Um dos fatores essenciais para o crescimento sustentável e constante dos negócios é a gestão do caixa. Para tanto, é fundamental harmonizar as principais metodologias de gestão financeira com as melhores ferramentas disponíveis no mercado.
A organização do caixa em qualquer empresa passa
por separar a Operação vs Investimento vs Financiamento. Em outras palavras:
uma empresa endividada que não faça novas captações de recurso tende a ter um
fluxo de financiamento negativo (devido à amortização da dívida), enquanto, uma
empresa em expansão, provavelmente terá um fluxo de investimento negativo
(devido a construção de uma nova fábrica, por exemplo).
Neste contexto acima, os investimentos e
financiamentos estão deficitários, o fluxo operacional da empresa além de gerar
caixa suficiente para si, deverá financiar as dívidas (fluxo financiamento) e
os investimentos.
Uma vez separado entre Financiamento, Investimento
e Operacional, o próximo passo é decidir qual metodologia utilizar: O Fluxo de
Caixa Direto ou Indireto.
Como o próprio nome diz, obtêm-se o Fluxo de Caixa
Direto, diretamente da área financeira da empresa classificando corretamente as
contas a pagar, as contas a receber e o saldo em tesouraria. Este método é
utilizado mais comumente no curto prazo (diário, semanal ou mensal), enquanto
que, o Fluxo Indireto, definirá as ações das empresas no longo prazo (mensal ou
anual), pois este último possibilita uma visão mais estratégica da alocação de
recursos da empresa.
Introduzido recentemente como Demonstração
Financeira obrigatória, o método Indireto é originado na área contábil da
empresa, onde, o lucro contábil (regime econômico) é convertido em geração de
caixa (regime financeiro) através das oscilações das contas de ativo e passivo.
É muito comum as empresas venderem os seus
produtos, mercadorias e serviços com razoáveis margens de lucro (regime de
competência) mas que não se concretizam em caixa (saldo em tesouraria). É
justamente isso que se busca no fluxo de caixa indireto: identificar os motivos
do lucro não se tornar caixa, dentre eles, pode-se destacar: má gestão dos
estoques, elevados adiantamentos a fornecedores, antecipação de contas a pagar
e postergação de contas a receber.
Uma vez entendido a metodologia, o próximo ponto a
definir é qual ferramenta utilizar! Um dos principais erros dos empresários
está na ilusão de esperar que o ERP entregue todas as funcionalidades
necessárias para a gestão do fluxo de caixa da companhia.
Desde meados da década de 90, com o “boom” dos
softwares de gestão integrados (ERPs), alguns empresários ainda esperam que
eles resolvam todos os problemas de gestão de uma organização, esquecendo-se
que, estes sistemas são meramente transacionais. Ou seja, os ERPs “apenas”
registram de maneira organizada, dentro das normas legais e contábeis, cada
movimentação da empresa, seja ela contas a pagar ou contas a receber.
É claro que o sistema integrado é a base da gestão
e fundamental para qualquer empresa. Mas, da mesma forma como a área de
logística tem um software específico para roteirização das entregas e a área
comercial tem um CRM, a área financeira precisa de um Software Analytics para
explorar o ERP e auxiliar na gestão do fluxo de caixa da empresa.
Em um sistema de Business Analytics, por exemplo, é
possível aos gestores financeiros congelar, projetar e comparar múltiplos
cenários.
Na gestão de fluxo de caixa é muito comum o cenário
de hoje ser superavitário e o cenário de amanhã, deficitário (uma compra
realizada à vista sem o conhecimento da área financeira ou uma inadimplência
inesperada). O ERP, por ser transacional, apenas registra em tempo real apenas
a última transação (cenário atual), cabendo à uma ferramenta externa comparar
os desvios entre hoje e ontem.
Aqui no BSuite, congelamos vários cenários de Fluxo
de Caixa Direto: primeira quinzena, segunda quinzena, ontem, hoje, semana 1,
semana 2, etc, de forma que o gestor financeiro pode comparar vários cenários e
decidir qual deles é mais adequado para a realidade da empresa.
Lucas Martins da Costa Moreira - professor
universitário e CEO da BSuite, com experiencia de 25 anos como consultor e
executivo na área de controladoria e finanças.
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