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Sociedade de Pediatria do Rio
Grande do Sul (SPRS) reforça importância do estímulo de pais para que as
crianças se mantenham ativas
Nesse período de isolamento domiciliar, atender às recomendações
de prática de atividades físicas tem sido um desafio. Neste sentido, visando
aumentar o nível de atividade física, crianças e adolescentes podem praticar
atividades físicas em casa de forma lúdica brincando de bambolê, cabra cega,
amarelinha, pular corda, caminhar sobre corda no chão e cabo de guerra, entre
outras. As ideias de atividades incluem jogos tradicionais de recreio em
ambientes fechados (esconder e procurar, marcar, pular) e criatividade
(construir uma pista de obstáculos, jogar vôlei de balão ou aprender a fazer
malabarismos).
"Sabemos que a casa tem espaços menores e mais limitados do
que a rua, mas a criatividade é fundamental nessas horas. É preciso colocar
para fora a ansiedade e angústia por estarmos confinados. Vários aplicativos
foram lançados com atividades lúdicas para crianças e podem ser aliados. Um
circuito pode ser feito dentro de casa ou estimulados jogos que impliquem em
série de movimentos”, afirma o médico pediatra e associado da Sociedade de
Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), José Paulo Ferreira.
Assim como para os adultos, a disciplina agora vai ajudar também
no cenário pós-pandemia. A ideia é que as crianças depois não saiam de forma
tão intensa para atividades estando totalmente despreparadas.
"O que é interessante lembrar é que a atividade física para
criança ou adolescência é uma forma de prevenção de uma série de doenças
relacionadas a obesidade, diabetes e pressão alta. Atividade física e
alimentação adequada favorecem muito. Estamos em pleno momento de uma pandemia
e todos estão dentro de casa, mais angustiados e nervosos. O que acaba
acontecendo é ficarmos mais sedentários e comendo um pouco mais. Neste momento
é importante se cuidar para evitar esse ganho de peso e, sobretudo, trabalhar a
saúde mental, uma vez que para as crianças, assim como para os adultos, o
esporte ajuda no combate ao stress e ansiedade.
Segundo documento publicado pela Sociedade Brasileira de
Pediatria Idealmente, as crianças e adolescentes deveriam acumular 60 minutos
de atividade física de intensidade moderada a vigorosa por dia, incluindo
modalidades que estimulem ossos, músculos, mobilidade articular e exercícios
envolvidos no desenvolvimento motor e de habilidades como equilíbrio e
coordenação.
Marcelo Matusiak

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