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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dança: importante aliada na cura da depressão




Junto do tratamento médico, atividade recupera a confiança, concentração, equilíbrio e consciência corporal, qualidades frequentemente prejudicadas pela doença


depressão é multifatorial: suas causas podem incluir não só aspectos ambientais, mas também genéticos e biológicos. Por isso, o melhor tratamento para a doença é o multidisciplinar, que inclui acompanhamento médico e psicoterápico, além de atividades complementares, que podem ajudar no processo de recuperação quando o paciente já está respondendo às terapias.

Entre essas práticas, a dança se destaca como grande aliada. “A pessoa deprimida sofre prejuízos sociais e também físicos, já que perde condicionamento, pela falta de energia”, afirma a psiquiatra Giuliana Cividanes, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Dançar ajuda no reequilíbrio mental e no reconhecimento do próprio corpo, melhorando a autoestima. Além disso, a atividade promove a reintegração social, pois estimula a socialização”, completa.

Para promover a conscientização sobre o tema e ajudar as pessoas a superar a depressão, a Libbs Farmacêutica, em parceria com o Instituto Ivaldo Bertazzo, criou o projeto Próximo Passo, um movimento que tem o objetivo de trabalhar com pessoas que convivem com depressão – ou até mesmo que já superaram a doença – por meio da dança.

Depois de passar por uma seleção entre mil inscritos no projeto, 40 pessoas estão ensaiando desde o mês Junho para apresentar um espetáculo no início de outubro no SESC Vila Mariana. A trajetória de superação do grupo ainda dará origem a um documentário, que trará histórias dos participantes como forma de conscientização sobre a doença e, o melhor, sobre como é possível superá-la por meio do movimento do corpo. Gerd Werle, que faz parte do elenco do Próximo Passo – O Espetáculo, conta que a experiência na dança tem sido ótima oportunidade para trabalhar a sociabilização, além de outras questões.  “Desde que iniciei os ensaios, senti a evolução principalmente no relacionamento interpessoal. No trabalho, me sinto mais aberto para interagir com os colegas”, conta Gerd.


Causas, sintomas e tratamento

Mais incidente na população feminina, a depressão é caracterizada por alterações emocionais e físicas. “A doença afeta o corpo de uma forma sistêmica. Então, inclui desde sintomas psíquicos, como perda da capacidade em sentir prazer, tristeza profunda e apatia, até sinais físicos, como alterações de sono e apetite, cansaço e aumento de quadros infecciosos e inflamatórios”, descreve Giuliana.

As causas da doença incluem desde fatores genéticos até experiências de vida do paciente. “A depressão é multifatorial: pode ser desencadeada por aspectos biológicos, genéticos e ambientais, como o estresse e dificuldades da vida. Nesse sentido, a própria personalidade influencia, já que cada pessoa reage de uma forma às diferentes situações”, ressalta. Algumas doenças sistêmicas, o uso de drogas e o alcoolismo também aumentam o risco de desenvolver o distúrbio.

O tratamento varia de acordo com o grau de evolução da doença. No entanto, o melhor é o multidisciplinar, que inclui a psicoterapia e o tratamento médico.  Também é importante que o paciente retome gradualmente suas atividades – e até mesmo adote novos hobbies, como dança, meditação, caminhada, entre outros.





IDEOLOGIA DE GÊNERO, O EMBUSTE FINAL



       Há alguns dias, na apresentação do programa Estúdio I (GloboNews),  a jornalista Maria Beltrão entrevistou um casal que decidiu atribuir nome neutro a seu bebê, a quem não tratam como menino ou menina, para que a "identidade sexual" da criatura venha a ser resultado de escolha ou escolhas a fazer no futuro. Durante um bom quarto de hora ambos discorreram sobre o tema, estimulados pela entrevistadora, enquanto esta e demais membros do colegiado opinativo intercalavam expressões de admiração e reverência àquela notável efusão de sabedoria e responsabilidade parental. A ninguém ocorreu perguntar que tipo de escolha pode fazer quem sequer sabe o que é porque não lhe é permitido saber.

        Impossível desconhecer a existência, no Ocidente, de uma articulação para impor as teses da ideologia de gênero através, principalmente, da comunicação social e do sistema de ensino, mirando de modo resoluto e implacável a população infantil. A ideologia de gênero já integra o patrimônio vitorioso do "politicamente correto". Quem vê equívoco no que aquela dupla está fazendo com o bebê, acolhe imediatamente os adjetivos homofóbico, sexista, machista e preconceituoso. 

        No ano passado, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, motivada pela apresentação do projeto de lei da Escola Sem Partido, emitiu uma Nota Técnica sustentando a inconstitucionalidade do projeto. Nela se lê:

“O que se revela, portanto, no PL e no seu documento inspirador é o inconformismo com a vitória das diversas lutas emancipatórias no processo constituinte: com a formatação de uma sociedade que tem que estar aberta a múltiplas visões do mundo; com o fato de a escola ser um lugar estratégico para a emancipação política e para o fim das ideologias sexistas – que condenam a mulher a uma posição naturalmente inferior, racistas – que representam os não-brancos como os selvagens perpétuos, religiosas – que apresentam o mundo como a criação dos deuses, e de tantas outras que pretendem fulminar as versões contrastantes das verdades que pregam”.

        A procuradora federal que assina essa nota técnica, Dra. Deborah Duprat, em debate com o Dr. Miguel Nagib, do Escola Sem Partido, afirmou textualmente: "Ademais, essa percepção equivocada de que a criança pertence à família; que a família tem um poder absoluto (!) sobre a criança - isso não é verdade. A constituição diz que a criança é um problema (?) da família, da sociedade e do Estado. A criança recebe educação na família, mas precisa ser preparada para o espaço público". A construção do espaço público tem uma arquitetura bem clara na mente da Dra. Deborah e ela não admite divergência. Quando a lei federal removeu a ideologia de gênero da Base Nacional Curricular Comum, os burocratas do MEC tentaram impô-la às unidades federadas através de ato administrativo. Mas se fazia necessária a aprovação pelas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores. E quando os legislativos começaram a derrubar a proposta, a Dra. Deborah voltou à carga requerendo ao PGR Rodrigo Janot que questionasse junto ao STF a constitucionalidade dessas leis locais restritivas.

        O que a jornalista Maria Beltrão e seu colegiado opinativo politicamente correto desconhecem, escudados pela Dra. Débora Duprat (que conhece bem) é que a ideologia de gênero serve-se de algumas minorias, para a ruptura marxista da ordem familiar. A ideologia de gênero é, então, meramente instrumental. O roteiro vai adiante com sua substância política, deixando para trás seres humanos cuja identidade - logo ela -  vira uma torre de Babel sempre em construção. Não sei o que mais possa ser adulterado, depois disso, para aprofundar a desumanização do humano.





Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.



VIOLÊNCIA NA ESCOLA



Na semana passada, a imagem de uma professora de 51 anos com o sangue escorrendo no rosto viralizou e provocou indignação nas redes sociais. Marcia Frigi dá aulas de português e literatura num supletivo para adolescentes e adultos em Indaial, município catarinense de pouco mais de 55 mil habitantes, a 160 km de Florianópolis. Local da agressão: a sala de aula. Causa: pediu a um aluno de 15 anos que colocasse o livro que tinha no colo sobre a carteira, suspeitando que ele estivesse ocultando um celular.  O garoto reagiu com um palavrão. A professora o expulsou da sala e foi agredida primeiro com o livro e depois com socos.

Lamentável, mas o que é pior, agressões físicas ou verbais de alunos a professores se multiplicam, geralmente em manifestações contra a tentativa de impor a disciplina necessária para o bom aprendizado. Isso tanto nas escolas particulares quanto nas públicas, especialmente em regiões carentes ou periféricas. O agressor da professora Marcia, como tantos outros, tem antecedentes de abuso e violência: uma surra do pai alcoólatra o deixou em coma e já bateu em colegas e na própria mãe. Como tantos outros, uma das raízes desse caso deve estar na desestruturação familiar ou na falta de limites impostos pelos pais, que até endossam comportamentos inadequados dos filhos, o que enfraquece ainda mais a já rarefeita autoridade do professor em classe.

O trágico cenário desse descompasso surge em pesquisa realizada há menos de dois anos: quase 5 mil docentes relataram ameaça à vida, mais de 16 mil tiveram pertences furtados e quase 15 mil citaram casos de porte de faca ou arma de fogo dentro do colégio. Experiências de outros países mostram que é possível reverter a situação. Ou seja, o caminho para pacificar as escolas já está traçado e testado. Inclui capacitação de professores para lidar com alunos-problema e adoção de normas claras e outras medidas contra a violência, como detectores de armas, assistência psicológica a jovens e familiares, equipes treinadas para coibir a violência. E, principalmente, mão firme dos governos e da sociedade. E, principalmente, dos pais interessados em possibilitar aos filhos uma boa educação.



Luiz Gonzaga Bertelli - presidente do Conselho de Administração do CIEE.




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