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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Depressão, a doença do século que já afeta 300 milhões de pessoas


Porém, apenas cerca de 60 a 70% dos pacientes diagnosticados com depressão respondem ao tratamento convencional com antidepressivos. Para estes casos, um novo medicamento vem sendo utilizado, a Ketamina


O primeiro passo para compreender a depressão é entender que não se trata de tristeza e sim de uma doença. Ela não é uma fase na vida do indivíduo, é um estado patológico.

A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século”, uma vez que 300 milhões de pessoas sofrem do transtorno no mundo, um aumento de 18% em dez anos.

O tratamento é realizado com medicação associada a psicoterapia, porém um número considerável de pacientes não responde a este tipo de tratamento. Para estes casos, um novo medicamento tem sido utilizado, a Ketamina, que recentemente teve sua versão em spray liberada pelo FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos).


Sobre a Depressão

A depressão é uma doença que tem origem no cérebro. As células que o formam são chamadas de neurônios e sua comunicação é feita por neurotransmissores. Ela acontece quando, por qualquer que seja o motivo, estes neurotransmissores são comprometidos e a comunicação entre os neurônios falha. Uma série de fatores pode causar estas alterações, como predisposição genética, personalidade melancólica, estresse, traumas, abuso de substâncias e algumas doenças cerebrais.
Ela inicia com quadros de desânimo, tristeza profunda, alterações no sono e apetite (para mais ou para menos), falta de desejo sexual, perda de interesse e lentidão para realizar tarefas corriqueiras e choro excessivo. Em alguns casos, o paciente apresenta episódios de ansiedade com sudorese, palpitações e tremores. Outros, apresentam ainda dores pelo corpo, intestino preso e até gastrites. “É importante que os familiares e amigos fiquem atentos aos sinais de depressão do paciente, que se não tratadas, podem ter consequências mais graves”, informa o médico psiquiatra, Dr. Luiz Fernando Petry.



Tratamento

Existem algumas possibilidades quanto ao tratamento da depressão. O ideal é que seja prescrito por um psiquiatra que irá orientar se ele deve acontecer de maneira isolada ou combinada.
Ao contrário do que muitos pensam, no tratamento da depressão a medicação tem prioridade. A psicoterapia, atividades terapêuticas e exercícios físicos podem ser usados de maneira complementar ao tratamento medicamentoso.

Porém, apenas cerca de 60 a 70% dos pacientes diagnosticados com depressão respondem ao tratamento convencional com antidepressivos. Os quadros em que não há resposta são chamados de depressão refratária ou resistente.


Nova medicação

Há alguns anos, uma substância chamada Ketamina vem sendo estudada e testada em casos de depressão refratária. "Ela age de forma diferente dos medicamentos tradicionais e, por isso, tem uma resposta mais rápida em pacientes com quadro depressivo grave”, explica, Dr. Luiz Fernando Petry.
A medicação tradicional age em dois neorutransmissores, a serotonina e a noradrenalina. Ao ajustar os níveis destas substâncias, a medicação regula o humor do paciente. Já a ketamina (um medicamento utilizado como anestésico, desde 1960), tem ação em outro neurotransmissor relacionado a depressão, o glutamato. Ela bloqueia a ação do glutamato no cérebro e restabelece as conexões entre células que foram comprometidas.

Para efeitos anestésicos, a Ketamina é usada em alta dose, para efeito antidepressivo ela é utilizada em dose reduzida e aplicada por via endovenosa lenta. Os efeitos da Ketamina são observados em poucos dias, por isso, além da depressão refratária ela é indicada para os  casos de depressão grave e ideação suicida.

Em Curitiba, a Trial Tech, uma instituição de investigação clínica, conta com uma Clínica de Infusão de Ketamina, onde está sendo conduzido o tratamento de pacientes com quadros de depressão grave. Para se submeter ao tratamento, o paciente deve passar por avaliação do psiquiatra responsável pela clínica ou ter indicação médica. Após a avaliação, é iniciado o protocolo de tratamento, que no primeiro mês tem duração de 5 a 7 dias.





Clínica de Infusão de Ketamina da Trial Tech
Psiquiatra responsável: Dr. Luis Fernando Petry
Contato: 
gabriellapita@combustiva.com.br | whats: 41. 98854-3613

Sou diabético! Como devo cuidar da minha gengiva?


Pacientes diabéticos são mais propensos às doenças gengivais e devem ter cuidados redobrados com a saúde bucal, explicam especialistas


O segredo para um sorriso bonito vai muito além do que escovar os dentes. 

Cuidar da gengiva é essencial, ainda mais quando se tem diabetes.

Diabéticos possuem duas vezes mais chances de desenvolver doenças de gengiva, como a gengivite - inflamação causada pelo acúmulo de placa bacteriana devido à má higiene bucal, que se não cuidada corretamente, pode levar à perda dentária.

Sabendo disso, os experts da Oral-B esclarecem algumas dúvidas sobre o assunto. Veja mais abaixo:


1.       Devo contar ao meu dentista que sou diabético?

 Com certeza. O seu dentista precisa saber sobre a sua diabetes e se ela está controlada. Os resultados do tratamento odontológico serão mais efetivos se o diabetes estiver controlado.

  
2.       Pacientes diabéticos precisam ter algum cuidado especial com a saúde bucal?
   
Sim. Pacientes diabéticos precisam ter mais cuidado com a saúde oral, porque são pacientes mais propensos a inflamações na boca, incluindo as doenças na gengiva.

A higiene oral deve ser realizada três vezes ao dia, com o máximo de dedicação, utilizando uma escova de dentes macia e fio dental. Além disso, o paciente deve visitar o dentista regularmente, assim indicando os melhores tratamentos para cada paciente.

  
3.       Diabéticos são mais propensos a ter doenças de gengiva?


Sim. A diabetes favorece o aparecimento de doenças gengivais, principalmente se não estiver controlada.

A principal doença é a gengivite, que nada mais é que uma inflamação causada pelo acúmulo de placa bacteriana. Seus principais sintomas são a gengiva avermelhada, inchada e com sangramento durante a escovação ou até mesmo espontâneos. 
4.       Doenças de gengiva se agravam mais facilmente em diabéticos?
   
Cerca de 76% dos pacientes diabéticos possuem algum tipo de doença gengival. Sua indecência é mais severa e precoce nesses pacientes se não estiver controlada, podendo evoluir para a periodontite, que pode levar à perda dentária.

  
5.       Existe pasta e escova de dentes recomendadas especificamente para diabéticos?

Além do uso diário do fio dental, recomenda-se que a pasta dental tenha flúor antimicrobiano na composição, enquanto a escova deve ser de cerdas macias com bom alcance de escovação.

Atualmente o mercado já oferece cremes dentais próprios para alguns cuidados específicos que podem favorecer ainda mais a saúde bucal de pessoas diabéticas, que é o caso da linha pioneira Oral-B Gengiva Detox, nas versões Deep Clean e Gentle Whitening , que contém molécula essencial Fluoreto de estanho - SnF2 em sua fórmula, com a capacidade de se transformar em uma microespuma e penetrar em lugares que a escova e o fio dental não alcançam.





Oral-B


Procter & Gamble


09 de junho


.:Dia Internacional para a Conscientização sobre a Doença de Batten:. 

Doença neurodegenerativa na infância tem o diagnóstico precoce  como principal desafio 

Campanha alerta para a necessidade de suspeita e diagnóstico precoce para melhor qualidade de vida destes pacientes 


As doenças neurodegenerativas provocam danos irreversíveis ao sistema nervoso e ao desenvolvimento motor e cognitivo dos pacientes. Quando acomete crianças, o diagnóstico precoce é ainda mais importante para que o tratamento quando possível comece antes que as sequelas neurológicas se estabeleçam. Entre as consequências mais comuns está a involução do desenvolvimento neuropsicomotor, caracterizada pela perda de uma ou mais funções cerebrais, como a fala, a compreensão o equilíbrio e a marcha.  

Dia 09 de Junho é o Dia Internacional para a Conscientização sobre a Doença de Batten, o maior grupo de doenças neurodegenerativas na infância. A Doença de Batten atinge aproximadamente 0,5 a cada 100 mil nascidos vivos1, o que a caracteriza como uma doença rara. Num dos tipos de doença de Batten, a lipofuscinose ceroide neuronal tipo 2 (LCN2), a progressão é geralmente rápida, “a criança vai parando de andar, de falar, evoluindo com perda visual e auditiva além de epilepsia grave. Ela passa a ser uma criança cadeirante até ficar acamada, podendo evoluir para óbito antes dos 12 anos de idade” aponta a Dra. Maria Luiza Manreza, neurologista infantil. Devido a semelhança de seus sintomas com outras enfermidades neurodegenerativas o diagnóstico correto pode demorar até 4 anos ou mais para ser realizado. 

“Antigamente não era possível fazer muito por esses pacientes, somente tratamento paliativo com fisioterapia e medicações para controlar as crises epilépticas. Hoje o cenário é promissor e a expectativa é que com o diagnóstico precoce se evite a grave involução do desenvolvimento neuropsicomotor que ocorre nas crianças não tratadas ou tratadas tardiamente” finaliza a Dra. Maria Luiza.  




Referências 

1.   Claussen M, Heim P, Knispel J, Goebel HH, Kohlschütter A. Incidence of neuronal ceroid-lipofuscinoses in West Germany: variation of a method for studying autosomal recessive disorders. Am J Med Genet. 1992;42:536-538 



MENOPAUSA X ANDROPAUSA


Com o passar do tempo ocorre um declínio natural da produção dos hormônios no organismo. A essa queda denominamos “pausas”. Em algumas pessoas podem ocorrer antes da idade esperada e, por isso, são chamadas de precoces. As mais conhecidas são a menopausa e a andropausa.

A menopausa ocorre no período do climatério, que é a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher, ou seja, abrange a menopausa onde ocorre a diminuição da produção dos hormônios femininos na mulher, podendo causar alguns sintomas conhecidos, assim como os fogachos (ondas de calor), pele ressecada e outras alterações menos conhecidas. Já andropausa é o equivalente masculino da menopausa na mulher.
É quando ocorre a diminuição na produção dos hormônios masculinos, que geralmente acontecem na meia idade. A grande diferença é que, ao contrário da menopausa, os sintomas aparecem de forma lenta. Sendo assim, geralmente o homem não busca acompanhamento, pois não percebe a necessidade de reposição e, por conta disso, não se previne de maneira adequada.
Os sintomas mais comuns são a queda da libido, diminuição da massa muscular, alterações no humor, perda de memória, dentre outros. A abordagem terapêutica para todos esses casos pode variar desde a observação e acompanhamento, à realização de exames de sangue e densitometria óssea, entre outros, como também com reposição destes hormônios quando indicado clinicamente, avaliando a individualidade e necessidade de cada pessoa.

Ronco, um mal nada silencioso


O ser humano passa, aproximadamente, um terço de sua vida dormindo e uma boa noite de sono contribui para um dia a dia com mais saúde.  Durante o sono, o ronco é algo que afeta muitas pessoas e que tornou-se anedota ao longo do tempo. Na roda de amigos se diz que todo homem nasceu para casar, engordar e roncar! Normal? Não! Por trás de um barulho intenso podem-se esconder problemas graves de saúde.  Muitos até são alertados pelo cônjuge da existência incômoda desse som, mas, geralmente, negam e apenas uma pequena parcela, a muito custo (ameaçados, algumas vezes, por um divórcio iminente) procuram orientação médica. A procura por ajuda vem aumentando, já que a incidência da doença cresce, chegando a atingir mais de um terço de homens acima de 40 anos e cerca de um quarto das mulheres nessa mesma idade. 


Mas, de onde vem esse barulho?

O ronco é característica praticamente exclusiva da espécie humana. Isso por dois motivos: é o único que pode assumir uma posição de “barriga para cima”, ao dormir e, outro detalhe, é a presença de uma faringe (garganta) mais alongada e sem um arcabouço rígido (ósseo) que impeça o seu colabamento. Desvio de septo nasal, pescoço curto e pequeno, amígdalas grandes, úvula (campainha) edemaciada, maxila (queixo) pequeno são algumas das características naqueles que roncam, todas situações avaliadas pelo otorrinolaringologista. Fatores genéticos e ambientais também contribuem para o desenvolvimento do distúrbio e a obesidade é um fator muito prevalente.
Esse som perturbador sugere a presença de um fechamento parcial das vias aéreas e pode ser sucedido pela apneia, que é uma parada completa do fluxo de ar. Pacientes com a síndrome da apneia obstrutiva do sono podem ter também agitação ao dormir, despertares recorrentes com sensação de sufocamento, sonolência diurna excessiva, cefaleia matinal, irritabilidade e baixa concentração.


Talvez você conheça o quadro

Seu (sua) companheiro (a) reclama que você está roncando em demasia à noite e, inclusive, está apresentando paradas na respiração seguidas por um barulho estranho, parecendo que está se afogando. Ele(a) está assustado (a) e algumas vezes acha que você não vai voltar a respirar mais. Às vezes, perde a paciência e insiste para você dormir em outro quarto. E você, por mais horas que fique na cama, ainda acorda cansado(a) e o dia custa a passar, sempre sentindo muito sono, irritabilidade no trabalho e diminuição da concentração.
No caso daqueles que trabalham no trânsito, são motoristas ou lidam com máquinas pesadas, outro sinal preocupante e perigoso é a sonolência diurna excessiva – causa comprovada de acidentes, já que gera uma diminuição dos reflexos e um aumento no tempo de reação.

Como o sono não é de qualidade por causa de múltiplas interrupções, o organismo pode sofrer com vários outros problemas secundários, como arritmias cardíacas, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), infarto agudo do miocárdio (infarto), derrame cerebral (AVC) e impotência sexual. A cada pausa na respiração provocada pela apneia, existe uma descarga de adrenalina, que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Esse processo se repete várias vezes na mesma noite e por vários anos fazendo com que a pressão arterial desses pacientes aumente à noite, em vez de diminuir como se espera, costumando exigir várias medicações para controle. Há também um aumento do hormônio do estress (cortisol), que repercute negativamente no seu coração. O paciente que não trata adequadamente o ronco e a apneia possui também maior incidência de complicações anestésicas e pós-operatórias, maior chance de precisar dos cuidados de UTI e de morte prematura.

O tratamento, em geral, envolve vários profissionais, e deve ser feito o mais rapidamente possível, para evitar sequelas em médio e longo prazo ao seu coração. Dependendo da causa, ele pode incluir cirurgias, uso de aparelho dentário e até um equipamento usado toda a noite que gera pressão no ar (empurra o ar) através de uma máscara na face (o mais conhecido é o CPAP). São também importantes medidas gerais, como perda de peso, hábitos de sono regulares e alimentação saudável. Procure o seu cardiologista para averiguar a saúde do seu coração.

Para finalizar, segue um teste padronizado internacionalmente para avaliar a qualidade do seu sono. Responda as perguntas dando notas de 0 a 3:


Qual possibilidade de você cochilar ou adormecer nas situações abaixo? 

Dê uma nota de 0-3

 0 - nenhuma chance de cochilar 

1 - pequena chance de cochilar 

2 – moderada chance de cochilar 

3 - alta chance de cochilar 


Situações

1.  Sentado e lendo   

2.  Vendo televisão   

3.  Sentado em lugar público sem atividades como sala de espera, cinema, teatro, igreja  

4.  Como passageiro de carro, trem ou metrô andando por 1 hora sem parar  

5.  Deitado para descansar a tarde   

6.  Sentado e conversando com alguém  

7.  Sentado após uma refeição sem álcool 
  
8.  No carro parado por alguns minutos no durante trânsito  



Total:

Caso atinja 10 pontos, fique alerta e procure por um especialista para descartar a presença de apneia!


Dr. Fernando Cesar Mariano - otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono e cirurgião de ronco e apneia e Dr. Rodrigo Cerci é cardiologista e diretor científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia.


H.Olhos apoia a campanha Junho Violeta para a prevenção de ceratocone


Doença tem como característica o encurvamento
 e o afinamento progressivos da córnea


Coçar os olhos. Ato inofensivo, certo? A resposta é não e pode prejudicar a visão. Com esse mote, acontece neste mês a campanha Violet June (Junho Violeta), iniciativa que visa a prevenção do ceratocone, doença caracterizada pelo encurvamento e afinamento progressivos da córnea, que tem como um dos fatores associados o hábito frequente de coçar ou esfregar os olhos. A ação conta com o apoio do Grupo H.Olhos, um dos maiores centros oftalmológicos do Brasil, e de entidades como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).


Entenda o que é o ceratocone

Doença congênita, ou seja, a pessoa já nasce com a predisposição a desenvolvê-la, o problema acomete entre 0,5% e 3% da população mundial e pode levar ao desenvolvimento de altos graus de astigmatismo e miopia, comprometendo a visão.

“Alguns estudos indicam que o ceratocone pode estar relacionado a mudanças físicas e bioquímicas no tecido corneano. Entretanto, é importante destacar que aproximadamente um terço dos pacientes tem alergia ocular, com consequente coceira nos olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado ao afinamento da córnea, uma das características da doença”, explica a Dra. Myrna Serapião, especialista em córnea do H.Olhos.

A córnea normal tem um formato arredondado, quase esférico, o que faz com que as imagens sejam focalizadas corretamente. Com ceratocone, ela sofre uma deformação progressiva, com sua resistência e elasticidade alteradas, deixando-a mais fina e com formato cônico, por isso, o nome da doença.

“Muitos pacientes não percebem o ceratocone em seu início, quando a córnea começa a se curvar. Por este motivo, a campanha Junho Violeta é extremamente importante para disseminar o conhecimento e incentivar uma postura de atenção da população com a saúde ocular. Educar as pessoas para que procurem auxílio médico não só quando o problema vem à tona é essencial para garantir a boa visão”, destaca a oftalmologista do H.Olhos.


Tratamento

A doença possui quatro fases e diversos tratamentos, a depender da gravidade. Na fase inicial, a visão pode ser corrigida com o uso de óculos. No estágio moderado, com o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou com o implante de anel intracorneano, no caso de intolerância às lentes.

Outra opção de tratamento é o procedimento conhecido como crosslinking. Neste processo, o uso de colírio de vitamina B2, associado à luz UVA emitida por uma fonte, aumenta a ligação das fibras de colágeno da córnea, o que a enrijece, evitando a progressão da doença.

Nas etapas mais avançadas, o tratamento baseia-se no transplante de córnea, que é a cura definitiva para o ceratocone.  



Ministério da Saúde reforça a importância do Teste do Pezinho entre o 3º e 5º dia de vida



Em cinco anos, mais de 17 mil recém-nascidos foram diagnosticados com alguma das doenças detectáveis pelo Teste do Pezinho, oferecido pelo SUS. Hipotireoidismo congênito e a doença falciforme respondem por 77% dos casos

No Dia Nacional do Teste do Pezinho (06/06), o Ministério da Saúde reforça a recomendação preconizada pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) para realização do teste entre o 3º e 5º dia de vida do bebê. Anualmente, uma média de 2,4 milhões de recém-nascidos são triados no programa. Entre 2012 e 2017, 14.546.968 de recém-nascidos foram triados através do Teste do Pezinho. No mesmo período foram diagnosticados 17.410 recém-nascidos com alguma das doenças detectáveis pelo teste. As doenças mais frequentes são o hipotireoidismo congênito e a doença falciforme, que juntas perfazem uma média de 77% dos casos diagnosticados.

O Teste do Pezinho é um exame obrigatório para todos os recém-nascidos e gratuito na rede pública de saúde. No SUS, no ano de 2017,  53,51% das crianças realizaram o teste até o quinto dia de vida do bebê; seguido por 18,27% entre 6º e o 8º dia; e 12,77% entre 9º e o 15º dia. Outras 8,2% realizaram entre o 15º e o 30º dia de vida; e 4,53% realizaram após 30 dias de vida. A data para a coleta do teste do pezinho foi preconizada entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, principalmente por causa do início muito rápido dos sinais e sintomas de três das seis doenças detectadas pelo Programa, como o hipotireoidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita e fenilcetonúria.
Quanto maior a rapidez na identificação e início do tratamento das doenças, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças, como a deficiência mental, microcefalia, convulsões, comportamento autista, fibrosamento do pulmão, crises epilépticas, entre outras complicações. “É de vital importância que o diagnóstico seja realizado o mais precocemente possível e assim se possa iniciar o tratamento antes do aparecimento dos sintomas. Todas as doenças investigadas, se diagnosticadas e tratadas em tempo oportuno, podem evitar quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e até o óbito”, reforça o Coordenador Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.
DETECÇÃO DE DOENÇAS - TESTE DO PEZINHO

Com o teste é realizada a triagem. Se o resultado do teste do pezinho estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) e o bebê é reconvocado para fazer novos exames, que podem confirmar ou excluir a doença para a qual a triagem foi alterada. Os casos são acompanhados na Atenção Especializada do SUS, através da Rede de Atenção à Saúde – RAS / Rede Cegonha e a Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência.

REDE DE COLETA

As famílias podem buscar a realização do teste do pezinho comparecendo à Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa, por exemplo. O SUS oferta o exame em uma rede de coleta que conta com 22.353 pontos  estabelecidos em USF, UBS e maternidades espalhadas por todo o Brasil. Além desses pontos, existem 30 SRTN, habilitados pelo Ministério da Saúde, sendo um em cada estado, Distrito Federal e quatro no estado de São Paulo, os quais contam com médicos especialistas e equipe multidisciplinar para atender a todas as crianças diagnosticadas com as doenças do escopo do PNTN.
PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL (PNTN)

Popularmente conhecido como teste do pezinho, o PNTN é um programa de rastreamento populacional que tem como objetivo geral identificar distúrbios e doenças no recém-nascido, em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo às pessoas com diagnóstico positivo. O teste do pezinho no SUS possibilitam o diagnóstico precoce de fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.
Um dos indicadores utilizados para quantificar a abrangência do Programa é o indicador cobertura, que para o ano de 2017 foi 83,98%. O cálculo desse indicador é realizado a partir da população de nascidos vivos registrada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC e não engloba os exames realizados na rede privada.



Cristiane Ventura
Agência Saúde


Mês de junho alerta para o Melanoma, tipo mais letal de câncer de pele


A incidência, morbidade e mortalidade por Melanoma continuam aumentando apesar de todos os esforços da comunidade científica mundial especializada o que justifica a criação do mês de junho como o mês de Combate ao Melanoma, com o objetivo de levar à sociedade conhecimentos importantes sobre o que é o Melanoma, fatores de risco, prevenção, diagnóstico e tratamento


No Brasil, segundo o INCA- Instituto Nacional do Câncer, foram diagnosticados 6.260 casos novos em 2018, sem diferença significativa entre homens e mulheres, com cerca de 2.000 mortes pela doença.

Segundo o presidente da SBC- Sociedade Brasileira de Cancerologia, o oncocirurgião Ricardo Antunes, esse índice corresponde a apenas a 3% dos tumores malignos da pele, sendo contudo, o mais agressivo, com capacidade de disseminação para outros órgãos e de levar à morte caso não haja o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Getty Images/iStockphoto

                                     "A cirurgia ocupa lugar de destaque, sendo a quimioterapia, a radioterapia e, mais recentemente, a imunoterapia,opções indicadas para os casos avançados e de forma muito individualizada. Hoje os novos medicamentos trazem altas taxas de sucesso terapêutico", informa Antunes.


 Fatores de Risco

. Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioleta), principalmente na infância e adolescência.

. Exposição a Câmara de Bronzeamento, especialmente com início em idade precoce.

. Pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros (pele tipo 1 e 2 com maior sensibilidade aos raios solares)

. Fumantes pelo efeito negativo ao sistema imune.

. História familiar, chamada de Melanoma Familiar, onde o paciente e alguns membros da família apresentam mais que 50 NevusMelanociticos (várias pintas escuras pelo corpo), sendo responsável por 10% dos casos.

O presidente da SBC destaca que esse diagnóstico é essencialmente clínico e os profissionais que atuam no segmento da oncologia cutânea como dermatologistas, cirurgiões plásticos e cirurgiões oncológicos devem saber reconhecer e orientar.


Detecção precoce 

A detecção precoce é fundamental para a cura e os sinais de uma pinta suspeita deve estar na memória de cada um de nós através de uma simples e eficaz regra, a regra ABCDE:

A- assimetria da pinta (um lado é diferente do outro)

B- Bordas elevadas da pinta

C- Cores escuras variadas (preto, vermelho, azul).

D- Diâmetro maior que 6mm

E- Evolução conforme o tempo mudando de tamanho, forma e cor.

"Quando temos uma suspeita de Melanoma devemos fazer o exame de Dermatoscopia (aparelho que permite ampliação da pinta e melhor diagnóstico) e, em alguns casos, a biópsia total da pinta com exame microscópio (anatomopatológico) permitindo um melhor tratamento", orienta.

Ricardo Antunes alerta que o diagnóstico precoce é fundamental para a cura. E o cuidado com a exposição solar inadequada e o uso de protetor solar, principalmente nas crianças em idade escolar e adolescentes,são estratégias de prevenção altamente recomendadas pela Sociedade Brasileira de Cancerologia.


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA ORIENTA PARA CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA CRIANÇAS COM CÂNCER EM ESTAÇÕES FRIAS


AGASALHAR E TER AS VACINAS EM DIA SÃO FUNDAMENTAIS PARA MANTER A SAÚDE DOS PEQUENOS EM TRATAMENTO
 

Estações mais frias, como o outono e o inverno, demandam um maior cuidado com as crianças em tratamento para o câncer. Além de o paciente realizar os procedimentos clínicos e tomar os medicamentos necessários, alertam especialistas: é necessário adotar medidas essenciais para a saúde dos pequenos.

“Alguns medicamentos quimioterápicos podem provocar alterações sensoriais, dificultando a percepção da real temperatura de pés e mãos. Com isso, pode aumentar a propensão de lesões nestes locais pelo frio”, informa o oncologista pediátrico e associado da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Dr. Marcelo Milone Silva.

Como regra geral, é importante que as crianças e adolescente em tratamento oncológico mantenham-se sempre agasalhadas, evitem excessos (como sair muito à noite) e mantenham-se hidratadas, alerta o especialista.

“Os ambientes costumam ter janelas fechadas, facilitando disseminação de doenças, particularmente virais. Portanto, os pacientes devem evitar ambientes fechados com muita concentração de pessoas”, ressalta o médico, que atende no Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC), de São José dos Campos (SP). 


Vacinação em dia

Nessa época do ano também é muito comum o aumento do número de casos de gripe e demais doenças infecciosas. Por isso, orienta Milone Silva, as crianças com câncer precisam manter a sua vacinação em dia, e também as pessoas que convivem com elas, para se precaver deste risco.

Entretanto, o profissional da SOBOPE faz um alerta para que seja sempre consultado um médico para verificar a necessidade de demais cuidados específicos: “Estas informações são genéricas e, eventualmente, não se aplicam a todas as situações. Dependendo da região do país, o frio é mais ou menos intenso”, conclui.



Artrite: inflamação da articulação pode ter causas diversas



A inflamação de uma articulação, a denominada artrite, pode ser ocasionada por diversos fatores. Quem explica é Emílio Weingraber, médico reumatologista que integra o corpo clínico do Hospital Dona Helena, localizado em Joinville (SC). “Entre eles, estão trauma (como bater o joelho em uma queda, por exemplo), infecções por bactérias, vírus e fungos, alguns tipos de câncer e doenças reumatológicas (como artrite reumatoide, artrite psoriática, espondiloartrites, gota, lúpus, entre outras)”, aponta.

Segundo o especialista, em geral, o paciente com artrite sente inchaço, dor e dificuldade para movimentar as articulações acometidas. Dependendo da causa, pode também ocorrer aumento da temperatura e vermelhidão. “Artrites causadas por infecções bacterianas e algumas doenças reumatológicas podem ocasionar deformidades irreversíveis nas articulações acometidas. A maioria das doenças reumatológicas que causa artrite também aumenta o risco de infarto e AVC”, adverte.

Os fatores de riscos também são diversos. “Depende da doença que a estiver causando. Por exemplo, pacientes fumantes e com problemas dentários têm uma chance maior de desenvolver um quadro de artrite reumatoide mais grave”, explica Emílio. A artrite reumatoide é uma doença de origem autoimune marcada pela destruição progressiva de uma membrana que recobre as articulações. Estima-se que 2 milhões de brasileiros sejam afetados por essa condição.

O diagnóstico da artrite é feito somente com o exame físico realizado pelo médico. Para definir a causa, o profissional pode pedir diversos exames de sangue e de imagem. A prevenção e tratamento dependem do que a ocasiona. “Câncer e infecções podem ser prevenidos com hábitos alimentares saudáveis, exercícios, evitar cigarro, bebidas e drogas e uso de preservativo nas relações sexuais”, evidencia o reumatologista. “Já o tratamento para artrite pode variar de antibióticos para infecções bacterianas até medicamentos imunossupressores em doenças reumatológicas. Algumas causas, como as infecções virais, bacterianas e câncer podem ter cura. Nos demais casos, o tratamento tem por objetivo controlar a inflamação e evitar deformidades no futuro.”

Risco de mortes por quedas entre maiores de 75 anos duplicou nos EUA, aponta estudo


Um estudo inédito publicado nesta terça (4) pelo Journal of the American Medical Association (JAMA) revelou que o risco de mortes por quedas entre maiores de 75 anos duplicou nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, entre os anos 2000 e 2016, o número total de falecimentos causados por quedas entre idosos dessa faixa etária passou de 8.613 para 25.189 casos.

De acordo com o relatório, apesar do aumento da expectativa de vida da população americana, a taxa de mortalidade entre as pessoas desse grupo etário apenas dobrou. “Quase uma em cada três pessoas maiores de 65 anos cai por ano”, afirmou o médico Marco Pahor, diretor do Instituto do Envelhecimento da Universidade da Flórida, no levantamento.

Segundo a educadora física Letícia Marchetto, as quedas nessa idade acontecem devido a junção entre a perda da musculatura e do tempo de resposta neurológico, recorrentes no processo de envelhecimento. “Quando um idoso cai na rua, ele não cai porque está em desequilíbrio postural, e sim porque ele não foi capaz de fazer o cálculo imediato de onde deveria pisar”.

Conforme a educadora física, as quedas são de alto risco nessa faixa etária, pois podem levar a consequências mais graves, como fraturas e lesões, que podem resultar em um efeito dominó, colocando em jogo a mobilidade e vida do idoso. A educadora explica que é muito comum que idosos fraturem, por exemplo, regiões como quadril, punho e coluna.
Pensando nessa difícil realidade, Letícia Marchetto criou um trabalho direcionado para a terceira idade, usando as modalidades Pilates e Ballet Fly. Em ambas as práticas, a educadora conta que tem a prevenção de quedas como uns dos principais pilares. Tanto no Ballet Fly, que utiliza tecidos acrobáticos suspensos, quanto no Pilates são realizados exercícios que trabalham essencialmente três aspectos.

“Um deles é o equilíbrio, o qual adotamos no Pilates por meio de um trabalho de musculatura profunda, fortalecimento do core e alinhamento corporal. Também utilizamos acessórios com relevos ou superfícies diferentes para que o idoso treine justamente esse cálculo de resposta em relação ao chão e a transferência de peso para aquela superfície. Com esses acessórios, também realizamos jogos nos quais o idoso realmente brinca de pisar em lugares diferentes. Esses jogos trabalham não só o equilíbrio, mas também o fortalecimento muscular e a memória”, garante Letícia.

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