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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Violência contra a mulher também é assunto corporativo: o papel do RH no combate e acolhimento

Com base nesse entendimento, o Agosto Lilás ressalta
medidas estratégicas que as organizações podem adotar.
Envato
Agosto Lilás reforça a importância de ações efetivas nas organizações, como canais seguros de escuta e cultura de acolhimento
  

Em pleno Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e combate à violência contra a mulher, cresce a urgência de tornar o tema uma responsabilidade central também nas empresas. Especialmente em tempos em que o papel do RH vai além da simples gestão de pessoas, assume também a missão de prevenir, acolher e proteger. 

Segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2024, 63,6% das vítimas de feminicídio eram negras; 70,5% tinham entre 18 e 44 anos; e impressionantes 80% dos crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros, com 64,3% ocorrendo dentro de casa. Esse recorte evidencia que a violência muitas vezes não se confina ao espaço privado, suas consequências ressoam na vida profissional das vítimas. 

“Cabe ao RH ser um porto seguro dentro da organização. Canais anônimos de escuta, acolhimento psicossocial e políticas internas claras são fundamentais para que a mulher se sinta confiável de buscar ajuda e proteção sem medo”, alerta Luciane Rabello, psicóloga, especialista em Recursos Humanos e CEO da TalentSphere. “Agosto Lilás é um momento importante, mas a cultura de acolhimento deve ser permanente, eficaz e prática.”
 

Com base nesse entendimento, Luciane Rabello ressalta medidas estratégicas que as organizações podem adotar:

  • Canais seguros de escuta: implantação de linhas diretas, com possibilidade de denúncia anônima, e pontos de contato interno sensíveis à violência doméstica;
     
  • Formação e sensibilização: treinamento contínuo para RH, lideranças e colaboradores, visando reconhecer sinais de violência e agir com empatia e competência;
     
  • Apoio psicossocial efetivo: disponibilização de atendimento psicológico interno ou em parceria com serviços especializados, com encaminhamento rápido e sigiloso;
     
  • Políticas claras e públicas: comunicação transparente de ações e protocolos anti-violência, com garantia de proteção à vítima e penalização do agressor, quando interno;
     
  • Cultura de solidariedade: promover uma atmosfera de apoio, onde as mulheres sintam que podem pedir ajuda sem julgamento ou retaliação, reforçando o compromisso coletivo.

A violência contra a mulher é uma questão que impacta também o mundo corporativo. O RH, bem orientado e consciente, pode transformar o ambiente de trabalho em uma rede de proteção eficaz. Neste Agosto Lilás, mas também além dele, investir em canais seguros, acolhimento real e cultura inclusiva é mais do que uma obrigação moral: é uma estratégia vital para preservar vidas e fortalecer a integridade organizacional.


 

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