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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Estudo aponta que lixinho de pia é um dos itens mais contaminados nas cozinhas


O estudo, produzido por alunos orientados pela Profe. Rosana Siqueira da Unimetrocamp|Wyden detectou mais de 1 milhão e 700 mil micro-organismos prejudiciais à saúde apenas nos lixinhos de pia de 9 cozinhas de Campinas.


Será que deixar a louça de um dia para o outro na pia não tem problema? E qual a frequência para se tirar o lixinho de pia? Uma pesquisa realizada por Sarah Stocco, Fernanda Baptista e Julie Aki Mashima, alunas do curso de Biomedicina e Enfermagem e orientadas pela Profe. Dra. Rosana Siqueira da Unimetrocamp | Wyden, em Campinas, gerou um ranking dos itens de cozinha mais contaminados.

Em 3 meses de estudos, foram avaliados itens de 9 cozinhas de casas aleatórias da cidade de Campinas. Foram colhidas amostras dos ralinhos de pia, esponja de lavar louça, lixinho, rodinho, pano de pia, pano de prato e tábua de carne.

Entre os itens mais contaminados estavam: Em 1º lugar, o Lixo de pia, que apresentou 1 milhão e 744 mil bactérias e 1.180 fungos, sendo a tampa e a parte interna as regiões mais contaminadas. Em segundo lugar estão as esponjas de lavar louça, com 1 milhão e 322 mil bactérias e 440 fungos.
Logo em seguida, em terceiro lugar, os ralinhos de pia que apresentaram 1 milhão e 302 mil bactérias e 801.000 fungos; os paninhos de pia apresentaram mais de 1 milhão e 200 mil bactérias e 4.000 fungos, os panos de prato apresentaram contaminação em torno de 975 mil bactérias, já os rodinhos com contaminação de 242.700 bactérias e 15.750 fungos e as tábuas de carne, que presentaram contagem de 16.400 bactérias e 8.170 fungos.  

Entre os micro-organismos isolados estavam E. coli, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter aerogenes, Candida e Rhodotorula.
“Esses microrganismos podem causar sintomas diversos como: diarreia, febre, vômitos, dores abdominais, intoxicação alimentar, dores de garganta e até infecção urinária. Entretanto, não há motivos para se alarmar, uma vez que eles são oportunistas e se aproveitam da baixa imunidade dos seres humanos”, Diz a Professora.

“Para evitar a “Contaminação Cruzada” o Ideal é fazer uma higienização regular, sempre retirar o lixo, principalmente a noite e sempre que possível lavá-lo e secar antes de colocar lixo, a umidade ajuda muito no aumento de bactérias e fungos e isso pode provocar mau cheiro. Ferver a esponja de lavar louças e lavar as tábuas de carne, pia e ralinho com água quente também são boas dicas. E sempre que possível trocar os produtos de limpeza, uma vez que, já temos indícios de que os micro-organismos afetados pelo uso excessivo do mesmo produto de limpeza podem adquirir imunidade aos químicos, ficando cada vez mais resistentes”, completa.

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