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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Dia do Orientador Educacional (04/12): sete dicas para um planejamento pedagógico eficaz

Executivo apresenta insights para gestores que desejam otimizar o fluxo de construção de planejamento no período de rematrículas 

 

O cenário educacional atual exige uma abordagem estratégica e cuidadosa na construção de um ambiente de aprendizagem eficaz. No Brasil, há aproximadamente 47,3 milhões de estudantes, distribuídos em 178,5 mil escolas públicas e privadas, segundo dados do Censo Escolar 2023. Ainda de acordo com a pesquisa, são 2,4 milhões de professores e 161 mil diretores. 

Por conta da discrepância entre o número de alunos e professores, o planejamento pedagógico surge como um elemento-chave para a construção de jornadas de aprendizado produtivas e significativas. “É como um mapa que organiza e estrutura o trabalho educacional, definindo metas, objetivos, conteúdos, métodos e avaliações a serem utilizados ao longo de um período específico. Com o período de rematrículas, é uma ferramenta essencial para garantir a produtividade no ambiente escolar”, detalha Felipe Ferreira, CEO e cofundador da Proesc, edtech amapaense que desenvolve soluções de gestão escolar. 

Neste Dia do Orientador Educacional, o executivo dá sete dicas para a organização de um planejamento pedagógico eficaz. Confira!

 

1. Avalie o ano anterior

Comece a partir da revisão dos resultados e experiências do ano anterior para identificar sucessos, desafios e áreas que devem ser aprimoradas. Considere aspectos como desempenho acadêmico, formações, mudanças infraestruturais, temas transversais, dados financeiros e administrativos.

 

2. Engaje a comunidade escolar

Realize reuniões e consultas para envolver pais, alunos e membros da comunidade. A partir disso, colete feedbacks e sugestões que ajudam na construção de um planejamento mais palpável à realidade e às dores dos públicos ouvidos.
 

3. Consulte o Projeto Político Pedagógico (PPP)

O planejamento pedagógico deve estar alinhado aos princípios e objetivos institucionais, além das estratégias condizentes com a missão da escola. Logo, é importante reler o Projeto Político Pedagógico para permitir o alinhamento com essas diretrizes.

 

4. Defina objetivos e metas

Estabeleça objetivos gerais e metas que sejam realistas e mensuráveis para gerar mais robustez ao planejamento pedagógico. Essa é uma maneira de tangibilizar as ações dos professores, coordenadores e diretores na gestão escolar.

 

5. Crie estratégias e metodologias

Descreva as estratégias e metodologias que serão implementadas para atingir os objetivos a partir das metas. Fundamente essas escolhas em pesquisas, estatísticas e práticas pedagógicas, também considerando os aspectos administrativos.
 

6. Monte um cronograma de ações

Divida os projetos em ações específicas com datas, responsáveis e profissionais envolvidos. Para isso, considere o calendário escolar, habilidades dos professores e prazos para cada etapa.

 

7. Trace um plano de ação

Compile todas as informações em um plano de ação abrangente. Esse documento vai ser o guia para a equipe pedagógica, delineando passo a passo das estratégias, ações e responsabilidades.

 


Proesc.com
Proesc.com
Para saber mais, acesse o site da empresa.

 

Tentativas de Fraude evitadas em agosto ultrapassam mais de 1 milhão, revela Serasa Experian

Volume representa alta de 7% em comparação com o mesmo período de 2023; 

       Média foi de uma ocorrência a cada 2,6 segundos no Brasil. 

 

O Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, registrou em agosto o segundo maior número de ocorrências evitadas até agora, graças às suas tecnologias antifraudes. O valor representa alta de 7,7% em comparação ao mesmo período de 2023 e a frequência mensal foi de uma ocorrência a cada 2,6 segundos em todo o país. Veja o levantamento dos últimos 12 meses no gráfico a seguir: 


O Indicador ainda destaca que, em agosto, 55,4% das tentativas de fraudes evitadas foram identificadas por inconsistências nos dados cadastrais; 31,8% por padrões fraudulentos ligados à autenticidade de documentos e validação biométrica e 12,7% pelos comportamentos suspeitos em dispositivos, como associações anteriores com fraudes.   

 “O aumento das tentativas de fraudes evitadas em julho e agosto mostra que, apesar da adaptação dos criminosos às novas tecnologias, as camadas de proteção adotadas pelas empresas têm sido eficazes na identificação e prevenção dessas ocorrências. Isso destaca que há mais segurança sendo levada aos consumidores que, por sua vez, ao aumentarem a conscientização sobre medidas cautelares para evitarem ser vítimas das diligências, também auxiliam cada vez mais no combate aos golpes", avalia o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha. 

Na visão por setores das fraudes evitadas, “Bancos e Cartões” seguiu sendo o segmento em que houve mais registros em agosto (53,4%) e “Varejo” o segmento com a menor recorrência (2,6%). Em relação às idades, a maior incidência das tentativas de fraude em agosto aconteceu entre os cidadãos de 36 a 50 anos (33,2%). Confira o detalhamento por setor e faixa etária: 

 



Sudeste e Sul lideram tentativas de fraudes

Em agosto, as Unidades Federativas (UFs) que tiveram a maior concentração de tentativas de fraude foram a Sul e a Sudeste. No detalhamento por variação anual, o indicador mostra que Mato Grosso segue tendo o maior percentual (10,8%) e Amazonas com o menor (3,9%). Veja a seguir o gráfico com as quantidades de ocorrências estaduais evitadas e a tabela com a variação anual:

 




Tentativas a cada milhão de habitantes

Em agosto, o Indicador também trouxe a visão de que ocorreram 4.888 tentativas de fraude a cada milhão de habitantes no Brasil. No ranking por UFs, o DF liderou, seguido por MT, SP, SC, PR e MS. Confira a lista completa com os números a seguir:  

Fonte: Serasa Experian


Evite fraudes: veja dicas dos especialistas da Serasa Experian para se proteger

Consumidores: 

·      Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

·      Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

·      Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

·      Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

·      Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

·      Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

·      Inclua suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

·      Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.

Empresas: 

·      Invista em tecnologias de prevenção à fraude para proteger a integridade e a segurança das operações da sua empresa..

·      Em um ambiente de negócios cada vez mais digital e interconectado, onde as fraudes evoluem e se ampliam rapidamente a prevenção à fraude em camadas não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade estratégica;

·      Garanta a qualidade e a veracidade dos dados das soluções de prevenção à fraude a partir de soluções que se aprimorem constantemente diante das mudanças e ameaças das fraudes;

·      Entenda profundamente o perfil do seu usuário e busque constantemente minimizar pontos de fricção em sua jornada digital, garantindo uma experiência fluida e sem comprometer a segurança.

·      Utilize a prevenção à fraude como uma alavanca para gerar receita, implementando uma orquestração inteligente de soluções que maximize a segurança, reduza perdas e permita uma experiência de compra mais ágil e confiável para o cliente

 

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados da Serasa Experian: 1) total de consultas de CPFs efetuado mensalmente na Serasa Experian; 2) estimativa do risco de fraude, obtida por meio da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global já consolidada em outros países. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados (item 1) pela probabilidade de fraude (item 2), além da adição do volume de tentativas de fraudes registradas pela companhia referentes a verificação de documentos, biometria facial e verificação cadastral.

 


Experian
experianplc.com


Mulheres percebem mais obstáculos no ambiente de trabalho

Pesquisa revela desigualdade de percepção sobre desafios profissionais: 26,7% das mulheres identificam mais obstáculos, comparado a 15,6% dos homens

 

As mulheres percebem mais obstáculos no ambiente de trabalho do que os homens. É o que diz a pesquisa ‘Influência do ambiente corporativo na saúde mental’ realizada pela Newa, consultoria de impacto social, em parceria com a Opinion Box, que tem o objetivo de desmistificar os temas e ajudar organizações a criarem um ambiente seguro e de processos. De acordo com o estudo, 26,7% delas afirmaram que há uma diferença significativa nos desafios enfrentados por homens e mulheres no ambiente profissional, enquanto apenas 15,6% deles concordaram com essa percepção. 

Para Carine Roos, mestra em Gênero e fundadora e CEO da Newa, um dos principais fatores que contribuem para esse cenário é a chamada 'tripla jornada', na qual as mulheres se veem obrigadas a dividir tempo e energia entre as demandas profissionais e as múltiplas responsabilidades de cuidado em casa, com familiares, pessoas doentes, estudos ou participação em atividades comunitárias. 

O estudo também revelou que 31,7% das entrevistadas se consideram as únicas responsáveis pelas tarefas domésticas, enquanto apenas 25% deles contribuem ocasionalmente com essas atividades. “Esse desequilíbrio não apenas aumenta a carga mental sobre as o público feminino, como reflete a desigualdade de gênero nas expectativas sociais e corporativas sobre quem deve assumir as responsabilidades de cuidado”, aponta Carine.

 

Sem correção necessária da tributação do ICMS, estado de SP está em vias de perder protagonismo na energia solar e retroceder na sustentabilidade

 ABSOLAR recomenda que o governo paulista faça equiparação do benefício do ICMS já concedido pelos demais estados do Sudeste, garantindo a competitividade da geração própria no suprimento de novas demandas por eletricidade limpa e atrativa


Mesmo com a atual liderança no ranking estadual de geração própria solar, o estado de São Paulo está sob um grande risco de perder protagonismo e retroceder na sustentabilidade e no processo de transição energética, caso não faça as atualizações necessárias dos prazos do benefício do ICMS para as modalidades da geração própria renovável, que venceriam no final deste ano.  
 
O alerta é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Para a entidade, é fundamental que o governo paulista faça equiparação do benefício do ICMS já concedido em todos os outros estados da região Sudeste, garantindo a competitividade da geração própria no suprimento de novas demandas por eletricidade limpa e atrativa.
 
A recomendação da entidade é adotar as mesmas condições aplicadas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, cujas regras se encontram vigentes até 2032. Para ampliar o protagonismo do estado paulista e equiparar os prazos, é necessário que se faça ajustes no Decreto nº 67.521/2023, por meio alterações no artigo 166 do Anexo I do Regulamento do ICMS (“RICMS/SP”).  
 
Atualmente, o estado de São Paulo possui 4,7 gigawatts (GW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. São mais de mais de 474 mil conexões operacionais, espalhadas por todos os municípios paulistas. Desde 2012, o segmento já proporcionou ao estado a atração de R$ 21,3 bilhões em investimentos, geração de mais de 135 mil empregos e a arrecadação de R$ 6,4 bilhões aos cofres públicos.
 
“Portanto, a atualização das regras do ICMS em São Paulo é essencial para o estado manter o ciclo virtuoso de investimento, emprego e sustentabilidade, sob pena de fuga de capital, perda de postos de trabalho, aumento no custo da energia para a população e recrudescimento nas políticas de desenvolvimento sustentável e transição energética”, aponta Guilherme Susteras, coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída e conselheiro da ABSOLAR.
 
 

Reajustes de benefícios e programa Desenrola não surtem efeito, e inadimplência nas capitais segue intacta há dois anos

 Belo Horizonte (MG) tem mais famílias convivendo com contas atrasadas (54%), enquanto João Pessoa, na Paraíba, tem com apenas 6% dos lares nessa situação, mostra pesquisa

 

Mesmo com iniciativas como reajustes do valor de programas de transferência de renda ou do próprio salário mínimo, além do Desenrola Brasil — criado pelo governo, em 2023, para amenizar a inadimplência —, a taxa de famílias com contas atrasadas nas capitais nacionais se manteve estável entre 2022 e 2024, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Se no fim do primeiro semestre de 2022, essa margem era de 29% de lares, neste ano, chegou a 28,8%, após ligeira subida para 29,6%, no ano passado.  

No entanto, esse processo não aconteceu de forma linear pelo País. Pelo contrário, a pesquisa da Federação aponta que a diferença entre a capital mais inadimplente hoje, Belo Horizonte, em Minas Gerais (54% das famílias estavam nessa situação no fim do primeiro semestre) e a que apresenta o menor volume de lares com contas atrasadas, Aracaju, em Sergipe, com apenas 20%, é de relevantes 34 pontos porcentuais (p.p.) [gráficos 1 e 2].

 

[GRÁFICO 1]

Capitais brasileiras com mais famílias inadimplentes, em % (2022–2024)

Fonte: IBGE/CNC com cálculos da FecomercioSP


Dentre as capitais com mais gente convivendo com dívidas em atraso, destacam-se, ainda, Natal, no Rio Grande do Norte (52%); Porto Velho, com 51% dos lares nessa condição; Manaus, com 45%; e Rio Branco, onde 39% das famílias estão inadimplentes.  

Na análise da FecomercioSP, os dados dessas cidades são preocupantes para as populações locais, uma vez que indicam que há pressão sobre o mercado de crédito, aumentando custos com novos empréstimos e dificultando o pagamento das despesas atuais, além de travar investimentos de longo prazo. O resultado disso é um desenvolvimento econômico mais contido do que outras metrópoles. 

Em situação oposta, estão cidades como São Paulo, onde 20% das casas estão vivendo com despesas ainda não pagas; Palmas, com 18%; Curitiba, com 14%; e João Pessoa, em que a taxa é de apenas 6%. 

 

[GRÁFICO 2]

Capitais brasileiras com menos famílias inadimplentes, em % (2022–2024)

Fonte: IBGE/CNC com cálculos da FecomercioSP

 

São locais onde, além da gestão financeira mais adequada do orçamento familiar, há conjunturas econômicas que permitem que a população não dependa tanto de modalidades de crédito, muito em razão da maior capacidade de pagamento das contas, seja pela massa de renda — como é o caso da capital paraibana, em que os rendimentos dos lares subiram 20,8%, entre 2022 e 2024 —, seja pelo mercado de trabalho, que se manteve aquecido nesse período. 

Para a FecomercioSP, é importante apontar como os efeitos da acesso dos consumidores ao mercado, essa circunstância também tende a dificultar a recuperação da vida financeira desses indivíduos, na medida em que os juros e as tarifas incidentes podem subir o montante devido e os prazos para quitá-lo. De qualquer forma, essa saída significativa de pessoas do consumo tem impactos sobre toda a economia do País.

 

[TABELA 1]

Inadimplência familiar nas capitais brasileiras, em % (2022–2024)

Fonte: IBGE/CNC com cálculos da FecomercioSP


 SALTOS E ESTABILIDADES

Enquanto algumas capitais brasileiras viram o número de lares inadimplentes cair nos últimos dois anos, outras apontaram um salto nesse fenômeno [tabela 1]. É o caso, notadamente, de Manaus, onde a taxa de inadimplência familiar subiu 16 p.p. no intervalo, passando de 29% de famílias nessa situação, em 2022, para 45%, agora.  

Em Goiânia, a elevação foi de 15 p.p., saindo da lista das cidades com a menor quantidade de casas com contas atrasadas (19%) para uma situação acima da média nacional (34%). Em Belo Horizonte, líder do ranking, inclusive, as condições se agravaram bastante no último biênio, com uma alta de 11 p.p. no número de lares vivendo com contas vencidas. 

O fenômeno inverso ocorreu em capitais como Recife, João Pessoa, Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde a porcentagem de famílias inadimplentes praticamente se manteve o mesmo ao longo do período analisado. Na capital pernambucana, em especial, o indicador chegou a subir em 2023, mas, atualmente, está no mesmo patamar de dois anos atrás (27%).

 

UM TERÇO DE DÍVIDAS

Os dados da FecomercioSP ressaltam que, entre 2022 e 2024, a proporção das dívidas dentro do orçamento familiar se manteve inalterado em torno de 30%. Em outras palavras, um terço dos rendimentos dessas pessoas, nas capitais, está sendo utilizado para pagar despesas em curso ou para liquidar eventuais atrasos.  

Isso significa que, se uma família tem uma renda mensal de R$ 3 mil, cerca de R$ 900 são destinados a sanar dívidas. O fenômeno, porém, se deu de forma bastante desequilibrada entre as capitais do País. Em Teresina (PI), por exemplo, essa margem segue em torno de 43%, praticamente no mesmo patamar de dois anos atrás. Situação parecida com a de locais como Macapá (AP), onde 36% da renda familiar está comprometida com dívidas, e Natal, em que esse número é de 35%.  

Do outro lado está, mais uma vez, a capital paraibana: atualmente, apenas 12% da renda dos lares de João Pessoa é destinada a pagar dívidas, segundo os dados da FecomercioSP. É, de longe, a proporção mais baixa do País. Em seguida, aparecem Distrito Federal, com 22%, e Campo Grande, com 25%. 

 

FecomercioSP
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Fim de ano: Postos de Atendimento ao Trabalhador oferecem 4,3 mil vagas temporárias em todo o estado de SP


Setor de logística conta com mais de 1,9 mil
 oportunidades de emprego
Serviço da Secretaria de Desenvolvimento Econômico faz intermediação entre empresas e trabalhadores que buscam oportunidades de emprego

 

Impulsionado pelas festividades, a chegada do fim de ano aquece o mercado de trabalho com a abertura de milhares de vagas de emprego temporárias nos setores de comércio, logística e serviços. Para ajudar quem busca ingressar ou se recolocar no mercado, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), por meio dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), está com 4,3 mil vagas temporárias disponíveis em todo o estado. 

Com mais de 200 unidades distribuídas pelo território paulista, os PATs conectam empresas e trabalhadores, oferecendo serviços gratuitos de intermediação de mão de obra. Entre as oportunidades abertas para este fim de ano, as funções mais demandadas são auxiliar de logística (1.940 vagas), alimentador de linha de produção (414 vagas), atendente de lojas/mercados (402 vagas), ajudante de motorista (251 vagas) e operador de caixa (211 vagas). 

"As vagas temporárias são fundamentais para aquecer a economia no fim do ano e representam uma oportunidade valiosa para os trabalhadores demonstrarem suas habilidades e buscarem uma colocação fixa", explica a coordenadora de operações da SDE, Mariana Rodrigues.

 

Como se candidatar

Para se candidatar a uma das 4,3 mil vagas temporárias, os interessados devem comparecer com RG, CPF e Carteira de Trabalho (física ou digital) na unidade mais próxima do PAT.  Os endereços podem ser consultados em https://www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br/pats/.  

 

Outros serviços

Para além das vagas de empregos e da atualização de cadastro de emprego, as unidades dos PAT oferecem outros serviços para a população, como:

·         Habilitação ao Seguro-Desemprego;

·         Orientação sobre a Carteira de Trabalho Digital;

·         Orientação sobre os cursos de qualificação profissional gratuita do Qualifica SP, programa da SDE.

Os serviços do programa também incluem os atendimentos para empresas e/ou empregadores que estão em busca de novos funcionários, com serviços disponibilizados sem custo, como a intermediação do processo seletivo dos candidatos.





Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SDE

 

‘Com o pacote, o risco é ter a despesa garantida, mas não a receita’

O economista José Roberto Mendonça de Barros considerou fracas as medidas de corte de gastos do governo e disse que, de tudo o que foi colocado à mesa, apenas o aumento da faixa de isenção do IR, que na prática pressiona o orçamento, tem garantia de sair, pois será feito por via administrativa 

pacote de corte de gastos, anunciado na última quinta-feira (28) pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad, prevê economia de até R$ 327 bilhões entre 2025 e 2030 com medidas como um pente-fino em programas sociais, revisão de benefícios a militares e tributação de, no mínimo, 10% sobre a renda de quem ganha acima de R$ 50 mil por mês. As iniciativas do governo, que em sua maioria dependem do Congresso para sair do papel, não empolgaram empresários nem economistas.

Um dos pontos mais criticados foi o anúncio, junto com o pacotes de cortes, de uma desoneração, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que deve valer a partir de 2026 e que, na prática, acaba pressionando em vez de aliviar o orçamento.

"O governo perdeu a chance de promover um ajuste fiscal positivo e estratégico por um tático de curto prazo, misturando isenção do Imposto de Renda só para dar uma notícia boa. Mas é uma manchete que se esvai no mesmo dia", afirmou o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, que esteve na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na quinta-feira, dia do anúncio do governo. 

Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, Barros disse que o pacote não é bom porque, enquanto o aumento na isenção do IR é feito por via administrativa, a criação de um imposto efetivo para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês depende de lei. "Com o pacote corremos o risco de ter a despesa garantida, mas não ter a receita", alertou. 

Em conversa com o Diário do Comércio, o economista analisou os impactos do aumento da faixa de isenção do IR nos negócios de um Microempreendedor Individual (MEI) e se essa medida poderia diminuir a desigualdade tributária mencionada pelo governo. Em sua avaliação, em alguma medida, sim, já que muitos MEIs têm receitas que não superam os R$ 5 mil mensais, ou R$ 60 mil por ano. Vale lembrar que o teto de faturamento anual para atuar como microempreendedor individual é de R$ 81 mil.

"Porém, o efeito dessa isenção sobre a desigualdade é relativamente pequeno, tem que ter mais do que isso: o crescimento da oferta de trabalho, de educação, esse tipo de coisa. O IR sozinho não é nada extraordinário. É claro que quem terá menos imposto a pagar ficará aliviado no dia a dia dos negócios e vai gostar. Mas não é uma questão-chave para reduzir a desigualdade", reforçou Barros. 

Se os efeitos do pacote não serão sentidos no curto prazo, a compensação entre quem vai pagar menos (isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil) e quem vai pagar mais (aumento do IR para quem recebe acima de R$ 50 mil mensais) mostra sua inconsistência: de um lado, reduz imposto, que é um tipo de gasto, do outro, aumenta. "O momento atual mostra claramente a necessidade de diminuir esse gasto, porque gastou-se demais no período recente. O déficit aumentou e agora o governo não tem como financiar isso."


NÃO EMPOLGOU

Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, também destacou que o pacote não despertou entusiasmo, pois não veio na linha do que se esperava, que era o foco maior no corte de gastos. A preocupação de Solimeo é que as medidas possam implicar em maior tributação. 

"É um pacote que criou expectativa e não cumpriu, afetando a credibilidade do governo. Ele tem inconsistências claras, como aumentar o limite de isenção do Imposto de Renda no momento em que é preciso conter o consumo. Não tem como funcionar e o agravante é tentar compensar em cima da classe média empresarial", diz o economista da ACSP.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontou efeitos que devem impactar o empresariado, como a inclusão de tributação de dividendos sem a respectiva redução da tributação sobre as empresas - o que configura bitributação e deve afetar drasticamente a capacidade do setor produtivo de gerar riquezas. "A atual tributação sobre a renda e o lucro no Brasil já seguem a lógica de tributar o resultado da empresa e isentar proventos e dividendos pagos aos acionistas", afirmou a entidade em nota. 

A confederação também disse reconhecer a importância de revisar a dinâmica de reajuste do salário mínimo, bem como de outros benefícios sociais, como o BPC e o Abono Salarial, para "garantir o amparo aos mais necessitados." Mas enxerga com preocupação a ampliação da isenção do IR, dado o peso que essa medida terá sobre o quadro fiscal brasileiro, "tornando todo o esforço do pacote fiscal praticamente inócuo".

A CNC destacou ainda que a economia estimada pelo governo de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, ou de R$ 327 bilhões em cinco anos, é insuficiente diante do cenário de déficits primários crônicos que, segundo as projeções do mercado, podem alcançar 0,7% do PIB nos próximos três anos. "É crucial que o Brasil busque uma plena coordenação entre as políticas fiscal e monetária, garantindo um cenário de médio e longo prazo estável e previsível, o que permitirá a redução dos juros e da inflação, fatores que atualmente sufocam o setor produtivo e os consumidores", completou a confederação. 


DESACELERAÇÃO NO RADAR

Para Mendonça de Barros, o que interessa nesse momento é o que vai acontecer com a economia nos próximos dois anos e, por isso, o ideal seria que o governo não fizesse um anúncio do ponto de vista político, mas pensando em como enfrentar a pressão inflacionária e a questão fiscal para a economia crescer firmemente até 2026. 

"Esse deveria ser o centro da política econômica para buscar o grau de investimento de volta. Foi um anúncio atrapalhado, recebido de mau-humor pela imprensa e o mercado, e o preço pago pelo governo pelo desgaste não será pequeno."

O efeito inicial foi imediato, com a disparada do dólar, que chegou a bater R$ 6,01 na quinta-feira, encerrando o dia em R$ 5,99, patamar histórico desde o início da circulação do real, em 1994. A alta da moeda de 3,36% na semana já indicava qual era a expectativa do mercado com o pacote. Adiado em um mês, o anúncio do pacote causou instabilidade e aumentou a volatilidade do câmbio, já pressionado pelas políticas protecionistas de Donald Trump e tensões no Oriente Médio. 

"Se esse pacote tivesse saído em agosto, quando o dólar estava em R$ 5,60, poderia voltar para R$ 5,40. Mas ficou nessa novela de 'hoje vai, hoje não vai', até ele chegar aos R$ 5,80, R$ 5,99. Quanto mais demora, menos credibilidade, e o efeito do pacote vai ficando cada vez menor. Ou seja, foi um tiro no pé", disse Barros. 

Com isso, o desgaste para o governo não será pequeno, com um câmbio que piorou e a inflação acima de 4%. Segundo o economista, essa perspectiva pode levar o Banco Central a aumentar mais intensamente os juros, em até 0,75%. 

"Nós, economistas, erramos nessas projeções de virada de ano, subestimamos o crescimento há três anos", admitiu Barros, que arrisca dizer que desta vez há certeza de forte desaceleração da economia para o próximo ano. "Hoje, a renda das famílias está boa, assim como a oferta de crédito. Mas a pressão inflacionária não vai ser razoável e a questão fiscal é uma decisão de um regime presidencialista para atender as suas bases, espalhar bondades, e não um movimento estratégico para retomar a trajetória de crescimento."

O economista também destacou que o pacote só será aprovado em 2025 se não houver nenhuma "armadilha" do Congresso para implementação a partir de 2026. "O pacote não segura a inflação e em algum momento serão tomadas medidas adicionais. Lula não chegará na próxima eleição com a inflação controlada, o que sempre foi determinante para o presidente se reeleger." 

Barros também comentou sobre a possível queda no poder de compra em 2025. Segundo ele, o corte de gastos no curto prazo deve reduzir a renda de algumas das pessoas, diminuindo a atividade. "Se o orçamento for mais equilibrado, os juros podem ser muito mais baixos. É através dos juros, que afetam todas as empresas, que se consegue a sustentabilidade no crescimento da economia."

Para o economista, a queda no desemprego deve desacelerar no próximo ano, com os juros subindo muito, afetando o crédito para as empresas, e com a inflação reduzindo o poder de compra da população.  Ele reforça que o foco do pacote deveria ser a redução do déficit público. "Mas a mensagem do governo é contraditória: não se pode falar em corte, nem gastos, só em readequação. Mas a população não é boba, vai entender que o efeito vai ser ruim", disse.

 


Karina Lignelli
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/com-o-pacote-o-risco-e-ter-a-despesa-garantida-mas-nao-a-receita

 

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