Pesquisar no Blog

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Conscientização sobre Albinismo: Muito mais do que uma questão puramente estética

Muito além da falta de pigmento da pele, o albinismo é algo que requer cuidados especiais por seus portadores, orienta a médica dermatologista Dra. Hellisse Bastos. 

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, atualmente existem 21.000 mil pessoas no Brasil que são albinas. Para quem não conhece profundamente, o albinismo é uma anomalia genética relacionada a síntese de melanina no corpo, aquela que é responsável pela cor da pele. O indivíduo albino nasce com essa deficiência que afeta não somente a epiderme, mas também os cabelos e os olhos, daí uma grande preocupação que precisa ser explicada. 

Diante do fato de que o Brasil é um país tropical, de altas temperaturas, a melanina é uma grande aliada para a proteção contra os efeitos da exposição solar a longo prazo. Porém, conforme explica a médica dermatologista Dra. Hellisse Bastos, “o albino tem mais propensão ao aparecimento de lesões pré-cancerígenas e mesmo os tumores malignos de pele com o avançar do tempo, como a ceratose actínica e os carcinomas basocelulares e espinocelulares”, observa. Do ponto de vista oftalmológico, estes indivíduos podem sofrer problemas oculares justamente pela falta de pigmento na área dos olhos, acrescenta a médica. 

Para evitar problemas desta natureza, a dermatologista recomenda que “o ideal é que essas pessoas suplementem a vitamina D, pois grandes exposições solares ao longo do tempo são um fator de risco. Por não terem a melanina para se proteger, o ideal é sempre usarem acessórios como chapéu ou boné, além de vestirem roupas com proteção solar. Para os olhos, é importante estarem de óculos escuros também”, acrescenta.

 

Os diferentes níveis de albinismo 

Esta informação pode não ser conhecida do grande público, mas Dra. Hellisse lembra que existem diversos níveis de albinismo, “que vão desde casos em que a pessoa tem algum pigmento até aqueles mais graves que é a ausência total deles”, observa. 

O que não quer dizer que estas pessoas devem viver em estado de alerta o tempo todo. “Essas pessoas podem viver normalmente, sem nenhuma dificuldade a mais, e podem tomar os devidos cuidados e assim não sofrerão esses danos”.

 

Procedimentos estéticos, pode? 

Para quem deseja fazer procedimentos estéticos na pele, o ideal é sempre procurar um profissional médico para avaliar cada caso individualmente. A dermatologista revela que “uma das queixas mais comuns são as desordens pigmentares de melanina, assim a pele fica parecendo que tem uma espécie de ‘sardinhas’. Com isso é possível fazer tratamentos com lasers que vão ajudar a equilibrar e harmonizar isso. Mas, para qualquer tratamento que se conheça, o ideal é sempre consultar um médico especializado para que ele possa te dar as recomendações necessárias”, completa Dra. Hellisse.


Junho Laranja alerta para a importância do diagnóstico precoce das leucemias

A doença foi responsável por mais de 7 mil óbitos em 2020 e nos próximos dois anos pode superar 10 mil novos casos, segundo estimativas. "Por isso, é fundamental priorizar os cuidados preventivos com a saúde. Quanto antes diagnosticados, maiores as chances de sucesso do tratamento", destaca médica hematologista, Dra. Maria do Carmo Favarin

 

Mais de 7 mil pessoas perderam a vida para as Leucemias em 2020 no Brasil. Os números estão no levantamento do Instituto Nacional do Câncer, que apontam para uma tendência preocupante: 10 mil casos novos de leucemia devem ser registrados no País até 2022, com maior incidência no público masculino - estima-se que surjam 5.920 casos em homens e outros 4.890 em mulheres.

"A leucemia é uma doença que começa na medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas e onde acontece a produção dos glóbulos (vermelho e branco) e as plaquetas. Ela não escolhe sexo. Não escolhe idade. Por isso, é tão importante priorizar uma rotina de cuidados contínuos com a saúde, porque quanto antes diagnosticados os casos, maiores as chances de sucesso do tratamento", detalha a médica hematologista e gestora do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Dra. Maria do Carmo Favarin.

Hoje, existem 4 tipos de leucemia: a Leucemia mieloide aguda, a Leucemia mieloide crônica a Leucemia linfoblástica aguda e a Leucemia linfocítica crônica. A especialista detalha ainda que a doença tem origem ainda desconhecida, mas sabemos que é provocada a partir de uma mutação genética que acomete a célula sanguínea localizada na medula do paciente. É quando esta célula se transforma em uma célula cancerígena, que passa a se multiplicar muito rapidamente destruindo e ocupando o lugar das células saudáveis".

Além disso, a médica explica ainda que mesmo sem causas específicas comprovadas, é possível ranquear alguns fatores de maior exposição às leucemias. Segundo Dra. Maria, os mais recentes estudos clínicos destacam a radiação ionizante (provenientes de radioterapia), quimioterapia e o benzeno (encontrado na gasolina e largamente usado na indústria química) como fatores ambientais associados à leucemia aguda.

A importância do diagnóstico precoce

O aumento de células defeituosas na medula óssea do paciente é responsável pela redução de glóbulos vermelhos, provocando a anemia e os sintomas comuns como cansaço, falta de ar, dor de cabeça e batimentos cardíacos acelerados. A especialista detalha também que com a queda na produção de glóbulos brancos, a imunidade baixa e expõe o organismo às infecções. Com a redução das plaquetas o paciente pode ter sangramentos e manchas roxas na pele.

Uma estratégia aplicada para a detecção precoce do câncer é diagnosticar o tumor ainda em fase inicial, por meio de exames clínicos, laboratoriais. "Por isso a importância em realizar exames periódicos, mesmo sem apresentar nenhum sintoma. É esta preocupação com a saúde e o diagnóstico precoce que nos permite conquistar os melhores resultados junto aos nossos pacientes, principalmente em oncologia".

Com um portfólio que conta com mais de 3.500 testes, exames e vacinas, o Grupo Sabin oferece os exames de imagem e laboratoriais, até mesmo os mais complexos, como biologia molecular e citometria de fluxo, considerados essenciais para definição de prognóstico e é mais um dos recursos para definir os rumos do tratamento.

 


Grupo Sabin

https://www.sabin.com.br


Médico especialista em reprodução humana explica tudo sobre "Produção Independente"

Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva em São Paulo ressalta que procedimento se torna possível graças ao avanço das técnicas de Reprodução Assistida como Inseminação Artificial ou Fertilização in Vitro

A procura por produção independente vem aumentando desde 2013, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiu o uso das técnicas de reprodução assistida para pessoas solteiras e casais de relacionamentos homoafetivos. A partir de então, as estruturas familiares começaram a ser constituídas de diferentes maneiras.

Nesse sentido, além de casais heterossexuais, também se reconhece no Brasil as famílias com apenas uma mãe, um pai, duas mães ou dois pais. No texto abaixo, trataremos tudo sobre a produção independente: como funciona, como é o passo a passo de cada caso, as técnicas utilizadas e as documentações necessárias para o registro de um filho nesta situação.

O médico Nilo Frantz, especialista à frente da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, em São Paulo, ressalta que com a ajuda da ciência, tanto mulheres que não possuem parceiros, quanto casais homossexuais podem realizar o sonho de ter filhos a partir de uma produção independente.

"Na produção independente, o acompanhamento da gravidez começa bem antes dela acontecer de fato. Sendo assim, ao iniciar o tratamento, mulheres solteiras ou casais do mesmo sexo enfrentam escolhas emocionalmente mais difíceis, uma vez que precisam de doação de sêmen, óvulos ou até mesmo útero de substituição", explica o médico.

A produção independente entre as mulheres sozinhas é uma realidade cada vez mais comum e a decisão vem sempre acompanhada de uma boa dose de coragem. Mulheres que não contam com um companheiro ou companheira ao seu lado, e não querem ou não podem esperar pelo parceiro ideal pela idade avançada, recorrem à reprodução humana para realizarem o grande sonho de ser mãe

Este é o caso de Karina Bacchi e Mariana Kupfer, personalidades famosas no Brasil que chamaram à atenção por seguirem este movimento. A modelo Karina Bacchi já tinha congelado seus próprios óvulos e aos 41 anos, sem um companheiro, decidiu ter seu bebê.

Já Mariana Kupfer teve a certeza de que era a hora de ser mãe aos 36 anos e, solteira, procurou uma clínica de reprodução assistida para realizar o seu sonho. Desta forma, ambas recorreram a bancos de sêmen no exterior, e hoje Bacchi é mãe de Enrico, de três anos, e Kupfer, de Victoria, de seis.

 

Como é o processo para mulheres sozinhas?

O Dr. Nilo explica que a mulher sozinha que decidir realizar uma produção independente vai precisar da ajuda de um banco de sêmen para fecundar o seu óvulo. Desta forma, os espermatozóides utilizados podem vir de bancos nacionais ou internacionais.

"Para realizar a coleta dos óvulos, a mulher passa pelo processo de indução da ovulação, que é feita através de medicamentos. Caso ela tenha problemas na produção dos óvulos, ainda é possível realizar a Fertilização in Vitro com a doação de ambos os gametas (óvulo e sêmen)", ressalta.

Depois de fecundado em laboratório, transfere-se o embrião para o útero da futura mãe. A partir disso, a gravidez ocorre da mesma forma que as demais.

Para os casais formados por duas mulheres, o material genético masculino também vem da doação de sêmen. No entanto, é preciso escolher qual das duas futuras mães irá doar os óvulos e carregar o embrião.

"Caso nenhuma das parceiras possua problemas de infertilidade, permite-se a gestação compartilhada, ou seja, uma das mulheres irá doar os óvulos e a outra irá gestar. Contudo, como a idade é um dos principais fatores que interferem na qualidade dos óvulos, é aconselhável que se opte pelo material genético da parceira mais jovem", diz o médico.

O processo de indução da ovulação ocorre da mesma forma do que para as mulheres solteiras. A estimulação ovariana é feita através de hormônios para a mulher ovular. Depois os óvulos são coletados por meio de agulhas especiais para que sejam fecundados com o espermatozoide, em laboratório. A diferença é que o embrião pode ser fecundado no útero da outra mãe.

Por ser um tratamento que envolve diferentes fatores como aspectos físicos, biológicos e emocionais de cada um, não existe uma receita de sucesso que se aplica a todos os casos. Entretanto, há algumas indicações que podem aumentar as chances de uma produção independente. Para isso, o ideal é procurar um local com profissionais especialistas no assunto, como a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

 


Nilo Frantz Medicina Reprodutiva

Endereço: Av. Brasil, 1150 - Jardim América - São Paulo - SP, 01430-001

Instagram: @nilofrantz

Facebook: https://www.facebook.com/centronilofrantz/

Youtube: https://www.youtube.com/user/nilofrantz

www.nilofrantz.com.br


Como saber se você produziu anticorpos após a vacina da COVID-19


Até o dia 09 de junho, foram aplicadas quase 75 milhões de doses vacinais contra a COVID-19 (SARS-CoV-2) no Brasil. As vacinas disponíveis no país mostraram taxas de eficácia geral entre 50 e 70% nos estudos clínicos de avaliação. Isso indica que, ao entrar em contato com o vírus, a probabilidade de se infectar e apresentar quadro clínico sintomático cai para menos de 50% após a segunda dose da vacina. É um valor muito significativo ainda mais se considerarmos que, em relação ao desenvolvimento de quadros graves, a proteção das vacinas pode chegar próximo a 100%. 

Um dos principais efeitos da vacina para promover proteção ao vírus é a produção de anticorpos pelo sistema imune com capacidade de neutralizar o vírus, impedindo que ele inicie a infecção ou que ela evolua para quadros graves, conforme explica Carlos Aita, médico patologista clínico responsável pela assessoria médica do laboratório DB Diagnósticos. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) evidenciou que cerca de 85% dos pacientes que receberam a vacina CoronaVac produziram anticorpos neutralizantes. 

Aita explica que, quando o paciente é vacinado, isso induz uma resposta imune direcionada aos antígenos vacinais. Dentre os vários complexos mecanismos componentes dessa resposta, a produção de anticorpos é um deles e, em geral, o mais estudado e comumente avaliado devido à facilidade na sua dosagem. Diversos tipos de anticorpos são formados nessa resposta, incluindo aqueles conhecidos como neutralizantes. O nome vem da capacidade de se ligar em estruturas, antígenos do vírus, desse modo impedindo a sua entrada nas células e infecção. Ou seja, “neutralizando” o vírus. A grande maioria das vacinas desenvolvidas para COVID-19 usa como antígeno indutor da resposta imune a proteína Spike (por exemplo a AstraZeneca e a Pfizer) ou o vírus inteiro inativado (CoronaVac). “Hoje já existe um teste de alta sensibilidade e especificidade para identificar se o paciente produziu anticorpos neutralizantes após a vacina. Chamado de teste de anticorpos neutralizantes totais, ele apresenta uma informação interessante para quem já teve a doença ou para quem tomou a vacina e quer saber se passou a produzir estes anticorpos com capacidade de neutralizar o vírus. Para realizar o teste é necessário colher uma simples amostra de sangue. Inclusive, eu mesmo já realizei o teste e confirmei que iniciei a produção de anticorpos após a vacina.” 

Entretanto, nem sempre isso ocorre em todos os pacientes e ainda não se sabem exatamente os motivos. Além dos anticorpos neutralizantes existem outros mecanismos de proteção para os quais ainda não existem testes de avaliação no momento. Por essa razão, mesmo que o indivíduo não tenha formado anticorpos, não significa necessariamente que ele esteja desprotegido. “Agora, se os anticorpos foram formados, já é um bom indício de que houve uma resposta significativa do sistema imune e há grande probabilidade de não desenvolver quadros graves”, reforça o especialista. 

Ainda segundo Aita, apesar de já existirem exames sorológicos para a COVID-19 há algum tempo, como os testes para IgG, IgM e IgA, eles são capazes de detectar o desenvolvimento de anticorpos contra o vírus, mas não são específicos para os neutralizantes de SARS-CoV-2.

 

Entenda o teste neutralizante 

O teste é feito pelo método de enzimaimunoensaio (ELISA) e tem como objetivo a detecção de anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2. Ele se baseia na capacidade dos anticorpos presentes na amostra de soro do paciente bloquearem a ligação do domínio RBD (Receptor Binding Domain) da proteína Spike do vírus, no receptor celular ECA2 (Enzima Conversora de Angiotensina 2), simulando in vitro a neutralização do vírus. Os estudos de desempenho do teste mostram em torno de 96,7% de especificidade e 98,7% de sensibilidade a partir de 15 dias do início da infecção. Para avaliação da resposta de produção de anticorpos neutralizantes após a vacina, o recomendado é realizar o teste a partir de 15 dias depois da segunda dose. 

Resultados inferiores a 20% indicam ausência ou quantidade muito baixa, enquanto os resultados iguais ou superiores a 20% mostram a presença de anticorpos neutralizantes para o SARS-CoV-2. 

Porém, é importante ressaltar que o resultado do teste não comprova o desenvolvimento de resposta imune protetora ao vírus. Como os níveis de anticorpos protetores na doença ainda não são conhecidos, com o resultado do teste pode-se afirmar apenas se o indivíduo desenvolveu anticorpos neutralizantes e a sua taxa.

 


Diagnósticos do Brasil


Conheça os alimentos que são os são aliados e inimigos do sono

Especialista oferece dicas de combate ao transtorno da insônia


Irritabilidade, cansaço constante, dificuldade de concentração e de memorização. Estes são alguns sintomas decorrentes da insônia. O transtorno do sono prejudica a capacidade das pessoas adormecerem ou terem um sono de qualidade e que interfere diretamente no bem estar e na rotina de quem sofre desse mal. Há quem apresente esse quadro somente em momentos específicos da vida, devido a diversas fontes de estresse, mas há aqueles em que a insônia se torna crônica, prejudicando o sono e a qualidade de vida por meses ou até anos, mesmo depois que o estresse inicial tenha passado.

Segundo a nutróloga Nívea Bordin Chacur, da Clínica Leger, para se ter uma boa qualidade de sono e um corpo saudável é preciso ter uma liberação de hormônios adequada. "Uma pessoa com alimentação tóxica, rica em açúcar, refinados, embutidos ou álcool, não possui um metabolismo equilibrado. Como consequência, não conseguirá ter um sono tranquilo, ou seja, uma má alimentação leva a uma alteração no metabolismo. Para que os hormônios sejam liberados de forma correta no organismo é preciso ter uma alimentação saudável", ressalta a médica.

Falando em hormônios adequados ao sono, Nívea reforça a importância da melatonina, considerada um excelente oxidante. "Os alimentos que contém melatonina são o ovo, peixe, leite, frutas como cereja, morango e kiwi, que quando consumidos com moderação, em pequenas porções, podem ajudar a manter uma rotina de sono equilibrada. Cereja, com aveia e um fiozinho de mel pode ser uma ótima receita para a noite", diz.

Para a especialista, a ingestão noturna de alimentos com gordura hidrogenada, presentes na margarina, no macarrão instantâneo ou ainda os famosos "snacks" como sorvete, pipoca e biscoito, possuem uma digestão difícil, causando um desconforto abdominal, prejudicando assim a iniciação do sono e, consequentemente, a insônia. "A cafeína também é um grande vilão, pois pode acelerar a frequência cardíaca, aumentar o fluxo urinário, causando a inquietação noturna de precisar levantar para urinar ao longo da noite", lembra a médica.

Segundo a nutróloga, o segredo para uma dieta equilibrada já começa no momento que despertamos pela manhã. "Precisamos ter um café da manhã bem rico em nutrientes, cereal, proteínas e carboidratos, pois quando não nos alimentamos ao longo do dia de forma correta e balanceada, a noite acontecerá o desequilíbrio, a fome exagerada, que pode aparecer para compensar um almoço não realizado, por exemplo".

O resultado do acúmulo de refeições realizadas de forma incorreta ao longo do dia pode fazer com que a pessoa durma por tempos curtos noturnos e desperte ao longo da madrugada sem um sono profundo e reparador. "Quem não dorme bem tem dificuldade para sair da cama, se sente cansado ao longo do dia, com olheiras, dores musculares, gera aumento de peso, ansiedade e irritabilidade. Dormir bem ajuda o metabolismo a funcionar bem", garante a médica Nívea Bordin Chacur.



https://www.clinicaleger.com.br


Deficiência de zinco pode provocar redução de imunidade

Aliado do sistema imunológico, o zinco atua contra o estresse oxidativo, quando os níveis de antioxidantes não são suficientes para compensar efeitos nocivos dos radicais livres


Com a pandemia do novo coronavírus e a forma como as comorbidades podem provocar uma reação mais grave da COVID-19 no corpo, as pessoas passaram a se preocupar ainda mais com a saúde de modo geral e com a melhoria da imunidade. Por consequência, houve aumento na procura por suplementação de vitaminas e do zinco.

O zinco participa de mais de cem reações enzimáticas no organismo, estando envolvido em processos fisiológicos do crescimento e desenvolvimento, além de participar do desenvolvimento cognitivo e auxiliar no combate aos radicais livres – moléculas que se formam no organismo e que podem prejudicar o funcionamento adequado dos órgãos.

Quando os níveis de antioxidantes não são suficientes para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres, acontece o estresse oxidativo, associado a mais de duzentas doenças diferentes.

Diabéticos, por exemplo, podem ter grau aumentado de estresse oxidativo gerado pela própria doença. Logo, o zinco é um elemento essencial que possui função antioxidante, atua na restrição da produção endógena de radicais livres e na estabilização da estrutura de membranas celulares.


Deficiência de zinco

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de zinco no corpo humano acomete 30% da população mundial, o que provoca falta de apetite, enfraquecimento de unhas e cabelos, dificuldade de cicatrização, baixa imunidade e a manifestação de diversas infecções. Sabe-se, então, que o zinco atua como um mediador para manter a resposta imune normal contra micro-organismos e infecções no corpo.

A recomendação de ingestão diária varia de acordo com a fase da vida, mas em termos gerais, o teor de zinco no sangue deve ser entre 70 e 130 mcg/dL de sangue. “Por não ser um mineral produzido pelo próprio organismo, o nutriente pode ser encontrado em fontes animais e vegetais, como por exemplo, amendoim, amêndoa, camarão, carne vermelha, castanhas, chocolate amargo, feijão cozido, grão-de-bico, ostras, sementes de abóbora, noz-pecã, ovos, shitake, gergelim, lentilha, entre outros”, explica Dr. Luís Carlos Sakamoto, Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Professor Responsável da Ginecologia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário das Américas.

No entanto, para quem tem restrições alimentares ou não consegue manter uma dieta rica em zinco, o ideal é recorrer a suplementos polivitamínicos e poliminerais existentes no mercado, que entreguem dosagens de até 30 mg de zinco elementar.

“Para potencializar a ação antioxidante, que atua contra radicais livres, o ideal é ter uma combinação de vitaminas hidrossolúveis (como a vitamina C) e lipossolúveis (betacaroteno e vitamina E, por exemplo) e outros oligoelementos além do zinco, como, por exemplo, cobre e selênio. Todos juntos potencializam a ação antioxidante necessária no combate aos radicais livres”, completou o médico.

Vale lembrar que, embora o zinco seja fundamental para a defesa imunológica, não existem evidências científicas que comprovem a proteção contra o coronavírus.

“Sua reposição deve ser feita com avaliação e prescrição médica para receber o monitoramento adequado, por meio de exames específicos e obter a dose necessária de vitaminas e minerais para o organismo”, finaliza Dr. Salamoto.


Busca por suplementação

Com a chegada da COVID-19, a população mundial entendeu, mais do que nunca, a importância de ter uma vida mais regrada, visto que alguns fatores de risco foram comprovados como facilitadores para a doença. Cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença renal e obesidade são apenas alguns deles. Assim, a procura pelo fortalecimento do sistema imunológico contra doenças e agentes externos aumentou.

De acordo com o levantamento “Hábitos de Consumo de Suplementos Alimentares no Brasil” da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), nos lares de diversas cidades do Brasil, houve aumento de 48% na ingestão de multivitamínicos e afins. O estudo, feito em maio de 2020, revelou ainda que 63% dessas pessoas justificaram o consumo para melhorar a imunidade e, num estudo mais específico, 70% daqueles que aumentaram o consumo desses produtos desejam manter o hábito após a pandemia.

 


Marjan Farma

www.marjanfarma.com.br


Oncogenética pode mudar rumos da prevenção e tratamento do câncer

Testes que identificam mutações nos genes podem indicar predisposição hereditária ao câncer, o que possibilita traçar estratégias de rastreamento, cirurgias e até o uso de medicações preventivas

 

Nos últimos anos, a ciência e a medicina têm caminhado juntas para desenvolver tecnologias que ajudem a diagnosticar e tratar doenças e um dos campos mais promissores nesse sentido é a Oncogenética, que faz parte do estudo das Síndromes de Predisposição Hereditária ao Câncer.

Ou seja, já é possível mapear mutações genéticas que podem indicar maior risco ao desenvolvimento de alguns tipos de tumores. “Indivíduos portadores de mutações relacionadas a estas síndromes podem ter um risco de desenvolver tumores bem mais alto que a população em geral que não é portadora dessas mutações”, explica a médica oncologista Danielle Laperche.

Os aspectos clínicos mais comuns para se suspeitar de uma síndrome de câncer hereditário são o diagnóstico em idade mais jovem do que a idade de aparecimento daquele tipo de tumor; vários tumores no mesmo indivíduo ou câncer em várias gerações da família. Para se confirmar a suspeita de um câncer hereditário, há necessidade do indivíduo ser submetido ao teste genético.

Segundo a médica, ainda existem questionamentos quanto à realização de testes, com argumentos de que nossa genética não pode ser alterada. “A verdade é que o conhecimento sobre ser portador de determinada síndrome genética permite instituir medidas preventivas mais efetivas e direcionadas para cada caso. Com informação, podemos traçar estratégias de rastreamento intensivo para diagnóstico precoce, fase em que as chances de cura são mais altas.

Podemos também propor cirurgias redutoras de risco para prevenir o surgimento de tumores e também propor o uso de medicações profiláticas para reduzir o risco de desenvolvimento de tumores. Podemos mudar o histórico de saúde, diminuindo muito a mortalidade por alguns tipos de câncer e aumentando a expectativa de vida de quem é portador de uma mutação”, enfatiza.

Outro fator importante é que, a partir da investigação individual, é possível ofertar essa investigação para os familiares da pessoa acometida. “Como estamos falando de alterações hereditárias, outras gerações e outros membros da família podem ser portadores dessas alterações e não terem desenvolvido a doença”, pontua Laperche.

 

Histórico familiar

Na família da médica Ana Carolina Lemes David Portes, de 39 anos, há uma mutação genética que predispõe ao câncer de mama, doença que vitimou sua mãe. A burocracia do plano de saúde impediu que ela tivesse acesso ao teste genético antes de ser diagnosticada com o câncer de mama. Mas a irmã conseguiu identificar essa mutação e fez uma mastectomia profilática, retirando as mamas antes do câncer aparecer. Ana Carolina também passou pela mastectomia dupla depois do tratamento.


Vacina contra a Covid-19 não causa perda auditiva, alerta especialista

Pesquisas comprovam que os imunizantes são seguros e não causam a reação adversa



Entre dezembro de 2020 e março deste ano, após relatos, médicos da Universidade Johns Hopkins investigaram a relação da perda auditiva e a vacina. E o estudo comprovou que os imunizantes contra a Covid-19 não foram responsáveis pela perda de audição súbita das pessoas vacinadas.
 
Segundo Gleison Barcelos, especialista em saúde auditiva e fonoaudiólogo da Microsom, a perda auditiva súbita pode desencadear-se por diversos fatores e as pesquisas já comprovaram que não há relação com os imunizantes. “Com base em estudos divulgados sobre casos clínicos, traumatismo craniano, certos medicamentos, doenças autoimunes, problemas de circulação ou infecções virais e bacterianas podem causar perda da audição repentina. Ou seja, nem sempre é possível identificar a causa real da perda”, explica Barcelos.
 
Gleison ainda ressalta que as pesquisas já comprovaram que as vacinas são seguras e que a reação adversa foi coincidência nos casos relatados por pessoas vacinadas.



Perda auditiva e a doença  


Um caso de perda auditiva foi publicado por meio de um relatório da revista científica "BMJ Case Reports" e indicou que um paciente com Covid-19 teve perda repentina de audição no Reino Unido e só procurou ajuda 10 dias após apresentar os sintomas. Dessa forma, precisou respirar com a ajuda de ventilação mecânica e, quando removida, percebeu zumbido no ouvido e teve boa parte do sentido comprometida. Mas outros estudos mostram que é raro apresentar sintomas de perda auditiva logo no início em que o Coronavírus é contraído.

O fonoaudiólogo explica que algumas pesquisas apresentam já relações do Coronavírus ao zumbido. “Apesar disso, a Associação Americana de Zumbido destaca que o problema está associado ao estresse e depressão, justamente por causa do isolamento social que o vírus propriamente dito”, afirma Barcelos.

O especialista alerta sobre a necessidade de mais pesquisas para investigar os efeitos de como a doença pode afetar na audição. Segundo ele, mais estudos precisam ser feitos não só para audição, mas também para outros problemas de saúde. “Por isso, tome todo cuidado e proteção e, quando surgirem os primeiros sintomas, procure um especialista para indicar o tratamento correto”, finaliza.



 
Microsom


Bruxismo: entenda como a pandemia pode afetar nossos dentes

www.freepik.com

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a disfunção afeta mais de 80 milhões de brasileiros


Situações de estresse e nervosismo são normais no nosso dia a dia, mas este estado de espírito tem se tornado uma constante na vida do brasileiro neste último ano. Entre um período tão longo de isolamento social, a crise econômica no país e tantos outros cansaços mentais causados pela pandemia, é de se esperar que alterações na saúde de nossa população aconteçam, e um aumento que tem sido observado nos consultórios dentários é o aumento nos casos de bruxismo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o distúrbio atinge 40% das pessoas no Brasil, equivalente a quase 84 milhões de brasileiros. “Tenho observado desde o ano passado uma maior procura nos problemas relacionados à condição, assim como muitos outros profissionais”, comenta doutor Willian Ortega, cirurgião dentista.

O bruxismo é o ato involuntário de pressionar ou ranger os dentes e pode acontecer tanto durante o dia quanto o sono. Apesar de poder ser causado por uma desarmonia no formato da arcada dentária, na maioria das vezes ele aparece como um sintoma da ansiedade e do estresse.

Para Ortega, a necessidade de se conscientizar as pessoas sobre o problema é que, por ser uma válvula de escape inconsciente, o diagnóstico geralmente vem de maneira tardia. “O bruxismo tem diversos sinais, que se manifestam de maneiras diferentes em cada pessoa, por isso são difíceis de perceber se você não sabe o que está procurando”, explica.

O mais comum dos indícios são as dores de cabeça e enxaquecas, que muita gente não relaciona com a dentição. Porém, conforme o distúrbio vai progredindo sem tratamento, podem ocorrer desgastes e quebras nos dentes, estalos ao abrir e fechar a boca. O cirurgião ainda relata que em casos mais extremos, o movimento repetitivo afeta os tecidos que dão suporte à mandíbula, como os ligamentos e músculos da região do rosto.

“Um grande indício que vale a pena observar, é a dor de cabeça ou rosto muito intensa logo quando acorda, indicando que você provavelmente está forçando os dentes durante a noite,” aponta Ortega. Ele ainda frisa que mesmo que não seja o caso, já que a dor na região é normal em momentos de tensão, o bruxismo é muito mais fácil de lidar quando identificado cedo.

O tratamento é focado em reduzir a dor e preservar os dentes, já que a condição não tem cura. A placa dentária em acrílico é indicada na maioria dos casos, produzida sob medida para encaixar entre os dentes protegendo-os do impacto.

Uma alternativa surpreendente é a aplicação do botox, que no caso do bruxismo é utilizado com fins terapêuticos. A substância promove relaxamento muscular e automaticamente diminui a tensão da região. “Em determinados casos a paralização do músculo pode ser benéfica trazendo uma sensação de alívio ao paciente e diminuindo até o uso de medicamentos para dor ou inflamação. O foco é que o paciente não perca a mobilidade mandibular,” esclarece doutor Willian.

Apesar do transtorno não ser perigoso, o desconforto constante prejudica muito a qualidade de vida de quem passa por ele. Por isso para o cirurgião é essencial sempre consultar um especialista, tanto para a parte física quanto mental, já que eles andam juntos quando se trata de bruxismo. “Buscar formas de relaxar e diminuir a ansiedade, como uma leitura leve, filmes, jogos de diversão, meditação ou qualquer outra atividade que cause prazer e relaxamento também é importante para o tratamento”, finaliza Ortega.

 


Willian Ortega – CRO PR 23.627Graduado pela UNIPAR (Universidade Paranaense), especialista em Ortodontia e Pós- Graduado em Harmonização Orofacial. Diretor professor da Facial Academy. Especialista em Implantodontia pela Uningá. Consultório Cascavel/PR (45) 9.9809-3334 - Consultório/SP (11) 4329-7854 e Consultório Campinas (19) 3308-3330 Site: www.facialacademy.com.br Instagram: @drwillianortega


Referência em vídeo cirurgia ginecológica, Dr. Alexandre Silva e Silva fala da importância do uso de laparoscopia


                                                                                                          Pixabay

 


O médico especialista em ginecologia e obstetrícia pondera vantagens da cirurgia

 

Os avanços tecnológicos na medicina trouxeram consigo grandes mudanças na área da cirurgia, tanto para os cirurgiões, quanto para as pacientes. À partir da década de 80 as cirurgias que eram realizadas através de grandes incisões (cortes), passaram a ter como opção uma técnica chamada de laparoscopia.

 

A laparoscopia é uma técnica na qual são realizados pequenos cortes, sendo um mais comumente realizado dentro do umbigo, com cerca de 1cm, e mais dois ou três na parte mais baixa do abdome (no caso da ginecologia), que medem 0,5cm. Através dos pequenos cortes são passados pequenos tubos que permitem a passagem de uma microcâmera de alta definição (que normalmente é passada através do umbigo) e de pinças ou instrumentos necessários para a realização da cirurgia.

 

A laparoscopia inicialmente começou a ser utilizada em procedimentos mais simples, mas assim como a tecnologia, a evolução e treinamento dos cirurgiões, passou a possibilitar o uso da técnica em casos cada vez mais complicados e complexos. Com o passar do tempo e a análise dos resultados e dos benefícios aos pacientes, mais cirurgiões tornaram-se entusiastas dessa técnica, difundindo-a por todo o mundo.

 

Nos dias de hoje, a cirurgia laparoscópica é utilizada por praticamente todas as especialidades cirúrgicas abdominais como: cirurgias do aparelho digestivo (vesícula biliar, baço ou apêndice, fígado, pâncreas) , cirurgia bariátrica, cirurgias oncológicas para retirada de tumores intestinais, cirurgias urológicas e cirurgias ginecológicas para doenças benignas e malignas.

 

Pioneiro na cirurgia laparoscópica, desde 1998, o médico Alexandre Silva e Silva, especialista em ginecologia e obstetrícia, primeiro fala em quais situações a operação é sugerida. "A laparoscopia pode ser realizada em pacientes com diagnóstico de miomas uterinos, sejam para a preservação da fertilidade(remoção somente dos miomas) ou para a remoção do útero, nos casos em que a paciente não tem mais desejos reprodutivos; na endometriose, que é o “mau da mulher moderna” e atinge milhares de mulheres em todo o mundo, prejudicando não somente a fertilidade delas como também tirando-lhes qualidade de vida por conta das dores incapacitantes que pode causar; nos cistos ovarianos, nas gestações tubáreas (ectópicas), em doenças inflamatórias do aparelho reprodutor feminino (abscessos tubo-ovarianos), nos defeitos do assoalho pélvico (cirurgias para correção de prolapso(quando o útero desce e sai para fora da vagina) e incontinência urinária de esforço); em casos de câncer de corpo uterino (câncer de endométrio), entre outras indicações”.

 

O médico também ressalta que as vantagens da cirurgia incluem o menor risco de infecção de parede abdominal, cicatrizes menos evidentes, menor custo com medicações, menor tempo de internação hospitalar com alta precoce e melhor recuperação pós-operatória, proporcionando que a paciente retorne às suas atividades diárias com mais rapidez.

 

O período de internação das pacientes gira em torno de 24h nos casos em que não são realizadas remoções de partes do intestino, quando esse período pode estender-se por mais 3 a 5 dias. Após a alta, a paciente é encaminhada para casa, onde é recomendado um repouso relativo, durante o qual orienta-se não pegar peso, não realizar atividades do lar, porém não ficar deitada o tempo todo. Pequenas caminhadas em ambiente plano, sem subidas e descidas de escadas são muito bem vindos e proporcionam retomada da movimentação e funcionamento intestinal, assim como diminuem a incidência de tromboembolismo.

 

Não é necessária dieta especial. A paciente pode comer aquilo que tiver vontade, mas é aconselhável evitar alimentos que produzam gases intestinais, como por exemplo: feijão, ovos, repolho. A medicação anti-inflamatória pode ser indicada nesse período, assim como medicação para dor, se necessário. Os antibióticos são administrados durante a cirurgia e não são necessários no pós-operatório, salvo nos casos em que o motivo da cirurgia era infeccioso.

 

Em um período de 7 dias a paciente retorna ao consultório para avaliação e retirada de pontos e é comumente liberada para retornar às suas atividades do dia a dia, de acordo com o que ela mesma se sente confiante para fazer. “Normalmente com 7 dias liberamos as pacientes para voltar a dirigir”, finaliza o médico. 

 


Dr. Alexandre Silva e Silva -  formado em 1995 na Faculdade de Ciências Médicas de Santos em medicina e fez residência em ginecologia obstetrícia no Hospital Guilherme Álvaro. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia em 1999. Título de especialista em Histeroscopia em 1998. Título de especialista em laparoscopia em 2000. Certificação em cirurgia robótica em 2007 no Hospital Metodista de Houston. Certificação em cirurgia robótica single site em 2016 em Atlanta. Mestre em ciências pela Universidade de São Paulo em 2019. Foi pioneiro em cirurgia minimamente invasiva a partir do ano de 1998. E dá aulas de vídeo cirurgia desde então. Referência em vídeo-laparoscopia e cirurgia robótica.

Link do Drive: https://drive.google.com/drive/folders/1RQIoXEsU-NrNidL-rQpoRmV2xQfsxN6p?usp=sharing

 

Campanha “Se você ama um, por que come o outro?” desembarca no Rio de Janeiro para impactar milhões de pessoas

Criada pela SVB, ação tem o ator e roteirista Emiliano d’Ávila como embaixador e será realizada durante um mês no VLT, cujas estações estão localizadas na capital Fluminense


Após um mês no metrô de São Paulo e em mídia de elevadores comerciais e residenciais da capital paulistana, a campanha “Se você ama um, por que come o outro?” estará presente no dia a dia do público carioca. Um trem do VLT, sigla para Veículo Leve sobre Trilhos, será adesivado com imagens da iniciativa, que busca sensibilizar o público carioca para a causa animal. 

 

Criada pela da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), a mensagem deverá circular a partir de hoje, impactando pessoas que circulam entre as estações Praia Formosa e o Santos Dumond, passando por pontos turísticos famosos como o Museu do Amanhã e o Boulevard Olímpico, Vila Olímpica, Candelária e Utopia AquaRio. A expectativa é que a campanha dure um mês. 

 

Por meio da pergunta "se você ama um", fazendo alusão aos animais que temos em casa, como o cachorro ou gato, "por que come o outro?", referindo-se aos criados para o abate, como o porco, galinha ou vaca, a SVB pretende provocar os passageiros do meio de transporte carioca para uma reflexão mais profunda.  

 

Em São Paulo, a divulgação impactou mais de 400 mil pessoas, diariamente, por meio de 140 paineis nas estações de metrô de Pinheiros, Paulista e República. A mensagem também foi divulgada em mais de 3,5 mil telas localizadas em edifícios comerciais e residenciais da capital paulista.

 

COMPAIXÃO 

O ator e roteirista Emiliano d'Avila, embaixador da campanha, avalia que levar essa mensagem, que guarda um importante princípio ético, à ambientes com grande circulação de pessoas é um passo gigante na massificação dessa ideia de amor e respeito aos animais. “A compaixão pelos animais, não só os de estimação, é algo que todos devemos cultivar”.  

 

A iniciativa, que foi lançada pela primeira vez em 2013, retorna em 2021 com mais força, considerando o contexto conturbado e de urgência que vivemos, de profundas reflexões sobre hábitos cotidianos e seus impactos no mundo. 

“A nossa relação com os animais e aquilo que colocamos no prato são temas que dificilmente nos questionamos a respeito. São hábitos cotidianos que, muitas vezes, somos levados a acreditar que não têm relevância ou impacto no mundo. Mas tem. No fundo, todos queremos ser compassivos e justos com os animais, precisamos apenas de coragem e estímulo para rompermos com heranças culturais que nos cegam", explica Ricardo Laurino, presidente da SVB. 

 

A campanha também conta com ações online e offline que envolvem filtro no Instagram, camisetas para venda no site da SVB e ainda um vídeo bastante reflexivo. Aqueles que são simpatizantes da causa podem contribuir para que ela continue alcançando mais pessoas, fazendo doações pelo site oficial www.sevoceama.com.br  


 

SOBRE A SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA 

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é uma organização sem fins lucrativos que promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. Por meio de campanhas, programas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo, a SVB realiza conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. Para mais informações, acesse www.svb.org.br ou os nossos perfis no InstagramFacebook e Youtube

 

Vídeo da campanha: clique aqui


Política: O poder de escutar

Nós vivemos na era da comunicação. De acordo com o infográfico Data Never Sleeps (2020), por minuto, são postados quase 350 mil novos stories no Instagram, mais de 140 mil novas fotos no facebook e cerca de 500 mil novos tweets. Podemos concluir então que há muita conversa acontecendo simultaneamente ao redor do mundo, mas o que devemos nos perguntar é se essas pessoas estão preocupadas apenas em falar ou também estão fazendo o exercício de ouvir o outro?  

Ouvir é um processo importante dentro de uma conversa, uma capacidade frequentemente negligenciada, mas extremamente crucial para qualquer comunicador. Sem ela, não somos capazes de compreender as verdadeiras necessidades de uma pessoa ou comunidade.

 

Então, se você fala mas ninguém dá ouvidos, é realmente uma comunicação? Em um mundo com tanta voz ativa, acredita-se que fazer política é apenas sobre falar, mas na verdade é mais sobre ouvir. E ouvir é um ato importante para se colocar no lugar do outro, entender as suas necessidades e valores. 

 

A internet é uma ferramenta poderosa que permite espalhar informações em uma velocidade inacreditável. Se você trabalha para alguma instituição governamental ou para algum candidato eleitoral provavelmente já foi testemunha desse fenômeno. 

 

A política é hoje um dos tópicos mais discutidos online e principalmente em tempos tão polarizados, fica clara a influência e o impacto que essas opiniões geram nas redes sociais. Muito além de criar conteúdo, saber a opinião das pessoas sobre algumas pautas relevantes para o próximo ciclo eleitoral é essencial para encontrar estratégias de comunicação que façam sentido para todas as partes.

 

De acordo com a pesquisa "Papo Digital" publicada em 2019, 7 em cada 10 brasileiros se informam atualmente pelas redes sociais. Em um estudo mais recente, o Global Digital Overview (2020), aponta que o brasileiro gasta cerca de 3 horas e meia conectado. 

 

Nesse cenário, o uso de metodologias como o social listening e o monitoramento de redes sociais, é a melhor maneira de se manter informado e reconhecer questões relevantes para os cidadãos. Além disso, esse processo também permite trabalhar de forma proativa para resolver uma crise de comunicação, construir uma reputação na comunidade, monitorar menções sobre um determinado assunto, olhar a concorrência, analisar hashtags e coletar tendências de mercado, não apenas durante as campanhas eleitorais, mas ao longo de todo período do mandato.

 

Embora o mercado faça diferenciação entre monitoramento de redes sociais e social listening, é importante ter em mente que esses dois métodos de análise fazem parte de uma mesma estratégia. Enquanto a primeira coleta dados básicos como número de menções e polarização de sentimentos, por exemplo, o segundo é responsável por trazer inteligência através de uma análise aprofundada, apontando os assuntos mais abordados, mapeando de influenciadores e detratores, entre outras informações relevantes para uma estratégia completa de comunicação e relações públicas.

 

Muito além de entender quantas vezes um político é mencionado, através do social listening e do monitoramento de redes sociais é possível entender como as pessoas se sentem em relação a um discurso ou direcionamento, por exemplo. Esses dados são essenciais para os políticos manterem seus esforços de marketing, discursos e alinhamentos no caminho certo, além de agir rapidamente durante uma crise.

 

Existe uma questão filosófica que diz: se uma árvore cai na floresta e ninguém a ouvir, ela ainda faria barulho? Do ponto de vista científico, embora a queda da árvore crie ondas sonoras, para ser efetivamente definido como um barulho, é necessário que alguém escute. O uso do social listening e do monitoramento de redes sociais é o ouvido digital que escuta o barulho da árvore e pode fazer toda a diferença na hora de demonstrar proximidade e empatia ao eleitorado.

 


Beatriz Destefani Augusto - jornalista e sócia-fundadora da Comunica PR, agência de Relações Públicas

 

Posts mais acessados