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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O desafio ainda continua



O final dos anos oitenta e praticamente toda a década de noventa pode ser considerado um período consagrado para o cliente. Muitos chamam de a década de ouro da satisfação do cliente. Isso porque muitos livros e artigos foram escritos nessa época focados exclusivamente nesse assunto. Mas não apenas isso. Revistas como Exame colocaram o tema como matéria de capa em algumas edições. Treinamentos, palestras, cursos, seminários foram também desenvolvidos dentro dessa temática.


Muitos autores ficaram famosos na época, escrevendo verdadeiros clássicos como Richard Whiteley, Karl Albrecht, Leonard Berry, Ron Zemke, Joan Koob Cannie, entre outros.


A coisa parecia que iria tomar um impulso definitivo, uma onda irreversível, o cliente, enfim, ganharia seu espaço e, dali para frente, não haveria mais como não colocar o cliente em primeiro lugar, como prioridade em qualquer empresa, tamanha pressão que havia sobre o assunto.


Muitos atribuem esse movimento de época como uma resposta quase que natural do também forte movimento pela qualidade total, advindas dos círculos de controle de qualidade desenvolvidos pelos japoneses, muito focados na produção e no próprio produto.


Porém, o que vemos hoje é que essa onda, que parecia irreversível, por algum motivo desvaneceu-se. E o cliente continua com os mesmos problemas de sempre: mau atendimento, descortesia, desatenção, impontualidade, descumprimento de promessas, falta de confiança, ou seja, a insatisfação faz parte da realidade dos consumidores brasileiros.


A revista Meio & Mensagem trouxe no ano passado uma reportagem sobre uma pesquisa em que revela uma situação melancólica, para não dizer dramática. O texto diz: “O quanto você acredita que as marcas são honestas com seus próprios clientes? Pois nada menos que 81% dos consumidores brasileiros ouvidos em um estudo realizado pela Cohn & Wolfe avaliaram que as marcas não são “abertas e honestas”.


 Os 19% que acreditam na abertura e honestidade das marcas representam um índice abaixo da média global, que é de 22%.
Por outro lado, 92% dos participantes brasileiros da mostra afirmam que recompensariam uma marca autêntica, ou seja, aquela que ele detecta a partir de sua experiência e não de discursos das marcas, sendo fiéis ou mesmo recomendando-a a outros consumidores.


Que número expressivo: 81%! E com um agravante: observe o quanto houve de evolução tecnológica e digital dos anos noventa para cá, que, de uma forma ou de outra, ajudaram (ou deveriam ajudar) tremendamente as empresas a atenderem melhor seus clientes! Mas os problemas permanecem. E notem o que a pesquisa também revela que os clientes estão ávidos por terem experiências concretas, reais de satisfação, e não de discursos desprovidos de sinceridade das marcas. 


É necessário encarar com profundidade o problema da satisfação do cliente. As pessoas, com toda a razão, tem uma enorme desconfiança com relação às marcas. E, pelo visto, conforme os números, o mundo digital não está ajudando muito. Fica claro que a origem desses problemas está em outro campo. Parece ser uma questão filosófica, de mentalidade. Então, a excelência em serviços não está tanto no que as empresas fazem, mas no que as empresas pensam!






Paulo César Silva
 - consultor de empresas na área de gestão de serviços e excelência na satisfação do cliente, além de professor da ESPM. Atuou por mais de 20 anos nas áreas de vendas e marketing e funções gerenciais em empresas como Xerox do Brasil, Kodak, Pantanal Linhas Aéreas, entre outras. 






Motorista pode pedir a 2ª via da CNH ao Detran.SP pelo celular



 Departamento de Trânsito oferece aplicativo para smartphone ou tablet com essa facilidade; Condutor recebe o documento em casa


Perdeu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o documento foi furtado ou roubado ou está em mau estado de conservação e precisa de uma 2ª via? A boa notícia é que o pedido pode ser feito de qualquer lugar, com alguns cliques na tela do seu celular. A facilidade está disponível por meio do aplicativo de serviços do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP).

O app pode ser baixado gratuitamente por smartphones e tablets com sistema operacional iOS ou Android nas lojas virtuais Apple ou Google Play, digitando “Detran.SP” na busca. Depois de fazer o download, o acesso ao serviço online "Pedir 2ª via da CNH” pelo app é feito com o mesmo login e senha de cadastro do portal do departamento de trânsito, (www.detran.sp.gov.br), que também oferece o serviço online.

“Com o aplicativo instalado, o usuário leva o Detran na palma da mão. Investimos cada vez mais em tecnologia para otimizar o acesso aos serviços de trânsito. Sabemos que a CNH é utilizada por muitas pessoas não só para conduzir, mas como documento de identidade. Por isso, facilitamos o pedido da 2ª via pelo app”, ressalta Maxwell Vieira, diretor-presidente do Detran.SP.

No 1º semestre de 2016, foram realizados 73.974 pedidos eletrônicos da 2ª via da habilitação, sendo 44 mil feitos pelo aplicativo. No mesmo período de 2017, houve 38,5% de aumento no número de solicitações do documento exclusivamente pelo app. Ao todo, o Detran.SP registrou 95.469 pedidos no 1º semestre deste ano, dos quais 60.970 foram por celulares ou tablets.

Para receber o documento em casa, após fazer o pedido eletrônico basta pagar a taxa de emissão de R$ 41,37 e o custo de envio pelos Correios de R$ 11 em agências, caixas eletrônicos ou pelo internet banking dos bancos conveniados.

A entrega é feita em até sete dias úteis depois da emissão, no endereço em que a CNH está registrada. Por isso, é imprescindível que esteja atualizado.  No próprio app o condutor pode acompanhar se o documento já foi emitido e obter o código de rastreamento da entrega. 

O passo a passo para pedir a 2ª via da CNH pode ser consultado no portal www.detran.sp.gov.br, na área de “CNH-Habilitação”.


Porte obrigatório – Vale lembrar que a habilitação é documento de porte obrigatório e só a via original tem validade para a condução do veículo, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Nenhum documento substitui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), nem mesmo o protocolo do pedido de 2ª via emitido pelo Detran.SP ou o Boletim de Ocorrência.

Por isso, o motorista que, eventualmente, ficar sem o documento terá de aguardar a 2ª via para voltar a dirigir. Conduzir sem portar a CNH é infração leve e o motorista é penalizado com multa de R$ 88,38 e três pontos no prontuário. 


Serviços eletrônicos – No portal do Detran.SP, o cidadão pode realizar 26 serviços de trânsito relacionados a Carteira Nacional de Habilitação (como 2ª via e CNH definitiva), veículos (pesquisa de débitos e restrições) e infrações (consulta de multas e solicitação de recurso de penalidade), entre outros. Basta fazer cadastro e criar login e senha, que garantem a segurança dos dados pessoais.

O Detran.SP oferece, ainda, três aplicativos gratuitos para tablets e smartphones, com diversas funcionalidades, como: solicitar 2ª via da CNH e acompanhar a emissão do documento; consultar multas do próprio veículo; treinar para a prova teórica; além do jogo educativo do Clube do Bem-te-vi. Os aplicativos estão disponíveis para as plataformas Android e iOS.





DETRAN.SP:
O Detran.SP é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão. Para obter mais informações sobre o papel do Detran.SP, clique neste link: http://scup.it/aanx

INFORMAÇÕES AO CIDADÃO:

Disque Detran.SP – Capital e municípios com DDD 11: 3322–3333. Demais localidades: 0300–101–3333. Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h.

Fale com o Detran.SP e Ouvidoria (críticas, elogios e sugestões) – Acesso pelo portal, na área de "Atendimento".





Quatro ensinamentos que podemos passar para os filhos com a crise politica



Tolerância e resiliência são características fundamentais na formação de crianças e adolescentes


Educar uma criança não é uma tarefa fácil, e na busca por fazer o melhor trabalho possível, os responsáveis podem acabar perdendo a direção quando inseridos em um cenário de crise. Com a situação política no Brasil, em que a mídia constantemente apresenta casos de corrupção, problemas econômicos e de violência, fica a pergunta para os pais: “O que podemos ensinar para nossos filhos?”. Em momentos assim, manter a família unida torna-se um grande desafio, mas, segundo o Rabino Samy Pinto, mestre e doutor em Letras e Filosofia pela USP e com especialização em educação em Israel, a situação deve ser encarada como uma oportunidade de repassar aos filhos ensinamentos importantes.

Samy ressalta que os responsáveis devem entender que não atuam como pais apenas na situação de provedores financeiros, mas responsáveis por educar e, além disso, dar bons exemplos nesses momentos de crise de ordem ética e moral. Assim, o Rabino pontuou quatro valores que podem ajudar a guiar o caminho de pais que se encontram confusos sobre como aproveitar a crise política para influenciar seus filhos de maneira positiva.

  • TOLERÂNCIA
A tolerância é um princípio fundamental para uma boa convivência e, ao mesmo tempo, é algo que se encontra cada vez mais distante das relações políticas nacionais, marcadas por discursos de desrespeito e ódio. De acordo com o rabino Samy, esse é um ensinamento que deve começar com exemplos no dia a dia. “Reconhecer o valor no próximo é um fator que caracteriza um grande homem, de acordo com a sabedoria judaica. Os pais devem ensinar os seus filhos a procurar o mérito no outro e respeitá-lo. Ensinar que a qualidade de cada um pode completar o coletivo e que uma nação é a soma das qualidades individuais de seus cidadãos”, explica o rabino.

  • DIÁLOGO
O diálogo aparece como um caminho fundamental na construção social e individual de crianças e adolescentes, pois gera relações de respeito e confiança através do ato de reconhecer a si mesmo no interlocutor e trocar experiências. “Vivemos em uma época na qual não deixamos o outro falar. Interrompemos e atrapalhamos a fala do próximo. Os sábios judeus explicam que Deus criou o homem com dois ouvidos e uma boca para ouvir em dobro. Grande parte dos conflitos familiares, sociais e políticos são fruto da ausência dessa preciosa habilidade de saber ouvir”, comenta o rabino.

  • FORMAÇÃO CIDADÃ
Um dos maiores gargalos em relação às políticas públicas no Brasil está na educação, principalmente, no que diz respeito aos direitos e deveres civis e ao funcionamento da política. “É papel dos pais formar a criança e o adolescente como um futuro cidadão. Passar os valores e ensinar os filhos a ouvir e dialogar com as atuais lideranças, começando em casa com os pais, expandindo para os professores até chegar aos políticos, é fundamental para preparar um bom futuro para o indivíduo e a família. O objetivo da educação deve ser gerar autonomia para que seja possível criar jovens informados e prontos para lidar com diferentes momentos políticos”, comenta Samy.

  • RESILIÊNCIA
Nada melhor do que repassar o valor da resiliência para crianças que se encontram no meio do furacão político que acontece no Brasil. Ser resiliente é ter a capacidade de se adaptar às mudanças e recobrar-se facilmente de situações adversas. “As adversidades e barreiras são algo presente na vida de todos. Muitos personagens da literatura judaica se encontraram em situações de grande adversidade. Um exemplo é José no Egito, que mesmo sendo vendido por seus irmãos e aprisionado, se adaptou a cada situação até alcançar grande importância em grave crise política e econômico da região, e assim salvando muitos de sua nação”, exemplifica Samy.

De acordo com ele, partindo do diálogo e de exemplos diários, pais e mães têm a tarefa de criar filhos que saibam enxergar qualquer situação ruim como uma oportunidade de ser alguém melhor e de gerar impactos positivos. “São dicas simples, mas que podem ajudar os responsáveis a formarem jovens conscientes, sábios e tolerantes, características fundamentais para conviver bem em sociedade”, finaliza.





Rabino Samy Pinto - formado em Ciências Econômicas, se especializou em educação em Israel, na Universidade Bar-llan, mas foi no Brasil que concluiu seu mestrado e doutorado em Letras e Filosofia, pela Universidade de São Paulo (USP). O Rav. Samy Pinto ainda é diplomado Rabino pelo Rabinato chefe de Israel, em Jerusalém, e hoje é o responsável pela sinagoga Ohel Yaacov, situada no Jardins também conhecida como sinagoga da Abolição.




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