Empresário do
mercado financeiro esclarece dúvidas sobre as modalidades de crédito
disponíveis no mercado
Uma das principais alternativas para quem quer se
ver livre das dívidas ou para quem pretende adquirir um bem ou serviço para o
qual não tem o dinheiro em caixa para pagar é o empréstimo. No Brasil,
solicitar crédito a bancos e instituições financeiras é algo comum na vida das
pessoas: dois em cada 10 brasileiros recorreram a algum tipo de empréstimo em
2018, segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil.
Mas, apesar de ser uma prática frequente, boa parte
das pessoas que contrata alguma modalidade de crédito desconhece as principais
características do serviço e tira conclusões precipitadas sobre o assunto.
"No Brasil, devido ao histórico de altas taxas
de juros, o crédito muitas vezes é tido como vilão, gerador de endividamento e
preocupações. Essa é uma visão equivocada. Quando bem utilizado, o crédito
permite o saneamento das dívidas e também acesso a produtos e serviços
inalcançáveis em condições normais", diz Victor Loyola, com mais de 20
anos de experiência no mercado financeiro e sócio fundador da Consiga+, empresa
especializada em crédito consignado privado.
Para colocar um ponto final nas principais dúvidas
sobre o acesso ao crédito, o empresário esclarece alguns mitos e verdades sobre
o assunto.
Recorrer a alguma forma de
crédito é algo ruim. MITO.
As pessoas tendem a relacionar as palavras
"crédito" e "empréstimo" a algo ruim. Mas a verdade é que
sem crédito a economia travaria. Pessoas, empresas e governos precisam de
crédito para questões corriqueiras e projetos de longo prazo. O que acontece é
que, como qualquer remédio, recorrer a esse benefício pode se transformar em
veneno, se consumido em excesso. Sabendo usar, crédito gera prosperidade e
oportunidades.
Negativados não têm acesso a
crédito. MITO.
Ao contrário do que muitos pensam, o fato de alguém
estar negativado não determina se o consumidor terá seu crédito negado. A
situação sempre será avaliada em conjunto com outros fatores. Isso pode
diminuir as chances de aprovação, mas não determinar. Os grandes bancos tendem
a ser mais conservadores na política de crédito para negativados, que
normalmente apelam para financeiras com taxas maiores, o que pode agravar ainda
mais a situação do devedor ao invés de ajudá-lo.
Contrair mais dívidas para
resolver uma pendência financeira pode ser uma saída. VERDADE.
Uma pesquisa realizada com clientes da Consiga+
indicou que 80% deles recorrem ao empréstimo para quitar outras dívidas, mais
caras. Isso porque a modalidade consignado é mais barata e permite fazer essa
troca, desde que não ultrapasse 30% da renda do cliente. Se a nova dívida for,
então, mais barata, vale recorrer a ela para quitar pendências financeiras
existentes.
Após o acesso ao crédito, os
problemas financeiros estão resolvidos. MITO.
Muita gente pensa que ter acesso ao crédito
resolverá os seus problemas. Mas a verdade é que o consumidor brasileiro não
tem uma boa educação financeira. Esse é o problema. O normal no país é que o
consumidor verifique se a parcela do empréstimo cabe no bolso naquele mês que
ele precisa, negligenciando a taxa de juros associada à transação. Ele
normalmente também ignora os três componentes essenciais em um empréstimo:
valor, taxa e prazo. A combinação das três variáveis deve ser avaliada cuidadosamente
para encontrar a melhor oferta. Vale ressaltar que muitas vezes, além da
educação financeira rudimentar, há um outro elemento que atrapalha na hora da
decisão adequada de crédito: a renda baixa. As pessoas tendem a tomar decisões
impulsivas quando a renda termina antes do fim do mês. Não há como criticá-las
por isso, mas é bom tentar evitar que aconteça.
Crédito consignado é mais
barato que o rotativo. VERDADE.
Enquanto o crédito rotativo possui taxas que podem
ultrapassar 19% ao mês, o consignado fica na casa dos 2,8% ao mês. O consignado
ainda possui um recurso que ajuda muito no controle financeiro de quem contrata
esse tipo de empréstimo: a parcela é debitada direto da folha de pagamento do
cliente, o que evita a inadimplência.
O acesso ao crédito no Brasil
é muito caro. VERDADE.
Se tomarmos o dinheiro como produto, em média
paga-se 8x mais caro por ele no Brasil do que nos Estados Unidos. Apesar de ser
verdade que quase todos os produtos são mais caros no Brasil, o dinheiro é
desproporcionalmente um ponto fora da curva. Mas isso não quer dizer que não
existam opções mais baratas: financiamento de automóveis e crédito consignado
público e privado são modalidades que oferecem taxas mais acessíveis ao
consumidor.
O crédito ao consumidor no
Brasil é pouco utilizado em relação a outros países. MITO.
Se por um lado o total de crédito não chega a 50%
do PIB no Brasil, valor muito menor que nas economias desenvolvidas, quando
excluímos o crédito para empresas e o crédito imobiliário, concentrando apenas
no crédito ao consumo e suas variações, o mesmo representa 16% do PIB, valor
igual ao dos EUA, país notório pela intensa utilização de crédito.
Consiga+
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