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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Junho registra mais de 6,2 milhões de empresas inadimplentes no Brasil, segundo Serasa Experian

 Maior parte das dívidas foram contraídas no segmento de Serviços, com 27,4% do total


Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que, em junho, 6,2 milhões de negócios estavam com contas negativadas no país. A maioria das dívidas foram contraídas pelos empreendedores no setor de Serviços (27,4%) seguido pelo segmento de Bancos e Cartões (19,1%). Veja os dados completos no gráfico e na tabela a seguir:


Na análise de representatividade por setor de atuação das companhias inadimplentes, 52,9% são do segmento de Serviços, 38% do Comércio, 7,9% da Indústria, 0,9% Primário e 0,4% de Outros. 

 

“Com o poder de compra impactado pela alta inflação, os consumidores passam a comprar menos e isso afeta diretamente o fluxo de caixa das empresas, que não conseguem recursos suficientes para pagar suas contas. Esse cenário pode se arrastar por alguns meses até que a economia brasileira alcance a estabilidade”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

 

São Paulo lidera o ranking entre os estados com mais empresas inadimplentes (2.008.526), em seguida vem Minas Gerais (608.663) e o Rio de Janeiro (543.961). Veja as demais regiões no gráfico a seguir e clique aqui para acessar a série histórica do indicador:


Serasa Experian em prol da saúde do mercado

Entendendo que a inadimplência pode prejudicar a pontuação de score das empresas, além de acarretar outros problemas como a negativação e a dificuldade em conseguir crédito, a Serasa Experian oferece capacitação e ferramentas gratuitas que ajudam as empresas a ficarem em dia com as contas. Entre as principais soluções está a consulta de CNPJ para que o empreendedor saiba como está a saúde de seu negócio. Esta importante aliada oferece dados sobre a situação cadastral, informações financeiras, análise de débitos e outros dados relevantes capazes de contribuir para a saúde financeira dos negócios. Clique aqui para saber mais!


Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


A gravata, o piercing, a tattoo e a barba

Cerca de 4 anos atrás, marquei um almoço com um importante sócio de uma das maiores agências de comunicação do Brasil. Coisa grande. A agência pertencia a um grupo multinacional, um dos maiores do mundo, sabe? 

O sujeito usava uma barba que apenas agora está caindo em desuso. Na época, arrisco que 6 em cada 10 sócios de agências usavam. Uma barba longa, estilo Dumbledore de Harry Potter, mas apenas com a ponta branca. Até hoje desconfio que 5 em cada 6 deles pintavam a ponta para ficar uma barba com mecha a la Bonner. Mas me desvio do tema. 

Buenas, até aqui você pode estar presumindo que tenho pouca barba e isso tudo é pura inveja. Tem razão, mas agora ambos estamos desviando do assunto. Voltemos. 

Eu adoro usar gravata, ternos, essas coisas anos 1970 meio Mad Men. Na real, minhas referências são mais Reservoir Dogs, CQC, Brothers, MIB etc. E também herança de anos no mercado de provedores corporativos em que a gravata ainda era item exigido. Well, em bom português: jamais me esqueci de que entrar em agências de propaganda e depois nas digitais no início do século era encontrar a galera de All Star, jeans e camiseta. Legal, mas havia virado um uniforme, e o que era para ser uma atitude que quebrava o “dress code” corporativo acabou virando algo nada criativo e basicamente um uniforme da galera jovem da comunicação. Por isso voltei a usar gravata. Usar gravata hoje é a grande sacanagem, o  deboche e a quebra de padrões. Ahá! Mas desviei de novo. Voltemos ao importante executivo barbudo. 

Esse sócio era meio debochado. Num primeiro momento, vi como um deboche descolado, mas com o tempo pude perceber que era a velha e boa arrogância que o digital herdou de parte da turma da propaganda. Aquela soberba estilo “última bolacha do pacote” ou “última coca da geladeira” para usar duas expressões de época. E, em respeito ao peso da reunião, fui vestido a caráter, meio Harvey Keitel em “Reservoir Dogs”, meio John Wick com terno preto, camisa branca e gravata fininha, retrô moderninha. 

Well, de novo. O figurão do marketing me olhou e saiu gargalhando apontando para os meus trajes e debochando para os demais na mesa do restaurante: “Que isso, Jonatas, que antiquado de gravata”. Poupei ele de observar que antiquado era usar a palavra antiquado. E brotou, quase sem querer e naturalmente, a melhor resposta que já tive numa situação dessas e que segurei, guardei, travei apenas, tão somente porque ele era O CLIENTE. Não deveria. Deveríamos perder o cliente mas não a piada, certo? Errado! Errado!!! Tá bom, tenho dúvidas. Mas enfim… quase, quase, quase respondi: “querido estrelão do mercado, sabe qual a diferença entre a minha gravata e a sua longa barba? Nenhuma. Ambas têm utilidade nenhuma e estão aqui nesta mesa apenas porque em algum momento nos olhamos no espelho com elas e chegamos à conclusão de que estávamos gatos, charmosos e mais inteligentes. Eu, com esta gravata, e você, com a sua barba, estamos apenas tentando fazer ‘personal branding’. Provavelmente estamos errando, querido, certamente mais você, que parece saído de um livro do Tolkien, do que eu, que ainda posso num passe de mágica tirar a gravata que tanto te incomoda”. Poupei ele de discorrer sobre a utilidade dos pelos no ser humano e que todos nós que ainda temos pelos crescendo no meio da cara somos uma falha na Matrix, um erro na evolução, haja vista que, desde que o homem matou o primeiro animal e fez sua primeira roupa, pelos são apenas um contratempo chato no nosso dia a dia. 

Mas não paro aqui ainda. Vamos defender a gravata, ou melhor, o direito de usá-la. Recebi convite de posse de uma nova diretoria de entidade. A entidade em questão queria passar uma imagem moderninha, renovada, do tipo “vejam, somos xóvens”. O convite não deixava dúvidas, tinha um asterisco: proibido usar gravata. Vi as fotos da cerimônia depois. A mesma turma, exatamente os mesmos ternos e as mesmas camisas, apenas faltavam as gravatas, coitadas. Nunca essa turma pareceu tão velha para mim.  

Eles não entenderam algo muito básico. O que deixa a entidade velha não é um acessório pendurado no pescoço, mas um convite dizendo o que pode e o que não pode ser usado no corpo num evento. Ser jovem e liberal, moderninho e tal, é não dizer o que as pessoas devem vestir, apenas respeitar a escolha de cada um. 

Tatuagens, anéis (uso 3), gravatas e barbas são adornos com pouca utilidade, mas muito estilo. 

Semana que vem vou usar gravata todos os dias. Quero ficar malfalado, rebelde, inconformado. Quero receber olhares tortos nas ruas. Nos dias de hoje somente engravatado dentro de uma linda fatiota (Google, please) para passar a imagem correta de um cara completamente contra o sistema. Minha única dúvida: pinto ou não a ponta de branco? 

  

Jonatas Abbott - sócio e diretor executivo da Dinamize, empresa que oferece softwares voltados para a automação de marketing e e-mail marketing, que está há 20 anos no mercado de tecnologia.  

 

Disponível consulta ao resultado do recurso para as matrículas indeferidas das Fatecs


Foto: Roberto Sungi
Convocados em segunda chamada fazem a matrícula no dia 8 de agosto, pelos sistemas indicados no Manual do Candidato
 

A partir das 15 horas do dia 5 de agosto, candidatos do Vestibular podem conferir a segunda chamada para matrículas das Faculdades de Tecnologia 

 

Os candidatos que usaram o período de recurso para acertar a documentação de matrícula para as Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) já podem conferir se o processo foi validado. A consulta deve ser feita no mesmo sistema em que os documentos foram anexados. Em 5 de agosto, será divulgada a segunda lista de convocação para matrícula nas Fatecs.


Matrículas

É obrigatório anexar no sistema, via upload, nos formatos PDF, JPEG ou PNG, os seguintes documentos:

  • Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou equivalente;
  • Histórico Escolar completo do Ensino Médio ou equivalente;
  • Carteira de Identidade com foto, dentro da validade;
  • CPF ou documento de identidade contendo o número de CPF;
  • Uma foto 3X4 recente, com fundo neutro;

·         Documento de quitação com o serviço militar ou Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI), para o candidato brasileiro maior de 18 anos, do sexo masculino. Exceto para os candidatos do sexo masculino que completaram 18 anos entre 2019 e 2022. Devido ao estado de calamidade pública ocasionado pela pandemia, o upload do certificado de reservista não será obrigatório para esse grupo.

·         O candidato que ingressou no Sistema de Pontuação Acrescida pelo item escolaridade pública precisa apresentar histórico escolar ou declaração escolar, comprovando que cursou integralmente o Ensino Médio ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) na rede pública municipal, estadual ou federal, com detalhamento das escolas onde estudou.

·         Caso o candidato pretenda obter aproveitamento de estudos em disciplinas já concluídas em outro curso superior, deve apresentar a documentação referente à carga horária, ementa e programa da disciplina cursada e histórico escolar da instituição de origem. Para mais detalhes, consulte o Manual do Candidato

É de inteira responsabilidade do candidato convocado realizar, dentro do prazo estabelecido no cronograma, o upload de todos os documentos no sistema de matrícula online. Não serão aceitos ajustes na documentação de matrícula fora dos prazos estabelecidos.

O candidato que não tenha acesso a computador ou internet poderá ir até a Fatec, que disponibilizará equipamentos para que seja realizada a matrícula na unidade.


Próximas datas

5 de agosto, a partir das 15 horas: divulgação da segunda lista de candidatos aprovados no site vestibularfatec.com.br;

8 de agosto: matrícula da segunda lista com envio da documentação dos candidatos classificados no sistema;

9 de agosto, a partir das 15 horas: divulgação de matrículas aprovadas da segunda lista;

9 de agosto: período para acerto de documentação de matrícula da segunda lista de aprovados;

10 de agosto, a partir das 15 horas: divulgação de matrículas aprovadas da segunda lista de convocação após o acerto de documentação no sistema.

Mais informações sobre o Vestibular das Fatecs para o segundo semestre de 2022 podem ser consultadas no Manual do Candidato e o cronograma completo pode ser consultado aqui.

Outras informações pelos telefones (11) 3471-4103 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-596 9696 (demais localidades) e pela internet.


Centro Paula Souza – Autarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Centro Paula Souza (CPS) administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob supervisão de uma Etec –, em cerca de 360 municípios. As Etecs atendem mais de 226 mil alunos nos Ensinos Técnico, Integrado e Médio. Nas Fatecs, o número de matriculados nos cursos de graduação tecnológica supera 96 mil estudantes.


Canais infantis dominam o YouTube no Brasil, aponta pesquisa

Levantamento da B2Gether junto à base de dados do site estatístico Social Blade mostra os 10 canais mais influentes do YouTube no Brasil atualmente 

 

Os canais voltados para o público infantil são os mais influentes no YouTube Brasil. É o que mostra um levantamento realizado pela B2Gether, empresa especializada em operações de câmbio para monetização de creators, streamers e influencers que atuam em plataformas digitais.

Com base no ranking do Social Blade, site estatístico que compila informações do YouTube e de outras redes sociais, a pesquisa aponta os 10 canais mais influentes na plataforma de vídeos do Google atualmente. As informações são referentes ao mês de julho deste ano.

Entre os canais top 10 no ranking, sete têm como público-alvo crianças e pré-adolescentes. Ou seja, as páginas infantis são maioria entre as mais influentes, de acordo com as análises e critérios do Social Blade.

Para medir o nível de influência, o site considera diferentes indicadores, como a contagem média de visualizações, a quantidade de widgets de “outro canal” listados, o número de inscritos, entre outras métricas.

Mas é importante destacar que o número de visualizações e de inscritos não são os únicos fatores analisados. Eles são ponderados com outros indicadores para aferir o grau de influência e para formar a nota de um canal na plataforma.

A lista dos canais mais influentes é formada, respectivamente, pelas seguintes páginas: 1) Spider Slack, 2) Maria Clara & JP, 3) Bolofofos; 4) Mundo Bita, 5) Galinha Pintadinha, 6) Natan por Aí, 7) Henrique e Juliano, 8) Jooj Natu, 9) Gusttavo Lima Oficial e 10) Enaldinho.



Segundo o CEO da B2Gether, Diego Zia, que é especialista em serviços de câmbio para monetização no ambiente online, os canais que criam conteúdo infantil no YouTube se tornaram um instrumento dos pais tanto para entreter quanto para educar as crianças, o que pode explicar a grande quantidade de visualizações e inscritos.

“Hoje em dia, os pais utilizam muito a plataforma de vídeos para entreter seus filhos com desenhos, brincadeiras, jogos e músicas. Por mais que haja conteúdo para todas as faixas etárias no YouTube, não me surpreende ver esses canais se destacarem em termos de audiência e engajamento”, pontua.


Modelo de negócio rentável

Não é à toa que o Brasil é repleto de influenciadores digitais: são mais de 500 mil, segundo dados recentes da Nielsen Media Research — o País tem mais influencers do que dentistas (374 mil) e engenheiros civis (455 mil).

Quem decide embarcar na profissão de criador de conteúdo em plataformas como o YouTube tem como uma das motivações a remuneração em dólar, que é bem mais valorizada do que o real. Esse fator torna os pagamentos muito atrativos para os brasileiros.

Conforme mostra a pesquisa da B2Gether junto ao Social Blade, estima-se que um canal como o Spider Slack, por exemplo, pode ganhar US$ 2,7 milhões por ano, o que corresponde a mais de R$ 14 milhões na conversão atual.

Esse valor se trata de uma estimativa calculada pelo Social Blade, com base no CPM (custo por mil impressões) baixo, que representa US$ 0,25 e é multiplicado pela quantidade de visualizações diárias.  O cálculo é feito a partir da hipótese de que todas as visualizações do canal sejam monetizadas, o que não acontece geralmente.

Em relação à carreira de produtor de conteúdo, Zia destaca outro ponto importante: “as informações sobre os ganhos são animadoras, mas é preciso enfatizar que não são todos os criadores de conteúdo que ganham essas cifras e que têm sucesso”, observa.

O CEO da B2Gether também lembra que é preciso atingir os pré-requisitos das plataformas para monetizar, criar conteúdo de forma recorrente e de qualidade, além de conquistar o engajamento da audiência.

“A vida de influenciador digital não é nada fácil. É preciso ter muito planejamento, disciplina, criatividade e conseguir um alcance absurdamente alto de pessoas. Prestamos serviços para vários creators e streamers que produzem conteúdo online e dá para ver o quanto o trabalho deles é difícil”, afirma. "Mas, sem dúvidas, é mais uma possibilidade de gerar renda e ascenção social que muitas pessoas têm buscado, além de difundir conteúdo autoral e trabalhar com o que se gosta. O bacana da internet é isso, ela abre espaço para todos se comunicarem e fazer essa comunicação virar negócio", completa.

 

O que esperar do Marketing Digital em 2023

A comunicação digital, que já vinha crescendo em velocidade de foguete, ganhou novo impulso com a pandemia. O marketing digital acompanha esse movimento, já mudou a forma de a empresa se comunicar e vender seus produtos, e a perspectiva é de que continue nessa trajetória de mudanças e transformações. Para ter uma ideia, pesquisa do grupo WPP prevê que os investimentos de publicidade nos marketplaces brasileiros, grandes sites varejistas que trabalham com lojas parceiras, vão crescer 550%, ou cinco vezes e meia, em 2023, atingindo receita de R$ 2,6 bilhões. 

Trata-se de um vasto campo a ser explorado pela publicidade. Mas não é só isso. Outras tendências estão solidificando suas formas no mercado digital, que segue em efervescente transformação. Uma delas é o marketing cada vez mais focado nos smartphones, que se tornaram uma extensão do indivíduo. Assim, os anúncios devem ser priorizados para dispositivos móveis em 2023. 

Outra grande tendência para 2023 é o aumento significativo de conteúdos em vídeos curtos. O Instagram já se prepara para a entrega cada vez maior do conteúdo publicado no reels, assim como a plataforma TikTok continua ganhando força no mercado. Comunicação ágil e direta. Dessa forma, a criação de conteúdo continua em crescimento. Com diversas redes em ação, esse conteúdo precisa ser direcionado e alternado. Materiais como e-books, conteúdos rápidos e interativos, e que tenham a participação do público, vão se fortalecer em 2023.

 A Pesquisa Global Interconnection Index (GXI) aponta que 64% dos entrevistados pretendem construir novos modelos de negócios digitais para permanecer economicamente viáveis até 2023. Até 2025, 75% dos líderes de negócios impulsionarão plataformas digitais e recursos de ecossistema para adaptar suas cadeias de valor a novos mercados. Ainda conforme essa pesquisa, até o fim deste ano, 65% do PIB global será digitalizado.   

Levantamento da consultoria EY Parthenon, publicado no Veja Insights, mostra que 23% dos entrevistados no estudo passaram a usar a internet para descobrir novos produtos e serviços. Esse aumento deve crescer inclusive dentro das próprias redes sociais como Instagram e Whatsapp já em 2023. É um processo que ainda está ganhando corpo, mas já se mostra uma importante tendência. 

A criação de conteúdos com qualidade em podcasts, com áudios longos que possam ser ouvidos em segundo plano, também continuam ganhando espaço. Segundo um estudo da Juniper Research, as transações de anúncios por voz atingirão o marco de US$ 19,4 bilhões até 2023.  Finalmente, o marketing de influência deve seguir forte e as empresas devem estar atentas à importância do uso de influenciadores digitais nas estratégias de marketing digital. 

As ações do marketing digital não devem ser isoladas, precisam de planos e estratégias, de acordo com o objetivo do negócio. É preciso definir aonde a empresa quer chegar, traçar um plano de acordo com o perfil, escolher soluções e ferramentas, acompanhar métricas e indicadores,  avaliar constantemente os resultados e a posição do negócio no mercado local e mundial. Consultar um especialista é o melhor caminho para que as ações do marketing digital sejam efetivas. Resultados consistentes exigem investimentos no extremamente competitivo mercado online. 

 


Thaís Leonel - CEO da WSI Tecnologia Online, localizada na cidade de Araraquara, interior de São Paulo. Atua como consultora de Marketing Digital há 10 anos. Formada em Comunicação Social, com bacharelado em jornalismo, possui pós-graduação em Gestão e Planejamento de Eventos, Comunicação Corporativa e Marketing, e MBA em Gestão de Projetos, coautora do Livro Digital Mind, 2ª Edição. Professora convidada da pós-graduação de Marketing Digital da Trevisan Escola de Negócios. Seus principais projetos em Marketing Digital estão nas áreas de Mídias Sociais, Desenvolvimentos de Site, Gestão de Tráfego em Social Media e Google Ads, SEO, Marketing de Conteúdo, em diversos segmentos como: saúde e beleza, indústrias, varejo, imobiliários, automobilístico e serviços.
Email: thais@wsitecnologiaonline.com


Preço do litro da gasolina reduz 14,01% em julho e etanol também registra baixa, de 8,34%, aponta Ticket Log

Recuo para a gasolina é reflexo da redução da alíquota do ICMS, ocorrida no início do mês, e da queda de 4,93% no repasse às refinarias, anunciada no último dia 19 de julho 

 

O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao fechamento de julho, apontou que o preço médio do litro da gasolina recuou 14,01% em relação a junho e foi comercializado a R$ 6,50 nos postos de abastecimento do País. Já o etanol fechou o período a R$ 5,50 e ficou 8,34% mais barato, se comparado ao mês anterior.

“Com a redução da alíquota do ICMS, anunciada no início de julho, o preço da gasolina já registrava baixas de 5,46%, em relação a junho, nos primeiros dias do mês, segundo o levantamento da Ticket Log. No fechamento da primeira quinzena, o recuo no valor do combustível chegou a 10,22%. A queda de 4,93% para o preço da gasolina no repasse às refinarias, anunciada no último dia 19, também contribuiu para a redução de 14,01% acumulada no mês. Vamos aguardar os reflexos da nova redução de 3,88% anunciada é válida a partir de hoje para a gasolina, vendida nas refinarias, que deve impactar no preço bomba nos primeiros dias de agosto. Vale ressaltar que, analisando a paridade com o mercado internacional, com essa atual redução ainda temos uma situação de preço nacional acima da paridade internacional, com uma janela de 7 centavos para gasolina, de acordo com entidades do setor”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

Todas as cinco regiões do País apresentaram queda no preço da gasolina, com destaque novamente para o Sudeste, onde o valor recuou 18,01% e fechou a R$ 6,18. Mesmo assim, a média mais baixa para o litro foi registrada nos postos de abastecimento da Região Sul, a R$ 6,09, com baixa de 15,30%. Com o valor 11,94% mais barato, a média mais alta para esse combustível foi encontrada no Nordeste, a R$ 6,79.

O etanol vem registrando baixa no preço médio desde o mês anterior e, no fechamento de julho, também ficou mais barato em todas as regiões brasileiras. Além de registrar a média mais baixa entre as demais regiões (R$ 4,72), o Centro-Oeste se destacou com o recuo mais expressivo para o litro (-13,02%). A média mais alta para o etanol foi encontrada no Norte, a R$ 5,89, com um recuo de 6,00%.

Nos destaques por Estado, não houve aumento no preço dos combustíveis e, mesmo com redução de 10,40%, o litro mais caro para a gasolina continua sendo comercializado nos postos do Piauí, a R$ 7,23. Já o Distrito Federal registrou, não só a gasolina mais barata, vendida a R$ 5,95, como também a redução mais expressiva para o combustível, de 23%, se comparado a julho.

São Paulo lidera o ranking do etanol mais barato do País, comercializado a R$ 4,21, com um recuo de 9,91%. Porém, a redução mais significativa para esse combustível foi registrada nos postos de abastecimento do Rio de Janeiro (15,60%), que passou de R$ 6,16 para R$ 5,20. O etanol mais caro foi encontrado no Pará, a R$ 6,35.

“Como reflexo da redução no preço da gasolina, registrada pelo IPTL em todo o território nacional, o combustível se apresentou como economicamente viável para mais Estados brasileiros, no comparativo com o mês passado. O etanol é mais vantajoso apenas para quem abastece em São Paulo, Goiás e Mato Grosso”, conclui Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

 

 

Ticket Log

https://www.ticketlog.com.br/.

https://www.ticketlog.com.br/blog/.

https://www.linkedin.com/company/ticket-log/.

https://www.instagram.com/ticket.log/.

https://www.facebook.com/TicketLog.

 

Edenred

 www.edenred.com.br.

 www.linkedin.com/company/22311673/.

 

ARTESP ALERTA: DIRIGIR EM TRECHOS DE SERRA EXIGE AINDA MAIS DA ATENÇÃO DO MOTORISTA

Primeiro semestre de 2022 apresentou diminuição no número de acidentes nesses segmentos da malha rodoviária concedida


As rodovias em trechos de serra do estado de São Paulo apresentam diferentes características, que exigem dos motoristas cuidados redobrados. Algumas das particularidades desses trechos que aumentam as dificuldades para os motoristas são as sinuosidades, alta incidência de chuvas e ocorrência de neblina. Devido a essas características, esses trechos têm limites de velocidade reduzidos. Atualmente, na malha rodoviária concedida existem quatro serras importantes, que levam ao interior e ao litoral paulista, administradas pelas concessionárias ViaPaulista, Ecovias, Tamoios e Rodovias do Tietê.  

 

No primeiro semestre deste ano, estas quatro concessionárias tiveram uma queda no número de ocorrências de acidente nos trechos de serra. De acordo com o Centro de Controle de Informações (CCI) da ARTESP, foram identificadas 33 ocorrências de janeiro até junho deste ano, uma diminuição de 60,7% de acidentes, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 84 acidentes. As concessionárias realizam o monitoramento constante e frequente dos trechos de serra e, sempre que identificam a necessidade, realizam operações especiais e reforçam a sinalização para garantia da segurança viária no trecho.

 

As concessionárias Ecovias e Tamoios, responsáveis pelos sistemas que levam aos litorais Sul e Norte do estado, respectivamente, apresentam uma alta incidência de neblina nos trechos de serra, e por conta disso, implantam diferentes medidas de segurança. A Ecovias, quando identifica neblina forte e visibilidade abaixo de 100 metros no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), aciona a Operação Comboio, implantada com a participação da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Durante esta operação, a concessionária reúne de 250 a 500 veículos que são escoltados por viaturas da PMRv até um ponto onde a visibilidade permita que sigam sem esse apoio.

 

A concessionária Tamoios, que já teve mais de 840 mil veículos utilizando o novo trecho de subida da Rodovia dos Tamoios (SP-099) desde a sua inauguração, em março deste ano, veicula mensagens nos painéis eletrônicos instalados ao longo da estrada e orienta os motoristas pela Rádio Web Tamoios - que pode ser acessada no link https://www.concessionariatamoios.com.br/radio - e no Twitter @Tamoios099.

 

Nas rodovias do interior paulista que atravessam trechos de serra, as orientações de segurança não mudam muito. A concessionária ViaPaulista, responsável pela operação da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), que atravessa trecho de serra em Ribeirão Preto, reforça a sinalização e o monitoramento das pistas, além de promover ações educativas. A concessionária utiliza displays móveis para destacar os limites de velocidade, proibição de obras e operações na malha durante o período noturno, reforço no monitoramento e fiscalização por câmeras e campanhas educativas com o “Serra Segura” e “Acorda Motorista”.

 

A concessionária Rodovias do Tietê, que administra parte da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), que inclui o trecho de serra que passa por Botucatu, realiza monitoramento constante desse segmento e, em caso de ocorrência climática mais acentuada, aciona operação especial para garantir a segurança dos motoristas.

 

Cabe destacar que entre os meses de junho e outubro - época de inverno e dos dias mais frios do ano - há maior incidência de neblina, fenômeno que prejudica a visibilidade e deixa a pista mais úmida, o que pode ocasionar acidentes.

 

“Os motoristas devem estar atentos a todo momento nas rodovias, mas principalmente nos trechos de serra. Mantenha distância do veículo à frente, fique atento às curvas acentuadas e, em caso de neblina, mantenha o farol baixo” orienta Walter Nyakas, Diretor de Operações (DOP) da ARTESP.

 

 Dicas de segurança para motoristas em trecho de serra

- Antes de trafegar na rodovia, verifique sempre as condições do veículo (nível de óleo e água, pneus, freios, funcionamento dos faróis e luzes de freio, etc.);

- Mantenha velocidade respeitando as sinalizações de regulamentação da via;

- Em trechos de descida acentuada, utilize adequadamente os freios do veículo e, se possível, acione o sistema freio-motor, desça engrenado;

- Mantenha distância segura do veículo à frente para que, se necessário, tenha tempo hábil para frear ou parar em segurança, sem se envolver em acidentes. Se estiver conduzindo veículo pesado, aumente a atenção e mantenha distanciamento dobrado;

- Em situações de neblina utilize somente os faróis baixos do veículo. O uso de farol alto prejudica a visibilidade do próprio condutor.


Inventários podem ficar até 10 dias mais rápidos em Cartórios de Notas

Ato que atingiu números recordes durante a pandemia possui nova resolução nacional que permite concentrar em um único herdeiro o levantamento de informações bancárias do falecido

 

Um novo procedimento permitido por uma regra nacional publicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promete facilitar a vida das pessoas que estão à espera da finalização de inventários em todo o país e reduzir em 10 dias o prazo para a conclusão do ato. A partir de agora, os herdeiros de uma pessoa falecida poderão nomear uma pessoa como responsável para cuidar de todos os trâmites necessários para a realização de um inventário em Cartórios de Notas. O ato também pode ser feito de forma online pela plataforma eletrônica e-Notariado. 

A novidade, introduzida pela Resolução nº 452/2022, permite que seja nomeada uma única pessoa -- chamada inventariante -- que ficará responsável por coletar as informações bancárias do falecido: ter acesso ao valor depositado em uma conta, utilizar estes valores para pagar impostos do inventário, além de outras ações que dependiam de uma movimentação mútua entre todos os herdeiros, o que consumia muito tempo e esforços das partes para que fosse possível coletar as informações bancárias do falecido. 

A mudança ganha ainda mais relevância diante do vertiginoso aumento no número de óbitos causados pela Covid-19 no ano passado que, aliado à facilidade na realização de Inventários de forma online, por meio de videoconferência com o tabelião pela plataforma oficial e-Notariado, tornou 2021 o ano recordista na realização destes atos em Cartórios de Notas de todo o país, com um crescimento de 40% na comparação com 2020, primeiro ano da crise sanitária no Brasil. 

A redução de 10 dias na prática de inventários em Cartórios de Notas que, em média, levam cerca de 15 dias para sua conclusão, torna o prazo que já era reduzido quando comparado aos quase 10 anos do procedimento judicial -- obrigatório até 2007 -- ainda mais célere e fácil para aqueles que precisam da liberação do patrimônio. 

“A Resolução reforça a desburocratização já implantada quando o inventário passou a poder ser feito diretamente em Cartórios de Notas, uma vez que traz ainda mais facilidade do ato, que tinha como uma das maiores dificuldades a reunião e organização de todos os herdeiros para se coletar informações bancárias do falecido”, explica Giselle Oliveira de Barros, presidente do Colégio Notarial do Brasil -- Conselho Federal (CNB/CF). 

Para realizar este ato, o meeiro -- aquele que possui metade dos bens do falecido em razão do regime de bens adotado na união -- e/ou os herdeiros poderão, em escritura pública anterior à partilha ou à adjudicação, nomear inventariante por escritura pública, feita diretamente no Cartório de Notas, que poderá representar os demais na busca de informações bancárias e fiscais necessárias à conclusão de negócios essenciais para a realização do inventário e no levantamento de quantias para pagamento do imposto devido e dos emolumentos do inventário.

 

Inventários à jato 

Documento necessário para apurar o patrimônio deixado pela pessoa falecida, o Inventário é obrigatório para que a partilha de bens seja efetivada entre os herdeiros. Realizado em Cartórios de Notas desde 2007, como alternativa rápida, prática e barata à via judicial, o ato fechou 2021 com um total de 219.459 escrituras lavradas no país, frente a 156.706 realizadas em 2020, número 88,7% maior na comparação com a média de atos praticados entre os anos de 2007 a 2020 -- 116.278 -, período desde que este ato foi delegado aos Cartórios de Notas do país. 

A lei determina que o prazo para iniciar o inventário é de até 60 dias contados da data do falecimento do autor da herança, podendo este prazo ser alterado pelo juiz ou a requerimento dos envolvidos. Caso o inventário não seja aberto neste prazo incidirá multa de 10% a 20%, calculado sobre o valor do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), além da incidência de juros. 

Para que o inventário possa ser feito em Cartório, é necessário que todos os herdeiros sejam maiores e capazes, assim como haver consenso entre eles quanto à partilha dos bens. O falecido também não pode ter deixado testamento, exceto quando este estiver caduco ou revogado. Alguns Estados já autorizam a realização do Inventário extrajudicial mesmo que haja testamento válido, desde que exista prévia autorização judicial. A escritura de inventário também deve contar com a participação de um advogado.

 

Inventário online 

Para realizar o Inventário de forma online em Cartório de Notas, os herdeiros devem estar em comum acordo com a divisão de bens e não ter pendências judiciais com filhos menores ou incapazes. O processo pode ser realizado de forma totalmente online, por meio da plataforma e-Notariado, onde os familiares, de posse de um certificado digital emitido de forma gratuita por um Cartório de Notas, poderão declarar e expressar sua vontade em uma videoconferência conduzida pelo tabelião. 

Os serviços desta plataforma também estão disponíveis em dispositivos móveis. Pelo e-Notariado ainda é possível realizar divórcios, testamentos, inventários, uniões estáveis, escrituras de compra e venda e muitos outros atos. Os valores são os mesmos praticados nos serviços presenciais e regulamentados em tabela definida por lei estadual.

 

Colégio Notarial do Brasil - Conselho Federal (CNB/CF)

 

Coface alerta para fraudes de empresa “fantasma” e de inativas


Os compradores falsos figuram entre os principais perigos das empresas que buscam escapar de fraudes. Num país onde há uma tentativa de fraude a cada 7 segundos, segundo a Serasa Experian, ganha a força a prevenção a essas tentativas de golpe aplicadas, em sua maioria, com a utilização de empresas inativas e de empresas fantasma.

 

“As empresas são vítimas de tentativas de fraude que se contam aos milhões”, alerta Rosana Passos de Pádua, CEO da Coface Brasil, líder mundial em seguro de crédito que ajuda a identificar e gerenciar os riscos de não-pagamento. Segundo ela, os compradores falsos agem em todos os segmentos da economia, para tentar obter empréstimos de instituições financeiras: facilitar a lavagem de dinheiro e a fraude de impostos; pedir apoio governamental no contexto da criação de uma empresa; e obter equipamentos e mercadorias de alto valor dos fornecedores de seguro de crédito.

 

Como veículo dessas tentativas, recorda Rosana Passos de Pádua, os fraudadores utilizam principalmente empresas inativas e as empresas fantasma: “As inativas são legalmente registradas na Junta Comercial, nas autoridades fiscais e regulatórias, mas não têm uma atividade efetiva nem movimentos contábeis significativos. Já as empresas fantasma têm essas mesmas características, mas com uma data recente de criação”.

 

Identificar esses veículos de fraude exige atenção redobrada das companhias, recorda a CEO da Coface Brasil, com destaque para: 

- realizar pesquisa em fontes oficiais de informação;

- consultar fornecedores conhecidos e relacionados com a atividade da empresa pesquisada;

- se a companhia fornece referências, verificar se são negócios conhecidos e existentes;

- verificar se a empresa tem website e, caso tenha, checar se a aparência do portal é profissional e a data de criação;

- atentar às redes sociais da companhia, principalmente a quantidade de informação, comentários e opiniões;

- investigar os números de telefones de contato fixos;

- evitar fornecer crédito a empresas criadas recentemente, sem experiência prévia ou sob outra forma legal.

 

“É preciso estar atento a essas situações”, reafirma Rosana Passos de Pádua. “Todo cuidado é pouco porque os fraudadores são muito experientes nesse tipo de fraude e sabem o que fazer para alcançar seus objetivos”.

 

ISO de inovação: padronizar é o caminho?

 

Na década de 90, empresas de vários segmentos, principalmente fornecedoras da indústria, partiram em busca da ISO 9001, que estabelece padrões mínimos de qualidade. Agora, em pleno século XXI, a demanda é outra. Companhias do mundo todo estão em busca de um modelo de governança para a inovação, estabelecido pela ISO 56002.

A ISO - Organização Internacional de Padronização, é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1947, com o intuito de ajudar na reconstrução das empresas devastadas pela Segunda Guerra Mundial. Ancorada nos princípios da isonomia (que em grego significa igualdade), a organização possui atualmente mais de 22 mil normas técnicas, sendo 180 normas de sistema de gestão.

Com 164 países-membro, a ISO consolidou-se como uma das mais importantes referências internacionais no que tange a normatização e modelos de gestão. E, desde 2019, quando publicou a ISO 56002, de gestão da inovação, tem dividido opiniões. Afinal, será que padronizar a inovação é bom ou ruim?

Fato é que, se na década de 90, o diferencial competitivo das empresas era a qualidade, hoje, sem sombra de dúvidas, é a sua capacidade de inovar, seja reinventando mercados atuais ou mesmo criando novos. Num mundo de profundas e complexas transformações advindas das tecnologias exponenciais, inovar se tornou um ato de sobrevivência.

Enquanto vemos startups ganhando capas de revistas e se tornarem unicórnios nos primeiros anos – ou até meses – de operação, as grandes empresas assistem a tudo, quase sempre atônitas, sem entender e muito menos conseguir reagir. É óbvio que um barquinho a motor é muito mais ágil que um transatlântico.   

Diante do pânico de ficarem para trás, as gigantes criam departamentos de inovação, batizando-os de laboratórios. Seu objetivo é antecipar tendências, ouvir o cliente e criar o futuro. Contudo, uma minoria é realmente capaz de tirar os posts-its da parede.

Outras, lançam mão de programas de inovação aberta, criando estratégias de aproximação com as startups, no intuito de aprender com elas. No entanto, em muitos casos, cedem à tentação de comprá-las. Ao internalizar os barquinhos no transatlântico, a maioria fica esquecida em algum canto qualquer e acaba se contaminando com as burocracias do mundo corporativo.

Obviamente, toda regra tem a sua exceção. Laboratórios de inovação, assim como programas de inovação aberta, são extremamente importantes para permitir que as empresas inovem. O problema é que semente boa em solo ruim, não gera colheita. Para colher bons frutos da inovação, é preciso, primeiro, preparar o terreno.

E é exatamente aí que mora a proposta da ISO 56002. Diferentemente de outras normas, essa se propõe a ser um guia de boas práticas, um modelo de diretrizes e não de requisitos. Resultado de 11 anos de estudos em um comitê internacional que reuniu mais de 60 países, essa norma oferece um modelo de governança para a inovação, criando as bases para um bom sistema de gestão.

Baseada em oito pilares – abordagem por processos, liderança com foco no futuro, gestão de insights, direção estratégica, resiliência e adaptabilidade, realização de valor, cultura adaptativa e gestão das incertezas – a ISO defende que uma inovação pode ser um produto, serviço, processo, modelo, método ou a combinação de qualquer uma delas. Contudo, o conceito de inovação é caracterizado por novidade e valor. Em suma, isso significa que ideias sem a manifestação de valor não são inovações, e sim invenções.

Sendo assim, as empresas precisam trabalhar no desenvolvimento da sua estrutura de governança. É preciso definir as bases do sistema de inovação, estabelecendo onde se pretende chegar, quais ferramentas serão utilizadas e mensurando de perto cada passo dado. A qualquer sinal de desvio, é possível ajustar a rota rapidamente.

Ao implementar a ISO 56002, é necessário definir os objetivos, o propósito, a estratégia, os indicadores de desempenho e, os recursos que serão empregados na inovação – e não só os financeiros, como também os recursos de pessoas, conhecimento, infraestrutura e até mesmo de tempo. A empresa precisa estabelecer onde pretende chegar e quais esforços está disposta a empregar para alcançar suas metas.

Além disso, a norma trabalha fortemente no gerenciamento de riscos, entendendo que muitos deles, em vez de ameaças, podem representar oportunidades de inovação. Quando é identificada uma ameaça, é preparado um plano de ação contencioso. Quando é identificada uma oportunidade, ela é automaticamente direcionada para o funil de inovação, onde as ideias são classificadas e priorizadas de acordo com os interesses da empresa. Quem toma as decisões não são as pessoas, e sim os indicadores.

Na prática, não existe uma receita única para todas. Cada uma, num processo de co-criação, precisa refletir sobre seus anseios e seu apetite para atingi-los. Não existe vitória sem sacrifícios. Precisamos desmistificar a ideia de que inovação é para poucas, ou apenas para aquelas com viés tecnológico. Existem inúmeros exemplos de empresas analógicas que criam maravilhas a partir de um olhar inovador. Mas, sem governança, é impossível transformar ideias em resultados.

Portanto, padronização não quer dizer encaixotar tudo em modelos únicos, que poderiam burocratizar ou mesmo engessar a inovação. Padronizar quer dizer estabelecer requisitos mínimos, criar as bases para alavancar o poder inovador não apenas das grandes empresas, mas de todas aquelas que já entenderam que o sucesso de hoje não garante os resultados de amanhã. 

Precisamos deixar para trás o modo empírico com que a inovação tem sido encarada por muitas companhias, onde algumas poucas ideias são levadas em frente e, quase que por obra do acaso, algumas são muito bem-sucedidas enquanto outras quase levam o negócio todo à ruína. Inovar a partir de um framework internacional, que foi testado e aprovado por mais de 200 empresas no mundo todo – sendo cinco só no Brasil – é o caminho mais promissor para elevarmos a nossa sociedade a um outro patamar.     

 

Alexandre Pierro - engenheiro mecânico, físico nuclear e sócio-fundador da PALAS Consultoria.


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