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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Viagem com o Pet: Dica para transportar o melhor amigo em segurança




Cães e gatos podem e devem ser incluídos nos passeios de férias, no entanto, cuidados são importantes para evitar transtornos para o pet e para o dono

O verão chegou e muita gente vai aproveitar a temporada de calor para viajar com a família. Nessas horas, quem tem pet costuma viver um dilema: levar o animal à tiracolo ou recrutar alguém para cuidar dele? Para o veterinário Jorge Morais, fundador da rede Animal Place, a decisão deve ser tomada com muita cautela, levando em consideração a espécie do animal,  bem como sua idade e saúde. “Os felinos, em geral,  costumam se estressar mais em viagens, nesse caso, recomendo transportá-los somente se for inevitável. Se tem alguém de confiança que pode cuidar do pet em seu ambiente, é muito melhor deixá-lo”, alerta.

Cães, por sua vez tendem a viajar com mais tranquilidade, mas é preciso evitar viagens muito longas, ter cuidado redobrado nas paradas, cuidar da ventilação e observar a temperatura corporal do animal. “Se puder viajar durante a noite, especialmente no verão, é mais interessante”, recomenda. Há leis para condução de animais em viagens de avião ou carro e, por este motivo, é essencial que o tutor informe-se e programe o passeio com antecedência. Veja algumas dicas, abaixo:


Viagem de carro

Apesar de não ser obrigatório o uso da caixa transportadora dentro dos veículos de passeio, essa é a melhor opção para os gatos que costumam ficar agitados nesses momentos. “Deixe a caixa transportadora aberta pelo menos um dia antes em um local onde o gato possa entrar e se acostumar com aquele ambiente. Isso faz com que ele perca o medo e não se recuse a entrar nela antes da viagem”, comenta o veterinário. Outra dica é prender a caixa com o cinto de segurança, para evitar que o animal se machuque com o movimento do veículo.

Já para os tutores de cachorro, a recomendação é manter o animal preso, de forma que ele não possa distrair o dono e tenha sua movimentação reduzida. “O correto é prender o cão com o auxílio de uma guia no cinto de segurança, impedindo que ele consiga pular para os bancos da frente ou atrapalhar o motorista de alguma forma”, explica Morais. Outra alternativa são as cadeirinhas para cachorros, aconselhadas para os cães de pequeno porte. “Recomenda-se ainda a baixa ingestão de líquidos pelos animais, para evitar vômitos”, acrescenta.


Transporte em avião

Quem pretende viajar de avião com um bichinho de estimação precisa se programar com pelo menos 3 meses de antecedência. “Os trâmites variam de acordo com o destino e cia aérea, principalmente para voos internacionais”, alerta o especialista. No geral, é necessário o uso de caixas de transporte e microchips de identificação, porém ambos precisam atender às exigências do país de destino. Também é fundamental estar com a vacinação em dia, e, em alguns casos, a imigração ainda pede exames que comprovem que o animal está saudável.


Cuidado redobrado com filhotes e idosos

Independente do meio de transporte, filhotes que ainda não tomaram todas as doses das vacinas não podem viajar e com os animais idosos é preciso ter uma atenção especial. O ideal é fazer uma visita ao veterinário e pedir exames que atestem a saúde do bichinho antes de tirá-lo de casa. “Pets idosos ou com problemas cardiorrespiratórios não devem ir, a não ser que não seja possível evitar a viagem”, finaliza o veterinário.




Animal Place
youtube, animalplace100


Diabetes em cães: doença pode causar cegueira em animais


Cães obesos e que levam uma vida sedentária tem maiores chances de desenvolver a doença


O diabetes é uma doença bastante comum em seres humanos, mas ela também pode atingir cães de diversas raças e tamanhos, geralmente de 5 a 15 anos de idade. Além de ser uma doença genética, ela pode surgir em decorrência de infecções, obesidade e má alimentação.

Segundo o veterinário Éric Vieira Januário, endocrinologista do Hospital Veterinário Pet Care, os cães obesos e sedentários, que seguem o estilo de vida de seus tutores, possuem uma tendência maior em desenvolver a doença. “Embora ainda existam estudos científicos em relação a isto, é sempre indicado que a alimentação do pet seja realizada de maneira saudável, evitando assim a ocorrência do diabetes”, explica o veterinário.

O uso de medicamentos glicocorticóides (com um tipo de hormônio), anticoncepcionais e a presença de outras doenças endócrinas, como hipotireoidismo e excesso de triglicérides no sangue, são outros fatores que podem contribuir para o surgimento da doença.


Diagnóstico e tratamento

Os primeiros sinais de que o cão pode estar com diabetes são o aumento na produção de urina, a ingestão de água e comida em excesso, além de perda de peso. Em casos mais avançados, o animal pode apresentar falta de apetite, vômito, diarréia, dores abdominais e, até mesmo perda da visão que se dá pela catarata diabética.

Para certificar-se do problema, é necessária a realização de exames de sangue e urina. “O exame da dosagem de glicose sanguínea, que irá detectar o diabetes, é muito importante e deve ser feito sempre em jejum alimentar de 12 horas”, completa.

Após a descoberta, deve ser iniciado o tratamento. Em casos mais graves, ele é realizado através da aplicação diária de insulina. Como existem vários tipos, o ideal é que o médico veterinário escolha qual será aplicada e que as aplicações sejam feitas e acompanhadas por ele.

No início, as visitas ao veterinário devem ser frequentes para a realização do controle da glicemia e outros sintomas. “O mais indicado é procurar um endocrinologista, que cuida especificamente deste tipo de doença e poderá avaliar melhor”, finaliza o especialista.

Quando o tratamento é realizado de forma correta e eficaz, é possível que os cães diabéticos vivam com qualidade de vida por mais de 5 anos após o diagnóstico.




Hospital Veterinário Pet Care     
Unidade Ibirapuera: Av. República do Líbano, 270 – São Paulo
Unidade Pacaembu: Av. Pacaembu, 1839 – São Paulo
Unidade Morumbi: Av. Giovanni Gronchi, 3001 – São Paulo
Unidade Tatuapé: Rua Serra do Japi, 965 – São Paulo


Mitos e verdades sobre a castração de cães e gatos


Mesmo não se tratando de uma novidade, o tema castração ainda gera muitas dúvidas. É comum ouvir perguntas como: “Meu macho vai perder a masculinidade?” ou então “Minha fêmea vai engordar?” e ainda “Meu gato vai ficar mais dentro de casa?”. Para que nossos pets possam ter uma vida mais saudável, precisamos responder, de uma vez por todas, essas questões. Pensando nisso, reuni algumas sentenças bastante difundidas por aí, para você enfim saber o que é mito e o que é verdade ao se falar de castração de cães e gatos. Confira:


A castração é um ato cruel, brutal e perigoso

Mito! Quando realizada corretamente, por profissionais especializados em clínicas veterinárias, o procedimento de castração não causa nenhum sofrimento no animal. A cirurgia é simples e eficaz. No caso das fêmeas, a retirada dos ovários e do útero é feita com apenas um corte no abdômen. Já nos machos, a retirada dos testículos utiliza um procedimento ainda mais superficial, por não invadir a cavidade abdominal. Em ambos os casos, os animais recebem anestesia inalatória geral que garante a segurança da cirurgia e faz com que o pet não sinta nenhuma dor. A recuperação também é bem rápida e, já no dia seguinte, o animal tem vida normal, dez dias após a cirurgia ele deve retornar ao veterinário para a retirada dos pontos.


A esterilização pode ser feita em qualquer idade 

Verdade! Não há limite de idade para que um animal possa ser castrado, mas no caso das fêmeas, para melhor prevenir a incidência de câncer e infecções no útero, é recomendado fazer o procedimento antes do primeiro cio. Em animais mais idosos é importante fazer um check-up mais detalhado antes da cirurgia para garantir o sucesso do procedimento, evitando possíveis riscos. 


Fêmeas devem ter, pelo menos, uma cria antes do procedimento

Mito! Essa é uma das lendas mais famosa e, ao mesmo tempo, mentirosa. Quanto mais cedo a fêmea for castrada, menor será a chance dela desenvolver algum tipo de tumor. O ideal é que essa esterilização ocorra ainda antes do primeiro cio.


Depois de castrado, o animal tende a engordar

Mito! A castração não é, nem nunca foi, uma sentença de obesidade para cães e gatos. Contudo, além de ser normal o pet ganhar alguns quilinhos com o passar dos anos, vários fatores podem causar a obesidade, como uma dieta inadequada, ingestão excessiva de alimentos, pouca atividade física, hormônios, entre outros. Portanto, se você perceber que seu animal está ganhando peso, reduza a quantidade de ração e procure a orientação de um veterinário.


A castração reduz riscos de problemas de saúde 

Verdade! O risco de animais desenvolverem tumores em idade avançada é bastante reduzido com a castração, que também evita a ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis. No caso das fêmeas essa redução é ainda mais perceptível. Nas cadelas castradas, por exemplo, a incidência de câncer de mama é de 26%. Quando esterilizadas antes do primeiro cio, essa incidência cai para 0,5%. Já nas gatas, a castração antes dos seis meses de vida previne 90% dos tumores de mama.


Os animais ficam mais educados

Verdade! Muitos problemas de comportamento, como a necessidade de urinar para demarcar território, a agressividade relacionada à disputa pelas fêmeas e as escapulidas noturnas de gatos, são reduzidos ou eliminados com a castração. Isso porque grande parte dessas atitudes são motivadas por questões sexuais que objetivam a disputa por um macho ou uma fêmea. No entanto, a cirurgia não interrompe as manias desses animais, por isso é recomendável fazer o procedimento antes que esses hábitos sejam criados.


Os machos perdem masculinidade depois da cirurgia.
 
Mito! O animal castrado não perde suas características de guarda, nem de faro, apenas perde o desejo de atividade sexual. Assim, machos castrados não se tornam homossexuais ou “menos machos”. Cães e gatos comprovadamente apenas copulam para procriação e não por prazer. Dessa forma, a castração só contribui para que este instinto seja eliminado. 


Castração custa caro

Mito! Não há dúvidas que o valor pago por uma castração é infinitamente menor do que todo o custo envolvido em criar ninhadas, que ainda poderão acabar no abandono, ou do que os altos custos que envolvem um tratamento ou cirurgia em um animal com um tumor, por exemplo. Além disso, muitos médicos veterinários realizam castrações com preços mais acessíveis para ajudar a população que não possui condições financeiras para realizar o procedimento e ainda contribuir com a diminuição dos animais abandonados.

Enfim, espero ter esclarecido grande parte das suas dúvidas sobre esse procedimento que é tão importante para a saúde dos nossos animais. Acho que vale a pena ressaltar que a castração, além de ser um belo ato de amor, é também uma grande responsabilidade. Por mais que filhotinhos sejam lindos, para o bem de todos, precisamos contribuir com os animais que estão sofrendo com abandono, dando também a eles uma oportunidade de serem vistos e cuidados. Então, pense nisso e faça a sua parte! 





Gabriela Muniz -formada em Medicina Veterinária e proprietária da Clínica Veterinária Cuidar.
telefone (11) 5572-9959 ou 5084-5641.


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