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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Como se organizar financeiramente e tirar suas metas do papel em 2020?


Saiba como poupar dinheiro e estabelecer as prioridades certas


Após a instabilidade econômica dos últimos anos, uma das principais metas do brasileiro é se organizar financeiramente em 2020. É isso que mostra pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil. De acordo com o estudo, 49% dos brasileiros pretendem guardar dinheiro este ano, para tirar do papel suas principais metas.

O principal problema é que a maioria das pessoas possuem dúvidas relacionadas à vida financeira, o que faz com que o brasileiro cometa falhas em sua administração financeira pessoal os levando a ficar em débito com o SPC/SERASA. O Administrador de Empresas, Especialista em Mercado e Educação Financeira, Sílvio Azevedo, comenta que uma das principais causas da má administração de renda entre os brasileiros é a falta de informação. “Vivemos em um país que, infelizmente, não possui a cultura de educar financeiramente a população desde a infância. Então, é normal que, na vida adulta, comecem a surgir muitas dúvidas e dívidas”, acrescentou.

No entanto, o especialista destaca que nunca é tarde para aprender a administrar o próprio dinheiro e começar a realizar metas. “Em muitos casos, o indivíduo percebe que daria para economizar uma boa parte se tivesse pensado melhor antes de gastá-lo com coisas que não são prioridade. O problema é que, na maioria das vezes, a maior dificuldade é exatamente entender e separar tais demandas”.


Ano Novo, metas antigas

A vida financeira é, em geral, uma área importante para todas as pessoas. Por isso, quando um novo ano começa, a prosperidade na relação com o dinheiro é um dos principais desejos. Porém, não é novidade que cumprir tais resoluções seja bem difícil, principalmente com as adversidades que surgem durante o ano.

Para tentar driblar essa situação, Sílvio ressalta a importância do planejamento. “Essa ferramenta será a melhor forma de guiar o que você deve ou não fazer. É a partir da organização que é possível prever e estabelecer prioridades”.

Mas como fazer isso da melhor maneira? O especialista separou algumas dicas importantes, confira!

- Faça um balanço dos seus gastos do ano anterior: o que você poderia ter economizado? Quais gastos foram desnecessários?

- Organize as contas pendentes: antes de fazer planos, lembre-se que é preciso quitar as dívidas primeiro.

- Programe uma reserva de emergência: sempre que possível, poupe uma quantia para eventuais imprevistos. Assim, caso aconteça, será fácil contornar a situação.

- Faça investimentos: Essa também é uma ótima ferramenta para quem pretende realizar sonhos futuros. Investindo certo valor todo mês, você pode estabelecer uma meta para certo momento, como viajar, abrir o próprio negócio, entre outras.




Fonte: Sílvio Azevedo, administrador de empresas, com ampla experiência no setor bancário e consultoria, especialista em mercado e educação financeira. Membro do MDRT (Million Dollar Round Table). É diretor e fundador da AZV Investimentos (azvinvestimentos.com.br / Redes Sociais: @silviocazevedo)

Especialista dá 7 dicas de inteligência emocional para candidatos nas eleições de 2020


Autor da livro “A Fórmula do Voto”, Osmar Bria afirma que postulantes a cargos eletivos precisam ser proativos, ter foco, aprender a ouvir e aponta outras habilidades socioemocionais essenciais para ter êxito no processo


As eleições municipais de 2020 prometem movimentar ainda mais o cenário político brasileiro. Mesmo que a votação só aconteça no segundo semestre do ano, a preparação dos partidos e candidatos já começaram. Pensando nisso, o analista comportamental, master political coach e autor do livro “A Fórmula do Voto”, Osmar Bria, selecionou sete dicas de inteligência emocional que podem ajudar na hora de conquistar o voto do eleitor.

Confira os 7 hábitos do líder político eficaz, segundo Osmar Bria:

1 - Seja proativo
É necessário agir ao invés de apenas reagir ao ambiente ao seu redor. Um líder eficaz sabe a hora certa de entrar em ação e liderar as ações, sabendo dividir o que é importante e o que é urgente em todo o processo de uma campanha.

2 - Tenha foco
Sempre tenha o seu objetivo em mente. No caso das eleições, o principal objetivo é o voto. Então, foque em como suas ações podem conquistar esses votos. Em um café com amigos, por exemplo, você pode pensar na melhor forma de otimizar o relacionamento com eles e motivá-los a compartilharem seus ideais.

3 - Estabeleça prioridades
Perceba onde você está investido o seu tempo. Nosso cérebro sempre procura, de forma inconsciente, ações mais fáceis. Afinal, esse tipo de iniciativa gasta menos energia. Mas ações simples geram menos resultados. Comece pelo mais difícil! 

4- Desenvolva uma relação “ganha-ganha”
Esta é a principal habilidade a ser desenvolvida. Como diz o nome, este tipo de relação é caracterizada pelo fato de as duas partes serem beneficiadas por uma mesma ação. Ou seja, é necessário mostrar para o apoiador qual o benefício concreto de apoiar sua candidatura. A pergunta “o que vou ganhar com isso?” provavelmente será muito ouvida por você durante a campanha. Então, é necessário ter a resposta na ponta da língua. Descubra quais são os  interesses dos apoiadores e desenvolva uma estratégia que possa atendê-los.

5 - Mais do que falar, aprenda a escutar
Este hábito também complementa a quarta dica. É necessário escutar os eleitores para saber os seus anseios. Muitos políticos acham que têm a solução para todos os problemas do mundo. Mas, como resolver um problema que você nem sabe que existe ou está fora da sua vivência? O diálogo é a chave. Saiba escutar!

6- Gerencie e engaje os seus relacionamentos
É preciso deixar os relacionamentos aquecidos na medida certa. Ou seja, é fundamental que o político mantenha e administre seus contatos de forma que eles não sejam esquecidos. É preciso manter criar um ecossistema fiel de conquistadores de votos e mantê-lo engajado durante todo o processo. O candidato não consegue chegar sozinho a todos os eleitores que ele precisa alcançar. Na hora certa todos devem estar alinhados!

7- Cuide da sua saúde mental e física
A eleição deve ser encarada como uma batalha, no bom sentido, é claro. Por isso, é necessário estar preparado para todas as possibilidades. Estar com a mente e corpo enfraquecidos pode ser um fator prejudicial no seu projeto eleitoral. Vigie o seu bem estar físico, mental e social para que seja possível exercer sua liderança da melhor forma. Seguindo esta e as outras dicas, o caminho para a vitória pode ficar ainda mais viável e acessível!

Essa e outras dicas podem ser conferidas de forma mais detalhada na obra “A Fórmula do Voto, por meio do link: https://www.sbapcoaching.com.br/. A primeira edição do livro, lançada no segundo semestre de 2019, esgotou em menos de dois meses. A segunda edição foi lançada em janeiro de 2020, com exemplares limitados.
 

OS ECONOMISTAS E A REFORMA INSTITUCIONAL


          Os economistas são um grupo profissional com expressiva atuação em atividades essenciais ao desenvolvimento do país. Estão presentes e são influentes em decisões empresariais. São consultores, membros de conselhos de administração, orientam investidores, estudam e elaboram relatórios sobre conjuntura, oportunidades de negócio e os respectivos riscos. Estão no ambiente acadêmico, nas entidades empresariais e de trabalhadores. São assíduos em órgãos da mídia que informam e influenciam opiniões. Atuam no setor público e no setor privado. Apontam erros e acertos. Em seu ramo de atividade, interpretam o passado para vislumbrar o futuro mais provável. Sua aritmética é rigorosa porque, via de regra, envolve dinheiro.

        Não estou afirmando isto para atiçar a vaidade de tantos economistas que tenho o privilégio de contar entre meus amigos. O trabalho deles é valioso ao país. Ponto.

        Parte importante de sua atividade implica proteger dinheiro contra perigos e ameaças, e essa tarefa é essencial às decisões significativas para a formação de um ciclo virtuoso na economia. Alcançar esse ciclo é imperioso ao Brasil para alavancar seu desenvolvimento econômico e social. O risco é inerente aos empreendimentos privados, claro, mas apenas tolos não cuidariam de minimizá-lo.

        Dito isso, registro, sem surpresa alguma, que as muitas avaliações presenciadas por mim nos últimos meses, expostas por economistas, incluem, como não poderia deixar de ser, o risco político entre as nuvens negras no horizonte da pátria. Só muda a natureza da crise, mas o risco está ali. O Brasil é, historicamente, um ambiente instável. O modelo institucional brasileiro é uma referência de má qualidade e de irracionalidade. Nosso presidencialismo é um sistema onde se espera que o presidente compre todo mundo para não apanhar de todo mundo. Inclusive da grande imprensa. O presidencialismo é um lamentável fetiche nacional, depositário formal e espiritual das esperanças comuns, mas quem manda são os ocupantes dos outros dois lados da praça.

        Causa surpresa, então, o fato de não haver por parte dos economistas brasileiros, com raríssimas exceções, qualquer reflexão sobre a indispensabilidade de uma reforma institucional para acabar com o charivari e a instabilidade que caracteriza a relação entre os poderes de Estado no Brasil. 

A fusão entre chefia de Estado e chefia de governo, a partidarização da administração pública, a eleição proporcional para o parlamento e, de uns tempos para cá, o descaso com que foram sendo providas as vagas abertas no STF, criaram uma enorme insegurança jurídica e política no Brasil. O impeachment e a eleição de 2018 nos livraram de alguns males do presidencialismo nas décadas anteriores, mas remanesceram outros. Se não mudarmos isso, nossos economistas terão que continuar para sempre, ponderando riscos desnecessários e o custo Brasil continuará sendo acrescido de fundadas suspeitas, incertezas e instabilidades nacionais.

Se os economistas, com a influência que têm entre pessoas que decidem, dedicassem uma parte de seu esforço para colocar a reforma política no cronograma e nos devidos termos, muito nosso país teria a lhes agradecer. Que Bolsonaro encerre, em 2026, o último mandato do presidencialismo brasileiro.




Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra
o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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