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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Como escolher a escola certa para o seu filho em 2026

Educadora explica o que realmente importa: ritmo, identidade, propósito e perfil do aluno


Janeiro chega e, com ele, uma das decisões mais importantes para qualquer família: escolher a escola ideal para o novo ano letivo. A dúvida parece simples, mas envolve muito mais do que estrutura, mensalidade e recomendações de conhecidos. 

Segundo Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso, o processo deveria começar em outro lugar. “A pergunta não é qual é a melhor escola da cidade, mas qual é a melhor escola para o seu filho. E essa resposta muda de estudante para estudante”, afirma a especialista que explica que cada aluno tem um conjunto único de características: ritmo, maturidade, ambição acadêmica, relação com a rotina, sensibilidade emocional, interesses e até estilo de aprendizagem. 

“Há adolescentes que sonham com o primeiro lugar em Medicina e prosperam em ambientes extremamente exigentes. Outros se desenvolvem melhor em escolas que valorizam criatividade, projetos e inglês de alta carga. Ambos podem ter sucesso, desde que o ambiente seja coerente com quem eles são.”
 

O que observar ao visitar uma escola

A visita presencial é decisiva, mas precisa ser guiada por critérios claros. Valma recomenda que pais analisem:

• ritmo de trabalho e progressão das atividades

• clareza sobre critérios de avaliação e expectativas

• coerência entre discurso e prática pedagógica

• ambiente emocional da turma e dos corredores

• nível de autonomia esperado dos alunos

• comportamento dos estudantes no dia a dia (não só no tour)

• oportunidade de assistir a uma aula real


“Uma escola pode ser excelente, mas inadequada para o perfil do seu filho. É preciso ler sinais”, explica Valma.


Qual é o perfil do seu filho? Perguntas que os pais precisam fazer ao estudante

O aluno precisa ser o protagonista da escolha. Por isso, Valma sugere perguntas que ajudem a entender o que realmente faz sentido para ele:

• Qual ritmo você sente que funciona melhor para você?

• Você se imagina em uma escola mais competitiva ou mais criativa?

• O que te motiva: grandes resultados, projetos, provas, inglês, tecnologia, arte?

• Como você se sente com pressão? Ela te impulsiona ou te trava?

• Você gosta de rotina estruturada ou prefere formatos mais flexíveis?

• Você quer aprofundar disciplinas específicas (como exatas ou redação)?

• O que você espera da sua escola neste ano?


“Às vezes, o aluno tem um objetivo que os pais desconhecem. Ou tem uma necessidade emocional muito clara, mas não consegue verbalizar. Essa conversa muda tudo”, explica a diretora.
 

Perguntas que os pais devem fazer à escola

A outra metade do processo envolve entender o que a escola oferece, e como isso dialoga com o perfil do estudante.

• Como a escola lida com dificuldades emocionais e acadêmicas?

• O que ela considera sucesso escolar?

• Como acompanha alunos que aprendem mais rápido ou mais devagar?

• Quais são as expectativas de autonomia para cada série?

• Há espaço para tutoria, monitoria ou apoio individualizado?

• Como a escola trabalha hábitos de estudo e permanência?

• Qual é a abordagem para limites, responsabilidade e rotina?


“A família precisa enxergar não só o projeto pedagógico, mas o projeto de formação humana daquela instituição”, afirma Valma.


Erros mais comuns que as famílias cometem ao escolher uma escola

Para Valma, muitos problemas de adaptação poderiam ser evitados se as famílias observassem alguns pontos fundamentais. Entre os erros mais frequentes, ela destaca:


Escolher pela reputação, não pelo encaixe

“Muitas vezes a família mira a escola mais famosa, não a mais adequada ao perfil do aluno. Reputação não garante pertencimento”, explica.


Focar só na estrutura física

Laboratórios modernos e quadras novas impressionam, mas não substituem metodologia consistente e boas práticas de acompanhamento.


Ignorar o perfil emocional do estudante

“Há adolescentes que prosperam com alta cobrança e outros que travam. Não existe certo ou errado: existe o que funciona”, afirma Valma.


Avaliar apenas a opinião dos pais

Em muitos casos, o aluno sequer é ouvido. “Quando o estudante participa da decisão, a adaptação é muito melhor. Ele precisa se enxergar naquele espaço.”


Superestimar ou subestimar a maturidade do filho

Pais podem imaginar que o aluno está pronto para um ambiente altamente competitivo, quando ainda não desenvolveu permanência e autonomia.


Não assistir a uma aula real

A visita guiada mostra o prédio. A aula mostra a escola.


Basear tudo em uma conversa rápida na secretaria

“A escolha precisa envolver equipe pedagógica, coordenação, professores. Escola é relação humana”, reforça a diretora.

 

O processo no PB como exemplo de alinhamento entre perfil e projeto

Valma compartilha como o PB conduz seu processo de entrada.

“Antes da matrícula, a escola faz uma conversa com o aluno e outra com os pais.

Queremos entender objetivos, maturidade, ritmo e forma de aprender. Nosso papel é identificar se o estudante se beneficia do nosso modelo. A decisão precisa fazer sentido para ele, não apenas para a família”, explica. 

Em alguns casos, a escola orienta sobre expectativas, sobrecarga ou necessidade de acompanhamento prévio. “Escola não é só estrutura. É pertencimento. Quando aluno e projeto caminham na mesma direção, tudo flui. E sim, tem vezes que explicamos para o aluno e os pais que nossa instituição pode não ser a ideal, pois é preciso ter clareza, honestidade e alinhamento de expectativa”, conclui Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso.

 

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