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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

O eixo psicológico como ponto de partida para o sucesso empresarial

 

Existe uma crença no mercado — muito difundida através de cursos, palestras e workshops — de que todo e qualquer empresário quer (e pode) alcançar seus ‘muitos milhões’ e comandar equipes com mais de 100 colaboradores. Promessas vendidas com entusiasmo, quase sempre embaladas por discursos sobre mentalidade de crescimento, escalabilidade e cases de sucesso meteóricos. E isso, induz muitos empresários a seguirem um caminho cada vez mais comum — e perigoso: o da sobrecarga, do esgotamento e da frustração, mesmo com negócios que aparentemente vão bem. 

Após atender inúmeros empresários e organizações, percebi algo que raramente é discutido com a mesma ênfase: muitos desses empresários, especialmente os que estão na faixa dos 50 anos ou mais, não estão mais sonhando com crescimento desenfreado e estruturas megalomaníacas. E não porque perderam o ‘espírito empreendedor’, mas porque suas prioridades mudaram. 

Calma, antes que essa introdução soe como um convite ao comodismo — ou até mesmo a desistir da leitura —, vale explicar melhor. Sim, todo empresário quer ter lucro, retorno pelo esforço e bons colaboradores ao seu lado. Mas existe algo que vem antes disso tudo, e que muitas vezes está completamente fora do radar das consultorias tradicionais: o eixo psicológico. Em termos mais diretos e coloquiais: ter a cabeça no lugar. 

O que muitos desses empresários realmente desejam hoje é paz psicológica, relacionamentos saudáveis e retorno financeiro que não custe sua saúde ou seu tempo de vida. Por mais que tenham energia e paixão pelo que fazem, a verdade é que, com o tempo, o corpo e a mente pedem ajustes. As demandas que antes eram estimulantes, hoje se tornam desgastantes. Muitas das situações que o faziam ter paciência lá atrás revelam a falta dela nos dias de hoje. 

E aqui está o ponto central: não adianta investir em finanças, processos ou marketing se o próprio empresário está desorganizado por dentro. Você pode até aumentar as vendas, mas sem processos eficientes e uma mente estruturada, isso só gera mais estresse. Pior: há um risco real de entrar em um ciclo vicioso de sobrecarga, que mina a energia e afasta o empresário daquilo que mais importa. 

Como mostram tradições como a medicina ayurvédica, os quatro pilares da saúde integral — sono, alimentação, exercício e silêncio — são sistematicamente negligenciados pelos empresários que vivem sob pressão constante. Dormem mal, se alimentam de qualquer jeito, não têm momentos reais de descanso mental e seguem acumulando pequenas urgências que jamais se encerram. 

Neste cenário, esperar que a empresa funcione com excelência é uma ilusão. E a solução não está apenas em técnicas de produtividade ou novas ferramentas de gestão, mas em um reposicionamento radical: olhar para si mesmo como o primeiro sistema que precisa ser equilibrado. 

O marketing, por exemplo, pode até gerar demanda — mas se não houver estrutura interna, isso vira mais peso. Os processos podem estar desenhados — mas sem energia e clareza para executá-los, eles viram burocracia. As finanças podem até estar no azul — mas se o empresário está emocionalmente no vermelho, não há número que resolva. 

Por isso, o eixo psicológico não é um luxo, é pré-requisito. Antes de ser empresário, você é ser humano. E ser humano exige manutenção. Cuidar do corpo, da mente e das emoções não é um capricho moderno, mas uma medida de gestão empresarial séria. 

Se quisermos construir empresas saudáveis e duradouras, precisamos começar por dentro. 

 

Luis Amorim - CEO e fundador do Grupo Apolo, consultor de negócios com atuação em mais de 300 projetos comerciais, mentor de empresários e autor do livro "Guia do Empresário Profissional". Site: https://luisamorim.com.br/advisor/


Ainda dá tempo! Plataforma oferece curso preparatório gratuito para o Enem 2025


Plataforma reúne 17 cursos gratuitos em diferentes disciplinas para apoiar estudantes na reta final de preparação para o Enem 2025

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro de 2025, com provas compostas por 180 questões objetivas e uma redação. A nota do exame pode ser utilizada para acesso ao ensino superior por meio do Sisu, Prouni e Fies, além de servir como certificação do ensino médio. Para auxiliar estudantes que precisam reforçar os estudos na reta final, a plataforma Kultivi disponibiliza 17 cursos gratuitos voltados para o Enem. 

As aulas contemplam disciplinas como matemática, português, inglês, espanhol, história, história contemporânea, literatura, filosofia, sociologia, geografia, biologia, química, física, educação física e redação, além do curso “Enem Completo”, que reúne os principais conteúdos cobrados na prova. “Oferecemos um dos cursos preparatórios gratuitos mais completos do mercado, com acesso vitalício e sem custo. Para começar a estudar, basta se inscrever em nossa plataforma”, afirma Claudio Matos, sócio idealizador e CEO da Kultivi. 

Os cursos são ministrados por professores com experiência em instituições públicas e privadas, com titulação de mestres e doutores. Reconhecida como a principal plataforma gratuita de ensino online no Brasil, a Kultivi já impactou milhões de alunos com cursos em diversas áreas, incluindo preparatórios para concursos, idiomas e desenvolvimento profissional.


Kultivi
https://kultivi.com/


Shutdown nos EUA: impactos para viajantes corporativos e o papel da gestão estratégica de viagens

Paralisação do governo norte-americano afeta aeroportos, serviços turísticos e eventos; R3 Viagens orienta viajantes corporativos a redobrarem cuidados.

 

O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º), após a falta de aprovação do orçamento federal pelo Congresso norte-americano. A situação, conhecida como “shutdown”, provoca a suspensão de serviços considerados não essenciais e afeta diretamente diversos setores, incluindo o turismo e as viagens corporativas.

De acordo com dados divulgados pela imprensa americana, cerca de 11 mil funcionários da Administração Federal de Aviação (FAA) foram afastados de suas funções, enquanto aproximadamente 13 mil controladores de tráfego aéreo continuam trabalhando sem remuneração. Esse cenário gera preocupações quanto à operação dos aeroportos, especialmente nos grandes hubs de conexão, como Nova York e Washington.

Além disso, atrações turísticas icônicas como a Estátua da Liberdade, museus nacionais e parques federais podem ter serviços suspensos, impactando não apenas turistas, mas também eventos e convenções previamente agendados no país.

 

Impactos diretos para o viajante corporativo

O shutdown pode parecer um tema distante para empresas brasileiras, mas seus reflexos são imediatos para viajantes a negócios. Entre os principais efeitos estão:

  • Atrasos em voos internacionais devido a filas maiores nos controles de segurança;
  • Operação reduzida no tráfego aéreo, aumentando o risco de remarcações de última hora;
  • Cancelamento de eventos em espaços públicos federais, como centros culturais e museus;
  • Incertezas logísticas, que exigem maior flexibilidade nos itinerários corporativos.

Nesse cenário, contar com o apoio de uma agência de viagens corporativas com experiência em gestão de crises torna-se indispensável.

 

Dicas práticas para empresas e viajantes

A R3 Viagens, referência no setor há mais de 10 anos, recomenda que viajantes corporativos em missão nos Estados Unidos adotem medidas de precaução:

  • Antecedência no embarque: chegar com pelo menos 3 horas de antecedência em voos internacionais para evitar imprevistos em filas maiores;
  • Contato próximo com a agência de viagens corporativas: garantir monitoramento em tempo real de mudanças em voos, conexões e hospedagens;
  • Flexibilidade de agenda: avaliar opções de voos alternativos e horários menos congestionados;
  • Confirmação prévia de compromissos locais: especialmente eventos, reuniões ou visitas em instituições públicas e culturais;
  • Seguro viagem ativo e atualizado: fundamental em momentos de instabilidade política e logística.

Essas ações ajudam a reduzir riscos e garantem maior tranquilidade para empresas e colaboradores.

 

O papel estratégico da gestão de viagens

Para organizações que dependem de deslocamentos internacionais, a gestão de viagens corporativas é um fator crítico de sucesso. A R3 Viagens oferece soluções integradas que incluem:

  • Atendimento 24 horas para emergências;
  • Relatórios e análises de custos para controle de budget corporativo;
  • Monitoramento de voos e reservas em tempo real;
  • Estrutura completa para eventos corporativos, tanto nacionais quanto internacionais.

Segundo Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens:

“Nosso papel é garantir tranquilidade para empresas e viajantes, mesmo em cenários instáveis. Através de tecnologia e atendimento próximo, conseguimos minimizar impactos e manter a eficiência das viagens corporativas.”

 

Shutdown como alerta global

Embora seja um acontecimento interno dos Estados Unidos, o shutdown impacta cadeias globais de viagens, turismo e negócios. Para empresas que atuam no mercado internacional, o episódio reforça a importância de contar com parceiros estratégicos na organização de deslocamentos e eventos.

Com mais de uma década de atuação, a R3 Viagens se consolidou como a melhor agência de viagens corporativas em São Paulo, reconhecida por unir tecnologia de ponta e atendimento personalizado.

Seja para mini meetings em Nova York ou grandes convenções internacionais, a R3 Viagens está preparada para apoiar clientes em qualquer cenário, oferecendo suporte completo do aéreo ao transfer, da hospedagem à gestão do evento.

 

R3 Viagens
www.r3viagens.com.br


Creator economy redefine o futuro dos influenciadores: estudo revela que confiança pesa mais do que número de seguidores

Mapeamento qualitativo da Orbit Data aponta que identificação (45,7%) e relevância social (20,7%) são os maiores motores de conexão, enquanto incoerência (14,5%) e parcerias controversas (10,3%) afundam reputações

 

A chamada “creator economy” está em transformação. O que antes era medido em seguidores e visualizações agora se traduz em confiança, legitimidade cultural e vínculos reais. Um novo estudo da Orbit Data Science, que analisou profundamente uma amostra de 1.231 conversas no X e no Bluesky (entre agosto de 2024 e agosto de 2025), revela que a influência digital depende cada vez menos de números e cada vez mais de autenticidade. O artigo completo pode ser acessado no site. 

De modo geral, o estudo mostra que, para o público, a identificação com o criador de conteúdo é o que sustenta a confiança em suas mensagens e campanhas. O verdadeiro valor de uma parceria não está na métrica bruta de alcance, mas na capacidade do criador de representar comunidades, vivências e estilos de vida que de fato conectam com as pessoas. 

O fator que mais aproxima o público é a identificação com o criador de conteúdo, presente em 45,7% das conversas. Os seguidores se conectam quando sentem que o criador fala por eles, representando valores, estilos de vida e narrativas que refletem sua realidade. Em segundo lugar, com 20,7% das citações, está a abordagem de temas de relevância social, como diversidade, inclusão e causas coletivas. Quando tratados com autenticidade, esses assuntos ampliam a proximidade entre criadores e audiência. Juntos, os dois fatores respondem por 66% das associações positivas. 

O estudo relembra que o Brasil já abriga cerca de 14 milhões de influenciadores, segundo o Censo Criadores de Conteúdo (Wake, 2025). No mundo, o setor deve movimentar US$ 480 bilhões até 2027, consolidando-se como um dos mais relevantes para o consumo e a comunicação contemporânea. 

Contudo, se a confiança aproxima, a incoerência afasta. O estudo aponta que 14,5% dos comentários negativos citam a falta de representatividade (“não me representam”) como principal motivo de desconexão. A banalização de pautas sociais (13,7%) e parcerias com casas de apostas (10,3%) aparecem logo em seguida. Outros fatores também contribuem para o desgaste: críticas à falta de talento (7,9%), posicionamentos políticos polêmicos (5,7%) e conteúdos superficiais (4,9%). Para os criadores, isso significa que a credibilidade é renovada a cada postagem. Para as marcas, que a escolha de influenciadores incorretos pode gerar crise imediata.

Gráfico 1: fatores que aproximam o público e os criadores de conteúdo


“A influência só dura quando a identidade é real e a responsabilidade é compartilhada. O público exige coerência, e qualquer deslize respinga nas marcas que estão por trás. Criadores e anunciantes dividem não apenas oportunidades, mas também riscos reputacionais”, reforça Kaio Sobreira.

Mas os dados expõem uma encruzilhada: ao mesmo tempo em que os criadores se tornam celebridades de proximidade, também passam a enfrentar o escrutínio de seus próprios seguidores. O ciclo de confiança digital oscila entre admiração e julgamento constante, em que cada postagem pode gerar engajamento ou crise.

“Na creator economy, a mensuração de impacto não é mais apenas o alcance, mas a legitimidade cultural. O número de seguidores e visualizações pode chamar atenção, mas é o vínculo cultural que garante relevância no longo prazo. Quando o público se sente representado, a influência se transforma em confiança duradoura”, afirma Kaio Sobreira, Head de Pesquisas da Orbit Data Science.


 

CONCLUSÕES MAIS AMPLAS

O estudo mostra que esse fenômeno não é apenas individual, mas coletivo: cada ruído de imagem atinge não só o criador, mas também os anunciantes e parceiros. É a catracalização das redes sociais, em que o valor não está mais na audiência massiva, mas na proximidade com comunidades específicas. Para os influenciadores, a lição é clara: representar é tão importante quanto produzir. Já para as marcas, a recomendação é investir em campanhas que dialoguem com identidades e causas sociais, evitando associações superficiais que podem virar rejeição.

Gráfico 2: fatores que afastam o público e os criadores de conteúdo


A pesquisa reforça ainda que a influência deve ser encarada como um espelho cultural e não apenas como entretenimento ou canal de venda. A cada postagem, os criadores constroem – ou corroem – sua legitimidade diante de um público que valoriza consistência mais do que métricas. “Mais do que falar para muitos, o futuro da influência é representar de verdade. A audiência não busca apenas conteúdos virais, mas narrativas que refletem suas causas e identidades”, conclui Kaio Sobreira. 

O futuro da creator economy aponta para além dos números. Seguidores, impressões e engajamento já não bastam para definir influência. Hoje, cada postagem se transforma em um espelho cultural, capaz tanto de consolidar vínculos quanto de abrir crises. A legitimidade cultural e a responsabilidade compartilhada entre marcas e criadores tornam-se fatores decisivos na manutenção da relevância. A identificação com o público move a conexão, mas incoerências ou discursos rasos sobre causas sociais podem gerar rejeição imediata. 

Autenticidade e coerência despontam como filtros de credibilidade. O público exige consistência entre discurso e prática, e esse alinhamento passa a ser medido em termos de capital cultural. Nesse contexto, a responsabilidade é dividida: erros dos criadores recaem diretamente sobre as marcas que os apoiam, enquanto acertos geram valor conjunto. A influência que moldará os próximos anos não será apenas aquela que mobiliza métricas quantitativas, mas a que traduz identidade, relevância social e impacto genuíno no tecido cultural. 

A análise foi baseada em 1.231, coletadas entre 15 de agosto de 2024 e 15 de agosto de 2025, com metodologia proprietária da Orbit Data Science e nível de confiança de 95%. O artigo completo pode ser acessado no site.

 

Orbit Data Science
https://www.orbitdatascience.com/artigos/a-creator-economy-e-o-futuro-dos-influencers



A importância da educação financeira desde a infância


Você se lembra quando começou a aprender sobre o valor do dinheiro? Para muitos de nós, esse aprendizado veio tarde — às vezes, só depois de enfrentar as consequências de decisões financeiras mal planejadas. Mas e se fosse diferente? E se, desde pequenos, fôssemos incentivados a lidar com o dinheiro de forma consciente, responsável e com propósito? 

É com esse olhar que o Sicoob desenvolveu a Coleção Financinhas e o Programa Financinhas nas Escolas. Iniciativas que têm transformado a forma como crianças e educadores enxergam o papel da educação financeira na formação de cidadãos mais preparados para os desafios da vida.
 

Aprender cedo faz toda a diferença 

A infância é a fase ideal para introduzir conceitos fundamentais de convivência, responsabilidade e escolhas. Quando falamos de educação financeira, o objetivo não é ensinar a acumular dinheiro, mas a entender o valor que ele tem na realização de sonhos e objetivos, na construção de um futuro e no cuidado com o presente. Desde cedo, as crianças se deparam com situações em que precisam fazer escolhas: guardar ou gastar? Dividir ou consumir sozinha? Aceitar um presente agora ou esperar por algo melhor depois? Ao trabalhar essas questões com linguagem acessível e contexto próximo à realidade infantil, é possível desenvolver não apenas habilidades financeiras, mas também socioemocionais.
 

A Coleção Financinhas: aprendizados que encantam 

Composta por histórias lúdicas, ilustradas e protagonizadas por personagens infantis, a Coleção Financinhas foi criada para aproximar o universo financeiro da linguagem das crianças. Cada livro e animação aborda temas como planejamento, consumo consciente, solidariedade, paciência e o valor do trabalho — sempre com enredos envolventes e mensagens educativas. Ao invés de fórmulas ou planilhas, os livros convidam os pequenos leitores a refletirem sobre o dia a dia: o lanche dividido com os amigos, o cofrinho que cresce com esforço, o presente escolhido com carinho, a ajuda ao próximo... São lições que marcam e constroem valores.
 

Financinhas nas Escolas: educação que se transforma em parceria 

Para ampliar o alcance desse conteúdo e fortalecer o papel da escola como espaço de transformação social, o Sicoob criou o Programa Financinhas nas Escolas. A iniciativa leva atividades pedagógicas baseadas nos livros e animações da coleção para dentro das salas de aula, envolvendo educadores, alunos e até mesmo as famílias. 

Por meio de mediações de leituras, rodas de conversa, jogos e outras dinâmicas interativas, o programa permite que as crianças aprendam na prática conceitos que farão diferença ao longo de toda a vida. E o melhor: de forma divertida, inclusiva, adaptada à faixa etária e em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
 

Um investimento para a vida toda 

Educar financeiramente desde a infância é um dos caminhos mais eficazes para promover autonomia, cidadania e justiça social. É também uma forma de contribuir para uma sociedade mais consciente, menos endividada e mais solidária. Com a Coleção Financinhas e o Programa Financinhas nas Escolas, o Sicoob reafirma seu compromisso com a formação de uma nova geração que entende que dinheiro é ferramenta — e não um fim em si mesmo. Uma geração que aprende, desde cedo, a fazer escolhas que combinam propósito, cooperação e futuro. 

Para conhecer todas as soluções em Educação Financeira do Sicoob, acesse: sicoob.com.br/cidadaniafinanceira.

 


Eduardo Trigueiro – educador financeiro do Sicoob

Sicoob
www.sicoob.com.br



Fontes:

Banco Central do Brasil.
Cidadania Financeira: Educação Financeira nas Escolas
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira

BNCC – Base Nacional Comum Curricular.
Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br



Direção defensiva no Brasil: por que aprender técnicas avançadas pode salvar vidas no trânsito?

Número de acidentes graves segue alto e especialistas recomendam treinar reações em situações críticas. Cursos em pista controlada ganham espaço como aliados da educação viária

 

O Brasil ocupa posição de destaque em um ranking nada desejável: é um dos países com maior número de mortes no trânsito do mundo. Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, foram mais de 33 mil mortes em acidentes de trânsito apenas em 2023, número que coloca o Brasil entre os dez países com maior letalidade nas estradas. O cenário reforça a necessidade de investir em educação viária e preparar motoristas para situações de risco, algo que vai além das tradicionais aulas teóricas de direção defensiva.

Dessa forma, cresce no Brasil o interesse por cursos de condução avançada e técnicas de performance em ambientes controlados. Embora muitas vezes associados ao universo esportivo, esses treinamentos vêm ganhando relevância social ao ajudar motoristas a desenvolver reflexos, autocontrole e respostas rápidas diante do inesperado.

“Em situações reais, como aquaplanagem ou necessidade de desviar de um obstáculo repentino, o motorista que já passou por treinamento prático tem muito mais chance de evitar o acidente”, explica Leonardo Vilar, especialista em pilotagem e sócio da Rapidus, empresa que oferece aulas práticas na modalidade de drift. “Nosso foco é educação: colocamos o condutor frente a situações extremas, mas em um ambiente seguro, para que ele aprenda a reagir corretamente, algo que nenhum simulador de autoescola consegue proporcionar”, afirma.


Da pista para a vida real

Entre os exercícios aplicados estão drifting controlado, que simula derrapagens e recuperações de aderência, além de técnicas de frenagem de emergência, controle do carro em curvas e condução em pista molhada. São situações que, embora raras, podem determinar o desfecho de uma viagem.

“Direção defensiva não é só reduzir a velocidade ou manter distância. É saber exatamente o que fazer quando tudo foge do previsto. Esse tipo de preparo deveria ser obrigatório para todos os motoristas”, avalia Vilar.


Educação como prevenção

Além de preparar motoristas para situações críticas, o objetivo dos cursos é promover a consciência de risco e reforçar a importância da prudência no trânsito. Para Vilar, o segredo está em unir teoria e prática: “Só conseguimos mudar o cenário alarmante de mortes e feridos quando apostamos em educação de verdade, aquela que faz o motorista pensar e, principalmente, agir melhor”, destaca.


Números alarmantes

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a cada minuto, duas pessoas morrem em acidentes de trânsito no mundo. No Brasil, os acidentes representam uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Pesquisas mostram que, em mais de 80% dos casos fatais, a perda de controle do veículo é um fator determinante.

No Paraná, o quadro segue preocupante: em 2024, o estado registrou mais de 4,5 mil acidentes graves, sendo as colisões e as saídas de pista as principais causas de fatalidades, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Grande parte dessas ocorrências está relacionada à falta de preparo do condutor para reagir em condições adversas, como pista molhada, frenagens de emergência e perda de controle do veículo.

 

Rapidus - Escola de drift, especialista em vistoria veicular, Raio-X pré-compra e consultoria automotiva personalizada, com foco em garantir segurança, transparência e suporte técnico na aquisição ou venda de veículos novos e usados.

 

A necessidade de uma nova percepção da pessoa idosa para a adequada tutela de seus direitos


O mundo envelheceu e o Brasil também. Em 1900, a expectativa de vida na Europa variava entre 40 e 50 anos; no Brasil, era de cerca de 35 anos. Nos dias atuais, tanto na Europa quanto no Brasil, a média de idade está entre 75 e 80 anos. Esse prolongamento da expectativa de vida se deve a diversos fatores, entre eles os avanços na medicina e na tecnologia, as melhorias nas condições sanitárias e de higiene e as políticas públicas voltadas à redução da mortalidade e à promoção da saúde.

Todavia, se aumentou o número de idosos, também cresceram os problemas relacionados à velhice, sobretudo porque a sociedade tem sérias dificuldades em aceitar e lidar com as limitações e angústias que acompanham o prolongamento da vida. Aparentemente, há uma flagrante rejeição ao idoso, talvez até involuntária, pois quase ninguém quer se reconhecer naquela pessoa fragilizada. Os tempos modernos supervalorizam a juventude, a beleza e a inteligência e, daí, decorre a indiferença ou a dificuldade em aceitar pessoas de um tempo que passou.

É certo que muitos idosos conseguem atingir a maturidade com jovialidade e disposição, continuando produtivos e capazes de constituírem nova família, além de ajudarem financeiramente filhos e netos. Porém, infelizmente, essa não é a regra, mas a exceção. A realidade no Brasil, pelo que se observa, é marcada por pessoas que enfrentam grandes dificuldades de sobrevivência com os minguados proventos da aposentadoria pela Previdência Social, insuficientes para o pagamento de planos de saúde, aquisição de remédios, moradia adequada, boa alimentação etc.

O envelhecimento modifica as necessidades da pessoa, demandando investimento em políticas públicas voltadas ao público idoso. No âmbito do SUS, é fundamental o aumento do número de médicos geriatras, que deveriam atender a partir dos 40 ou 50 anos de idade, criando vínculos com o paciente pré-idoso e atuando preventivamente para evitar doenças comuns decorrentes do avanço da idade, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. É preciso também que os hospitais se aparelhem, criando ambulatórios específicos para atender pessoas idosas, muitas vezes fragilizadas e que demandam tratamento de médicos, psicólogos e enfermeiros especializados.

No que diz respeito à Previdência, é indispensável que a União mantenha projeção adequada do número de novos aposentados a ingressar no sistema a cada década, aparelhando-se para dar suporte a quem contribuiu durante toda a vida e que, ao se aposentar, merece receber a devida contrapartida.

No âmbito social, o Estado precisa investir na criação de centros comunitários que ofereçam espaço de convivência e atividades esportivas e culturais para pessoas idosas. Esses serviços, muitas vezes oferecidos por clubes particulares ou pelas instituições que integram o chamado sistema “S”, especialmente SESI e SESC, ainda são bastante insuficientes no setor público, em que Estados e municípios não estão devidamente preparados para garantir essa oferta ao cidadão maior de 60 anos.

A Constituição Federal afirma, em seu artigo 230, que “a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”.

O Estatuto da Pessoa Idosa estabelece uma série de garantias, como: atendimento preferencial, imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas; destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas à proteção da pessoa idosa; viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio com as demais gerações; priorização do atendimento da pessoa idosa por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto nos casos em que não possua família ou careça de condições de sobrevivência; capacitação e reciclagem de recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia; estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais do envelhecimento; garantia de acesso à rede de serviços de saúde e assistência social locais; e prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. 

Contudo, não basta a previsão legal: é necessário implementar tais mecanismos e providências para que, na prática, essas garantias atuem verdadeiramente em prol da pessoa idosa.

Como instituições incumbidas de fiscalizar e defender interesses sociais, o Ministério Público e a Defensoria Pública precisam intensificar suas atuações, exercendo cada vez mais ampla proteção aos direitos das pessoas idosas. Já os governos, em todas as suas esferas de poder, devem atentar para as políticas públicas capazes de concretizar os fins previstos na lei.

Enfim, urge uma mudança radical na sociedade para o enfrentamento eficaz desse abandono silencioso que a contemporaneidade impõe aos idosos. Como bem dizem as doutoras Taisa Maria Macena de Lima e Maria de Fátima Freire de Sá (Ensaios sobre a velhice): “O viver importa no encontro e no confronto. Noutros termos, viver não é apenas existir, mas estar em face do outro, ou seja, relacionar-se. A alteridade é elemento inafastável das experiências humanas”.

 

Prof. Dr. Murilo Rezende dos Santos - professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (campus Campinas)

 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

 

Enem 2025: 5 atualidades que podem aparecer no primeiro domingo de prova

Para Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso, o exame exige repertório crítico e conexão com os grandes temas sociais, culturais e tecnológicos do mundo atual
 

O primeiro domingo do Enem, marcado para 9 de novembro, costuma ser o mais aguardado pelos estudantes. Nesse dia, os candidatos encaram a prova de Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, além de Ciências Humanas. É um conjunto que exige não apenas domínio de conteúdo, mas sobretudo a capacidade de interpretar, relacionar informações e analisar a realidade. 

Segundo Valma Souza, diretora pedagógica do PB Colégio e Curso Região Oceânica de Niterói, essa estrutura não é por acaso: ela foi pensada para avaliar como o estudante lida com os grandes temas da sociedade. 

“O Enem é uma prova interdisciplinar. Ele não quer apenas verificar se o aluno sabe regras gramaticais ou fatos históricos, mas se consegue articular conhecimentos para compreender o mundo. Por isso, as questões são longas, contextualizadas, trazem gráficos, tirinhas, textos de opinião e dados reais. É uma forma de avaliar a capacidade crítica do candidato”, explica Valma que destaca que o exame reflete os debates mais urgentes da atualidade: 

“Estamos vivendo transformações muito rápidas, da entrada da inteligência artificial no cotidiano ao impacto crescente das mudanças climáticas. O Enem acompanha esse movimento. O estudante precisa estar atento não só às notícias do dia a dia, mas ao que esses fenômenos representam para a sociedade brasileira. É isso que faz diferença na hora de interpretar uma questão ou escrever uma redação”, acrescenta. 

E o que pode aparecer no primeiro domingo de prova? Valma Souza traz 5 atualidades para o estudante ficar de olho:

  1. Impacto da inteligência artificial na sociedade – avanços tecnológicos, riscos e desigualdade digital.
  2. Mudanças climáticas no Brasil – enchentes, seca, preservação ambiental e políticas públicas.
  3. Saúde mental entre jovens – pressão acadêmica, uso das redes sociais e bem-estar.
  4. Inclusão social e acessibilidade – combate às desigualdades e garantia de direitos.
  5. Cultura digital e desinformação – o papel da educação no enfrentamento às fake news.

Mais do que prever o tema exato, reforça Valma, o segredo está em cultivar o hábito de leitura e análise crítica

“O Enem não quer um candidato que decore frases prontas. Ele quer um estudante que consiga dialogar com os grandes desafios da sociedade, sustentar ideias e propor soluções. Por isso, acompanhar jornais, assistir a documentários, ouvir podcasts e até conversar com pessoas de opiniões diferentes é parte da preparação. Informação vira repertório, repertório vira argumento, e argumento vira resultado”, resume. 

Para a diretora, o primeiro domingo é a prova que melhor mostra o quanto o estudante está conectado ao seu tempo: 

“É quando o aluno precisa provar que compreende a sociedade em que vive. Quem chega com bagagem cultural, leitura crítica e serenidade tem muito mais chances de transformar esforço em desempenho”, finaliza.

 

Serviço — Enem 2025

Datas

  • 1º dia — 9 de novembro

Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias.

  • 2º dia — 16 de novembro

Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias.

O que levar

Documento oficial com foto

Caneta esferográfica preta (transparente)

Cartão de confirmação da inscrição

Água e lanche leve

Horários

  • Portões abrem às 12h e fecham às 13h (horário de Brasília)
  • Prova começa às 13h30

Todas as partes do oceano já sofrem os efeitos da tripla crise planetária, aponta relatório europeu

 No Brasil, águas costeiras aquecem acima da média global, o país lidera emissões de plástico para o oceano nas Américas e ondas de calor marinhas ameaçam pesca e aquicultura

*Ilustração do que a ONU chamou de "tripla crise planetária"
— mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição
— em todo o oceano global. Adaptado de: von Schuckmann et al, 2025.
Copernicus Ocean State Report 9, Capítulo 1.*

Nenhuma região do oceano escapou dos impactos combinados da mudança climática, da perda de biodiversidade e da poluição. A constatação é do nona edição do Copernicus Ocean State Report(Relatório Copernicus sobre o Estado do Oceano, em português), divulgado nesta terça-feira (30) pelo Serviço Marinho Copernicus, da União Europeia. 

Responsável por absorver 90% do calor excedente gerado pelas emissões de gases de efeito estufa, o oceano está se aquecendo em ritmo acelerado. Os impactos são diretos sobre ecossistemas, pesca, cadeias alimentares, culturas costeiras e a própria estabilidade climática do planeta.

O relatório é considerado uma das principais referências globais para a formulação de políticas oceânicas e climáticas. “Estamos perigosamente próximos de ultrapassar os limites planetários: todas as partes do oceano agora são afetadas pela tripla crise planetária”, afirmou Pierre Bahurel, diretor-geral da Mercator Ocean International, responsável pela implementação do serviço.

O levantamento — elaborado por cientistas ligados ao programa europeu de monitoramento da Terra — alerta para o desequilíbrio do sistema climático global e reforça o papel do oceano como indicador e regulador das mudanças em curso.
 

No Brasil, a costa atlântica registra aquecimento acima da média global. O país também lidera o lançamento de plástico no oceano entre as nações das Américas. As ondas de calor marinhas, cada vez mais frequentes, impõem risco crescente à pesca e à aquicultura.

A cientista Karina von Schuckmann, presidente da iniciativa, reforça que a compreensão científica é a chave para orientar decisões públicas. “O oceano está mudando rapidamente. Sabemos o porquê e conhecemos os impactos. Esse conhecimento é um plano de ação para restaurar o equilíbrio entre humanidade e natureza.”

 

Recordes de calor e colapso nos ecossistemas

Desde a década de 1960, o aquecimento oceânico vem ganhando velocidade, indicando que o sistema da Terra está perigosamente desequilibrado devido às mudanças climáticas. Em 2024, a temperatura média da superfície do mar chegou a 21 °C — a mais alta já registrada. Embora variações pareçam pequenas, a elevação térmica tem efeitos devastadores em todo o sistema climático.

Em 2023 e 2024, o oceano passou por ondas de calor que superaram os picos históricos de 2015 e 2016 em 0,25 °C. No Atlântico, houve locais que permaneceram mais de 300 dias sob condição de onda de calor marinha. Os efeitos são visíveis: colapso de estoques pesqueiros, perda de espécies e prejuízos crescentes para comunidades costeiras.
 

No Atlântico Tropical Norte, 2023 registrou a onda de calor marinha mais intensa da história. Ilhas do Caribe enfrentaram mais de 250 dias seguidos de calor extremo. Entre Colômbia e Brasil, foram mais de 180 dias — seis meses — de temperaturas anormalmente elevadas. 

Os efeitos são visíveis: colapso de estoques pesqueiros, perda de espécies e prejuízos crescentes para comunidades costeiras. No Mediterrâneo, a onda de calor de 2023 elevou a temperatura da água em até 4,3 °C acima da média, favorecendo espécies invasoras e dizimando cultivos tradicionais, como as amêijoas no delta do rio Pó, na Itália.



Biodiversidade ameaçada

O relatório mostra que áreas de alta biodiversidade estão acidificando mais rápido que a média global. O fenômeno, somado ao aumento da temperatura e à poluição por plásticos, compromete a sobrevivência de espécies já vulneráveis.

Os recifes de corais são um exemplo da sobreposição de pressões. O estudo destaca que 75% dos países que mais poluem o oceano com plástico — mais de 10 mil toneladas por ano — têm recifes em situação crítica.

A migração de micronekton (pequenos organismos marinhos que sustentam a cadeia alimentar) em direção aos polos evidencia uma transformação silenciosa, mas profunda, dos ecossistemas oceânicos.



Poluição plástica global

Resíduos plásticos oriundos de todos os continentes já atingem todas as bacias oceânicas. No recorte latino-americano, o Brasil aparece como o maior emissor de plástico para o mar. Corais da costa leste da América do Sul e do Caribe estão entre os mais ameaçados.

No Pacífico da América Central e do Sul, zonas altamente produtivas encolheram mais de 25% desde 1998, afetando algumas das pescarias mais ricas do mundo.

 

Degelo polar e aumento do nível do mar

As regiões polares seguem batendo recordes negativos de cobertura de gelo. No Ártico, entre dezembro de 2024 e março de 2025, foram registrados quatro recordes de perda. Em março, havia 1,94 milhão de km² a menos de gelo marinho em relação à média histórica — uma área equivalente a seis vezes a Polônia.

Na Antártida, fevereiro de 2025 marcou o terceiro ano consecutivo de retração da calota, totalizando uma área quase três vezes maior que a da França.

O nível médio do mar já subiu 228 mm desde 1901. A aceleração preocupa autoridades globais: apenas na Europa, 200 milhões de pessoas vivem em áreas costeiras. Sítios históricos tombados pela Unesco também estão sob risco crescente de inundações nos próximos séculos.



Barômetro Estrela-do-mar

No Dia Mundial dos Oceanos de 2025, durante a UNOC3, a comunidade científica se comprometeu a publicar o Barômetro Estrela-do-mar anualmente. A edição de 2025 agora está incluída no Ocean State Report, complementando seus dados científicos abrangentes, e fará parte de todas as edições futuras, fortalecendo ainda mais o papel do OSR como referência confiável para ciência e política oceânica.

 



Sobre o Ocean State Report

O Copernicus Ocean State Report (OSR) é uma publicação anual emblemática do Serviço Marinho Copernicus e é publicado no periódico científico State of the Planet, após um processo independente de revisão por pares. O relatório apresenta descobertas científicas de ponta, apoiadas por poderosos modelos computacionais, observações por satélite e medições in situ. Abrangendo os mares regionais da Europa e o oceano global, atua como uma referência baseada em evidências para a comunidade científica, organismos nacionais e internacionais, tomadores de decisão, partes interessadas da economia azul e o público em geral. Destaca novos métodos e tecnologias para monitorar e prever o oceano, mostrando como as mudanças oceânicas afetam o planeta, as comunidades e as economias. Essa inteligência científica baseada em evidências nos ajuda a compreender e a nos adaptar a um oceano em transformação, orientando políticas para protegê-lo no futuro.
Saiba mais sobre o Ocean State Report e leia edições anteriores, neste link.

 

Sobre o Serviço Marinho Copernicus

O Serviço Marinho Copernicus é um dos seis serviços do Copernicus, o Programa de Observação da Terra da União Europeia. O serviço opera análises e previsões oceânicas e é financiado pela União Europeia. O Serviço Marinho Copernicus fornece informações de referência regulares e sistemáticas sobre o oceano Azul (físico), Branco (gelo marinho) e Verde (biogeoquímico e biológico), tanto em escala global quanto europeia. Seus dados e produtos apoiam políticas-chave da UE e internacionais, contribuindo para esforços em redução da poluição, proteção marinha, segurança e navegação marítima, gestão sustentável de recursos, energia marinha renovável, crescimento azul, monitoramento climático e previsão do tempo. O serviço também busca aumentar a conscientização pública, fornecendo aos cidadãos da Europa e do mundo informações acessíveis sobre questões oceânicas.

 



Sobre a Mercator Ocean International

A Mercator Ocean International é líder global em oceanografia digital e previsão oceânica. Desde 2014, foi encarregada pela Comissão Europeia de operar o Serviço Marinho Copernicus, fornecendo dados e previsões oceânicas gratuitos e confiáveis para o oceano global. Sua equipe de especialistas científicos projeta, desenvolve e mantém sistemas numéricos de modelagem de ponta que oferecem representações oceânicas 4D abrangentes — incluindo reanálises, simulações retrospectivas (hindcasts), análises em tempo quase real e previsões — nos domínios Azul (físico), Branco (gelo marinho) e Verde (geoquímico e biológico).

A Mercator Ocean lidera o desenvolvimento do European Digital Twin Ocean, em parceria com instituições de toda a Europa, para apoiar a tomada de decisões oceânicas por meio da exploração avançada de cenários preditivos. Atualmente em processo de transformação em uma nova organização intergovernamental, a Mercator Ocean vem fortalecendo ainda mais sua colaboração com parceiros europeus e globais para avançar sistemas e serviços digitais oceânicos em prol de um oceano sustentável.

Mais informações sobre o programa Copernicus, aqui

 

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