
O tratamento que promete estética imediata pode esconder riscos para a saúde bucal no futuro.
Os alinhadores transparentes caíram no gosto do
público por serem discretos e esteticamente mais bonitos do que os tradicionais
aparelhos metálicos. Porém, especialistas alertam: em muitos casos, eles não
são eficazes na correção de maus posicionamentos e problemas dentários e
esqueléticos mais complexos e podem até gerar complicações que exigem novos
tratamentos, mais caros e muito mais trabalhosos.
Além de não serem totalmente resolutivos em casos
de média e alta complexidade, podem causar problemas sérios, como a redução da
densidade óssea do côndilo mandibular. Essa característica pode contraindicar
seu uso em pacientes mais suscetíveis a distúrbios temporomandibulares (DTMs).
Em alguns casos, o uso inadequado e mal indicado desses dispositivos pode levar
a complicações que exigem retratamentos posteriores mais caros, complexos e que
retornam o paciente à estaca zero, como se nunca tivesse sido submetido a algum
tratamento previamente.
Dra. Juliana Búrigo, cirurgiã bucomaxilofacial
comenta: Hoje, 100% dos pacientes que me procuram é para corrigir os danos que
tratamentos prévios mal conduzidos causaram. Acabam tendo que passar por
intervenção cirúrgica associada ao tratamento convencional e gastando novamente
mais tempo de suas vidas e dinheiro”, afirma a especialista, reforçando a
importância de uma avaliação criteriosa e um diagnóstico preciso antes da
escolha do tipo de aparelho.
Uma revisão sistemática publicada em junho de 2024
na Revista Científica Odontológica analisou 53 estudos e concluiu que os
aparelhos fixos continuam sendo mais eficientes, especialmente quando o caso
exige grande precisão e estabilidade. Embora facilitem a higiene, sejam
discretos e quase invisíveis, os alinhadores podem não resolver casos mais
complexos, reduzir a densidade óssea da mandíbula aumentando o risco de DTMs,
levar a resultados instáveis, exigindo retratamentos mais caros, personalizados
e longos: “Alinhadores são uma boa opção de tratamento ortodôntico com estética
em casos simples, mas não substituem o aparelho fixo convencional quando a
prioridade é um resultado completo e duradouro”, alerta a Dra. Búrigo, “Um dos
princípios básicos da ortodontia é alcançar a intercuspidação correta entre os
dentes das arcadas, garantindo estabilidade a longo prazo. Nesse aspecto, os
aparelhos fixos continuam sendo insubstituíveis, especialmente em tratamentos
que exijam maior precisão clínica”, destaca.
Assim, embora os alinhadores representem um avanço
estético e mercadológico, os especialistas reforçam que sua indicação deve ser
criteriosa e que o aparelho ortodôntico tradicional permanece como prioridade
no tratamento de casos mais complexos e severos. Comprova-se aos pacientes, na
grande maioria frustrados, desacreditados e sequelados de tratamentos prévios,
muitos deles com quadros clínicos associados à dor e disfunções, que a
resolução definitiva do seu problema dentário e esquelético estava e está muito
além dos modismos e ilusionismos dos aparelhos lançados no mercado como
"inovadores" da Ortodontia.
Dra. Juliana Búrigo - cirurgiã-dentista especializada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, celebra 25 anos de atuação na odontologia — sendo duas décadas dedicadas à cirurgia bucomaxilofacial. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), sua trajetória profissional é marcada pela excelência clínica, atualização científica constante e um atendimento profundamente humano. À frente da Clínica Juliana Búrigo, localizada em Criciúma-SC, a profissional oferece serviços que vão desde cirurgias em toda a região maxilofacial até reabilitações orais complexas com implantes, próteses e restaurações estéticas. Também atua com ortodontia voltada à preparação para cirurgias ortognáticas e reabilitações funcionais completas, sempre com foco em casos de alta complexidade.
📍 Clínica Juliana Búrigo
📞 Atendimento particular
🌐 www.julianaburigo.com.br
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