Pesquisar no Blog

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Educador financeiro dá orientações sobre ceia e compras de fim de ano





Presentes de Natal, ceias, contas, impostos... São tantas despesas no final e início de ano que, se não houver um bom planejamento, a vida financeira pode desandar da noite para o dia.

Sendo assim, elaborei algumas orientações a fim de que as pessoas consigam estar no controle das suas finanças, aproveitando o momento da melhor maneira possível.

Orientações para compra de presentes:
 
  1. Antes de comprar é preciso saber quem quer presentear, assim, faça uma lista para que não se esqueça de ninguém;
  2. Procure descobrir o que a pessoa que você irá presentear realmente está necessitando;
  3. Evite presentear todos com produtos caros, analise caso a caso, priorize pessoas mais próximas e opte por presentes tipo lembranças (você não é o Papai Noel);
  4. Caso não tenha dinheiro é preciso conversar com as pessoas e mostrar o problema, lembre-se se as pessoas querem o seu bem e por isso não é o presente que fará a diferença;
  5. Compre com antecedência e pesquise, estas ações com certeza farão grande diferença no orçamento, procure promoções e sites de compra coletiva, mas cuidado para saber se realmente é confiável;
  6. Ao decidir o que deseja comprar, procure modelos similares que tenham as mesmas funcionalidades, muitas vezes, pagamos muito pelas marcas e status. Mas cuidado com a qualidade, pois o barato pode sair caro;
  7. Se for possível, deixe algumas compras para depois do Natal, aproveitando as grandes liquidações, os descontos são interessantes;
  8. Certifique-se que em caso de problemas ou erros de tamanho ou no modelo o produto possa ser trocado, muitas vezes se dá um presente que se perde, como um livro repetido;
  9. Evite os parcelamentos, na compra à vista se obtém maiores descontos. Caso seja inevitável esteja certo que os valores cabem em seu orçamento e certifique-se que irá honrar com esses compromissos;
  10. Lembre que o Natal é uma data importante e não deve ser interpretada como data comercial e sim como data de união e família.

Veja também dicas para ceias baratas:
 
  • Procure os amigos e parentes para fazer a ceia natalina em conjunto, com isso todos conseguirão economizar;
  • Ficar em casa e curtir este momento em família e amigos são recomendações econômicas que valorizem o significado da data (união com que gostamos);
  • Não deixar para última hora as compras de produtos para as festas é o caminho para não pagar mais caro;
  • Troque produtos caros e importados por produtos nacionais e mais baratos, por que não um Natal Tropical? A comida pode ser deliciosa também e se adequar ao nosso clima;
  • Evite excessos na hora de comprar, por mais que seja bonita uma mesa com grande variedade e quantidade, seu congelador é que depois ficará superlotado, e, depois de um tempo, a família não aguentará comer as sobras;
  • A resposta para economia pode estar em casa, use a imaginação e faça receitas com produtos que já possua, capriche na apresentação e terá uma ceia deliciosa;
  • Capriche numa decoração com materiais que já possui ou reciclados. Economia e beleza podem andar junto, não é necessário gastar fortuna com produtos caros, reutilize a decoração de natais passados;
  • Será que é necessário comprar roupas novas para esta ocasião? Será que não tem nada que possa ser utilizado e ficar adequado? Se for necessário gastar compre algo que usará novamente;
  • Caso queira comemorar com fogos de artifício, lembre-se que estes produtos são caros e perigos, devem ser comprados poucos e manipulados por alguém experiente;
  • Cuidado com excessos, principalmente na hora de comprar bebidas, além de gastar muito, ainda pode causar terríveis situações, como ressacas e acidentes.

 
Reinaldo Domingos - educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil

COMBATE AEDES




Ministério da Saúde envia larvicida para tratar 9 bilhões de litros de água

Foram liberados mais 17.9 toneladas para estados do Nordeste e Sudeste. A quantidade enviada pelo Ministério da Saúde corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde

O Ministério da Saúde enviou, nesta semana, larvicida aos estados do Nordeste e Sudeste suficiente para tratar um volume de água equivalente a 3.560 piscinas olímpicas. São mais 17.9 toneladas do produto utilizado para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e chickungunya. O quantitativo é suficiente para proteger 8.9 bilhões de litros de água. Cada quilograma do produto é capaz de tratar 500 mil litros de água. O larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito.

O objetivo é manter as secretarias estaduais de Saúde abastecidas com um dos principais instrumentos para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Neste ano, foram enviadas 114.4 toneladas de larvicida para todo o país. Esse quantitativo garantiu o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água.  Para o próximo ano, o Ministério da Saúde já adquiriu mais 100 toneladas do produto, que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016. Entre outubro deste ano e junho do próximo ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 10 milhões.

Todos os insumos utilizados pelo Ministério da Saúde são de uso preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) podendo, inclusive ser utilizado em água para consumo humano. A quantidade enviada pelo Ministério da Saúde corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo. A mobilização com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, e a compra de insumos e a disponibilidade de equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas integram uma das três frentes (Mobilização e combate ao mosquito) do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado este mês pela presidenta da República Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A orientação é que as secretarias estaduais e municipais de saúde verifiquem se a utilização do insumo está de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle da Dengue. Além disso, a secretarias devem realizar uma avaliação de risco, utilizando as informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento permite direcionar as ações de forma mais apropriada, de acordo com o tipo de depósito predominante em cada área.

O Ministério da Saúde reforça o caráter permanente das medidas de prevenção. Os gestores municipais devem priorizar a organização das ações de rotina que favoreçam o controle larvário por parte da população, adotando medidas físicas e ou mecânicas de remoção e/ou eliminação de criadouros quando possível. É importante que as visitas domiciliares realizadas pelos agentes sejam planejadas, de modo que tenham cobertura, regularidade e qualidade. Além disso, é preciso desenvolver ações específicas em terrenos baldios, praças públicas e os estabelecimentos com alta vulnerabilidade à infestação do vetor, como cemitérios, borracharias, ferros velhos e postos de reciclagem de materiais.

A população também tem papel fundamental no processo de prevenção e controle da dengue, com a adoção de medidas simples, como a  eliminação de recipientes que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

ADULTICIDAS – O Ministério também distribuiu, neste ano, 431.232 litros e 11.118 toneladas de adulticidas para os estados, produto utilizado para os fumacês e aplicação residual em pontos estratégicos (ferros velhos, borracharias, entre outros), e que mata o mosquito já na fase adulta. Vale destacar que todas as ações de combate ao Aedes aegypti, tanto as mecânicas quanto o uso de produtos químicos, devem ser coordenadas. Nenhuma delas, sozinha, é capaz de impedir a proliferação do mosquito.

CAMPANHA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização contra a dengue chama a atenção para importância da limpeza para eliminação dos focos do mosquito da dengue. “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”, apresenta a campanha. O material alerta “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”, reforçando que o mesmo mosquito também transmite os vírus chikungunya e Zika. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Em 15 minutos, é possível fazer uma vistoria nas casas e eliminar os locais que podem se transformar em criadouros do Aedes aegyti.


Camila Bogaz e Carlos Américo
Agência Saúde 

Composto presente em temperos aumenta a qualidade das conexões cerebrais





Pesquisa brasileira com células-tronco mostra que substância vegetal tem potencial de combater doenças como depressão, Alzheimer e Parkinson

Pesquisadores brasileiros do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) mostraram em laboratório que uma substância presente na salsa, no tomilho, na camomila e na pimenta malagueta, a apigenina, é capaz de aumentar a formação de neurônios humanos e fortalecer a comunicação entre eles.
Experimentos anteriores realizados com animais já haviam demonstrado que o grupo de compostos vegetais ao qual a apigenina pertence, os chamados flavonóides, têm efeitos positivos sobre a memória e o aprendizado, além de potencial de proteção das conexões cerebrais, as sinapses. Mas, a pesquisa brasileira é a primeira a demonstrar o efeito positivo em células humanas e detalhar os mecanismos de ação do composto.
Em laboratório, os pesquisadores aplicaram a apigenina em células-tronco pluripotentes humanas, células que têm potencial de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Após 25 dias de experimento, eles observaram que as células tratadas deram origem a neurônios, o que não ocorreria sem a aplicação da substância. Além disso, as conexões entre estes neurônios eram mais fortes e de melhor qualidade.
“As conexões entre os neurônios, as sinapses, são fundamentais para o bom funcionamento cerebral e para a consolidação da memória e do aprendizado”, comenta o neurocientista da UFRJ e do IDOR, Stevens Rehen, líder da pesquisa, publicada no periódico Advances in Regenerative Biology.
Os pesquisadores observaram que a apigenina age de modo similar ao estrogênio, hormônio feminino que em testes tem mostrado capacidade de adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como a esquizofrenia, a depressão e o Mal de Parkinson e Alzheimer.
A apigenina se liga aos receptores de estrogênio nos neurônios e produz efeitos similares ao hormônio, porém sem os danos colaterais associados ao uso do estrogênio, como risco de desenvolvimento de tumores e problemas cardiovasculares. Os pesquisadores acreditam que a substância pode vir a ser uma alternativa ao estrogênio para as terapias contra doenças neurodegenerativas.
“Revelamos novos caminhos para estudos com esta substância que parece promissora”, comenta Rehen. “Os flavonóides estão presentes em altas concentrações em muitos alimentos vegetais e podemos também especular que uma dieta rica em apigenina pode influenciar positivamente a formação de neurônios e o modo como eles se comunicam entre si no cérebro.”
O trabalho recebeu apoio financeiro da FAPERJ, CNPq, CAPES, BNDES e FINEP e é parte da tese de doutorado de Cleide Souza, defendida no Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ.

Sobre o IDOR
O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) é uma instituição sem fins lucrativos com o objetivo de promover o avanço científico e tecnológico na área da saúde. O IDOR é o segmento de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) da Rede D’Or São Luiz, sendo a Rede grande apoiadora e incentivadora das suas atividades. Atualmente, o IDOR conta com 20 pesquisadores sênior e mais de 100 pessoas dedicadas nas áreas de pesquisa básica/translacional, pesquisa clínica, ensino e inovação.

Posts mais acessados