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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Como a política internacional pode afetar o agronegócio brasileiro?

As relações internacionais – estremecidas durante a pandemia – estão gerando importantes alertas econômicos mundiais. Um dos maiores exemplos está na recente decisão de suspensão do acordo econômico entre a China e a Austrália em todas as atividades relacionadas ao Diálogo Econômico Estratégico Sino-Australiano. Esse fato pode gerar grandes impactos, principalmente no agronegócio, podendo inclusive chegar rapidamente ao Brasil.

Uma tensão econômica que aparentemente envolve apenas dois países pode facilmente influenciar a economia de outros. Apesar de um dos maiores impactos da decisão chinesa estar no aumento do preço do minério de ferro – que, segundo analistas, pode chegar a US$ 200 a tonelada, superando o recorde de US$ 194 atingido há mais de uma década – a saída da Austrália como fornecedora da China dessa mercadoria pode criar um novo direcionamento por parte do governo brasileiro, reduzindo os investimentos para o setor agrícola e direcionando para o mercado minerário.

Além das questões de política internacional, estão incluídas na natureza do agronegócio uma série de questões financeiro-temporais, como o mercado futuro, o tempo do ciclo produtivo e o tempo da concorrência internacional, diversificado em razão da posição geográfica de cada país. Em boa parte dos setores, as compras são negociadas no chamado negócio a termo, onde o pagamento da compra de um produto ou serviço há de ser realizado até determinada data – ou seja, o tempo é curto, com marcos previsíveis e delineados.

Já o negócio futuro, por sua vez, além do diferimento do pagamento, passa por um mecanismo financeiro de arbitramento que pode gerar perdas ou ganhos não correspondentes ao valor da mercadoria em si mesma. Ele sai do âmbito da mercadoria e vai para um mercado derivado, onde se negociam os direitos creditórios, uma vez que o contrato é arbitrado (liquidado em tese) a cada dia, com a variação da cotação do produto, conforme as relações e decisões mercadológicas internacionais. Como o tempo nos contratos futuro é muito grande, o mercado financeiro, com negociações diárias, cria um mecanismo artificial para que a incerteza seja dirimida em valores. O tempo do mercado financeiro é o principal regulador e influenciador das relações comerciais de futuro e do agronegócio.

Somado a isso, existe ainda o tempo de produção, onde cada produto possui um determinado período para ser plantado, colhido e vendido. Esse período pode ainda sofrer impactos adversos, como eventos climáticos, desastres naturais ou pragas. Por fim, o agricultor precisa lidar ainda com o tempo concorrencial, que é a detecção de novos entrantes, por vezes de outras regiões geográficas, com safras especiais, visando atuações mais nichadas, com menos volume e maior valor agregado. Em todo esse jogo comercial, há um descompasso enorme. O fluxo monetário é desencontrado do fluxo produtivo, que é desencontrado do fluxo da concorrência. E, em contrapartida, as despesas vêm muito antes das receitas.

Para minimizar esses impactos, cada um desses fatores influenciadores precisa de medidas específicas. No tempo financeiro, é necessária uma excelente estrutura de gestão, capaz de preservar a segurança econômica da transação. No tempo de produção, a tecnologia tem sido uma das estratégias mais importantes e, inclusive, feito milagres em termos de minimizar o tempo de produção e melhorar a qualidade do produto. Contudo, isso demanda dinheiro que, muitas vezes, se torna uma barreira para pequenos produtores.

O tempo de concorrência demanda ainda maior grau de atuação de política governamental de caráter internacional. Como não há como barrar a entrada de um país em um determinado mercado. É necessária uma política eficiente de governo em termos de concorrência internacional, de forma a regularizar e proteger produtos nacionais.

Infelizmente, os instrumentos tradicionais de negociação jurídica são limitados a uma forte pressão financeira. Ainda não encontraram um meio de reparar danos no direito que não seja pelo pagamento de indenizações, que costumam ser tardias. Com as interferências políticas externas, agrícolas ou em outras commodities, o setor fica ainda mais vulnerável. Se o Brasil não tomar cuidado, podemos acabar sendo atingidos pelas sanções que foram impostas à Austrália.

 


Jayme Petra de Mello Neto - advogado do escritório Marcos Martins Advogados e especialista em Direito cível e societário.

 

Marcos Martins Advogados 

https://www.marcosmartins.adv.br/pt/ 


Dia de Conscientização da Violência Contra o Idoso

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) tem acompanhado de perto os idosos durante a quarentena. No próximo dia 15 de junho, será lembrado o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa. Durante a pandemia da COVID-19, o Governo Federal disponibilizou um canal (100) telefônico, para receber denúncias de violências praticadas contra idosos.

 

Em 2019, as denúncias de violações contra pessoas idosas representavam 30% do total de denúncias recebidas pelo Disque 100, cerca de 48,5 mil registros. Já em 2020, esse número apresentou aumento. No início do isolamento, as denúncias somavam 3 mil, já em maio, as mesmas chegaram a 17 mil e ao final do ano, o Brasil registrou 77.182 mil denúncias. Um aumento de 53% nos registros. 

Dados do Disque 100, referente a 2021, registram mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra o idoso no país, apenas no primeiro semestre. “As agressões não são apenas físicas, mas aparecem por meio de vários formatos como humilhações, desrespeito, ofensas verbais, palavras mal ditas, o que afeta mentalmente a saúde do idoso e reforça o estereótipo negativo construído”, diz a Presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG, Vania Beatriz Merlotti Herédia.

A violência contra o idoso é um assunto estigmatizado na sociedade e uma violência que tem sido negligenciada. O Estatuto do Idoso caracteriza a violência contra o idoso como qualquer ação ou omissão, praticada em local público ou privado, que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. Mesmo que o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) assegura em seu artigo 4º que “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão e todos atentado aos seus direitos por ação ou omissão, será punido por lei”, as agressões acontecem e ferem um número considerável de idosos.  

“O fato do idoso não denunciar a violência não significa estar de acordo. Reflete, entretanto, as condições de dependência que muitos vivem e a falta de alternativas no enfrentamento das agressões, o que evidencia o medo que muitos passam frente à violência dentro de casa”, conclui a presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG..

 


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Aumento em planos coletivos é 38,5% maior do que o teto de reajuste da ANS

Pesquisa analisou os preços cobrados pelas cinco operadoras com maior volume de reclamações junto ao Idec entre 2015 e 2020


Os planos de saúde coletivos, que englobam os empresariais e por adesão, tiveram reajustes muito acima da média do teto estabelecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos individuais em 2020. É o que revela uma nova pesquisa do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa de Consumidor) a partir da análise das cinco empresas com maior volume de reclamações por parte dos consumidores junto ao Instituto - SulAmérica,  Bradesco Saúde, Amil, Unimed Central Nacional e Unimed Rio. O estudo avaliou os reajustes anuais aplicados entre os anos de 2015 e 2020.

No ano passado, o reajuste médio para os planos coletivos analisados foi de 11,28% - mais de três pontos percentuais acima do máximo estabelecido pela ANS para os planos individuais. No caso da Unimed Rio - a operadora com maior índice de reajuste no ano de 2020 entre as empresas pesquisadas -, o reajuste ficou em 14,55%, mais de seis pontos percentuais acima do teto da ANS para os planos individuais. 

Comparação entre reajuste médio dos planos coletivos, o teto de reajuste para planos individuais em 2020:

 



A maior distância bruta entre os reajustes aplicados pelas operadoras analisadas e o teto da ANS ocorreu em 2018: o aumento médio foi de 17,04% e o índice máximo para os planos individuais naquele ano foi de 10%.

 

Variação média dos reajustes aplicados pelas empresas analisadas em comparação com o teto de reajuste para planos individuais:

 


Os planos coletivos empresariais e por adesão não são regulados pela ANS e, nos últimos anos, foram sendo priorizados pelas operadoras. Atraídos pelos valores de entrada mais baixos e com cada vez menos opções de planos individuais à disposição, um número crescente de consumidores têm aderido a essa modalidade. Hoje, os planos coletivos representam quase 80% do mercado de planos de saúde. 

“Os resultados são bastante claros ao evidenciar que a maior fatia do setor de saúde suplementar está completamente fora de controle. É inaceitável que os usuários de planos coletivos sigam absorvendo reajustes muito acima do teto estabelecido pela Agência para os planos individuais”, afirma Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Idec. “A pesquisa confirma um diagnóstico antigo do Idec: uma regulação efetiva, para todos os consumidores, é a única via para colocar freios às políticas de preços das operadoras e acabar com essa injustiça.” 

Os resultados da pesquisa foram compartilhados com as empresas, mas apenas a Unimed Central Nacional respondeu. A operadora não questionou os percentuais pesquisados, mas sustentou que os reajustes aplicados aos seus consumidores estavam de acordo com o permitido pela ANS, tanto no que tange aos planos individuais quanto aos planos coletivos.


Dia dos namorados: Nathalia Arcuri ensina como falar de dinheiro em um relacionamento


No próximo sábado, 12, comemora-se o Dia dos Namorados. Mas além de presentes, o que mais pode ser feito para cuidar de um relacionamento? Falar sobre dinheiro ainda é considerado um tabu na vida de muitos casais e por isso, tende a ser motivo de brigas e até mesmo términos inesperados. Segundo Nathalia Arcuri, especialista em finanças e fundadora da Me Poupe!, isso só acontece porque, nestes casos, ainda não entenderam a maneira correta de tratar do assunto. Em comemoração a data, ela separou, então, algumas dicas que prometem ajudar quem deseja abrir o jogo sem gerar desentendimentos.

 

1) Trate a dinheirofobia: este é um termo usado para definir quem tem medo de falar sobre dinheiro ou fala somente quando há dívidas e gastos excessivos. Discutir o tema não deve ser uma cobrança e sim, na verdade, uma forma de expor planos, metas e opiniões que coloquem em jogo quais são os desejos individuais e conjuntos de cada casal. Não fale sobre o assunto pela ótica do problema, aposte em um tom que busque sempre a solução.


 

2) Não julgue! Isso mesmo, se não afetar seus objetivos pessoais, seu parceiro pode ter a liberdade de destinar o dinheiro que ganha para onde achar necessário. É claro que existem metas compartilhadas, mas também é importante para uma relação considerar quais são as individuais - para gastos ou investimentos, pense sempre no meu, no seu e nos nossos. Não há nada de errado nisso.   


3) Escolha o momento certo para falar das finanças: Simples, né? Assim como tudo na vida, entenda que cada coisa tem seu tempo e use isso ao seu favor. Falar de dinheiro não deve ser um problema, trate de forma tranquila, marque um dia específico, discuta de um jeito divertido.


4) Evite esconder contas, assim como também evita esconder um segredo: afinal, se você não pode falar, não deveria nem ter feito. Trabalhe com o jogo limpo e aberto e essa será a melhor maneira de tornar o assunto cada vez mais comum e leve, do jeito que deve ser.

 

5) Por fim, não deixe de investir porque seu parceiro não investe: existem vários tipos de pessoas no mundo e é normal que em um relacionamento cada uma delas pense de um jeito diferente. Porém, não é porque quem está do seu lado não cuida do dinheiro, que você também não deve cuidar. Não deixe para trás seus próprios objetivos só porque não são iguais ao do seu parceiro. Lembre-se, assim como dito em outras dicas deste texto, é muito importante considerar a individualidade de sonhos e metas, ao mesmo tempo em que trabalha o conjunto.

 



Nathalia Arcuri - especialista em finanças e fundadora da maior plataforma de entretenimento financeiro do mundo, a Me Poupe!. É jornalista e aprendeu a investir sozinha. Especializou-se em planejamento financeiro pelo INSPER e em 2014 ganhou o prêmio máximo de planejamento financeiro do Brasil pelo Instituto Planejar. Foi vencedora dos prêmios Influency.me na categoria Negócios (2020) e iBest na categoria Melhor conteúdo de investimentos (2020), além de tetracampeã do Prêmio Influenciadores Digitais na categoria Empreendedorismo e Negócios. É considerada a mulher mais influente da internet de acordo com IPSOS 2019 e a jornalista mais admirada de Negócios, Economia e Finanças (2020) pelo Jornalistas&Cia. Foi a única influenciadora brasileira a ser convidada para o Fórum Econômico Mundial 2020, em Davos. É autora do “Guia Prático Me Poupe! - 33 dias para mudar sua vida financeira”, lançado em dezembro de 2020 e do best-seller “Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso”, com mais de 500 mil cópias vendidas. Além de diretora de conteúdo das plataformas digitais e CEO da Me Poupe!, Nathalia comanda o programa Me Poupe 89! todas as segunda-feiras às 9hs da manhã na Rádio Rock e o Me Poupe! Show, às terças, na Rede TV!.

 

Especialista dá dicas para entrevista de trabalho on-line

A internet facilita a busca por uma vaga no mercado de trabalho, mas recrutamento virtual impõe desafios


Em um país assolado pelo desemprego, cada entrevista para uma vaga de trabalho merece preparação e atenção redobradas. E quando isso acontece durante uma pandemia, em que boa parte das empresas opera de forma remota, os desafios são ainda maiores. O psicólogo especialista em Crises e Emergências e especialista em Recursos Humanos Alexandre Garrett conta que os recrutadores de RH estão se adaptando a uma nova forma de escolher os colaboradores. “Se colocar diante de seu futuro empregador já é um momento cheio de tensão para quem precisa do trabalho. Quando você tem a entrevista pessoal, é mais fácil o recrutador te contratar, mas na tela, ele não consegue fazer uma leitura completa da sua expressão corporal”, avalia.

Segundo o especialista, que atua há mais de 20 anos no setor de RH, além da formação e qualidades técnicas, os candidatos a uma vaga precisam demonstrar possuir características que são essenciais para o teletrabalho. “As empresas estão muito interessadas nas questões comportamentais, como capacidade de resiliência, de desenvolver autoconhecimento e de trabalhar em equipe à distância. Tem que ter muita autoconfiança porque o teletrabalho cria a falta de vínculo, tem que se interessar pela atividade, ter um propósito e ser engajado com o trabalho”, comenta.

Na hora da entrevista, escolha um lugar da casa iluminado, com bom sinal de internet e sem ruídos. Garrett conta que o candidato tem que ter uma boa comunicação verbal e clareza de ideias. “A pessoa tem que estar relaxada para ter uma conversa mais franca e ser objetiva quando questionada sobre os motivos que a fazem querer a vaga. A pessoa tem que aparentar que está pronta e equilibrada para assumir as novas funções”, completa.

O candidato precisa ter boa comunicação
verbal e clareza de ideias durante a entrevista

Freepik


Facilidade


Mas se por um lado a distância pode atrapalhar no processo da entrevista, por outro, facilita a busca por uma vaga. “As ferramentas de disponibilização de vagas on-line permitem buscas por formação, funções e possibilitam que o currículo seja distribuído de forma mais rápida e eficaz”, comenta Garrett.

O especialista tem um portal dedicado ao assunto e disponibiliza uma ferramenta com mais de 50 mil vagas. “Por meio dessa ferramenta o candidato pode enviar não só o currículo, mas um vídeo de apresentação ao recrutador, o que pode aumentar as chances de contratação”, afirma. Para acessar a ferramenta, basta acessar https://portaldogarrett.com.br/


Dicas para se sair bem em entrevista de trabalho


- Tente ficar calmo


- Se comunique com clareza


- Seja objetivo quando questionado sobre os motivos que o fazem querer a vaga


- Demonstre autoconfiança e proatividade


- Escolha um lugar da casa para a entrevista sem ruídos, claro e que tenha bom sinal de internet


- Posicione o equipamento em um tripé ou mesa

 


Alexandre Garrett - psicólogo especializado em Crises e Emergências e especialista

 

Barômetro COVID-19: Kantar revisita atitudes, hábitos e expectativas do consumidor

500 dias após a OMS identificar pela primeira vez o vírus na China, como as pessoas ao redor do mundo estão se sentindo?

 

O estudo 'Barômetro COVID-19', da Kantar, tem explorado o sentimento e as expectativas das pessoas em todo o mundo desde o início da pandemia, ocorrido há mais de 500 dias, quando a OMS tomou conhecimento de uma "pneumonia de causa desconhecida em Wuhan", na China. E neste momento em que alguns países estão liberando restrições enquanto outros ainda enfrentam tempos devastadores, a Onda 9 do levantamento (abril de 2021) traz novos dados sobre a mudança de hábitos e comportamentos da população global e analisa os desafios atuais. 

Segundo o estudo, 42% das pessoas no mundo todo foram pessoalmente afetadas pelo COVID-19; 8% relataram ter contraído o coronavírus, 23% disseram que um familiar próximo foi diagnosticado e 23% que um amigo próximo foi contaminado. O impacto é mais extremo no Brasil, onde 87% dos entrevistados dizem que eles próprios ou alguém próximo foi infectado.

 

Preocupação generalizada 

Embora a situação tenha melhorado em muitos países, a ansiedade e a cautela ainda são muito altas e 70% das pessoas concordam que o coronavírus ainda os preocupa "enormemente" (contra 79% em abril de 2020). Mas, o advento da vacina é transformador. Nos países "líderes" em que a taxa de vacinação é superior a 30% e o número de novos casos é classificado como baixo, estável ou em declínio, o nível de preocupação caiu de 76% para 57%. Nos países ainda batalhando, aqueles em que a taxa de casos não está diminuindo, o nível de ansiedade aumentou de 75% para 80%. 

Além disso, muitas pessoas ainda estão preocupadas com a possibilidade de ficarem doentes. Esse número é de 33% entre a população dos países "líderes" e 53% nos países na batalha.

A boa notícia é que as pessoas permanecem pacientes com as regras que a pandemia exige. A maioria delas (61%) nos países "líderes" continua a apoiar a implementação das diretrizes até o fim do risco significativo. Apenas 1 em cada 4 (25%) dizem que "as regras estão durando por muito tempo". Por outro lado, preocupantemente, nos países em batalha, 55% concordam em continuar aderindo às regras, enquanto 35% não pensam assim.

 

Impacto na saúde mental 

O estudo mostra que o custo da pandemia no bem-estar mental continua a crescer. Quase metade dos entrevistados no mundo (42%) sentiu que a pandemia afetou sua saúde mental. Neste quesito, o progresso na vacinação parece estar agindo como uma válvula tranquilizadora, uma vez que o impacto na saúde mental relatado é significativamente menor nos países "líderes" (35%) em comparação com os países classificados como ainda em batalha (49%). 

Os jovens estão sendo afetados de forma mais profunda, com o grupo de 18 a 24 anos relatando o pior impacto, seguido pela faixa etária de 25 a 34 anos. Aqueles com 65 anos ou mais continuam a sofrer o menor nível de impacto, embora o índice tenha aumentado de 21% em agosto de 2020 para 29% em abril de 2021.


O quanto esta situação impacta minha saúde mental (%)

 

Impacto financeiro

 Mais da metade da população (54%) disse ter tido sua renda afetada pela pandemia. Outros 18% esperam que sua renda familiar caia também como resultado da emergência sanitária. Mais uma vez, impactou mais os jovens (18 a 34 anos) com 62% deles já tendo experimentado redução de rendimentos. 

A maioria das pessoas espera um impacto econômico de longo prazo. Em geral, um em cada três (33%) entrevistados acredita que a economia se recuperará rapidamente quando a pandemia estiver sob controle; índice era de 30% em abril de 2020. Nos países "líderes", apenas 28% das pessoas expressam o mesmo otimismo. 

Na hora de consumir, 70% da população continua a avaliar mais de perto os preços em lojas, supermercados e shoppings em comparação com 64% que dizia fazer o mesmo no ano passado. Além disso, 58% afirmaram que ficam atentos às liquidações, número 10% maior que há 12 meses.

 

Novo cenário do varejo 

Durante a pandemia, a grande maioria das pessoas fez menos de 25% das compras de abastecimento online. 

Experiências positivas online capturaram um novo e comprometido público. Metade (49%) dos entrevistados tiveram uma boa experiência em e-commerce de supermercados e 38% acreditam que conseguem uma variedade melhor de produtos no ambiente online. Mais de um em cada três prefere agora comprar mantimentos pela internet.  

Outro ponto é que o localismo continua sendo importante. Metade (52%) da população presta hoje mais atenção à origem do produto do que antes da pandemia. Além disso, 68% preferem comprar em supermercados perto de casa e 64% consideram que as lojas locais são importantes para a comunidade.

 

Vivendo em quarentena 

O comércio eletrônico tornou-se parte das vidas das famílias ao redor do mundo e é agora classificada como a atividade número 1 que as pessoas desempenham com mais frequência do que costumavam antes da pandemia. Em maio de 2020, a modalidade estava na quinta posição. 

Outra mudança foram as intenções em torno dos "hábitos alimentares saudáveis". Anteriormente classificada como a prioridade número 2 para ser mantida na vida pós-confinamento, agora caiu para a quarta posição, depois de compras online, aumento da higiene e passar tempo em casa com a família. Número 3 na lista de intenções de maio de 2020, passar tempo com os familiares permanece na mesma posição.  

No entanto, as promessas de "desenvolvimento pessoal" perderam espaço. Originalmente número 4 na lista de comportamentos pretendidos para serem levados adiante feita em maio de 2020, caiu para o número 10 no ranking atual.

 

Voltando ao normal 

A partir dos dados trazidos nesta 9ª onda de pesquisa, fica claro que, em países com um programa de vacinação mais avançado, a retomada da vida cotidiana está no horizonte. As pessoas têm menos ansiedade, se sentem mais seguras e estão mais abertas a voltar a se envolver com o mundo. Este é um desenvolvimento bem-vindo, mas a perspectiva de longo prazo ainda é desafiadora para muitas pessoas. A transformação do setor varejista parece ter vindo para ficar, enquanto as intenções da população quanto à transformação pessoal durante o confinamento tendem a desaparecer.

 


Saiba mais sobre o estudo ‘COVID-19 Barometer Wave 9’.

 


Kantar


Qual é o seu papel na Educação?

Já parou para pensar e responder a essa pergunta? Você acha que possui alguma responsabilidade sobre a Educação em nosso país? De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Educação está inserida em praticamente tudo em nossas vidas: na família, no trabalho, nos relacionamentos, na escola, na universidade, na sociedade e até mesmo na cultura. A Constituição Federal de 1988 diz que a Educação é um direito de todos e dever da família e do Estado e que seu objetivo é garantir o pleno desenvolvimento da pessoa. Se cada um fizesse parte para cumprir com esse dever e assegurar esse direito, poderíamos promover a transformação por meio da Educação. 

Países desenvolvidos, por mais que apresentem alguns desafios, possuem a Educação como prioridade e isso faz com que a sua população tenha mais oportunidades e que os problemas enfrentados sejam muito menores, já que possuem um entendimento melhor de coletividade. Certa vez, em Londres, tive a oportunidade de conferir como a Educação de um povo pode influenciar o funcionamento de uma sociedade. Em uma estação de Metrô, vi uma das catracas, que são de abrir e fechar, aberta o tempo todo. Pensei que havia câmeras ou agentes fazendo a fiscalização, mas não havia. Então perguntei para um londrino porque aquela catraca estava aberta e ele me respondeu que era para crianças pequenas e idosos passarem, já que, em geral, são mais lentas. Perguntei então se ninguém passava sem pagar e ele me respondeu com outra pergunta: e por que alguém faria isso?

Talvez falte ao Brasil tempo de amadurecimento enquanto sociedade, já que somos uma nação muito recente em relação à maioria dos países desenvolvidos. Nosso país possui pouco mais de 500 anos, com uma história de dizimação de povos indígenas, escravidão e o fornecimento de metais preciosos, produtos naturais e agrícolas para países desenvolvidos que se entendem como nação há muito mais tempo que nós e que entendem que a falta de saúde, de comida, de teto e de Educação não é condição normal e aceitável para o ser humano. Por aqui, levaremos quantos anos para o brasileiro entender isso?

E o que podemos fazer para transformar a nossa realidade? Cada um cumprir com o seu papel. Ao Estado cabe a responsabilidade de investir mais e melhor na Educação, promovendo uma gestão eficiente dos recursos. Se preocupar mais com a eficiência do processo de ensino-aprendizagem das instituições de ensino, rever os próprios conteúdos, por meio de uma discussão bem mais ampla com a sociedade, valorizar mais o professor, oferecendo melhores condições de trabalho, ofertar acesso à internet e à tecnologia educacional, e promover a formação continuada de todos nas escolas.

Aos professores não caberia a revisão de sua prática? Sabemos bem da desvalorização do professor, das altas cargas de trabalho a que são submetidos e do grande desafio que é a prática docente. Vivemos a seguinte situação: a instituição escolar atual ainda tem seus moldes nos séculos XVIII e XIX, com educadores do século XX e alunos do século XXI. Afinar isso é bastante difícil, mas o professor precisa entender que não é mais o único meio de acesso às informações e ao conhecimento, que seu papel mudou e que ele agora precisa mediar esse acesso e construir o conhecimento junto aos educandos. É  urgente a adoção das metodologias ativas e, sobretudo, amar o que se faz. 

Os alunos precisam ser conquistados, motivados e seduzidos pela Educação e pelo conhecimento.  Mas é preciso também atribuir aos principais interessados o papel de protagonista no roteiro dessa história. As redes sociais tomaram conta da atenção dos estudantes e, por isso, pergunto constantemente a eles: quem manda, você ou o celular? Os alunos devem entender que a vida oferece oportunidades para quem se dedica.  É certo que eles precisam de ajuda para desenvolver e elevar a autoestima, a confiança em si mesmos e merecem desenvolver o processo de autoconhecimento e identificar suas virtudes e forças de caráter para que possam atuar no desenvolvimento e crescimento pessoal e coletivo.  

Aos pais, cabe acompanhar e se preocupar efetivamente com a Educação de seus filhos, não atribuindo somente à escola essa responsabilidade.  Tomemos como exemplo a mãe do famoso neurocirurgião de fama mundial, Dr. Ben Carson. De origem humilde, ele ficou conhecido por ter realizado a primeira cirurgia de separação de gêmeos siameses unidos pela cabeça, como nos conta o filme Mãos Talentosas. O que a mãe dele fazia? Limitava o tempo dele e do irmão na frente da Televisão e os obrigava a ler dois livros por semana.

Precisamos entender que existe algo que se chama homologia de processo, ou seja, que não formaremos crianças leitoras se não formos leitores, que não teremos crianças honestas que respeitam filas e que devolvem o troco errado se assim não o fizermos, que se não sonharem alto, não poderão conquistar alto, que não teremos mudanças se continuarmos a fazer as coisas do mesmo jeito. Já passou da hora de entender que Educação transforma um aluno, uma escola, uma cidade, um país, basta que cada um de nós cumpra com o seu papel, mesmo porque não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação no caminho da evolução. Vamos juntos?

 


Luis Fernando Mordente - gestor educacional do Colégio Mais Positivo (Sistema Positivo de Ensino), de Uberlândia (MG).


Estações da Linha 4-Amarela contam com postos de vacinação contra covid-19 de segunda a sexta-feira

Desde 17 de maio grupos prioritários podem receber a imunização nas estações República e Butantã

Atendimento em posto de vacinação montado na Estação Butantã

 

A ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô, ao lado da CPTM, Metrô e EMTU, empresas ligadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), recebe, nas estações República e Butantã, postos de vacinação contra a covid-19. Importante reforçar que para a vacinação é preciso levar um comprovante de residência ou, se trabalham no entorno, uma declaração da empresa atestando as atividades exercidas na cidade de São Paulo, nos setores elegíveis.

Na Linha 4-Amarela a vacinação teve início em 17 de maio, com aplicação das primeiras doses do imunizante nas pessoas pertencentes aos grupos prioritários, segundo o Plano Estadual de Imunizações (PEI). Nas estações, os postos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h.

No link https://vacinaja.sp.gov.br/, é possível acessar as informações sobre os públicos que integram os grupos a serem vacinados nessa etapa. A imunização contra a covid-19 nos transportes começou em 13 de maio, em estações da CPTM, Metrô Linha 3-Vermelha e no Terminal de Ônibus da EMTU São Mateus, na zona leste.

"Anualmente, os Transportes Metropolitanos contribuem com os programas de imunização como forma de facilitar o acesso à vacina da população que utiliza o transporte público. Tal compromisso reforça a aliança do Governo com a prefeitura, além de aumentar a capacidade e capilaridade das campanhas de vacinação", disse Alexandre Baldy, secretário dos Transportes Metropolitanos.

Serviço:

Vacinação contra covid-19 nos Transportes Metropolitanos para grupos prioritários:

Linha 4-Amarela de metrô:

De segunda-feira a sexta-feira, das 9h30 às 17h, nas estações República e Butantã


Gamificação corporativa: 4 benefícios para equipes de vendas

Felipe dos Santos, CEO e fundador da Play2Sell, lista os principais benefícios que a gamificação traz para empresas

 



Há alguns anos atrás era impossível pensar em engajar vendedores por meio de games. Porém, hoje em dia, isso acontece através de gamificação, estratégia que tem como objetivo promover maior interação e envolvimento de equipes em prol de um objetivo em comum.

Além de melhorar processos, a gamificação surgiu com a missão de aperfeiçoar o aprendizado de colaboradores e promover a participação voluntária da equipe. Através da evolução dos desafios e sistemas de pontuação, similar aos jogos de videogame, o colaborador desenvolve melhor funções cognitivas, que absorvem o conteúdo aplicado por mais tempo.

Pensando nisso, Felipe dos Santos, CEO e fundador da Play2Sell - primeira plataforma especializada no treinamento de vendedores por meio de games no Brasil - lista quatro benefícios que esse tipo de estratégia pode agregar para equipes de vendas.


1 - Aprendizado conjunto:

A gamificação é um caminho divertido, lúdico e estimula a troca de ideias entre os membros da equipe de vendas. Dessa forma, eles podem testar os conhecimentos adquiridos, se ajudarem mutuamente e ganhar pontos, que podem ser trocados por benefícios. Tudo isso em um ambiente divertido, de competição saudável e colaborativo.


2 - Maior compreensão do conteúdo:

É possível, em um treinamento gamificado, inserir elementos e estímulos práticos que ajudam os colaboradores a desenvolverem questões comportamentais e funções cognitivas. Dessa forma, o cérebro consegue assimilar com mais clareza o conhecimento, armazenando as informações por mais tempo.


3 - Competição saudável

O time de venda é constantemente cobrado por metas e, consequentemente, cria-se um ambiente competitivo e pesado entre os colaboradores. Através da gamificação, essa competição fica mais amena porque essa estratégia vai contra o modelo tradicional de premiar apenas um funcionário. A gamificação promove a cooperação entre o time, usando a competição como estímulo saudável.


4 - Programa de recompensas e premiação

Naturalmente, os vendedores gostam de competição e acreditam em premiações como forma de reconhecimento e produtividade. Com a gamificação, as vitórias e premiações para a equipe os estimulam a aprender mais e as recompensas passam a depender do desempenho e performance de toda a equipe.





Play2Sell


Indenização por benfeitoria pode ser compensada pela utilização do imóvel

A compra e venda de imóveis e terrenos é uma negociação complexa e, regra geral, envolve valores altos. Por isso, todo cuidado é pouco, a começar pela redação do contrato. Afinal, espera-se sempre que o documento contemple o acordado entre as partes. No entanto, situações das mais variadas podem acabar interrompendo esse negócio no seu meio, gerando obrigações para os envolvidos. 

Os contratos de compra e venda são tidos como bilaterais, não por terem duas partes ou pessoas diferentes envolvidas, mas devido às obrigações que têm de ter ambas as partes. “Aquele que promete vender tem a obrigação de entregar o bem do jeito como estava quando foi feita a negociação. Quem promete comprar deve pagar o preço que foi ajustado pelo bem, no tempo e do modo como foi contratado”, explica o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa. 

Mas e quando um dos dois não cumpre sua obrigação? Qual a consequência disso? De acordo com Vinícius Costa, é feita a rescisão contratual, indenização por perdas e danos. 

Por perdas e danos entende-se os danos materiais e morais sofridos pela parte que ficou prejudicada na rescisão contratual. “No caso da compra e venda de imóveis, quando o comprador exerce a posse do bem e nele acrescenta construção ou benfeitoria necessária ou útil, sendo a sua posse de boa-fé, terá direito a ser indenizado, e reter a posse do imóvel até ser devidamente indenizado.” 

Por outro lado, o exercício da posse do imóvel pelo comprador, quando o contrato de compra e venda é rescindido, faz com que ele tenha o dever de pagar taxa de fruição pelo seu uso. “É uma espécie de aluguel pelo tempo de posse, evitando-se, assim, o seu enriquecimento sem causa, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça”, conta o presidente da ABMH. 

Isso porque, segundo entendimento do STJ, o pagamento de taxa de ocupação ou aluguéis tem fundamento jurídico na proibição ao enriquecimento sem causa do do comprador, retribuindo ao proprietário os valores correspondentes pelo tempo em que a pessoa utilizou o bem que não era seu. “Por essa razão, os aluguéis ou a taxa de ocupação devidos pela resolução do contrato de imóvel também se enquadram na categoria perdas e danos”, esclarece Vinícius Costa. 

De acordo com ele, o ponto importante a ser destacado é que o direito de retenção da posse não é uma vontade da parte, mas, sim, um direito assegurado por lei. “Ou seja, a posse exercida em razão da retenção das benfeitorias não decorre da relação contratual, mas da imposição legal.” 

Por outro lado, essa mesma posse, nos termos do entendimento do STJ, não pode ser admitida como legítima porque representa enriquecimento sem causa, ou seja, não poderia ser permitido o exercício da posse de imóvel de terceiro, o que numa análise simples traz a inaplicabilidade da norma contida no artigo 1.219, do Código Civil. “Por isso que a rescisão de um contrato tem se tornado cada vez mais complicada para as partes envolvidas quando o assunto acaba judicializado.”

 

 

ABMH – Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação

 

No Dia Nacional do Combate ao Trabalho Infantil, SBP reafirma a luta pelos direitos das crianças e adolescentes



O Dia Nacional e Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é celebrado no próximo dia 12 de junho, e a data é oportuna para o debate e a sensibilização da sociedade a respeito deste grave problema. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lamenta que ainda existam tantos casos de flagrante violação dos direitos das crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Economia mostram que, só no ano passado, foram encontradas 1.072 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Destas, 31 estavam em situação análoga à escravidão.

O perfil dos resgatados era majoritariamente masculino (81%), com idades entre 16 e 17 anos (42%), e as empresas irregulares eram concentradas nos setores de comércio, reparação de veículos, indústrias de transformação, alojamento e alimentação. Inclusive, entre as notificadas, havia 14 companhias do setor de administração pública.

Dra. Luci Yara Pfeiffer, secretária do Departamento Científico de Segurança da SBP, analisa que esta situação é uma forma lamentável de violência que atinge crianças e adolescentes em todo o país. "Quanto menos desenvolvida uma sociedade, piores os cuidados com a sua infância. Mantendo, assim, um ciclo de violências e de quebra de direitos das crianças e adolescentes, que acarretará consequências nocivas para as vítimas e para a sociedade em geral".

Em fevereiro deste ano, foi instituído o "Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil", pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As entidades analisam que a pandemia do novo coronavírus é mais um fator preocupante, em um cenário no qual mais de dez milhões de crianças e adolescentes se encontram em situação de exploração pelo trabalho na América Latina. "Considerando a atual conjuntura, acredito que entre o ano passado e esse ano esses números aumentaram ainda mais. Devido ao isolamento social, à falta de escola, à perda de oportunidades de trabalho para os adultos e ao aumento da miséria", vislumbra dra. Luci.

"Impressiona a cruel capacidade de muitos em submeter crianças e adolescentes a trabalhos que, pela sua natureza e exigência física, vão levar a danos em todo o desenvolvimento físico e mental, além dos riscos de atividades insalubres, sem qualquer tipo de proteção. São violências cujos danos se multiplicam nestas omissões e que roubam destas crianças o aprender, o crescer, as escolas, o brincar, o convívio com outras crianças, o presente e o futuro dignos", lamenta dra. Luci.

Sobre o papel da SBP neste ciclo de violência, a médica afirma que a entidade tem a obrigação de cobrar que as leis sejam cumpridas. "A SBP tem um papel de defesa da infância fundamental, e é necessário que coloquemos o trabalho infantil como uma forma gravíssima de violência a ser combatida. Desde aquela ocorrida nos microambientes familiares aos macroambientes de indústrias, comércio e outras atividades laborais, que destroem a infância e o potencial da adolescência. O pediatra que presta assistência a crianças e adolescentes nestas situações de violência deve fazer o diagnóstico, tratar, acompanhar e denunciar esses crimes aos meios legais e de proteção", afirma a pediatra.


Saiba quais atividades cotidianas ajudam a impactar positivamente a natureza

Especialista do Mackenzie cita atitudes simples, como consumir menos carne e comprar produtos sustentáveis, que influenciam na preservação do meio ambiente


Há muito tempo tem se falado sobre a importância de hábitos sustentáveis e conscientes a fim de evitar ou pelo menos retardar a degradação do meio ambiente, que já vem refletindo as consequências das más atitudes do ser humano. Portanto, cada dia mais torna-se impossível não alertar a necessidade da mudança dos nossos estilos de vida e passar a colocá-la em prática.

Para isto, um dos primeiros passos é entender os impactos das atividades humanas individuais sob o meio ambiente. O biólogo Leandro Tavares Azevedo, professor de Ecologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, aconselha o uso de calculadoras para mensurar individualmente como simples atos como, tomar uma xícara de café, comer carne ou até adquirir um novo celular podem influenciar na emissão de carbono e na crise hídrica. "A fabricação de um celular demanda muita água em sua produção, a chamada água virtual. Comer muita carne ou até mesmo jogar comida fora trazem muitos impactos negativos ao meio ambiente", explica o professor.

Para alertar o porquê devemos dar atenção a atitudes como as citadas anteriormente, Azevedo usa os dados do Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day), calendário ilustrativo que calcula a data em que o consumo de recursos para a humanidade excederá a capacidade disponível na Terra. O ecologista explica ainda que "Neste ano será dia 29 de julho. Isso significa que a partir desse dia estaremos consumindo mais recursos que o planeta suporta para o ano. Fazendo um paralelo, isso quer dizer que você tem recursos para sobreviver até o final de julho, a partir disso você entra no cheque especial, e aí uma hora a conta chega, e com juros".

De acordo com o professor, para implementar atitudes sustentáveis à rotina é preciso começar aos poucos até que atos como, separar o lixo reciclável e economizar energia se tornem um hábito. Vale pensar também na produção daquilo que consumimos e procurar informações para saber se o produto foi feito com responsabilidade social e ambiental, e se não estamos fomentando trabalho desumano ou escravo, e de degradação ambiental. "Ao comprar algo é como se disséssemos ao mundo que concordamos com os meios de produção daquele produto. Então cada real "investido" com sua compra é como se você dissesse que quer que o mundo tenha mais esses processos de produção", acrescenta.

Azevedo cita que para uma contribuição maior com o meio ambiente, trocar o carro por transporte público e bicicleta, planejar a alimentação diminuindo o consumo de carne e investir nos produtos certos são ótimas opções. Ele acredita que tudo pode ser resumido em um consumo consciente. "Reveja tanto a sua necessidade de compra quanto a cadeia produtiva em que este produto é manufaturado. Pesquise e dê preferência à compra de produtos sustentáveis, orgânicos e mais eficientes no consumo de energia. Há muitas formas de contribuir para uma sociedade mais sustentável, basta entender que é possível reverter a atual situação".



Renda Fixa x Renda Variável: qual é a melhor opção?

Especialista de investimentos explica que o medo é o principal fator para deixar de investir na renda variável

 

Para começar a investir é recomendado saber como funcionam as opções de investimentos entre a renda fixa e a renda variável. A principal diferença entre os dois tipos é o risco, pois na renda fixa o investidor tem uma previsibilidade sobre o rendimento. Já na renda variável, como o próprio nome já diz, o rendimento pode variar para mais ou menos, dentro do período em que o dinheiro estiver aplicado.

O assessor de investimentos da iHUB Investimentos, Gian Montebro, explica que o medo é o primeiro impeditivo para que as pessoas deixem de começar a investir, principalmente por levarem em consideração que a renda variável é muito perigosa ou só serve para quem tem muito dinheiro, já que a renda fixa traz uma segurança maior. 


Renda variável 

A renda variável é o tipo de investimento que não garante um ganho fixo, ou seja, a rentabilidade do dinheiro aplicado pode variar para mais ou menos. Logo no início da pandemia, os veículos de comunicação falavam a todo instante sobre os recordes das quedas da bolsa de valores, com isso muitas pessoas começaram a ter interesse pela renda variável, pelo fato de ver um declínio tão brusco em um curto espaço de tempo, que de certa forma abria uma janela de oportunidade na cabeça de muitos. 

“Nesse momento, muitas dúvidas surgiram se era realmente o momento para entrar na bolsa de valores, visto que ela estava em índices recordes de alta, por volta dos 120 mil pontos em fevereiro, e caiu para 60 mil pontos em março. Com esse movimento muitos investidores continuam investindo na bolsa até hoje, mas recalibraram suas aplicações, saindo da renda fixa - com a taxa Selic cada vez mais baixa e migrando para a renda variável nos seus diversos produtos”, explica Montebro. 

Nesse tipo de aplicação, o investidor tem algumas opções de investimento, são elas:


Ações: o investidor compra uma pequena fração de uma empresa, visto que a ação é uma parte do capital social da empresa. Vale ressaltar que além de escolher boas empresas, o momento certo de entrar é essencial, pois informações básicas como as faixas de preço que ela negocia na B3 ou se o setor em que a empresa atua está em um momento favorável, podem influenciar na rentabilidade. 

Geralmente, o ideal é começar com as empresas mais conhecidas, as chamadas Blue Chips. 


Fundos de Investimento em Ações(FIAs): são fundos que têm como principal objetivo investir o dinheiro das cotas na bolsa de valores,  comprando e vendendo os papéis que negociam na B3.

São indicados para aqueles investidores que justamente não tem tempo ou interesse em estudar as empresas negociadas na bolsa, mas querem ter um percentual do seu capital investidos na mesma e portanto deixam que gestores qualificados, que estão à frente desses fundos, façam o trabalho.


Fundos Multimercados: são fundos que podem investir em ativos de diversos mercados, como renda fixa, ações, câmbio e derivativos, tanto para alavancagem quanto para proteção, esses fundos têm liberdade de gestão.


Fundos Imobiliários (FIIs): são frações de empreendimentos, como shoppings, galpões logísticos ou lajes corporativas. Eles pagam aluguéis e as cotas adquiridas oscilam para cima ou para baixo, assim como as ações.


Renda fixa 

Esse é o tipo de investimento que as regras de rendimento são definidas antes, no momento da aplicação o investidor já sabe o prazo e a taxa de rendimento que será usada para valorizar o dinheiro aplicado.  

Existem três principais tipos de investimentos na renda fixa, são eles: 


Títulos Pré Fixados: essa opção mostra o valor exato do rendimento do período. Se o título for de 5%, o investidor irá embolsar os mesmos 5% no período independente do cenário macroeconômico. Os títulos pré fixados englobam o Tesouro Direto, Letra de Câmbio (LC) e CDB Certificado de Depósito Bancário. 


Títulos Pós Fixados: está sempre atrelado a um indexador. Em um cenário em que a taxa Selic é o indexador, se ela subir, os títulos também seguem o mesmo movimento. 

Atualmente, estamos em um ambiente onde a política é a alta de juros, no qual são investimentos muito procurados, entre as opções estão: Tesouro Direto Selic, CDB, Letra de Câmbio Imobiliário (LCI), Letra de Câmbio Agronegócio (LCA) e Letra de Câmbio(LC).


Títulos Híbridos: o terceiro tipo tem uma parte fixa e outra variável. Normalmente, são muito procurados por investidores que querem ter um ganho real, ou seja, acima da inflação. Se o investidor optar por um Tesouro Direto IPCA, em 5%, por exemplo, ele vai render 5% somado à inflação do período. 

Entre as opções dos Títulos Híbridos estão: Tesouro Direto IPCA+, CDB, LCI, LCA, LC,CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis de Agronegócio). 


Qual é o % recomendado de renda fixa e renda variável para cada perfil?

Atualmente, há três perfis de investidores: conservador, moderado e agressivo. Quando tratamos da divisão entre renda fixa e renda variável no portfólio dos investidores, a XP Investimentos recomenda: 


Carteira Conservadora: 100% de investimentos em renda fixa pós fixado dividindo nos diversos produtos dentro dessa linha.


Carteira Moderada: 30% Renda fixa pós fixado; 15% Inflação; 28,50% Multimercado, 10% Renda Variável, 8% Renda Fixa Global e 8% Renda Variável Global


Carteira Agressiva: 1% Pós Fixado;  5% Pré fixado; 10% inflação; 3% Renda Fixa Global; 25% Multimercado; 35% Renda Variável e 21% Renda Variável global

 


Gian Montebro - assessor de investimentos na iHUB Investimentos, empresa especializada em assessoria de investimentos, com mesa de operação atuante em ações, derivativos e câmbio em tempo real. Possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, já atuou como Day Trader

 

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