Especialista do CROOSP fala sobre os sinais de alerta e as medidas preventivas para garantir a qualidade de vida
A saúde visual é um fator determinante para garantir uma qualidade de vida adequada, pois cerca de 80% das informações que recebemos do mundo ao nosso redor, provém dos olhos. Ter uma boa visão ao longo da vida não apenas permite experiências visuais, mas também está conectada à saúde física e emocional.
Camilla Martinez,
optometrista e diretora de relações profissionais no Conselho Regional de
Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP), nos explica que investir
na saúde visual, por meio de exames regulares e cuidados adequados, é essencial
para preservar a qualidade de vida e garantir o bem-estar ao longo dos anos.
Saúde
visual, física e mental ao longo da vida
Uma saúde visual adequada desempenha um papel essencial na manutenção da saúde física e mental por várias razões. Em primeiro lugar, está intimamente ligada à capacidade de realizar atividades cotidianas, como ler, dirigir e até mesmo caminhar com segurança, o que contribui para um estilo de vida ativo e independente. Além disso, problemas de visão não corrigidos podem levar a tensão ocular, dores de cabeça e fadiga, afetando diretamente o bem-estar físico.
Em termos de saúde
mental, a visão impacta na forma como percebemos e interagimos com o mundo ao
nosso redor. Uma visão clara facilita a comunicação, a compreensão visual e a
interpretação de estímulos, influenciando no humor e níveis de estresse. Por
outro lado, problemas de visão não tratados podem levar à frustração,
isolamento social e até mesmo depressão, especialmente se interferirem nas
atividades do dia a dia ou nas relações interpessoais.
Sinais
de alerta e medidas preventivas
Camila alerta sobre os sinais que devemos prestar atenção: “se ao fechar um olho e depois outro, a pessoa percebe que existe uma diferença considerável de nitidez entre eles, ou então ao fazer isso, percebe pontos pretos, como pedacinhos faltando na visão daquele olho, é preciso entrar em estado de alerta. Outra questão de atenção é quando os olhos estiverem muito vermelhos ou ver flashes de luzes”.
Melhor do que perceber os sinais de alerta, é tomar medidas preventivas. Camilla pontua que “os benefícios de fazer consultas de rotina e seguir as orientações do Optometrista asseguram qualidade de visão contínua e previne diagnósticos tardios. O Optometrista tem condições de identificar quando um olho não está saudável e assim, fazer o encaminhamento em tempo para iniciarem um tratamento rápido. Com os exames periódicos, o paciente também fica atualizado com dicas para proteger os seus olhos dos raios nocivos e orientações para correção dos hábitos que prejudicam a visão”.
A especialista também dá dicas para quem usa excessivamente dispositivos eletrônicos como celular e computador. ”O ideal é reduzir o brilho, manter a distância mais afastada possível e usar filtro de luz azul nos óculos. Importante falar que o filtro elimina apenas o excesso da luz prejudicial, mas deixa passar o restante, por isso, é necessário cuidado com os bloqueadores, já que estes podem barrar 100% do espectro azul e isso não é bom para o nosso organismo. Não esquecer de usar óculos de sol nos dias com forte radiação UV e de tempos em tempos, fazer exames mais complexos de fundo de olho e pressão ocular”, ressalta.
Reconhecer e valorizar a importância da saúde visual é essencial para garantir um estilo de vida pleno e equilibrado em todas as fases. “As pessoas precisam cuidar mais e melhor da visão, pois na sua ausência, a qualidade de vida muitas vezes vai embora junto”, conclui Camilla.
Sobre
o Optometrista - Os profissionais Optometristas
tiveram sua atuação reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que
definiu ser lícito aos que possuem formação de nível superior realizar a
prescrição de óculos e lentes de contato. Em relação aos profissionais
técnicos, foi facultado o exercício de todas as outras atividades previstas na
Classificação Brasileira de Ocupações.
No Estado de São
Paulo, o Centro de Vigilância Sanitária isenta o licenciamento de consultórios
e gabinetes optométricos; além disso, não há proibição para a atuação de
optometristas dentro de óticas.
A Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA) também reafirma a legalidade de optometristas
de nível superior estabelecerem local de trabalho para atender pacientes e que
estão autorizados a prescrever óculos e lentes de contato.
Por meio do Ofício Circular n° 4/2023/SEI/GGTES/DIRE3/ANVISA, a ANVISA reiterou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida nos autos da ADPF 131, determinando que todas as autoridades sanitárias do país fossem comunicadas da validade imediata e vinculante da ordem emanada pela Suprema Corte.
CROOSP - O Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo
Nenhum comentário:
Postar um comentário