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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Seis coisas sobre a vacina da covid-19 que toda tentante precisa saber

Apesar do desejo de engravidar, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre a imunização contra a Covid-19 e os rumos da pandemia  

 

 

Se há um plano comum em muitas famílias que a pandemia atrapalhou foi o de ter filhos. Desde o começo, com as incertezas sobre suas ações no organismo, milhares de mulheres se viram na dúvida sobre engravidar ou aguardar o melhor momento. Agora que temos imunizantes, novas dúvidas surgiram e existem algumas coisas sobre a vacina da covid-19 que toda tentante precisa saber. 

Antes de tudo, é importante lembrar que, no Brasil, cada estado brasileiro vive um momento diferente. Em algumas localidades, no caso de grávidas e puérperas, somente as que possuem comorbidades podem se vacinar. 

A seguir, a especialista em Reprodução Assistida, Cláudia Navarro, diretora clínica da Life Search, enumera algumas informações preciosas às mulheres que estão tentando engravidar.

 

1 - Tentantes do grupo de risco podem e DEVEM se vacinar!

“Se a paciente é tentante e possui alguma comorbidade já relacionada pelo Ministério da Saúde, ela deve se vacinar”, alerta a médica. A especialista lembra que algumas comorbidades como diabetes, obesidade e cardiopatias já são pontos de atenção para a gravidez em si. “A possibilidade de ter uma paciente gestante, com comorbidades, não vacinada e infectada pelo vírus nos causa certa preocupação”, comenta Cláudia. 

A médica lembra também que a vacina não interfere no tratamento de reprodução assistida. “Excetuando-se a AstraZeneca (saiba mais no item 3), essa paciente pode e deve se vacinar. Além disso, também não há motivo para parar o tratamento”, diz. 

 

2 - Os imunizantes não são feitos com vírus vivo 

Das vacinas utilizadas no Brasil neste momento, temos: CoronaVac - utiliza o vírus inativo que, ao entrar no organismo, provoca resposta imune ativando os linfócitos; Pfizer - utiliza a tecnologia do RNA mensageiro, uma replicação das sequências de RNA do vírus por meio da engenharia genética. Ou seja, o que o organismo recebe é uma “cópia” do vírus que consegue provocar reação imunológica, e não o vírus em si.

“Essas vacinas, até então, têm-se mostrado muito seguras e eficazes, inclusive para gestantes e puérperas”, comenta a médica. “As entidades médicas, como Associação Brasileira de Reprodução Assistida (Sbra) e a Rede Latino Americana de Reprodução Assistida (RedLara), emitiram uma nota incentivando a vacinação”, lembra a médica. 

 

3 - AstraZeneca está suspensa para grávidas e puérperas 

A terceira vacina utilizada no Brasil, Oxford-AstraZeneca, teve sua aplicação suspensa em mulheres grávidas e puérperas após provocar reações adversas nesse grupo. Diferente das outras, a Astrazeneca é feita a partir do adenovírus, que é um vírus modificado em laboratório para carregar em si as instruções para a produção de uma proteína característica do coronavírus. O que também provoca resposta imune do organismo, mas não tem capacidade de prejudicá-lo. 

“Esse é o único imunizante suspenso até então para grávidas e puérperas. Porém, como a segunda dose dessa vacina só ocorre após três meses, não aconselharia a imunização com a AstraZeneca em tentantes, pois há a chance de engravidarem nesse período”, opina a médica.

 

4 - O risco de não ser vacinado é maior que o de receber a vacina 

Segundo Claudia Navarro, além das comorbidades, pessoas que estão nas listas de prioridades devido às suas profissões, como profissionais da saúde, têm risco muito maior de serem infectadas. “Seja antes de engravidar, durante ou depois, o risco de não ser vacinado nesse grupo é maior que o de receber a vacina e ter qualquer reação”, alerta a médica.  

 

5 - Quem teve Covid também precisa se vacinar 

Mesmo quem teve a doença e já criou alguma resposta imune do organismo deve se vacinar e aumentar as chances de proteção contra o Sars-cov-2. “Sabemos que existem variantes e a orientação dos órgãos competentes é que todos se vacinem quando chegar o momento”, diz a médica. 

 

6 - Antes de se vacinar, consulte seu médico 

Apesar das informações positivas, a especialista lembra que é muito importante individualizar cada caso. “Cada tentante ou gestante terá uma situação clínica diferente. Portanto, antes de tomar a vacina, é muito importante que a paciente consulte o médico que a acompanha, seja obstetra ou profissional de reprodução assistida, para receber uma orientação direcionada”, pondera.

 

Cláudia Navarro - CRM 21.198 / RQE 38.556 - especialista em reprodução assistida, diretora clínica da Life Search e membro das Sociedades Americana de Medicina Reprodutiva - ASRM e Europeia de Reprodução Humana e Embriologia – ESHRE. Graduada em Medicina pela UFMG em 1988, titulou-se mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) pela mesma instituição federal.


Cardiopatias congênitas são a terceira maior causa de morte em bebês com até 30 dias de vida

Hospital Pequeno Príncipe alerta para a importância do diagnóstico precoce dessas doenças, que pode ser realizado ainda durante a gestação


Gabriel Carvalho Domingues, de apenas 6 meses, nasceu com uma cardiopatia grave, grupo de doenças que afetam cerca de 30 mil bebês todos os anos no Brasil e que são a terceira maior causa de morte em recém-nascidos. “Ele já tinha quase 2 meses quando a médica desconfiou da dificuldade dele em respirar e pediu exames”, conta a mãe, Geissebel Flávia Carvalho Silva. Com um diagnóstico não conclusivo, o menino, que nasceu em Guaratuba, no litoral paranaense, foi encaminhado para o Hospital Pequeno Príncipe.

Neste 12 de junho, Dia Nacional de Conscientização das Cardiopatias Congênitas – doenças caracterizadas pela malformação na estrutura ou na função do coração –, o Pequeno Príncipe alerta para a importância do acompanhamento pré-natal e consultas periódicas com pediatra para obter um diagnóstico precoce e garantir o tratamento adequado da doença. “O ideal seria que todas as gestantes fizessem o ecocardiograma fetal entre 24 e 28 semanas de gravidez, assim conseguimos fazer o diagnóstico ainda na gestação e verificar se o bebê pode precisar de procedimento cirúrgico logo após seu nascimento”, enfatiza a cardiologista pediátrica Cristiane Binotto, do Pequeno Príncipe.

“Quando chegamos aqui, os médicos me informaram que o caso era bem grave. Ele fez um cateterismo e uma correção cirúrgica para forçar o desenvolvimento do ventrículo, que era pequeno. Foram 27 dias de internamento, sendo 20 deles em UTI. Agora, aos 6 meses de idade, ele fez outro cateterismo para verificar se a cirurgia de correção das grandes artérias pode ser feita”, explica a mãe do Gabriel.

Também é fundamental que os pais fiquem atentos a sinais que os bebês podem apresentar e que podem indicar uma cardiopatia congênita. “Língua roxa, cansaço, dificuldade em mamar, dificuldade em ganhar peso e choro sem consolo são alguns desses sintomas. Quanto antes for diagnosticado e o tratamento iniciar, a expectativa de vida se torna muito próxima ao normal. Além do desenvolvimento do paciente acontecer de maneira muito boa”, completa a cardiologista.


Referência

O Serviço de Cardiologia do Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, é referência no atendimento de pacientes com cardiopatias congênitas e recebe, todos os anos, pacientes com essas enfermidades, sendo que muitos deles são submetidos a procedimentos cirúrgicos. É o serviço que realiza o maior número de atendimentos ambulatoriais no país e o segundo em número de cirurgias. Também é o principal no que se refere a procedimentos em recém-nascidos até 30 dias.Conta com profissionais altamente capacitados além de uma estrutura exclusiva de atendimento e internação, incluindo UTI. Somente em 2020, o Serviço de Cardiologia realizou 4.054 atendimentos ambulatoriais, 402 cirurgias e três transplantes de coração. No mesmo período, registrou 678 internações e mais de 9,2 mil exames entre cateterismos, eletrocardiogramas, ecocardiogramas e eletrofisiologia. Em 2021, o Hospital chegou à marca de 15 mil cateterismos.

  

Estudo revela por que pacientes com Parkinson têm dificuldade para ultrapassar obstáculos ao caminhar

Cientistas detectaram incapacidades relacionadas à manutenção do ritmo da caminhada e ao posicionamento do pé; descobertas permitem desenvolver um protocolo de exercícios para amenizar o problema (foto: acervo dos pesquisadores)

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Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru mensurou em pacientes com doença de Parkinson a sinergia do comprimento do passo durante a travessia de obstáculos e concluiu que ela é 53% menor do que em pessoas saudáveis da mesma idade e peso.

O termo sinergia, neste caso, se refere à capacidade do sistema locomotor de adaptar o movimento – combinando fatores como velocidade e posicionamento do pé, por exemplo – quando é preciso cruzar um obstáculo, como desviar de um buraco ou subir a guia da calçada. Melhorar a capacidade sinérgica em pacientes com Parkinson durante o ato de caminhar pode fazer grande diferença na qualidade de vida dessas pessoas, pois elas tendem a cair até três vezes mais, em média, do que indivíduos saudáveis com a mesma idade. Segundo os pesquisadores, o comprimento do passo é uma das principais variáveis afetadas pela doença.

“Há pacientes no nosso grupo de exercício que chegam a cair três, quatro vezes por semana. Entender o caminhar e a adaptação à transposição de obstáculos nesses pacientes é importante para que possamos melhorar o padrão de sinergia do comprimento do passo, adaptando o protocolo de exercícios para melhorar a locomoção e tentando reduzir o número de quedas”, explica Fabio Augusto Barbieri, professor do Departamento de Educação Física da Unesp e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento-Interunidades.

Ele assina, com mais quatro cientistas, um artigo publicado na revista Gait & Posture, intitulado Step length synergy while crossing obstacles is weaker in patients with Parkinson’s disease. O primeiro autor é o professor Satyajit Ambike, engenheiro mecânico da Purdue University (Estados Unidos). Trata-se do primeiro estudo relatando sinergias locomotoras prejudicadas em pacientes com Parkinson.

“A inovação do nosso estudo é olhar para a ritmicidade do caminhar. Medindo a sinergia do comprimento do passo é possível determinar esse ritmo, a constância com que a pessoa vai posicionar o pé para manter a locomoção. A sinergia pressupõe um objetivo predefinido e diz respeito à maneira pela qual nosso sistema se ajusta para atingi-lo. Em nosso caso, investigamos como o sistema se adapta para atingir o objetivo de ultrapassar um obstáculo durante a locomoção.”

Eles conseguiram perceber que os pacientes com doença de Parkinson apresentam menor capacidade de adaptar o posicionamento do pé ao se aproximar de um obstáculo e cruzá-lo do que pessoas saudáveis.

“Nosso sistema locomotor tenta, sempre, se adaptar para manter constância durante a locomoção. Quando não há essa constância, podemos cometer erros que podem levar a quedas. Os pacientes com doença de Parkinson são menos constantes no posicionamento do pé ao longo da marcha e isso pode provocar uma mudança na ritmicidade. Eles aumentam ou diminuem a velocidade ao longo do percurso e não mantêm a constância no comprimento do passo, posicionando o pé de maneira diferente a cada movimento.”


Obstáculos

Participaram do estudo 13 pacientes com doença de Parkinson e 11 pessoas neurologicamente saudáveis, todos com mais de 50 anos. As condições para fazer parte da amostragem eram: capacidade de andar sem auxílio; visão e audição normais (ou corrigidas para a normalidade com uso de lentes e aparelhos); ausência de doenças ortopédicas ou neurológicas (exceto Parkinson) e capacidade de entender e seguir instruções. Todos os pacientes selecionados estavam fazendo uso de tratamento medicamentoso (Levodopa) para a doença de Parkinson por pelo menos três meses antes da coleta de dados.

Os participantes tiveram de caminhar por uma passarela de 8,5 metros (m) de comprimento por 3,5 m de largura, e cruzar um obstáculo de espuma (com 15 centímetros de altura) colocado a 4 m da posição inicial de saída. A velocidade da marcha não foi imposta, sendo escolhida pelo participante. Nenhuma instrução foi fornecida sobre qual perna deveria cruzar o obstáculo primeiro. No entanto, a posição do obstáculo para cada participante foi ajustada de forma que ele cruzasse o obstáculo com o membro direito primeiro.

“Tentamos padronizar a tarefa, para que todos ultrapassassem com a perna direita. A ideia era evitar ter outro fator interferindo no padrão de locomoção. Já a altura do obstáculo é a altura das sarjetas no Brasil: 15 cm. Achamos por bem manter esse padrão”, esclarece Barbieri.

Segundo ele, é preciso que alguns sistemas trabalhem em conjunto para que haja sinergia no sentido de atingir um objetivo. “Quando as distâncias dos dedos do pé para o obstáculo [antes da ultrapassagem] e do calcanhar para o obstáculo [após a ultrapassagem] variam muito, a pessoa tem um risco maior de encostar no obstáculo. Se ela se aproxima muito do obstáculo antes da ultrapassagem, tem de levantar muito a perna para ultrapassá-lo e pode ser que não consiga. Se ela posiciona o pé muito próximo ao obstáculo, tem uma chance grande de tocá-lo com o calcanhar.”

O ideal, diz Barbieri, é que a pessoa mantenha uma certa uniformidade de movimento, sem estar muito perto antes e depois do obstáculo.


Biomecânica

A mensuração da sinergia do comprimento do passo foi feita por uma metodologia proveniente da engenharia mecânica e adaptada para o estudo do movimento humano. A metodologia não é específica para estudos de marcha, nem para pessoas com doença de Parkinson: foi adaptada de um conjunto de métodos usado pelo primeiro autor do artigo, Satyajit Ambike, para mensurar força nos membros superiores, juntamente com o professor Mark Latash, da Pennsylvania State University (Estados Unidos).

Foram usadas oito câmeras de análise do movimento, adquiridas com financiamento da FAPESP. O estudo também teve apoio por meio de uma bolsa de pesquisador visitante internacional.

Vinte marcadores recobertos com fita reflexiva foram fixados em pontos predeterminados no corpo da pessoa engajada no experimento. “Enquanto ela caminha pelo trajeto que leva até o obstáculo e o ultrapassa, as câmeras emitem uma luz infravermelha que bate nesses marcadores e volta. A partir dessa reflexão, as câmeras conseguem captar a posição dos marcadores e, com isso, é possível determinar a distância e a duração do passo, fazendo os cálculos restantes com softwares de análise.”

Barbieri afirma que a aplicação dessa metodologia a estudos de marcha é inédita. “E também inovadora, no sentido de que podemos, com uma só variável, de maneira relativamente simples, detectar possíveis incapacidades relacionadas à ritmicidade do andar no paciente. Com isso é possível, mais tarde, intervir de forma mais consistente, desenvolver um treinamento que consiga melhorar esse ritmo. No geral, é este o objetivo dos estudos com marcha: determinar possíveis variáveis ou mudanças no caminhar e modificar a intervenção a partir delas.”

Ele adianta que o grupo tem um estudo subsequente a esse em que investiga se a altura do obstáculo modifica a sinergia. “Queremos saber o seguinte: há alteração da sinergia no Parkinson se o obstáculo for mais alto ou mais baixo? Isso é importante, por exemplo, para o ambiente no qual o paciente se locomove. Se há obstáculos de uma certa altura no ambiente que são problemáticos para esta população, podendo gerar quedas, podemos modificar o ambiente para facilitar a locomoção.”

O artigo Step length synergy while crossing obstacles is weaker in patients with Parkinson’s disease pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0966636221000011.

 


Karina Ninni

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/estudo-revela-por-que-pacientes-com-parkinson-tem-dificuldade-para-ultrapassar-obstaculos-ao-caminhar/36083/

 

Encarregado de Dados é o novo cargo responsável pela regulamentação da proteção de dados pessoais

A advogada especialista em Direito Digital, sócia de Pires & Gonçalves Advogados Associados e presidente da Comissão Especial de Privacidade e Proteção de Dados da OAB/SP, Patricia Peck Pinheiro, traz esclarecimentos sobre este novo cargo

 

Qual é a função do Encarregado de Dados? 

A função de Encarregado de Dados (Data Protection Officer) foi trazida pelas regulamentações de proteção de dados pessoais como o Regulamento Europeu (GDPR) e a Lei Brasileira 13.709/2018 (LGPD). É um profissional que ainda está sendo formado, em geral, trazendo habilidades e experiência muitas vezes relacionadas a atuação em outras áreas como jurídica, compliance, segurança da informação, tecnologia, comunicação. Ele atuará como canal de comunicação com os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Segundo a redação da LGPD, é possível ser pessoa física ou jurídica, interna ou externa à organização.


Quais são as vantagens e desvantagens de cada um?

É importante que o DPO consiga reunir tanto conhecimento da legislação de proteção de dados como também do setor de atuação da instituição, para melhor apoiar a implementação e a fiscalização do programa de Privacidade e Proteção de Dados de maneira mais customizada e adequada à realidade do negócio. As vantagens e desvantagens estão relacionadas sobre como se darão a gestão, a retenção de conhecimento, o tempo de maturidade e do aprendizado, os investimentos, os encargos trabalhistas, a flexibilidade e a independência.


Quais são as principais habilidades para exercer a função?

De um modo geral, o DPO precisa conhecer o modelo de negócios da instituição, estar familiarizado com suas rotinas e fluxos de dados e conciliar com suas habilidades e conhecimentos (soft e hard skills) para propor soluções que permitam principalmente atender os requisitos de atividades previstos no artigo 41 da LGPD, que envolvem essencialmente os direitos dos titulares de dados e o relacionamento com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), bem como a disseminação interna do tema com as equipes e terceirizados, para acompanhamento da aderência à governança em privacidade. A nossa legislação não chegou a exigir formação específica ou certificação obrigatória, mas pode sempre ser um diferencial em um processo de seleção, seja para DPO interno ou externo.


Quais são os perfis de DPOs mais comuns?

Profissionais com formação e experiência em diversos segmentos podem ser encarregados. Isso porque a atuação dele é bastante ampla, aplicando conceitos de diversos setores. É comum a designação de encarregados para profissionais da área de Direito, TI (Segurança da Informação), Gestão de Processos e Administração. Segundo pesquisa realizada em abril de 2020, pela Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados (ANPPD), maior associação representativa de encarregados no Brasil, com mais de nove mil membros, a maioria dos membros participantes do estudo indicou atuar como encarregado e possuir a seguinte formação: Engenharia/Tecnologia: 66%, seguindo-se dos profissionais da área de Administração, Economia e Negócios: 4,26%; e Direito, também com 4,26%.



Fonte: https://www.exin.com/br-pt/dpo-no-brasil-sob-a-otica-da-lgpd-lei-de-protecao-de-dados/

 

Brasil terá um ano de concessões e privatizações, com PIB estimado em 5% avaliou Adolfo Sachsida

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, projetou que o país terminará o ano com a inflação dentro do esperado, podendo atingir 5,1% do Produto Interno Bruto, e afirmou que 2021 vai ser conhecido como o ano de concessões e privatizações no Brasil, ao citar agenda ecológica que conta com 117 ativos a serem negociados. Sachsida fez essas declarações no webinar “Brazil’s Mid-Year Economic Outlook: Perspectives and Predictions” que aconteceu no dia 9 de junho e foi organizado pela Brazil-Florida Business Council, Inc..  

Adolfo Sachsida disse em sua exposição, que se o PIB vai crescer 3, 4 ou 5, e que isso é uma questão secundária. “O fundamental nesse momento é focar na qualidade, crescer de maneira sustentável, visando um longo prazo.” Foi então que o secretário de Política Econômica, explicou que é uma questão de tempo até que as projeções do PIB de 2021 cheguem à casa dos 5%.  

No entanto, Sachsida alertou que as piores altas nos preços acontecerão nos meses de junho e julho. Segundo os dados do Índice de Preços do Consumidor Amplo, que mede a inflação no país, a alta acumulada é de 6,76%. Mas o secretário afirmou que confia que o Banco Central que faz um excelente trabalho para conter o avanço do índice. 

Quanto às políticas adotadas pelo governo federal, Sachsida avaliou um saldo positivo. “Estamos no caminho certo, temos que insistir na estratégia de consolidação fiscal e aprovar as reformas pró-mercado, para aumentar a produtividade da economia. E garantir uma retomada a longo prazo.” 

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia defendeu as ações estabelecidas desde o início do governo, ao seguir uma agenda rígida de controle das contas públicas e reformas que estimulem investimentos no país, além de atuar fortemente em ações específicas para combater os impactos da pandemia da Covid-19. 

Adolfo Sachsida ressaltou todo o apoio que têm recebido do Congresso Nacional na pauta apresentada pelo Ministério da Economia. 


Debate entre os convidados  

O webinar “Brazil’s Mid-Year Economic Outlook: Perspectives and Predictions” teve como objetivo debater o cenário e as projeções para o crescimento econômico brasileiro este ano, depois de um índice de atividade econômica do banco central, onde se observou que a maior economia da América Latina se expandiu no primeiro trimestre. 

O evento reuniu economistas e analistas renomados que compartilharam suas percepções e previsões para o futuro, entre eles: a moderadora do fórum, Lisa Schineller, diretora-executiva para rating soberano da S&P Global Ratings, Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para América Latina; Cassiana Fernandez, Economista chefe do J.P. Morgan no Brasil, Andre Loes, Economista-Chefe do Morgan Stanley para a América Latina, e Sueli Bonaparte,  Founding President & Chairwoman da Brazil-Florida Business Council, Inc. 

O convidado Alberto Ramos, assegurou estar otimista com as exposições, porém externou uma preocupação, a falta de uma agenda com maiores progressos. 

Ramos falou sobre o crescimento do PIB no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país. “O mercado estava esperando um maior impacto do PIB, que cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado”. 

A moderadora do fórum, Lisa Schineller, completou que o governo tem atacado a agenda visando desafios a longo prazo. 

Andre Loes, por sua vez, falou de encontro com Ramos, e salientou que é preciso analisar os pacotes emergenciais para que seja feita uma proposta de valores mínimos, para que cada munícipio tenha demandas voltadas para a educação e a saúde, assim ajustando os gastos governamentais. “Precisamos definir as regras fiscais e criar condições propícias para que esses investimentos cheguem até nós”.  

Já Cassiana Fernandez, se mostrou positiva com as perspectivas e a possibilidade de reduzir a inflação abaixo da expectativa e garantiu que é necessário descobrir os erros do processo, verificar quais são os fatores que influenciam os choques que passamos para a retomada da economia. 

De acordo com Adolfo Sachsida, o Brasil está surpreendendo o mundo em 2021 com o bom ritmo de recuperação, assim como ocorreu no ano passado, onde especularem projeções de mercado pessimistas que chegaram a indicar que haveria queda de 9% do PIB brasileiro no ano passado, mas o número foi de 4,1%. “Esse resultado foi bem melhor do que o apresentado por muitos países desenvolvidos. Em 2021, os resultados econômicos continuam a surpreender positivamente”, garantiu o secretário.  

Sueli Bonaparte, agradeceu a presença dos painelistas e ressaltou a importância do debate sobre o tema para o conhecimento, informação e o desenvolvimento de qualquer país. “Temos que tornar possível e fazer o que é certo. No meio da discussão observei que podemos abordar perspectivas diferentes de maneira digna, assim como fizemos neste evento”.


CEO: como alcançar o cargo máximo de uma empresa

Especialista dá dicas e fala quais são as principais características necessárias para quem sonha com o cargo


Tem sido cada vez mais desafiante para as empresas terem líderes capacitados e que façam com que a equipe esteja sempre disposta, empenhada e proativa. Muitas vezes, todas essas importantes características para quem quer se destacar no mercado de trabalho são moldadas com mais facilidade quando o colaborador encontra bons exemplos nos cargos de chefia. Por isso, é importante que o CEO da empresa esteja sempre atento ao que está acontecendo na companhia e seja um líder ativo.

De acordo com a headhunter e professora do ISAE Escola de Negócios, Cristiane Ribas, o CEO é o responsável pela gestão direta de todas as áreas uma empresa. ‘‘Esse é o executivo de mais alto escalão, cujas responsabilidades principais incluem tomar grandes decisões corporativas, gerenciar as operações gerais e os recursos de uma empresa, atuando como o principal ponto de comunicação entre o conselho de administração ou diretorias, as operações corporativas e representá-la publicamente’’, afirma a especialista.

Segundo a professora, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, o CEO não precisa ser o dono da companhia. ‘‘Sobre quem ocupa esta cadeira, pode haver alguma confusão entre empresas de gestão familiar e multinacionais. Na empresa familiar, usualmente o cargo é ocupado pelo dono, o fundador, ou alguém da família. Já em empresas de gestão multinacional, é comum se buscar um profissional de mercado com experiência consolidada em empresas de porte similar, ou em seu segmento de atuação’’, destaca Cristiane.


Como ser um bom CEO

Para a professora do ISAE, maior escola de negócios do Paraná, há alguns requisitos para ser um CEO. ‘‘Em um planejamento de carreira estruturado e efetivo, o preparo de um profissional para alcançar o cargo de maior importância em uma empresa vem desde cedo, desde a escolha da profissão’’, diz. ‘‘Alguns cursos são essenciais para o aprendizado da profissão, alguns deles são o de administração, gestão financeira e direito. Além disso, é preciso que esse futuro CEO tenha características como liderança, inteligência emocional, comunicação, visão sistêmica, mentalidade de crescimento, flexibilidade e visão de futuro’’, afirma.

A especialista também deu algumas dicas práticas que podem ajudar um profissional a crescer na carreira e atingir o objetivo de liderar uma empresa. ‘‘Focar sua atenção no que é importante para a empresa: seu produto, mercado, setor, concorrência. Fazer sempre a pergunta a si mesmo também é importante ‘conhecendo o mercado de atuação, como posso agregar mais valor para a empresa?’’’, destaca, Cristiane. ‘‘Outros passos importantes são: criar e cultivar uma cultura corporativa; ajudar a quebrar obstáculos que impeçam o crescimento dos outros; delegar funções; e comunicar-se’’, completa.

 

Novo Pronampe deve ser disponibilizado em junho

A expectativa é que dos R$ 25 bilhões de crédito que poderão ser concedidos, R$ 5 bilhões sejam direcionados para o setor de eventos


A linha de crédito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) deve continuar ajudando os empreendedores que ainda sofrem os impactos da pandemia da Covid-19, como é o caso do setor de eventos, um dos mais severamente atingidos. As empresas que se enquadram no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado recentemente, serão beneficiadas com até 20% do Fundo Garantidor de Operações, aportado para o Pronampe, de acordo com a nova lei, sancionada no último dia 2 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro.

A expectativa do governo é que os recursos disponíveis pelo novo Pronampe vão estar disponíveis para os donos de pequenos negócios até o final deste mês. Ao todo, vai ser liberado um aporte de R$ 5 bilhões como valor de garantia, por meio do FGO. Com esse valor será possível conceder até 25 bilhões em empréstimos ao longo deste ano.

Para o analista de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Giovanni Beviláqua, a transformação do Pronampe em um programa permanente representa um novo patamar para a política de crédito oferecida às micro e pequenas empresas brasileiras. “Historicamente os pequenos negócios sempre tiveram dificuldade de acesso à crédito. Mesmo em 2020, do total de crédito disponível, apenas 21% foram para as micro e pequenas empresas. Então, ao se tornar um programa permanente, os donos de pequenos negócios garantem recursos todos os anos para financiar suas atividades”, explicou.

O novo ciclo programa passa a oferecer uma outra taxa de juros anual máxima para os novos empréstimos que corresponde a Selic mais até 6%. Os valores são considerados mais vantajosos quando se compara ao que é praticado normalmente no mercado. De acordo com dados do Banco Central, a taxa média de juros para o segmento, no quarto trimestre de 2020, foi de 35,1% para as microempresas e 22,4% para as empresas de pequeno porte. Em relação ao prazo para pagamento, a carência que antes era de oito meses agora passou para 11 meses e o prazo total de pagamento aumentou de 36 para 48 meses.

Uma outra novidade é que o programa permitirá a portabilidade do empréstimo, contanto que sejam obedecidos pelos bancos os limites operacionais de cada instituição para contarem com a garantia do FGO.

Criado em maio do ano passado, o Pronampe nasceu como uma medida emergencial para socorrer às micro e pequenas empresas, mas dada a relevância das MPE para a economia brasileira, a iniciativa se consolidou como política pública oficial de crédito.

Até o momento, o Pronampe já disponibilizou R$ 37,5 bilhões em crédito em quase 517 mil operações realizadas em instituições financeiras que aderiram ao programa. Em média, o valor médio dos empréstimos alcançou quase R$ 100 mil para as Empresas de Pequeno Porte (EPP), responsáveis por quase 60% das operações. No caso das microempresas, esse valor ficou em torno de R$ 40 mil.

De acordo com o analista do Sebrae, sem dúvida o programa contribui para a mudança desse cenário. Em análise de dados do Banco Central, ele aponta que o volume de concessão de crédito para os pequenos negócios no 4º trimestre de 2020, no valor de R$ 84,5 bilhões foi maior do que o do 1º trimestre deste ano, que ficou em torno de R$ 73,4 bilhões. “Os números mostram claramente a relevância do Pronampe, que desde o final do ano passado ficou suspenso”, destacou.

Desde o início da pandemia, o Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem monitorado o impacto da crise nos pequenos negócios e a evolução do acesso ao crédito no país. Segundo o analista do Sebrae, as pesquisas mostram que houve uma melhora significativa na obtenção de crédito por parte das MPE junto às instituições financeiras.

O último levantamento, que analisou dados entre 25 de fevereiro e 1º de março de 2021, revelou que o percentual de empresários que tiveram sucesso no pedido de empréstimo alcançou 39% - o maior índice registrado. Em abril do ano passado apenas 11% das empresas que buscaram o crédito tiveram seu pedido aprovado.

“Essa melhora é resultado de programas de garantia que são fundamentais para as MPE, como é o caso do Pronampe, o PEAC-Maquininha e o Fampe, que é fundo garantidor mantido pelo Sebrae. ”, destacou o analista.

 

Poupatempo oferece serviços de 25 Prefeituras

No portal e app, é possível concluir atendimentos digitais de cinco municípios; programa também realiza agendamento para 21 cidades 

 

A pandemia acelerou o processo de digitalização dos serviços do Poupatempo, facilitando ainda mais a vida da população que busca por rapidez e autonomia.  

Além de atendimentos para órgãos estaduais, como o IIRGD, Detran.SP, Sabesp, CDHU, Procon-SP, e secretarias como a de Planejamento e Fazenda, Educação, Saúde, Segurança Pública, entre outras, o programa também oferece serviços de 25 prefeituras.  

Através do site www.poupatempo.sp.gov.br e do aplicativo Poupatempo Digital, os cidadãos podem acessar serviços e concluí-los de maneira online, sem a necessidade de ir até um posto físico nas cidades de Aguaí, Franco da Rocha, Jales, Lençóis Paulista e Salto. Além desses locais, o portal do Poupatempo ainda disponibiliza agendamento para atendimento presencial de serviços para as prefeituras de Barretos, Bauru, Campinas, Catanduva, Diadema, Fernandópolis, Franco da Rocha, Guarujá, Guarulhos, Jales, Jundiaí, Mauá, Mogi Guaçu, Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Sumaré. Nos cinco primeiros meses desse ano, as 21 cidades que oferecem agendamento no portal somam cerca de 340 mil atendimentos presenciais. Os municípios com maior quantidade de atendimentos realizados pelo Poupatempo foram São José do Rio Preto (74 mil), São Bernardo do Campo (71 mil), Santos (63 mil), Ribeirão Preto (28 mil) e Sertãozinho (24 mil).   

Atualmente, os principais serviços oferecidos pelos municípios são a emissão de guias e 2ª via do IPTU, certidão negativa de débitos, certidão negativa de imóveis, certidão negativa de contribuinte (CPF), entre outros.  

“A parceria entre o Governo do Estado e as prefeituras nos permite oferecer atendimentos com agilidade, eficiência e qualidade no mesmo local, com a possibilidade de ampliar a oferta de serviços públicos, inclusive dos municípios. O novo formato do Poupatempo foi pensado para atender cada vez mais e melhor”, afirma Murilo Macedo, diretor da Prodesp.  

O Poupatempo possui atualmente 82 unidades e a meta é chegar a mais de 120 ao final de 2021. Desde o início da gestão já foram inaugurados 11 postos, nas cidades de Aguaí, Lençóis Paulista, Jales, Salto, Franco da Rocha, Hortolândia, Piquete, Santa Bárbara D’Oeste, Serra Negra, Sumaré e o da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na capital paulista. Como parte do plano de expansão do Poupatempo, também já foram anunciadas as autorizações para mais 46 novos postos de atendimento, beneficiando mais de 3 milhões de pessoas no Estado.  

Mais modernos, compactos, com ampla oferta de serviços digitais e atendentes multitarefas, o novo modelo de Poupatempo conta com atendimento integrado. 

 

Serviços digitais  

Os atendimentos pelos canais eletrônicos do Poupatempo representam hoje 85% do total. Entre os serviços online mais procurados, estão a pesquisa de pontuação, habilitação, licenciamento, as funcionalidades da vacinação contra a Covid-19, emissão do Atestado de Antecedentes Criminais, consulta de IPVA, entre outros.  

São 137 serviços no portal, no aplicativo Poupatempo Digital e nos totens de autoatendimento. O objetivo do programa é chegar a 180 opções até o fim deste ano e ultrapassar a marca dos 240 em 2022. 

 

Atendimento presencial  

Neste momento, para evitar aglomeração, apenas os serviços que não podem ser feitos de maneira online, como os de RG (primeira via e casos com alteração de dados), do Detran.SP (transferência interestadual e mudança nas características de veículos) e das prefeituras parceiras são oferecidos presencialmente, mediante agendamento obrigatório, que deve ser feito pelos canais digitais do Poupatempo. 


Pensamento Computacional: conheça a disciplina que pode ser incluída na grade curricular das escola

 

Aulas voltadas à temática buscam oferecer suportes para que os estudantes possam solucionar problemas de forma eficaz e tecnológica

 

A sociedade passa por constantes mudanças e, para que as instituições de ensino possam acompanhar as tendências que surgem, é necessário estar atento ao que tem sido requerido pelo mercado de trabalho atualmente. Além de formar cidadãos, as escolas buscam estimular o profissionalismo dos seus estudantes para que, futuramente, eles possam se destacar na área em que optarem seguir.

Levando em consideração este fator, o Pensamento Computacional surgiu como uma nova disciplina para ser incluída na grade curricular das redes de ensino. Entretanto, o assunto ainda causa estranhamento entre pais e alunos que não conhecem a metodologia. De modo geral, pode-se definir a matéria como um suporte para solucionar problemas de forma eficaz usando a tecnologia como aliada.

"A disciplina tem duas vertentes. A primeira delas, mais ligada ao conceito, é voltada à utilização de métodos computacionais na resolução de problemas diversos. Não somente através de softwares, robótica, programação, mas também no uso das ferramentas de abstração, algoritmos, decomposição e reconhecimento de padrões”, explica Paulo Oliveira, professor de Pensamento Computacional do Colégio Seriös, em Brasília.

Ele também explica que a segunda vertente está relacionada às constantes mudanças em que o mundo se encontra. De acordo com o profissional, os sistemas computacionais invadiram outras áreas do conhecimento, além da vida privada das pessoas. Isso porque, basicamente, a tecnologia faz parte, cada vez mais, da vida de todas as pessoas.

“Diante disso, é de fundamental importância que os alunos tenham uma vivência sadia, responsável, útil e eficiente dentro da tecnologia e de suas ferramentas”, informa. Para auxiliá-los nesse processo, a instituição aposta em aulas semanais, de quarenta e cinco a noventa minutos, exclusivamente para trabalhar aspectos relacionados à disciplina. Na aula, é explorado o conceito de Pensamento Computacional a partir do uso de ferramentas tecnológicas.

Além disso, a utilização de computadores, robôs e softwares pode ser dispensável, o que torna as discussões mais intimistas e fáceis de compreender. Os conceitos, na verdade, são abstraídos para o mundo real, o que aproxima os estudantes ao tema trabalhado. Entretanto, a tecnologia não é deixada de lado. Quando necessário, o professor faz uso de ferramentas digitais com intuito de unir a parte teórica com a prática.

“Tais métodos eram anteriormente conhecidos por fazer parte apenas do mundo computacional. Atualmente, a extrapolação do uso dessas ferramentas para a vida off-line deu origem e nome a esta disciplina. É possível mostrar, de várias maneiras, como algoritmos ou abstrações podem ajudar na resolução de problemas matemáticos, físicos, químicos”, exemplifica Paulo.

Para o professor, percebe-se também que a decomposição auxilia no entendimento de conteúdos históricos ou geográficos. Ademais, o reconhecimento de padrões é fundamental em análises, previsões ou estudos de casos.

“Ressalta-se, além disso, que nenhuma disciplina trabalha sozinha. O conjunto de toda a vivência escolar, seja ela intelectual, social ou disciplinar, tem por finalidade a formação integral de uma pessoa”, diz.

 


Colégio Seriös

SGAS 902, BL. C, LT. 75, Asa Sul

Telefone: (61) 3049-8800


JOVENS REVELAM QUAIS ITENS CHAMAM A ATENÇÃO EM UMA EMPRESA

Estudo mostra as prioridades da nova geração em busca de uma vaga

 

Mesmo diante do alto índice de desemprego, brasileiros continuam exigentes ao escolher uma vaga ou empresa. Afinal, cada vez mais, os profissionais “ganham” os papéis dos contratantes e tornam-se os protagonistas dos processos seletivos e oportunidades. Nesse sentido, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo em seu site com jovens entre 15 e 29 anos perguntando: “qual destes itens você considera o mais relevante para uma empresa chamar sua atenção?”. A pesquisa feita entre 3 e 14 de maio, com a participação de 34.896 pessoas, mostrou a aspiração por cargos de liderança tomando o lugar das grandes remunerações. 

A alternativa de destaque nesse levantamento, com 39,86% (ou 13.909) dos votos, foi: “possibilidade de chegar a um cargo de liderança”. De acordo com a coordenadora de recrutamento do Nube, Jéssica Quione, o crescimento e a ascensão são os maiores desejos de quem quer desenvolver a carreira. “É sim importante identificar na companhia a possibilidade de atingir esses objetivos. Contudo, alguns fatores podem interferir nesse planejamento a médio e longo prazo, como as crises imprevistas no mercado de trabalho ou área de atuação, por exemplo. Sendo assim, é essencial analisar se aquela experiência será relevante para sua trajetória e o fará adquirir novas habilidades e aprendizados, mesmo se futuramente o tão sonhado cargo de liderança naquele lugar não chegar", explica. 

Todavia, é preciso manter as esperanças e lutar por isso. “Para alcançar essa posição é importante ter conhecimento de seus pontos fortes e de melhoria. Além disso, querer contribuir para o crescimento da marca é fundamental. Afinal, um futuro líder deve sempre estar atento às tendências do mercado e buscar conhecimento constantemente por meio de aperfeiçoamento, um bom relacionamento interpessoal e trabalho em equipe”, diz Jéssica. 

Já para 23,05% (8.042) dos participantes, a flexibilidade de horários é o fator chave. Isso vem ganhando destaque durante a pandemia e pode aumentar a produtividade e a qualidade de vida do colaborador. “Cada um tem um horário mais produtivo para realização de suas tarefas. Então, permitir a atuação em conformidade com esses períodos, gera-se mais motivação, resoluções mais criativas para os problemas, além de aumentar a entrega dos resultados. Com tudo isso, a relação ofício e vida pessoal se torna mais saudável”, comenta a recrutadora. 

Outros 16,82% (5.868) priorizam “muitos benefícios” na hora da escolha pela posição ou corporação. Segundo a especialista, esses também são aspectos impulsionadores da motivação e reconhecimento do time. “Isso resulta em funcionários mais engajados em suas funções e com a organização. Todavia, as vantagens isoladamente não garantem todos os aspectos essenciais para um local ser considerado satisfatório. Existem aqueles grandes moventes de entusiasmo como os horários flexíveis, capacitação, folgas remuneradas, espaços de lazer e descanso, entre outros”, alerta. 

Somente 10,84% (3.784) deram preferência para a possibilidade de atuação remota. Diante da modalidade compulsória, atualmente, esse não é mais um motivo de diferenciação e, sim, parte do “novo normal”. “As vantagens do home office são diversas, destacamos o aumento da produtividade e redução dos custos da entidade. Já para os contratados há melhoria do bem-estar, mais horas de sono, contato maior com a família e possibilidade de momentos de lazer, além da diminuição do estresse”, ressalta a selecionadora. 

Por fim, apenas 9,44% (3.293) ainda favorece um salário alto. Para Jéssica, esse é um artifício das instituições para chamar atenção dos candidatos, afinal, uma remuneração justa traz satisfação e reconhecimento. “Entretanto, buscar somente isso pode trazer descontentamento devido a diversos fatores. Por isso, é fundamental analisar a compatibilidade com os valores institucionais, pesquisar sobre o espaço laboral e chefia, crescimento e aprendizagem, os quais podem passar despercebidos caso a candidatura ocorra exclusivamente por conta do alto rendimento financeiro”, finaliza.

 


Fonte: Jéssica Quione, coordenadora de recrutamento do Nube

www.nube.com.br

 

Cooperativismo de crédito é alternativa ao Sistema Financeiro tradicional

Com geração de impacto positivo nas comunidades onde atua, o cooperativismo de crédito tem se mostrado uma opção alternativa para quem, ao investir seu dinheiro, promove a construção de uma sociedade mais próspera. Essa possibilidade vem se fortalecendo há mais de um século no Brasil, a partir de conceitos como ajuda mútua, solidariedade e colaboração e que foram desenvolvidos na prática pelo padre suiço Theodor Amstad, fundador da primeira cooperativa de crédito do país, em 1902, e que seguem como princípios do modelo de negócio até hoje.

Desde a sua fundação, um dos diferenciais do cooperativismo de crédito é a busca constante pela valorização e fortalecimento do relacionamento com o associado. Essa proximidade é a base do modelo, construído de modo participativo em sua essência. Os associados, como donos do negócios, atuam de forma igualitária nas decisões da cooperativa, visando à promoção da geração de renda e desenvolvimento regional das áreas de atuação. 

Um benefício contínuo descrito na pesquisa “Benefícios Econômicos do Cooperativismo de Crédito na Economia Brasileira”, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  O levantamento demonstra que o cooperativismo incrementa o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios onde atua em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%. 

Além do desenvolvimento regional, o cooperativismo de crédito realiza ações de responsabilidade social e de impacto positivo diretamente nas comunidades com movimentos de apoio à economia local, aos produtores rurais, de educação financeira, inclusão de jovens e mulheres, e da ampliação no uso de fontes de energia renováveis. 

Um movimento colaborativo que vem crescendo nos últimos anos aliando também a necessidade cada vez mais latente da população na busca por negócios mais sustentáveis e conscientes. 

O cooperativismo de crédito representa essa nova forma de pensar em economia, somada à experiência de mais de um século de atuação em todo o Brasil. E, por isso, cada vez mais pessoas estão se conscientizando que a escolha pela instituição financeira  também pode ser uma decisão para geração de impacto positivo na sociedade. 

 


Eleutério Benin - diretor executivo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, cooperativa que atua na região de Campinas (SP), no interior do Paraná e de Santa Catarina.


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