. Se tratando especificamente do câncer de próstata, um dos maiores cuidados a serem tomados é informando a data correta do diagnóstico, a qual deve corresponder ao resultado da biópsia que confirmou a existência deste tumor maligno, uma vez que é somente a partir desse achado que se define o diagnóstico preciso do paciente e que é estabelecido um planejamento terapêutico.

Todos os outros exames de imagens, como tomografias ou ressonâncias magnéticas, também devem constar no laudo médico, mas não devem substituir o resultado oficial da biópsia na data delimitada.

Até hoje, muitos homens deixam de realizar exames periódicos, um descuido perigoso que pode impedir o descobrimento cedo de diversas doenças entre elas, o câncer de próstata. Neste mês de conscientização mundial acerca desta patologia, se torna obrigatório estimular esta frequência para evitar o diagnóstico tarde desta e de qualquer outra enfermidade, como medida preventiva de danos irreversíveis e possibilidade de tratamento mais adequado possível.

Para aqueles que tiverem de enfrentar este processo, é aconselhável contar com o apoio de uma empresa especializada na restituição do imposto de renda. Com a expertise destes profissionais, se torna muito mais fácil a restituição destes valores, dispensando dores de cabeça neste momento tão sensível para a saúde e permitindo que possam concentrar seus esforços exclusivamente em sua recuperação.


 

Bruno Farias - sócio da Restituição IR, empresa especializada em restituição de imposto de renda.

 

Restituição IR

https://restituicaoir.com.br/

ENEM: Psicóloga dá dicas de como manter a calma e controlar a ansiedade

A terapia auxilia muito no processo de preparação para o exame ou provas

 

A proximidade com a prova do Exame Nacional do ensino Médio (ENEM), aumenta ansiedade e insegurança entre os jovens inscritos na prova. Com a pressão pelo bom desempenho, candidatos de todo Brasil ficam inseguros, fazendo com que muitos deles tenham sintomas ou crises de ansiedade.

“Quando falamos em provas, como o ENEM, falamos de um futuro ainda incerto, mas que depende de uma atitude “no agora”.
Esse tipo de prova, é responsável pelo local em que estaremos no futuro, ou seja, faculdade, cidade, estado e na profissão que escolhemos. Como estamos falando de um futuro, que ainda não existe, que depende de nós para existir e que ainda assim, não controlamos, pode desencadear alguns sentimentos como: medo, insegurança e ansiedade”, explica, Cristiane Duez V. Santos, psicóloga do Núcleo de Apoio Psicológico e Psicopedagógico (NAPP) da Faculdade Santa Marcelina.

A seguir, a psicóloga aconselha como manter a calma e controlar a ansiedade no dia da prova do ENEM, que acontece nos dias 13 e 20 de novembro.


É normal que o estudante sinta ansiedade antes da prova? Por quê?

Sim, é normal.
Devemos lembrar que a ansiedade tem dois lados: o bom e o ruim. O lado bom é que ela é responsável pela realização de nossos projetos, nossas idealizações futuras, é ela que nos coloca em pé para enfrentarmos o dia a dia.

O lado ruim é quando ela nos paralisa. Quando nos prendemos no futuro, de uma tal forma, que não conseguimos agir no presente, não conseguimos “plantar para colher”.


O que pode ser considerado um sinal de alerta?

A diferença entre o que é considerado “normal” e o “patológico” é a intensidade da situação. Exemplo: não dormir direito por passar por uma questão preocupante é normal, ter insônia sempre por motivos que desconhece, é patológico. Pensando nisso, alguns sinais de alerta são importantes: respiração ofegante e falta de ar, palpitações e dores no peito, fala acelerada, sensação de tremor e vontade de roer as unhas, agitação de pernas e braços, tensão muscular, tontura e sensação de desmaio, enjoo e vômitos.


Como se acalmar durante o período de preparação para o exame?

A terapia auxilia muito no processo de preparação para o exame ou provas, porque intervém no processo de tomada de decisões, na segurança, e na autoestima. É importante se organizar com antecedência (tempo, localização, material) para que não haja nenhuma surpresa. Praticar esportes, auxilia no alívio das tensões. Alimentação saudável, sempre.


Dicas para manter a calma e controlar a ansiedade no dia da prova do ENEM.

Evitar estudar horas antes da prova;

Alimentação leve e saudável;

Distrair-se na noite anterior, assistindo a filmes, séries que abordam temas leves, tranquilos, engraçados;

Dormir cedo. Boa noite de sono. Evitando redes sociais, pelo menos 1 hora antes de deitar-se;

Conhecer o trajeto até o local da prova e sair de casa com antecedência. Caso haja, imprevistos, não comprometerá o horário da prova. Se possível, visitá-lo antes.

 

Faculdade Santa Marcelina


Tecnologia e saúde: uma parceria cada vez mais forte e necessária

O avanço da tecnologia trouxe grandes benefícios para a sociedade em diversos setores e na saúde não foi diferente. A medicina cria demandas para a invenção e aprimoramento dos aparatos tecnológicos, e a tecnologia aperfeiçoada proporciona uma série de avanços na área médica, seja na prestação de serviços, novos equipamentos, comunicação, ou até mesmo na educação.

A partir dessas transformações e avanços, a medicina passou a contar com programas, plataformas, recursos e ferramentas responsáveis por otimizar e simplificar todas as demandas do setor, passando desde o atendimento inicial, realização de exames, contribuindo até procedimentos cirúrgicos e outras necessidades. 

Dentre essas inovações observadas nos últimos anos podemos destacar, por exemplo, os sistemas de gerenciamento de dados clínicos. Além de simbolizar um enorme facilitador para médicos e pacientes na hora de observar e armazenar essas informações, essas plataformas garantem ainda a segurança desses materiais sigilosos, a otimização do atendimento remoto ou presencial, redução de custos e melhor gestão.

Essa gestão consciente e desenvolvida dos dados obtidos na área de saúde tem assumido um papel importante para a melhora do atendimento médico no país e é apontada como fator primordial para a transformação do sistema de saúde brasileiro, contribuindo para a geração de valor para o segmento. Isso porque, esse tipo de trabalho analítico diante das informações elimina desperdícios de recursos, de tempo e garante qualidade assistencial para os pacientes. 

Pensando mais a fundo, é preciso destacar ainda o impacto positivo conquistado através do uso da tecnologia em atividades mais complexas da medicina, como por exemplo exames cada vez mais avançados e complexos, garantindo diagnósticos cada vez mais precisos, além de cirurgias menos invasivas e problemáticas, sobretudo quando não raro se utilizam do auxílio da robótica nesses procedimentos. 

A somatória de todos esses fatores é a garantia cada vez mais viável da sociedade ampliar não só a longevidade, mas também propiciando que essa trajetória seja qualificada. Até por isso, a expectativa é de que os setores tecnológico e médico caminhem cada vez mais próximos. Não à toa, um estudo da International Data Corporation revelou que o investimento em tecnologia na área da saúde na América Latina deve ultrapassar a marca de 10 bilhões de reais.

Todo esse aparato tecnológico inserido no setor medicinal garantiu, não só melhorias no atendimento e tratamento, mas também possibilitou a geração de uma quantidade massiva de dados sobre os pacientes. Uma prova disso foi que o segmento passou a buscar no mercado, além de desenvolvedores de programas,  analistas de dados para ajudar na organização e tratamento destas informações, com o objetivo de identificar padrões e, consequentemente, ajudar na tomada de decisões mais assertivas.

Com tudo isso exposto, está claro que saúde e tecnologia evoluirão cada vez mais juntas. Até porque, hoje já se tornou evidente que a atuação desses segmentos é responsável por ganhos efetivos no bem-estar psicológico e físico da sociedade, além de gerar empregos em todos departamentos, inclusive nos de tecnologia. Cabe desfrutarmos do que já está disponível e acompanhar tudo que ainda está por vir. 


Alexandre Tibechrani - General Manager Americas da Ironhack, escola global de tecnologia e programação 

 

5 maneiras de destacar sua marca na Black Friday

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Com tantas ofertas pode ser difícil se destacar no mercado, por isso listamos 5 estratégias de publicidade digital que podem ajudar atrair consumidores nesta data


A Black Friday se tornou uma das datas mais importantes para as marcas em todo mundo quando falamos em vendas. Apenas em 2021 o faturamento da data foi de impressionantes  R$ 5,41 bilhões e o uso do e-commerce nacional cresceu 5,8% de acordo com informações da Neotrus.Com esses números impressionantes é mais que natural que as marcas queiram uma fatia desse bolo. Confira abaixo 5 dicas para ter uma estratégia campeã de vendas e atrair o consumidor durante esse período.


  1. Crie uma História de Marca Única

Histórias fazem parte das nossas vidas, por gerarem emoções e identificação, elas conseguem se conectar com indivíduos com muita facilidade e é por isso que elas são tão importantes para uma campanha publicitária de sucesso. Fazer isso não é tarefa muito fácil, é preciso muita criatividade e sobretudo muito conhecimento sobre a identidade da marca e os desejos e valores dos seus consumidores. Plataformas de anúncio digital com um departamento criativo composto por uma equipe com profundo conhecimento das peculiaridades do mercado local podem ajudar nesse processo, construindo histórias de marcas diversificadas, incentivando interações e respostas dos públicos-alvo.


  1. Diversifique recursos

Um levantamento feito pela Digital AdSpend Brasil para um relatório da IAB divulgou que os investimentos de marcas em publicidade digital alcançaram um montante de R$ 30 bilhões em 2021, um crescimento de 27% em relação a 2020. Segundo o IAB Brasil e a Kantar, 52% do total dos investimentos em publicidade privilegiavam as plataformas digitais. Esses investimentos aconteceram sobretudo em datas como Natal, finais de campeonatos mundiais e a Black Friday.

Para conseguir atingir o maior número de cliques é interessante que a marca utilize vários recursos e formatos como anúncios em gifs e interativos. Também pode-se priorizar plataformas que consigam o melhor alcance da sua audiência. Com um recurso que não necessita, por exemplo, do uso de cookies de terceiros, foi possível verificar que os consumidores visualizaram 25% mais vezes um anúncio nativo que quando estes são posicionados em forma de banner, por exemplo.


      3. Vivemos a sociedade da imagem, portanto use e abuse delas

Em tempos de mídias sociais, somos diariamente bombardeados por fotos e vídeos cada dia mais elaborados para atrair a nossa atenção. Desenvolver anúncios com imagens atrativas e exclusivas podem fazer um possível cliente visualizar o seu produto antes da concorrência. Além disso, elaborar campanhas com imagens que oferecem boas representações de diversidade pode ajudar o consumidor a se conectar com a sua marca. A MGID, plataforma de publicidade global, oferece, por exemplo, uma integração com a Getty Images, a líder global de conteúdo visual do mundo, que possui mais de 495 milhões de recursos visuais para escolher, sendo um dos maiores e melhores arquivos fotográficos privados do mundo.


       4. Confiança é tudo

Um dos maiores receios do consumidor durante a Black Friday são as fraudes e roubos de dados pessoais durante uma compra. Certifique-se que todos os métodos de pagamentos são seguros e que os produtos oferecidos são de fato os anunciados. Também se preocupe em oferecer descontos verdadeiros. Atualmente existem sites que verificam os preços de diferentes anunciantes e conseguem identificar as marcas que de fato ofereceram boas promoções e as que usaram a data para ludibriar compradores.

Outro ponto essencial é proteger os dados de seus consumidores. Segundo o Google, desde 2020 as buscas pelo termo “privacidade online” cresceram globalmente mais de 50%. Soluções contextuais avançadas (compreensão semântica do idioma, da intenção e da pesquisa no site) podem ser alternativas eficazes para esse desafio e para conseguir alcançar o público-alvo de maneira segura, assim como para encontrar o canal mais apropriado para um anúncio.  Esses avanços permitem que os anunciantes identifiquem os locais exatos em que um usuário está interessado. Apostar em editores que priorizem a segurança dos dados da sua audiência e ofereçam moderação para evitar conteúdos ofensivos também pode deixar a imagem de uma marca mais atraente para o consumidor. Na hora de escolher uma plataforma, cheque se ela está associada às organizações de ações antifraude e se a sua campanha estará em um ambiente relevante e apropriado.


      5.Conheça seu consumidor e personalize anúncios

Com tanto conteúdo à disposição nas telas, é uma tarefa árdua fisgar o consumidor. Anúncios personalizados que gerem identificação e curiosidade em cada consumidor de forma única podem ser o diferencial no momento da compra. Plataformas de publicidade que usam Inteligência Artificial conseguem entender o interesse do consumidor baseado no seu foco na hora de navegar e assim acertar exatamente qual tipo de anúncio pode seduzir melhor o consumidor a compra. Além disso, com esse recurso é possível melhorar a experiência dos consumidores nos sites e aumentar as chances de retorno, por exemplo, ao adicionar descontos extras nos itens de desejo de um usuário ou otimizar a sua navegação com base nos produtos visitados.

 

MGID

www.mgid.com/pt


Black Friday: 5 conselhos para se comunicar melhor com seu client

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A Black Friday 2022 vem aí e saber se comunicar de forma eficaz com os clientes é a premissa no processo de vendas. Conhecer detalhadamente seu produto ou serviço não são decisivos para convencer, por isso para ter sucesso e conseguir fidelizar seu cliente, a comunicação precisa ser clara, organizada e estratégica. 

Segundo Fernanda de Morais, fonoaudióloga referência em comunicação e oratória, uma ação da Black Friday planejada, organizada e que não tem uma comunicação no mesmo nível pode ser um “tiro no pé”. Um produto/serviço fantástico apresentado por um vendedor “mediano”, que fala para “dentro”, que é confuso e se perde na hora de falar, que é agressivo demais e intimida o cliente, que traz argumentos fracos durante a venda ou que fala “pelos cotovelos” pode desvalorizar o seu produto/serviço dificultando assim as vendas. 

A boa comunicação em vendas pode:

- Ajudá-lo a construir melhores relacionamentos;

- A aumentar sua carteira de clientes;

- A superar suas metas e

- A ter notoriedade em sua equipe. 

Tudo começa pelo planejamento! Escreva um discurso básico de vendas de acordo com seu objetivo e cliente. Por exemplo, se você vende o produto “A” para adultos de 30 a 35 anos, você vai pensar no tipo de problema que esse cliente tem e o que você vai solucionar com seu produto/serviço. “Escolha argumentos fortes, traga valor contando uma história e trazendo um dado (pesquisa, estatística) e finalize motivando-o a adquiri-lo. Você não precisa decorar, mas pode usá-lo como base para apresentar para outros clientes. Seja estratégico!”, ressalta a especialista. 

O pós-venda eficiente é um dos passos mais importantes para fidelizar um cliente e captar novos, pois a recomendação parte desse momento crucial. É uma oportunidade de criar laços com este cliente e para isso a comunicação precisa ser empática para tê-lo por perto e cativá-lo!

 

Lembre-se de:

- Prometer o que puder ser realmente cumprido.

- Resolver o problema que ele tiver com afinco.

- Ter foco no cliente e não nas vendas que ele pode te proporcionar.

Sabe aquela história de fazer o seu melhor! Cultive o relacionamento com o cliente, como se fosse um novo amigo. Não adianta vender e desaparecer! Se importe de verdade e demonstre isso em suas abordagens. 

Para finalizar, Fernanda de Morais compartilha 5 conselhos para se comunicar melhor com o cliente:

 

1. Use expressões positivas

É comum falarmos algumas expressões como: “Desculpe te incomodar, mas você precisa de ajuda?” ou “Você não quer ver esse outro produto?”. Essas expressões empobrecem o discurso de vendas e reduzem a assertividade na comunicação.

Mude para: “Você precisa de ajuda?” ou “Você quer ver esse outro produto?”. Assim, certamente você aumentará a chance de ser ouvido.

 

2. Use a Linguagem corporal com propósito

Use uma linguagem corporal positiva e que reforce seus argumentos, como: o sorriso no momento certo (quando cumprimenta, se coloca à disposição ou durante algo leve e descontraído), gestos com as mãos durante as ideias importantes – seu cliente irá adorar conversar com você, acenos com a cabeça (quando escutar, acene com a cabeça como se dissesse “sim” para reforçar e concordar com o cliente) e mantenha o contato visual – nada substitui o olho no olho durante o processo de vendas, por isso, não fique olhando para o céu ou para o chão durante sua venda.

 

3. Escute ativamente

Se o vendedor tem o hábito de ouvir já pensando na resposta que irá compartilhar ao cliente, você não está escutando ativamente. Quando faz isso perde informações importantes! Por isso, concentre-se no assunto e valorize cada história dita.

 

4. Faça perguntas estratégicas

Segundo estudos, os melhores vendedores são excelentes em fazer perguntas e os que incluem perguntas inteligentes tendem a fechar mais negócios, mas não são aquelas perguntas fechadas, em que as respostas são: “sim” ou “não” somente, que em excesso pode até dar a impressão de estar fazendo um interrogatório.

Inclua perguntas abertas (O que? Como? Quando? De que forma?) para sondar as necessidades e aproveitar um comentário ou ideia do cliente para usar em seu argumento e assim conduzir com muito mais eficácia.

 

5. Adaptar seu discurso de vendas

A maioria dos vendedores comete o erro de apenas descrever os produtos e serviços do jeito que faz mais sentido para eles. Por esse motivo, saber quem é o cliente, o que ele conhece e o que realmente ele está procurando poderá mudar completamente o discurso de vendas.

 

Fernanda de Morais - Diretora Voice Care Treinamentos e Palestras. Fonoaudióloga Mestre e Especialista

Instagram: @fe.demorais


Planejamento financeiro: como evitar exageros na Black Friday

Professores do UniCuritiba dão dicas e alertam: data com forte apelo comercial pode ser armadilha para consumidores que não sabem organizar as finanças

 


A Black Friday – segunda principal data comercial no Brasil, atrás do Natal – terá um componente novo neste ano: a Copa do Mundo. Para os especialistas, a coincidência no calendário deve impulsionar as vendas e a estimativa é de que 13,9% dos brasileiros comprem pelo menos um item relacionado aos jogos durante a liquidação, marcada para o dia 25 de novembro.

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos revela que 71% dos consumidores pretendem fazer compras na Black Friday 2022, uma alta de 16 pontos percentuais em relação a 2021. Só o e-commerce deve movimentar R$ 6 bilhões em negócios. 

A questão é: como controlar os impulsos consumistas, evitar o endividamento e não cair em armadilhas de falsos descontos?

 


O consultor em vendas e marketing digital, Sérgio Czajkowski Junior, explica que as pessoas, mesmo de forma irracional, buscam permanentemente maximizar seus resultados – e esse é um dos motivos pelos quais são atraídas pelas liquidações. “Quando as lojas oferecem algo que, aos olhos do cliente, é excessivamente bom, a chance de ele concretizar a compra é muito maior”, diz o professor de Gestão e Marketing do UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação.

 

Na avaliação do especialista, o problema não está exatamente na compra por impulso. O ponto de atenção é a falta de recursos para arcar com as novas aquisições ou o chamado remorso pós-compra, quando o cliente se sente atraído, fecha o negócio e depois percebe que o produto não era necessário. 

Seja qual for o caso, a solução é o planejamento financeiro. “Para não ceder às compras por impulso, cair em armadilhas ou ficar suscetível em datas como a Black Friday, o ideal é que o consumidor destine uma verba, um percentual específico da renda, para as compras em grandes liquidações. Isso, é claro, se os preços e condições de pagamento forem vantajosos e o orçamento doméstico permitir”, ensina Sérgio. 



Direito do consumidor

 

Conhecer os direitos do consumidor ajuda na hora das compras. O doutor em Direito Econômico e professor do programa de Mestrado e Doutorado do UniCuritiba, Sandro Mansur Gibran, lembra que existem diferenças nas regras do e-commerce.

 

A principal delas é o direito de arrependimento para compras feitas pela internet. A medida garante ao cliente a possibilidade de devolver a mercadoria no prazo de até sete dias a partir da data do recebimento. “Nesta situação, o cliente precisa comunicar o vendedor e fazer a devolução, sem custo, dentro do prazo definido pela lei.”

 

Já nas compras em lojas físicas, onde o cliente tem acesso ao produto antes da aquisição, a regra não é válida. “Se o cliente viu ou testou a mercadoria, não pode mais alegar desconhecimento ou insatisfação com a qualidade, por exemplo.” 

Outra diferença é no preço dos produtos. Nas lojas físicas o valor tende a ser maior do que no e-commerce. De acordo com o professor, isso ocorre porque as despesas para manter um ponto de venda presencial, como aluguel e salários, são bem maiores do que nas plataformas online.

 



 

Não caia em cilada

 

Para fazer boas compras na Black Friday, Sandro Gibran recomenda muita pesquisa. Isso evita que o consumidor adquira produtos com preços superfaturados e descontos enganosos. “Antes mesmo de a Black Friday começar é importante verificar os preços do produto desejado e, depois, comparar se o desconto oferecido é efetivo. Sem isso, o consumidor corre o risco de se deixar levar pela empolgação, sem uma real vantagem.”

 

O especialista em Marketing, Sérgio Czajkowski Junior, explica que o comportamento do consumidor é dividido em duas grandes modalidades: compras de baixo envolvimento emocional – aquelas feitas para suprir necessidades básicas, como a alimentação – e compras de alto envolvimento emocional, como um vestido de formatura ou uma joia, por exemplo. “As necessidades fictícias tendem a surgir com mais intensidade quando há um vínculo simbólico maior, favorecendo o consumo por impulso.”

 

Outro problema das compras por ansiedade, capricho ou modismo é o impacto ambiental, complementa o professor Sandro. “Os nossos hábitos de consumo têm reflexos que vão além do financeiro. Será que o produto que tenho realmente não atende as minhas expectativas? É mesmo necessário trocá-lo? Reconheço os efeitos das baterias de celular no meio ambiente e o prejuízo do entulho eletrônico ao planeta?”

 

Endividamento

 

Se depois de muita pesquisa, reflexão e autoanálise, a compra for uma real necessidade, a dica é utilizar parte do 13º salário para este fim. Isso, é claro, se as contas estiverem em dia.

 

“Melhor do que usar o 13º para novas compras é pagar dívidas em atraso. A primeira providência é quitar os parcelamentos do cartão de crédito e o cheque especial, já que as taxas de juros costumam ser altas”, ensina o doutor em Direito Econômico. O professor dá outra sugestão: “A antecipação de pagamentos também pode ser vantajosa, já que normalmente o consumidor tem descontos nessas circunstâncias”.

 

Para o doutorando em Administração, professor Sérgio Czajkowski Junior, outra estratégia interessante é reservar parte do 13º para as despesas do início do ano, como material escolar, IPVA, IPTU e outros impostos. “Se no pagamento em parcela única, à vista, o contribuinte tiver desconto, melhor ainda.”

 

UniCuritiba


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