A sobremesa mais viral do Brasil mistura brigadeiro e caramelo em torno de uma fruta, mas pode não ser tão inofensiva quanto parece. O Dr. Ronan Araujo explica os riscos nutricionais e ensina como adaptar a receita de forma mais equilibrada para quem não quer abrir mão do doce — nem da saúde.
Um
fenômeno nacional… que vai direto pra sua glicemia
Em
poucos dias, o “morango do amor” tomou conta do Instagram, do TikTok e das
confeitarias de todo o Brasil. A nova versão da clássica maçã do amor combina
morango fresco, recheio de brigadeiro branco e uma camada espessa de caramelo
crocante e brilhante. O sucesso visual, sensorial e comercial foi tanto que
confeiteiras relataram faturamentos de mais de R$ 30 mil em dois dias e filas
com clientes oferecendo até R$ 50 por unidade.
Mas,
no meio da empolgação estética e das crostas de açúcar, uma pergunta se impõe:
o que essa sobremesa provoca no seu corpo?
O
olhar médico por trás da sobremesa bonita
Para o
nutrólogo Dr. Ronan Araujo, especialista em emagrecimento, longevidade e saúde
metabólica, o morango do amor é mais um exemplo do que ele chama de “alimentos
mascarados de saudáveis”.
“As
pessoas veem fruta e pensam que estão comendo algo leve. Mas na prática, esse
doce é um verdadeiro pico de glicose, com uma combinação de açúcar refinado,
gordura saturada e corante artificial, ingredientes que juntos disparam a
inflamação, aumentam a resistência à insulina e favorecem o acúmulo de gordura
visceral.”
Segundo
ele, para quem está em processo de emagrecimento, modulação hormonal ou
controle de doenças inflamatórias como obesidade, síndrome metabólica ou
lipedema, esse tipo de alimento pode ser prejudicial quando consumido em
excesso ou com frequência.
“Não é um doce que vai comprometer sua saúde, mas sim o hábito repetido, disfarçado de inofensivo, que se acumula ao longo do tempo. O problema não está em um morango com cobertura, está em transformar isso numa rotina.”
O excesso de açúcar e o risco silencioso
O
alerta vai além do doce da vez: a Organização Mundial da Saúde recomenda que o
consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% das calorias diárias e,
idealmente, fique abaixo de 5%. Uma única unidade de morango do amor pode
conter até 20g de açúcar refinado, além de picos de glicemia que afetam o
metabolismo e o controle de apetite.
Quando
o consumo de açúcar é diário, mesmo em pequenas quantidades, ele ativa
processos inflamatórios crônicos, altera a sensibilidade à insulina e
compromete a queima de gordura. Isso é ainda mais preocupante em pessoas com
predisposição genética, resistência insulínica ou distúrbios hormonais.
O
morango do amor viralizou, encantou e tem seu lugar como sobremesa eventual.
Mas a mensagem do Dr. Ronan é clara: o cuidado está na frequência, não na
exceção.
Para
quem está em busca de saúde, energia e equilíbrio hormonal, o mais importante
não é cortar prazeres pontuais, mas fazer escolhas mais conscientes no todo.
Porque, no final das contas, não é o morango que te sabota é o hábito que você
repete sem perceber.
O Dr.
Ronan Araujo conclui: “Meu trabalho não é tirar o prazer das pessoas. É mostrar
que é possível comer bem, com sabor, mas com escolhas que respeitam seu
metabolismo. Porque saúde de verdade começa com consciência e continua com boas
decisões todos os dias.”

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