Se te perguntassem qual a idade ou perfil ideal de
um CEO, atualmente, o que você diria? A figura de um homem, na faixa de seus 50
anos, com pós-graduação e passagem por grandes corporações, não representa mais
o padrão desses executivos, diante de tantas mudanças e avanços que o mercado
global vem sofrendo nos últimos anos. Não podemos mais nos basear em questões
etárias ou rígidas para determinar “quem está apto a se tornar um CEO”, mas sim
em outras competências que são bem mais estratégicas para essa posição.
Hoje em dia, não é mais possível associar esse
executivo como fundador da empresa. Ele pode ser um sócio, um parceiro, ou um
profissional que ascendeu na organização devido à sua conexão e esforços
dedicados ao longo de sua carreira. E, o que influencia a conquista deste
cargo, na prática? Um conjunto que envolve sua capacidade de liderança,
maturidade profissional e comunicação clara e objetiva – todos, essenciais para
quem irá exercer essa responsabilidade.
Se aprofundando em cada um desses aspectos, todos
compreendem que o CEO precisa ser um líder nato. Inspirar e engajar as equipes,
elevando sua produtividade e desempenho nos processos internos rumo a um
crescimento corporativo cada vez mais próspero e sustentável. Até porque,
segundo a 26ª Pesquisa Global Anual de CEOs da PwC, 40% deles acreditam que
suas empresas deixarão de ser lucrativas nos próximos 10 anos se continuarem no
caminho atual, algo que exige uma capacidade de reinvenção e motivação nas
equipes na busca constante por melhores oportunidades.
Quanto à sua maturidade, temos que associá-la a um
certo tempo de experiência no mercado, em talentos que já tenham vivido e
lidado com muitos cenários e momentos de crises, instabilidades e eventos
externos que impactaram, de alguma forma, as operações. São esses desafios
constantes, por mais difíceis que sejam, que tornam um profissional cada vez
mais maduro e resiliente para gerenciar, da melhor maneira possível, esses
eventos – uma característica indispensável de um bom CEO.
Afinal, é a partir disso que se cria experiência,
tornando-se pessoas mais fortes, preparadas, e capacitadas para identificar
como maximizar essa jornada com sucesso. Além, é claro, de também saber quando
for o momento de oxigenar suas carreiras e passar o bastão para outro executivo,
evitando um olhar viciado internamente que barre uma possível abertura a novas
estratégias e tendências que alavanquem o poder competitivo.
Por último, uma comunicação assertiva faz toda a
diferença para o sucesso de qualquer vaga ou posição, ainda mais quando falamos
dos C-Levels e sua influência no engajamento e produtividade das equipes. É a
partir disso que geram confiança na relação com os outros, através da clareza
em suas palavras, tom de voz, e a forma pela qual constrói sua linha de raciocínio,
para que todos compreendam a mensagem passada e se sintam confortáveis em
comunicar tudo o que sentem ou desejam, visando os melhores resultados
possíveis.
É dever indispensável do CEO ser estratégico em
suas decisões, tendo o background necessário para liderar o negócio e seus
times nos melhores caminhos que atinjam as metas esperadas. Por isso, não cabe
mais a esse executivo ficar sentado atrás da mesa dando ordens, devendo se
integrar, de forma bastante aprofundada, ao dia a dia das operações. Respirar a
rotina do chão de fábrica, de forma que conheça todas as esferas do negócio, o
que será determinante para que tome decisões ainda mais inteligentes que
alavanquem esse desempenho.
Todos os pontos destacados evidenciam que não
podemos limitar essa posição a uma questão etária. Afinal, muito além da idade
em si, é a somatória de seu potencial de liderança, maturidade e comunicação
que influenciarão, muito mais, o êxito no cumprimento das exigências e
responsabilidades dessa cadeira. É sobre estar aberto a aprender sempre, para
que o CEO esteja cada vez mais preparado para comandar a empresa rumo a um
futuro cada vez mais próspero.
Thiago Gaudencio - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.
Wide
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