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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

2095? Não, homens e mulheres precisam valer o mesmo - já!





Você já deve ter ouvido falar que a igualdade de gênero no mundo, pelo menos no que diz respeito à remuneração de homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, só acontecerá em 2095 (segundo dados do Fórum Econômico Mundial). Não gosto dessa "realidade" numérica, pois ela engessa tomadas de decisão. Afinal, em 2095 estaremos (quase) todos mortos.

O que mais me preocupa é um outro índice do FEM, segundo o qual, o Brasil ocupa o 124º lugar, entre 142 países, no ranking de igualdade de salários. Atualmente, estamos na penúltima posição nas Américas, à frente apenas do Chile. Por aqui, as mulheres recebem, em média, 74% da remuneração dos homens, de acordo com a mais recente pesquisa da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Digo que isso me preocupa porque esse é um desafio de muito fácil resolução. Simples de verdade. Basta às empresas fazer o correto: pagar o mesmo a homens e mulheres que cumprem as mesmas funções dentro da organização.

Estou há cerca de seis anos no PayPal Brasil. Durante esse período, trabalhei muito, me foram confiadas diversas responsabilidades, enfrentei grandes desafios e tive dois filhos - o segundo há pouco mais de seis meses. Pouco depois de retornar de minha licença maternidade, de volta ao dia a dia de executiva que é uma das razões da minha vida, fui alçada ao cargo mais alto da companhia no País.

O que isso demonstra? Que mulheres são tão competentes quanto os homens, tão qualificadas, tão importantes dentro do organograma de qualquer empresa e devem ser tratadas como tal.

Segundo os últimos dados do IBGE, nós respondemos, atualmente, por 43,8% da força de trabalho no Brasil. Mas nossa participação vai caindo conforme o nível hierárquico sobe. As mulheres representam somente 37% dos cargos de direção e gerência nas empresas nacionais. E lá no topo, nos comitês executivos das grandes empresas, não chegamos aos 10%.

Se levarmos em consideração uma outra medição recente do Pnad, sobre escolaridade, esse gap fica ainda mais inexplicável. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% têm ensino superior completo, enquanto que, entre os homens na mesma categoria, esse percentual é de 11%.

E mais: a escolaridade das mulheres é maior também na esfera profissional. Elas são maioria nos cursos de qualificação de mão de obra, de acordo com estudo do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Os números não mentem: de 2003 a 2012, do 1,8 milhão de alunos e alunas dos cursos de qualificação, 713 mil eram mulheres, ou seja, mais de 60% do total.

Por isso, quando alguém vem a público para relembrar a "realidade" do Forum Econômico Mundial, de que, mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, mulheres e homens terão salários iguais em 2095, eu logo penso: "2095? Nem pensar! Vamos continuar trabalhando pela igualdade  já!".



Paula Paschoal - diretora geral do PayPal Brasil




Sociedade Brasileira de Cancerologia alerta: mudanças no estilo de vida podem evitar câncer de pâncreas



Manter o peso ideal e abrir mão do cigarro podem ajudar a evitar a doença em quatro a cada 10 pacientes 


Quatro a cada 10 casos de câncer de pâncreas poderiam ser evitados se o tabagismo fosse deixado de lado, por ser extraordinariamente danoso para a saúde, seguidos de má alimentação, excesso no consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e poluição, por exemplo. O desafio da medicina é identificar a doença precocemente. “O diagnóstico do câncer de pâncreas costuma ser difícil, já que não há exames para rastreamento. Em geral, a doença só é diagnosticada quando os sintomas se manifestam já em estágio avançado”, explica o cancerologista Robson Moura, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

A força dos fatores externos aumenta o risco de câncer. Sabe-se que 85% dos cânceres são considerados evitáveis. “Fumantes, pessoas com histórico familiar e portadores de pancreatite têm pré-disposição para desenvolver câncer de pâncreas. Adotar um novo estilo de vida é capaz de mudar, rapidamente, a incidência de um determinado tumor”, orienta Dr. Moura.



Como evitar


O pâncreas é responsável pela produção de hormônio que controla o nível de glicose na corrente sanguínea e pelas enzimas que agem na digestão de alimentos. Para evitar agravos significativos ao órgão, algumas medidas simples, devem ser adotadas. Confira!

· Saiba sobre seu histórico familiar;


· Evite o cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;


· Pratique atividade física com regularidade;


· Faça um check-up clínico frequentemente;


· Mantenha uma alimentação saudável e balanceada, à base de frutas, verduras e legumes.








Primeiro medicamento para doença rara é aprovado no Brasil



Dra. Tatiana Viola de Queiroz, especialista em Direito do Consumidor no Nakano Advogados Associados, acredita que o registro do medicamento deve obrigar os planos de saúde a custearem o tratamento.


Recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Spinraza (nusinersena), medicamento utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença rara que atinge um em cada 10 mil bebês. O medicamento, cujo custo é altíssimo, é tido como a esperança de uma vida com mais qualidade para os portadores.

A notícia do registro foi recebida com entusiasmo, pois, uma vez liberado pela Anvisa, os planos de saúde passam a ser obrigados a custear o tratamento. O Spinraza é o primeiro medicamento disponível no país para o tratamento da AME e tem a capacidade de impedir o desenvolvimento dessa doença, que ataca o sistema nervoso.

"O Spinraza é um dos medicamentos mais requisitados em ações judiciais no Brasil. A falta de registro na Anvisa era uma das principais justificativas dos planos de saúde para não custear o tratamento. Agora, com o medicamento validado, isso deve mudar", explica a Dra. Tatiana Viola de Queiroz, advogada especialista em direito do consumidor do escritório Nakano Advogados Associados.

"No entanto, não podemos esperar que os planos incluam esse tratamento de uma hora para a outra em suas apólices. Portanto, por enquanto, o registro não acabará com a judicialização. Mas deve ficar mais fácil exigir esse direito na justiça", continua.

Atualmente, o medicamento é importado e um ano de tratamento utilizando-o chega a custar R$ 3 milhões, somando-se os custos do remédio e os impostos de importação. "Vale lembrar que o Spinraza deve ser tomado para o resto da vida. A recomendação é que no primeiro ano, o portador tome seis doses. Do segundo ano de tratamento em diante, são três doses anuais. E assim será para sempre. Os custos são realmente estratosféricos", afirma a Dra. Tatiana. Portanto, outra vantagem trazida pela aprovação do medicamento será a diminuição do preço do medicamento.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) ainda vai definir o preço que será praticado no mercado brasileiro. Só depois dessa etapa, o remédio estará disponível para compra no país. A empresa farmacêutica detentora do registro também deve entrar com o pedido de inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Doença rara – A AME é uma doença genética e hereditária que se caracteriza pela degeneração e perda de neurônios motores da coluna vertebral, causando fraqueza muscular progressiva e atrofia. Os casos de AME em que os sintomas começam a ficar visíveis antes do sete meses de vida são considerados os mais graves, sendo classificados como tipo 1, numa escala que vai até 4. A doença é considerada a principal causa genética de morte de crianças.





Dra. Tatiana Viola de Queiroz – Advogada do Nakano Advogados Associados, pós-graduada e especialista em Direito do Consumidor e Direito Bancário. É Tutora em Direito do Consumidor na Comissão do Jovem Advogado da OAB/SP, membro do Conselho de Administração do Procon RJ e do CDUST - Comitê de Defesa dos Usuários da Anatel. Atuou por mais de 7 anos como advogada na PROTESTE - Associação de Consumidores e, atualmente, é Colaboradora da Comissão de Saúde Pública e Suplementar da OAB/SP - Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Santana/SP.





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