Com 5 a 15 minutos
de exercício, é possível estimular músculos, melhorar o condicionamento e criar
consistência na academia, diz especialista da Smart Fit
Na rotina corrida, a falta de tempo costuma ser o
principal obstáculo para quem quer manter o corpo ativo. É nesse contexto que
os microtreinos —sessões curtas de exercício, com duração entre 5 e 15 minutos—
vêm ganhando espaço entre praticantes e profissionais de educação física. A
tendência, impulsionada por mais de 100 milhões de visualizações da hashtag #microworkout
no TikTok, propõe uma alternativa prática e eficaz para quem não consegue
passar horas na academia.
Segundo o treinador Lucas Florêncio, da Smart Fit,
o modelo é uma “resposta inteligente e cientificamente embasada ao desafio da
falta de tempo”, e pode ser uma excelente estratégia para aumentar a adesão à
prática regular de atividade física. “Lidar com 5 a 15 minutos de exercício é
psicologicamente muito mais fácil do que com 60 ou 90 minutos, o que melhora a
manutenção do hábito”, explica.
O profissional de educação física destaca que a
eficiência dos microtreinos não está na curta duração, mas na intensidade e
frequência. Sessões breves, quando realizadas várias vezes ao dia, acumulam
estímulos que geram benefícios reais para força, resistência e saúde
cardiovascular. “Mesmo com baixo volume por sessão, é possível gerar a tensão
mecânica necessária para estimular o músculo e promover adaptações”, diz Florêncio.
No campo cardiovascular, o treinamento intervalado
de alta intensidade (HIIT) é o método mais indicado dentro desse formato.
“Sessões curtas de alta intensidade, intercaladas com períodos de descanso,
demonstram ser equivalentes ou até superiores ao treino contínuo moderado mais
longo”, explica. Segundo ele, a resposta vem do estresse metabólico provocado,
que estimula o consumo de oxigênio pós-exercício e adaptações no sistema
cardiorrespiratório.
Além do HIIT, os exercícios mais indicados para microtreinos
são os funcionais e movimentos com o peso corporal. “É importante priorizar
exercícios multiarticulares, que recrutam grandes grupos musculares e entregam
o melhor custo-benefício em pouco tempo”, recomenda, destacando a importância de
também incluir alongamentos e mobilidade nos treinos.
Estratégia complementar aos
treinos tradicionais
Apesar dos benefícios, o treinador alerta: os
microtreinos não substituem totalmente o treino tradicional. Eles funcionam
melhor como complemento para quebrar longos períodos de sedentarismo,
especialmente durante o expediente. “Para iniciantes e pessoas sedentárias, o
formato já traz ganhos importantes para a saúde. Mas para quem busca
hipertrofia ou performance, é difícil substituir completamente o treino convencional”,
afirma.
Entre os principais erros de quem tenta seguir o
método por conta própria, Florêncio cita a falta de aquecimento, ausência de
progressão e execução incorreta dos movimentos. “Por tentar aproveitar ao
máximo o pouco tempo, muita gente acaba sacrificando a técnica. Isso reduz a
eficácia e aumenta o risco de lesões”, explica. Também é comum a crença de que
“mais é melhor”, levando a sessões muito intensas e sem recuperação adequada.
Para pessoas sedentárias, os microtreinos podem ser
uma excelente porta de entrada. “A baixa demanda de tempo e o retorno rápido
aumentam a motivação e a sensação de conquista. É um primeiro passo viável para
sair do sedentarismo e, com o tempo, progredir para rotinas mais estruturadas”,
diz.
Os resultados, segundo Florêncio, são consistentes
em diferentes públicos, embora algumas variações existam. “As mulheres costumam
ter maior resistência à fadiga e se recuperam mais rápido entre séries, o que
pode ser uma vantagem nesse formato”, explica. Já entre idosos, ele recomenda
foco em força, equilíbrio e segurança biomecânica, com intensidade ajustada à
capacidade individual.
Confira duas sugestões de microtreinos elaboradas pelo
treinador da Smart Fit Lucas Florêncio.
|
Etapa |
Exercício (Foco Biomecânico) |
Protocolo (Método Tabata Modificado) |
Duração Total |
|
|
Aquecimento |
Agachamento
elev braços a frente |
- |
1 minuto |
|
|
A1 |
Agachamento
com Salto |
20 segundos
de esforço máximo |
4 minutos |
|
|
A2 |
Abdominal
canivete |
10
segundos de descanso ativo |
Repete os
exercícios por 4 rodadas no total |
|
|
A1 |
Agachamento
com Salto |
20
segundos de esforço máximo |
|
|
|
A2 |
Abdominal
canivete |
10
segundos de descanso ativo |
|
|
|
Volta à
Calma |
Alongamento
de posterior Alongamento
de quadríceps |
- |
1 minuto |
|
|
Total |
6 minutos |
|
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|
|
|
|
|
|
|
Etapa |
Exercício (Foco Biomecânico) |
Protocolo (Método Tabata Modificado) |
Duração Total |
|
|
Aquecimento |
Agachamento
com flexão de quadril |
- |
1 minuto |
|
|
A1 |
Escalador
com flexão de braços |
20
segundos de esforço máximo |
4 minutos |
|
|
A2 |
Abdominal
bicicleta |
10
segundos de descanso ativo |
Repete os
exercícios por 4 rodadas no total |
|
|
A1 |
Escalador
com flexão de braços |
20
segundos de esforço máximo |
|
|
|
A2 |
Abdominal
bicicleta |
10
segundos de descanso ativo |
|
|
|
Volta à
Calma |
Alongamento
dinâmico de braços Mobilidade
de tronco |
- |
1 minuto |
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|
Total |
6 minutos |
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Grupo Smart Fit
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