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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Artrose cresce entre mulheres na pós-menopausa; Veja como combater

Getty Images
Estudo revela aumento de mais de 130% em três décadas; treino de força ajuda a aliviar dores, proteger articulações e recuperar a qualidade de vida

 

Um estudo publicado em abril deste ano na BMJ Global Health revelou que, entre 1990 e 2021, os casos de artrose em mulheres na pós‑menopausa aumentaram mais de 130%. No mesmo período, os anos de vida saudáveis perdidos devido à doença subiram cerca de 140%. A forma mais comum é a artrose de joelho, seguida pelas mãos, e, embora não tenha cura, seu avanço pode ser retardado com mudanças no estilo de vida. 

A artrose, ou osteoartrite, é uma doença degenerativa que provoca o desgaste da cartilagem que reveste as articulações. Esse processo leva à dor, rigidez e perda de mobilidade, sendo mais comum em joelhos, mãos e quadris. 

Mas, o que acontece de diferente na menopausa? Segundo o supervisor técnico da academia Corpo e Saúde e profissional de educação física, Breno Daniel, a queda dos níveis de estrogênio durante essa fase da mulher acelera a degeneração da cartilagem e aumenta o risco de inflamação nas articulações. Ainda de acordo com o profissional, o sobrepeso é outro fator crítico: “Manter o peso sob controle reduz significativamente a sobrecarga e o desgaste articular”, afirma.

 

Por que a musculação é uma aliada eficaz? 

A musculação, segundo o especialista, é uma das estratégias mais eficazes para aliviar dores, preservar a função articular e melhorar a qualidade de vida. “O fortalecimento muscular aumenta a estabilidade das articulações, protege a cartilagem e ajuda a manter a densidade óssea — essencial para prevenir osteopenia e osteoporose”, pontua. Além disso, o treino de força acelera o metabolismo e auxilia no controle de peso, fator diretamente ligado à evolução da artrose. 

Para mulheres na pós-menopausa ou já diagnosticadas com artrose, Breno recomenda treinos de baixo impacto, que trabalhem grandes grupos musculares, como pernas, glúteos e core, com progressão gradual de carga e frequência de duas a três vezes por semana. Alongamentos e exercícios de mobilidade complementam o treino, ajudando a manter amplitude de movimento e reduzir rigidez. 

“O treino de força bem orientado não só melhora a função articular e reduz a dor, como também devolve autonomia, confiança e disposição para a vida diária. Além disso, a prática da musculação pode gerar ganhos em equilíbrio, postura e bem-estar emocional, aspectos importantes na menopausa”, conclui Breno.

 

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