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sábado, 12 de setembro de 2026

Quatro dos maiores hairstylists do Brasil apontam o que vai dominar os cabelos em 2027

Divulgação Best Class
Mario Henrique, Romeu Felipe, Vivi Siqueira e Mel Schlukebier antecipam uma temporada de cores menos marcadas, fios luminosos, escolhas que valorizam a beleza individual e o chamado Old Money para os fios 

 

Se por muito tempo as tendências de cabelo foram definidas por uma cor, um corte ou uma técnica que se repetia nos salões, 2027 deve seguir por outro caminho. Naturalidade, personalização e fios com aparência saudável ganham espaço e colocam em segundo plano transformações muito evidentes. A previsão foi apresentada nesta segunda-feira (7), em São Paulo, durante a terceira edição do Best Class, idealizado por Mario Henrique e considerado um dos principais eventos nacionais de formação para profissionais da beleza, que reuniu cerca de 2 mil cabeleireiros e convidados.

Em comum, os quatro profissionais enxergam uma busca por resultados que pareçam menos construídos, mesmo quando exigem horas de técnica no salão. Entram nesse movimento colorações tom sobre tom, contrastes suaves, raízes que não exigem retoques constantes e iluminações pensadas de acordo com características individuais, como pele, olhos, sobrancelhas e personalidade.

Vivi Siqueira coloca justamente a personalização no centro dessa nova estética. Para a hairstylist e embaixadora de L’Oréal Professionnel, não haverá uma única cor capaz de resumir 2027. Tons quentes e frios terão espaço, desde que escolhidos de acordo com as características e a personalidade de quem os usa.

“O cabelo de 2027, para mim, é natural, porém muito luminoso e fluido. Acredito que os dois tons, tanto quente quanto frio, vão estar muito em alta, dependendo da personalidade de cada mulher. Não acredito em uma tendência que seja algo único para todo mundo. Acredito em uma tendência adaptada para cada mulher, porque é personalizada, é uma beleza única”, afirma.

 

Romeu Felipe, um dos nomes mais reconhecidos quando o assunto é transformação de cor e embaixador de Wella, também identifica uma mudança importante no comportamento dentro dos salões. Se antes as clientes chegavam munidas de uma fotografia para ser reproduzida, agora a procura é por uma assinatura própria, construída a partir das características individuais. “O cabelo para o ano que vem vai ser um cabelo com bastante naturalidade, muito saudável. Hoje, a cliente busca uma assinatura. Essa coisa de harmonizar o tom de pele, de sobrancelha e dos olhos é algo que ela busca muito porque favorece a beleza natural”, explica. 

Divulgação Best Class 
Para Romeu, essa transformação acompanha um movimento que já pode ser observado em outras áreas da beleza, com resultados menos artificiais e maior valorização da aparência saudável.
 

“Passamos por uma fase de cabelos muito descoloridos, muito processados, e hoje a busca é por um cabelo que tenha mais harmonia, uma iluminação mais suave, tom sobre tom. É aquele cabelo que levou oito horas para fazer, mas fica super natural. São camadas de cor, um cabelo que realmente tem uma assinatura única. Antes era aquela foto de referência e hoje elas buscam: ‘O que fica bom para mim?’”, completa. 

Mel Schlukebier, hairstylist e embaixadora de TRUSS Professional, reforça esse distanciamento das marcações evidentes. Para a profissional, que acompanha de perto as transformações de comportamento dentro dos salões, 2027 será marcado por uma construção de cor mais contínua e sofisticada: “A tendência são cabelos monocromáticos, sem aquelas mechas marcadas, com muita fluidez e muita naturalidade. Um cabelo monocromático, tom sobre tom e com um contraste suave”. 

Por fim, o nome de peso do hairstyling nacional, Mario Henrique, que já foi responsável por transformações de celebridades como Anitta e Marina Ruy Barbosa, enxerga a tendência para além da estética. Para ele, o chamado old money hair traduz um novo comportamento de beleza, em que o cabelo não precisa parecer recém-saído do salão para estar bem cuidado. 

Divulgação Best Class
“O cabelo old money é um comportamento que traz liberdade. A liberdade de deixar aquela raiz crescida sem nenhum problema, de não se escravizar por um retoque e não depender do salão de beleza para se sentir bonita”, explica. 

Mario também identifica uma virada na cartela de cores procurada pelas brasileiras. Depois de temporadas dominadas por reflexos dourados e tonalidades mais aquecidas, nuances frias começam a ocupar esse espaço.

“Agora, a cor do momento que as brasileiras estão procurando é o calor dando lugar para o frio. Saímos desse cabelo muito dourado, com reflexo muito quente, e partimos para cabelos mais frios, mais bege, pastel e nude. Esse é o cabelo que vem roubando a cena para 2026 e 2027”, afirma. 

Os quatro profissionais estiveram juntos no evento, voltado ao desenvolvimento de cabeleireiros de todo o país. Realizada em São Paulo, a terceira edição reuniu cerca de 2 mil profissionais e convidados e antecipou as principais apostas do mercado para o próximo ano.


Canetas emagrecedoras abrem nova frente na cirurgia plástica

Especialistas apontam que o novo perfil exige avaliação mais ampla e procedimentos desenhados para necessidades específicas


A expansão dos medicamentos GLP 1 está alterando uma etapa que começa depois da perda de peso. Pacientes que emagrecem de forma significativa chegam aos consultórios de cirurgia plástica com queixas de flacidez, excesso de pele e pequenos depósitos de gordura que permanecem em regiões específicas. O movimento já chama a atenção da indústria de estética. Em maio, a Reuters mostrou que empresas como Apyx Medical e InMode passaram a enxergar nesse público uma nova frente de crescimento. A Apyx projetou avanço de 9% a 11% na receita em 2026, impulsionado, entre outros fatores, pela procura por seu sistema minimamente invasivo de contorno corporal para tratar a pele flácida.

Para Alexandre Peruzzo, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, essa transformação também mudou o perfil das consultas. “As canetas emagrecedoras trouxeram uma paciente diferente para a cirurgia plástica. Muitas já alcançaram uma perda de peso importante, mas continuam incomodadas com flacidez ou pequenas áreas de gordura localizada. Se a necessidade está concentrada em determinadas regiões, o planejamento também precisa ser localizado. Não faz sentido ampliar uma intervenção quando o problema é pontual”, afirma.

A mudança não aparece apenas nas projeções das empresas. Em reportagem publicada em 28 de agosto, a Reuters também mostrou que médicos vêm recebendo pacientes interessados em corrigir pele excedente, perda de volume facial e alterações no contorno corporal após o uso de GLP 1.


Quando emagrecer não resolve tudo

A relação entre canetas emagrecedoras e cirurgia plástica já entrou no radar das entidades médicas. A International Society of Aesthetic Plastic Surgery aponta que grandes reduções de peso associadas aos agonistas de GLP 1 podem ser acompanhadas por flacidez, redistribuição de gordura e alterações no contorno facial e corporal. A entidade ressalta que os efeitos sobre músculos, ligamentos e retração da pele ainda não são totalmente conhecidos.

Isso significa que alcançar determinado número na balança não torna uma pessoa automaticamente apta a realizar um procedimento. Em agosto de 2026, a American Society of Plastic Surgeons publicou novas recomendações para quem considera cirurgia de contorno corporal depois de uma perda significativa de peso. A orientação destaca a importância de avaliar alimentação e possíveis deficiências de proteínas, vitaminas do complexo B e vitamina D antes da operação.

“Antes de pensar na técnica, é preciso entender como ocorreu o emagrecimento, se o peso está estável, como estão a massa muscular, a alimentação, os exames e a qualidade da pele. O corpo pode ter mudado muito por fora, mas a indicação cirúrgica depende também de como esse organismo chega ao procedimento”, explica o médico.

O uso da medicação também deve fazer parte da avaliação. A ISAPS recomenda atenção especial às pessoas que estejam na fase de aumento das doses dos agonistas de GLP 1 ou ainda apresentem sintomas gastrointestinais, já que a classe pode retardar o esvaziamento do estômago. A entidade orienta que cirurgias eletivas sejam avaliadas individualmente nesses casos.


Menos extensão e mais precisão

Quando a queixa está restrita a determinadas áreas, o especialista em contorno corporal minimamente invasivo afirma que a estratégia pode ser direcionada apenas aos pontos necessários. Entre as possibilidades utilizadas por Peruzzo está a Minilipolaser, técnica desenvolvida pelo cirurgião para a remoção de gordura localizada e planejada de acordo com a anatomia e os objetivos de cada paciente. Dependendo da indicação, podem ser associadas tecnologias como laser e radiofrequência.

Outra alternativa para casos selecionados é o nanofat graft corporal. O procedimento utiliza componentes obtidos da própria gordura da paciente, que passam por processamento antes da aplicação em regiões definidas durante o planejamento. Segundo o cirurgião, nenhuma dessas associações deve funcionar como protocolo automático após a perda de peso.

“O crescimento das canetas emagrecedoras não significa que toda pessoa que emagreceu precise de cirurgia plástica. A questão é identificar o que permaneceu depois dessa transformação e verificar se existe uma indicação real para tratar aquela região. Muitas vezes, fazer menos é justamente o que torna o procedimento mais personalizado”, afirma Peruzzo.

Para o médico, a tendência tende a tornar a avaliação do contorno corporal ainda mais individualizada. Se antes boa parte da procura estava relacionada à retirada de volumes maiores de gordura, os medicamentos para emagrecimento levam aos consultórios pessoas que já passaram por uma mudança corporal expressiva e buscam resolver consequências específicas. Nesse novo perfil, o desafio não é ampliar a cirurgia, mas determinar com precisão quando e onde intervir.

 


Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
Para mais informações, acesse Linkedin e Instagram.



Fontes de Pesquisa

Reuters - Weight loss revolution sparks new appetite for aesthetics firms
https://www.reuters.com/business/healthcare-pharmaceuticals/weight-loss-revolution-sparks-new-appetite-aesthetics-firms-2026-05-04/

Reuters - Beyond the scale men turn to cosmetic clinics to complete weight loss transformation
https://www.reuters.com/business/healthcare-pharmaceuticals/beyond-scale-men-turn-cosmetic-clinics-complete-weight-loss-transformation-2026-08-28/

American Society of Plastic Surgeons - Nutrition Recommendations Support Healing After Body Contouring Surgery in Patients with Significant Weight Loss
https://www.plasticsurgery.org/news/press-releases/nutrition-recommendations-support-healing-after-body-contouring-surgery-in-patients-with-significant-weight-loss

International Society of Aesthetic Plastic Surgery - Emerging Guidance on the Rise of GLP 1 Receptor Agonist Drugs and Plastic Surgery
https://www.isaps.org/media/tw1j4oko/260522_isaps-ps-emerging-guidance_rise-of-glp-1-ra-drugs_final.pdf

 

Mitos e verdades sobre oleação: o que o Ayurveda diz sobre o uso de óleos na pele e nos cabelos

Aquecer é obrigatório? Quanto mais tempo o produto ficar no cabelo, melhor? Todo mundo pode usar o mesmo óleo? Nina Habib, terapeuta ayurvédica e fundadora da Taila Veda, esclarece dúvidas sobre uma das práticas mais tradicionais do Ayurveda


A oleação ganhou espaço nos cuidados com a pele e, principalmente, com os cabelos, mas está longe de ser uma prática nova. No Ayurveda, os óleos fazem parte de uma tradição de cuidado que atravessa milhares de anos. Snehana é o termo relacionado à oleação; Abhyanga é a oleação acompanhada da massagem corporal; e Shiro Abhyanga é a prática direcionada à cabeça.

A diferença em relação a muitas das práticas que se popularizaram nas redes sociais está na lógica por trás do uso do óleo. Nessa tradição, não se trata simplesmente de escolher qualquer óleo vegetal e aplicá-lo sobre o corpo ou os cabelos. A escolha da base, as plantas presentes na formulação, a região de aplicação, as características individuais e o momento também são considerados.

O óleo escolhido importa, as plantas presentes naquela formulação importam, a região onde ele será aplicado importa e, principalmente, a pessoa e o momento também importam”, explica Nina Habib, terapeuta ayurvédica e fundadora da Taila Veda, marca brasileira de cosméticos ayurvédicos criada em 2018.

Com estudos e imersões na Índia, Nina aprofundou seus conhecimentos em áreas como Panchakarma, nutrição e culinária medicinal, Rasayana, Dravyaguna, diagnóstico pela língua e saúde da mulher. Ao traduzir essas práticas para a vida contemporânea, ela diferencia aquilo que pertence à tradição ayurvédica das adaptações que utiliza para tornar os rituais possíveis dentro da rotina atual.

A seguir, Nina esclarece alguns dos principais mitos e verdades sobre a oleação:


1. É obrigatório aquecer o óleo antes da aplicação? MITO! 

O óleo pode ser utilizado em temperatura ambiente ou levemente aquecido. Tradicionalmente, o óleo morno aparece em diferentes práticas ayurvédicas e pode tornar a aplicação mais confortável, principalmente nos dias frios, mas o aquecimento não precisa se transformar em uma regra.

Se a pessoa quiser aquecer, pode fazer isso suavemente em banho-maria. Se não quiser, pode utilizar em temperatura ambiente. Para mim, uma prática que realmente acontece na rotina é mais interessante do que um ritual tão cheio de regras que acaba nunca sendo feito”, afirma Nina.


2. Todo óleo funciona da mesma maneira? MITO!

Na visão do Ayurveda, a escolha do óleo também faz parte do cuidado. O óleo de gergelim, por exemplo, tem natureza mais aquecedora, nutritiva e envolvente e pode fazer mais sentido diante de características relacionadas a Vata, como ressecamento, frio, pele ou couro cabeludo secos. Já o coco possui natureza mais refrescante e pode ser escolhido quando se busca maior frescor ou em períodos mais quentes.

A escolha também pode mudar ao longo do tempo, já que o Ayurveda observa o estado atual, o clima, a estação e aquilo que o corpo apresenta naquele momento.

A pergunta ‘qual é o melhor óleo?’ quase nunca está completa. Precisamos perguntar: melhor para quem, em qual momento e para equilibrar quais qualidades?”, explica.


3. Um óleo ayurvédico é simplesmente qualquer óleo vegetal? MITO!

Existem diferentes preparações dentro do Ayurveda, e as plantas presentes em cada formulação também são consideradas de acordo com suas características. Por isso, a análise não se limita à escolha entre bases como gergelim ou coco, mas envolve a preparação como um todo e a finalidade para a qual foi desenvolvida.


4. Na oleação capilar, é preciso encher o comprimento dos fios de óleo? MITO!

No Shiro Abhyanga, o foco está na cabeça e no couro cabeludo. O óleo pode ser distribuído em pequenas quantidades em diferentes regiões, seguido de massagem com as pontas dos dedos. A aplicação no comprimento ou nas pontas pode ser feita, mas não constitui o centro dessa prática.

Gosto de dizer que o couro cabeludo é o solo dos fios e, por isso, o cuidado começa nele. A oleação capilar que se popularizou nas redes sociais muitas vezes colocou toda a atenção no fio; no Shiro Abhyanga, estamos falando da cabeça e do couro cabeludo”, afirma Nina.


5. O cabelo precisa estar limpo para fazer a oleação? MITO!

A oleação pode ser realizada antes da lavagem, inclusive com o couro cabeludo sujo. É dessa forma que Nina costuma adaptar a prática à própria rotina: aplica o óleo diretamente no couro cabeludo, massageia, deixa agir e depois realiza a lavagem normalmente.


6. O Ayurveda orienta a oleação da cabeça apenas uma ou duas vezes por semana? MITO!

Aqui está uma das principais diferenças entre tradição e adaptação. Na visão tradicional do Ayurveda seguida por Nina, a aplicação de óleo na cabeça aparece como uma prática mais frequente e pode fazer parte dos cuidados diários. Isso não significa, porém, que a mesma frequência precise ser reproduzida na vida contemporânea.

Para tornar a prática viável atualmente, Nina costuma orientar quem está começando a fazer a oleação uma vez por semana. Em períodos de cuidado mais intensivo, trabalha com duas a três aplicações semanais e, posteriormente, a frequência pode ser ajustada para manutenção.

Essa frequência é uma adaptação que utilizo para tornar uma prática tradicional possível dentro de uma rotina contemporânea, e não uma regra clássica dizendo que o Ayurveda manda fazer duas vezes por semana”, explica.


7. Existe um tempo perfeito para deixar o óleo agir? MITO!

As duas horas não constituem uma regra universal estabelecida pelo Ayurveda. Esse é o período que Nina costuma utilizar em seu próprio ritual e orientar para os óleos capilares da Taila Veda.

Eu gosto de deixar pelo menos duas horas, mas não existe um tempo perfeito. Se a pessoa consegue permanecer mais tempo, ótimo. Se naquele dia a rotina permite apenas trinta minutos antes da lavagem, também está tudo bem. O cuidado não está apenas no número de horas. Está também na massagem, na frequência e na continuidade”, explica.


8. Quanto mais tempo o óleo ficar, necessariamente melhor? MITO!

Permanecer mais tempo com o óleo pode fazer parte do ritual, mas não existe uma relação proporcional entre número de horas e resultado.

Não é porque alguém deixou quatro horas que necessariamente fez uma prática duas vezes melhor do que quem deixou duas. O tempo é apenas uma parte de um cuidado que também envolve escolha, toque e constância”, afirma Nina.


9. Pode dormir com óleo no cabelo? DEPENDE!

Na visão tradicional aprendida por Nina, a preferência seria realizar a oleação durante o dia e retirar o óleo antes de dormir. Na adaptação para a vida contemporânea, porém, ela considera que o ritual pode ser flexibilizado quando a aplicação noturna é a maneira possível de manter a prática.

Adaptar não significa ignorar a tradição. Significa saber de onde a prática veio, compreender como ela foi ensinada e, a partir daí, encontrar uma forma consciente de trazê-la para a vida que temos hoje”, diz.


10. Cabelo oleoso não pode receber óleo? MITO!

Oleosidade e nutrição não são a mesma coisa. Um couro cabeludo oleoso também pode receber a prática, desde que sejam consideradas a escolha do óleo, a quantidade utilizada e a maneira de aplicação.


11. Todo mundo deve usar o mesmo óleo? MITO!

A escolha pode variar conforme aquilo que é observado em determinado momento. No Força de Gaya, da Taila Veda, por exemplo, existem versões com TCM de coco e óleo de gergelim. A base de TCM tem natureza mais refrescante e pode ser escolhida quando se busca maior frescor ou durante períodos mais quentes. Já o gergelim possui natureza mais aquecedora e nutritiva e pode fazer mais sentido diante de ressecamento, frio, couro cabeludo seco ou fios que pedem mais nutrição.

Isso não significa que uma pessoa precise utilizar sempre a mesma base. As necessidades podem mudar de acordo com o momento, o corpo e as estações do ano.


12. Oleação é apenas hidratação? MITO!

Reduzir Snehana à hidratação deixa de fora parte da lógica dessa prática dentro do Ayurveda. Sneha é uma palavra que estabelece uma relação entre óleo e afeto, e a oleação envolve tanto a substância escolhida quanto o toque.

Quando massageamos o couro cabeludo ou o corpo, existe um momento de percepção que não acontece quando simplesmente aplicamos um cosmético e seguimos o dia”, afirma Nina.

Para Nina, adaptar práticas ayurvédicas à vida contemporânea não significa reproduzir rigidamente uma rotina tradicional, nem retirar sua lógica até transformá-la apenas em uma tendência de beleza. O ponto de partida está em compreender a origem e o propósito da prática para, então, encontrar maneiras possíveis de incorporá-la ao cotidiano.

O Ayurveda não precisa se tornar mais uma cobrança. Para mim, ele precisa ensinar observação. Saber o que estamos utilizando, entender por que aquele óleo faz sentido naquele momento, observar como o corpo responde e construir constância”, conclui.


Para colocar a oleação em prática

Força de Gaya com óleo de gergelim: óleo capilar formulado com Amla, babosa, Bhringaraj e alecrim, tendo o óleo de gergelim como base. Segundo o catálogo da Taila Veda, a versão de energia quente é indicada especialmente para períodos frios ou cabelos muito ressecados.

Força de Gaya com TCM de coco: traz as mesmas quatro plantas, mas utiliza óleo de coco fracionado como base. De energia fria na classificação ayurvédica apresentada pela marca, é a versão indicada para períodos mais quentes e couro cabeludo sensível ou inflamado.

Óleo Shatavari: óleo corporal feminino formulado com raiz de Shatavari e óleo de gergelim. A orientação é aquecer levemente entre as mãos e aplicar com movimentos circulares no ventre ou em outras partes do corpo.

 

Taila Veda

 

Ascensão do uso de medicamentos para emagrecimento impacta a cirurgia plástica

Especialista explica o momento certo para retirar o excesso de pele com o emagrecimento usando canetas emagrecedoras

 

De acordo com um estudo realizado pela Scanntech, o uso de medicamentos para emagrecimento cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior. Esse aumento expressivo já se reflete nos consultórios de cirurgia plástica, com pacientes que perderam muito peso em pouco tempo e agora enfrentam o desafio do excesso de pele. 

A cirurgiã plástica Dra. Carolina Cescato explica que o uso dos novos medicamentos para tratamento da obesidade mudou bastante o perfil dos pacientes que chegam ao consultório. “Hoje vemos pessoas perdendo uma quantidade significativa de peso em períodos relativamente curtos e, como consequência, apresentando flacidez e excesso de pele em diferentes regiões do corpo. Por isso, é natural que aumente também a procura por cirurgias de contorno corporal. O objetivo, nesses casos, não é simplesmente retirar pele, mas adequar o contorno corporal à nova realidade do paciente, sempre respeitando sua saúde e o momento adequado para operar”. 

Segundo a especialista, mais importante do que quantos quilos o paciente perdeu é saber se o emagrecimento já está estabilizado. “Em geral, consideramos cirurgia quando o paciente está próximo do peso planejado, consegue mantê-lo estável por um período, apresenta boas condições nutricionais e clínicas e o excesso de pele já causa incômodo estético ou funcional”. Ela esclarece que não é só chegar a determinado número na balança, mas chegar ao momento em que o corpo está preparado para a cirurgia. 

Uma grande perda de peso pode vir acompanhada de redução de massa muscular e deficiências nutricionais, mesmo quando o paciente aparentemente esteja bem. A avaliação pré-operatória precisa ser global.

Antes da cirurgia, é avaliado estabilidade do peso, alimentação, proteínas, vitaminas, ferro e outros nutrientes, além de anemia, doenças associadas, medicamentos em uso e risco de trombose. 

Nos pacientes que utilizam medicamentos para emagrecimento, também é fundamental planejar adequadamente o período perioperatório (ciclo completo que abrange toda a experiência cirúrgica de um paciente:

pré-operatório, transoperatório e pós-operatório), porque alguns deles podem interferir no esvaziamento do estômago e exigir cuidados específicos relacionados à anestesia. “Antes de retirar o excesso de pele, precisamos ter certeza de que o organismo está pronto para cicatrizar”, afirma Cescato. 

O impacto do excesso de pele vai além da estética. Depois de uma grande perda de peso, o excesso de pele pode dificultar a percepção dos resultados conquistados. Além da questão estética, ele pode interferir na escolha das roupas, na prática de exercícios, na intimidade e no conforto do dia a dia. “Existe uma situação que ouvimos com frequência:

‘Eu emagreci, mas ainda não me reconheço no meu corpo.’ Para muitos pacientes, perder peso é uma etapa da transformação. Reconstruir o contorno corporal pode ser a etapa seguinte.” 

O número de pessoas que perderam muito peso por tratamento medicamentoso, sem necessariamente terem passado por cirurgia bariátrica, só cresce. Isso cria um novo perfil de paciente. Com isso a abordagem tem que mudar, é preciso avaliar não apenas o excesso de pele, mas a qualidade dos tecidos, a perda de volume, a massa muscular, o estado nutricional e a possibilidade de combinar ou dividir procedimentos em etapas. “Os medicamentos mudaram a forma de emagrecer e também estão mudando a cirurgia plástica pós-emagrecimento”, assegura Carol.

Esse movimento mostra que a cirurgia plástica pós-emagrecimento tende a ocupar um espaço cada vez maior, mas sempre com uma premissa: o tratamento precisa ser individualizado, respeitando o tempo e as condições de cada paciente.

  

Dra. Carolina Cescato - RQE 132010. CRM – 120743 - médica cirurgiã plástica, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Com ampla experiência na área, atua com foco em procedimentos estéticos e reconstrutivos que priorizam resultados naturais, segurança e o bem-estar dos pacientes. Atualmente, integra a equipe da Verte Clinique, onde realiza atendimentos e cirurgias com excelência técnica e sensibilidade estética. Além da prática clínica, a Dra. Carolina também se dedica ao ensino e à formação médica. É professora de Cirurgia e Procedimentos Ambulatoriais no curso de Medicina e na especialização em Dermatologia da UNILUS, contribuindo para o desenvolvimento de novos profissionais e para o aprimoramento constante da medicina e da cirurgia plástica.



Canetas para emagrecimento mudam o perfil dos pacientes que buscam rejuvenescimento facial

Especialistas observam aumento de pacientes que perderam peso rapidamente com medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro e passaram a se incomodar com a perda de volume no rosto, levando a uma nova demanda por tratamentos e cirurgias faciais


O avanço das chamadas canetas para emagrecimento está produzindo um efeito que começa a ganhar espaço nos consultórios de cirurgia plástica facial. Após a perda acelerada de peso promovida por medicamentos à base de agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, cresce o número de pacientes que relatam aparência mais envelhecida, flacidez e perda de volume no rosto. O tema passou a ser discutido por sociedades médicas internacionais e por publicações científicas que descrevem o fenômeno conhecido popularmente como "Ozempic Face", associado principalmente ao emagrecimento rápido e não a um efeito direto do medicamento.

Para a cirurgiã plástica facial Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), muitas pessoas alcançam o peso desejado, melhoram indicadores de saúde e autoestima, mas passam a perceber um contraste entre o corpo mais magro e um rosto que aparenta maior envelhecimento. A trajetória profissional e a atuação da médica são voltadas à cirurgia plástica facial, com foco em técnicas de rejuvenescimento profundo e preservação da identidade facial.

"O emagrecimento é extremamente positivo quando existe indicação médica, mas a face também perde gordura. Ela funciona como uma estrutura de sustentação natural e, quando essa perda acontece de forma intensa e em pouco tempo, algumas pessoas passam a notar sulcos mais profundos, flacidez e aspecto cansado. O objetivo não é devolver um rosto artificial, mas recuperar equilíbrio e naturalidade", afirma Danielle.

A preocupação tem fundamento científico. A Academia Americana de Dermatologia explica que pacientes em uso de medicamentos da classe dos GLP-1 frequentemente observam redução do volume facial, maior flacidez e rugas mais aparentes após perdas importantes de peso. A entidade ressalta que essas alterações decorrem principalmente da velocidade do emagrecimento e da redução dos compartimentos de gordura da face, embora estudos recentes também investiguem possíveis efeitos sobre colágeno e musculatura.


O rosto muda antes do restante do corpo

A especialista explica que a face costuma evidenciar rapidamente qualquer perda significativa de gordura corporal. Regiões como maçãs do rosto, têmporas, mandíbula e área ao redor dos olhos são as que mais costumam sofrer alterações, modificando contornos e expressões.

"Nem todo paciente precisará de cirurgia. Em alguns casos, pequenas intervenções são suficientes. Em outros, principalmente quando existe excesso de pele associado à perda de sustentação, a cirurgia oferece um resultado mais duradouro e proporcional. O mais importante é entender que cada rosto responde de maneira diferente ao emagrecimento", explica a cirurgiã.


O desafio é preservar identidade após a perda de peso

Para a médica, o debate também representa uma mudança na forma como o rejuvenescimento facial é encarado. Em vez da busca por transformações estéticas marcantes, cresce a procura por abordagens capazes de restaurar proporções faciais preservando características individuais.

"A maior preocupação dos pacientes hoje não é parecer outra pessoa. Eles querem que a imagem acompanhe a melhora física conquistada durante o processo de emagrecimento. O rosto continua sendo parte importante da identidade e merece ser tratado com o mesmo cuidado que dedicamos ao restante do corpo", afirma.

Danielle ressalta que a decisão entre procedimentos minimamente invasivos e cirurgia deve ser individualizada e baseada em avaliação médica detalhada. A indicação depende da quantidade de pele, da perda de volume, da qualidade dos tecidos e das expectativas de cada paciente. "Não existe uma solução única. O planejamento personalizado é o que permite alcançar resultados naturais, respeitando a anatomia e a história de cada pessoa", conclui.


O que o paciente deve considerar antes de decidir

Para Danielle, a primeira recomendação é não tomar decisões motivadas apenas pelo desconforto com a aparência após o emagrecimento. Segundo ela, a avaliação médica deve acontecer quando o peso já estiver estabilizado, pois oscilações importantes podem comprometer o planejamento e os resultados de qualquer tratamento facial.

"Quem emagreceu recentemente e percebeu mudanças no rosto não deve buscar uma solução padronizada. É preciso entender se existe apenas perda de volume, flacidez, excesso de pele ou uma combinação desses fatores. A partir dessa análise, é possível definir se o melhor caminho é acompanhar a evolução, realizar procedimentos menos invasivos ou indicar uma cirurgia. Cada caso exige uma estratégia diferente", afirma.

A especialista acrescenta que o objetivo não deve ser recuperar o rosto que a pessoa tinha antes do emagrecimento, mas alcançar uma aparência compatível com a nova fase do corpo, preservando características individuais e evitando excessos. 



Danielle Gondim - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas.
Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente. Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.



Fonte de pesquisa

ISAPS
https://www.isaps.org/articles/statements-guidelines/rise-of-glp-1-receptor-agonist-drugs-plastic-surgery/

American Academy of Dermatology (AAD)
https://www.aad.org/public/everyday-care/skin-care-secrets/prevent-skin-problems/glp1-drugs-and-side-effects



5 penteados fáceis e rápidos para apostar em qualquer ocasião

lookstudio no Magnific
Opções combinam praticidade e cuidado para quem precisa se arrumar em até 50 minutos


Um evento de trabalho, jantar ou encontro entrou na agenda e sobrou pouco tempo para se arrumar? Entre escolher a roupa, fazer a maquiagem e organizar o deslocamento, o cabelo muitas vezes fica para o fim, justamente quando os minutos começam a pesar. A boa notícia é que algumas produções conseguem renovar a aparência sem exigir horas de preparação e ainda podem ser ajustadas ao tipo de fio, ao estilo pessoal e à ocasião. Essa busca por soluções que aliem beleza e praticidade ocorre em um mercado aquecido: o segmento premium avançou 10% no Brasil no primeiro trimestre de 2026, acima da média global de 7%, segundo levantamento da Circana.

Segundo Patrícia Selerges, franqueada da Bessie Beauty Club, o formato express permite realizar o penteado e combiná-lo com outros serviços de beleza em um atendimento de até 50 minutos. “Mesmo com a agenda apertada, é importante observar as condições do cabelo antes de iniciar. Textura, volume e procedimentos químicos influenciam a definição da técnica e dos produtos. Também perguntamos sobre o compromisso e as preferências da cliente para indicar uma opção que harmonize com o restante da produção e tenha boa fixação, com os serviços organizados, ela consegue cuidar de mais de uma etapa do visual no mesmo período”, explica.

A seguir, a especialista apresenta cinco sugestões e explica em quais situações elas funcionam melhor. Confira:


1. Franja presa para valorizar o rosto

Indicada para quem deseja destacar a maquiagem, os brincos ou o decote, a franja presa retira o cabelo da região dos olhos, deixando o rosto mais iluminado. “A posição da divisão deve considerar o formato do rosto: prender tudo para trás cria um resultado mais marcante, enquanto manter uma divisão lateral ajuda a suavizar o visual. Também observamos se há fios novos ou curtos na parte frontal, pois eles exigem uma finalização específica para permanecerem no lugar sem deixar o aspecto rígido”, orienta a franqueada.


2. Coque com mechas soltas para equilibrar elegância

O modelo funciona bem em compromissos que pedem uma produção mais sofisticada, mas sem formalidade excessiva. Versões baixas oferecem um ar clássico, enquanto as mais altas alongam a silhueta e valorizam o pescoço. Já as mechas ao redor da face suavizam o conjunto. “A sustentação deve ficar concentrada na base, e não apenas nos grampos. Preparar essa região corretamente evita que o penteado afrouxe ao longo do evento ou cause desconforto no couro cabeludo”, esclarece.


3. Rabo de cavalo para diferentes compromissos

É indicado para quem precisa seguir de um compromisso para outro sem refazer o cabelo. Por manter os fios presos, pode acompanhar desde uma reunião ou almoço até uma aula de pilates ou uma passagem pela academia. As pontas podem ficar lisas, onduladas ou com cachos definidos, de acordo com a programação. “A fixação precisa garantir segurança sem apertar demais a raiz. Também observamos as atividades previstas para ajustar a altura e evitar que o penteado perca a forma ao longo do dia”, afirma.


4. Semi-preso para destacar ondas e cachos

É uma alternativa para quem gosta de usar o cabelo solto, mas quer evitar que ele caia constantemente sobre o rosto. Em fios finos, prender uma quantidade menor ajuda a preservar o volume. Nos mais densos, ampliar a seção superior oferece maior controle. “Nos cacheados e crespos, priorizamos a definição da curvatura e evitamos desfazer desnecessariamente a estrutura natural. Caso seja utilizado babyliss ou triondas, o calor precisa ser ajustado às condições da fibra capilar e aplicado com proteção térmica”, recomenda.


5. Trança lateral para um visual prático e elegante

Além de acrescentar textura ao visual, a trança lateral ajuda a controlar os fios próximos à face e costuma resistir bem a deslocamentos, vento e ambientes externos. A espessura interfere diretamente no estilo: versões finas criam um detalhe discreto, enquanto as mais largas ganham protagonismo. “Evitar apertar todas as partes da mesma maneira deixa o desenho mais bonito e reduz a tração na raiz. Para aumentar a durabilidade, o ideal é preparar a área com um produto de aderência e finalizar somente os pontos com fios mais desalinhados”, conclui.

 

Bessie Beauty Club

 

Radiofrequência volta à cena e novas tecnologias ampliam as possibilidades de tratamento

Após ganhar os holofotes com celebridades como Kim Kardashian, a radiofrequência vive uma nova onda de popularidade. A Dra. Gabriela Silveira, biomédica esteta e CEO da Clínica Slim Santé, explica a evolução da tecnologia
 

A radiofrequência, conhecida há anos no universo dos procedimentos estéticos, está novamente em evidência. O movimento ganhou força depois que Kim Kardashian compartilhou sua experiência com o XERF, tecnologia desenvolvida na Coreia do Sul que combina duas frequências de radiofrequência para atuar em diferentes profundidades dos tecidos. Priyanka Chopra também publicou registros relacionados ao procedimento, aumentando a repercussão em torno da tecnologia.
 

Apesar de o XERF representar uma nova geração de aparelhos, a radiofrequência está longe de ser uma novidade. O que mudou foi a evolução das tecnologias, que passaram a oferecer diferentes formas de controlar a energia, a profundidade e a combinação com outros recursos. 

No Brasil, já existem aparelhos com radiofrequência monopolar, bipolar e multipolar, cada um com características e possibilidades distintas. Na Clínica Slim Santé, comandada pela Dra. Gabriela Silveira, biomédica esteta e CEO da clínica, um dos destaques é o Venus Legacy, equipamento que combina radiofrequência multipolar, campos eletromagnéticos pulsados e sucção controlada para atuar em diferentes queixas estéticas, principalmente flacidez, gordura localizada, celulite e contorno corporal.
 

Por que a radiofrequência voltou aos holofotes? 

A popularização de novas plataformas ajudou a colocar a tecnologia novamente no radar. O XERF, por exemplo, utiliza duas frequências de radiofrequência para alcançar diferentes planos dos tecidos e promover um aquecimento controlado, com o objetivo de estimular processos relacionados à remodelação do colágeno. 

Mas a volta da radiofrequência também chama atenção para uma categoria que já evoluiu bastante. Atualmente, os equipamentos permitem criar protocolos mais específicos de acordo com a região tratada e o objetivo de cada paciente. 

“Estamos vivendo uma nova onda da radiofrequência, mas não estamos falando de uma tecnologia que surgiu agora. O que existe é uma evolução dos equipamentos, que hoje permitem trabalhar com diferentes frequências, profundidades e parâmetros. O mais importante é entender o que cada tecnologia consegue entregar e para qual paciente ela é indicada”, explica a Dra. Gabriela.
 

Venus Legacy: uma tecnologia que combina diferentes recursos 

Na Slim Santé, o Venus Legacy se destaca justamente pela combinação de tecnologias em um único equipamento. A radiofrequência multipolar promove o aquecimento controlado dos tecidos, enquanto os campos eletromagnéticos pulsados e a sucção controlada complementam a ação durante a aplicação. 

A proposta é estimular processos relacionados à produção e remodelação do colágeno, melhorar a firmeza da pele e contribuir para a melhora do contorno corporal. Por reunir diferentes mecanismos, o equipamento pode ser utilizado em protocolos para flacidez, celulite e gordura localizada, tanto em regiões corporais quanto em áreas específicas do rosto e pescoço, de acordo com a avaliação. 

“Uma das vantagens do Venus Legacy é justamente a possibilidade de associar diferentes tecnologias em uma mesma aplicação. Isso nos permite trabalhar não apenas a flacidez, mas também questões como celulite e contorno corporal, sempre ajustando os parâmetros de acordo com a necessidade de cada paciente”, explica Dr. Gabriela.
 

Como funciona o Venus Legacy? 

A radiofrequência multipolar produz um aquecimento controlado e homogêneo dos tecidos, estimulando processos relacionados à produção de colágeno e elastina. Os campos eletromagnéticos pulsados atuam como um recurso complementar, enquanto a tecnologia de sucção controlada, conhecida como VariPulse, auxilia na condução da energia para os tecidos durante a aplicação. 

O tratamento é não invasivo e não exige um período prolongado de recuperação. A sensação durante a sessão costuma estar relacionada ao aquecimento da região e à sucção, e os parâmetros podem ser ajustados conforme a sensibilidade de cada pessoa. 

Os resultados são progressivos e dependem de fatores como idade, qualidade da pele, grau de flacidez e objetivo do tratamento. O número de sessões também varia de acordo com cada protocolo.
 

Flacidez, celulite e contorno corporal 

Embora a radiofrequência tenha ficado conhecida principalmente pelo estímulo de colágeno, a evolução dos aparelhos ampliou suas possibilidades. No caso do Venus Legacy, a combinação de tecnologias permite trabalhar diferentes queixas estéticas. 

Para a flacidez, o aquecimento estimula processos relacionados à remodelação do colágeno e pode contribuir para uma pele mais firme. Na celulite, a associação entre radiofrequência, campos eletromagnéticos e sucção pode ser utilizada em protocolos para melhorar o aspecto da pele. Já no contorno corporal, o equipamento pode auxiliar na redução de medidas e na melhora da aparência das áreas tratadas. 

“Quando indicamos uma tecnologia, não pensamos apenas no aparelho, mas no que queremos tratar. O Venus Legacy pode ser interessante justamente porque conseguimos trabalhar diferentes queixas dentro de uma estratégia personalizada, em vez de oferecer o mesmo protocolo para todo mundo”, afirma a Dra. Gabriela.
 

E no rosto? 

A radiofrequência também ganhou espaço nos tratamentos faciais, especialmente para pacientes que apresentam flacidez e desejam melhorar a firmeza da pele sem procedimentos cirúrgicos. A tecnologia também pode ser considerada em casos de papada, que pode estar relacionada à combinação de gordura localizada e flacidez. 

Nesse caso, porém, a escolha da tecnologia e dos parâmetros precisa ser ainda mais cuidadosa. A face possui diferentes planos de tecido e estruturas que precisam ser preservadas, principalmente em pacientes que já apresentam perda de volume. 

Por isso, tecnologias voltadas ao rosto não devem ser comparadas apenas pela potência ou pela profundidade que conseguem atingir. O objetivo do tratamento e as características individuais do paciente são determinantes para a escolha. 

“Quando tratamos o rosto, precisamos pensar em estrutura, qualidade da pele e preservação de volume. Não existe uma tecnologia universal. A indicação depende do grau de flacidez, da anatomia e do que o paciente busca como resultado”, explica a Dra. Gabriela.
 

A radiofrequência não é um lifting 

Apesar de muitas vezes aparecer associada ao chamado “efeito lifting”, a radiofrequência não deve ser apresentada como equivalente a uma cirurgia. O objetivo é promover estímulos que possam melhorar a firmeza e a qualidade da pele de maneira progressiva. 

Em casos de flacidez intensa ou excesso significativo de pele, procedimentos cirúrgicos podem continuar sendo a indicação mais adequada. A avaliação é o que determina qual abordagem faz sentido para cada caso.
 

O que explica a nova onda? 

A repercussão do XERF entre celebridades como Kim Kardashian ajuda a explicar o retorno da radiofrequência aos holofotes. Mas o fenômeno também reflete uma transformação da própria categoria, que passou a reunir equipamentos com diferentes frequências, profundidades e combinações de tecnologias. 

Na Slim Santé, o Venus Legacy representa essa evolução ao combinar radiofrequência multipolar, campos eletromagnéticos pulsados e sucção controlada em protocolos que podem ser adaptados a diferentes objetivos. 

Mais do que seguir o procedimento que está em alta nas redes sociais, a tendência reforça a importância de escolher a tecnologia de acordo com o que a pele e o corpo realmente precisam. 

“O interesse das celebridades ajuda a colocar a radiofrequência novamente em evidência, mas não deve ser o critério para escolher um tratamento. O que funciona para uma pessoa pode não ser indicado para outra. A tecnologia é uma ferramenta, e o resultado depende de uma boa indicação, dos parâmetros utilizados e da avaliação individual”, conclui a Dra. Gabriela.

 

Dra. Gabriela Silveira - Biomédica Esteta, pioneira na aplicação da técnica de Microtox no Brasil, especialista em intercorrências, graduanda em Medicina, doutoranda em Ciências Biomédicas pela IESLA (em Rosário, Argentina), pós-graduada em Biomedicina Estética pelo instituto IBECO, pós-graduada em Biortomolecular pelo ISEEC, MBA em Cosmetologia aplicada à Estética, speaker na New York University, speaker no ICLO na Itália, participante ativa de diversos cursos e congressos internacionais, proprietária da Clínica Slim Santé em São Paulo e do Grupo Dra. Gabriela Silveira, uma escola que oferece cursos de aperfeiçoamento na área estética para biomédicos, médicos, farmacêuticos e dentistas, presidente do Injector Congress, membro da Aesthetic Multispeciality Society (Londres).
 


Por que depois dos 40, o rosto muda mais rápido? Entenda o que está por trás da flacidez facial

BLACKDAY
Popularmente chamado de "rosto derretido", o efeito pode ficar mais evidente com a queda do estrogênio, a redução do colágeno e o emagrecimento acelerado. Médica especialista em estética explica como cuidar da pele e preservar o contorno facial

 

Para muitas mulheres, a chegada dos 40 anos traz uma percepção diferente diante do espelho. As rugas podem até não ser a principal preocupação, o que chama a atenção é a mudança no contorno do rosto, a perda de definição da mandíbula, a flacidez e aquele aspecto popularmente chamado de “rosto derretido”.

O fenômeno, embora faça parte do processo natural de envelhecimento, pode se tornar mais perceptível a partir dos 40 anos, especialmente diante das mudanças hormonais que acompanham a transição para a menopausa. O emagrecimento acelerado também pode contribuir para acentuar a perda de volume e de sustentação facial.

Segundo a médica especialista em estética Dra. Vanessa Penteado, o envelhecimento facial não acontece apenas na superfície da pele. Ao longo dos anos, diferentes estruturas do rosto sofrem alterações: há redução da densidade óssea, mudanças nos compartimentos de gordura responsáveis pelo contorno facial e queda progressiva na produção de colágeno e elastina. “O envelhecimento é um processo que acontece em diferentes camadas do rosto. Não estamos falando apenas de rugas. Existe uma perda de sustentação, de volume e de qualidade da pele, que acaba modificando o contorno facial”, explica a médica.

E por que os 40 anos são uma fase de atenção? Segundo a especialista, a partir dessa faixa etária, as transformações hormonais ganham importância. Com a redução do estrogênio, especialmente durante a transição para a menopausa, a pele pode ficar mais fina, menos hidratada e com menor capacidade de produzir colágeno. E é justamente nesse período que muitas mulheres começam a perceber que os cuidados que antes funcionavam aos 30 anos, já não entregam os mesmos resultados. “O estrogênio tem uma relação importante com a qualidade dos tecidos. Quando seus níveis caem, percebemos alterações na pele, na hidratação, na elasticidade e na produção de colágeno. Por isso, os cuidados precisam acompanhar essa nova fase da mulher”, afirma. 

Outro fator que ganhou destaque nos últimos anos é a perda de peso significativa em um curto período. Com a redução rápida da gordura corporal, inclusive nos compartimentos de gordura da face, algumas mulheres percebem uma aparência mais envelhecida ou uma perda maior de sustentação. “Quando existe uma perda de gordura muito rápida, o rosto também perde volume. É como uma bexiga: quando retiramos o conteúdo, o material que estava esticado perde tensão. No rosto, isso pode contribuir para que a flacidez fique mais evidente”, compara a especialista.

A situação merece atenção principalmente porque o objetivo do emagrecimento é melhorar a saúde, e não comprometer a autoestima. Por isso, a médica reforça a importância de um processo acompanhado e individualizado.

Ela destaca ainda que apesar dos tratamentos estéticos fazerem parte das possibilidades para mulheres que desejam melhorar a qualidade da pele e o contorno facial, o cuidado começa muito antes do consultório. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, hidratação, uso de antioxidantes quando indicados e, principalmente, proteção solar são importantes para preservar a qualidade da pele ao longo dos anos. “O protetor solar continua sendo um dos maiores aliados contra o envelhecimento precoce. Além disso, precisamos olhar para a paciente como um todo. Não existe uma rotina universal. O que funciona para uma mulher de 42 anos pode não ser o mais adequado para outra de 50”, explica.

Entre os recursos que podem ser indicados, de acordo com a avaliação individual, estão tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência, além de bioestimuladores de colágeno e outros procedimentos. A médica ressalta, porém, que o diagnóstico deve vir antes da escolha do tratamento. “Não existe um procedimento que seja melhor para todas as mulheres. Primeiro precisamos entender o que está acontecendo: se existe perda de volume, flacidez, alteração na qualidade da pele ou uma combinação desses fatores. A partir daí, construímos uma estratégia”, diz.

Mais do que buscar uma aparência mais jovem, a proposta é acompanhar as transformações do rosto sem perder a identidade.

“A ideia não é lutar contra a idade, mas fazer com que a mulher atravesse cada fase se sentindo bem, saudável e bonita dentro da sua própria maturidade”, conclui Dra. Vanessa.


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