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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Saiba quais alimentos são “amigos” ou “inimigos” da saúde no combate ao colesterol





Para conscientizar a população no Dia Nacional de Combate ao Colesterol, segunda-feira, 8 de agosto, gerente de nutrição do HCor

ressalta que uma alimentação balanceada, rica em vegetais, frutas, laticínios desnatados, carnes magras e cereais integrais é ideal para manter os níveis de colesterol normais




Vital para o organismo, o colesterol é um composto que desempenha diversas funções, como transporte das gorduras, manutenção da permeabilidade das células, síntese de hormônios e de vitamina D. Apenas 30% do colesterol total são provenientes do consumo de alimentos de origem animal (origem exógena).

Os outros 70% são fabricados pelo fígado (origem endógena). “Existem vários tipos de colesterol, mas em geral destacamos dois: o bom e o mau. O colesterol bom é conhecido por HDL, enquanto o mau é chamado de LDL (veja quadro), cujo o excesso é justamente o que está associado ao desenvolvimento das doenças cardiovasculares”, explica a nutricionista, Rosana Perim, gerente de nutrição do HCor – Hospital do Coração.       
    
Para conscientizar a população sobre os riscos do acúmulo do LDL no organismo, em prol ao Dia Nacional de Combate ao Colesterol, nesta segunda-feira, 8 de agosto, a gerente de nutrição do HCor explica que fatores genéticos podem estar relacionados ao aumento de colesterol sanguíneo, mas, na maioria dos casos, atualmente, ocorre por meio de hábitos alimentares incorretos, influenciados pelo elevado consumo de alimentos ricos em colesterol, gorduras saturadas e gordura trans. “Uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais é indicada para todos os indivíduos, especialmente para aqueles que pretendem manter os níveis de colesterol no sangue desejáveis”, recomenda a nutricionista. 

Dieta equilibrada
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os valores ideais de colesterol devem ser: LDL abaixo de 130mg/dL, HDL acima de 60 mg/dL e colesterol total abaixo de 200mg/dL. Por isso, Rosana ressalta que é muito importante ficar atento ao tipo de alimentação que adotamos em nosso dia-a-dia. “A base de uma dieta saudável e balanceada para quem está com o colesterol aumentado está na diversificação e na escolha correta dos tipos de gordura presentes nos alimentos. Isso, claro, sempre de maneira equilibrada e sem exageros”, lembra a nutricionista.

Amigos e inimigos da saúde
Para que possamos compor uma dieta mais saudável, Rosana destaca quais alimentos são “amigos” e “inimigos” da saúde no combate ao colesterol ruim. Entre os amigos, temos verduras e legumes; frutas; cereais integrais; aveia; laticínios desnatados; margarinas cremosas; peixes – de preferência salmão, sardinha, anchova e atum –; azeite de oliva; azeitona; óleos vegetais de soja, milho, girassol ou canola; e oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas, amendoim e linhaça.

Já entre os inimigos, temos carnes gordurosas, como costela, picanha, contrafilé e pernil; frutos do mar, como camarão, lula, marisco e lagosta; manteiga e margarinas duras; embutidos, entre os quais estão salsicha, linguiça, mortadela, salame, bacon, torresmo; banha de porco, azeite de dendê; leite integral e derivados; queijos amarelos; biscoitos amanteigados e croissant; aves com pele; vísceras, como coração de frango, miolo e fígado; doces com cremes e chantilly; chocolate ao leite; polpa e leite de coco. 

Consumo de ovos
Por algum tempo, o ovo foi considerado vilão, pois acreditava-se que o colesterol existente na gema poderia elevar os níveis de colesterol no sangue. Porém, os resultados de diversas pesquisas recentes mostraram que a lecitina presente nos ovos funciona como emulsificante natural de gordura, o que inibe a absorção do colesterol presente no alimento, quando ele chega ao intestino. “Esse processo, por sua vez, impede, naturalmente, que o colesterol aumente, mesmo que os ovos sejam ricos nesta substância”, explica Rosana.

A inibição da absorção não ocorre 100%, mas a quantidade é significativa e suficiente para comprovar que o consumo de ovo não contribui para elevação do colesterol sanguíneo. “Estudos realizadas na última década evidenciam claramente os efeitos benéficos dos ovos, indicando que é possível consumir uma unidade por dia sem que haja riscos. Portanto, usando o bom senso em relação à quantidade, o alimento pode ser consumido sem grandes preocupações”, revela.

O importante é sempre estar atento ao limite de ingestão diária total de colesterol que, segundo recomendações da American Heart Association seguidas no Brasil, não deve ultrapassar 300 mg. “Um ovo contém aproximadamente 200mg de colesterol e apenas uma pequena parcela realmente é absorvida. 

Porém, para incluí-lo na alimentação com maior frequência, é fundamental verificar as quantidades de colesterol e gordura saturada oferecidas por outros alimentos de origem animal”, orienta. “A partir daí, é importante buscar um equilíbrio, sem dispensar outras fontes de proteína, como as carnes magras, aves e peixes, que também oferecem diferentes nutrientes. Ou seja, o ideal é sempre variar o consumo dos alimentos durante a semana”, conclui a gerente da nutrição do HCor.

LDL x HDL
LDL Colesterol (mau)
HDL Colesterol (bom)
Transporta o colesterol do fígado para as células. Se estiver em excesso, pode acumular-se nas paredes das artérias, impedindo a passagem do sangue, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para manter a saúde do nosso coração, devemos manter o nível do “mau colesterol” baixo.
Transporta o colesterol até o fígado onde posteriormente é eliminado. Funciona como um sistema de limpeza nas artérias. Este tipo de colesterol ajuda a manter a saúde do nosso coração e devemos mantê-lo elevado.

8 de agosto: Dia Nacional do Combate ao Colesterol Alto



Cardiologista alerta sobre riscos e dá dicas de prevenção

As doenças cardiovasculares são as que mais causam mortes no Brasil. Por ano, estima-se 350 mil vítimas, quase o dobro das mortes por câncer, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Em 2016 já foram registradas quase 198 mil mortes por doenças cardiovasculares no Brasil, de acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

Foi pensando nesses números que o Ministério da Saúde instituiu o dia 8 de agosto como o Dia Nacional do Combate ao Colesterol Alto. Com isso, pretende-se conscientizar a população sobre os riscos e a relação do colesterol alto com problemas como hipertensão, obesidade e diabetes, tão comuns e, ao mesmo tempo, tão danosos à saúde.

“Cerca de 80% dos brasileiros hipertensos não fazem o controle da doença adequadamente. Além disso, fatores como sedentarismo (46% dos brasileiros não praticam exercícios físicos), ingestão de bebidas alcoólicas (24% da população consome, ao menos, uma vez por semana) e tabagismo (Brasil registra um percentual de 10.8% de fumantes), agravam o risco de doenças cardiovasculares”, conta o cardiologista Antônio Alceu dos Santos, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Mas o colesterol é sempre ruim?
O médico explica que o colesterol é uma substância essencial para nosso organismo. “Nosso corpo utiliza o colesterol para produzir hormônios que ajudam a combater o estresse e protegê-lo, inclusive, contra doença cardíaca e câncer. O desequilíbrio entre as taxas de HDL (colesterol bom) e LDL (colesterol ruim) é que pode fazer mal ao coração”, ressalta Santos.

O excesso de colesterol pode levar ao infarto e ao acidente vascular cerebral (AVC). “O colesterol alto pode causar doenças do sistema circulatório, como a arteriosclerose, que faz com que as artérias fiquem mais grossas e rígidas, formando placas obstrutivas no interior dos vasos sanguíneos, o que dificulta o fluxo de sangue para órgãos vitais como cérebro e coração” explica o cardiologista. 

Outra consequência do acúmulo da substância é a formação de aneurismas. As artérias dilatam e podem se romper, causando hemorragias, muitas vezes fatais.

Quando procurar um médico?
“Por se tratar de um problema de saúde que normalmente não gera sintomas, a prevenção é a melhor conduta para evitar sustos”, alerta Antônio Alceu dos Santos. As pessoas que têm histórico familiar de doenças cardiovasculares devem fazer controles anuais com um médico e avaliar colesterol e diabetes, controle de peso, orientação nutricional e avaliação física. “O ideal é identificar o paciente na fase 1 (pré-clínica) da doença, ou seja, antes de aparecerem os sintomas. Na fase 2 a doença já se instalou e os sintomas começam a aparecer: dor no peito, falta de ar, palpitações, tonturas, dores de cabeça. Na fase 3 ocorrem as dores agudas, sinal de complicações cardiovasculares severas”, explica o médico.

Como evitar o colesterol alto?
“O corpo produz 70% do colesterol que temos, por isso, uma pessoa que não come gorduras, pode ter colesterol alto. Mas uma dieta equilibrada pode diminuir até 15% nos níveis do colesterol”, conta o cardiologista. 

O combo alimentação equilibrada + exercícios consegue fazer com que os níveis de colesterol baixem de 20 a 30%, o que, segundo o médico, muitas vezes é suficiente para se atingir níveis adequados. 

“Mesmo para os pacientes que precisam de remédios para controlar o colesterol, a dieta é importante, pois potencializa a ação dos remédios para se atingir as metas de colesterol no corpo, fazendo com que sejam necessárias doses menores, reduzindo efeitos colaterais e diminuindo os custos do tratamento”, aconselha.



Antônio Alceu dos Santos -  cardiologista, especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), membro da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Equipe de Cirurgia Cardiovascular e Transplante Cardíaco do Hospital da Beneficência Portuguesa (SP). O médico também está à frente do projeto Bloodless, composto por uma equipe de médicos de SP e MG, que visa mostrar à comunidade médica e à população geral que existem alternativas às transfusões de sangue, que podem ser mais benéficas à saúde do organismo, além de colaborar com a baixa situação dos bancos de sangue pelo país.

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