Marcelo Calone explica como será o mercado publicitário para a saúde em 2024
O
Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou as normas referente às divulgações
publicitárias realizadas pela comunidade médica do Brasil. As novas regras
foram divulgadas por meio de uma conferência da imprensa onde a sede fica em
Belo Horizonte, sendo divulgada pelo Conselho a nova resolução.
A
partir da resolução, os médicos que atuam em clínicas podem continuar
compartilhando imagens das evoluções de tratamentos estéticos, mais conhecido
como “antes e depois”. A permissão também abrange procedimentos com fins
estéticos, entretanto é necessário o consentimento do paciente. Apesara dessa
prática de publicação ser utilizada, principalmente nas redes sociais, já fosse
uma prática comum por profissionais da área. O objetivo da resolução do CF é
regulamentar a publicidade médica.
Marcelo
Calone, CEO E fundador do Grupo CALONE®, explica que a resolução do CFM também
inseriu definições sobre o que caracteriza uma especialidade médica, como: o
uso de imagens de pacientes, e a promoção de medicamentos, mesmo aqueles que
ainda não tem comprovação cientifica. Bem como continua sendo permitido as
selfies entre médicos e pacientes famosos ou personalidade na mídia, contato
que a imagem não assegure resultados.
Confira a lista de permissões para os médicos:
Post
nas redes sociais, transformações de antes e depois: é permitido desde que seja
realizada com intuito educativo, ou seja, mostrar ao público o procedimento sem
edição da imagem, explicando honestamente, possíveis complicações, decorrente
do procedimento. Lembrando que a imagem deve ser autorizada previamente pelo
paciente antes de ser compartilhada;
Selfies
com pacientes, personalidades e celebridades: continua sendo permitido os
médicos compartilharem fotos ou vídeos com famosos, inclusive depoimentos,
desde que não informe ao público garantias nos resultados;
Compartilhar
imagens da clínica e de instrumentos profissionais: O Conselho reconhece que
essa prática colabora para os médicos promoverem o próprio trabalho;
Publicar
valores das consultas, endereço de clínicas, consultórios e telefone para
contato: Os profissionais podem em suas redes sociais compartilhar os valores
das consultas, bem como seu endereço profissional e meios de contato
disponíveis;
Recomendações
de medicamentos medicinais: é possível indicar produtos medicinais com a
condição de que seja de forma educativa, destacando como o produto pode
contribuir para a saúde. Entretanto, a divulgação do produto não pode ser feita
para venda, apenas publicidade explicativa;
Compartilhar
as conquistas do próprio trabalho: é permitido que os médicos reposte as
postagens e marcações dos pacientes, como uma forma de mostra o resultado de
seu trabalho. Para divulgar as imagens dos resultados, o paciente precisa
autorizar.
Conheça o que é proibido para os médicos:
Vender
ou divulgar com fins comerciais qualquer produto (remédios, suplementos,
indutores com ativos para emagrecer, entre outros): não é permitido utilizar a
publicidade para fins de venda, o profissional que descumprir a regra poderá
ser denunciado pelo CFM;
Desconvencer
a vacinação: é proibido sob qualquer hipótese dar conselhos ao paciente para
não tomar a vacina. Os médicos também não podem contraindicar, ou seja,
desaprovar qualquer tratamento que tenha comprovação cientifica e seja aprovado
pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa);
Assegurar
resultados: os médicos são proibidos de afirmar resultados positivos para o
pacientes, uma vez que o organismo de cada paciente responde de forma induvial
e diferente;
Afirmar
ser especialista: O Conselho compreende que há uma diferença entre
pós-graduação e especialização. Para se certificar como especialista, o
profissional precisa indicar seu Registro de Qualificação de Especialista
(RQE), que deve ser inscrito no Conselho Federal de Medicina. E os médicos que
possuírem pós-graduação podem inserir o título em seu currículo, mas não
confere o título de especialista.
Segundo
o CEO e fundador do Grupo CALONE®, o CFM acertou na flexibilidade publicitária,
uma vez que a nova resolução é uma forma de aproximar a medicina da população
utilizando a transparência, como também atender pedidos da comunidade médica de
todas as partes do Brasil.
"Deixar
o médico publicar seus sucessos, e ao mesmo tempo, esclarecer ao paciente que
essa resolução é de grande importância para a população. Ela ajuda (a
população) saber quem é seu médico, se ele tem registro de especialidade, por
exemplo, e se a clínica está preparada para receber o
caso", afirma Calone.

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