Operadora de saúde MedSênior obtém resultados impactantes com o programa Prime Diabetes, incluindo reversão de quadros graves e preservação da visão de pacientes de alto risco
Especialistas e instituições de saúde reforçam a
importância do diagnóstico precoce e do controle adequado da doença, que já
afeta mais de 16 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Federação
Internacional de Diabetes - IDF. A Sociedade Brasileira de Diabetes acaba de
atualizar suas diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2
no país.
Publicado na revista Diabetology & Metabolic
Syndrome, o documento traz mudanças significativas na forma de identificar
precocemente a doença. Uma das principais novidades é a redução da idade para
início do rastreamento, que antes era recomendado a partir dos 45 anos. Agora,
a triagem deve começar aos 35 anos, incluindo também pessoas mais jovens com
fatores de risco, como o excesso de peso.
O alerta é urgente: de acordo com o Atlas da IDF, 45% dos adultos
com diabetes desconhecem que têm a condição. No Brasil, esse número chega a
cerca de 30%. O subdiagnóstico, segundo os especialistas, atrasa o início do
tratamento e aumenta o risco de complicações graves, como problemas
cardiovasculares, renais e oftalmológicos.
Inovação em ação: IA a serviço da longevidade
Neste contexto, a tecnologia tem se mostrado uma
grande aliada da saúde, ajudando a transformar dados em cuidado e ampliando as
possibilidades de qualidade de vida para quem convive com esta condição, que
pode trazer sérias complicações quando não monitorada corretamente.
Na MedSênior
- operadora de saúde especializada no público 49+, focada em medicina
preventiva e no conceito de Bem Envelhecer - a Inteligência Artificial passou a
ser usada para identificar automaticamente beneficiários com resultados de
exames laboratoriais fora do padrão recomendado, permitindo intervenções
rápidas e personalizadas no controle do diabetes. O resultado é que, ao serem
encaminhados para um programa de monitoramento, as complicações graves da
doença foram revertidas em até 60% dos pacientes acompanhados.
O uso
da IA faz parte do Prime Diabetes, programa voltado para beneficiários da
operadora com diabetes, que já apresentavam comprometimento de órgãos como rins
e olhos. Com base nos dados analisados, o sistema identifica quem precisa de
acompanhamento intensivo e direciona o paciente para uma linha de cuidado
integrada, com foco no controle da glicemia e na reversão de danos já
instalados.
De
acordo com o superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, o médico geriatra
Roni Mukamal, o objetivo é garantir o controle da glicemia,
buscando deter ou mesmo reverter as complicações da doença, por meio de um
conjunto de ações envolvendo inovação do cuidado desde a captação até o fim do
processo – da forma de abordagem e encaminhamento do usuário, à adesão ao
tratamento, apuração dos dados e manutenção dos resultados obtidos.
Um
exemplo prático é o caso de pacientes diabéticos que - por conta do
comprometimento da retina, que é um dos resultados do descontrole da glicemia -
faziam uso de injeções intraoculares numa tentativa de preservar a visão, já
que os problemas causados pelo diabetes podem levar à cegueira definitiva em um
curto espaço de tempo.
“Trata-se
de uma doença que pode trazer consequências muito severas, comprometendo a
longevidade, a qualidade de vida e o bem-estar do paciente. O que está em jogo
num paciente com o diabetes fora de controle é sua perspectiva de viver mais e
melhor, e evitar as complicações temidas de funções vitais como a renal e a
cardiovascular, e muito importantes também como a visão”, explica.
Por
meio da iniciativa, os beneficiários receberam, sem custo extra, sensores e
insumos que permitem o monitoramento constante por meio de um aparelho de
medição digital, e de um aplicativo desenvolvido especialmente para a função.
“Foi
desenvolvido todo um trabalho de motivação, engajamento e treinamento para o
uso dos recursos disponíveis. O paciente entendeu que o controle da doença
poderia estar, inclusive de forma literal, em suas mãos. Com acompanhamento
multidisciplinar de uma equipe com acesso às informações sobre sua rotina, esse
paciente ampliou as possibilidades de medição, com dados disponibilizados de
forma online para médicos, enfermeiros e nutricionistas. Dessa forma, passou a
receber orientação personalizada, podendo inserir detalhes sobre medicações,
doses de insulina, alimentos consumidos, entre outros dados”, completa Dr.
Roni.
Ao
longo de seis meses, além do monitoramento realizado, o beneficiário realiza
avaliações laboratoriais como a hemoglobina glicada, marcador que indica a
glicemia média mantida pelo paciente de forma geral, e não apenas pontual.
Atualmente, são 496 beneficiários ativos no programa e, passados seis meses,
76% deles já estão com a hemoglobina glicada sob controle.
Além
disso, outro resultado impactante diz respeito aos pacientes que já faziam uso
de injeções intraoculares para conter lesões de retina que levam à cegueira. Do
total deles, 63% tiveram alta do tratamento oftalmológico, restabelecendo a visão
antes de uma situação de cegueira irreversível.
Site oficial
YouTube
Nenhum comentário:
Postar um comentário