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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Permissões e Restrições: Novas Diretrizes do Conselho Federal de Medicina para a classe médica nas redes sociais

Marcelo Calone explica como será o mercado publicitário para a saúde em 2024 

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou as normas referente às divulgações publicitárias realizadas pela comunidade médica do Brasil. As novas regras foram divulgadas por meio de uma conferência da imprensa onde a sede fica em Belo Horizonte, sendo divulgada pelo Conselho a nova resolução.

A partir da resolução, os médicos que atuam em clínicas podem continuar compartilhando imagens das evoluções de tratamentos estéticos, mais conhecido como “antes e depois”. A permissão também abrange procedimentos com fins estéticos, entretanto é necessário o consentimento do paciente. Apesara dessa prática de publicação ser utilizada, principalmente nas redes sociais, já fosse uma prática comum por profissionais da área. O objetivo da resolução do CF é regulamentar a publicidade médica.

Marcelo Calone, CEO E fundador do Grupo CALONE®, explica que a resolução do CFM também inseriu definições sobre o que caracteriza uma especialidade médica, como: o uso de imagens de pacientes, e a promoção de medicamentos, mesmo aqueles que ainda não tem comprovação cientifica. Bem como continua sendo permitido as selfies entre médicos e pacientes famosos ou personalidade na mídia, contato que a imagem não assegure resultados.

 

Confira a lista de permissões para os médicos:

Post nas redes sociais, transformações de antes e depois: é permitido desde que seja realizada com intuito educativo, ou seja, mostrar ao público o procedimento sem edição da imagem, explicando honestamente, possíveis complicações, decorrente do procedimento. Lembrando que a imagem deve ser autorizada previamente pelo paciente antes de ser compartilhada;

Selfies com pacientes, personalidades e celebridades: continua sendo permitido os médicos compartilharem fotos ou vídeos com famosos, inclusive depoimentos, desde que não informe ao público garantias nos resultados;

Compartilhar imagens da clínica e de instrumentos profissionais: O Conselho reconhece que essa prática colabora para os médicos promoverem o próprio trabalho;

Publicar valores das consultas, endereço de clínicas, consultórios e telefone para contato: Os profissionais podem em suas redes sociais compartilhar os valores das consultas, bem como seu endereço profissional e meios de contato disponíveis;

Recomendações de medicamentos medicinais: é possível indicar produtos medicinais com a condição de que seja de forma educativa, destacando como o produto pode contribuir para a saúde. Entretanto, a divulgação do produto não pode ser feita para venda, apenas publicidade explicativa;

Compartilhar as conquistas do próprio trabalho: é permitido que os médicos reposte as postagens e marcações dos pacientes, como uma forma de mostra o resultado de seu trabalho. Para divulgar as imagens dos resultados, o paciente precisa autorizar.

 

Conheça o que é proibido para os médicos:

Vender ou divulgar com fins comerciais qualquer produto (remédios, suplementos, indutores com ativos para emagrecer, entre outros): não é permitido utilizar a publicidade para fins de venda, o profissional que descumprir a regra poderá ser denunciado pelo CFM;

Desconvencer a vacinação: é proibido sob qualquer hipótese dar conselhos ao paciente para não tomar a vacina. Os médicos também não podem contraindicar, ou seja, desaprovar qualquer tratamento que tenha comprovação cientifica e seja aprovado pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa);

Assegurar resultados: os médicos são proibidos de afirmar resultados positivos para o pacientes, uma vez que o organismo de cada paciente responde de forma induvial e diferente;

Afirmar ser especialista: O Conselho compreende que há uma diferença entre pós-graduação e especialização. Para se certificar como especialista, o profissional precisa indicar seu Registro de Qualificação de Especialista (RQE), que deve ser inscrito no Conselho Federal de Medicina. E os médicos que possuírem pós-graduação podem inserir o título em seu currículo, mas não confere o título de especialista.

Segundo o CEO e fundador do Grupo CALONE®, o CFM acertou na flexibilidade publicitária, uma vez que a nova resolução é uma forma de aproximar a medicina da população utilizando a transparência, como também atender pedidos da comunidade médica de todas as partes do Brasil.

"Deixar o médico publicar seus sucessos, e ao mesmo tempo, esclarecer ao paciente que essa resolução é de grande importância para a população. Ela ajuda (a população) saber quem é seu médico, se ele tem registro de especialidade, por exemplo, e se a clínica está preparada para receber o caso", afirma Calone.

 

Marcelo Calone - CEO E fundador do Grupo CALONE®


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