Nos
últimos meses, a Inteligência Artificial (IA) tem se estabelecido como uma
ferramenta valiosa na área da educação. Nos Estados Unidos, por exemplo, dados
recentes da Walton Family Foundation indicam que cerca de 50% dos
professores já estão utilizando IA, incluindo soluções como o ChatGPT, em suas
práticas de ensino. Esse número é maior do que o percentual de alunos usando a ferramenta,
por exemplo. Mas o que isso significa para os professores
brasileiros? E como as ferramentas de IA podem não apenas melhorar o ensino,
mas também permitir que os educadores no Brasil liderem uma verdadeira
transformação educacional?
O
Brasil tem uma oportunidade gigante de aproveitar a IA para revolucionar a
nossa educação. Nossos educadores estão sobrecarregados. Os
docentes brasileiros têm em média o dobro de estudantes que seus colegas de
profissão nos Estados Unidos e Japão, revela pesquisa recente
realizada em parceria entre a FCC (Fundação Carlos Chagas), a D3e (Associação
Dados para Um Debate Democrático na Educação) e o Itaú Social. Além
disso, metade do tempo dos professores é gasto fora da sala de aula, seja
corrigindo tarefas, preparando aulas, ou criando materiais didáticos.
Outra
pesquisa dos mesmos institutos mostra que 20% dos docentes que lecionam para as
séries iniciais trabalham em mais de uma escola ao mesmo tempo. No Japão por
exemplo, este número é de apenas 1,7%. Combinando a baixa remuneração, a
necessidade de lecionar em mais de uma escola simultaneamente e o grande número
de estudantes por professor, falta tempo para a preparação pedagógica. A IA
pode ser a chave para dobrar o tempo dos professores, permitindo que eles se concentrem
mais na interação direta com os alunos e no desenvolvimento de habilidades de
vida.
Enquanto os
professores dos EUA usam ferramentas de IA como o ChatGPT, há uma notável
diferença que merece destaque: no Brasil, temos nossas próprias ferramentas de
IA de ponta, que oferecem soluções especializadas que não são meras aplicações
diretas do ChatGPT, mas construídas com o ensino em mente. Elas têm a
capacidade de auxiliar os professores em tarefas como correção de provas,
preparação de aulas completas em poucos cliques e personalização do ensino para
atender às necessidades de cada aluno. A primeira solução de IA para
professores nasceu no Brasil - e podemos liderar essa revolução com soluções
customizadas para a realidade dos nossos professores.
A própria
estrutura do ensino precisa mudar com IA. Diversas preocupações legítimas
surgem com IA na educação - como “cola” dentro de sala de aula, tempo de
computador, e como se adaptar às habilidades do futuro. A reação inicial de
Nova York foi proibir o uso do ChatGPT em sala de aula. Mas, poucos meses
depois, essa decisão foi substituída por iniciativas de trazer IA para a sala
de aula. Uma lição importante surge aqui: a solução não é travar inovação, mas
sim garantir que uma nova educação surja com professores usando IA, alunos
usando IA (nos momentos corretos, com responsabilidade), e portanto projetos e
materiais que sejam atualizados com novas metodologias.
A revolução
da IA na educação é uma realidade global e traz várias dúvidas, mas os
professores brasileiros têm a oportunidade de liderar esse movimento. Nossas
dores e dificuldades são maiores e reais - e nossos professores, mais criativos
e inovadores. Diversas empresas brasileiras já trouxeram inteligência
artificial a níveis melhores do que ChatGPT à realidade nacional - a Teachy é
uma delas. Essas ferramentas têm a capacidade de auxiliar os professores em
todas as tarefas que “tiram” metade de seu tempo fora de sala de aula, onde
eles trazem seu maior impacto. Apoiar em preparação pedagógica, criação de
provas e listas de exercícios, correções e acompanhamento dos estudantes. O
tempo dos professores é valioso e com
IA, eles podem dobrar o tempo fazendo o que fazem de melhor: inspirar, educar e
moldar as mentes do futuro.
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