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sábado, 30 de maio de 2026

Sol, pele e longevidade: por que os cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão

Cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão.
 Freepik.
Especialista alerta que a proteção da pele deve ser permanente e integrada à rotina de saúde na maturidade



Em um país de alta incidência solar como o Brasil, a exposição ao sol ocorre durante todo o ano, e não apenas nos meses mais quentes. Ainda assim, é comum que a atenção aos cuidados com a pele diminua fora do verão. Na terceira idade, essa redução pode representar um risco adicional, já que o envelhecimento natural da pele, aliado à exposição acumulada ao longo da vida, aumenta a probabilidade de alterações e, principalmente, de câncer de pele, o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no país.

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma segue como o tipo mais frequente no país, com estimativa média anual de 263 mil novos casos para o triênio 2026–2028, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil

 

Na terceira idade, a pele passa por alterações fisiológicas naturais, como redução da elasticidade, afinamento, menor produção de colágeno e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças tornam a pele mais sensível e suscetível a lesões, inclusive às associadas ao sol. Por isso, medidas simples como uso diário de protetor solar, hidratação adequada e avaliação médica periódica são fundamentais ao longo de todo o ano.

 

Conforme explica a Dra. Luana Vieira Mukamal, dermatologista da MedSênior, a proteção solar deve ser encarada como um cuidado contínuo de saúde e não apenas algo restrito ao verão. “Pessoas com mais de 60 anos acumulam ao longo da vida maior quantidade de danos solares, o que reforça a necessidade de prevenção constante e de acompanhamento especializado para detecção precoce de alterações”.

 

Confira as dicas e recomendações para cuidar o ano todo da pele:

  • uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
  • reaplicação a cada duas ou três horas quando houver exposição direta;
  • utilização de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • atenção a manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam;
  • consulta dermatológica periódica, mesmo na ausência de sintomas. 

A especialista ressalta que o envelhecimento saudável também passa pela atenção à saúde da pele. “Muitas pessoas associam o cuidado com a pele apenas à estética, mas ele está diretamente relacionado à funcionalidade e à integridade do organismo. A pele é uma barreira de proteção do corpo e, na maturidade, torna-se mais vulnerável. Cuidar da saúde da pele significa preservar conforto, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento”, finaliza. 

O tema também é abordado na terceira temporada do podcast Bem Envelhecer, da MedSênior, que dedica um episódio ao debate “Sol, pele e longevidade”. O conteúdo destaca a importância da prevenção ao longo de todo o ano e orienta sobre sinais de alerta, como manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que apresentam crescimento progressivo.

 


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Skincare: por que cuidar da pele se tornou uma questão de saúde e prevenção


Durante muito tempo, o cuidado com a pele foi tratado no Brasil quase exclusivamente como um tema ligado à estética, à vaidade ou ao consumo de produtos de beleza. Em 2026, porém, essa percepção mudou de forma significativa. A rotina de skincare deixou de ocupar apenas espaço nas redes sociais e passou a integrar uma discussão mais ampla sobre saúde preventiva, envelhecimento saudável, qualidade de vida e até bem-estar emocional. 

A pele é o maior órgão do corpo humano e funciona como uma barreira biológica fundamental contra agentes externos, poluição, radiação solar, micro-organismos e variações climáticas. Ainda assim, milhões de brasileiros mantêm hábitos inadequados de exposição solar, baixa hidratação, uso incorreto de cosméticos e ausência completa de cuidados básicos. O resultado aparece não apenas na estética, mas no aumento de doenças dermatológicas, irritações, sensibilização cutânea e envelhecimento precoce. 

Nos últimos anos, dermatologistas passaram a reforçar um ponto importante: skincare não significa excesso de produtos, mas consistência, prevenção e adequação ao tipo de pele. O mercado de cosméticos cresceu de forma acelerada, impulsionado pela influência digital e pela popularização de ativos antes restritos a consultórios especializados. Ao mesmo tempo, cresceu também a desinformação. Rotinas extremamente complexas, excesso de ácidos e misturas inadequadas de produtos passaram a provocar efeitos contrários aos desejados, especialmente entre consumidores mais jovens. 

A lógica de uma boa rotina de cuidados continua sendo relativamente simples. A limpeza adequada permanece como a base de qualquer tratamento eficiente. Remover impurezas, resíduos de maquiagem, oleosidade excessiva e partículas de poluição ajuda a preservar a barreira cutânea e reduz processos inflamatórios silenciosos que aceleram o envelhecimento da pele. Mas limpar não significa agredir. Um dos erros mais comuns ainda é o uso de sabonetes excessivamente abrasivos, capazes de provocar efeito rebote e aumentar a produção de oleosidade. 

Outro ponto essencial é a hidratação. Existe um mito persistente de que peles oleosas não precisam de hidratante. A ciência dermatológica já demonstrou justamente o contrário. A ausência de hidratação adequada pode desregular a barreira da pele e estimular ainda mais a produção sebácea. Hoje, a indústria desenvolve fórmulas específicas para diferentes perfis cutâneos, com texturas leves, rápida absorção e ativos voltados ao equilíbrio da microbiota da pele. 

Entre todos os passos da rotina, porém, nenhum possui impacto tão relevante e comprovado quanto a proteção solar. O uso diário de protetor solar continua sendo a medida isolada mais eficiente contra envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele. O Brasil, por sua localização geográfica, apresenta índices elevados de radiação ultravioleta durante praticamente todo o ano, inclusive em dias nublados. Ainda assim, grande parte da população utiliza protetor de forma irregular ou em quantidade insuficiente. 

O envelhecimento cutâneo também passou a ser entendido de maneira mais ampla. Não se trata apenas de rugas. A perda de colágeno, a diminuição da elasticidade, a alteração da textura e o aparecimento de manchas estão ligados a fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Sono inadequado, estresse crônico, alimentação desequilibrada, tabagismo e consumo excessivo de álcool impactam diretamente a saúde da pele. Isso explica por que a dermatologia contemporânea passou a dialogar cada vez mais com áreas como nutrição, endocrinologia e medicina preventiva. 

Nesse contexto, os chamados nutricosméticos ganharam espaço relevante. Suplementos com colágeno, antioxidantes, vitaminas e minerais passaram a integrar estratégias complementares de cuidado, especialmente em pacientes acima dos 30 anos. Embora não substituam hábitos saudáveis nem tratamentos dermatológicos, estudos vêm demonstrando que determinados ativos podem auxiliar na hidratação, elasticidade e proteção celular quando associados a uma rotina adequada. 

A popularização dos séruns e dos tratamentos noturnos também reflete uma mudança importante no comportamento do consumidor. Ingredientes como retinol, niacinamida, vitamina C e ácidos renovadores passaram a ser incorporados ao cotidiano de milhões de pessoas. O desafio, entretanto, está na individualização. O que funciona para uma pele pode causar irritação severa em outra. Por isso, a busca por orientação especializada se tornou cada vez mais importante diante da avalanche de informações superficiais disseminadas nas redes sociais. 

Há ainda um componente emocional frequentemente negligenciado. A pele possui forte impacto na autoestima e na percepção de bem-estar. Quadros de acne, melasma, rosácea e dermatites podem gerar consequências psicológicas relevantes, afetando relações sociais, desempenho profissional e confiança pessoal. Cuidar da pele, portanto, também significa cuidar da saúde mental e da qualidade de vida. 

Mais do que uma tendência estética passageira, o skincare se consolidou como parte de uma cultura de prevenção e autocuidado. A ideia de que apenas procedimentos caros produzem resultados vem sendo substituída pela valorização da constância, da proteção diária e da construção de hábitos saudáveis ao longo do tempo. Em um cenário marcado pelo envelhecimento populacional e pela crescente preocupação com longevidade, compreender a pele como reflexo da saúde integral talvez seja uma das mudanças mais importantes da dermatologia contemporânea.

 

Vanessa Oliveira - biomédica e doutoranda em Neurociências, com atuação voltada à bioquímica, toxicologia, envelhecimento celular e saúde preventiva e atua na Lushe Cosmetics


SBD-RS alia-se ao posicionamento nacional contra o uso de PMMA em procedimentos estéticos

 

Entidade reforça alerta após nova morte associada ao produto e defende mais controle sanitário e regulatório sobre substância permanente e não absorvível 

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alia-se ao posicionamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) contra o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos e cosmiátricos. O alerta ganha ainda mais relevância diante da confirmação de mais uma morte associada à utilização da substância em procedimento estético, caso lamentado pela entidade nacional e que reforça a necessidade de ampliar a informação à população sobre os riscos graves, permanentes e potencialmente fatais relacionados ao produto.

O caso ocorreu em São Paulo. Uma maquiadora de 48 anos morreu na recepção de um edifício após realizar um procedimento de remodelação glútea e de coxas com PMMA, no bairro Brooklin, na zona sul de São Paulo. Conforme reportagens veiculadas na mídia, a médica responsável afirmou à polícia ter utilizado 100 seringas para aplicar a substância na paciente.

O PMMA é um preenchedor permanente e não absorvível. Por essa característica, pode permanecer no organismo por tempo indeterminado e estar associado a complicações imediatas e tardias, como processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações graves, complicações sistêmicas com risco de morte. Para a SBD-RS, o debate deve ter como prioridade a segurança do paciente, a boa prática médica e a medicina baseada em evidências.

A entidade gaúcha também apoia a defesa da SBD pelo endurecimento do controle sanitário e regulatório do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora existam propostas de restrição do uso do PMMA a determinadas especialidades médicas, a SBD-RS alerta que essa limitação não elimina os riscos próprios da substância, principalmente quando empregada com finalidade estética.

A SBD-RS destaca que procedimentos dermatológicos e cosmiátricos exigem avaliação médica criteriosa, indicação responsável e informação clara sobre benefícios, limitações e possíveis complicações. A busca por resultados estéticos não pode se sobrepor à segurança, especialmente quando envolve substâncias permanentes e de difícil manejo em caso de reações adversas.

 

Marcelo Matusiak


Flacidez após emagrecimento: quando a cirurgia pode ser indicada

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A perda significativa de peso, seja por meio de cirurgia bariátrica ou mudanças no estilo de vida, costuma representar uma conquista importante para a saúde e a autoestima. No entanto, após o emagrecimento, muitos pacientes passam a lidar com um efeito comum desse processo: a flacidez da pele. 

O problema ocorre porque a pele possui um limite natural de elasticidade. Durante o ganho de peso, as fibras de colágeno e elastina se expandem para acomodar o aumento do volume corporal. 

“Quando esse estiramento acontece por longos períodos ou de forma intensa, a capacidade de retração do tecido pode ser comprometida. Como resultado, mesmo após a redução do peso, o excesso de pele permanece, especialmente em regiões como abdômen, braços, coxas e mamas”, explica o cirurgião plástico Dr. Rafael De Fina, da Clínica De Fina.
 

Tratamentos clínicos e indicação cirúrgica

O Dr. Rafael De Fina explica que, em casos leves e moderados, tratamentos clínicos podem auxiliar na melhora da flacidez. Protocolos com radiofrequência, bioestimuladores de colágeno, drenagem linfática e exercícios de fortalecimento muscular estão entre os recursos que podem auxiliar na sustentação da pele e favorecer a melhora do contorno corporal, conforme avaliação individual de cada caso. 

“Quando a flacidez atinge níveis mais acentuados, os tratamentos não invasivos podem não ser suficientes. Nesses casos, a cirurgia passa a ser considerada uma alternativa para remover o excesso de pele e adequar o tecido ao novo volume corporal”, ressalta o médico. 

Ainda segundo o especialista, a decisão entre tratamentos clínicos e intervenção cirúrgica deve ser baseada em uma avaliação individualizada, levando em consideração fatores como qualidade da pele, histórico de emagrecimento, condições funcionais e expectativas do paciente.
 

Clínica De Fina

 

QUEDA DE CABELO NA MENOPAUSA EXIGE ATENÇÃO E TÉCNICAS SEGURAS DE RECUPERAÇÃO CAPILAR

Com fios mais finos e sensíveis, mulheres buscam alternativas modernas para recuperar densidade sem comprometer a saúde do couro cabeludo

 

A menopausa é uma fase natural e inevitável na vida da mulher, mas seus impactos vão muito além das alterações hormonais internas. Entre os sintomas mais frequentes está o afinamento severo dos fios e a queda capilar progressiva, condição que pode afetar diretamente a autoestima e a relação da mulher com a própria imagem. 

De acordo com estudos recentes, mais da metade das mulheres entre 50 e 65 anos apresentam algum grau de enfraquecimento capilar após essa fase. O quadro é provocado pela redução do estrogênio, hormônio responsável por proteger o folículo piloso e prolongar o ciclo de crescimento dos fios. Com essa oscilação hormonal, torna-se comum o surgimento da alopecia androgenética e o processo de miniaturização capilar, quando os novos cabelos nascem cada vez mais finos, frágeis e sem densidade. 

Apesar de frequente, o enfraquecimento dos fios não deve ser encarado apenas como “algo normal da idade”. O acompanhamento com profissionais especializados, como dermatologistas e tricologistas, é fundamental para avaliar a saúde do couro cabeludo, identificar possíveis causas associadas e indicar tratamentos que vão desde reposições hormonais até protocolos clínicos específicos. 

Segundo Ingrid Desirée, especialista conhecida nacionalmente como a Rainha do Mega Hair, é fundamental que a mulher compreenda que essa mudança não precisa ser aceita de forma passiva. 

“Muitas mulheres chegam ao salão extremamente abaladas emocionalmente. O cabelo está diretamente ligado à identidade feminina, então quando há perda de volume e afinamento dos fios, a autoestima também é impactada. Mas hoje existem soluções seguras e modernas que ajudam a recuperar não só a aparência dos cabelos, mas também a confiança da mulher”, afirma. 

Em busca de uma resposta imediata para recuperar o volume e a aparência saudável dos cabelos enquanto os tratamentos clínicos fazem efeito, muitas mulheres recorrem ao mega hair. No entanto, Ingrid faz um alerta: fios fragilizados exigem técnicas de alta precisão. “Não é qualquer mega hair que pode ser utilizado em cabelos sensibilizados. A escolha da técnica faz toda a diferença para preservar o couro cabeludo e evitar tração excessiva na raiz”, explica. 

Entre as opções mais modernas e seguras, Ingrid destaca o Invisible Plus, técnica que vem ganhando espaço justamente por oferecer aplicação discreta, confortável e com baixo impacto nos fios naturais. “O Invisible Plus proporciona um resultado extremamente natural, praticamente imperceptível, além de distribuir melhor o peso do alongamento. Isso é essencial para mulheres que já estão com os fios mais finos e fragilizados”, detalha. 

Além da questão estética, recuperar o volume dos cabelos também representa um ganho emocional importante. Muitas mulheres relatam insegurança, perda de identidade e até isolamento social em razão das mudanças provocadas pela menopausa. “Quando a mulher volta a se olhar no espelho e se reconhecer, isso reflete diretamente no bem-estar e na qualidade de vida. Autoestima também é saúde”, reforça Ingrid. 

A especialista lembra ainda que cada caso deve ser analisado individualmente. Em algumas situações, o alongamento precisa ser adiado até que a saúde do couro cabeludo esteja estabilizada. “A avaliação profissional é indispensável para entender se o fio está apto a receber o mega hair e qual técnica será mais segura para aquela cliente”, finaliza. 

A queda de cabelo na menopausa é comum, mas tem tratamento e alternativas eficazes para recuperação estética. Com acompanhamento especializado e técnicas modernas de alongamento, é possível devolver volume, naturalidade e autoestima sem comprometer a saúde capilar.

 


A Rainha do Mega Hair
@arainhadomegahair


PROTETOR SOLAR TAMBÉM É NECESSÁRIO EM AMBIENTES FECHADOS ESPECIALISTA EXPLICA OS IMPACTOS DA LUZ VISÍVEL NA PELE

 

A convite de Helioderm Dermocosméticos, marca da Hertz Farmacêutica e referência em proteção solar e skincare, a dermatologista Vanessa Perusso explica por que o uso diário de protetor solar é indispensável, inclusive em ambientes internos, já que os raios UVA conseguem atravessar vidros e continuam incidindo sobre a pele

 

Mesmo dentro de casa, no escritório ou durante trajetos de carro, a pele continua exposta diariamente à radiação solar. Isso porque os raios UVA conseguem atravessar vidros e permanecer presentes em ambientes internos, contribuindo de forma silenciosa para o envelhecimento precoce, o surgimento de manchas e outros danos à pele ao longo do tempo. 

Por isso, o uso diário do protetor solar segue sendo essencial, mesmo sem exposição direta ao sol em ambientes externos. “Muitas pessoas associam o protetor solar apenas à praia ou aos momentos de lazer ao ar livre, mas a exposição à radiação também acontece durante atividades rotineiras, como trabalhar próximo à janela ou dirigir”, explica a dermatologista Vanessa Perusso.

Confira alguns motivos para incluir o protetor solar em todos os momentos do dia.

 
ENVELHECIMENTO PRECOCE

Diferentemente dos raios UVB, mais associados às queimaduras solares, os raios UVA penetram profundamente na pele e continuam presentes mesmo em ambientes internos. Entre os sinais mais comuns causados por essa exposição contínua estão a perda de viço, a textura irregular e o surgimento de linhas finas.

“Os efeitos da exposição solar são cumulativos. Mesmo sem perceber, pequenas exposições diárias acabam impactando a saúde e a aparência da pele ao longo do tempo”, afirma Vanessa.

 

DEGRADAÇÃO DO COLÁGENO


A exposição contínua aos raios UVA também acelera a degradação do colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação da pele, favorecendo sinais como flacidez e perda de elasticidade ao longo do tempo.

Segundo a dermatologista Vanessa Perusso, a incidência indireta da radiação solar segue acontecendo mesmo em ambientes fechados com entrada de luz natural. “Muitas pessoas acreditam que estão protegidas apenas por permanecerem em locais internos, mas essa exposição silenciosa continua impactando a saúde da pele diariamente”, explica.

Por isso, manter o uso do protetor solar na rotina e reaplicá-lo ao longo do dia é fundamental para ajudar a preservar a integridade da barreira cutânea e proteger a pele dos danos causados pela radiação.

 

HIPERPIGMENTAÇÃO E MANCHAS

A exposição acumulada aos raios UVA também pode favorecer o surgimento de manchas e agravar quadros de hiperpigmentação, como por exemplo o melasma.

Como esses raios atravessam vidros e permanecem presentes ao longo do dia, pessoas que trabalham próximas a janelas ou passam muito tempo no trânsito podem sofrer impactos mesmo sem contato direto com o sol.

 

HIDRATAÇÃO E ALIMENTAÇÃO

Além do uso diário de protetor solar, hábitos saudáveis ajudam a fortalecer a barreira cutânea e preservar a saúde da pele. Manter a hidratação adequada, beber bastante água e investir em uma alimentação rica em antioxidantes pode auxiliar na proteção contra os danos causados pela exposição solar diária.

“Vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e a vitamina E, ajudam no combate aos radicais livres gerados pela exposição”, compartilha Vanessa.
 

A especialista também reforça que, o ideal, é apostar em um protetor solar que combine proteção com o uso de fórmulas que traga ativos benéficos a pele, como hidratação, ação antioxidante, ativo hialurônico e vitamina E.



Helioderm
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Infância emocionalmente livre é base para um futuro saudável

 

Com o aumento de casos de ansiedade e tristeza entre crianças, educadores e terapeutas reforçam o papel da família na prevenção de feridas emocionais herdadas e na construção de hábitos saudáveis de autoconhecimento 

 

A saúde mental infantil ganhou centralidade no debate entre famílias, escolas e especialistas nos últimos anos. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que uma em cada sete crianças e adolescentes no mundo apresenta algum transtorno mental diagnosticável, sendo a ansiedade e a depressão os mais comuns. No Brasil, dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que 36% dos jovens entre 11 e 17 anos relatam sintomas de ansiedade, irritação e dificuldade para dormir, o que revela o impacto emocional que atravessa o ambiente familiar e escolar.

A psicanalista e pesquisadora Elainne Ourives, criadora do método Holo Cocriação, explica que a origem desse desequilíbrio muitas vezes está em padrões emocionais repetidos e crenças herdadas de gerações anteriores. “As crianças aprendem o que os pais sentem, não o que eles dizem. Quando o adulto não cura suas próprias dores, a criança passa a repetir inconscientemente o mesmo roteiro emocional”, afirma.


Feridas herdadas e o ciclo de repetição

Especialistas da área de psicologia do desenvolvimento apontam que as primeiras experiências emocionais moldam o sistema nervoso e influenciam a forma como a criança reagirá ao estresse ao longo da vida. Estudos publicados na Frontiers in Psychology (2023) indicam que crianças expostas a ambientes familiares instáveis apresentam maior risco de desenvolver ansiedade na adolescência.

Elainne Ourives reforça que interromper esse ciclo exige consciência e prática. “Muitos pais acreditam que precisam oferecer o melhor materialmente, mas esquecem que o maior legado é emocional. É preciso ensinar a criança a lidar com o que sente, não a esconder ou se envergonhar das próprias emoções”, alerta.


Exercícios para fortalecer a saúde mental infantil

De acordo com a especialista, pequenos hábitos diários podem ajudar na regulação emocional e no fortalecimento da autoestima das crianças. Ela propõe três práticas simples:

  1. Nomear o que sente – Reservar um momento do dia para conversar sobre as emoções e dar nome a elas. “Quando a criança identifica o que sente, deixa de ser controlada por isso. Falar sobre a emoção é o primeiro passo para transformá-la.”
  2. Mudar crenças herdadas – Muitos adultos carregam ideias como “dinheiro não dá em árvore” ou “homem não presta”, que acabam se reproduzindo no ambiente doméstico. “O primeiro passo é reconhecer as frases que ferem. O segundo é substituí-las por verdades que libertam. É assim que a criança aprende que pode criar uma nova história.”
  3. Cocriar em vez de desejar – A especialista sugere rituais de ação consciente, como o momento de gratidão em família. “O erro está em ensinar a sonhar, não a realizar. É importante que a criança aprenda desde cedo que a vida responde à ação, não à esperança passiva.”


Um alerta coletivo

Reportagem da UNICEF publicada em 2024 aponta que os transtornos mentais já representam 16% da carga global de doenças entre pessoas de 10 a 19 anos, tornando a infância e a adolescência fases críticas para prevenção. A discussão sobre bem-estar psicológico infantil, que antes se limitava aos consultórios, passou a ocupar espaço nos noticiários, nas redes sociais e nas salas de aula.

Para Elainne Ourives, o debate é muito mais do que necessário: é urgente. “O verdadeiro desafio está em padrões emocionais não elaborados que influenciam a mente. Quando pais e filhos aprendem juntos a reconhecer e ressignificar emoções, eles rompem gerações de repetição e abrem espaço para uma infância mais leve e uma vida adulta mais saudável.”

Caminho para o futuro

A especialista defende que a nova geração precisa ser educada emocionalmente para lidar com frustrações e desafios de forma construtiva. “Cuidar da mente é tão essencial quanto alimentar o corpo. Uma criança emocionalmente equilibrada se torna um adulto capaz de criar, de se relacionar com empatia e de prosperar com consciência.”

O aumento das discussões sobre infância e saúde mental mostra que o tema deixou de ser tabu e passou a ser responsabilidade compartilhada. E, como conclui Elainne Ourives, “não existe futuro próspero em um lar emocionalmente doente, curar a mente é o primeiro passo para transformar o mundo”. 



Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 10 livros; mestra de mais de 300 mil alunos, em 40 países, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023) e DNA do Dinheiro (2024). É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo.
Para mais informações, acesse https://elainneourives.com.br ou pelo Instagram @elainneourivesoficial.



Ansiedade pode ser reflexo de emoções não resolvidas, alerta o psicólogo Paulo Zago Neto

A ansiedade nunca esteve tão presente na vida das pessoas. Em meio à rotina acelerada, excesso de informações, pressão social e impactos emocionais intensificados nos últimos anos, os casos relacionados à saúde mental continuam crescendo em todas as faixas etárias.

Segundo o psicólogo Paulo Zago Neto, conhecido como Neto Zago, a ansiedade não deve ser vista como a causa do problema, mas sim como um efeito emocional. Ou seja, algo que ainda não foi resolvido emocionalmente, e que normalmente está sustentado por três pilares: medo, insegurança e preocupação.

Gera grande preocupação quando a ansiedade compromete a qualidade de vida, mantendo a pessoa limitada, em alerta permanente e impedindo seu desenvolvimento profissional, sua produtividade e sua capacidade de se relacionar. Muitas vezes, esses quadros se tornam mais intensos, dão origem ao transtorno de ansiedade generalizada, às crises mais intensas e até à síndrome do pânico”, explica Zago Neto.

Para o psicólogo, a sociedade vive uma rotina extremamente acelerada. As pessoas não têm tempo para descansar, para o autocuidado ou para lidar com as próprias emoções. O ambiente digital também exerce forte influência sobre o aumento da ansiedade. O uso excessivo de smartphones e redes sociais faz com que as pessoas estejam constantemente olhando para fora, enquanto deixam de desenvolver inteligência emocional para lidar com os próprios sentimentos.

O Brasil lidera o ranking global de transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são cerca de 19,8 milhões de brasileiros diagnosticados, representando 9,3% da população, mais que o dobro da média global, que gira em torno de 3,6%. As mulheres são as mais afetadas, registrando índices que ultrapassam 34%, seguidas pela faixa etária de 18 a 24 anos.

Neto Zago reforça que as pessoas nunca precisaram tanto de ajuda psicológica como hoje. Quanto mais cedo buscam ajuda, menores são as chances desse problema crescer e se transformar em algo ainda mais grave.

Para saber mais, acesse: www.instagram.com/netozagopsicologo


O que ‘Diabo Veste Prada 2’ ensina sobre reputação de executivos

Entre entrevistas estratégicas e mudanças de narrativa, o filme aproxima o universo da moda das discussões atuais sobre liderança

 

Miranda Priestly passou vinte anos sendo lembrada como a chefe que jogava o casaco sobre a mesa sem olhar para quem pegaria, transformava silêncio em pressão e fazia assistentes correrem atrás de exigências impossíveis. Em 2006, esse comportamento era quase admirado, o preço de trabalhar com os melhores. Em “O Diabo Veste Prada 2”, porém, esse modelo começa a perder força. A Runway, revista de moda comandada por Miranda, perde espaço para Instagram e TikTok, o mercado editorial impresso encolhe e a executiva mais temida do cinema percebe que autoridade, sozinha, já não garante relevância.

 

É Andy Sachs, agora jornalista, quem reaparece para ajudar a reorganizar a imagem da antiga chefe. Ao longo do filme, ela assume quase um papel de PR, ao reconstruir a narrativa pública em torno de Miranda e da própria Runway.

 

“Hoje, reputação não está ligada apenas ao resultado que uma liderança entrega, mas à forma como ela se comunica e é percebida pelas pessoas”, afirma Marina Mosol, especialista em reputação da Agência NoAr. “Existe uma expectativa maior por coerência, transparência e conexão humana”.

 

A crise de imagem começa quando a narrativa escapa do controle

 

A primeira movimentação de Andy não é uma entrevista cuidadosamente controlada nem uma tentativa imediata de defender Miranda. Ela publica uma reportagem sobre a crise da Runway mostrando justamente aquilo que a executiva sempre evitou expor: dúvidas, desgaste e dificuldade para manter a revista relevante em um mercado que mudou completamente.

 

Em vez de apostar apenas em controle de danos, estratégia usada para conter crises de imagem, Andy escolhe reposicionar a percepção pública sobre Miranda.

 

“Executivos que tentam sustentar uma imagem excessivamente distante acabam criando barreiras com o público”, diz Marina. “Hoje existe uma valorização maior de lideranças que conseguem demonstrar humanidade sem perder credibilidade.”

 

Como uma entrevista estratégica devolve relevância à marca

 

Depois de estabilizar a percepção em torno de Miranda, Andy consegue uma entrevista exclusiva com Sasha Barnes, uma das mulheres mais influentes da indústria da moda, afastada dos holofotes há anos.

 

A movimentação devolve relevância para a Runway e mostra como relacionamento e credibilidade continuam tendo peso na construção de imagem. No universo de PR, esse movimento é conhecido como gestão de narrativa, em que cria contextos capazes de mudar a forma como marcas e lideranças são percebidas.

 

“O networking continua tendo um peso enorme na reputação de executivos e marcas, mas hoje ele está muito mais ligado à confiança construída ao longo do tempo do que a relações puramente circunstanciais”, afirma a especialista.

 

A imagem de um executivo também passa pela equipe ao redor

 

À medida que a crise vai sendo contornada, o filme também expõe um padrão antigo dentro da revista: Miranda sempre concentrou os holofotes nela mesma, enquanto profissionais importantes da equipe permaneciam nos bastidores, como Nigel, responsável por boa parte da identidade criativa da Runway.

 

Em um momento decisivo, Andy sugere que Miranda dê mais espaço para que ele apareça publicamente. O gesto muda a forma como aquela liderança passa a ser percebida dentro e fora da empresa.

 

Uma cultura que já não funciona da mesma forma

 

O filme também mostra que não basta ajustar discurso e estratégia de comunicação se a cultura interna continua presa à mesma lógica. A dinâmica de pressão e obediência que definia a Runway em 2006 já não encontra o mesmo espaço vinte anos depois. 

Cultura organizacional, saúde mental e retenção de talentos hoje fazem parte da forma como empresas e executivos são percebidos publicamente. Em um ambiente corporativo mais exposto, a reputação também passa pelos bastidores.

 

Para Marina, “O Diabo Veste Prada 2” usa o universo da moda para discutir algo maior do que tendências ou comportamento. A continuação mostra uma liderança tentando preservar relevância em um momento em que imagem pública, reputação e relações internas ganharam outro peso. Em 2026, Miranda precisa pendurar seu próprio casaco, conclui. 

 

Agência NoAr


No Dia Mundial sem Tabaco, especialista alerta sobre aumento do tabagismo e mostra alternativas seguras para parar de fumar

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Coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera explica como terapias e mudanças de hábitos podem ajudar no combate ao vício 


O Brasil voltou a registrar aumento no número de fumantes após anos de queda nos índices de tabagismo. Dados preliminares da pesquisa Vigitel, sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, apontam que 11,6% da população adulta brasileira se declara fumante de cigarro convencional em 2024, contra 9,3% em 2023, mostrando um crescimento de aproximadamente 25%. 

O cenário acende um alerta especialmente diante da popularização dos cigarros eletrônicos, muitas vezes vistos de forma equivocada como alternativas menos nocivas. No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, Alan Ricardo de Souza, coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, destaca que o tratamento do tabagismo precisa ser encarado como um processo de cuidado contínuo, envolvendo estratégias farmacológicas, mudanças comportamentais e suporte emocional. 

“O tabagismo é uma dependência química reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Muitas pessoas acreditam que parar de fumar depende apenas de força de vontade, mas, na prática, o organismo cria dependência física e psicológica da nicotina. Por isso, existem estratégias terapêuticas seguras e reconhecidas que ajudam a reduzir os sintomas de abstinência e aumentam significativamente as chances de sucesso”, explica.

 

Confira orientações e alternativas seguras para quem deseja parar de fumar:
 

1. Procurar ajuda profissional aumenta as chances de sucesso

O primeiro passo é entender que o fumante não precisa enfrentar o processo sozinho. O acompanhamento de profissionais da saúde, como farmacêuticos, médicos e psicólogos, auxilia na definição da melhor estratégia para cada perfil de paciente. 

“O suporte profissional ajuda justamente a controlar sintomas como ansiedade e irritabilidade, comuns nesse processo, além de evitar recaídas. O tratamento é individualizado e depende do grau de dependência de cada paciente”, destaca.
 

2. Terapias de reposição de nicotina podem ajudar

Entre as alternativas seguras mais utilizadas estão as terapias de reposição de nicotina, disponíveis em adesivos, gomas de mascar e pastilhas. Esses produtos fornecem doses controladas de nicotina ao organismo sem a exposição às milhares de substâncias tóxicas presentes no cigarro convencional. 

“O tratamento deve ser acompanhado por profissionais de saúde habilitados, porque o uso inadequado pode comprometer os resultados. O objetivo é reduzir gradativamente a dependência química, minimizando os sintomas da abstinência”, explica o coordenador.
 

3. Cigarro eletrônico não é tratamento para parar de fumar

Apesar de muitos usuários recorrerem aos dispositivos eletrônicos como tentativa de abandono do cigarro tradicional, especialistas reforçam que os chamados “vapes” não são considerados métodos seguros para cessação do tabagismo. Além de manter a dependência da nicotina, os cigarros eletrônicos também podem conter substâncias tóxicas e causar danos pulmonares e cardiovasculares. Os cigarros eletrônicos permanecem com comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil.
 

4. Identifique os possíveis gatilhos

A interrupção do tabagismo também envolve aspectos comportamentais. Alterações na rotina podem ajudar o fumante a lidar com os gatilhos associados ao hábito de fumar. Souza destaca que o cigarro muitas vezes está associado a hábitos automáticos, como tomar café, dirigir ou enfrentar situações de estresse. Identificar esses gatilhos é essencial para o tratamento.
 

5. Recaídas podem acontecer e fazem parte do processo

O coordenador reforça que recaídas não devem ser encaradas como fracasso, isso porque o abandono do tabagismo pode exigir múltiplas tentativas até que o paciente consiga interromper completamente o consumo. 

“O mais importante é persistir e buscar novamente o acompanhamento profissional. Cada tentativa gera aprendizado e aproxima o paciente do sucesso definitivo”, explica.

 

Anhanguera
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Saúde mental: o limite entre o bem-estar e a responsabilidade legal


A saúde mental, historicamente relegada ao campo da subjetividade e do foro íntimo, atravessa hoje uma transição necessária para o cerne do ordenamento jurídico brasileiro. O que outrora era visto como uma benevolência institucional ou uma preocupação secundária na gestão de pessoas e políticas públicas, hoje se impõe como uma obrigação legal inafastável, sustentada por um arcabouço normativo que exige das organizações e do Estado uma postura proativa, e não apenas reativa. A dignidade da pessoa humana, fundamento da nossa República, é o ponto de partida para compreendermos que o bem-estar psíquico não é um privilégio, mas uma extensão do direito à vida e à saúde, conforme preconizado pelo Artigo 196 da Constituição Federal. No entanto, a novidade reside na forma como o Direito contemporâneo passou a decodificar o sofrimento mental como um risco passível de prevenção e reparação. 

Nesse cenário, a promulgação de legislações como a Lei 14.831/2024, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, sinaliza que o legislador reconhece a urgência de uma mudança cultural. Não se trata apenas de cumprir protocolos formais ou de oferecer benefícios superficiais de bem-estar; a obrigação legal agora se manifesta no dever de cuidado e na mitigação de riscos psicossociais. O ambiente de trabalho, especificamente, tornou-se o epicentro dessa discussão, onde a negligência com a integridade emocional do colaborador pode configurar dano moral existencial ou doença ocupacional. O Judiciário tem sido cada vez mais rigoroso ao entender que o nexo causal entre a gestão organizacional e o transtorno mental é uma realidade técnica, e o descumprimento do dever de garantir um meio ambiente de trabalho saudável gera responsabilidades civis e administrativas severas. 

Entretanto, a judicialização da saúde mental não deve ser vista como um fardo, mas como um convite à maturidade das relações sociais e laborais. Quando o Direito estabelece que a saúde mental é uma obrigação, ele está, na verdade, protegendo a sustentabilidade da própria sociedade. O custo da omissão é infinitamente superior ao investimento em prevenção: o absenteísmo, o presenteísmo e o colapso dos sistemas previdenciários são as consequências diretas de uma visão obsoleta que ignora a invisibilidade da dor psíquica. É imperativo que gestores e operadores do Direito compreendam que a conformidade legal (compliance) hoje passa, obrigatoriamente, pelo acolhimento do indivíduo em sua totalidade. 

Portanto, elevar a saúde mental ao status de obrigação jurídica é um avanço civilizatório que retira o indivíduo do isolamento de sua patologia e o coloca sob o manto da proteção institucional. Não basta mais que as empresas e o Estado se digam preocupados; é preciso que existem mecanismos claros de governança, canais de escuta ativa e políticas de redução de estresse que sejam auditáveis e eficazes. A transição da empatia para a norma jurídica é o que garante que o cuidado não seja interrompido por crises econômicas ou mudanças de gestão. No final das contas, o cumprimento dessa obrigação legal é o que separa uma sociedade que apenas sobrevive de uma sociedade que efetivamente prospera com dignidade.



Ludmila Santoro - psicóloga, pós-graduada em Orientação Familiar e Psicoterapia Breve pelo Instituto Sedes Sapientiae, com 30 anos de experiência clínica. Sua trajetória integra uma profunda vivência em RH, onde atuou como docente e consultora. Especialista no atendimento a lideranças, Ludmila aplica sua vasta expertise no acompanhamento de executivos e empresários que buscam equilíbrio e desenvolvimento emocional.


Muito além do físico: por que a corrida é considerada um remédio natural contra o estresse

Coordenadora de Educação Física da Unifran explica os efeitos científicos da corrida no cérebro, ensina como iniciar de forma segura e traz conselho para vencer a preguiça

 

No dia 3 de junho é celebrado o Dia Mundial da Corrida (Global Running Day), uma data que convida pessoas do mundo todo a calçarem os tênis e darem os primeiros passos em direção a uma vida mais ativa. Mas, muito além de queimar calorias e fortalecer o coração, a ciência revela que o ato de correr funciona como um verdadeiro "remédio não farmacológico" para a saúde mental e cognitiva. Para explicar esse impacto profundo, a professora Luciana Moreira Motta Raiz, coordenadora do curso de Educação Física da Unifran, detalha como a prática regular da corrida atua no cérebro, auxilia no desempenho profissional e garante um envelhecimento saudável.

 

A ciência por trás da felicidade pós-treino

Sabe aquela sensação de leveza e felicidade que sentimos logo após terminar uma corrida? Ela tem explicação científica e envolve uma verdadeira "química do bem-estar" no cérebro. 

"Uma série de estudos já mostrou que a prática regular de corrida estimula a liberação de endorfina, serotonina e dopamina, substâncias diretamente relacionadas à redução do estresse, da ansiedade e de sintomas depressivos", explica Luciana. "Além disso, do ponto de vista cognitivo, os exercícios aeróbicos favorecem a neuroplasticidade, melhorando funções executivas do dia a dia, a memória e a regulação emocional", complementa. 

O resultado prático disso é o aumento da autoestima, maior capacidade de concentração nas tarefas diárias e uma dose extra de disciplina e disposição geral para encarar a rotina.

 

Por que a corrida é o esporte mais democrático do mundo?

Uma das maiores vantagens da corrida é a sua barreira de entrada quase inexistente. Por ter baixo custo, fácil acesso e poder ser praticada em ruas, parques e praças sem a necessidade de equipamentos complexos, ela atrai públicos de todas as idades, condições financeiras e níveis de condicionamento. 

Para quem deseja aproveitar o Dia Mundial da Corrida para sair do sedentarismo, a especialista da Unfiran lista as principais recomendações da literatura científica para começar sem o risco de lesões: 

  1. Comece de forma gradual: intercale momentos de caminhada com trotes e corridas leves de distâncias curtas. Respeite os períodos de descanso e evite aumentos bruscos de intensidade.
  2. Fortaleça a musculatura: exercícios para fortalecer as pernas e o core (sistema de estabilização do tronco e abdômen) são fundamentais para proteger as articulações dos impactos da corrida.
  3. Monitore seus limites: é altamente recomendável contar com a orientação de um profissional de educação física e monitorar os sinais vitais.
  4. Cuide do básico: uma boa alimentação, hidratação constante e períodos adequados de sono são combustíveis obrigatórios para quem quer evoluir no esporte.

 

Foco no trabalho, sono regulado e envelhecimento saudável

No longo prazo, os benefícios da corrida se acumulam e funcionam como uma poupança para o futuro. O exercício ajuda a regular o ciclo sono-vigília, combatendo a insônia e a fadiga durante o dia. Além disso, ao aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, o esporte melhora a memória e a tomada de decisões, habilidades que impactam diretamente o desempenho profissional. 

Quando o assunto é envelhecer bem, os corredores ativos saem na frente. "Estudos indicam que corredores apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e perda funcional. A corrida contribui para a manutenção da massa muscular e da densidade óssea, o que garante autonomia e qualidade de vida na terceira idade", ressalta a professora.

 

O conselho de ouro para vencer a preguiça

Para aqueles dias em que a disposição parece não aparecer, a docente da Unifran deixa um conselho prático e acolhedor: "O melhor treino é aquele que você fez, mesmo cansado, mesmo com preguiça ou desejando não fazer. Comece pequeno, respeite os seus limites. Antes o feito que o perfeito. Aos poucos, você se supera", finaliza a especialista.



Unifran
www.unifran.edu.br


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