Segundo urologista da equipe Rocha
Brito, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), procedimento mantém funções
sexuais, não exige internação e é menos invasivo
A equipe Rocha Brito de Urologia, do Vera Cruz
Hospital, em Campinas (SP), utilizou, pela primeira vez, a técnica “Rezum” para
a correção de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), que consiste no aumento
benigno do órgão. A técnica chegou ao Brasil há pouco mais de um ano e, segundo
o urologista Pablo Traete, consiste no fornecimento de doses controladas e
direcionadas de energia térmica libertada pelo vapor de água para o tecido
prostático. Dentro do Centro Cirúrgico, o procedimento não levou mais de 10
minutos e o paciente, de 62 anos, teve alta no mesmo dia.
O médico explica que, com a energia do vapor da água transferida para as células da próstata, elas são mortas e eliminadas pelo organismo, reduzindo o tamanho do órgão. “O procedimento é minimamente invasivo, não tem sangramento, não requer anestesia geral, somente sedação, não exige hospitalização e, principalmente, não interfere nas funções sexuais masculinas, tais como ereção, ejaculação ou redução da libido”, destaca; razões para romper de vez com tabus masculinos e receios geralmente abordados em consultório. “Logo, o procedimento pode ser indicado tanto para pacientes mais jovens quanto para os mais velhos, em plena atividade sexual”.
Segundo o urologista, todo homem a partir dos 50 anos deve ter
acompanhamento anual para manter a saúde. “Mais de 50% dos homens a partir
dessa idade terão algum problema relacionado à próstata. Por isso, o
acompanhamento é necessário, uma vez que diagnósticos realizados no início do
problema surtem maior sucesso no tratamento indicado”, orienta.
Recomendação
“O Rezum é recomendado para pacientes com aumento de próstata de 30 a 80 gramas – o normal para o órgão são 25 gramas. Antes do procedimento são realizados diversos exames clínicos, o que reduz ainda mais os riscos do procedimento. Para casos nos quais não é recomendado, há outras técnicas que podem ser aplicadas, então, o importante é sempre realizar o acompanhamento médico de rotina”.
Após passar pela intervenção, o paciente tem alta médica no mesmo
dia. Vai para a casa com uma sonda e, após cinco dias em média, retorna para
avaliação e remoção da sonda. “A partir disso, restabelece uma vida normal, com
atividades físicas, sexuais, funções urinárias corrigidas, sem dores e tudo
mais; uma vida nova. A única recomendação é para que, ano a ano, o
acompanhamento seja mantido, a fim de garantir que não haja necessidade de uma
nova abordagem”, conclui Traete.
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