Pesquisar no Blog

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Herpes: uma doença cada dia mais comum e que não tem cura!


Dermatologista alerta sobre a grande incidência do vírus da herpes e fala sobre a importância de se manter as defesas do corpo em dia


Você sabia que o estresse do dia a dia, a grande exposição ao sol, e a baixa imunidade provocada por uma gripe, por exemplo, podem "ativar" o vírus da herpes, alojado no organismo de 90% da população mundial? A transmissão do vírus é feita por gotículas de saliva, beijo e objetos contaminados levados à pele. Por isso, segundo especialistas, é bem comum que o primeiro contato com o vírus da herpes simplex 1 (HSV) aconteça ainda na infância.

De acordo com o médico dermatologista José Jabur da Cunha, da Altacasa Clínica Médica, na capital paulista, apesar das estimativas, em apenas 10% a 15% da população mundial os sintomas da herpes se manifestam. A doença invade o corpo e se instala em terminações nervosas, especialmente nos gânglios, e costuma ficar por ali sem causar incômodo até o vírus ser ativado. Neste caso, ele sai do gânglio e refaz o percurso até alcançar a epiderme (camada mais superficial da pele), onde deflagra uma ferida. O herpes desaparece na medida em que a imunidade da pessoa se restabelece. Seu ciclo costuma durar de cinco a 15 dias.

"Um dos principais gatilhos para a manifestação do herpes labial é a exposição solar intensa; por isso recomendo sempre o uso de protetor labial. Além disso, a baixa imunidade do organismo, estresse, cansaço físico e mental, além do período menstrual também podem contribuir para a manifestação do vírus. Infelizmente, não existe cura definitiva para o herpes labial. O tratamento convencional consiste em antivirais orais e algumas pomadas específicas. O medicamento ajuda a inibir a replicação do vírus e a diminuir o tempo e a intensidade dos sintomas", explica o médico.  

Uma grande parcela da população está propensa a ter reincidência de crises de herpes, com diversos episódios por ano, segundo informa o dr. Jabur, que é também chefe do setor de Cirurgia Dermatológica da Santa Casa de São Paulo. Por isso, é  importante se prevenir apostando até mesmo em alimentos que contenham lisina, já que o corpo humano não é capaz de fabricar esse aminoácido.

"O papel fundamental da lisina é inibir a arginina, um outro aminoácido que ajuda na reprodução do vírus. Como eles competem dentro da célula, o aumento da lisina no organismo significa uma queda da arginina, e manter essa relação harmoniosa é muito importante como medida profilática para prevenir o herpes labial e sua reincidência, além de acelerar o processo de cicatrização", esclarece o especialista.  

Os principais alimentos que contêm lisina são: queijo, soja, verduras, frango e peixe. De outro lado, o médico também indica a diminuição do consumo de alimentos que contenham arginina, como castanhas, chocolates, laranja, uvas e amêndoas.


Herpes tipo 2

Uma variação do herpes simplex 1 é o herpes tipo 2,  responsável principalmente pelo aparecimento de lesões na região da vulva, pênis, ânus, nádegas e virilha. Para evitá-las, o especialista recomenda o uso de preservativos durante as relações sexuais porque muitas vezes o herpes genital é transmitido durante as relações desprotegidas.

O dermatologista explica que ambos os tipos de herpes: labial e genital, têm uma característica em comum: uma vez que penetram no organismo, dele nunca mais serão eliminados. "É fundamental manter as defesas do corpo em dia. E caso o herpes se manifeste, é preciso iniciar o tratamento o mais rápido possível, de preferência no primeiro dia de manifestação da doença, para que o vírus não se replique no corpo. Além disso, mesmo que você já saiba de cor o remédio a tomar, não se automedique durante as crises. Procure ajuda médica", orienta o dr. José Jabur.

Dia do Homem: gênero masculino sofre mais óbitos relacionados a condições graves – como fraturas osteoporóticas – do que mulheres[1]


 Por negligência, homens descobrem doenças já em estado avançado, aponta o Ministério da Saúde[2]



Historicamente, o gênero feminino é o que mais se preocupa com a própria saúde[3]. De acordo com o Ministério da Saúde, os homens costumam ter mais doenças graves ou crônicas do que as mulheres e também são os que mais sofrem óbitos pelas principais causas de morte do mundo[4]. Apesar destes índices, essa parcela da população apresenta menor presença em consultórios e é pouco ativa na busca por serviços de saúde básica[5].

Segundo o Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria da Saúde de São Paulo, cerca de 60% dos pacientes do sexo masculino são diagnosticados com quadros de doenças já avançados em decorrência da demora na procura por cuidados profissionais[6]. Este cenário, comum no perfil do paciente brasileiro, pode até dificultar os tratamentos de algumas condições.

É o caso da osteoporose, doença que afeta a densidade dos ossos do corpo humano, deixando-os frágeis e suscetíveis a quebras[7]. Quanto mais a patologia evolui, maior é a chance de fraturas por fragilidade, que afetam a qualidade de vida dos pacientes, aumentando a probabilidade de novas quebras e comprometendo a mobilidade e independência do indivíduo[8].

A osteoporose é uma doença conhecida por afetar mais mulheres do que homens – de acordo com a Federação Internacional de Osteoporose (IOF), 1 em cada 3 mulheres com mais de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica na vida, enquanto 1 em cada 5 homens passará pela mesma situação[9]. Entretanto, isso não significa que eles não estão em risco. Pelo contrário: a taxa de mortalidade devido a complicações das fraturas por fragilidade é mais alta em indivíduos do sexo masculino[10].

“É mais difícil realizar o diagnóstico da osteoporose nos homens. Há estudos relevantes que apontam que os homens tendem a se preocupar menos com a própria saúde e que podem ser mais resistentes em relação à procura de um especialista e à adesão de tratamentos, muitas vezes por conta de barreiras socioculturais”, aponta o Dr. Bruno Ferraz, endocrinologista e Coordenador do Núcleo de Saúde Óssea e Osteoporose do Hospital Sírio-Libanês.

Estudos apontam que grande parte dos homens acredita que o ato de se preocupar com a saúde é característico do gênero feminino[11]. “No caso da osteoporose, a barreira é ainda maior, pois a doença costuma ser associada às mulheres”, diz o especialista. A osteoporose é mais comum em mulheres devido à perda óssea que ocorre com a menopausa, mas ela também acomete os homens.

“Recomenda-se que todo homem com mais de 70 anos realize o rastreamento da patologia. No caso dos que têm fatores de risco para fraturas por fragilidade – como fumantes, indivíduos com histórico de fraturas na família, sedentários, entre outros –, os exames preventivos devem ser realizados a partir dos 50 anos de idade”.

O Dia do Homem é uma época estratégica para desmistificar essa percepção e realizar alertas sobre a saúde masculina. “É uma forma de incentivá-los a manterem um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, além de lembrá-los de realizarem exames de check-up de tempos em tempos”, completa Dr. Bruno Ferraz.




UCB Biopharma 





[1] Facts and Statistics - Osteoporosis in Men – International Osteoporosis Foundation.
[2] Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem – Ministério da Saúde.
[3] Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? GOMES, Romeu; NASCIMENTO, Elaine; ARAÚJO, Fábio.
[4] Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem – Ministério da Saúde.
[5] Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem – Ministério da Saúde.
[6] https://www.minhavida.com.br/saude/noticias/15370-60-dos-homens-so-vao-ao-medico-com-doenca-em-fase-avancada. Centro de Referência da Saúde do Homem – Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Acessado em 03/07/2019.
[8] Qualidade de vida em pacientes com osteoporose: correlação entre Osteoporosis Assessment Questionnaire (OPAQ) e The Medical Outcomes Study 36 – Item Short Form Health Survery (SF-36. LEMOS, Maria; MIYAMOTO, Samira; VALIM, Valéria; NATOUR, Jamil.
[9] Facts and Statistics - Incidence and burden – International Osteoporosis Foundation.
[10] Facts and Statistics - Osteoporosis in Men – International Osteoporosis Foundation.
[11] Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? GOMES, Romeu; NASCIMENTO, Elaine; ARAÚJO, Fábio.

Oftalmologista do Hospital Marieta dá dicas para cuidar da saúde dos olhos


 O Dia Mundial da Saúde Ocular foi celebrado em 10 julho e a data traz um alerta para os cuidados com os olhos que devem ser feitos diariamente. Para o doutor Ederson Engel, médico oftalmologista do Hospital Marieta Konder Bornhausen, é importante consultar um especialista regularmente para evitar doenças oculares que normalmente são silenciosas. “Existem doenças graves que não apresentam sintomas e são descobertas somente com consultas, como o glaucoma, catarata, ambliopia, ceratocone, retinopatia diabética entre outras”, afirma o doutor. Além disso é preciso ficar atento a mudanças, como a diminuição da visão.

            O Hospital Marieta, que hoje é referência regional para o tratamento de glaucoma, iniciou há 10 anos o serviço de oftalmologia com consultas regulares,  cirurgias e transplantes de córneas. Atualmente realiza mais de três mil consultas regulares. “O hospital faz parte do Projeto Glaucoma, em que os pacientes são atendidos regularmente para controle da doença. São realizadas mais de 200 cirurgias de catarata por mês, inclusive em julho estamos realizando mais um mutirão de cirurgias de catarata, contabilizando 40 correções de pterígio, tumores palpebrais e outras patologias palpebrais. Já as cirurgias de transplantes de córnea são realizadas de acordo com a disponibilidade de córneas”, acrescenta Ederson. 

             Existem diversas patologias presentes na córnea que resultam na necessidade de um transplante e elas independem de idade. Em jovens, por exemplo, a causa mais comum para um transplante de córnea é o ceratocone, uma deformidade causada pelo ato de coçar os olhos em excesso. “Até o mal-uso de lentes de contato pode gerar a necessidade de um transplante de córnea”, informa o médico oftalmologista. 

A doação de córneas funciona da mesma forma que a doação dos demais órgãos, é preciso que a pessoa manifeste a família sua vontade de doar seus órgãos em caso de óbito. Para o transplante não é preciso um estudo de compatibilidade de tecidos.


Cuidados importantes para evitar doenças oculares:

- Não coçar os olhos: pode causar deformidade da córnea.

- Uso de óculos solar: previne a degeneração macular e tumores oculares.

- Uso de óculos com grau correto: previne ambliopia (síndrome do olho 
preguiçoso).

- Ler com iluminação adequada.

- Limitar o tempo de leitura em telas (celular, tablet, computador).

- Proteger os olhos de acidentes: uso de óculos de proteção.


CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO: ÁLCOOL, TABACO E HPV SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS


 Tipo da doença atinge 4% dos pacientes oncológicos no País


Consumo de álcool, tabaco, Papiloma Vírus Humano (HPV), falta de informação e diagnóstico tardio. Estas são as principais causas apontadas pelos especialistas para a incidência do câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A necessidade de alertar a população sobre os riscos e a importância da prevenção levou à criação do Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, em 27 de julho.

O objetivo é lembrar que todos devem ficar atentos à doença, que pode se manifestar em  alterações em gengivas, mucosa jugal (bochechas), palato duro (céu da boca), língua (principalmente as bordas) e assoalho (região embaixo da língua).  Qualquer lesão que dure mais de duas semanas e tenha causa desconhecida deve ser investigada.

“Atualmente a doença atinge 4% da população oncológica, ou seja, a cada 100 diagnósticos de câncer, 4 são de cabeça e pescoço.  Ela ainda atinge predominantemente homens com mais de 50 anos, com histórico de tabagismo e alcoolismo, mas este cenário vem mudando de maneira perigosa, atingindo mulheres e jovens que também estão sendo mais afetados pela infecção por HPV”, afirma o Dr. Hézio Jadir Fernandes Junior, coordenador da Oncologia Clínica do Leforte Oncologia.


HPV

Apesar da população ainda não ter associado de maneira clara a relação entre o HPV e os tumores e de orofaringe (base da língua e amídalas), também chamado de câncer de garganta, já há pesquisas indicando a ligação e a incidência da doença, principalmente em público mais jovem, com idade entre 30 e 45 anos.  O HPV possui mais de 100 tipos que atingem os seres humanos e infecta cerca de 80% da população sexualmente ativa.

Por isso, os órgãos governamentais e especialistas da área de saúde relatam a importância da vacinação antes da iniciação da vida sexual. De acordo com o Ministério da Saúde a vacina contra o HPV previne 72% dos cânceres de orofaringe, 70% cânceres do colo do útero, 90% câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. Também protege contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos, associadas ao HPV 16 /18.

No Brasil, o governo federal disponibiliza a vacina contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas com idade entre 9 e 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, portadores de HIV e também pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos.  Na rede privada, a vacina quadrivalente está disponível para meninas e mulheres de 9 a 45.

“Apesar disso, ainda há resistência em relação a esta vacina especificamente, mas acredito que seja algo momentâneo já que recentemente pesquisa conduzida pelo 'Wellcome Global Monitor', em 140 países, revelou que cerca de 80% dos entrevistados no Brasil acreditam que as vacinas são seguras, índice próximo da média global”, destaca Jadir.

O impacto da vacinação na redução do HPV vem sendo apresentado em estudos. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, a redução da prevalência de HPV foi de 22,7% (2005) para 1,5% (2015), entre mulheres de 18 a 24 anos.


Tratamentos

Tendo quase 60% dos casos com diagnóstico tardio, o câncer de cabeça e pescoço enfrenta baixos índices de recuperação. No caso de tumores de orofaringe, a taxa de sobrevida de 5 anos é de 50%. No entanto, pacientes com lesões iniciais, diagnóstico precoce e tratamento que pode variar de cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia podem obter a cura em quase 100% dos casos. Atualmente há também novas drogas imunoterápicas, já autorizadas pela Anvisa.




Grupo Leforte


Quero ser pai, mas fiz vasectomia, e agora?


Especialista em reprodução humana esclarece uma dúvida comum entre homens que fizeram o procedimento e decidiram voltar atrás 


Os hospitais brasileiros registram uma vasectomia a cada 15 minutos. A cirurgia é realizada em pacientes do sexo masculino para evitar que eles possam ter filhos. É um procedimento previsto na lei do planejamento familiar para ajudar no controle da natalidade. O problema é que a dinâmica das relações conjugais no Brasil faz com que haja muitos casos de homens que desejam reverter o procedimento, principalmente entre aqueles que iniciaram uma nova relação e desejam ter filhos com a nova parceira. 

A Vasectomia é uma intervenção em que o ducto deferente é ligado e seccionado. Trata-se do local no corpo masculino por onde os espermatozoides vão do testículo para a vagina, durante a ejaculação. Praticamente não se altera a quantidade de espermatozoides produzidos. Porém, estes não são mais liberados após o procedimento. 

Após a realização da vasectomia é necessário saber que uma gravidez só será possível caso haja reversão do procedimento ou se o casal recorrer a métodos alternativos para ter o tão esperado filho. O Dr. Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana e diretor responsável pela clínica Mãe, explica como é possível que uma pessoa vasectomizada volte a ter filhos. "Em caso de vasectomia há duas opções. Ou se tenta reverter o canal que foi cortado e amarrado, corrigindo essa vasectomia através de uma cirurgia e aí buscando uma gravidez natural. Ou se faz uma fertilização in vitro. Por meio de uma agulha, uma mínima cirurgia, o médico tenta tirar o sêmen direto da bolsa escrotal”, informa o ginecologista. Segundo ele, em laboratório esse sêmen é injetado num óvulo para tentar desenvolver a gestação, “a decisão entre um e outro procedimento depende do tempo em que o homem foi vasectomizado e se a mulher tem uma trompa e óvulo saudáveis", completa o especialista. 


INFERTILIDADE MASCULINA  

De acordo com o Dr. Alfonso, a infertilidade masculina é um problema que afeta milhões de homens ao redor do mundo e esse tipo de distúrbio representa quase 50% dos casos de casais que tem dificuldades em ter filhos.  “Graças aos avanços da medicina, hoje existem vários tratamentos para homens que sofrem de infertilidade masculina”, acrescenta o médico. O ginecologista informa os fatores que podem gerar a infertilidade: 

De pré-disposição genética, até hábitos nocivos, várias coisas podem gerar esse problema. Entre os mais comuns estão:   

·         Dificuldade nas relações sexuais;   

·         Tabagismo e alcoolismo;   

·         DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis);   

·         Trauma testicular;   

·         Uso de drogas;   

·         Baixa produção de espermatozoides;   

·         Alteração na produção de sêmen entre outros.   

Ainda existem outros fatores que podem influenciar na infertilidade masculina. Segundo o obstetra, a melhor maneira de evitar esse problema é prevenindo e consultando o médico regularmente.  “Muitos homens acabam sofrendo por anos com a infertilidade masculina pois tem receio de consultar um especialista. Entretanto, quanto antes o diagnóstico ser feito, mais chances de tratamento o paciente tem”, alerta o Dr. Alfonso. 
   



Dr. Alfonso Araújo Massaguer - CRM 97.335 - www.mae.med.br. Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e Especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Universitário Dexeus – Barcelona. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. É professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU e membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida e autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina.

Conheça doze dicas para amamentar melhor


 Uma das primeiras coisas que uma nova mãe quer fazer é amamentar seu bebê. Por mais natural que seja a amamentação, ela é muitas vezes fonte de preocupação para a nova mamãe, que tem dúvidas e perguntas sobre como amamentar corretamente.


Um bom começo é relaxar. Você e seu bebê pegarão o jeito. Para ajudar a acalmar suas preocupações, o Dr. Alberto Guimarães, reuniu uma lista com doze dicas de amamentação.


1) Antecipe os desejos do seu bebê

Ao invés de esperar que seu bebê chore, você pode antecipar suas necessidades observando alguns sinais indicadores. Quando seu bebê está com fome, eles pode:

• Girar ou levantar a cabeça repetidamente.

• Abrir e fechar a boca.

• Colocar a língua para fora.

• Chupar o que estiver perto.

Se você perceber seu bebê fazendo esses movimentos, ofereça seu peito imediatamente.


2) Deixe seu bebê determinar com que frequência e por quanto tempo acontecerá a mamada.

Seu bebê conhece suas necessidades melhor do que você. Acredite. Deixe-o determinar com que frequência ele quer ser amamentado. Não defina um intervalo predeterminado entre as refeições e, em seguida, negue a sua comida para bebé apenas porque não passou tempo suficiente.

Por outro lado, não há necessidade de acordar um bebê dormindo para alimentá-lo simplesmente porque três horas se passaram. Deixe seu bebê dormir tranquilamente e alimente-o quando acordar.

Da mesma forma, deixe seu bebê determinar quanto tempo ele precisa para se alimentar. Lembre-se, seu pequeno sabe o quanto ele precisa mamar. Não se preocupe se o tempo de amamentação durar apenas dez minutos, e não entre em pânico se ele se prolongar por quarenta e cinco. Alguns bebês são comedores rápidos, enquanto outros gostam de tomar seu tempo tranquilamente.


3) Fique confortável enquanto amamenta

Você passará uma quantidade significativa de tempo segurando seu bebê no peito enquanto ele se alimenta. Se você fizer isso em uma posição sentada sem suporte, pode ficar desconfortável rapidamente. Além disso, manter-se numa posição desconfortável por um período prolongado de tempo pode levar a dor nas costas, no ombro e no pescoço.

A constante contorção e movimentação de sua parte pode atrapalhar a amamentação do seu bebê e resultar em irritabilidade e aumento da fome. É por isso que é tão importante para você se sentir confortável durante todo o processo.

Recomendamos uma de duas posições para uma amamentação confortável:

• Deite-se de lado com o bebê de frente para você.

• Sente-se em uma posição reclinada com o bebê deitado em seus braços.
Uma cama ou um sofá grande com muitos travesseiros para apoiar as costas e os braços tornam essas posições ideais para a amamentação. Encontre o que é certo para você, mas não tenha medo de misturá-los de vez em quando, dependendo de suas próprias necessidades. Quanto mais atencioso você for para seu próprio conforto, mais as sessões de amamentação serão uma pausa agradável para você e seu bebê.


4) Relaxe

Além de garantir que você e o bebê estejam confortáveis durante a amamentação, tente relaxar. Seu bebê pode sentir que você está tensa e nervosa e seu bebê não pode relaxar se você não estiver relaxada.

Examine seu ambiente também. Se você está em um ambiente estressante ou em um ambiente que o deixa desconfortável, opte por uma mudança de cenário.

Talvez passe alguns minutos antes de amamentar para se dar uma conversa estimulante. Respire lenta e profundamente. Se te ajudar, faça uma visualização que te ajude a entrar num estado relaxante, que te ligue ao pacotinho de alegria no seu colo.


5) Ajude seu bebê a encontrar a posição correta

Ao longo do tempo seu bebê provavelmente encontrará a posição que é melhor para eles. Preste atenção a essa posição para facilitar a entrada rápida. Cada bebê é diferente, mas existem algumas diretrizes gerais que você pode usar para encontrar uma posição que funcione tanto para você quanto para seu bebê

1) Seu bebê deve estar posicionado de modo que sua boca fique no mesmo nível do mamilo.

2) Eles não devem ter que virar muito a cabeça.

3) A cabeça deve ficar levemente inclinada para trás.

4) Se possível, eles devem se encaixar na aréola inteira, não apenas no mamilo.

5) O queixo deve estar bem encostado ao peito para que o nariz fique claro.

Em primeiro lugar, não force essas posições. Seu bebê pode preferir uma posição ligeiramente diferente. Apenas deixe acontecer naturalmente enquanto você se certifica de que seu bebê está confortável.


6) Não se assuste, vazar o leite é natural

Nas primeiras semanas de amamentação, é comum que o leite vaze de seus seios. Não se assuste, isso é completamente natural. Pode acontecer quando você ouve outro bebê chorar, quando seu bebê não se amamenta por várias horas, quando você pensa em seu bebê ou quando sente uma forte emoção.
Esse vazamento eventualmente diminuirá ou desaparecerá completamente à medida que seu bebê continuar a amamentar. Enquanto isso, simplesmente coloque uma almofada de amamentação no sutiã para absorver os vazamentos.


7) Cuide da sua pele

A pele dos seus seios é muito delicada. Com a amamentação regular, sua pele pode ficar seca, rachada e irritada. Isso pode tornar a amamentação uma experiência dolorosa. Felizmente, você pode proteger-se contra a pele rachada e rachada tomando algumas precauções.

• Não lave em demasia. Uma ou duas limpezas por dia com um limpador suave é suficiente.

• Depois de uma mamada, lave os seios com um pano macio.

• Deixe seus seios arejarem periodicamente para evitar a irritação da roupa.

• Depois da amamentação aplique produtos específicos que ajudam na hidratação e cicatrização dos mamilos.


8) Não se preocupe, você terá leite suficiente

A produção de leite depende principalmente das necessidades do seu bebê. Conforme o bebê mama, ele estimula a liberação dos hormônios prolactina e oxitocina que estimulam ainda mais a produção de leite. Mas não começa com a primeira mamada do seu bebê. Seus seios estão se preparando para dar leite desde o início da gravidez.

Então não se preocupe, você terá leite suficiente. Quanto mais seu bebê amamentar, mais leite você terá.

Durante os primeiros dois ou três dias de amamentação, você pode notar um líquido espesso amarelado-laranja saindo de seus seios. Não entre em pânico. Esse fluido é o colostro e é exatamente o que seu bebê precisa no momento. O colostro é muito nutritivo e contém altos níveis de anticorpos. Esses anticorpos estimulam o sistema imunológico do seu bebê para que eles possam combater infecções.


9) Procure sinais de que a amamentação está indo bem

O comportamento e a saúde do seu bebê dirão se a amamentação está indo bem ou não. Não se preocupe se você não vir esses sinais o tempo todo. Mesmo apenas uma é uma indicação de que seu bebê está bem alimentado.

Enquanto se alimenta, seu bebê deve sugar e engolir regularmente. Tenha em mente que, quando o seu filho começar a se alimentar, ele engolirá cada vez que sugar. À medida que o leite diminui, eles ficam cheios ou adormecem, a deglutição diminui. Isso é perfeitamente natural e nada para se preocupar.
Ao final de uma sessão de amamentação, seu bebê deve liberar seu seio e parecer sonolento. Sua pele será um rosa saudável e seus músculos estarão totalmente relaxados.
As fraldas do seu bebê devem estar muito molhadas enquanto estiver amamentando. Eles provavelmente terão de quatro a oito evacuações por dia durante as primeiras semanas de vida. Isso se deve principalmente ao consumo de colostro. Com o passar do tempo, o seu filho terá menos e menos evacuações. Pode chegar um momento em que eles só têm um movimento intestinal ou menos por dia. Enquanto esses movimentos intestinais permanecerem macios e as fraldas estiverem molhadas com urina, não há necessidade de se preocupar com a constipação.
Seu bebê está ganhando peso regularmente. Não é necessário, no entanto, pesar o bebê diariamente ou, pior ainda, pesá-lo antes ou depois de cada mamada. Isso não teria outro propósito além de causar ansiedade. Se seu bebê estiver saudável, a pesagem mensal pelo pediatra é mais do que suficiente. Ainda assim, se isso faz você se sentir melhor, você pode pesar seu bebê uma vez por semana em casa

10) Evite o ingurgitamento

O ingurgitamento é um inchaço doloroso e endurecimento dos seios que ocorre quando você produz mais leite do que o bebê consome.

O inchaço pode dificultar a alimentação do bebê, o que aumenta a probabilidade de que o ingurgitamento continue. A melhor maneira de evitar essa condição dolorosa é amamentar seu bebê sempre que possível.

Se o ingurgitamento persistir, você pode extrair manualmente o leite materno massageando suavemente a aréola entre os dedos. Se você não conseguir, tente usar uma bomba e continue até que seus seios amolecem e se sinta confortável novamente


11) Peça ajuda

Ler e assistir tutoriais sobre amamentação é uma coisa – na verdade, amamentar por conta própria é uma história diferente. Então, peça ajuda nos primeiros momentos após o parto, quando você vai querer começar a amamentar seu filho.

No hospital mesmo uma enfermeira ou uma doula verificará você e seu bebê durante a amamentação e poderá oferecer apoio e ajudá-la nestes primeiros momentos.

A amamentação pode ser desconfortável no início mas não deve ser uma experiência dolorosa para você. Se a amamentação está doendo o suficiente para fazer você se encolher, procure ajuda de um profissional


12) Mantenha-se hidratada

Por último, mas não menos importante, mantenha-se hidratada. Nem precisamos enfatizar o quão isso é importante para você e seu bebê.
A água reabastece o corpo, então uma boa regra é beber um copo de água sempre que você amamentar. Sim, todas as vezes. Isso garantirá que seu corpo possa produzir leite suficiente e que você se mantenha hidratada




Alberto Guimarães - Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Site: https://www.partosemmedo.com.br/

Coração da mulher em risco



Estamos vivenciando um cenário preocupante. Atualmente, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte entre as brasileiras acima de 40 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta é a maior taxa da América Latina. Porém, fato é que com a mudança no estilo de vida e a tendência ao envelhecimento da população, as doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de óbito femininas, ultrapassando as estatísticas de tumores, como mama e útero. 

Ainda de acordo com a OMS, 8,5 milhões de mulheres chegam a óbito por ano no mundo, ou seja, mais de 23 mil cidadãs por dia. Os números são alarmantes, porém reais. E, diversos fatores nos levam a eles. O acúmulo de funções, histórico de saúde, hábitos de vida, fatores de estresse e rotina profissional são apenas alguns exemplos.  

Frente a essa realidade, a conscientização quanto aos sintomas se faz cada vez mais necessária, uma vez que são diferentes dos manifestados pelos homens e pouco divulgados na mídia. É com essa intenção que a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) realiza, permanentemente, a campanha Mulher Coração. Com ela, visamos alertar as autoridades, gestores e comunidade sobre o aumento significativo dos eventos cardiovasculares entre o gênero feminino.  

Empenhados em alterar a realidade preocupante da incidência de problemas cardíacos entre as mulheres brasileiras, realizamos, recentemente, uma pesquisa nacional com quase 300 entrevistadas. Nela, mapeamos dados e estatísticas que demonstram a preocupação com a saúde por parte do público feminino, bem como o interesse em buscar uma vida mais saudável. 

Dentre as participantes do levantamento, é possível notar que a faixa de 36 a 55 anos costuma ser uma fase em que há maior preocupação com mudanças de hábitos e cuidados preventivos. Ainda, dados reconfortantes mostraram que mais da metade das pesquisadas já consultaram um clínico geral ou um cardiologista para acompanhar a saúde do coração e quase 90% não são fumantes. Outra informação positiva é a sobre atividades físicas: 60% das mulheres praticam algum tipo de exercício de uma a duas vezes por semana. 

Em contrapartida, a carga horário de trabalho de mais de 60% das brasileiras entrevistadas extrapola as oito horas diárias, sem contar a rotina familiar e doméstica, que geralmente é de grande estresse e desgaste físico. O fator sono também é um agravante: parte considerável das mulheres dorme até seis horas por dia, ou menos. Lembrando que o ideal é uma noite de sono de qualidade durante oito horas. 

Os dados que falam sobre histórico familiar também não são os melhores. Aproximadamente 80% possuem parentes com hipertensão e cerca de 70% têm histórico de doenças cardiovasculares. Nestes casos, um acompanhamento próximo realizado por um médico especialista é mais do que o recomendado.
  


Posts mais acessados