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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Percepção do brasileiro sobre o Médico-Veterinário é revelada em pesquisa sobre comportamento de tutores de cães e gatos



Embora o vínculo emocional do brasileiro com os pets seja cada vez maior, proximidade do Dia Nacional do Médico-Veterinário, 09 de Setembro, levanta uma reflexão: os tutores reconhecem a importância deste profissional para a saúde e bem-estar dos pets?


Ao longo dos mais de 46 anos de profissão regulamentada, os Médicos-Veterinários vêm mostrando a importância de seu trabalho para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, por meio dos serviços prestados à sociedade no cuidado com a saúde e bem-estar dos animais, preservação da saúde pública, produção de alimentos saudáveis e em atividades voltadas para garantir a sustentabilidade ambiental do planeta, atuando em mais de 80 especialidades.

De acordo com o IBGE, o país possui, atualmente, 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos sendo que, dos 65 milhões de domicílios do país, 44,3% possuem pelo menos um cão e 17,7% pelo menos um gato. Ou seja, cães e gatos passaram a fazer parte da composição familiar do brasileiro.

Com a proximidade da data dedicada ao Médico-Veterinário, comemorada no Brasil em 09 de Setembro, uma importante reflexão se faz necessária: o brasileiro reconhece a importância deste profissional para a saúde e bem-estar dos pets?

O tema foi destaque em uma pesquisa, encomendada ao IBOPE Inteligência pelo Centro de Nutrição e Bem-estar Animal WALTHAM™, referência mundial no cuidado e nutrição de animais de estimação, localizado na Inglaterra, parte da Mars, Incorporated.

O estudo revelou que a frequência de ida à clínica veterinária, incluindo serviços de higiene e cuidados com a saúde, é maior entre os tutores de cães do que entre os tutores de gatos: a média é de 2,8 vezes por ano contra 2,3 por ano.

Entre os principais motivos que levam o tutor a procurar o Médico-Veterinário estão: consulta de rotina e vacinação, aparecimento de doenças, higiene e emergência (veja tabela abaixo).

1)      Consulta de rotina e vacinação: 79% para cães e 76% para gatos
3)      Higiene: 17% para cães e 15% para gatos

2) Aparecimento de alguma doença: 26% para cães e 19% para felinos
4) Emergência: 9% para cães e 12% para felinos


Outros pontos interessantes foram identificados, como o fato de o Médico-Veterinário ter sido apontado como a principal fonte de informação para os tutores. Outros fatores sobre o profissional também identificados:

·         A importância reconhecida de realizar a vacinação sempre com um Médico-Veterinário;

·         Animais de raças precisam visitar mais o Médico-Veterinário, já que possuem mais problemas de doenças do que os animais sem raça definida;

·         Pets adotados acabam precisando do serviço veterinário por motivo de emergência;

·         A percepção de que ter gatos é mais barato porque raramente adoecem e necessitam de idas ao consultório veterinário;

·         Cães e gatos sem raça definida não ficam doentes e, por isso, não precisam ir ao Médico-Veterinário com frequência;

·         Pets que ficam e dormem dentro de casa tem frequência maior de ida à clínica veterinária do que os que vivem fora de casa;

·         Dos entrevistados não possuidores de pets, 42% citaram que o acesso a serviços veterinários mais acessíveis financeiramente os fariam tomar a decisão de ter um animal de estimação;

·         Embora uma nutrição de qualidade, completa e balanceada, seja essencial para a saúde, bem-estar e qualidade de vida do animal, pouco mais da metade dos tutores de cães (51%) busca orientação do Médico-Veterinário para entender qual a alimentação mais adequada para o seu pet, número que se mantém quase igual para os tutores de gatos (52%). 


PERFIL DOS TUTORES

A pesquisa IBOPE Inteligência mostrou que a maioria dos brasileiros tutores desses cães é homem, casado, mora com mais de uma pessoa e é de classe AB. Já os tutores de gatos são, em sua maioria, mulheres, solteiras, que moram em apartamentos e são de classe BC. 

O estudo comprovou, ainda, a conexão emocional dos brasileiros com seus animais de estimação, assunto amplamente estudado por WALTHAM™ no mundo todo, uma vez que os pets representam uma parte essencial da sociedade e fornecem um apoio valioso em facilitar a interação humana e os contatos sociais, além de proporcionar companhia. Durante duas palestras na cidade de São Paulo no último mês, Dra. Sandra McCune, pesquisadora e líder científica de WALTHAM™, falou para cerca de 300 Médicos-Veterinários sobre os resultados de recentes pesquisas na área. 


Tutores de cães

A pesquisa IBOPE Inteligência mostrou que os tutores de cães são, em sua maioria (51%), casados, têm, em média, 41 anos e 93% moram com mais de uma pessoa. Além disso, observou-se que 82% são de classe AB (na classe A são 24%), 59% moram em casas e 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles sem raça definida. 

Dos entrevistados, 68% acreditam que os cães trazem conforto emocional e 44% veem seus cachorros como filhos, sendo que a maioria desses respondentes são mulheres solteiras de até 40 anos. 

A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para os cães, já que 95% dos donos optam por alimentação seca.



Tutores de gatos

Em relação aos tutores de gatos, a pesquisa mostra que 61% são mulheres, têm em média 40 anos e 62% moram em casas. Dos entrevistados, 48% acreditam que os felinos entendem o humor dos tutores e 45% veem seus gatos como filhos, sendo a maioria desses respondentes as mulheres solteiras de até 40 anos.

Observou-se, também, que as características relacionadas aos gatos apontadas pelos entrevistados são mais voltadas ao que ele é e menos ao que ele significa. Alguns exemplos: gatos são mais independentes, são menos carentes, não precisam tomar banho com frequência, entre outras.

A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para o pet, pois 94% dos entrevistados optam por alimentação seca.



Sobre a pesquisa

O estudo foi encomendado pela Mars Brasil, líder no mercado de alimentação para cães e gatos com marcas como PEDIGREE®, ROYAL CANIN®, WHISKAS® E EUKANUBA™, com o objetivo de entender o padrão de comportamento do brasileiro na interação com seus pets, além de entender as principais barreiras para aqueles que, atualmente, não possuem animais de estimação. 

A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo que a qualitativa foi feita com 13 grupos de discussão em São Paulo, Recife e Porto Alegre. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos, divididos em três grupos: donos de cães, donos de gatos e não possuidores – com intenção de ter um pet nos meses de janeiro e fevereiro de 2015.

A etapa quantitativa tem uma base de 900 entrevistados, sendo 300 donos de cães, 300 donos de gatos e 300 não possuidores – com intenção de ter. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal entre os dias 25 de junho a 17 de julho de 2015. A margem de erro da pesquisa é de 6 pontos percentuais por segmento e de 3 pontos percentuais no total da amostra.





MARS, Incorporated





SETEMBRO AMARELO: PREVENÇÃO CONTRA O SUICÍDIO. COMO EVITAR UMA TRAGÉDIA?



Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que tem como intuito alertar a população sobre a realidade do suicídio e as formas de prevenção. De acordo com a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), este trabalho surgiu para disseminar informações que podem auxiliar a sociedade a desmitificar o tabu em torno do assunto e ajudar médicos a identificar seus fatores de risco, tratar e instruir seus pacientes.

Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP, o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014, em Brasília. Em 2015, a campanha conseguiu uma maior exposição com ações em todas as regiões do País. No exterior, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio – também incentiva a divulgação do evento.

Segundo a ABP, todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil, e mais de um milhão em todo o mundo. A ABP afirma ainda que 17% das pessoas no Brasil pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida.
Estima-se que até 2020 poderá ocorrer um aumento de 50% na ocorrência anual de suicídios em todo o mundo, ultrapassando o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados.

Mas, afinal, o que leva uma pessoa a pensar em suicídio ou a chegar a cometê-lo? Segundo a ABP, “o suicídio pode ser definido como um ato deliberado, de forma consciente e intencional, usando um meio que ele acredita ser letal”. O comportamento suicida vai num crescente que envolve desde pensamentos até planos e a tentativa de suicídio. Trata-se de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. Sendo assim, o pensamento suicida deve ser considerado como o desfecho de uma série de variáveis que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser levado em conta apenas determinados acontecimentos pontuais de sua vida.

Conforme a ABP, há diversas maneiras de prever e impedir o ato suicida. Os dois principais sinais de alerta são:

• Tentativa prévia de suicídio: é o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente.

• Doença mental: sabemos que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes, não diagnosticada ou não tratada de forma adequada.
Os transtornos mentais mais comuns incluem depressão; transtorno bipolar; alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas; alguns transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco.

Outros fatores de risco também devem ser considerados, como o sentimento de desesperança, desamparo e desespero; doenças clínicas graves, como câncer, AIDS ou doenças degenerativas; maus tratos na infância, como abuso físico e sexual; dentre outros.

Muitas pessoas com intenção suicida expressam, de modo sutil, o desejo de morrer; falam de sua falta de esperança, do sentimento de culpa e de a vida não valer mais a pena. Amigos, familiares, pessoas que tenham contato com alguém demonstrando tristeza profunda e com um discurso pessimista precisam levar em consideração o risco de suicídio. Poderão, assim, conversar e levar o indivíduo para receber ajuda especializada.

Vale lembrar que as Unidades de Urgência e Emergência (geral e/ou psiquiátrica), os Serviços Especializados e outros são de fundamental importância para os indivíduos que estão em situação de crise.
Portanto, ao menor sinal de alterações no comportamento compatíveis às características citadas acima, é imprescindível buscar ajuda médica o mais rápido possível.





Prof. Dr. Mario Louzã - médico psiquiatra e psicanalista. Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. (CRMSP 34330)




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