Pesquisar no Blog

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Papel do óleo de peixe na modulação do câncer gastrointestinal



Entre os dez tipos de cânceres que encabeçam a lista de mortes causadas por neoplasias, cinco deles são do trato gastrointestinal e incluem os cânceres esofageais, gástricos, colorretais, hepatobiliares e pancreáticos.

Trabalhos na literatura têm relatado que a suplementação com ácidos graxos do tipo ômega-3, principalmente, com DHA, tem tido resultados relevantes na redução da progressão tumoral, no fortalecimento do sistema imune e na melhora da qualidade de vida do paciente. O suporte nutricional com suplementos à base de óleo de peixe, também, tem mostrado desfechos interessantes no pré e pós-operatório de procedimentos gastrointestinais, em pacientes submetidos à quimioterapia, além de contribuir para a recuperação nutricional na caquexia.

O ômega-3 exerce papel imunomodulador, ou seja, é capaz de atuar em indivíduos em elevado estresse metabólico (seja pela própria doença ou por procedimentos médicos), modulando as respostas imunológicas e metabólicas. Quando incorporado na dieta de pacientes oncológicos, os nutrientes imunomoduladores podem reduzir a incidência de complicações cirúrgicas e o surgimento de infecções, bem como diminuir o tempo de permanência hospitalar. Os ácidos graxos ômega-3, fontes de EPA e DHA, podem reduzir os níveis de inflamação sistêmica, além de suprimir o crescimento tumoral pelo estimulo à apoptose celular.

Em revisão sistemática de Yu et al. (2017), os autores avaliaram os efeitos da suplementação com ômega-3, em comparação a dieta isocalóricas, no desfecho pós-cirúrgico de pacientes com câncer gastrointestinal. Os resultados mostraram que o óleo de peixe melhorou o status nutricional e a função imune de pacientes com câncer gastrointestinal, reduzindo a resposta inflamatória. Resultados semelhantes foram observados no estudo de revisão de Carmo e Fortes (2019), no qual foram avaliados os efeitos da suplementação com fórmula imunomoduladora (que incluía L-arginina, glutamina, ácidos graxos ômega-3 e nucleotídeos) em pacientes cirúrgicos de câncer gastrointestinal.

Quanto à prevenção da desnutrição e da caquexia, evidências na literatura mostram que a suplementação com ômega-3 também pode beneficiar pacientes oncológicos gastrointestinais, já que a perda de peso é uma característica desse tipo de câncer. Em estudo randomizado de Feijó et al. (2019), o status nutricional de pacientes gastrointestinais melhorou após terem sido suplementados com óleo de peixe. Além de terem ganhado peso, foi verificada, também, uma melhora no ganho de massa magra e redução na síntese de citocinas pró-inflamatórias (IL-6).

Portanto, diversas evidências na literatura apontam para a suplementação com ômega-3 na melhora do status nutricional de pacientes com neoplasias gastrointestinais em razão de seu potencial imunomodulador e anti-inflamatório.
 



Fonte: Renato Leça - CRM-SP 58.672, Professor de Oftalmologia e Coordenador das Disciplinas de Medicina Integrativa e de Nutrologia com Prática Ortomolecular da Faculdade de Medicina do ABC.



Quando o controle do câncer será uma real prioridade?



Somente em 2018, o câncer foi responsável por 9,6 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada seis mortes tem relação com a doença, o que torna o câncer a segunda principal causa de óbito no planeta.

Os números causam extrema preocupação. Em diversos países a taxa de mortalidade vem aumentando, mesmo que estejamos presenciando o surgimento de tratamentos e técnicas que visam diminuir o impacto do câncer e garantir mais tempo e qualidade de vida aos pacientes.

Frente a esse panorama, no âmbito internacional, a discussão a respeito da Cobertura Universal de Saúde tem ganhado força na última década. Este modelo pressupõe um sistema que oferece todos os tipos de serviço de saúde, desde os mais básicos aos mais complexos, para toda a população, gratuitamente e sem discriminação. No Brasil, temos bastante familiaridade com isso: o Sistema Único de Saúde (SUS) é um exemplo desse tipo de sistema, visto como referência internacional em saúde. Por meio dele, ninguém precisa se colocar em risco financeiro para obter um serviço de qualidade – ou, pelo menos em tese, não precisaria.

A Cobertura Universal de Saúde foi considerada prioridade para o desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem sido pauta das principais discussões entre órgãos e representantes de saúde de diversos países. Foi, inclusive, debatida no painel “Além das manchetes: o que será necessário para enfrentar o crescente impacto do câncer”, realizado em Genebra, durante a 72ª Assembleia Mundial da Saúde, promovida pela OMS, do qual aceitei honrosamente participar e representar a voz dos pacientes.

O crescente interesse de governos ao redor do mundo por oferecer a saúde, um direito básico e fundamental, gratuitamente a todos demonstra, certamente, um cenário positivo. Porém, por que mesmo em países que já adotam esse sistema, o câncer continua tendo uma alta taxa de mortalidade? É necessário olhar para os modelos que já existem e aprender com suas trajetórias.

É notório que a doença ainda não é tratada como prioridade no Brasil, por exemplo – os pacientes atendidos pelo SUS acabam enfrentando desafios em relação ao câncer muito em função da falta de um bom planejamento, gestão e recursos bem administrados. A Cobertura Universal de Saúde é uma estratégia em tese eficaz para trazer respostas ao controle do câncer. No entanto, as dificuldades que precisam ser enfrentadas para mudar as taxas de mortalidade crescentes para a doença estão relacionadas à falta de acesso da população ao que essa cobertura deveria oferecer. De maneira geral, a falta de programas estruturados de prevenção e rastreio para a maioria dos cânceres, as longas esperas para confirmação do diagnóstico oncológico e para o início do tratamento, opções restritas de tratamento oferecidas aos pacientes e a falta de acesso a abordagens multidisciplinares, equipes de profissionais de diversas especialidades que atuam na melhora dos prognósticos e qualidade de vida dos pacientes, são fatores importantes para entender os motivos pelos quais ainda não conseguimos virar esse jogo, mesmo já usufruindo há 30 anos da cobertura universal em nosso país.

Há vidas lutando contra o câncer neste momento. Quase 10 milhões delas foram perdidas mundialmente, só no último ano, por conta da doença. Será que isto não é grave o suficiente para repensar a assistência à doença e colocá-la no topo da lista de prioridades, contribuindo até mesmo com a criação de um modelo eficiente adaptado a cada realidade para reduzir seu impacto no mundo?






 
Maira Caleffi - presidente voluntária da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento

Insulina Technosphere inalável Afrezza® é aprovada no Brasil pela Biomm, em parceira com MannKind


VALENCIA, Califórnia e NOVA LIMA, Brasil - A BIOMM SA (BVMF: BIOM3) e a MannKind Corporation (Nasdaq: MNKD) (TASE: MNKD)  anunciam que a insulina Technosphere inalável Afrezza®, uma insulina de ação rápida para uso antes das refeições, que proporciona um melhor controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus, foi registrada hoje pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Comercializado nos Estados Unidos desde sua aprovação pelo FDA, em 2015, Afrezza® estará disponível no Brasil até o quarto trimestre deste ano, após o registro de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

"A aprovação regulatória do produto no Brasil é um marco importante para a MannKind e para a nossa parceira Biomm, após anos de pesquisa clínica e comprometimento que impulsionaram o desenvolvimento dessa terapia exclusiva. Agradecemos aos mais de 6.500 pacientes adultos e voluntários saudáveis ​​que participaram da pesquisa clínica da Afrezza", diz Michael Castagna, diretor executivo da MannKind Corporation.

Afrezza® é uma nova terapia de insulina de ação rápida, é indicada para melhorar o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus. Fornecido com um inalador pequeno, discreto e fácil de usar, é administrado no início da refeição. Afrezza® se dissolve rapidamente após a inalação para o pulmão e atinge imediatamente a corrente sanguínea. Os níveis máximos de insulina são alcançados entre 12 a 15 minutos após a administração e declinam em aproximadamente 180 minutos. O produto apresenta dados clínicos relevantes que demonstram eficácia na redução e segurança glicêmica.

Além disso, Afrezza® tem, dentre todas as insulinas disponíveis no mercado, o perfil de ação que mais se assemelha à insulina fisiológica, já que a via de absorção (pulmão) e forma (monômeros de insulina) permitem a absorção e a ação da insulina mais rapidamente do que todas as outras opções disponíveis no mercado.

"A insulina foi descoberta em 1921 e hoje, quase cem anos depois, temos a Afrezza, única opção do mercado que não é injetável. Estamos empolgados por possibilitar que os pacientes brasileiros tenham acesso a este medicamento inovador, pois acreditamos que o perfil distinto e a administração inalável de Afrezza atenderão muitas demandas dos pacientes. Como uma empresa de biotecnologia pioneira no Brasil, acreditamos que podemos ampliar nosso atual portfólio de medicamentos para diabetes, oferecendo uma nova opção a um crescente número de pacientes com diabetes", afirma Heraldo Marchezini, diretor-presidente da Biomm S/A. "Estamos orgulhosos de oferecer Afrezza® ao mercado brasileiro".

Atualmente, o diabetes mellitus afeta 425 milhões de pessoas no mundo, segundo a Federação Internacional de Diabetes (2017), sendo o Brasil a quarta maior população afetada. A diabetes mellitus é caracterizada pela incapacidade do organismo de controlar adequadamente os níveis de glicose no sangue. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, normalmente regula os níveis de glicose do corpo, mas em pessoas com diabetes mellitus são produzidos níveis insuficientes de insulina ou o organismo não responde adequadamente à insulina que produz.

Vale salientar que Afrezza® deve ser usado em combinação com uma insulina de ação prolongada em pacientes com diabetes mellitus tipo 1. Afrezza® não é recomendado para o tratamento da cetoacidose diabética e nem para pacientes que fumam.



MANNKIND CORPORATION
A MannKind Corporation (NASDAQ: MNKD) (TASE: MNKD) concentra-se na descoberta, desenvolvimento e comercialização de produtos terapêuticos para pacientes com doenças como o diabetes. A MannKind mantém o website www.mannkindcorp.com,
no qual publica regularmente seus comunicados à imprensa, além de informações adicionais sobre a MannKind. As pessoas interessadas podem se inscrever no site da MannKind para receber alertas por e-mail automaticamente quando a companhia emitir comunicados à imprensa, enviar seus relatórios na Securities and Exchange Commission ou publicar outras informações no site.


BIOMM S/A
A Biomm tem a missão de desenvolver, produzir e comercializar biomedicamentos de competitividade global, com qualidade e acessibilidade. O foco da companhia está no desenvolvimento de medicamentos biológicos, acessíveis para tratamento de doenças crônicas no país. Com inovação em seu DNA, a companhia é pioneira no setor de medicamentos biotecnológicos no Brasil. Fundada em 2001, tem sede e fábrica em Nova Lima (MG). É listada na bolsa de valores (BVMF:BIOM3). Para mais informações, acesse www.biomm.com

No Brasil, 12% das crianças entre 5 e 9 anos são obesas



A mudança nos padrões alimentares é um dos principais fatores que gera aumento da obesidade infantil no mundo. No Brasil, 12% das crianças entre 5 e 9 anos são obesas, assim como 7% dos adolescentes entre 12 e 17 anos.

A mudança nos padrões alimentares é um dos principais fatores que gera aumento da obesidade infantil no mundo. No Brasil, 12% das crianças entre 5 e 9 anos são obesas, assim como 7% dos adolescentes entre 12 e 17 anos. Para se ter um panorama dessa situação na América Latina, esse número varia de 18% a 36% entre as crianças de 5 a 11 anos; e de 16% a 35% no caso dos adolescentes, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde. Com o crescimento econômico e a ampliação da urbanização, aumentou também o consumo de produtos ultraprocessados. Isso fez o consumo de pratos tradicionais e alimentos naturais diminuírem. Por isso, representantes de órgãos de saúde da América Latina se reuniram nesta segunda-feira (03) para discutir formas de mudar essa situação. De acordo com o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, um ponto importante é aliar uma boa alimentação às atividades físicas. 

“Quando a gente dialoga sobre obesidade infantil a gente dialoga sobre dois pilares. Um da alimentação e outro da atividade física, o outro do combate ao tempo de tela das crianças que no mundo inteiro que passaram a ficar mais reclusas, muito menos expostas aquelas atividades físicas da infância e da adolescência. Nós devemos também tocar e avançar muito na questão da atividade física na escola e no esporte comunitário”.

O encontro entre representantes internacionais faz parte do II Encontro Regional sobre ações de prevenção da obesidade infantil no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para Nutrição. Os debates serão realizados até esta terça-feira, e tem objetivo de elaborar ações para acabar com todas as formas de má nutrição no mundo, além de assegurar o acesso a dietas mais saudáveis e sustentáveis para todas as pessoas. 





O perigo dentro de casa


Ortopedista do HNSG dá dicas de prevenção para evitar acidentes domésticos, uma das principais causas de fraturas.


Grande parte das pessoas, com certeza, já sofreu algum tipo de acidente em casa. É aquele tapete que escorrega, uma topada em um brinquedo do neto deixado no meio da sala, ou até uma queda na escada. Essas situações são mais comuns do que se imagina, pois acontecem, principalmente, com objetos que muitas vezes parecem inofensivos, mas que podem trazer sérios riscos para à saúde.

Não são somente acidentes de trânsito que matam ou machucam gravemente. Nós ortopedistas atendemos situações que poderiam ser evitadas, ou ao menos, ter o risco diminuído”, diz o ortopedista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), de Curitiba, Dr. Eduardo Novak. Idosos e crianças são as principais vítimas. Confira algumas dicas do médico para evitar esses acidentes domésticos:

Objetos espalhados pelo chão - Tapetinhos, chinelos de pano e brinquedos dos netos espalhados em casa de idosos, podem fazê-lo escorregar, e ocasionar fraturas graves.

Copos altos - Muito cuidado ao lavá-los, pois podem quebrar e cortar nervos e tendões. Não coloque a mão com a esponja por dentro.
 
Banco para alcançar objetos - Os bancos podem cair ou balançar e a pessoa cair de altura, sofrendo traumas sérios. Arrumar o sótão, valendo-se daquele banquinho preto cambaleante de plástico, ou mesmo aquela escada manca, para alcançar a tampa do alçapão, também pode trazer consequências indesejáveis.

Escadas - Se a pessoa não tem habilidade para trabalhar em altura, melhor não se aventurar. Quedas de
telhado causam lesões tão ou mais graves do que acidentes de trânsito.

Piscinas - Continuam fazendo vítimas. Lonas não bastam, é necessária uma barreira física para impedir o acesso dos pequenos desacompanhados.

Serras - Serras elétricas devem ser usadas por profissionais que saibam qual máquina se destina a tal fim. Há máquinas feitas para determinado tipo de material, e que são usadas para outra finalidade. Aí, mesmo profissionais podem vir a se machucar.

Carne congelada - Não deve ser cortada com faca de cozinha, aventurar-se pode trazer sérias consequências.

Casas - Devem ser projetadas pensando que idosos irão frequentá-las. Se você ainda é jovem, e está construindo um lar, pense que um dia você irá envelhecer, e a casa deverá ser acessível para você daqui a algumas décadas.

Otorrino alerta sobre doenças infantis no inverno

Do resfriado à pneumonia, médica conta quais são os indícios de que é preciso buscar ajuda médica



Com os dias mais frios e o ar mais seco, a tendência é buscarmos cada vez mais ambientes fechados e aconchegantes no inverno. O grande problema é que esse tipo de ambiente é propício para a propagação de diferentes doenças típicas da estação. As crianças, mais vulneráveis, são as mais acometidas por doenças como
 
  • Asma: caracterizada por espasmo da musculatura dos brônquios, que causa dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram de noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e às mudanças climáticas. Desta maneira, a asma é causada por fatores alérgicos ou irritativos na via respiratória.
  • Bronquiolite: infecção viral dos bronquíolos, que tem início do quadro com leve resfriado, que progride após 2 a 3 dias com chiado no peito, tosse, fadiga respiratória, cianose e febre. A infecção apresenta graus variáveis de gravidade: de leve a severa, necessitando de internação em UTI. O principal causador é o vírus sincicial respiratório.
  • Resfriado: coriza, espirros, obstrução nasal, dor de garganta, tosse e rouquidão são os sintomas da doença, que é causada por vírus. Duração de 3 a 7 dias.
  • Gripe: os sintomas dos resfriados são acompanhados de febre e são causados por vírus. Duração de 3 a 7 dias.
  • Pneumonia: infecção bacteriana ou viral no pulmão. Causa tosse, falta de ar, dor torácica e febre. Pode ocorrer tosse com expectoração.
  • Sinusite: infecção viral ou bacteriana dos seios da face. Causa sempre obstrução nasal e secreção amarelada (critérios diagnósticos maiores). Alguns pacientes podem apresentar dor de cabeça, dor nos dentes superiores, tosse e febre.
  • Rinite: causa alérgica ou irritativa. Os sintomas são obstrução nasal, coriza clara, espirros e coceira (nariz, céu da boca, olhos, ouvidos).
  • Otite: infecção bacteriana da orelha média. Causa dor de ouvido, altercação auditiva e febre. Em alguns pacientes pode ocorrer ruptura timpânica com saída de secreção.

E quando a criança sofre com algum dos problemas acima, os pais entram em desespero. A médica otorrinolaringologista Dra. Maura Neves, da capital paulista, orienta os pais sobre como agir em caso de alguma enfermidade de inverno.


Quando se deve procurar um médico?

Dra. Maura:  Sugiro sempre procurar um profissional nos quadros infecciosos. Quadros alérgicos, já orientados em consulta, podem iniciar tratamento em casa. Caso ocorra agravamento ou prolongamento dos sintomas, além de presença de algum sinal não habitual, o paciente deve ser avaliado novamente.


Por que as doenças respiratórias são tão frequentes durante o inverno?

Dra. Maura: Nessa estação ocorrem condições climáticas (seco e frio) que favorecem a proliferação de vírus. Além disso, há tendência das pessoas buscarem aglomerações ou mesmo locais fechados, o que favorece a transmissão desses agentes infecciosos - por contato interpessoal – mãos e partículas de secreções.


Elas sempre começam com alguma coriza, tosse ou espirro e febre?

Dra. Maura: Os quadros respiratórios de via aérea alta se iniciam desta maneira na maioria das vezes. A febre é frequente em quadros infecciosos e não está presente em quadros alérgicos. Coriza, tosse e espirro não ocorrem nas otites.


Tem como cuidar da criança em casa (tratamentos e cuidados caseiros, nada de automedicação)?

Dra. Maura: Há cuidados gerais, como boa alimentação, lavar as mãos com água e sabão, além de lavagem nasal com solução salina que devem ser feitos de maneira rotineira para prevenção. A lavagem nasal pode ser intensificada no início dos sintomas dos quadros de via aérea alta para alivio sintomático.


Por que a automedicação pode ser perigosa?

Dra. Maura: O uso de medicações sem prescrição médica pode: causar efeitos colaterais ao uso da mesma; mascarar sintomas da infecção atual; medicamento pode ser usado sem necessidade (por não ser indicado no quadro).


Quando é necessária a visita ao pediatra?

Dra. Maura: O pediatra deve ser visitado de rotina para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança e nos episódios de doenças agudas.


Existe alguma faixa etária em que essas doenças podem ser mais preocupantes? Qual e por quê? Como agir nesses casos?

Dra. Maura: Crianças abaixo de 2 meses devem ser avaliadas de imediato. No geral, quanto menor a criança maior a potencial gravidade da infecção. Nestes casos um médico deve ser consultado.


Existe alguma idade em que é mais comum que as crianças fiquem doentes? Por quê? 

Dra. Maura: Teoricamente, crianças entre 2 e 4 anos apresentam de 8 a 11 episódios de infecção viral ao ano. Isto decorre da imaturidade do sistema imunológico associado ao início de atividades sociais (escola etc). Atualmente, o ingresso precoce nas escolas facilitou o aumento da frequência destas infecções.


Verdade que crianças com alguma doença crônica ou alergia (como rinite ou asma) estão mais suscetíveis às doenças de inverno?

Dra. Maura: A presença de alergia ou doença crônica causa uma redução nas defesas do sistema respiratório. Isto facilita a entrada de um agente infeccioso.


É possível passar a temporada sem pegar nenhuma das doenças? Como?

Dra. Maura: SIM!  Devem-se manter as vacinas em dia, alimentação saudável com aporte de legumes e frutas in natura, realizar o repouso com horas de sono adequadas, prática de exercícios físicos. Além disso, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e realizar lavagem nasal ao menos duas vezes ao dia.


A vacina faz toda a diferença, mas nem todas as famílias têm seguido à risca as vacinações das crianças. Qual a sua recomendação?

Dra. Maura: A recomendação é vacinar-se. Em todas as faixas etárias há vacinas que devem ser recebidas: crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sugiro atenção ao calendário vacinal dos postos de saúde. As vacinas são disponibilizadas gratuitamente no Brasil e são seguras. Quem se vacina ajuda a sua própria saúde (evitando infecções) e a do próximo (ao diminuir a transmissão de doenças). Casos de câncer, hepatite etc. ou gravidez devem ser avaliados individualmente. Nas crianças, atenção à idade: cada vacina tem indicação em uma determinada faixa etária.


Quais as suas dicas de modo geral para fugir das doenças de inverno?

Dra. Maura: Manter as vacinas em dia, alimentação saudável com aporte de legumes e frutas in natura, realizar o repouso com horas de sono adequadas, prática de exercícios físicos. Além disso, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e realizar lavagem nasal ao menos duas vezes ao dia.





Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista - Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP , Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF, Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP 

Clínica MEDPRIMUS
www.medprimus.com.br

Hipertensão arterial avança no Brasil

Pesquisa inédita do Ministério da Saúde mostra que a doença é a primeira no ranking nacional. Tratamento preserva a visão. Entenda.


O maior desafio da saúde pública é a prevenção das doenças que mais afetam a população. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier os olhos são a porta de entrada do diagnóstico de diversas alterações sistêmicas. Este é o caso da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, a mais frequente doença crônica no Brasil, responsável pela morte de 16 pessoas/hora no país.

É o que mostra pesquisa inédita do Ministério da Saúde realizada entre fevereiro e dezembro de 2018 com 52.395 mil participantes acima de 18 anos. O levantamento revela que a hipertensão arterial não se restringe aos idosos. Um em cada 4 brasileiros com mais de 18 anos recebeu diagnóstico no ano passado, contra 22,6% em 2016.  Na população com 65 anos ou mais 60,9% são hipertensos e 49,5% dos que têm de 49 a 64 anos.

Queiroz Neto afirma que a pressão alta é caracterizada por valores iguais ou acima de 14 por 9 mm/Hg e nem sempre apresenta sintoma. Por isso,  muitas pessoas só descobrem a doença durante a consulta oftalmológica. Isso porque, provoca danos nas artérias da retina que exigem acompanhamento periódico do oftalmologista, além da aumentar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto, doenças cardíacas e insuficiência renal que devem ser acompanhadas de cardiologista e nefrologista nos casos em que os rins também são atingidos.


O risco do sal

O oftalmologista destaca que na alimentação o maior inimigo da hipertensão arterial e da visão é o consumo em excesso de sal que no Brasil chega a 12 gramas/dia.  Isso porque, explica, o sal de cozinha contém sódio e quando é consumido acima dos 5 gramas/dia conforme preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde), os rins não conseguem filtrar tudo. Por isso, o sódio fica depositado na corrente sanguínea onde retém água. Resultado: ”Aumenta o volume do sangue e leva à hipertensão arterial, além de predispor às retinites relacionas à má circulação”,  esclarece.

Outro efeito do excesso de sal na visão elencado por Queiroz Neto é o aumento do risco de contrair catarata. Isso porque, dificulta a manutenção da pressão osmótica entre as células do cristalino que necessitam de baixo nível de sódio para manter a transparência.

As indicações do oftalmologista para reduzir o consumo de sal são:

·         Retire o saleiro da mesa

·         Acrescente outros condimentos para realçar o sabor.

·         Evite embutidos, conservas e alimentos industrializados com glutamato de sódio.

Os sinais da catarata enumerados pelo especialista são: troca frequente dos óculos, dificuldade de enxergar à noite, cegueira momentânea com luzes contra, perda da visão de contraste, dificuldade para ler, usar o celular ou outro dispositivo eletrônico. O único tratamento é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular transparente.


Outros gatilhos em comum

Queiroz Neto afirma que a hipertensão arterial e doenças na retina relacionadas à circulação deficiente têm outros gatilhos em comum.  São eles:  
sedentarismo, obesidade, colesterol alto e diabetes.  “A prática de atividades físicas é a chave do estilo de vida que ajuda a controlar tanto a pressão arterial como estas doenças oculares”, ressalta. Na alimentação aconselha:

·         Dar preferência para frutas, legumes, e cereais integrais

·         Controlar o consumo de açúcar, carboidratos e óleo no preparo dos pratos.

·         Substituir frituras por assados

·         Diminuir o consumo de biscoitos, salgadinhos e refrigerantes.

Quem já foi diagnosticado com hipertensão arterial deve consultar um oftalmologista a cada 12 ou 18 meses para prevenir o avanço de doenças oculares que podem levar à perda definitiva da visão. No início, a maioria das alterações visuais passam despercebidas conclui.

O aumento dos casos de sarampo no país impulsiona campanha de vacinação contra a doença a partir de agosto


De janeiro até o mês de maio deste ano, foi contatada a presença do vírus do sarampo em cerca de 12 países localizados nas américas, são eles a Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

Em nosso país, o Ministério da Saúde já confirmou 83 casos da doença, sendo 43 no Pará, 27 em São Paulo, 4 no Amazonas, 3 em Santa Catarina, 3 em Minas Gerais, 2 no Rio de Janeiro e 1 em Roraima. Do total de episódios no Brasil, 27 são autóctones, todos ocorrerão no estado do Pará. Já o restante dos casos foi importado de outros países ou ainda não se sabe quais são suas fontes de infecção. 

Com o objetivo de combater a enfermidade e recuperar o certificado de eliminação da circulação do vírus no país, – que foi entregue em 2016 pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e perdido em 2018 devido à reintrodução do problema no território brasileiro –, o Governo Federal vai iniciar a partir de 10 de agosto uma campanha de vacinação contra o sarampo. A iniciativa integra o Movimento Vacina Brasil, que foi lançado em abril deste ano, visando promover ações que revertam a diminuição das taxas de coberturas vacinais registadas nos últimos anos.

De acordo com a infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, a única maneira de se prevenir contra o vírus é por meio das vacinas Tríplice Viral – que ainda é responsável pela imunização contra a rubéola e a caxumba – e Tetraviral. Esta última, além do sarampo, protege o nosso organismo de doenças como a rubéola, a caxumba e a varicela (catapora). “As duas vacinas fazem parte do calendário de imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) e também estão disponíveis em clínicas privadas. Segundo o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, a primeira injeção com a versão do tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de vida. Já a segunda dose com a tetraviral precisa ser administrada para os pacientes com 1 ano e 3 meses de idade”, recomenda.

A médica, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, esclarece que independentemente do fato do paciente não souber dizer se foi imunizado, é aconselhável que o mesmo receba a vacina.  No entanto, quem já teve o diagnóstico do sarampo em alguma fase da vida, não tem a necessidade de se vacinar. “A vacina contra o vírus é contraindicada para pacientes que estejam com a imunidade enfraquecida ou comprometida; gestantes; e pessoas que tenham alergia aos componentes da injeção. Mas estas orientações também podem variar, por isso é muito importante a procura pela orientação médica”, ressalta.


Características da doença

De origem viral, o sarampo pode ser considerado como uma doença infecciosa e contagiosa. Podendo ser transmitida por meio de secreções expelidas durante a tosse, espirro e fala, a patologia pode provocar os sintomas de coriza, conjuntivite, febre alta, tosse e o aparecimento de manchas vermelhas na pele e esbranquiçadas na mucosa da boca. A enfermidade pode acarretar complicações como as infecções respiratórias, otites, diarreia aguda e problemas neurológicos. “Tais implicações podem gerar sequelas para toda a vida como o declínio da capacidade mental, surdez, cegueira, e retardo do crescimento físico. Dependendo da gravidade do caso, a doença pode até levar ao óbito”, adverte Cláudia Murta.

Em 2018, o Brasil enfrentou a reincidência do sarampo no país, com a ocorrência de surtos em 11 estados e a confirmação de 10.326 casos. Em março deste ano, o Ministério da Saúde relatou à Opas um caso endêmico ocorrido no mês de fevereiro, no estado do Pará. Este fato acabou resultando na perda da certificação de país livre da doença.




RT Drª Cláudia Murta – CRM MG 27.582 - Especialista em Clínica Médica e em Infectologia - Mestre em Medicina Tropical pela UFMG - Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia - Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações



Maximune – Clínica de Vacinação
Rua Lagoa da Prata, 1188 – Salgado Filho – BH/MG
Instagram: @clinicamaximune

Quais são as doenças que o teste do pezinho pode prevenir?

Saiba como amenizar o desconforto do seu bebê nesse exame tão importante


No dia 6 de junho é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A data foi criada para lembrar que, com apenas uma pequena picada no calcanhar do recém-nascido, o exame de triagem neonatal detecta doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que podem causar lesões irreversíveis no bebê.

A maioria das doenças detectadas pelo teste pode ser tratada antes mesmo que os sintomas apareçam. A descoberta precoce proporciona melhores resultados nos tratamentos e maior qualidade de vida para as crianças. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é de que ele seja feito ainda na maternidade, entre o 3º e 5º dia de vida.

“Muitos pais não realizam o exame por pena da criança, que poderá sentir dor na realização do teste. Mesmo assim, as famílias precisam se conscientizar de que os benefícios são maiores. Além disso, alguns lugares já oferecem equipamentos com novas tecnologias que reduzem o desconforto do exame, pois permitem uma incisão menos profunda no calcanhar do bebê”, explica Dra. Glais Libanori, Médica Patologista e Gerente Regional de Assuntos Médicos na BD para pré-analítico.

A nova tecnologia - Lanceta Microtainer® QuikHeel™ - está disponível em hospitais e maternidades privados no Brasil e pertence a BD. Trata-se de uma micro-lâmina cirúrgica extrafina, de aço inox, que faz uma punção pendular – ou seja, um corte mais superficial que diminui a sensação de dor.

Dentre as doenças possíveis de serem detectadas pelo teste estão[1] anemia falciforme, fibrose cística, hipotireoidismo congênito, rubéola congênita, sífilis congênita, fenilcetonúria, hiperplasia congênita de adrenal entre outras.




BD
www.bd.com.br

  

Saiba como retomar a vida sexual após cirurgia de próstata


Remoção total da próstata pode afetar ereção, mas reabilitação sexual precoce é fundamental recuperação

Passar por uma cirurgia de remoção de próstata para retirada de câncer gera dúvidas e inseguranças. Mesmo que a recuperação e cura da doença sejam os pontos mais importantes, a vida sexual pós-cirurgia também é outro fator que preocupa a maioria dos homens que passa pelo procedimento de prostatectomia.

Para o uro-oncologista Dr. Marcos Tobias Machado, os principais riscos para a vida sexual, no caso de cirurgias de remoção de próstata, estão na perda da ereção, com insuficiência do pênis para atingir uma penetração firme na vagina da parceria, distúrbios na ejaculação, no controle urinário e na esfera do psiquismo. “Todas estas condições têm tratamento apropriado, que podem levar a recuperação da função sexual”, explica.

Segundo o especialista, a preservação da função sexual após a cirurgia também depende de outros fatores, como: idade do paciente, a potência prévia antes do procedimento e a preservação ou não dos nervos erigentes.  “A inervação do pênis é composta por dois nervos denominados erigentes, que passam pela região posterior e lateral poucos milímetros de distância da cápsula prostática. Nas cirurgias de remoção da próstata pode haver necessidade de ressecção dos nervos, quando a doença se estende e invade tecidos fora do órgão”, explica. Dr. Marcos Tobias.

A utilização de medicações orais ou injeções antes da cirurgia pode ajudar no sentido de melhorar o padrão de potência prévia à intervenção cirúrgica. “Isto nos dá uma ideia melhor da chance de recuperação da ereção após a cirurgia”, explica Dr. Marcos Tobias que, explica que, a recuperação completa da potência pode levar até três anos. “Alguns problemas podem ser reversíveis no tempo, podendo demorar meses ou mais tempo para uma recuperação funcional”, completa.

Com opções de tratamento é possível utilizar medicações orais, injeção intracavernosa e litotripsia extracorpórea (tem como função a regeneração dos vasos para melhorar a ereção). Apenas depois disso, caso não haja melhora na rigidez peniana, é que é indicado o implante de prótese peniana num período mínimo de 1 ano e meio após a cirurgia.


Recomendações para recuperação da vida sexual

De acordo com o urologista Dr. Marcos Tobias, logo após uma cirurgia de próstata é iniciado o uso de medicação oral diária após 10 dias do ato cirúrgico. “Isto normalmente ajuda numa recuperação mais precoce da ereção. Para casos com necessidade mais precoce de atividade sexual, recomendamos o uso de injeções intracavernosas após 30 dias da cirurgia, com ótimos resultados. Já a litotripsia extracorpórea poderia melhorar também a ereção, permitindo uma reabilitação mais rápida”, explica.

Além dos cuidados e recomendações médicas, a função sexual como um todo depende de múltiplos fatores como, a irrigação do pênis, a inervação do órgão, fatores hormonais, psicológicos e externos - como a cirurgia de próstata.

Para uma atividade sexual satisfatória, o homem deve ter uma boa saúde, com alimentação adequada, atividade física, bom período de descanso, redução de stress, checagem básica de saúde, incluindo investigação e tratamento de hipertensão arterial, diabetes, doenças neurológicas e hormonais, dentre as mais frequentes. “O prazer na atividade sexual está também diretamente associado a uma vida psíquica saudável, principalmente quando se fala do relacionamento interpessoal com a parceira”, conclui Dr. Marcos Tobias.

Tabagismo tem a maior causa de morte evitável no mundo


Estima-se que 40% da população mundial adulta seja fumante.


O fumo excessivo, ou dependência ao tabaco, causa aproximadamente 5 milhões de mortes por ano de acordo com a OMS. O Brasil se encontra na 34ª posição de país com mais fumantes, homens em sua maioria. O tabaco gera complicações em diversas partes do nosso corpo, não somente para o pulmão, como também traz problemas cardíacos, derrame cerebral, doenças que podem evoluir com necessidade de amputação de algum membro, e também pode reduzir a fertilidade feminina.

De acordo com o médico referência do dr.consulta, o pneumologista Osmar Pedro Casseb, o fumo repetitivo ocasiona algumas doenças comuns. “A DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica, é uma associação de enfisema pulmonar com a bronquite crônica, causada pelo tabaco que têm como sintomas falta de ar, intolerância ao esforço e tosse crônica”.

A dependência ao tabagismo é causada principalmente pela nicotina, uma substancia psicoativa presente na fumaça do cigarro. Ela têm um poder viciante, comparado a algumas drogas pesadas, então os receptores do cérebro acabam ficando ávidos pela nicotina, e quando ela sai do corpo o cérebro começa a sentir falta da substância. Além da dependência física, existe a comportamental, relacionada a rotina do fumante. “A pessoa que fuma faz muitos anos associa vários comportamentos, vários hábitos dela do dia a dia ao tabagismo. Como por exemplo, a pessoa tomar um café e já querer pegar um cigarro, ou fumar logo depois de uma refeição” explica o especialista.

Para o tratamento, o pneumologista indica sempre procurar um profissional da área. Também existem estratégias que podem ser usadas, como a terapia de reposição de nicotina, os famosos adesivos e gomas de mascar. Medicações especiais e também tratamentos não medicamentosos, como acompanhamento psicológico. “São vários desafios que o paciente irá enfrentar no momento que decidir parar de fumar, principalmente a dependência a nicotina. Uma parte dos danos é recuperável, outra parte já é acumulativa. Não que não vale a pena parar de fumar, é importante parar de piorar os danos aos órgãos, mas muitas vezes algumas sequelas acabam ficando permanente e não conseguimos reverter”.

Além de afetar a saúde usando a substância, quem está em volta de um fumante também é afetado. São chamados de fumantes passivos qualquer pessoa que conviva diariamente com um fumante. “Eles tem mais chances de ter alguma doença respiratória por conviver muito com a fumaça, a exposição é menor do que alguém que fuma diretamente, mas acaba prejudicando também. Os motivos para pararmos de fumar são vários, mas principalmente por prejudicar as pessoas próximas”, finaliza o médico.




dr.consulta 

Cinco dúvidas sobre a coleta e armazenamento das células-tronco


Material pode ser usado no tratamento de doenças graves


A medicina regenerativa possui um grande potencial na cura de doenças. Neste cenário, um dos métodos mais estudados para o tratamento de diversas patologias tem sido a terapia com células-tronco. “Congelar as células-tronco é uma forma de prevenção, principalmente para quem possui histórico de enfermidades graves na família, como câncer e algumas doenças imunológicas. Vale ressaltar que além de serem compatíveis com o próprio bebê, o material possui uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos”, revela Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Por tratar-se de técnicas especificas, é comum surgirem diversas dúvidas. Abaixo, o especialista esclarece as principais questões que permeiam o assunto. Confira


Quais as formas de aplicação de células-tronco?  

A terapia celular possibilita duas possíveis formas de aplicação de células-tronco. Uma delas é o transplante autólogo, no qual as células do próprio paciente, previamente armazenadas, são utilizadas. Já no transplante alogênico, as células são provenientes de outro indivíduo. A opção entre as duas formas de utilização dependerá da doença e da existência de um material compatível com o doente/receptor.  


As células-tronco do sangue do cordão são as mesmas do dente de leite e do tecido do cordão?

Atualmente há 3 grandes fontes de células-tronco: sangue de cordão umbilical, tecido de cordão umbilical e a polpa do dente de leite. “O sangue de cordão umbilical possui uma maior quantidade de células-tronco do sistema hematopoiético, ou seja, células capazes de regenerar o tecido sanguíneo e imunológico. Já por sua vez, o tecido de cordão e a polpa possuem maior quantidade de células-tronco do sistema mesenquimal, que são capazes de regenerar tecidos epiteliais”, explica o especialista.


Quais são as doenças tratadas com células-tronco?

Segundo a Fundação Parent's Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talassemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids. A mesma fundação demonstra a importância e o aumento expressivo na coleta do tecido do cordão que pode ser realizada imediatamente após a coleta do sangue do cordão.


Qual a forma de armazenamento?

No Brasil quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar, a qualquer tempo, o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é um ato preventivo. Este procedimento custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados, assim como os custos relacionados a transporte”, indica Tatsui.  

Para que o tratamento seja eficaz, há um prazo de uso do material?

Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há mais de 25 anos que demonstram viabilidade celular adequada. Isso sugere que, se o processamento e a estocagem forem realizados adequadamente (mantidos em temperatura inferior a -150 C), a expectativa é que as células-tronco continuem viáveis por décadas.




Criogênesis

Posts mais acessados