Quando um bebê chega à família, junto com todo o amor também surgem muitas inseguranças. No consultório pediátrico, algumas perguntas se repetem com frequência e conhecer as respostas pode trazer tranquilidade aos pais. A Dra. Mariana Bolonhezi, pediatra e CEO do Instituto Macabi, reuniu as dez dúvidas mais comuns que recebe no dia a dia: quando medicar a febre, se febre alta causa convulsão, se é preciso acordar o bebê para mamar, em quais situações realmente se deve ir ao pronto-socorro, se está tudo bem a criança não querer comer quando está doente, além de questões como o que fazer quando o bebê não evacua, se o choro diário no fim da tarde é normal, se pode dar o peito antes de três horas, se dormir no colo faz mal e como identificar se o recém-nascido está com frio ou calor.
Entre essas
perguntas, algumas são mais urgentes e costumam deixar os pais ainda mais
ansiosos. É o caso da febre, por exemplo. Segundo a pediatra, não existe um
número fixo no termômetro que determina o uso do medicamento: “Eu costumo orientar
que não medicamos o termômetro, mas sim a criança. Se ela está indisposta, com
dor ou abatida, pode ser interessante medicar, mesmo que a febre não esteja tão
alta. Por outro lado, se a criança está brincando, se alimentando bem e ativa,
mesmo com 38°C, muitas vezes não há necessidade imediata de remédio”.
Outra
preocupação frequente é se a febre de 40°C causa convulsão. De acordo com a
especialista, não é a temperatura em si que provoca a convulsão febril, mas a
velocidade com que a febre sobe. “Algumas crianças têm limiar mais baixo e
podem convulsionar até com 37,8°C. Por isso, o mais importante é observar o
quadro geral e conversar com o pediatra sobre a melhor conduta”.
A amamentação
também gera muitas dúvidas, especialmente nos primeiros dias de vida. Precisa
acordar o bebê para mamar? A resposta é: depende. “O bebê passou nove meses
recebendo nutrientes sem sentir fome. Ele não sabe pedir, então pode ser
necessário acordá-lo para evitar hipoglicemia e também para estimular a
amamentação, que é um aprendizado para mãe e filho. Depois que a amamentação
está estabelecida, durante o dia pode ser útil acordar para manter o ritmo, mas
à noite vale seguir a livre demanda. Se ele acordar, mama; se não acordar, tudo
bem deixar dormir”.
Outra questão
que leva muitos pais ao consultório é quando realmente é preciso procurar o
pronto-socorro. A febre isolada, mesmo alta, não é motivo de corrida ao
hospital. O que demanda atenção imediata são situações como dificuldade para
respirar, vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos, convulsão,
desmaio ou acidentes com repercussão importante. Para os demais casos, o ideal
é manter contato com o pediatra e marcar uma avaliação em consultório.
Por fim, há a
dúvida se está tudo bem a criança não querer comer quando está doente. A
resposta é sim. Assim como os adultos, os pequenos também podem perder o
apetite em quadros virais. O mais importante é garantir a hidratação e oferecer
líquidos; o apetite volta naturalmente conforme a melhora clínica.
Essas cinco respostas
são as que mais aliviam a ansiedade das famílias, mas as demais dúvidas
listadas também são extremamente comuns no dia a dia. “Não existe manual pronto
para criar um filho, cada criança é única e cada família tem sua dinâmica. Por
isso, a relação próxima e de confiança com o pediatra faz toda a diferença
nesse processo”, conclui a Dra. Mariana.

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