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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Fatos sobre a lição em casa que muitos pais não entendem



Ajudar na lição de casa já não era uma tarefa totalmente tranquila para alguns pais e os professores batalhavam para orientar melhor sobre como deve ser esta dinâmica em casa. Agora então, com o isolamento e grande parte do ensino sendo feito remotamente a situação está um pouco pior. Mais dúvidas surgiram.

Alguns conseguem se adaptar, mas há ainda aqueles que são resistentes a entender princípios básicos de quando estudamos em nossos lares, contudo é importante refletir sobre tais fatos. Orientar de modo equivocado pode causar estragos na aprendizagem, portanto é essencial pensar sobre a forma como lida com a questão.

Veja a seguir algumas dicas que podem ajudar a perceber se está fazendo algo errado e ainda traz justificativas para não fazê-lo.


1. Tudo bem admitir que você não sabe: admitir que não sabe algo é muito melhor do que tentar orientar sem saber. Explique para a criança que não se lembra do conteúdo ou que não aprendeu daquela forma. Ambas as ações são perfeitamente aceitáveis e compreensíveis. O fato de você não saber, inclusive, pode tranquilizar a criança e até mesmo amenizar um possível estresse que a lição pode causar. Uma sugestão interessante, nesta situação, é orientar a criança a anotar a dúvida para perguntar posteriormente ao professor.


2.    Estabeleça um limite de tempo: ficar muito tempo em uma mesma lição pode prejudicar a qualidade de atenção e concentração da criança. Uma sugestão básica de tempo seriam 20 minutos na mesma lição, para que o aluno não se disperse. Caso precise de mais tempo, alternativas interessantes são alternar lições diferentes, para retomar a atenção, ou dividir tarefas longas em partes para serem feitas com intervalos.


3.    Tudo bem buscar ajuda: se houver dúvida é melhor buscar ajuda do que ficar com a situação sem resolver. Caso seja uma dúvida fácil, os pais podem incentivar a criança a procurar em um livro ou na internet, quando disponível. É bacana estar junto nas primeiras buscas para ver quais dificuldades a criança tem neste tipo de procedimento. Se houver algum conhecido que possa ajudar, vale a pena perguntar também. Caso realmente não consiga resolver, a resposta é buscar a ajuda do professor mesmo.

4.    Anote o que foi feito: caso não consiga ajudar a criança, claro que é importante tentar, porém anote como tentaram fazer. Tire fotos da lição que deu errado para mostrar ao professor, assim ele poderá perceber qual é a dúvida de modo mais claro, por exemplo. Você pode orientar o aluno a anotar a página que leu e não encontrou a informação ou o site de busca que usou. Mais importante do que acertar é tentar resolver e registrar esses momentos ajudam o trabalho do professor e melhoram a aprendizagem do aluno.


5.    A criança deve fazer a lição com autonomia: muitos pais acabam fazendo a lição pelo filho para que ele “não erre” ou porque acham que está demorando demais ou ainda porque acham difícil para a criança. Nada disso é justificável. Se for priorizar algo da lista, que seja este item. É essencial que a criança crie responsabilidade com a lição e aprenda com ela e se os pais a fizerem esta aprendizagem será perdida. Se os pais notarem dificuldade extrema da criança o ideal é avisar o professor e pedir sua orientação sobre formas de como ajudar a criança em casos assim.




Janaína Spolidorio -  Especialista em educação, é formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de aula, proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação.


O "assédio moral corporativo" e o novo normal



É chover no molhado comentar sobre os efeitos que a pandemia provoca no ecossistema do Turismo, o setor mais atingido em toda essa crise. O segmento de viagens está quase parado, com exceção de poucos setores produtivos. E isso independe do segmento abordado - corporativo, lazer, educação, eventos. Mas enfim, o novo normal fala das mudanças de comportamento de pessoas e empresas e dos protocolos. Correto? Não.

O novo normal é o velho normal. É a constatação do “assédio moral corporativo”, recentemente debatido por um executivo do setor de eventos. Falamos de concorrências no mercado corporativo. Falamos de empresas bilionárias que defendem a atenção ao cliente e à cadeia de suprimentos como fundamentais nesse novo normal, balizados na bíblia da governança corporativa, entre outros belos substantivos. Sim, belos substantivos que compõem o mosaico dos sites dessas organizações.

Ainda que não saibamos, ao certo, sobre uma linha de tempo e volume de retomada das viagens, o que está acontecendo é a insanidade das concorrências, as famosas RFPs (request for proposals) que circulam no mercado.

Propostas que exigem das agências de viagens corporativas e eventos e de outros prestadores de serviços, tão impactados com a COVID-19, pagamento antecipado de percentual do volume a ser gasto. Exato, você entendeu bem, são depósitos à título de caução, para garantir a entrega futura dos serviços prestados. E depois, quem sabe, a contratante pretenda efetuar os pagamentos devidos com prazos de 60, 90 ou 120 dias. Que mundo surreal é esse? Isso é “assédio moral corporativo””.

Falando em prazos, você leitor sabe qual é o prazo de faturamento aéreo? Bem, se a agência de viagens comprar uma passagem no dia 1º, ela terá que pagar a companhia aérea no dia 17 do mesmo mês. Num hotel, talvez o prazo seja um pouco maior, 20 dias, quando muito. E quando a agência sugere a implantação de algo mais seguro como o cartão de crédito ao cliente, aí vem a velha resposta.

Ele, o cliente, não está maduro o suficiente para distribuir o cartão de crédito para o colaborador, entenda-se, talvez, maduro por falta de confiança no colaborador, muitas vezes. Ou que os trâmites burocráticos de pagamentos não permitem que a empresa consiga cumprir o prazo oferecido pelo cartão de crédito, embora essa mesma empresa use o cartão de crédito, nos Estados Unidos ou na Europa. Aqui o cenário é um pouco diferente.

Esse tipo de empresa, parece, prefere a burocracia à praticidade, sob o pretexto de uma tal insegurança nas transações ou porque, de fato, prefere praticar o “assédio moral corporativo”?

Outro argumento recorrente é o risco de fraude. Inaceitável: o Brasil é um dos líderes mundiais em segurança nas transações financeiras e bancárias e o reembolso de despesas à base de recibos e notinhas é que de fato traz riscos de fraude e burocratiza o processo.

A rigor, uma empresa dessas sem escrúpulo corporativo faz uso de seu poder econômico para pressionar os elos mais sensíveis da cadeia, como as agências de viagens e eventos e mais uma dezena de serviços, para que essas se curvem às práticas absolutamente incompreensíveis e insustentáveis.

Mas o “assédio” não para por aí. Esse tipo de empresa impõe exigências sem o devido reconhecimento ao valor agregado do profissional, como por exemplo, consultores de atendimento bilíngues. Pagar por esse serviço diferenciado é algo fora da cartilha desse tipo de empresa.

Vamos mais além, cobrança de percentual sobre o volume total de compras, caso a agência não cumpra o SLA definido. Correto uma penalidade, mas veja, sobre o volume total do orçamento? Isso é ultrajante e claro desrespeito às leis de negócios tidos como sustentáveis.

Por outro lado, algumas empresas, nesse mundo disruptivo, querem oferecer liberdade de escolha aos seus viajantes. Perfeito, porém, exigem que a TMC faça o acompanhamento e pior, ela será penalizada caso o viajante ache algo, digamos, mais barato nos vários canais de vendas disponíveis nesse traiçoeiro mundo online.

Decerto, entendendo que a dinâmica de viagens é tal como comprar ativos simples como parafusos, esse tipo de cliente imagina que distribuição de conteúdo é igualmente simples e gratuita. O fornecedor que se vire nos trinta. A suposição de que cuidar do viajante nesse mundo pandêmico e disruptivo é coisa simples. Ledo engano.

O momento é oportuno e convidamos as empresas à reflexão sobre os pilares da sustentabilidade. Tornar a cadeia sustentável é papel protagonista do cliente, sim.

Com o apoio da KPMG, está em curso a implantação de um canal de comunicação Abracorp, um canal onde nosso associado poderá se manifestar, caso ele perceba que os princípios de valor estejam sendo feridos e corrompidos.

Esse canal Abracorp servirá, igualmente, para apoiar os demais elos do ecossistema, clientes e fornecedores, para que essas possam ter uma convivência harmônica, tendo como base a governança e a sustentabilidade nas relações de negócio, principalmente, com as TMCs Abracorp.

Afinal, essa é a missão da Abracorp: buscar o desenvolvimento do setor, caminhando juntos num momento tão crítico como esse da pandemia.





Gervasio Tanabe - presidente executivo da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas.



Habilidades no cenário de pós-pandemia: entenda o que será exigido


A COVID-19 é um divisor de águas do cenário corporativo. Seus efeitos irão ocorrer a longo prazo, mas as contribuições também serão grandes se tratarmos a crise como uma oportunidade para evoluirmos como sociedade e como seres humanos.

O desenvolvimento de habilidades no cenário de pós-pandemia será decisivo para a competitividade das empresas e até para a permanência de profissionais e negócios no mercado. Por isso, destacamos algumas aptidões imprescindíveis nesse contexto. Confira!


Resiliência

A capacidade de se reinventar permitirá que pessoas e empresas se adaptem ao cenário de pós-pandemia. Essa habilidade adaptativa requer autoconhecimento, maturidade e persistência, mas o maior desafio para a resiliência será o pessimismo. Pensamentos e habilidades comportamentais pró ativas contribuem significativamente para o sucesso profissional e, por isso, será necessário enxergar oportunidades em meio às dificuldades.


Responsabilidade

Modelos de gestão verticalizados também tendem a mudar no cenário pós-pandemia, mas essa mudança levará mais tempo porque está condicionada à desburocratização de processos e eliminação de cargos de supervisão no organograma da empresa.

A horizontalização corporativa também está relacionada a uma das mais importantes habilidades no cenário pós-pandemia: a responsabilidade dos profissionais. Nesse contexto, será necessário que o trabalhador seja auto gerenciável, ou seja, produza sem supervisão, cumprindo prazos e mantendo a qualidade exigida.


Flexibilidade

A flexibilidade permite mudanças de hábito para alcançar novos resultados. É uma extensão da resiliência, mais voltada para a adaptabilidade de fatores físicos, como a mudança de um local de trabalho — do escritório para o home office, por exemplo, sem um planejamento prévio devido a urgência exigida pela pandemia.


Comunicabilidade

Um profissional que exerce uma boa comunicação nunca está sozinho, consegue trabalhar de forma colaborativa e em equipe, aceita sugestões de mudança com mais facilidade, gerencia conflitos, consegue expor melhor suas opiniões, tem poder de persuasão e com o tempo torna-se um líder.

Saber se comunicar com eficácia e de forma não violenta também está relacionada ao ato de ouvir e compreender o que o outro diz, interpretar ideias e saber transferir elementos da comunicação falada e visual para a escrita.


Empatia

A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e será uma das habilidades mais relevantes no cenário pós-pandemia. Isso porque, com a crise financeira, social e política causada pela COVID-19, as pessoas precisam revisar valores e entender que a solidariedade é o motor que moverá o mundo. Entretanto, para ser solidário, é preciso ter empatia, entender as demandas do outro, ainda que o outro seja um colega de trabalho, chefe ou cliente.


Pensamento crítico

No cenário de crise se destaca quem consegue ter um pensamento crítico e aponta alternativas pertinentes para alcançar objetivos. A visão analítica será uma das principais habilidades no cenário pós-pandemia, porque permitirá encontrar soluções criativas, revisar processos e mudar atitudes que não geram resultados positivos para o negócio.

O pensamento crítico possibilitará enxergar soluções em meio à crise, apontar falhas com maior rapidez e antecipar o negócio à ocorrência de eventualidades que possam gerar prejuízos.

Essas habilidades, no cenário pós-pandemia, serão fundamentais para garantir o destaque da empresa no mercado competitivo.





Georgia Roncon - Empresária e empreendedora com mais de 13 anos de experiência em gerenciamento comercial, marketing, desenvolvimento de equipes, criação de produtos e implementação de cultura organizacional e inovação, atualmente é Co- Founder do ECQ Lifelong Learning. É formada em Letras Inglês e possui MBA em Gestão Empresarial e Marketing pela FGV. Apaixonada por educação, marketing e tecnologias é  co- fundadora da AGE GROUP, que atua em seguimentos como:  Turismo, Investimentos e com Educação em Inovação e Tecnologia com o ECQ Lifelong Learning, que opera tanto no Brasil e nos EUA.


ECQ Lifelong Learning
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O que as empresas devem saber sobre o Home Office



O que era exceção parece que está virando regra… e definitiva. O “Home Office” surgiu como uma forma de se manter as atividades empresariais, e ao mesmo tempo proteger a saúde dos empregados em tempos de CORONAVÍRUS.
Para quem pode, ótimo! Mas atentemos que esta modalidade de trabalho possui regras e merece toda atenção por parte dos empregadores.

O Teletrabalho (Home Office) está previsto nos artigos 75-A e seguintes da CLT.
Da análise da referida legislação, bem como da mais moderna interpretação do tema, surgem algumas questões que devem ser enfrentadas. A seguir destacamos 2 delas:


1- Controle de jornada

Uma das principais vantagens do teletrabalho é a desnecessidade de controle de jornada.

Entretanto, só será considerado como teletrabalho aquele em que a prestação de serviços ocorra de forma preponderante fora das dependências da empresa. Somente desta forma, o controle de jornada é dispensado.

O simples e não corriqueiro comparecimento à empresa para a realização de atividades específicas e que por vezes exijam a presença do empregado, por si só, não descaracteriza o regime de teletrabalho.

O que não se pode é inverter a regra, ou seja, exigir a presença do empregado a maior parte do tempo nas dependências da empresa.


2- Condições de saúde, higiene e ergonomia

A empresa deve ser preocupar com a saúde, higiene e ergonomia do trabalhador também no sistema de home office, devendo agir de forma ostensiva para evitar acidentes ou doenças do trabalho, inclusive fornecendo equipamentos de proteção individual, caso seja necessário. 

O fornecimento de computadores, mobiliário e demais itens devem ser tratado entre as partes, mas compete à empresa fiscalizar as boas condições de trabalho, ainda que na casa do empregado.

O trabalho em Home Office nos parece uma excelente alternativa para ambas as partes. Tomados os devidos cuidados, nos parece o futuro que, definitivamente, chegou às relações de trabalho.






Camila Franco - advogada formada pela Faculdade Metropolitanas Unidas/FMU. É pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie e em Processo do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC.  Autora de artigos na área jurídica. É sócia responsável pela área de Direito do Trabalho na RAGAZZI ADVOCACIA E CONSULTORIA . Para mais informações, entre em contato pelo e-mail  camila.franco@ragazzi.adv.br


Violência doméstica e brigas entre casais aumentaram na quarentena, diz estudo


O confinamento social faz com que casais passem mais tempo juntos, o que amplia os conflitos familiares.


Dados da ONU demonstram que houve um aumento nas denúncias formais de abuso desde que a pandemia começou. A Famivita, em seu mais recente estudo constatou que 4% das brasileiras já sofreram violência doméstica nos últimos meses. Considerando 40 milhões de mulheres vivendo em união, são 1,6 milhões de casos só na pandemia. E o mais triste é que conforme o relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, da ONU, o lugar mais perigoso do mundo para uma mulher é a sua própria casa.

Além disso, o estudo também aponta que 3% dos filhos das entrevistadas já sofreram violência doméstica nos últimos meses. O fato de estarem sem sair de casa para ir a escola ou para atividades de recreação ajuda; tendo em vista que conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 70% dos casos de abuso infantil acontecem dentro da própria residência da criança ou adolescente.

Percebe-se que um dos motivos é o aumento do tempo em que as famílias estão passando juntas durante o confinamento. Pelo menos 61% delas estão mais próximas desde que a pandemia começou. Com isso, as brigas e desentendimentos aumentaram para 27% das famílias.

Roraima é o estado campeão de brigas e desentendimentos entre casais, com 38% dos participantes. No Rio de Janeiro, 31% dos casais aumentaram o número de brigas, e um dos reflexos, é o percentual de violência doméstica no estado, que é de 4%. São Paulo também teve aumento de 27% nos desentendimentos, e registra 4% de mulheres que sofrem violência doméstica.


 


Mesmo em tempos desafiadores, Organize cresceu 3 vezes mais o seu número de vendas no 1º tri de 2020 em relação ao 1º tri de 2019


A estratégia de venda B2B, focada com ações digitais e abordagens remotas, permitiu crescimento dos negócios da empresa, que fechou o 1º trimestre de 2020 em números de vendas o equivalente a receita de todo o ano de 2018


Se antes da pandemia, a recuperação da economia brasileira, que em 2019 avançou apenas 1,1%, já era encarada com ceticismo pelo mercado, a retomada para esse ano será praticamente inviável e talvez seja possível só em 2021. Na esteira desse cenário de dificuldade econômica, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma queda do PIB nacional de 5,3% em 2020. 

Na contramão da crise, a Organize Cloud Labs segue no caminho inverso do baixo desempenho da maioria das empresas do país ao adotar estratégias comerciais bem sucedidas no universo B2B e, mantendo assim o crescimento dos negócios mesmo em um cenário de retração econômica. A companhia fechou o primeiro trimestre deste ano, em número de vendas, 3 vezes mais que o mesmo período de 2019, ou com o mesmo valor de receita (faturamento) de todo ano de 2018. 

A empresa, que hoje conta com mais de 150 colaboradores, traz o modelo de trabalho remoto desde a sua fundação, em 2014, especialmente voltada para o setor operacional, backoffice e de projetos. Já a estrutura comercial, que conta hoje com 17 colaboradores distribuídos no time de vendas, marketing, pré-vendas e novos negócios, trabalhava no modelo híbrido, ou seja, uma abordagem inicial com prospect de forma remota e a venda de campo. Buscando uma adaptação para o novo normal, a companhia adotou uma estratégia de abordagem remota, aliada com ações digitais da área de marketing, e hoje todo o ciclo de vendas da companhia é remoto.  

“A adaptação foi cirúrgica, já que antes da crise a nossa abordagem era 50% no digital, e hoje estamos conseguindo obter resultados trabalhando totalmente remoto”, afirma Marcel Komatsu, Sócio Diretor de Vendas da Organize Cloud Labs. A performance do comercial da empresa está em sintonia com o estudo The B2B Digital inflection point: How sales have changed during Covid-19, da consultoria McKinsey, que mostra como o mercado está reagindo à crise. Segundo o relatório, quase 90% das empresas entrevistadas revelaram que as vendas mudaram para um modelo remoto e mais da metade acredita que o resultado é igual ou mais eficaz do que os modelos de vendas usados antes da Covid-19. 


Os tempos são outros. O relacionamento com o cliente também 

Unindo as equipes de marketing e vendas, juntamente com o time de pré-vendas e desenvolvimento de novos negócios, a Organize conseguiu adaptar o modelo de prospecção e desenvolveu várias ações de relacionamento digital para B2B. Entre as iniciativas de maior destaque, a empresa começou a promover webinars (aberto ao público ou direcionado para um grupo específico com objetivo de prospecção personalizada) e eventos online divididos por regiões e/ou por verticais. 

“Aproveitando o nosso plano de expansão comercial, estamos trabalhando com um discurso de maturidade tecnológica aliada com uma venda consultiva e orientada a obtenção de resultados para cada vertical, e também direcionadas para as regiões que estamos ampliando a nossa atuação e assim, estamos mais próximos de potenciais clientes “desassistidos” nestas regiões”, disse Komatsu. Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Fortaleza são as novas regionais da companhia e o objetivo de expandir a área comercial da empresa é aumentar o campo de atuação da equipe de vendas.  


Novo normal acelerou a transformação digital

Antes da pandemia, a tecnologia já vinha desempenhando um papel fundamental na digitalização dos processos e serviços dentro das corporações. Porém, esse cenário foi modificado drasticamente por conta do surto do coronavírus. “A corrida pela transformação digital nas empresas era feita de forma gradativa. A mudança de paradigma é que agora temos uma aceleração do processo de digitalização”, explica o diretor. 

Se antes era um diferencial, o investimento em novas tecnologias, passou a ser questão de sobrevivência nesse novo cenário. De acordo com IDC, o investimento global em transformação digital chegará a US$ 2,3 trilhões em 2023, representando mais de 50% do gasto total com tecnologia da informação.

“A plataforma ServiceNow, especialidade e foco da Organize Cloud Labs, se encaixa perfeitamente nesse contexto de novo normal, onde a inovação é regra básica para sobrevivência, porque precisamos trabalhar melhor juntos, a qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer ambiente, além de agilizar o fluxo de trabalho dos colaboradores dentro das empresas. Já as organizações precisam se adaptar as novas maneiras de envolver clientes e funcionários, obter insights sobre as operações para a garantia da continuidade e produtividade dos negócios, além de procurar por inovações para a proteção da receita e crescimento da empresa”, afirma Komatsu. 

O diretor ressalta também que as políticas de adoção ao home office, que foram implementadas em escala para evitar a propagação do vírus, veio para ficar. “É uma tendência de adoção permanente porque oferece ganhos para os dois lados. Favorece ao colaborador, que ganha em produtividade e qualidade de vida, e para o empreendedor que pode reverter  investimentos de infraestrutura de um escritório, por exemplo, para outras áreas estratégicas da empresa”, disse Komatsu.



Dados em plataformas digitais de contratação de frete facilitam crimes e geram insegurança no setor



O avanço da tecnologia tem facilitado a vida de frotistas e caminhoneiros autônomos. Através de plataformas de fretes online, eles buscam empresas que precisam do seu serviço para entrega de mercadorias em todo o Brasil. Porém, algumas pessoas têm se aproveitado das ofertas de fretes disponíveis para cometerem crimes.

Recentemente, a polícia desarticulou uma quadrinha que roubava cargas no Triângulo Mineiro e no sul de Goiás. Segundo as investigações, os criminosos se inscreviam em um aplicativo de fretes, escolhiam a carga e mandavam um motorista. No trajeto, eles simplesmente desviavam a carga e alegavam que teriam sido vítimas de furto e roubo. Algumas vezes chegavam até a registrar um Boletim de Ocorrência em outro estado para não levantarem suspeita.

Casos como esse fizeram com que algumas seguradoras ficassem mais reticentes  quanto a credibilidade dessa nova forma de contratação de fretes. “De maneira geral, as seguradoras reclamam, mas não deixam de fazer negócios. Porém, acabam enxergando todas as plataformas online da mesma maneira, quando na verdade existem aquelas que realmente tem melhor gestão da sua base de dados”, explica Rogério Bruch, diretor da Fetransporte Brasil, assessoria especializada em seguros de cargas do país.

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia  as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros. “Por sermos uma seguradora que já nasceu no meio digital, acredito que somos mais flexíveis tanto para entender as demandas do mercado, quanto para oferecer soluções diferenciadas que facilitem a vida de nossos clientes e parceiros”, explica Ivor Moreno, Head of Marine & Innovation da companhia.

Para o executivo, muitas das plataformas de fretes oferecem recursos logísticos que trazem maior controle e segurança para a operação dos embarcadores ou transportadores. “Esse é um mercado que está em transformação e o emprego de motoristas autônomos é uma realidade. Porém, grandes transportadores e embarcadores, por exemplo, podem otimizar a logística e mitigar riscos desde que se estabeleça processos e avalie com cuidado a plataforma utilizada”, afirma.

Segundo Ivor, as novas tecnologias, em geral, são uma tendência e é preciso um olhar especial para o que essas inovações representam em todas as linhas de negócio, e não apenas no transporte. “Todos precisam e querem trabalhar, ainda mais no atual momento de crise motivada pela pandemia. Nosso papel enquanto seguradora é entender a metodologia empregada pelas empresas e avaliar os riscos, de forma a não atrapalhar e até incentivar àquelas que têm boas práticas”, concluiu.




Argo Seguros



Pandemia reforça a necessidade de uma gestão hospitalar focada na segurança do paciente


No cenário atual, o atendimento seguro tornou-se protagonista para que as unidades de saúde consigam entregar um cuidado efetivo e sem riscos maiores para infectados e não infectados


Considerada a maior crise de saúde dos últimos tempos, a pandemia do Coronavírus impactou o setor em diversos aspectos e trouxe à tona questões que necessitam ser tratadas com ainda mais atenção, como a gestão hospitalar focada na segurança do paciente.

Mundialmente, o número de infectados pela Covid-19 já passa dos 10 milhões. Com o crescimento do número de enfermos nas unidades de saúde, aumenta também as chances de contaminação dentro dos hospitais e a necessidade de incrementar e reforçar as práticas de segurança.

“O que a Covid-19 deixou muito claro para a administração dos hospitais é que gestão hospitalar sem foco na segurança do paciente é uma gestão vulnerável. A pandemia  trouxe uma lente de aumento para desafios já existentes, como a adesão à higienização das mãos e uso de EPIs de forma segura; e evidenciou a importância do trabalho focado na segurança de pacientes e profissionais, como desenho seguro dos fluxos de atendimento”, aponta Laís Junqueira, Gerente de Qualidade, Segurança do Paciente e Inovação para mercados internacionais da Elsevier.

Por conta disso, o tema Gestão Hospitalar à Luz da COVID-19 foi o escolhido para ser abordado no primeiro Elsevier Virtual Dialogue, evento que será realizado em uma plataforma digital 100% interativa e que contará com a participação de formadores de opinião da área da saúde para compartilhar os grandes desafios da atualidade.

Através do uso de tecnologia e da criação de uma plataforma própria que estimula a interação, a Elsevier desenvolveu o evento em um formato que permite que profissionais da saúde e gestores envolvidos na contenção da crise da Covid-19  compartilhem ideias e conhecimentos entre si, em um fórum de discussão que torna possível a interação em tempo real entre todos os participantes do evento.

“Criamos a plataforma com base no que o mercado necessita. Para isso, ouvimos as pessoas que têm participado de eventos digitais, que nos apontaram sentir falta da interação dentro das conferências on-line e webinars. Por conta disso, o Elsevier Virtual Dialogue nasceu como um evento nativo digital, que trabalha com elementos de gamificação para tornar a experiência mais interessante e motivadora ao estimular a integração ao vivo entre os palestrantes e o público”, explica Sandro Botelho, Gerente de Marketing da Elsevier.


A união da inovação tecnológica com a possibilidade de network torna o evento dinâmico e atrativo, pois permite agregar conhecimentos e fazer novos contatos mesmo em tempos de pandemia. A questão da qualidade e segurança do paciente será abordada de diferentes formas durante todo o Elsevier Virtual Dialogue, que começa a partir das 14h no dia 8 de julho. O evento estará disponível para o Brasil e Portugal. Para participar, basta se inscrever em www.elseviervirtual.com.






Elsevier
www.elsevier.com

Emplacamentos de veículos registram aumento de 93,5% em junho, mas retração de 36,13% no acumulado do 1º semestre


A FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou hoje (2), o desempenho dos emplacamentos de veículos em junho, e do acumulado do 1º. semestre de 2020.


De acordo com a entidade, que representa 7.300 Concessionárias de Veículos – filiadas às 51 Associações de Marca, ligadas à Federação, em todo o Brasil, foram vendidos 194.354 veículos em junho/2020, contra 100.422 unidades em maio, num aumento de 93,5%. Mas, se comparados aos resultados de junho de 2019, os emplacamentos de junho de 2020 ficaram 38,58% abaixo das 316.453 unidades, comercializadas no ano passado.

No acumulado do 1º. Semestre/2020, foram emplacados 1.225.663 veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, o que representa queda de 36,13%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 1.918.977 unidades.

Para o Presidente da FENABRAVE, Alarico Assumpção Jr, a pandemia do Coronavírus, iniciada na segunda quinzena de março, impactou, negativamente, no balanço do 1º. Semestre do setor. “A queda já era esperada, em função do atual cenário, considerando os efeitos da pandemia do Covid-19, que obrigou o fechamento do comércio e o isolamento social, durante longo período. Mas, quando avaliamos o mês de junho, na comparação com maio deste ano, já observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos DETRAN´s, principalmente, em São Paulo, que representou 32,1% das vendas nacionais, e da reabertura das Concessionárias, para vendas, na Capital Paulista e em outras localidades”, explica o Presidente da FENABRAVE, Alarico Assumpção Júnior, para quem o aumento de vendas, em junho, reflete, parcialmente, possíveis vendas represadas e realizadas em maio, enquanto os DETRANs não estavam operando, mas, também, revela a melhora nos índices de confiança por parte do consumidor e empresários, “principalmente, em segmentos como de caminhões e motocicletas, que só não tiveram resultados melhores pela falta de produtos, já que as montadoras estão retomando a produção aos poucos e ainda de forma reduzida”, comenta.

Segundo levantamento da entidade, os resultados de emplacamentos, no acumulado do semestre, revelam que 2020 está na 17ª. posição, no ranking histórico dos primeiros semestres, e na 20ª. colocação entre os meses de junho.
Todos os segmentos automotivos apresentaram recuperação em junho sobre maio deste ano, embora a queda acumulada também seja geral.
Acompanhe a avaliação por segmento:


Automóveis e Comerciais Leves

Com aumento de 116,78%, as vendas de automóveis e comerciais leves, em junho, totalizaram 122.772 unidades emplacadas, contra 56.635 em maio deste ano, mês que ainda teve uma base baixa para comparação, em função de muitas Concessionárias estarem fechadas.

Se comparado a junho de 2019 (213.416 unidades vendidas), o resultado de junho/2020 mostra queda de 42,47%.

Também no acumulado do 1º. Semestre, os impactos da pandemia sobre as vendas de automóveis e comerciais leves fizeram o resultado cair de 1.248.843 unidades, vendidas nos seis primeiros meses de 2019, para 763.280 unidades, comercializadas no 1º. Semestre de 2020. “A evolução de junho já nos mostra um sinal de recuperação, principalmente, em função da retomada de operações do DETRAN-SP e do retorno das Concessionárias da Capital Paulista, que somam mais de 370 empresas que atuam nestes segmentos. Claro que um aumento desta magnitude nos indica que, além das vendas efetivadas em junho, há registro de vendas realizadas em maio e que não haviam sido registradas pelo DETRAN (casos onde os DETRANs não estavam operando)”, pondera o Presidente da FENABRAVE.

Para ele, “mesmo diante de um mês de junho melhor, o acumulado do 1º. Semestre de 2020 está na 19ª. colocação, no ranking histórico dos primeiros semestres e, se considerarmos apenas o mês de junho, estaremos na 21ª. posição, o que demonstra o retrocesso, provocado pela pandemia e consequente fechamento das concessionárias e isolamento social, por longos períodos. A queda no semestre só não foi mais intensa em função das vendas não presenciais”, avaliou Assumpção Júnior.


Caminhões, Ônibus e Implementos Rodoviários

Em junho, os 8.762 caminhões emplacados ficaram 12,28% acima do volume comercializado, no mesmo mês de 2019 (7.804 unidades), e 85,05% acima das vendas de maio de 2020 (4.735 unidades). “Responsáveis pelo transporte de itens essenciais, durante a pandemia, e com o agronegócio impulsionando o setor, os caminhões têm sido mais demandados, principalmente, os pesados e extra-pesados. Os resultados só não foram melhores porque as montadoras ainda estão retomando a produção, mas em ritmo menor. Mesmo em dois turnos, em função do necessário distanciamento social, a produção não está alcançando a demanda e, com isso, as Concessionárias já têm entregas previstas para os meses de setembro e outubro”, comemora o Presidente da FENABRAVE, para quem os níveis de confiança dos empresários já estão melhorando, além de os bancos estarem retomando os financiamentos, com taxas mais atrativas, oferecendo juros abaixo de 1% a/m.

Mesmo sendo um dos segmentos automotivos menos afetados pela crise, o mercado de caminhões registrou retração de 19,71% nas vendas do primeiro semestre de 2020, sobre mesmo período de 2019, totalizando 37.629 unidades, contra 46.865 unidades no 1º. Semestre do ano passado. ”Historicamente, estamos na 15ª. colocação entre todos os primeiros semestres, e na 10ª. posição se considerarmos apenas o mês de junho”, revela Assumpção Júnior.

As vendas de Ônibus registraram baixa no primeiro semestre, chegando a uma queda de 36,5% sobre o acumulado de 2019, somando 7.875 unidades, contra as 12.402 unidades emplacadas no mesmo período do ano passado. Na comparação com junho de 2019, a queda refletida foi de 34,09%. Mas, se comparados com o mês de maio/2020, os números apresentam crescimento de 58,03%.

O segmento de Implementos Rodoviários registrou 6.614 unidades emplacadas em junho/2020, numa alta de 25,98% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com maio deste ano, o segmento apresentou crescimento de 76,23%. No entanto, houve retração de 13,42% nos licenciamentos do primeiro semestre deste ano, frente a igual período do ano passado, totalizando 26.702 unidades, contra 30.841 implementos rodoviários, registrados em 2019.


Motocicletas

Com a expansão dos serviços de entrega (delivery), durante a pandemia, o segmento de motocicletas teria acelerado mais as vendas não fosse a falta de produtos nas Concessionárias. “Com as fábricas paradas e somente agora retornando às atividades, e também com problemas de abastecimento de componentes em Manaus, o segmento de motocicletas retraiu 33,93% no primeiro semestre de 2020, sobre idêntico período de 2019, totalizando 350.290 unidades”, comentou o Presidente da FENABRAVE.

Em junho, foram licenciadas 45.893 motos, 42,66% a menos do que em igual mês do ano passado, que registrou 80.040 motos emplacadas.

Já na comparação entre junho e maio/2020 (29.221 motos emplacadas), os resultados de junho foram 57,05% superiores. “Esse crescimento nos mostra o aumento de demanda, principalmente, por motos de até 250 cilindradas, que foi o segmento que mais sofreu com a paralisação das fábricas” , ressaltou Alarico Assumpção Júnior.

Segundo os registros históricos da entidade, para o segmento de motos, o mês de junho/2020 ficou na 20ª. colocação entre todos os meses de junho e, se considerado o resultado do acumulado, o 1º. Semestre de 2020 ficou na 19ª. posição.


Tratores e Máquinas Agrícolas

Para o segmento de Tratores, Máquinas Agrícolas e Colheitadeiras, os dados da FENABRAVE mostram que foram comercializadas, no atacado, de janeiro a maio (dados de junho ainda não disponíveis, pois esse segmento não é emplacado), 14.612 unidades, numa retração de 6,9% ante igual intervalo do ano passado, quando foram comercializadas 15.688 unidades. Na comparação entre os meses de maio/2020 e maio/2019, houve expansão de 16,1% este ano, totalizando 3.673 unidades, contra 3.164, em maio do ano passado.

Maio de 2020 também superou o mês de abril, com aumento de 57,3%, superando, portanto, as 2.335 unidades vendidas. “Estamos num bom momento para o agronegócio, mas estamos sentindo falta de tratores de alta potência para soja, para atender à demanda, o que deve ser normalizado no segundo semestre”, declara o Presidente da FENABRAVE.


Revisão das Projeções para 2020

Diante dos resultados do primeiro semestre de 2020 e do comportamento do mercado e da economia durante a pandemia, com observância da evolução dos últimos meses, a FENABRAVE revisou suas expectativas para o mercado de veículos em 2020.

Para o setor em geral, a entidade projeta queda de 35,8%, ante o crescimento de 9,7% esperado na previsão feita em janeiro. Com isso, o mercado total, com exceção de tratores e máquinas agrícolas, que não são emplacados, deverá somar 2.522.560 unidades.

A previsão para as vendas de automóveis e comerciais leve, ao mercado interno, passou de uma alta esperada, de 9%, para uma retração projetada em 37,1%, somando, agora, 1.672.428 unidades.

Para caminhões, a projeção, que era de alta de 24%, passou a uma queda de 18,6%, totalizando 82.854 unidades.

As vendas de ônibus devem retrair 39,1%, com o total de 16.554 unidades, ante a expectativa anterior, de aumento de 16%.

O mercado de implementos rodoviários deve apresentar de queda de 7,6% este ano, o que representa de 58.600 unidades, contra os 23% de aumento, previstos em janeiro.

Para o mercado de motocicletas, a FENABRAVE projeta retração de 35,8% e não mais alta de 9%, como avaliou, inicialmente, em janeiro. Agora, as projeções apontam para 692.124 unidades vendidas este ano.

Em janeiro, a entidade esperava estabilidade para as vendas de tratores e de máquinas agrícolas. Contudo, novas projeções dependerão do fechamento do semestre.

Acompanhe, na tabela a seguir, os dados de emplacamentos de veículo NOVOS, para cada segmento automotivo, e a tabela de projeções para o ano de 2020.



Inclusão financeira pode injetar R$ 400 BI por ano no PIB Brasileiro


Estudo desenvolvido pela fintech alt.bank aponta crescimento de 5,5 pontos percentuais no PIB nacional se nível de desbancarizados chegar a 9%, como nos EUA 

Mais de R$ 400 bilhões por ano podem ser injetados na economia brasileira em até cinco anos com uma mudança inclusiva: a “bancarização” de classes sociais excluídas do sistema financeiro. É isso que aponta um estudo inédito do alt.bank, uma fintech lançada no Brasil em outubro de 2019. O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro poderá crescer 5,5 pontos percentuais até 2025 através da inclusão financeira das camadas menos privilegiadas da sociedade, conforme projetado neste estudo.

A análise, baseada em um modelo de equilíbrio macroeconômico derivado de vários estudos acadêmicos, destaca que 35 a 45 milhões de adultos brasileiros em idade ativa ainda não têm acesso a serviços financeiros básicos. É importante ressaltar que esse grupo gera cerca de R$ 665 bilhões por ano, não formalmente incluídos nos números atuais do PIB do Brasil. Essas cifras equivalem ao PIB do Chile.
O estudo também examinou o aumento potencial de empregos potencialmente criados via inclusão financeira. “Com base nos efeitos econômicos positivos da inclusão financeira em países como Índia e China, estimamos que aproximadamente quatro milhões de novos empregos também possam ser criados no Brasil com o aumento do PIB”, afirma Fabio Silva, country manager do alt.bank. 
Em comparação, a economia do Brasil cresceu apenas 1% ao ano durante o período de cinco anos de 2014 a 2019. De acordo com a última edição do Boletim Focus, do Banco Central, a projeção é de queda de 6,5% no PIB em 2020. 
“É absolutamente essencial que a democratização do acesso ao sistema financeiro chegue ao Brasil. A expansão da tecnologia já abrangeu diversos setores, como transporte, hotelaria e comunicação, mas o sistema bancário carece de acessibilidade para reduzir a desigualdade e garantir condições básicas para o desenvolvimento econômico local e a consequente redução da vulnerabilidade econômica”, destaca o executivo. “Aqueles que só utilizaram conta bancária para o saque do Auxílio Emergencial, mas sem acesso a todos os serviços bancários, também devem ser classificados como desbancarizados ou sub-bancarizados, o que significa que deve haver atenção especial para essa população também”, completa Fabio Silva.
Brad Liebmann, fundador e CEO do alt.bank, afirma que “Parte da exclusão financeira existe porque os bancos antigos e tradicionais são muito caros para pessoas com recursos limitados. A inclusão financeira é um meio para alcançar um objetivo. Quando todos podem contar com uma instituição segura para economizar dinheiro e ter acesso ao crédito quando necessário, estão mais aptos a gerenciar riscos financeiros.”
Liebmann, que optou por lançar o alt.bank no Brasil após uma análise multifatorial dos 26 países mais populosos do mundo, relata que o contexto é favorável à expansão da inclusão financeira e à redução da disparidade econômico-social. “Em um cenário global, o Brasil é capaz de reverter rapidamente essa situação por três razões: a alta penetração de smartphones, o que facilita o acesso a plataformas bancárias digitais; a qualidade e precisão no desempenho do Banco Central como órgão regulador; e o espírito empreendedor dos brasileiros atualmente excluídos do sistema financeiro ”, afirma o executivo.

Cenário mundial
O The Global Findex Database 2017, o último estudo de três anos divulgado pelo Banco Mundial, aponta que 31% da população mundial não tem acesso ao sistema bancário. Também menciona vários estudos que revelam muitos benefícios potenciais do desenvolvimento da inclusão financeira. O documento destaca que “os serviços financeiros podem ajudar a impulsionar o desenvolvimento. Eles ajudam as pessoas a escapar da pobreza, facilitando investimentos em saúde, educação e negócios. E eles facilitam o gerenciamento de emergências financeiras ”.
Outro fator catalisador apontado é o processo de digitalização, em escala global: “a tecnologia de smartphones fornece um meio conveniente para as pessoas fazerem transações a partir da conta de sua instituição financeira. Mas a capacidade das pessoas de usar serviços financeiros digitais como esses depende de terem acesso à tecnologia necessária”. 
O Brasil se destaca nesse quesito comparado a outras economias emergentes. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o país já possui mais de um smartphone por habitante: existem 220 milhões de celulares em operação no país contra 207,6 milhões de habitantes, segundo os dados mais recentes do IBGE. De acordo com o último estudo realizado pela Anatel sobre o tema, 98,2% da população brasileira tem acesso a dados móveis.

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