Recentemente, a Associação Brasileira do
Agronegócio (ABAG), realizou uma pesquisa com cerca de 300 mulheres que atuam
no setor de agronegócio no país. No levantamento, foi identificado que cerca de
30% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres. Se comparada à indústria,
que possui um índice de 22%, e a área de tecnologia com 20%, a liderança
feminina ganha destaque nas operações do ciclo da agricultura e pecuária.
A coach especialista em desenvolvimento de
lideranças e certificada pela Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching,
Carolina Valle Schrubbe, comenta que, até há pouco tempo, o agronegócio
era dominado pela presença masculina e o estudo chamou a atenção pelo
percentual de mulheres atuantes no setor.
Na pesquisa, a ABAG identificou que 71% das
mulheres entrevistadas já enfrentaram problemas motivados por questões de
gênero, apontando, principalmente, dificuldade em serem ouvidas e de ascenderem
profissionalmente, mesmo que sejam capacitadas para isso. “As mulheres que
sobrevivem e se destacam em um mercado inóspito, transformam dificuldades em
desafios propulsores de suas carreiras. Elas costumam investir em doses extras
de dedicação, estudo e aperfeiçoamento constante. Para se destacarem, muitas
vivem uma eterna busca pela perfeição profissional”, ressalta Carolina.
Mas, é preciso atenção a estes padrões
comportamentais, pois, segundo a especialista, este tipo de atitude é um dos 12
comportamentos que, com frequência, estagnam carreiras de mulheres
brilhantes.Sally Helgesen e Marshall Goldsmith, autores do livro “Como as
mulheres chegam ao topo”, apontam a tentativa de perfeição como um
comportamento que até pode ter auxiliado a líder a alavancar na carreira, mas,
que irá atrapalhá-la ao tentar alçar novos voos.
A especialista em desenvolvimento de lideranças
Carolina Valle Schrubbe elaborou algumas estratégias produtivas para líderes
com tendências perfeccionistas:
- Aprender a delegar;
- Ter clareza do que é prioridade;
- Treinar até que se sinta à vontade assumindo
riscos calculados;
- Você não depende de ninguém para mudar esse
hábito.
- Aceitar não ser perfeita é uma tarefa que somente
você pode aceitar e mudar
“A liderança feminina deve ser vista de forma natural.
Profissionais, sejam eles homens ou mulheres, podem ser brilhantes sem
serem perfeitos. O desejo pela perfeição é utópico e traz frustração ao invés
de aprendizado”, finaliza.
Carolina Valle Schrubbe - coach executiva da
Marshall Goldsmith Group e sócia da SINN Coaching. Seu trabalho é apoiar
líderes para que aumentem a eficácia do comportamento de liderança, com impacto
direto no resultado dos negócios. Soma mais de 15 anos de experiência
corporativa, sendo, dez em liderança com cargos de gestão na Caixa Econômica
Federal e nove anos de experiência como instrutora estratégica para líderes e
seus times. Carolina é certificada em Global Leadership
Assessment pela MGSCC, practitioner SOAR pela Florida Christian
University e em Alpha Assessment pela SBC. Trabalha com o desenvolvimento
de profissionais em todo o Brasil.
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