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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Caso Orelha: Neurocientista alerta que crueldade contra animais revela falhas na formação emocional de adolescentes

Orelha - Reprodução internet


Para Telma Abrahão, violência extrema não surge do nada e aponta para ausência de limites, vínculo e ensino de empatia desde a infância

 

A morte brutal do cachorro comunitário Orelha, em Santa Catarina, gerou comoção nacional e reacendeu um debate profundo sobre violência, empatia e formação emocional de crianças e adolescentes. O animal, conhecido e cuidado por moradores da região, foi agredido e morto por adolescentes, em um episódio que provocou indignação nas redes sociais e repercussão em todo o país. 

Para a neurocientista Telma Abrahão, especialista em desenvolvimento infantil e escritora best-seller, o choque coletivo diante do crime não pode se limitar à indignação momentânea. “O Brasil parou para chorar a morte do Orelha, mas o que realmente deveria nos tirar o sono é o que está sendo cultivado no coração dos adolescentes que fizeram isso. Precisamos olhar para além do crime e enxergar o vazio emocional que ele revela”, afirma. 

Segundo a especialista, a capacidade de sentir a dor do outro, humana ou animal, não é inata, mas construída ao longo do desenvolvimento. “A neurociência mostra que empatia não nasce pronta. Ela é ensinada, regada diariamente pelo vínculo, pelo exemplo e, principalmente, pelos limites. Quando um adolescente é capaz de torturar um ser indefeso, isso aponta para uma falha grave nesse processo”, explica Telma. 

Ela alerta que a ausência de limites não deve ser confundida com liberdade. “Onde falta o limite amoroso, nasce a indiferença. A falta de limites não é liberdade, é abandono moral. Quando não ensinamos uma criança a respeitar um animal, estamos falhando em ensiná-la a respeitar um ser humano”, diz. 

Para Telma, casos como o de Orelha não podem ser tratados como episódios isolados. “Esses jovens não brotaram do nada. Eles são frutos de uma cultura que evita o ‘não’, que transforma a dor do outro em entretenimento e que se omite diante da formação do caráter. A violência começa no silêncio da omissão”, pontua. 

A neurocientista destaca que o respeito à vida é um aprendizado cotidiano, construído dentro de casa. “A base da saúde mental e do caráter se forma no dia a dia: na presença, no exemplo, no amor e em limites respeitosos que ensinam que toda vida é sagrada. Uma criança que não aprende a sentir a dor de um animal dificilmente honrará a vida de um ser humano”, reforça. 

Ao final, Telma propõe uma reflexão direta às famílias: “Que tipo de humanidade estamos plantando dentro de casa? Nossos filhos estão aprendendo compaixão e respeito ou estão aprendendo que o mundo gira em torno dos próprios desejos, custe o que custar? O Orelha se foi, mas a lição precisa ficar. A educação é o único antídoto contra a barbárie!”.

 Para a especialista, o futuro não se constrói apenas nas escolas, mas nos gestos cotidianos. “O futuro do mundo está na mesa do jantar, na forma como ensinamos nossos filhos a tratar quem não pode se defender”, conclui.

 

Frente a incertezas fiscais e inflação dos Serviços, Copom opta corretamente pela cautela na primeira reunião do ano

FecomercioSP segue defendendo ajuste fiscal para que o ciclo de queda da Selic, quando iniciado, seja mais intenso e duradouro


 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter, na primeira reunião de 2026, a taxa Selic em 15%, adiando o início do ciclo de cortes. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), embora a inflação esteja em um processo de desaceleração, há fatos que tornam a decisão do BC compreensível:  a inflação dos Serviços permanecendo alta e  as dúvidas sobre a política fiscal do governo, somadas ao ano eleitoral e ao cenário internacional turbulento, entre outros fatores, exigiram uma certa dose de cautela do BC.
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2025 dentro do intervalo da meta, variando 4,26%. No entanto, a inflação do setor de Serviços — indicador que mais reflete o mercado de trabalho e funciona como termômetro da demanda — tem se mantido acima de 6% nos últimos meses. Além disso, o desemprego próximo de 5% e os reajustes salariais acima da inflação indicam que a demanda seguirá elevada, o que mantém o setor pressionado. A isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensal e a redução gradual para quem ganha até R$ 7,35 mil deve injetar bilhões na economia e também contribuir para o aquecimento da demanda.
 
Na avaliação da FecomercioSP, o compromisso com o equilíbrio das contas públicas é um dos pontos basilares para a redução da Selic. Enquanto não houver um movimento consistente nesse sentido, não haverá ambiente para uma queda sustentável da taxa básica de juros. Atualmente, a expectativa é de que a dívida bruta ultrapasse 79% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o boletim Focus projeta inflação entre 3,8% e 4% para os próximos anos, patamar acima do centro da meta.
 
A proximidade do calendário eleitoral adiciona mais um elemento de cautela, uma vez que anos de eleições costumam trazer mais volatilidade, aumento do risco-país e movimentos mais intensos no câmbio. Em 2022, por exemplo, o Credit Default Swap (CDS) brasileiro subiu mais de 30% no período pré-eleitoral. Diante de um ambiente de mais incerteza política, o BC tende a agir com prudência para evitar que ruídos de curto prazo contaminem a trajetória da inflação.
 
Ademais, ao se observar a conjuntura internacional, são evidentes as tensões geopolíticas, os riscos de desaceleração em grandes economias e as dúvidas em torno das políticas comerciais dos Estados Unidos. Contudo, há também fatores que podem contribuir, mais adiante, para um ambiente mais favorável à redução dos juros, como o ciclo gradual de cortes pelo Federal Reserve (FED). Esse movimento tende a ampliar o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o que pode abrir espaço para cortes no caso brasileiro. Soma-se a isso o alívio nos preços globais de alimentos e manufaturados e um dólar mais comportado, fatores que ajudam a suavizar as pressões inflacionárias internas.
 
Para a FecomercioSP, é fundamental que a política fiscal esteja em consonância com a monetária para que o ciclo de queda da Selic possa ser mais intenso e duradouro. Caso contrário, as empresas continuarão sendo penalizadas pelo alto custo do crédito e pelo encarecimento de empréstimos já contraídos atrelados à Selic — como é o caso do Pronampe —, e os números de falências e pedidos de recuperação judicial tendem a continuar piorando.
 
Na avaliação da Entidade, a cautela neste momento evita erros que poderiam custar mais caro adiante. Quando os sinais forem mais consistentes — especialmente no campo fiscal e na inflação dos Serviços —, haverá espaço para um ciclo de cortes mais firme e sustentável. 

 

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JANEIRO BRANCO: Por que a saúde mental das pessoas neurodivergentes precisa entrar na agenda pública?

TEA, TDAH, superdotação e dupla excepcionalidade concentram altos índices de ansiedade, depressão e ideação suicida, mas seguem invisibilizados nas campanhas oficiais de saúde mental. 

 

Janeiro Branco é tradicionalmente um mês dedicado à conscientização sobre saúde mental. No entanto, em 2026, especialistas alertam para uma lacuna urgente nesse debate: a saúde mental das pessoas neurodivergentes. Grupos como pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), superdotação e dupla excepcionalidade apresentam índices mais elevados de ansiedade, depressão e ideação suicida. Ainda assim, suas vivências seguem pouco contempladas pelas políticas de saúde mental.

 

“As campanhas públicas de saúde mental ainda operam, majoritariamente, a partir de um modelo universalista e neurotípico. A neurodivergência costuma ser tratada de forma fragmentada, e não como uma condição que atravessa toda a vida emocional, social e identitária da pessoa.”, explicou o neuropsicólogo Damião Silva.

 

De acordo com o especialista, falar de neurodivergência exige enfrentar temas estruturais que vão além de ações pontuais.

“Discutir saúde mental de pessoas neurodivergentes implica a falar de inclusão real, adaptação de ambientes, capacitismo estrutural e falhas sistêmicas,  assuntos que muitas instituições ainda evitam.”, falou o especialista.

No dia a dia,  o sofrimento emocional dessas pessoas não está relacionado a neurodivergência em si, Mas a forma como a sociedade responde a ela.  Ambientes pouco inclusivos, excesso de estímulos sensoriais, cobranças sociais e dificuldades de compreensão emocional contribuem para um quadro de sofrimento contínuo.

“A sobrecarga sensorial e emocional constante favorece sentimentos de inadequação, solidão e rejeição, mesmo em pessoas com boas competências cognitivas ou profissionais.”, destacou Damião Silva.

Outro ponto sensível é o silêncio em  torno da ideação suicida entre pessoas neurodivergentes, apesar dos dados alarmantes. Para o especialista, esse apagamento tem raízes culturais e institucionais.

“Muitas vezes, sinais de sofrimento profundo são minimizados ou interpretados como traços do transtorno. Além disso, essas pessoas nem sempre expressam dor da forma esperada pelos serviços de saúde, o que leva à subidentificação do risco”, alertou o especialista.

Dados de estudos nacionais e internacionais indicam que pessoas neurodivergentes têm maior risco de desenvolver transtornos emocionais ao longo da vida, especialmente quando não recebem acompanhamento psicológico adequado ou quando passam por experiências recorrentes de invalidação e preconceito.

A pressão constante para se adequar a padrões considerados “normais” também exerce impacto direto na saúde mental, o chamado “masking”, esforço contínuo para esconder características neurodivergentes pode gerar exaustão emocional severa.

“Essa tentativa de se encaixar está associada a ansiedade, depressão, perda de identidade e internalização do estigma. O sofrimento, muitas vezes, vem muito mais do preconceito do que da condição neurobiológica.”, afirmou Damião Silva.

A inclusão da neurodiversidade na agenda pública do Janeiro Branco significa reconhecer que saúde mental não é uma experiência única e que estratégias de prevenção, acolhimento e cuidado precisam ser adaptadas às diferentes realidades.

Damião Silva ressalta ainda a importância de atenção aos sinais de alerta, que nem sempre se manifestam de maneira clássica. Isolamento social, falas recorrentes de desvalorização pessoal, exaustão extrema após interações sociais e aumento de crises emocionais são alguns indícios que exigem escuta qualificada e intervenção precoce.

“Alguns sinais merecem atenção imediata como isolamento social progressivo ou abandono de atividades antes prazerosas, mudanças abruptas de humor irritabilidade intensa ou apatia persistente, falas recorrentes de desvalorização pessoal, inutilidade, desejo de desaparecer, aumento significativo de crises emocionais, colapsos ou comportamentos de fuga, exaustão extrema após interações sociais, ambientes escolares e profissionais, dificuldades crescente de comunicar sentimentos ou pedidos de ajuda.”, alertou o neuropsicólogo. 

 


Damião Silva - psicólogo, neuropsicólogo e palestrante. Doutorando em Ciências, Tecnologias e Inclusão pela UFF, mestre em Psicologia com ênfase em Avaliação Psicológica e máster em Altas Capacidades y Desarrollo del Talento. Especialista em neuropsicologia, Psicologia Escolar e Educacional, Altas Habilidades/Superdotação e Autismo. Idealizador do Vivendo a Superdotação e CEO do Instituto UnicaMente, atua com foco em neurociência, cognição, emoções, neurodiversidade e inclusão educacional. Possui ampla experiência em avaliação psicológica e neuropsicológica, educação inclusiva, adaptação curricular e dupla excepcionalidade. É autor dos livros “Protagonismo Juvenil – Um Guia Prático” e “Transtorno do Espectro Autista: Caminhos e Contextos”, além de atuar como palestrante e formador nos setores educacional, corporativo e da saúde.


Especialista desenvolve protocolos educacionais para avanço da ortodontia digital no Brasil

 

A ortodontia digital tem passado por transformações relevantes nas últimas décadas, impulsionadas pelo uso de alinhadores transparentes e pelo avanço das ferramentas de planejamento virtual. Esse cenário, no entanto, trouxe também um desafio central para o setor: a necessidade de formação técnica aprofundada e padronização clínica para garantir previsibilidade, segurança e qualidade nos tratamentos. Nesse contexto, o ortodontista Gustavo Pimpão Vianna tem se destacado pelo desenvolvimento de protocolos clínicos e modelos educacionais voltados à formação avançada de profissionais em ortodontia digital.

Com atuação focada na interface entre biomecânica, diagnóstico e planejamento digital, o especialista desenvolveu metodologias estruturadas de ensino aplicadas à prática com alinhadores, voltadas à redução de erros clínicos recorrentes e ao aumento da previsibilidade terapêutica. Seu trabalho está direcionado à capacitação técnica de ortodontistas, com ênfase na tomada de decisão clínica baseada em critérios objetivos e evidências.

Ao longo de sua trajetória, Gustavo Pimpão Vianna estruturou programas educacionais e conteúdos técnicos voltados ao ensino da ortodontia digital avançada, abordando temas como biomecânica aplicada aos alinhadores, planejamento virtual, análise de risco e definição de protocolos clínicos. Essas iniciativas têm sido adotadas por profissionais em diferentes regiões do país, influenciando práticas clínicas e padrões de planejamento em tratamentos com alinhadores transparentes.

Segundo o especialista, a expansão da ortodontia digital exige uma mudança de abordagem na formação profissional. “O uso de alinhadores não pode ser conduzido apenas como aplicação de um sistema tecnológico. É fundamental compreender biomecânica, diagnóstico e planejamento de forma integrada. Protocolos clínicos bem definidos são determinantes para resultados consistentes”, afirma.

Além da atuação clínica, seu trabalho concentra-se no desenvolvimento e disseminação de conhecimento técnico, com foco na formação continuada de ortodontistas e na consolidação de práticas mais criteriosas no uso de alinhadores. A proposta educacional desenvolvida por Pimpão Vianna busca contribuir para a maturidade científica da ortodontia digital, fortalecendo a adoção de métodos estruturados e baseados em evidência.

A atuação do especialista tem sido reconhecida no meio profissional por sua contribuição à qualificação técnica do setor, especialmente no contexto da educação em ortodontia digital. Seu trabalho representa um esforço contínuo de organização, sistematização e difusão de conhecimento clínico, com impacto direto na prática profissional de outros ortodontistas e no aprimoramento dos padrões técnicos do campo. 



Dr. Gustavo Pimpão - Ortodontista, mentor e professor
@drgustavopimpao
https://www.drgustavopimpao.com/
Avenida Visconde de Guarapuava, n 4628 sala 102, Batel, Curitiba/PR.


Crianças e insolação: atenção redobrada no verão para evitar riscos à saúde

Desatenção, exposição prolongada ao sol e falta de hidratação estão entre as principais causas do problema, que pode evoluir para quadros graves



Com a chegada do verão, praias, piscinas e atividades ao ar livre fazem parte da rotina das famílias. No entanto, a exposição excessiva ao sol, sem os cuidados adequados, pode colocar a saúde das crianças em risco. A insolação infantil é mais comum do que se imagina e, na maioria dos casos, está relacionada à falta de atenção dos adultos durante os momentos de lazer.

Segundo a pediatra Greter Fernandez, a situação é recorrente durante a temporada de verão. “É muito comum os pais chegarem à praia, deixarem as crianças soltas, aproveitando o momento, e acabarem esquecendo dos cuidados básicos, como roupas adequadas, proteção solar e horários seguros de exposição”, alerta.


Desatenção e exposição prolongada ao sol

De acordo com a especialista, muitas crianças passam horas expostas ao sol forte, especialmente entre 10h e 16h, período de maior radiação solar. “Meninas, por exemplo, costumam ficar apenas de biquíni, quando o ideal seria o uso de roupas com proteção UV, de mangas compridas, além de chapéus ou bonés”, orienta Greter Fernandez.

Mesmo permanecer sob o guarda-sol não elimina os riscos. “Muitos pais acreditam que a criança está protegida por estar na sombra, mas os raios solares atingem de forma indireta e continuam oferecendo perigo”, explica a pediatra.
No caso dos bebês, o cuidado deve ser ainda maior. Crianças pequenas não podem usar protetor solar, sendo indispensável o uso de meios físicos de proteção, como roupas adequadas, sombra constante e a restrição rigorosa da exposição solar aos horários mais seguros — antes das 10h e após as 16h.


Falta de hidratação aumenta o risco

Outro fator que contribui para a insolação é a hidratação inadequada. “A criança passa o dia todo brincando e acaba não bebendo água suficiente. Muitas vezes, não ingere nem água nem outros líquidos, o que favorece a desidratação”, destaca Greter Fernandez. A recomendação é oferecer água com frequência, mesmo que a criança não peça.


Sintomas podem surgir horas depois

Os sintomas da insolação nem sempre aparecem imediatamente. Em muitos casos, surgem horas depois da exposição ao sol, podendo se manifestar no final do dia ou até 24 horas depois. Entre os sinais estão dor de cabeça, febre — que não está relacionada à infecção, mas ao excesso de calor —, mal-estar, tontura, desmaios, vômitos, dor abdominal, diarreia e prostração.

“A febre ocorre porque o organismo da criança não consegue regular a própria temperatura, levando à hipertermia”, explica a pediatra.


Tratamento exige atenção imediata

Diante dos primeiros sinais, o atendimento deve ser rápido. “O mais importante é a hidratação imediata e manter a criança em um ambiente fresco. Em quadros mais graves, com desidratação importante ou sintomas intensos, o tratamento precisa ser hospitalar, com hidratação intravenosa”, orienta Greter Fernandez.
A pediatra reforça que a insolação é uma condição grave e pode levar a complicações sérias, inclusive ao óbito, devido à incapacidade do organismo de controlar a temperatura corporal. Por isso, a prevenção continua sendo a principal aliada para garantir um verão seguro para as crianças.



https://www.instagram.com/dragreterfernandez/


Janeiro Branco: Vamos falar sobre Saúde Emocional?

 

Especialista explica quando o cansaço deixa de ser normal e passa a ser exaustão emocional 

 

Você já sentiu um cansaço extremo a ponto de ficar sem energia e desmotivado para realizar qualquer tipo de atividade do dia a dia? Atenção: este pode ser um sinal de exaustão emocional. De acordo com a psicóloga e responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologia da Universidade Guarulhos (UNG), Camila Tufano, a exaustão emocional é causada por um estresse prolongado que leva a um estado contínuo de desgaste psicológico, no qual a pessoa sente-se emocionalmente esgotada e com dificuldade para lidar com as demandas existentes. 

“É comum acreditar que a exaustão emocional seja apenas um cansaço do dia a dia, mas, na verdade, trata-se de um esgotamento profundo, persiste, que afeta a saúde física e mental. E quando a pessoa chega a este estado, não consegue se recuperar com um simples descanso ou uma noite de sono. É hora de procurar ajuda profissional”, explica a especialista.   

Camila informa que qualquer pessoa submetida a situações de estresse prolongado pode desenvolver este quadro e ressalta que o aumento dos casos está diretamente relacionado ao estilo de vida atual. “Vivemos em uma sociedade marcada por cobranças excessivas, principalmente no ambiente profissional. Muitas pessoas acabam deixando o autocuidado de lado para dar conta das responsabilidades diárias, gerando sobrecarga emocional e adoecimento”, esclarece.  

Enquanto o cansaço normal do dia a dia costuma ser resolvido com descanso e momentos de lazer, a exaustão emocional persiste mesmo após essas pausas. Além da desmotivação e falta de energia, alguns dos sintomas mais frequentes são dores de cabeça, irritabilidade, falta de atenção, dificuldade de concentração, dificuldade para dormir e a própria tristeza em excesso.   

Quando não tratada, a condição pode evoluir para problemas mais graves, como crises de ansiedade, depressão profunda e até doenças cardíacas. “Por isso, reconhecer os sinais precocemente é fundamental para evitar prejuízos emocionais e comportamentais mais severos”, alerta a psicóloga.   

Como forma de prevenção, Camila Tufano orienta que as pessoas aprendam a se conhecer, avaliar e respeitar seus próprios limites. Entre os hábitos recomendados estão a prática regular de atividades físicas, momentos de lazer, dedicação a hobbies, convivência com pessoas que promovam relações saudáveis e, principalmente, o acompanhamento psicológico. 

 

O caos anunciado das canetas de emagrecimento no Brasil

 O crescente debate sobre as chamadas “canetas de emagrecimento” escancarou algo maior do que uma simples disputa entre marcas ou medicamentos da moda. O que está em jogo é a robustez do sistema regulatório brasileiro, que, diante de um mercado bilionário, veloz e cada vez mais criativo, precisa ser capaz de fiscalizar e, quando necessário, barrar produtos que contornam as regras para chegar ao consumidor, colocando a vida dos pacientes em risco. 

Nos últimos meses, passaram a circular amplamente no país produtos fabricados no Paraguai, sem registro no Brasil. Parte deles é trazida pelos próprios pacientes, munidos de receita médica, modalidade excepcionalmente aceita quando não há equivalente registrado no país. Muitos outros, porém, são fruto de contrabando ou descaminho, ingressando ilegalmente em território nacional. O fato é que medicamentos à base de tirzepatida podem ser produzidos legalmente no país vizinho, de acordo com a legislação local. No entanto, a partir do momento em que entram no Brasil sem registro na Anvisa, tornam-se irregulares. 

Não há zona cinzenta aqui, exceto na hipótese de importação excepcional realizada por pessoa física, para uso próprio, com anuência prévia da Anvisa. 

Esse mercado irregular levou à proibição expressa de marcas como a TG5, no ano passado, e, mais recentemente, de outras versões semelhantes, apenas rebatizadas. A mudança de nome, contudo, não altera o problema central: trata-se do mesmo produto, fabricado no mesmo local, operando à margem da regulação sanitária brasileira. 

É importante fazer uma distinção que frequentemente se perde no debate público. A importação direta por um paciente, para uso próprio, ainda que controversa, encontra algum respaldo jurídico. Já a comercialização sistemática, por intermediários, clínicas ou canais informais, não encontra. Essa prática é claramente ilegal e representa um risco sanitário concreto. 

Atualmente, as canetas emagrecedoras regularizadas para uso no Brasil são apenas as industrializadas (de marca, encontradas em drogarias) ou as manipuladas (produzidas por farmácias de manipulação), que geralmente fornecem os medicamentos a consultórios para aplicação em pacientes em tratamento, seguindo protocolos clínicos desenvolvidos por médicos. 

No entanto, a cobertura midiática das chamadas “versões alternativas” de canetas emagrecedoras frequentemente coloca produtos clandestinos, como os oriundos do Paraguai, na mesma categoria que medicamentos produzidos por farmácias de manipulação.  

Essa comparação não é fruto do acaso: trata-se de uma tentativa de atribuir aos produtos manipulados um selo de irregularidade que, na prática, não existe. 

Não é de hoje que produtos de farmácias de manipulação são alvo de campanhas difamatórias, sendo rotulados como clandestinos, irregulares ou inseguros. Basta lembrar o caso recente do médico que se apresentava como embaixador de uma farmácia de manipulação de tirzepatida, posteriormente investigado pela Polícia Federal. 

No front regulatório e judicial, as farmácias magistrais estéreis têm sido alvo de sucessivos questionamentos. Em agosto de 2025, a Anvisa decidiu proibir a versão manipulada da semaglutida, em uma decisão inédita, justificada pela origem biológica da molécula e pela dificuldade de garantir qualidade equivalente à versão industrial. 

Já em dezembro, surgiram decisões judiciais na esfera cível determinando a suspensão da manipulação de análogos de GLP-1 em determinadas farmácias magistrais estéreis, sob o entendimento de que a atividade estaria sendo realizada em escala industrial, o que descaracterizaria a manipulação artesanal e violaria as regras de concorrência. 

Pelo menos cinco farmácias de manipulação foram processadas pela detentora da patente, a Eli Lilly, sob a alegação de concorrência desleal por parte dos laboratórios de estéreis. O argumento foi acolhido por juízes, levando o setor a recuar e rever práticas, ao mesmo tempo em que busca demonstrar que a operação magistral não ocorre em escala industrial, mas sim por meio de pequenos lotes ou partidas, testados individualmente para garantir a esterilidade. 

Esse cenário tende a se intensificar nos próximos meses. A expectativa em torno de novas gerações de medicamentos, sucessores do Mounjaro, incluindo moléculas ainda em desenvolvimento, já movimenta bastidores, especulações e, ao que tudo indica, tentativas de antecipação comercial, algumas delas claramente irresponsáveis. 

O papel da Anvisa e do Judiciário não é “atrapalhar o acesso”, como muitos argumentam, mas preservar dois pilares fundamentais: a segurança do paciente e a previsibilidade regulatória. Sem isso, instala-se um mercado paralelo, no qual vence o mais criativo e não o mais seguro.

 

É preciso dizer com todas as letras: produtos não registrados são ilegais. 

A manipulação, por sua vez, não é ilegal por definição. Ela apenas precisa operar dentro de limites regulatórios claros e já estabelecidos, que vêm sendo cumpridos por um setor altamente fiscalizado pela Anvisa. 

Confundir essas categorias interessa apenas a quem lucra com a confusão. O Brasil precisa decidir se quer um sistema de saúde baseado em regras claras ou um faroeste farmacêutico, no qual a próxima “canetinha milagrosa” vale mais do que evidência científica, patente ou regulação. O que estamos vendo hoje é o preço de adiar essa decisão.

 

Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos regulatórios

 

 

Rotina fitness intensa pode dificultar a gravidez

Crédito: Cacá Santoro  Dra. Maria Cristina Santoro Biazotti,
 ginecologista e especialista em medicina reprodutiva
 Excesso de exercícios e suplementos pode interferir na fertilidade feminina; busca por performance pode intervir na ovulação

 

A prática regular de atividade física é amplamente reconhecida como aliada da saúde. No entanto, quando o treino se torna excessivo e vem acompanhado do uso indiscriminado de suplementos para melhora de performance, o efeito pode ser o oposto, especialmente para mulheres que desejam engravidar. 

A ginecologista e especialista em medicina reprodutiva Dra. Maria Cristina Santoro Biazotti, da Clínica Biazotti, tem observado esse padrão com frequência crescente em seu consultório. “Tenho atendido mulheres jovens, aparentemente saudáveis, com rotina intensa de exercícios e consumo regular de suplementos, que apresentam alterações clínicas importantes e dificuldade para engravidar”, enfatiza.

 

Impacto nos hormônios 

Segundo a médica, trata-se de uma observação clínica, mas que encontra respaldo em estudos já publicados sobre o impacto do estresse físico excessivo no eixo hormonal feminino. Pesquisas apontam que treinos de alta intensidade e baixo percentual de gordura corporal podem interferir na liberação de hormônios fundamentais para o bom funcionamento do ciclo menstrual, levando a uma menstruação irregular ou até a ausência de ovulação. 

“O corpo feminino precisa estar em equilíbrio para que a gravidez aconteça. Quando ele entra em um estado de alerta constante, provocado por excesso de exercício, restrição alimentar ou uso inadequado de suplementos, o organismo entende que não é um momento seguro para reproduzir”, explica Dra. Maria Cristina.
 

Suplementação sem orientação médica 

Outro ponto de atenção é o uso de suplementos nutricionais sem orientação médica. Produtos voltados para ganho de massa, aumento de desempenho ou redução de gordura corporal podem conter substâncias que alteram o metabolismo. “Nem tudo o que é vendido como ‘natural’ é inofensivo. Algumas pacientes usam vários suplementos ao mesmo tempo, sem avaliação individual, o que pode impactar diretamente na condição clínica da paciente”, alerta. 

A especialista reforça que a recomendação não é abandonar o exercício físico, mas adequá-lo aos objetivos de saúde e de qualidade de vida de cada mulher. “Atividade física é fundamental, inclusive para a fertilidade. O problema está no excesso, na busca por performance extrema e na falta de acompanhamento médico”, destaca. 

Para mulheres que desejam engravidar e mantêm uma rotina intensa de treinos, a orientação é procurar avaliação especializada. “Muitas vezes, pequenos ajustes na carga de exercícios e na alimentação já são suficientes para restabelecer o ciclo ovulatório e aumentar as chances de gestação”, frisa Dra. Maria Cristina Santoro Biazotti. 

 

Fonte: Dra. Maria Cristina Santoro Biazotti - médica ginecologista e obstetra, especialista em Medicina Reprodutiva, com mestrado e doutorado pela Unicamp. Atua há quase três décadas na área de reprodução humana e é responsável pela Clínica Biazotti – Medicina Reprodutiva, em Campinas e tem consultório no Hospital Israelita Albert Einstein. Possui formação complementar no Brasil e no exterior, com especialização na França, e é membro de entidades nacionais e internacionais da área, como a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

 

Economia do cuidado ganha força com envelhecimento da população brasileira

 

Envato

Demanda por serviços domiciliares cresce e consolida o home care como alternativa humanizada 

 

O Brasil atravessa uma transformação silenciosa, porém profunda, em seu perfil demográfico. O aumento da longevidade vem redesenhando dinâmicas familiares, sociais e econômicas, colocando a chamada economia do cuidado no centro do debate, especialmente quando o tema é o atendimento domiciliar de idosos.
 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2030 o número de pessoas com 60 anos ou mais deverá ultrapassar o de crianças de até 14 anos, marcando uma virada demográfica inédita no país.  

“O envelhecimento da população está acontecendo em ritmo acelerado, e muitas famílias ainda não estão preparadas para lidar com as demandas que surgem a partir desse processo. A economia do cuidado vem justamente para suprir essa lacuna, trazendo suporte qualificado e mais humanizado dentro da própria casa do paciente”, afirma Gregue Ranwey, enfermeiro e especialista em atenção domiciliar. 

Esse novo cenário amplia a necessidade por serviços especializados, contínuos e humanizados, e já tem refletido diretamente no mercado de trabalho. Um levantamento do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), aponta que o número de cuidadores remunerados cresceu 15% entre 2019 e 2023, totalizando cerca de 840 mil profissionais. Em uma análise de longo prazo, o crescimento chega a 547% em uma década, evidenciando a expansão acelerada do setor. 

Nesse contexto, empresas de atenção domiciliar e serviços de home care ganham protagonismo ao propor um modelo de cuidado mais próximo. A atuação reúne acompanhamento contínuo, atenção individualizada e integração com a rotina familiar, equilibrando demandas clínicas e cuidado humanizado. 

Para quem deseja empreender, a economia do cuidado se apresenta como um setor em expansão e com diferentes possibilidades de atuação. Diferentemente de outros segmentos da saúde, o ingresso nesse mercado não está necessariamente ligado a uma formação superior, reunindo empreendedores de perfis diversos que identificam demandas reais e recorrentes.

A sustentabilidade do negócio está diretamente relacionada à capacitação técnica, gestão responsável e formação de equipes qualificadas. Cuidadores bem preparados contribuem para a autonomia dos pacientes, reduzem riscos e oferecem suporte emocional.

 

Gregue Ranwey Pereira Marçal - enfermeiro formado pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP) e pós-graduado em Saúde Coletiva, com foco na Estratégia Saúde da Família (ESF). Com mais de 12 anos de experiência, atuou em Home Care, pronto atendimento hospitalar e Atenção Básica, incluindo coordenação de equipes e gestão de serviços de saúde. Mais recentemente, integrou a Associação Saúde da Família (ASF), onde liderou equipe multiprofissional e atendeu cerca de 1.200 famílias, unindo experiência clínica, gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções em saúde.


Volta às aulas: miopia infantil e demais doenças oculares podem comprometer o aprendizado e exige atenção dos pais

 

Com a chegada do novo ano letivo, os pais entram na tradicional corrida para organizar matrícula, material escolar, uniforme e mochila. No entanto, um cuidado essencial para o bom desempenho das crianças ainda é frequentemente negligenciado: a saúde visual.

Celso Cunha (CRMMT 2934), médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, ressalta que muitos problemas de visão na infância passam despercebidos, já que as crianças nem sempre percebem ou conseguem relatar dificuldades para enxergar. “Miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo e ambliopia são alterações comuns e, quando não diagnosticadas cedo, podem comprometer leitura, escrita, concentração e autoestima”, afirma.

Com a volta às aulas, o especialista reforça a importância das consultas oftalmológicas periódicas, que permitem identificar e tratar precocemente alterações visuais, evitando prejuízo ao aprendizado e interpretações equivocadas de desatenção ou desinteresse.


Avanço da miopia 

A miopia, em especial, tem avançado rapidamente. Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia global, deve atingir metade da população mundial até 2050, sobretudo crianças e adolescentes. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SOB) estima que uma em cada três crianças em idade escolar já apresente sinais da condição.

Segundo Cunha, o problema tende a se intensificar com rotinas escolares prolongadas e pouco tempo ao ar livre. “A baixa exposição à luz natural é um dos principais fatores para a progressão da miopia. Enquanto salas de aula têm cerca de 500 lux, ambientes externos ultrapassam 2 mil lux”, explica.

Ele ainda destaca a importância do tratamento adequado: “Nem todo caso de miopia exige óculos imediatamente; a atenção maior é quando há progressão para alta miopia”, conclui. 

 

HOYA CORPORATION   



Queimaduras solares de pele no verão: o que fazer?

 Dermatologista Ana Maria Benvegnú compartilha dicas para evitar as queimaduras do sol e como amenizar os problemas dos famosos torrões na estação mais quente do ano

 

 

Durante o verão há um aumento significativo da radiação ultravioleta (UV) que atinge a superfície da Terra, resultado da incidência mais perpendicular do sol entre dezembro e fevereiro e da redução sazonal na espessura da camada de ozônio. Somado a isso, o período de férias e o calor favorecem uma maior exposição corporal, o que explica por que as queimaduras solares são tão comuns nesta época. Segundo a dermatologista Ana Maria Benvegnú, esse conjunto de fatores cria o cenário ideal para o surgimento dos famosos “torrões”.

 

Os sintomas da queimadura costumam aparecer poucas horas após a exposição solar. Vermelhidão, sensação de calor, ardência, dor e sensibilidade são os primeiros sinais. Na vermelhidão leve, esses sintomas são mais suaves e tendem a melhorar em 24 a 48 horas. Já na queimadura de 1º grau, a vermelhidão é mais intensa, acompanhada de dor, ardência, sensibilidade ao toque, inchaço e possível descamação.

 

Nos casos de 2º grau, os sintomas são mais exuberantes, com dor intensa, inchaço, vermelhidão importante, formação de bolhas e até drenagem de secreção. A médica orienta que o atendimento deve ser procurado diante de sinais de 2º grau ou sintomas gerais como febre, calafrios, náuseas e mal-estar, e sempre em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas ou autoimunes, mesmo quando os sintomas forem de 1º grau.


 

Cuidados imediatos


Ao perceber uma queimadura solar, a primeira medida é evitar nova exposição ao sol. Banhos curtos com água morna ou fria, compressas frescas, hidratação frequente, ingestão de água e roupas mais soltas ajudam a aliviar o desconforto. Essas são as medidas realmente eficazes, reforça a dermatologista.

 

Por outro lado, algumas práticas devem ser evitadas. “Não aplicar produtos que contenham ácidos, álcool, perfumes, esfoliantes, vinagre, creme dental ou manteiga”, orienta. O gelo direto também não deve ser usado, pois pode queimar a pele.

 

Em caso de bolhas, a orientação da médica é de não estourar e não remover a pele descamando. “O ideal é deixar que ela se solte espontaneamente, após a formação da nova pele, para evitar cicatrizes”, compartilha.

 

Para aliviar a dor e a ardência, a médica recomenda banhos frescos, compressas e hidratantes com ativos como aloe vera, pantenol e ceramidas, aplicados diversas vezes ao dia. Nos dias seguintes, cremes reparadores da barreira cutânea podem ajudar na recuperação.

 

Para prevenir as queimaduras solares, o melhor caminho é evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h durante o verão e fazer o uso de protetor solar com FPS 50 ou mais a cada duas horas. Roupas com proteção UV, chapéu, boné, óculos de sol e sombra são aliados importantes.

 

Além dos cuidados compartilhados, a dermatologista esclarece ainda algumas dúvidas que costumam surgir nesta época do ano:


 

Crianças e idosos precisam de cuidados especiais?


Sim. A pele das crianças é mais fina, a barreira cutânea ainda está em desenvolvimento e a melanina não bloqueia totalmente a radiação. Já os idosos têm perda de colágeno, elastina e menor capacidade de regeneração e cicatrização.

 


É possível se queimar em dias nublados?


Sim. A radiação continua presente mesmo com o céu encoberto. O nível diminui, mas não desaparece.


 

Queimadura solar aumenta o risco de câncer de pele?


Sim. A radiação UV é o principal fator de risco e tem efeito cumulativo. Cada queimadura representa um dano celular significativo que pode predispor à mutação e evolução para câncer de pele.


 

Pessoas bronzeadas queimam menos?


Sim, mas isso não significa proteção. A pele bronzeada também precisa de cuidados e proteção solar.

 

Check-up de início de ano: por que o volume de agendamentos médicos cresce nas férias e como clínicas podem se preparar

Com a maioria das marcações de exames migrando para o ambiente digital, integrar canais e automatizar processos tornou-se essencial para evitar desistências


O início do ano costuma gerar um movimento atípico em clínicas e consultórios médicos. Com mais tempo disponível durante o período de férias, muitas pessoas aproveitam para colocar exames em dia, retomar consultas adiadas e iniciar tratamentos que ficaram em segundo plano ao longo do ano. Com menos compromissos profissionais e maior flexibilidade na agenda, o cuidado com o bem-estar ganha prioridade.

Esse aumento na procura, no entanto, também evidencia fragilidades operacionais. Filas extensas, atrasos, dificuldades para marcar horários e falhas na comunicação comprometem a experiência do paciente quando a instituição não está preparada para absorver o volume de atendimentos.

Dados do Perfil Paciente Digital 2025 apontam que 85% das consultas já são agendadas por dispositivos móveis e que 84% dos pacientes preferem canais digitais para realizar marcações. O levantamento mostra ainda que 78% consideram a qualidade do primeiro contato determinante na escolha de um prestador de saúde, enquanto 64% esperam receber informações e orientações por aplicativos de mensagem ou SMS.

Segundo Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em soluções de atendimento com inteligência artificial e automação, a experiência dos usuários dos serviços de saúde começa antes mesmo da consulta presencial. “A forma como a instituição responde, organiza informações e orienta a pessoa, influencia diretamente a percepção de qualidade. Processos fragmentados tendem a gerar atrasos e retrabalho, o que impacta negativamente o relacionamento”, explica.

Hospitais, clínicas e consultórios que ainda dependem de respostas manuais e sistemas desconectados acabam oferecendo uma jornada pouco integrada. Em períodos de maior movimento, é comum que as equipes precisem lidar simultaneamente com ligações telefônicas, mensagens no WhatsApp, atendimentos presenciais e solicitações em plataformas digitais. Sem um fluxo bem estruturado, esse acúmulo resulta em erros de agendamento, atrasos e sobrecarga dos profissionais.

A automação de processos tem sido apontada como alternativa para organizar o atendimento. Ao classificar demandas, direcionar solicitações aos setores corretos e priorizar casos mais urgentes, as instituições conseguem responder com mais agilidade e precisão. Recursos como lembretes automáticos, confirmações de consulta e atualizações em tempo real ajudam a reduzir faltas e retrabalho. Para o público, o resultado é uma experiência mais segura e alinhada às expectativas de um atendimento moderno. “Plataformas integradas permitem maior previsibilidade da operação e mais controle sobre a jornada de atendimento, o que se reflete em eficiência e segurança”, conclui Marcio.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser ampliar a capacidade de atendimento e incorporar tecnologias inovadoras, acompanhando a evolução do comportamento de quem busca serviços de saúde e as novas exigências do setor.

 

VTCall


Pós-festas sem extremismos: mitos e verdades sobre "detox" e o que realmente ajuda a voltar ao equilíbrio

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Nutricionista da Puravida explica por que o corpo não precisa de dietas radicais após os excessos e quais hábitos têm respaldo científico  

 

O período pós-festas traz mudanças significativas na rotina alimentar, no sono e no nível de atividade física. Além de celebrações sucessivas, há maior consumo de álcool, açúcar, alimentos volumosos e horários irregulares. Esses fatores combinados levam muitas pessoas buscarem estratégias rápidas de “compensação”, especialmente dietas tradicionais de “detox” ou protocolos que prometem efeitos imediatos. Mas, segundo especialistas, essa abordagem carece de respaldo na ciência. 

A ideia de que o corpo precisa “limpar toxinas” após as festas permanece popular, embora órgãos como fígado, rins e intestino já executem naturalmente essa função. De acordo com a nutricionista Carla Fiorillo, coordenadora de conteúdo da Puravida, o que realmente se altera nesse período é a sobrecarga metabólica momentânea e o impacto sobre sono, inflamação e microbiota intestinal. “O corpo não precisa de medidas extremas para se reorganizar. Ele precisa de condições adequadas. E isso passa por hidratação, sono, movimento leve e regularidade alimentar”, afirma. 

Nos primeiros dias após os excessos, a retenção de líquidos, o desconforto abdominal e a oscilação de energia são comuns. Isso se explica, em parte, pelo impacto das refeições tardias e mais densas, que alteram o funcionamento gastrointestinal e modificam temporariamente o equilíbrio da microbiota. “Estudos apontam que padrões alimentares irregulares podem influenciar o humor, a digestão e até a percepção de fome e saciedade. Por isso, antes de pensar em restrições, a recomendação é restabelecer o ritmo circadiano e moderação calórica ao longo do dia, sem longos intervalos em jejum e sem promessas rígidas de compensação”, explica a especialista. 

A hidratação é decisiva no pós-festas. Água e chás naturais não adoçados auxiliam na redução da sensação de inchaço e favorecem a função renal. O movimento leve, como caminhadas, alongamentos ou exercícios de baixa intensidade, melhora a circulação, auxilia o trânsito intestinal e contribui para retomar o equilíbrio energético sem sobrecarregar o organismo. Já o sono, frequentemente alterado no período de festas, é determinante para reorganizar processos metabólicos e hormonais envolvidos na fome, na saciedade e na disposição. 

“Outro ponto relevante é a presença adequada de fibras, proteínas, micronutrientes e antioxidantes. As fibras dão suporte direto ao intestino, especialmente após dias de maior ingestão de gorduras, álcool e açúcar. As proteínas, por sua vez, ajudam a recuperar a sensação de saciedade e estabilizam os níveis de energia ao longo do dia”, detalha Carla. Micronutrientes como magnésio e vitaminas do complexo B podem contribuir para o metabolismo energético e para a retomada gradual do bem-estar, atuando como apoio à alimentação, não como solução isolada. 

Alimentos ricos em fibras, frutas e vegetais, grãos integrais e proteínas de qualidade são recursos valiosos no pós-festas. Suplementos como magnésio, complexo B, opções práticas de proteína, e antioxidantes, como cúrcuma, NAC e coenzima Q10 também oferecem conveniência para reorganizar o dia a dia. “O importante é compreender que o equilíbrio funciona melhor do que qualquer ideia de reset. O corpo responde bem à consistência, não a medidas drásticas”, finaliza Carla. 

 

Puravida
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Explode a venda ilegal de canetas emagrecedoras e médicos alertam para riscos

Explosão no uso de medicamentos injetáveis para obesidade reacende alerta da Anvisa e de médicos sobre produtos falsos, mercado paralelo e riscos graves à saúde

 

A busca por emagrecimento rápido abriu espaço para um mercado paralelo perigoso: o de canetas de emagrecimento falsificadas. Vendidas pela internet, redes sociais e até aplicativos de mensagens, essas versões ilegais preocupam médicos, que alertam para riscos que vão de efeitos colaterais graves até internações. 

Nos últimos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alertas e determinou a apreensão de lotes falsos de medicamentos como Mounjaro, além de denunciar fraudes envolvendo reaproveitamento de canetas, rótulos adulterados e anúncios enganosos nas redes sociais. Casos semelhantes vêm sendo registrados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos, Europa e Austrália. 

O cenário preocupa médicos e especialistas em obesidade, não apenas pelo risco de ineficácia do tratamento, mas pelas possíveis consequências graves à saúde de quem utiliza produtos fora da cadeia oficial.

 

Quando o medicamento não é o que parece

Segundo a Anvisa, algumas das fraudes identificadas envolvem desde canetas totalmente falsificadas até práticas mais sofisticadas, como a reutilização de dispositivos de insulina com rótulos de medicamentos para emagrecimento, simulando produtos originais. 

“O problema é que, visualmente, o paciente muitas vezes não consegue identificar a diferença. A embalagem pode parecer legítima, mas o conteúdo não é confiável”, explica o médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo, referência nacional no tratamento da obesidade. 

O risco não está apenas em “não emagrecer”. Um produto falsificado pode conter:

  • Dose incorreta do princípio ativo
  • Substância diferente da declarada
  • Contaminação microbiológica
  • Ausência total do medicamento
  • Compostos tóxicos ou instáveis  

“Estamos falando de medicamentos que atuam diretamente no metabolismo, na glicemia e no sistema gastrointestinal. Um erro de dose ou uma substância desconhecida pode causar hipoglicemia, náuseas intensas, vômitos, desidratação, infecções e até eventos cardiovasculares”, alerta o médico. 

 

Por que esse mercado cresceu tanto?

Especialistas apontam uma combinação perigosa:

  • Alta demanda por emagrecimento rápido
  • Preços elevados nas marcas originais
  • Escassez pontual de alguns medicamentos
  • Facilidade de compra por links, WhatsApp e redes sociais 

“Quando o paciente tenta pular etapas, comprando fora da farmácia, sem receita ou sem acompanhamento, ele se coloca em risco. O tratamento não é o problema. O problema é o atalho”, reforça Dr. Ronan.

 

Canetas funcionam? Sim. Mas não dessa forma

O crescimento das falsificações acabou alimentando um discurso perigoso de demonização das canetas emagrecedoras. Medicamentos como os análogos de GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade. Quando bem indicados, com avaliação clínica, exames e acompanhamento médico, são seguros, eficazes e mudam a história de muitos pacientes. 

O alerta, não é contra o tratamento, mas contra:

  • Automedicação
  • Uso estético indiscriminado
  • Compra fora de canais oficiais
  • Falta de acompanhamento médico 

Não existe caneta milagrosa. Existe medicina bem feita. E tudo fora disso vira risco.

 

Como o paciente pode se proteger

Alguns cuidados básicos reduzem drasticamente o risco:

  • Comprar medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas
  • Exigir receita médica
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado
  • Evitar anúncios em redes sociais, marketplaces e grupos de WhatsApp
  • Nunca usar medicamentos “importados por terceiros” ou “manipulados” sem respaldo legal 

A própria Anvisa reforça que não vende medicamentos e que qualquer oferta direta ao consumidor fora do canal farmacêutico é irregular.

O avanço das canetas falsificadas não coloca em xeque o tratamento da obesidade, mas expõe um problema maior: a banalização de medicamentos que exigem critério médico, prescrição e acompanhamento. Quando usados de forma correta, esses recursos representam um avanço importante na saúde metabólica; fora do ambiente médico, tornam-se um risco real. O alerta do especialista é claro: “não existe tratamento seguro comprado por atalhos. Em saúde, o que protege o paciente não é a promessa de resultado rápido, mas a combinação entre ciência, individualização e responsabilidade médica”, conclui Dr. Ronan Araujo. 


Dr. Ronan Araujo - CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.

 

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