Nível de desconhecimento é o maior da América Latina. Para os especialistas, é necessário resolver esse problema para conseguir proteger os dados pessoais na Internet
Pesquisa da Kaspersky com a consultoria Corpa mostra
que o Brasil lidera a lista de países com o maior número de pessoas que
desconhecem seus direitos sobre proteção de dados (20% dos respondentes) – no
caso do Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, metade dos brasileiros afirmam que as empresas onde
trabalham não proporcionam nenhum tipo de capacitação a respeito da mesma.
Os dados mostram que o Brasil lidera o ranking de pessoas que desconhecem seus
direitos sob proteção de dados pessoais com 20% dos participantes confirmando
essa informação. Em seguida aparecem os chilenos (16%), os argentinos (15%) e
colombianos (10%). Peru e México são os países com as melhores taxas, sendo de
6% e 8% respectivamente.
A estatística preocupa, já que a LGPD, em vigor desde setembro de 2020,
estabelece diretrizes rigorosas para a coleta, processamento e armazenamento de
informações pessoais, além de conceder aos indivíduos direitos importantes,
como o acesso aos seus dados e a solicitação de exclusão de informações
pessoais.
Segundo a Kaspersky,
a principal causa de vazamento de informações pessoais continua sendo os
ciberataques que, além de aumentar em volume, também evoluem continuamente. Por
isso, a cibersegurança tem uma importância tão grande na proteção de dados e
prevenção de vazamentos.
Para os especialistas da empresa, entender que todos têm direitos com relação
aos seus dados pessoais na internet é o primeiro passo para saber proteger
essas informações. “Essa mesma pesquisa mostrou que 40% dos brasileiros não
sabem como os dados são coletados na internet. Agora, a conclusão mais recente
mostra que também somos os que menos conhecemos nossos direitos. Esses dois
pontos estão relacionados e, se queremos mudar a situação, precisamos que
garantir que o indivíduo sabia o básico: dados pessoas é privado e o controle
sobre eles é garantido por lei”, explica Roberto Rebouças,
gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.
O executivo ilustra essa situação de uma maneira muito simples. “Diariamente,
recebe diversas ligações oferendo algum produto ou serviço. Para aqueles casos
que não há interesse, devemos sempre solicitar educadamente a remoção do nosso
nome da lista. Já para os casos de desrespeito e insistência exagerada, devemos
saber que é possível buscar na justiça o cumprimento desse pedido.”
A falta de conscientização das pessoas em relação a legislação de proteção de
dados tem consequências também para as empresas em que esses indivíduos
trabalham – uma vez que a LGPD prevê pesadas multas caso haja vazamento de
informações pessoais e ela se aplica a todos os tamanhos de empresas. Porém,
outra conclusão do estudo da Kaspersky mostra que metade das empresas no Brasil
(50%) não instrui seus funcionários sobre a regulamentação vigente.
O Brasil está em terceiro lugar na região nesse quesito, ranking liderado pelo
Chile (com 57% dos funcionários afirmando não receber treinamento sobre a lei
de proteção de dados em vigor na empresa que trabalha) e Argentina (56%). A
lista segue com Peru (49%), México (38%) e Colômbia (32%). Dos brasileiros
entrevistados, apenas 32% afirmaram receber capacitação na empresa, 18% não
souberam responder.
Outro recente levantamento da empresa mostrou que a negligência dos
funcionários são a principal porta de entrada dos criminosos no rede da
empresa, seja pela falta de atualização dos programas para corrigir
vulnerabilidades, por contas corporativas comprometidas (roubo de senhas ou uso
de códigos fracos) ou por cliques em e-mails com anexo malicioso.
Todas essas situações podem resultar em vazamento de dados confidenciais, como
dados pessoais de funcionários ou de clientes, e isso é passível de penalidades
– que irão variar dependendo da gravidade da infração e de outros fatores. Ela
pode iniciar com uma advertência, passar por multas e chegar até a suspenções
ou proibição do tratamento de dados pessoais.
"É fundamental ensinar os funcionários a identificar golpes e como elas
devem se proteger. Como o estudo mostra, o erro humano é o elo mais fraco da
segurança empresarial – e é este elo que determinará o quão forte é a proteção
da organização. Se metade das pessoas que trabalham na organização não sabem
que suas ações podem resultar até em multas para a empresa, isso significa que
a segurança está bem baixa", avalia Rebouças.
Para evitar se tornar uma vítima de vazamento de dados, os especialistas da Kaspersky
recomendam:
- O treinamento em conscientização para todos os funcionários. Esses cursos
online irão explicar a importância e as melhores práticas para proteger
contas e senhas, atualização de programas, navegação online segura, compra
segura entre outras práticas.
- Criação de políticas de segurança que mitiguem o erro
humano. Além das regras para criação e troca de senhas (que não são tão
efetivas), é importante que as organizações consigam controlar o acesso
aos dados confidenciais. Exemplo, a equipe de RH precisa ter acesso aos
dados pessoais dos funcionários, outros funcionários não (e a partir disso
cria-se as exceções).
- Acesso a alertas sobre novos golpes (Threat
Feed que é um dos produtos dentro dos
serviços de Threat Intelligence) que permitirão o bloqueio de endereços
falsos que possam tentar ser acessados dentro da rede da empresa ou por
alguém equipamento corporativo. Nesse caso, se o indivíduo falhar, a
tentativa de ataque não será bem-sucedida.
- Uso de uma boa soluções de segurança como o como o Kaspersky
Endpoint Detection and Response para
bloquear qualquer outra tentativa de infecção que possa resultar em
vazamento de dados confidencias.
A pesquisa completa
“Impressões Digitais e sua relação com as pessoas e as empresas” pode ser
encontrada aqui.
Kaspersky
Mais informações no site.
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